“A potência de araque não para de esbanjar lá fora o dinheiro que falta aqui”

 Por Branca Nunes*
…Tudo somado, conclui-se que o Brasil Maravilha que Lula pariu e Dilma Rousseff carregou no colo só existiu na cabeça baldia do parteiro e no cérebro desabitado da babá…
Neste 7 de maio, o governo federal comemorou a aprovação na Câmara dos Deputados da PEC 665, embrulho incluído no balaio do ajuste fiscal que altera regras no seguro-desemprego. Mais uma vez, Dilma Rousseff e seus parceiros avisaram que é pelo bem do Brasil que a população será sacrificada. A mesma cantilena foi entoada para que os pagadores de impostos aceitem outra contradição absurda: os parteiros do slogan Brasil – Pátria Educadora cortaram R$ 500 milhões da verba que deveria garantir a professores e bibliotecas públicas o suprimento de livros didáticos. Há alguns dias, enfim, o Ministério da Educação confessou que não resta um único tostão para investir no FIES.

A indigência financeira, cujo codinome é “contingenciamento de gastos”, provoca estragos que ultrapassam as fronteiras do território nacional. Já no primeiro mandato de Dilma, o Brasil perdeu o direito de voto em instituições internacionais, sofreu derrotas sucessivas na disputa por cargos relevantes e foi proibido de comandar missões de paz da ONU, entre outras sanções que deixaram em frangalhos a imagem do país. Como a soma das dívidas com as agências da Organização das Nações Unidas já passou dos R$ 600 milhões, não há perigo de melhorar.

Para recuperar, por exemplo, o direito de voto na Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), perdido desde 1º de janeiro de 2015, o país precisa pagar R$ 10,3 milhões. Um débito de R$ 15,4 milhões e dois anos de calotes na contribuição financeira devida ao Tribunal Penal Internacional expulsaram o Brasil do quadro de eleitores da instituição. Na FAO, a dívida acumulada chegou a R$ 38,6 milhões.

As embaixadas desenham um quadro de penúria. Em reportagem recente, o Estadão revelou que a representação brasileira em Benim, na África ocidental, ficou sem água e luz por falta de pagamento. Os telefones só não haviam emudecido porque um diplomata ali baseado quitou a conta com o que restava do salário. A escassez de recursos atinge também representações em Tóquio, nos Estados Unidos e em Portugal.

No ano passado, o Brasil se recusou a pagar a contribuição obrigatória à Organização dos Estados Americanos (OEA), entidade que reúne as nações das Américas do Sul, Central e do Norte. Dos 8,1 milhões de dólares esperados, depositou apenas 1 dólar. Em contrapartida, o salário dos parlamentares saltou no começo do ano de R$ 26.723,13 para R$ 33.763,00. E as despesas federais no primeiro trimestre cresceram R$ 5,4 bilhões, passando de R$ 822 bilhões para pouco mais de um trilhão de reais por ano. “Sem contar a Petrobras”, ressalva o jornalista Carlos Brickmann.

Tudo somado, conclui-se que o Brasil Maravilha que Lula pariu e Dilma Rousseff carregou no colo só existiu na cabeça baldia do parteiro e no cérebro desabitado da babá. Pelo menos desde 2006, a dupla insistiu em enxergar um colosso emergente no que nunca passou de um pobretão metido a besta. Fantasiado de rico com um fraque puído nos fundilhos, há mais de 12 anos a potência de araque deu de esbanjar lá fora o dinheiro que faz falta aqui. Neste início do segundo mandato, o fraque foi reduzido a andrajos que denunciam a miséria financeira e moral do perdulário irresponsável.

Neste 12 de maio, a Câmara dos Deputados aprovou a liberação de mais R$ 50 bilhões para o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O governo parece achar pouco: o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, move-se nos bastidores para apressar a transferência de outros R$ 10 bilhões atualmente em poder de um fundo criado com uma fatia de recursos do FGTS. De 2006 para cá, o total de empréstimos do Tesouro ao BNDES ultrapassou a fronteira dos R$ 410 bilhões — 8,4% do PIB.

Boa parte da dinheirama esvaiu-se na construção de usinas, portos, rodovias e aeroportos no exterior ─ em transações mantidas sob sigilo e sempre com juros de pai para filho. “Fazer empréstimos internacionais sem que eles passem pelo Congresso é uma atitude inconstitucional que se cristalizou no governo Lula e Dilma”, observou Maristela Basso, professora de direito internacional da USP, numa entrevista a Heródoto Barbeiro. “Emprestar para Cuba de forma secreta para a construção do Porto de Mariel, por exemplo, é nulo perante o direito brasileiro”.

Inconstitucional ou não, é o que o governo federal faz há mais de uma década. Entre 2006 e 2012, US$ 3,2 bilhões (R$ 6,4 bilhões) foram consumidos em empréstimos a companhias brasileiras em Angola -49% para a Odebrecht-, de acordo com uma reportagem da BBC Brasil. Trecho: “A Odebrecht conta com parte de uma nova linha de crédito do banco, de US$ 2 bilhões, para manter o ritmo de investimentos em Angola, entre US$ 500 milhões e US$ 600 milhões anuais (de R$ 1,1 bilhão a R$ 1,2 bilhão)”.

Também construído pela Odebrecht e financiado pelo BNDES, o porto de Mariel engoliu US$ 682 milhões só na primeira etapa. Com 18 metros de profundidade, 12 quilômetros de ferrovias e 70 quilômetros de rodovias com pista dupla no entorno, o porto cubano é tudo o que o Porto de Santos, em São Paulo, quer ser quando o governo decidir gastar por aqui as verbas que sobram para modernizar a infraestrutura de países companheiros.

Pelo atalho do BNDES, a Queiróz Galvão fez chegar um bilhão de dólares aos canteiros de obras da hidrelétrica de Tumarín, na Nicarágua. No Equador, a Odebrecht foi contemplada com mais de US$ 90 milhões para construir a Hidrelétrica Manduriacu, além de outros US$ 240 milhões para a hidrelétrica de San Francisco. Acusada de “desleixo” no cumprimento do cronograma, a empreiteira foi expulsa do país, em 2008, pelo presidente Rafael Correa.

Cada vez mais numerosos, esses acertos internacionais são cada vez menos transparentes. Não se sabe ao certo quais são os critérios usados pelo BNDES para escolher parceiros. Boa parte das obras financiadas beneficia países da África e da América do Sul cuja irrelevância comercial é compensada pela permanência no poder de governantes amigos.

A suspeita de que o segredo de alguns contratos se presta a ocultar tenebrosas transações ameaça o sigilo que, no caso de Cuba e Angola, só seria suspenso em 2027. A reação do governo à iminente instauração de uma CPI do BNDES reforçou a sensação de que a devassa na multibilionária caixa-preta é inadiável. As descobertas podem espantar até os brasileiros convencidos de que, depois do Petrolão, não se espantarão com mais nada.

Seguem-se 14 obras no exterior financiadas pelo BNDES.

- Porto de Mariel (Cuba)
Valor da obra: US$ 957 milhões (US$ 682 milhões por parte do BNDES) / Empresa responsável: Odebrecht

- Hidrelétrica de San Francisco (Equador)
Valor da obra: US$ 243 milhões / Empresa responsável: Odebrecht

- Hidrelétrica Manduriacu (Equador)
Valor da obra: US$ 124,8 milhões (US$ 90 milhões por parte do BNDES) / Empresa responsável: Odebrecht

- Hidroelétrica de Chaglla (Peru)
Valor da obra: US$ 1,2 bilhões (US$ 320 milhões por parte do BNDES) / Empresa responsável: Odebrecht

- Metrô Cidade do Panamá (Panamá)
Valor da obra: US$ 1 bilhão / Empresa responsável: Odebrecht

- Autopista Madden-Colón (Panamá)
Valor da obra: US$ 152,8 milhões / Empresa responsável: Odebrecht

- Aqueduto de Chaco (Argentina)
Valor da obra: US$ 180 milhões do BNDES / Empresa responsável: OAS

- Soterramento do Ferrocarril Sarmiento (Argentina)
Valor: US$ 1,5 bilhões do BNDES / Empresa responsável: Odebrecht

Linhas 3 e 4 do Metrô de Caracas (Venezuela)
Valor da obra: US$ 732 milhões / Empresa responsável: Odebrecht

- Segunda ponte sobre o rio Orinoco (Venezuela)
Valor da obra: US$ 1,2 bilhões (US$ 300 milhões por parte do BNDES) / Empresa responsável: Odebrecht

- Barragem de Moamba Major (Moçambique)
Valor da obra: US$ 460 milhões (US$ 350 milhões por parte do BNDES) / Empresa responsável: Andrade Gutierrez

- Aeroporto de Nacala (Moçambique)
Valor da obra: US$ 200 milhões ($125 milhões por parte do BNDES) / Empresa responsável: Odebrecht

- BRT da capital Maputo (Moçambique)
Valor da obra: US$ 220 milhões (US$ 180 milhões por parte do BNDES) / Empresa responsável: Odebrecht

- Hidrelétrica de Tumarín (Nicarágua)
Valor da obra: US$ 1,1 bilhão (US$ 343 milhões) / Empresa responsável: Queiroz Galvão

BRANCA NUNES -É jornalista

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Coroatá: Delegado prende assaltante e o obriga a ressarcir vítima

 O novo delegado de Coroatá, Alex Aragão, conseguiu prender um homem acusado de assalto na cidade. A prisão ocorreu em menos de 12h depois do crime, para a felicidade da vítima que se sentiu mais aliviada após ter seu aparelho celular subtraído na porta de casa.

O rapaz não soube dizer à polícia qual fim deu ao celular da vítima e então o delegado o obrigou a comprar o mesmo modelo para reparar o dano provocado.
Em sua página no facebook, Gracilana Lopes, parabenizou o delegado Alex Aragão e toda sua equipe por agir rápido e conseguir prender o acusado.

“Hoje eu amanheci mais feliz! Eu quero aqui agradecer imensamente ao novo delegado de polícia da minha cidade amada Coroatá, que junto com sua equipe de agentes e policiais conseguiram, em menos de 12horas, prender o ladrão que me assaltou na porta da minha casa no domingo à noite. E o melhor é que de todas as outras vezes que fui assaltada, eu nunca tinha conseguido de volta o que havia sido subtraído de mim. Dessa vez foi diferente. Como o ladrão não deu conta do meu celular, ele fez ele pagar um novinho e igualzinho ao meu. Graças a Deus e ao trabalho da polícia”, publicou a vítima. Do Coroatá Oline.

Nota do Blog- Imagine se isso acontecesse todas as vezes. Com certeza Ninguém queria mais ser ladrão.

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Vargem Grande: Dr. Miguel e Fábio Braga de olho nas eleições de 2016

 

Irandir, Miguel e Fábio.

Por Blog do Alpanir Mesquita com modificações

O ex-prefeito Dr. Miguel, tido como uma das maiores lideranças da cidade de Vargem Grande, se não a maior, não desgruda em nenhum momento da medicina e da politica. Carimbado e calejado, Miguel tem conversado com todos os seguimentos políticos da cidade, seja de seu lado ou contrario politicamente, papel esse que ele desempenha com maestria.

Na seara politica ele conta com duas opções numa disputa direta pela Prefeitura de Vargem Grande em 2016, a primeira ele próprio, aonde vem questionando na justiça sua elegibilidade e a outra opção a sua esposa Irandir Fernandes, que pode lhe suceder na disputa. Ambos, porém, tem enormes índices de aceitação junto ao eleitorado e junto à classe politica.

Miguel sabe que durante seu governo (2009-2012) teve grande aceitação e aprovação do seu desempenho em frente a prefeitura. Muitos dos recursos administrados por Dr. Miguel quando prefeito, foram de emendas que o deputado Fábio Braga trouxe para o município, como por exemplo, postos de saúde, a urgência e emergência do Hospital Benito Mussoline, Portal da Cidade, Lagoa Paulo Ramos, asfaltos, etc. Fabio fez muito por sua terra e por seu grupo, que assim pavimentaram a estrada eleitoral para que Edvaldo fosse eleito prefeito no ultimo pleito com uma boa margem de votos em frente ao segundo colocado.

Miguel segue nessa formula de sucesso afável, sorridente e aproximando-se cada vez mais de quem pode no presente e futuro transformá-lo de novo num prefeito referencia da região.

Fabio Braga e Miguel e vários seguidores de ambos veem com olhos arregalados o destino politico que pode ter as próximas eleições.

Na ultima eleição, Miguel foi com grupo Sarney fechado de “cabo a rabo”, Fábio Braga por divergência e por conta de correligionários na região, fez a opção de uma postura independente, e cuidando de sua eleição. Hoje tem ligações muito próximas com seu amigo de escola e universidade, o Governador Flávio Dino.

Com um mandato até 2018 nas mãos e com a possibilidade de ter um partido só seu a nível estadual, o deputado navega nas águas calmas esperando os desfechos das articulações.

Miguel visita as bases em Vargem grande, sempre pensando nos votos pra próxima eleição, Fábio Braga idem, agradecendo os votos da última e pensando na próxima. Nesse campo, pouco as duas raposas se diferem, porém Fábio Braga tem uma boa parte do Maranhão para percorrer fazendo campanha e implantando seu partido, o PTdoB.

Sem sombra de dúvidas, as eleições de 2016 em Vargem Grande, passam pelas mãos dos dois.

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As coisas têm nome.

 Carlos Brickmann
O PSDB, nos tempos de Fernando Henrique, aprovou o Fator Previdenciário, que na prática reduz o valor das aposentadorias. Agora vota para extingui-lo, porque as circunstâncias socioeconômicas da dialética do pós-moderno se modificaram. Os petistas, que se esgoelaram de tanto protestar contra o Fator Previdenciário, porque na prática reduz o valor das aposentadorias, agora votam pra mantê-lo, porque é necessário pagar menos aos aposentados para reequilibrar a economia e mantê-la em condições de garantir os avanços sociais da população mais carente que deixou de ser menos carente graças à sábia política de avanços estratégicos polissegmentados mas pode voltar a ser mais carente se a lei não for feita conforme a orientação dos setores esquerdistas comandados por Joaquim Levy, Kátia Abreu e a ala mais avançada do Partido Progressista, o PP.

Os meios de comunicação, no geral, publicam essas besteiras, e fingem que as levam a sério. E toca a descrever as divergências de Renan e Eduardo Cunha com Mercadante, nebulosas conversas de que os repórteres não participaram em que políticos falam mal de aliados e manifestam sua desesperança, a divulgar declarações de Carlos Lupi a respeito de sua luta esquerdista, em defesa dos trabalhadores, a comentar a disputa entre Força Sindical e CUT sobre as melhores maneiras de garantir os assalariados neste mundo cruel. Tudo bem: se os meios de comunicação querem levar tudo isso a sério, que o façam. Difícil é pedir que os consumidores de informação acreditem em Papai Noel (e Mamãe Noela) e paguem para ler bobagem.

Papel é caro, tempo de rádio e TV é caro. Por que não dar nome às coisas, deixando de lado toda a baboseira de interesses nacionais que, considerando-se quem diz defendê-los, são sempre exclusivamente pessoais?

- O PSDB e parlamentares da oposição votam contra o Governo, mesmo que o Governo adote medidas que eles mesmos tomariam se tivessem poder para isso. Seu objetivo é enfraquecer a presidente Dilma e seus aliados e mantê-los fracos até as próximas eleições presidenciais;

2 - o PT e parlamentares da situação votam a favor do Governo, mesmo que sejam contra as medidas propostas. A chefe falou, está falado. Seu objetivo é derrotar a oposição e enfraquecê-la, para que o Governo ganhe força e tenha mais condições de ganhar as próximas eleições presidenciais.

- Há um ponto fora da curva: rejeitar a indicação de Luiz Edson Fachin para o Supremo seria uma derrota feia para Dilma, e no entanto o PSDB não parece muito interessado em rejeitá-lo. O senador Álvaro Dias, um dos mais frequentes oradores tucanos, recomendou a aprovação de Fachin; o governador paranaense Beto Richa foi com Fachin ao Senado (se bem que sua presença, depois dos últimos eventos em Curitiba, talvez seja uma forma maquiavélica de destruição de imagem). Três senadores tucanos dos mais importantes, Tasso Jereissati, José Serra e Aécio Neves, trocaram a sabatina de Fachin por mais uma homenagem a Fernando Henrique Cardoso, em Nova York, com direito a bons jantares e excelentes vinhos.

Por que esse desinteresse? Basta verificar quantos senadores e deputados estão no alvo da Operação Lava-Jato e serão julgados pelo STF para avaliar a disposição de Suas Excelências de ficar mal com seus ministros – que já estejam lá ou que possam logo vir a estar. Melhor deixar pra lá.

Enfim, a reportagem em Brasília conhece tudo isso. Mas talvez tenha perdido o hábito de chamar as coisas pelo nome que as coisas têm. Até Fernando Henrique está chamando a ladroeira de “malfeito”.

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Título concedido a Flávio Dino é ilegal

Um Título de Cidadania concedido ao governador Flávio Dino, além de ilegítimo está eivado de ilegalidades.

Uma matéria que causou polêmica e terminou por manchar ainda mais a combalida imagem dos vereadores da cidade de Bacabal foi a concessão do Título de Cidadania ao governador Flávio Dino. A proposta foi apresentada pelo vereador Florêncio Neto (PHS), filho do deputado estadual Carlinhos Florêncio, também do PHS.

Faltou quórum legal

A Câmara é composta por 17 vereadores. Diz o Regimento Interno no artigo 159, inciso VII que o quorum para votação desse tipo de matéria deve ser por dois terços dos vereadores. Quórum é a quantidade mínima obrigatória de membros para tomar uma decisão. No ato da votação só havia em plenário 9 vereadores. O vereador Manoel da Concórdia, por ser o Presidente, não votou. Não foi votada por dois terços dos vereadores.

Além disso, estabelece o Regimento Interno, no artigo 168, que “ A votação será nominal nos casos em que seja exigido o quórum de maioria absoluta e dois terços…”. Votação nominal é aquela em que cada vereador é chamado pelo nome e declara seu voto. Não foi o que aconteceu.

Onde estavam os demais vereadores ?

Se somente 9 vereadores estavam em plenário no momento da votação, onde estavam os demais? Dois edis faltaram no dia: Peregrino Dias e Edivan Brandão. Na hora que o projeto ia ser posto em votação, seis vereadores se retiraram do plenário: Melquíades Neto, Serafim Reis, Professor Maninho, Erivelton Martins, José Teles e Natália Duda.

Dois foram ao banheiro, outros dois foram tomar cafezinho, outro vereador foi conversar com populares na porta da Câmara e um outro foi visto falando ao telefone com o senador João Alberto.

Lógico está que esses vereadores não se abstiveram de votar. A abstenção do parlamentar em votação deve ser expressa. Eles simplesmente abandonaram o plenário porque não queriam votar, nem pelo “sim”, nem pelo “não” e nem pela “abstenção”. Não permitiram a existência do quórum para aprovação da matéria que mesmo assim foi considerada “aprovada”.

Além da ilegalidade, a ilegitimidade.

A ilegalidade formal está bem clara. Os vereadores simplesmente rasgaram o Regimento Interno da Câmara no afã de tornarem Flávio Dino um “Cidadão Bacabalense”.

A falta de legitimidade se dá pelo fato de não haver argumentos sensatos para a concessão da honraria. O governador Flávio Dino não protagonizou até o momento nenhuma ação de destaque na cidade e alguns setores são até instados a criticarem (releia aqui). Por isso mesmo a proposta repercutiu de forma tão negativa e o que é para ser um prêmio a quem tem relevantes serviços prestados, soou como um expediente bajulativo para forçar uma aproximação com o Governo. Fonte Louremar Fernandes

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CRISE AUMENTA, PORQUE LULA E DILMA CONTINUAM SEM SE ENTENDER

Carlos Newton

Já faz tempo que criador e criatura brigam para valer. Quem acompanha a Tribuna da Internet está bem informado a respeito e sabe que o desentendimento começou em dezembro de 2011, quando surgiu o escândalo das relações íntimas entre o ex-presidente Lula e a chefe de gabinete da Presidência da República em São Paulo, Rosemary Noronha, com quem ele mantinha um tórrido caso amoroso desde a década de 90, quando ela trabalhava com João Vaccari no Sindicato dos Bancários de São Paulo.

Dilma então ganhou força e coragem para peitar Lula, passou a governar sozinha e decidiu se candidatar à reeleição. De lá para cá, nunca mais se entenderam. Lula chegou até a fazer corpo mole na campanha eleitoral, mas Dilma ganhou, sabe-se lá como. Na festa da posse, o ex-presidente fez uma aparição meteórica, deu um abraço protocolar em Dilma, para que os fotógrafos registrassem, e saiu à francesa.

Só voltaram a se falar na quinta-feira antes do Carnaval, quando a crise chegou a um ponto insuportável. A presidente Dilma teve de pegar o avião e ir a São Paulo se desculpar com ele, que lhe disse poucas e boas, mandou que ela se aproximasse de Renan, Cunha e Temer, se livrasse dos ministros Pepe Vargas e Aloizio Mercadante e tentasse recompor a base aliada. Dilma obedeceu em quase tudo, só não aceitou demitir Mercadante, que tem sido seu braço direito desde a gestão passada, mas esvaziou completamente a participação dele na política.

NOVA BRIGA

Reportagem de Valdo Cruz e Marina Dias, na Folha, mostra que os desentendimentos recomeçaram. A presidente mantém a disposição de vetar a nova fórmula proposta pela Câmara dos Deputados para o cálculo das aposentadorias, apesar de Lula ter ordenado que sancionasse essa mudança do fator previdenciário, para diminuir o desgaste e ganhar pontos junto às centrais sindicais e aos movimentos populares.

Dilma preferiu seguir o conselho de Joaquim Levy e Mercadante, que se aliou ao ministro da Economia para não perder espaço no Planalto e mostrar serviço. Eles sugeriram que o governo apresentasse uma alternativa a sindicalistas e empresários, num fórum criado pela presidente, para ganhar o máximo de visibilidade na mídia e transmitir a impressão de que ainda está à frente do governo.

Lula está furioso, porque sabe que a mudança do fator previdenciário não terá impacto fiscal significativo nos próximos anos, será um problema apenas para o futuro. Por isso, insistiu que a presidente deveria ter anunciado, desde o início, a intenção de sancionar a proposta, que é apoiada pelas centrais sindicais.

Traduzindo: Dilma Vana Rousseff parece ter uma compulsão de fazer sempre tudo errado. Deveria consultar um terapeuta.

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NO BRASIL DE DOIS PRESIDENTES, TODO MUNDO MANDA E NINGUÉM OBEDECE. É O CAOS

JORGE OLIVEIRA

Estoril, Portugal – O Brasil passa por um problema sério de identidade. Ninguém sabe quem manda. A avacalhação é geral.  De repente, o Lula saiu da toca e começou a juntar um monte de gente para administrar o país esquecendo que a Dilma ainda está no trono. Pretende com esses grupos políticos criar um governo paralelo e deixar a presidente falando sozinha, no vazio. Lula não admite – e já disse isso pessoalmente para Dilma – que ela mantenha sob seu guarda-chuva o ministro Aloizio Mercadante. Sabe que no cargo de chefe da Casa Civil é um pulo para o ministro disputar a presidência em 2018. Portanto, Lula não quer ninguém fazendo sombra às suas pretensões políticas.

 

Aos poucos, ele vai minando o poder da Dilma e do Mercadante. Exigiu que a presidente indicasse o vice Michel Temer para coordenação política do governo, uma forma de botar o Mercadante para escanteio. Ela, como sempre, obedeceu cegamente. Mas não demorou para dar o troco: não atende as demandas políticas e nenhum pedido do Michel, o que tem provocado um profundo mal estar no meio político, mas sobretudo dentro do PMDB, onde o vice já foi apelidado de chefe de departamento de pessoal.

 

Lula mexeu na Comunicação Social do governo. Botou de goela abaixo da Dilma seu amigo Edinho, tesoureiro da campanha, já enrolado na operação Lava Jato, para cuidar dos bilhões da publicidade, uma arma mortífera para enfrentar os donos dos jornais que pensam em fazer oposição ao seu nome em direção a 2018. Com o míssil apontado para o Mercadante, seu principal alvo no governo, ele agora juntou-se aos políticos de Brasília que também não veem o ministro com muita simpatia. Tudo de ruim no governo, Lula joga nas costas do Mercadante que resiste, não porque é um grande articulador político, mas porque a Dilma sabe que se ceder a mais essa pressão de Lula pode levá-la ao total esvaziamento do poder.

 

E no país de dois presidentes, tudo está indo para o fundo do poço. Eduardo Cunha, por exemplo, que até então não passava de um político de segunda linha, agora está dando as cartas. Quer, por exemplo, mudar o regimento para se reeleger na mesma legislatura; quer construir um anexo e um shopping na Câmara, mesmo com o país em crise; quer derrubar Rodrigo Janot e impedir a sua reeleição na Procuradoria Geral da República; e contratou sem licitação a empresa Kroll por 1 milhão de reais para ajudar na CPI da Lava Jato. Virou, de uma hora para outra, o popstar da política com um histórico que mal encheria uma merendeira.

 

Lula enxerga tudo isso e mantém-se firme no seu propósito de esvaziar a Dilma. Como  a presidente está no mundo da lua com seu novo corpinho, o que pode se notar pelos seus últimos pronunciamentos quando trocou as bolas, nada melhor do que passar a imagem da sua fraqueza e da sua inércia para o país, numa bem orquestrada campanha com seus blogueiros chapas-brancas. O ex-presidente não se conforma com a limpeza que a Dilma fez no seu gabinete, expurgando os militantes mais próximos dele. Não se conforma, sobretudo, com a indicação de Fernando Levy, o Ministro da Fazenda, que não passou pelas suas mãos.  Mas na disputa pelo poder, Lula não quer ficar à margem, por isso enfiou lá dentro do Planalto o Edinho que entende de comunicação como ele entende de fissão  nuclear.

 

Nesse caos em que vive o país, cada um quer tirar uma casquinha. Até os delatores premiados já desdizem os seus depoimentos porque começam a entender que podem conviver com suas tornozeleiras de grife em casa com as contas bancárias abarrotadas de dólares lá fora. Eles sabem que no Brasil o crime compensa.

 

Enquanto isso, o país, sem projeto, vai se esfacelando nas mãos desse governo incompetente e corrupto.

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O tempo é o senhor da razão.

Fui caluniado de criador de factoide, irresponsável e outros adjetivos do mesmo valor. Mas isso não me afetou. Sempre tive certeza de que um dia a verdade venceria, como venceu. No dia 16 deste mês, quando se realizava uma audiência pública na cidade de Nina Rodrigues, tive a oportunidade de me encontrar com Dr. Samuel. Aproveitei o momento para esclarecer dúvidas sobre uma postagem que fiz no blog que sou titular. A postagem foi que deu origem as acusações que me atingiram e por extensão, o blogueiro e amigo Alpanir. Mas como o tempo é o senhor da razão, veja agora o vídeo em que o renomado médico fala sobre o assunto.   Dr. Samuel esclarece dúvidas

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Fábio Braga, Charles Marinho e Aninha participam de reunião com Secretário Marcos Pacheco

Por Blog do Alpanir Mesquita.

No último sábado (16) o Deputado Estadual Fábio Braga participou, acompanhado do Secretário de Saúde de Vargem Grande Charles Marinho e da Prefeita de Presidente Vargas Aninha, de uma reunião com o Secretário de Estado de Saúde Marcos Pacheco.

No encontro, que aconteceu na sede da secretaria em São Luís, Charles Marinho relatou ao Secretário Marcos Pacheco toda a realidade da saúde do município de Vargem Grande mostrando as dificuldades e ressaltando a luta por melhorias nos últimos anos, principalmente através das emendas do deputado Fábio Braga, que propiciaram uma melhoria na adequação dos recursos a serem pleiteados pelo município junto a Secretaria de Estado e o Ministério da Saúde.

A Prefeita Aninha aproveitou e disse que Presidente Vargas tem um hospital novo e com excelente estado de conservação, mas que precisa de mais recursos para manter a qualidade do serviço que a população espera e cobra. A prefeita destacou que essa é a sua principal preocupação, prova disso, foi que recentemente esteve em Brasília buscando mais recursos junto ao Senador Lobão e aos Deputados Junior Marreca e Sarney Filho.

O Deputado Fábio Braga conseguiu mais uma ambulância para Vargem Grande e em breve Charles irá entregá-la a população. Charles destacou que essa já a terceira ambulância que o deputado destina para a cidade e que sua ajuda foi muito importante e propiciou grandes avanços na saúde local, como por exemplo, com a construção de diversos postos de saúde na sede e na zona rural, a urgência e emergência Duda Braga e mais recentemente a aquisição de equipamentos para o Hospital Benito Mussolini.

Marcos Pacheco ouviu todas as dificuldades e reconheceu as melhorias e principalmente a luta dos municípios em melhorar a qualidade na prestação de serviço a população. Em seguida, se comprometeu em fazer o que estiver ao seu alcance para ajudar, em especial no quesito de aumentar os recursos.

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Hildo Rocha: um olhar atento sobre os rumos da economia maranhense

“Se a economia do nosso Estado está ruim significa dizer que os rumos do nosso estado não estão bem”. A citação resume análise feita pelo deputado federal Hildo Rocha, durante pronunciamento no Plenário da Câmara Federal, na semana passada.

A crítica está fundamentada em dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgados no início deste mês, que constatam a elevação do índice de desempregos no Maranhão, nos três primeiros meses de 2015.
O parlamentar ressaltou que, primeiro trimestre deste ano houve um aumento de 56 mil desempregados, em ralação ao último trimestre de 2014. “Em outubro, novembro e dezembro eram 199 mil. Em janeiro, fevereiro e março (2015) já são 254 mil desempregados”, lamentou.
Declínio
Os dados citados pelo deputado Hildo Rocha atestam que a economia maranhense deu uma guinada na direção contrária dos extraordinários avanços alcançados pelo Estado nos últimos anos. Basta comparar. Entre 2011 e 2012 o Produto Interno Bruto (PIB) aumentou de 52,1 para R$ 58,8 bilhões, segundo pesquisa divulgada pelo IBGE em novembro de 2014. Esse crescimento histórico levou o Maranhão a ocupar a 4ª posição, entre os Estados do Nordeste, e a 16ª no ranking da economia nacional.
Mas o exorbitante aumento de desempregados, nos três primeiros meses do ano, é um forte indício de que, ao contrário do virtuoso ciclo de crescimento vivenciado até dezembro de 2014, a economia maranhense rapidamente começou a definhar. O alarme soou. O alerta foi dado. Do Blog do Foguinho.
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