Os equívocos do PT e o sonho de Lula

Um governo ou governa sustentado por uma sólida base parlamentar ou assentado no poder social dos movimentos populares organizados

Leonardo Boff, O Globo

Durante quatro a cinco décadas houve vigorosa movimentação das bases populares da sociedade discutindo que “Brasil queremos”, diferente daquele que herdamos. Ele deveria nascer de baixo para cima e de dentro para fora, democrático, participativo e libertário. Mas consideremos um pouco os antecedentes histórico-sociais para entendermos por quê esse projeto não conseguiu prosperar.

É do conhecimento dos historiadores, mas muito pouco da população, como foi cruenta a nossa história tanto na Colônia, na Independência como no reinado de Dom Pedro I, sob a Regência e nos inícios do reinado de Dom Pedro II. As revoltas populares, de mamelucos, negros, colonos e de outros foram exterminadas a ferro e fogo, a maioria fuzilada ou enforcada. Sempre vigorou espantoso divórcio entre o Poder e a Sociedade. Os dois principais partidos, o Conservador e o Liberal, se digladiavam por pífias reformas eleitorais e jurídicas, porém jamais abordaram as questões sociais e econômicas.

O que predominou foi a Política de Conciliação entre os partidos e as oligarquias mas sempre sem o povo. Para o povo não havia conciliação mas submissão. Esta estrutura histórico-social excludente predominou até aos nossos dias.

No entanto, pela primeira vez, uma coligação de forças progressistas e populares, hegemonizadas pelo PT, vindo de baixo, chegou ao poder central. Ninguém pode negar o fato de que se conseguiu a inclusão de milhões que sempre foram postos à margem. Far-se-iam em fim as reformas de base?

Um governo ou governa sustentado por uma sólida base parlamentar ou assentado no poder social dos movimentos populares organizados.

Aqui se impunha uma decisão. Na Bolívia, Evo Morales Ayma buscou apoio na vasta rede de movimentos sociais, de onde ele veio como forte líder. Conseguiu, lutando contra os partidos. Depois de anos, construiu uma base de sustentação popular, de indígenas, de mulheres e de jovens a ponto de dar um rumo social ao Estado e lograr que mais da metade do Senado seja hoje composta por mulheres. Agora os principais partidos o apoiam e a Bolívia goza do maior crescimento econômico do Continente.

Lula abraçou a outra alternativa: optou pelo Parlamento no ilusório pressuposto de que seria o atalho mais curto para as reformas que pretendia. Assumiu o Presidencialismo de Coalizão. Líderes dos movimentos sociais foram chamados a ocupar cargos no governo, enfraquecendo, em parte, a força popular.

Para Lula, mesmo mantendo ligação com os movimentos de onde veio, não via neles o sustentáculo de seu poder, mas a coalizão pluriforme de partidos. Se tivesse observado um pouco a história, teria sabido do risco desta política de Coalização que atualiza a política de Conciliação do passado.

A Coalizão se faz à base de interesses, com negociações, troca de favores e concessão de cargos e de verbas. A maioria dos parlamentares não representa o povo mas os interesses dos grupos que lhes financiam as campanhas. Todos, com raras exceções, falam do bem comum, mas é pura hipocrisia. Na prática tratam da defesa dos bens particulares e corporativos. Crer no atalho foi o sonho de Lula que não pode se realizar.

Por isso, em seus oito anos, não conseguiu fazer passar nenhuma reforma, nem a política, nem a econômica, nem a tributária e muito menos a reforma agrária. Não havia base.

A “Carta aos Brasileiros” que na verdade era uma Carta aos Banqueiros, obrigou Lula a alinhar-se aos ditames da macroeconomia mundial. Ela deixava pouco espaço para as políticas sociais que foram aproveitadas tirando da miséria 36 milhões de pessoas. Nessa economia, o mercado dita as normas e tudo tem seu preço. Assim parte da cúpula do PT, metida nessa Coalizão, perdeu o contato orgânico com as bases, sempre terapêutico contra a corrupção. Boa parte do PT traiu sua bandeira principal que era a ética e a transparência.

E o pior, traiu as esperanças de 500 anos do povo. E nós que tanta confiança depositávamos no novo, com as milhares comunidades de base, as pastorais sociais e os grupos emergentes… Elas aprenderam articular fé e política. A mensagem originária de Jesus de um Reino de justiça a partir dos últimos e da fraternidade viável, apontava de que lado deveríamos estar: dos oprimidos. A política seria uma mediação para alcançar tais bens para todos. Por isso, as centenas de CEBs não entraram no PT; fundaram células dele e grupos, como instrumento para a realização deste sonho.

O partido cometeu um equívoco fatal: aceitou, sem mais, a opção de Lula pelo problemático presidencialismo de coalizão. Deixou de se articular com as bases, de formar politicamente seus membros e de suscitar novas lideranças.

E aí veio a corrupção do “mensalão” sobre o qual se aplicou uma justiça duvidosa que a história um dia tirará ainda a limpo. O “petrolão” pelos números altíssimos da corrupção, inegável, condenável e vergonhosa, desmoralizou parte do PT e parte das lideranças, atingindo o coração do partido.

O PT deve ao povo brasileiro uma autocrítica nunca feita integralmente. Para se transformar numa fênix que ressurge das cinzas, deverá voltar às bases e junto com o povo reaprender a lição de uma nova democracia participativa, popular e justa que poderá resgatar a dívida histórica que os milhões de oprimidos ainda esperam desde a colônia e da escravidão.

Apesar de tudo, e quer queiramos ou não, o PT, como disse o ex-presidente uruguaio Mujica, quando esteve entre nós, representa a alma das grandes maiorias empobrecidas e marginalizadas do Brasil. Essa alma luta por sua libertação e o PT redimido continua sendo seu mais imediato instrumento.

Quem cai sempre pode se levantar. Quem erra sempre pode aprender dos erros. Caso queira permanecer e cumprir sua missão histórica, o PT faria bem em seguir este percurso redentor.

Lula (Foto: Arquivo Google)Lula (Foto: Arquivo Google)

Leonardo Boff é filósofo, teólogo e professor aposentado de Ética da UERJ. Artigo transcrito do site 247

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O desmonte da imagem internacional: o mais deprimente legado do ciclo do PT!

 Por Cesar Maia
… O desmoronamento era previsível para quem olhava as correntes por baixo da superfície dos mares. O desmonte econômico do Brasil, o pior e mais grave de sua história, ficou claro após o estelionato eleitoral de 2014. A economia foi para o buraco…
1. O desmonte da imagem internacional nos governos Lula-Dilma pode ser medido desde a foto de Obama apontando para Lula e dizendo “esse é o cara”, na reunião do G-20 em abril de 2009 (vídeo). Obama diz que Lula é o político mais popular do mundo. Ironizava? Isso não importa, pois a imagem internacional do Brasil e a de Lula eram muito positivas em qualquer lado que se fosse.

2. A representação do DEM em Varsóvia na reunião do PPE (maioria no Parlamento Europeu), em 2009, ouviu isso. Em 2011, em reunião em Berlim, com a direção do CDU de Merkel, a representação do DEM não apenas ouviu isso, mas se ouviu o CDU que se dizia intrigado por que o DEM era tão crítico ao governo Lula se havia uma opinião positiva consensual sobre o governo dele.

3. O diretor da FLC-DEM, Cesar Maia, ofereceu dados econômicos sobre a balança comercial de produtos manufaturados, sobre a questão fiscal…, que mostravam claramente uma curva gravemente declinante e que o keynesianismo de consumo aplicado para resistir a crise internacional de 2008 estava levando o país para o fundo do poço e que não resistiria após a eleição presidencial de 2010. O deputado Aleluia falou da corrupção do PT já aberta desde o mensalão.

4. Lula circulava como líder popular e da esquerda internacional, queria vaga permanente no Conselho de Segurança da ONU, passeava pelo bolivarianismo latino-americano, assumia a intervenção em Honduras, assumia com sua equipe de marqueteiros campanhas na América Latina, revia contratos e os subsidiava, mostrava intimidade com Cuba, ia à Líbia de Kadhafi, ao Irã nuclear, às piores ditaduras africanas, abria dezenas e dezenas de representações diplomáticas sem nenhuma expressão, etc. Na carteira, levava perdão a países pobres da dívidas com o Brasil, linhas de crédito do BNDES e empreiteiras indicadas a fazer as obras de infraestrutura nesses países.

5. O desmoronamento era previsível para quem olhava as correntes por baixo da superfície dos mares. O desmonte econômico do Brasil, o pior e mais grave de sua história, ficou claro após o estelionato eleitoral de 2014. A economia foi para o buraco: PIB, déficit fiscal, inflação, desemprego, juros…. A corrupção no governo e entre os dirigentes do PT foi aberta na operação Lava-Jato, considerada a maior do mundo dentro de um governo em todos os tempos. A rejeição à Dilma foi para níveis nunca vistos.

6. Se todos estes vetores são graves, o mais grave de todos, pelo tempo que exigirá para sua reconstrução, é a imagem internacional do Brasil. Imagem econômica com a perda do grau de investimento. Imagem política com a desmoralização de seus principais líderes em governo. Imagem ética. Perda de capacidade até de liderar ideias de progresso e modernização na América Latina e África.

7. A reconstrução das imagens pessoais e públicas sempre foi um processo mais complexo e lento, pois além dos fatos deverá conseguir agregar o fator confiança. Será o governo? Serão os políticos? Serão as elites, inclusive empresariais? Dúvidas que só serão corrigidas com o tempo. Tempo que pode ser igual ou maior que o ciclo petista de 16 anos. Isso tem um custo, inclusive social.

Cesar Maia, do DEM/RJ, ex-prefeito do Rio de Janeiro.
blogdocesarmaia@gmail.com

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HÁ QUANTO TEMPO O BRASILEIRO CONVIVE COM A DENGUE?

SANDRA STARLING

Presa em casa o dia todo, nesse ofício medieval de pingar “n” colírios no pós-operatório de catarata, vou prestando atenção em coisas que quase sempre me passam despercebidas.
A começar por isso que estou chamando de “ofício medieval de pingar colírios após cirurgia de catarata”. Refiro-me ao fato de que, se a catarata fosse coisa só de rico, ou resultado de alguma epidemia que, de repente, atingisse em cheio os países desenvolvidos, claro que já teriam inventado uma maneira mais cômoda e ligeira para resolver as eventuais complicações de órgãos tão sensíveis como os olhos.
Aí está o caso do zika vírus, que não me deixa mentir. Agora que o vírus se espalhou e que ninguém sabe ao certo se é ele ou não um causador da microcefalia – de consequências tão terríveis nos nascituros de mãe contaminada –, todos se movem: tanto Obama como a OMS tratam de ser rápidos no gatilho e de procurar um meio de, pelo menos, evitar a propagação da doença. Muito diferente da atuação que teve a mesma OMS diante da epidemia de ebola, enquanto esta ficava confinada à África.
É um absurdo ver como os procedimentos são uns se a coisa afeta somente a porção mais sofrida da população de um país. Há quanto tempo se luta no Brasil contra o mosquito da dengue? Entretanto, como a dengue procedia seletivamente, naqueles velhos tempos, e era doença da condição miserável de vida de enormes contingentes da população brasileira, nada se fazia. Ou melhor: fazia-se pouco. E quantos perderam a vida por conta da dengue? Quantos dias de sofrimento e de abstenção ao trabalho foram determinados para aqueles que contraíam a enfermidade?! Até a dengue começar a entrar também nos apartamentos de luxo no Rio, em São Paulo e em Brasília… Aí, deixou de ser negligenciada.
No entanto, precisava vir algo tão grave quanto essas doenças, uma delas cujo nome nem sei escrever, para o mundo tomar conhecimento de transmissores e que tais.
Não fosse tão séria a questão, eu até brincaria com um fato real que me aconteceu, quando comecei a dar aulas, ainda durante o regime militar. Empolgada com o interesse dos jovens estudantes na Escola de Serviço Social da PUC Coração Eucarístico, em Belo Horizonte, tratei de fazer minuciosa explicação sobre as consequências danosas do “milagre brasileiro”, sustentado pelo arrocho salarial e as péssimas condições de vida e trabalho. Devo ter carregado nas tintas ao mencionar a epidemia de meningite que grassava no Brasil, em meados dos anos 70.
Não deu outra: diante da questão de prova, que pedia que os alunos fizessem uma síntese da situação dos pobres na ditadura, me vi às voltas com uma resposta absolutamente redutora. Escreveram num trabalho coletivo: “a ditadura militar provocou epidemia de meningite no Brasil”.

Agora, seria, então, o caso de perguntar: foi o governo Dilma Rousseff que gerou esse surto de microcefalia?
Tal e qual.

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APERTEM OS CINTOS, O PILOTO LULA E OS DONOS DO SÍTIO SUMIRAM…

A única providência foi retirar a placa com o nome do sítio…

Carlos Newton

A jornalista Natuza Nery, editora da coluna Painel da Folha, revela que “aliados cobram que Lula dê sua versão sobre Atibaia para poder sair em sua defesa”, assinalando que os petistas & Cia. estão em compasso de espera:

“Desde que o sítio em Atibaia e o tríplex em Guarujá passaram a atormentar Lula, aliados e militantes de esquerda se perguntam quando o ex-presidente falará. Querem que ele una a tropa, ditando o argumento para sua defesa nas ruas. Mas amigos aconselham o petista a só se posicionar publicamente depois que Fernando Bittar e Jonas Suassuna, donos do terreno em Atibaia, derem suas explicações. Qualquer declaração divergente pode servir para desgastá-lo ainda mais”.

CADÊ OS “DONOS” DO SÍTIO

O problema é justamente este – os pretensos donos do sítio estão foragidos, digamos assim, fugindo da imprensa desde o início do escândalo. Um deles é Fernando Bittar, amigo de infância de Fábio Luis, o Lulinha, e filho de Jacó Bittar, líder petroleiro, fundador do PT e ex-prefeito de Campinas. O outro é Jonas Suassuna, que se associou a aos dois e a outro filho de Jacó, Kalil Bittar, para criar a empresa de games, que transformou Lulinha no “Fenômeno” empresarial, segundo o orgulhoso pai.

A família Bittar e a família Lula da Silva estão acostumadas a escândalos. A gestão de Jacó em Campinas foi um manancial, embora ele não chegue aos pés do ex-presidente em matéria de irregularidades. Mas acontece que o empresário Jonas Suassuna não está acostumado a esse tipo de noticiário. Foi o único que atendeu à imprensa, no início do caso do sítio em Atibaia, e fez questão de dizer que não tem nada a ver com a questão, pois a família Lula frequenta apenas a área pertencente a Fernando Bittar, diz ele.

CÚMPLICES NA LAVAGEM

Acontece que, no cartório de imóveis, o registro mostra que Suassuna entrou no negócio com a maior parte, dando R$ 1 milhão, enquanto Fernando comparecia com apenas R$ 500 mil. Como o sítio não foi fatiado, continua a supostamente pertencer aos dois, que serão incriminados caso seja movido um processo por ocultação de patrimônio e lavagem de dinheiro. Esta é a situação jurídica, que explica o sumiço dos sócios de Lulinha Fenômeno.

Bastante conhecido nas “zelites” de São Paulo e do Rio de Janeiro, Jonas Suassuna está apavorado, porque é um investidor bem-sucedido e comanda vários tipos de empresas. Segundo a IstoÉ, há tempos ele estaria agastado como a convivência com Lulinha e as relações entre os dois ficaram estremecidas.

Suassuna jamais imaginou que o fato de assinar a escritura no escritório do advogado Roberto Teixeira, compadre, velho amigo e mantenedor de Lula, pudesse se transformar num problema de tamanha magnitude, em termos criminais.

Voltando à nota da Folha, os aliados de Lula parece que irão continuar esperando que ele dê uma explicação acerca do “negócio” do luxuoso sítio Santa Bárbara, em Atibaia. Até agora, a única providência tomada por Lula foi mandar retirar a placa com o nome do sítio, que encimava o portão. Por mais que se esforce, o homem mais honesto do Brasil  jamais conseguirá explicar o inexplicável. O resto é folclore.

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NÃO É BOATO: MINAS GERAIS ESTÁ INDO À FALÊNCIA

Até a gigantesca Usiminas já está insolvente

Vittorio Medioli
O Tempo

Ícones da economia mineira como Vale, Samarco, Açominas (hoje Gerdau) e Acesita (hoje AcelorMittal), as construtoras Mendes Júnior e Andrade Gutierrez apresentam quedas de receitas que nunca foram imaginadas em suas longas trajetórias. Defrontam-se com quadros sombrios no curto prazo. A Fiat (agora FCA) amarga 50% de carros vendidos a menos que em 2012. Se nesta altura as coisas são preocupantes, no andar de baixo, no cinturão de fornecedores e prestadores de serviços, os ventos já levam empresas embora como folhas secas no inverno.

A produção industrial de Minas precipitou em 12% até dezembro de 2015, um desastre que ainda se acelera. Em janeiro deste ano, o setor automotivo registrou um afundamento de 39,8% sobre janeiro de 2015, que foi um dos piores da história.

O Estado de Minas Gerais voltou a ter níveis de produção como os da década de 90, apesar de a população ter crescido 20% desde aquela gloriosa década.

As sirenes já tocavam em 2014 durante a campanha presidencial, entretanto, no lugar que caberia a uma figura de ampla visão, a reeleita Dilma Rousseff deu as rédeas a Joaquim Levy, saudado pela imprensa especializada e pelo próprio PSDB como “um dos nossos”. Na realidade, um fracasso sem precedente que poderia ser considerado o cavalo de Troia que fez ruir a cidade petista. Ele está para o Brasil assim como o tsunami foi para a Tailândia ou a guerra de 1964 para o Vietnã.

PERDEU O RUMO

Maior desgraça seria impossível. A economia nacional perdeu o rumo e aniquilou a competitividade. As contas públicas se esgarçaram.

Levy, enquanto tentava aumentar impostos para arrecadar mais R$ 50 bilhões, elevou os juros pagando R$ 501 bilhões a banqueiros. Para arrecadar R$ 50 bi a mais, aumentou o serviço da dívida em R$ 180 bilhões. Perdeu 5,6% de arrecadação. Um aprendiz faria melhor.

E Dilma pretende ainda a CPMF, o mais regressivo dos impostos, um golpe a ser pago pela economia popular e com mais desempregos. O que falta ao Brasil é cortar pela metade os cargos e os gastos do poder público e também o número de cargos de nomeação ampla. Implantar austeridade e respeito com o que se tira do contribuinte.

As culpas não são todas de Levy, mas ele se prestou a fazer apenas o interesse dos especuladores. Concedeu aos bancos os maiores lucros de todos os tempos, enquanto o Brasil se desgraçava e afundava. Isso, como criticado pelas melhores inteligências econômicas do planeta, devasta a economia. Neste momento dá-se ênfase ao crescimento econômico como solução para fugir da queda de arrecadação e da geração de desequilíbrios sociais. No Brasil, se asfixia exatamente a produção, que é como aumentar água na garganta de alguém que está se afogando.

CATÁSTROFE EM MINAS

 

A crise em Minas decretou 200 mil desempregados em 2015, e esse número catastrófico poderá se repetir já no primeiro trimestre de 2016 com mais uma quebra: a Usiminas. Considerada a estrela da siderurgia brasileira, a empresa de Ipatinga, engasgada com dívidas e prejuízos bilionários, está para fechar as portas.

A deterioração da histórica siderúrgica de Minas determinou-se não apenas pela conjuntura adversa e nem pela briga entre sócios – de um lado, os nipônicos da Nippon Steel, e, do outro, os ítalo-argentinos da Ternium.

A Usiminas vinha se reestruturando com a gestão dos “argentinos”. As ações na Bovespa chegaram a seu melhor momento, R$ 14, e a credibilidade protegia a empresa. Entretanto, o acordo entre acionistas foi ruidosamente implodido pelos nipônicos, com acusações que até hoje não passam da ineptidão. O grupo Ternium, até pela falta de articulação política no Brasil, perdeu a queda de braço; os diretores saíram e, de lá pra cá, a empresa entrou em parafuso com ações não valendo um insignificante 5% do já que valeram há dois anos.

Joaquim Levy de fora e um grupo desastroso de dentro reduziram a geração de caixa em 18 vezes, até esvaziá-la; o saldo de liquidez hoje não cobre um dia de necessidades. A insolvência se dará a qualquer momento. Os bancos exigem um aporte de R$ 4 bi de capital dos acionistas para diminuir a exposição e ainda querem avaliar um plano de recuperação que não existe.

USIMINAS AFUNDANDO

Como um barco que quebrou o leme, perdeu as velas e bateu num rochedo, a Usiminas está afundando. Os japoneses, conhecidos pela frieza e orgulho, parecem dispostos ao haraquiri antes de recuarem de suas posições.

Na Cidade Administrativa, na última sexta, o nervosismo estava no ápice. A Usiminas se perdeu e, por fim, perdeu também a credibilidade e o crédito. Sua avaliação internacional precipitou para CCC1. Quer dizer: empresa falida.

Que os japoneses percam aqui alguns bilhões, para eles pode não fazer diferença, mas para Minas será uma catástrofe de desemprego e perda de renda. O Vale do Aço, vermelho de lama da Samarco, pode se transformar num vale das lágrimas da Usiminas.

Agora o governo de Fernando Pimentel, que se queixa de ter encontrado as contas do Estado arrasadas e com R$ 7 bilhões de dívidas inadministráveis, mantidas “fantasiadas” ao longo do governo tucano, será testado. A falência da Usiminas vai exigir muito dele para evitar a perda de milhares de empregos e garantir uma arrecadação fundamental para o erário mineiro.

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Acidente de moto com vítima fatal na Ma 020

IMG-20160207-WA0016Aproximadamente as 11hs da manhã de hoje deu entrada no Hospital Municipal Benito Mussoline de Sousa o corpo de Luis Rodrigues da Silva de 37 anos. Luis viajava da Zona Rural do Município de Vargem Grande onde estivera participando da tradicional  festa da fava. Na Ma 020 próximo a Cerâmica São Pedro, Luis que conduzia a moto CG de cor prata, placas BOV 5526 de Macaubal SP chocou-se com um poste de iluminação pública. O impacto foi tão grande que quebrou o capacete e abriu o crânio dividindo a cabeça em duas partes. O condutor que viajava sozinho morreu na hora. Ele residia no bairro COHAB velha nas proximidades da BR 222 em Vargem Grande. A perícia esteve no local mas ainda não informou o que ocasionou o acidente.

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Fábio Braga fala sobre a proposta do Governo em mandar pavimentar a Rodovia dos Presidentes

O deputado Fábio Braga (PTdoB) ocupou a tribuna da Assembleia Legislativa, na quarta-feira (03), para comentar a decisão do governador Flávio Dino e do secretário de Infraestrutura, Clayton Noleto, de asfaltar o trecho da MA-020, denominado Rodovia dos Presidentes, ligando Presidente Vargas a Presidente Juscelino.

No pronunciamento, Fábio Braga destacou que o asfaltamento da Rodovia dos Presidentes vai aliviar e melhorar o trânsito na BR-135. A MA-020 será paralela à BR-135 e ligará importantes regiões do Maranhão. O valor estimado da obra está orçado em R$ 70 milhões. Os serviços devem iniciar ainda em 2016, após a elaboração do projeto e dos tramites licitatórios.

Em conversa com o prefeito de Presidente Juscelino, Afonso Celso, o deputado Fábio Braga foi informado de que a Rodovia dos Presidentes é ansiosamente aguardada pela população, pois beneficiará centenas de povoados de Presidente Vargas, de Presidente Juscelino, de Itapecuru-Mirim, de Morros, de Nina Rodrigues e de outros vilarejos.

Fábio Braga ressaltou que o governador Flávio Dino fará uma correção histórica no Estado, visto que, após inaugurar a MA-020, interligando Coroatá a Vargem Grande e anunciar o projeto de prolongamento da estrada entre Presidente Vargas e Presidente Juscelino, na verdade estará promovendo a integração das prósperas regiões do Itapecuru e do Munim.

Na avaliação de Fábio Braga, as medidas irão melhorar as atividades comerciais na região e tornará o acesso rápido e seguro para as populações que residem nas comunidades às margens da rodovia. “Já conversei com o secretário da Sinfra, Clayton Noleto, que confirmou o estudo e o projeto da estrada ainda para início neste ano”, revelou.

O prefeito de Itapecuru-Mirim, Magno Amorim, durante conversa com Fábio Braga, revelou que alguns povoados daquele município serão interligados pela Rodovia, promovendo o incremento do comércio e da produção agrícola da região, que poderá ser escoada de forma mais segura e barata.

PRESIDENTE VARGAS – NINA RODRIGUES

Durante reunião com o governador, Fábio Braga solicitou o asfaltamento de cerca de 16km da rodovia MA-020, entre os prósperos municípios de Presidente Vargas e Nina Rodrigues, uma vez que a estrada, que une os dois municípios, é feita de piçarra e está em péssimo estado de conservação, dificultado o tráfego de veículos e o escoamento da produção.

Para Fábio Braga, além de ligar, por meio de asfalto, mais dois municípios da região, as obras vão permitir o melhoramento do comércio e da malha viária estadual. “Indo por Nina Rodrigues, também chegaremos a São Benedito do Rio Preto, por um trecho de cerca de 42km onde existe estrada trafegável”, observou.

Na ocasião, Fábio Braga também pediu ao governador que o asfaltamento da rodovia, que liga os municípios de Urbano Santos a Barreirinhas, seja inserido no projeto de melhoramento da malha viária, executado pelo governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Infraestrutura (Sinfra). Do Blog do Alpanir.

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Lula, quem diria, foi parar…

Lula e dona Marisa na Marquês de Sapucaí, no Rio (Foto: Ricardo Stuckert)

Lula e dona Marisa na Marquês de Sapucaí, no Rio (Foto: Ricardo Stuckert)

A combinação carnaval e política tem o dom de disfarçar a gravidade das crises. Diverte milhões com fantasias e máscaras, letras originais ou paródias bem-humoradas – algumas engraçadíssimas. Que valem tanto ou mais do que enquetes ou pesquisas de opinião. Um termômetro adicional e preciso para medir quem goza ou não de prestígio popular. E que deve deixar a presidente Dilma Rousseff, o ex Lula, Cunhas, Renans, governadores e prefeitos às dúzias ansiando pela Quarta-feira de Cinzas.

Para muitos, o carnaval é uma pausa no desassossego do cotidiano. Mas os dias de brincadeira que já foram para desafogar mágoas – quase sempre de um amor perdido – servem hoje muito mais para não pensar no aluguel que vence amanhã, nos preços da feira, no emprego que deixou de existir.

Está difícil até para os que querem esquecer tudo, ainda que temporariamente. Os preços da cerveja e da cachaça, itens inflacionados e que ganharam novas alíquotas de impostos, não deixam. Até a água está cara, o confete e a serpentina viraram artigos de luxo.

Criativo, o folião remodela a fantasia, pica papel, substitui a arquibancada da avenida – neste ano está sobrando ingresso no Sambódromo do Rio – pelos blocos de rua. Tira o pixuleco do armário, grita “Lula na cadeia” e “fora Dilma”.

Lula, que já perdera a santidade quando virou pixuleco nas manifestações pró-impeachment, volta à cena em diversas cidades, encarnado na fantasia de presidiário, como no desfile da Mocidade Unida da Glória, candidata ao bicampeonato do carnaval capixaba. A escola levantou a galera com críticas a políticos – “Será que a malandragem sumiu? Será que ela comanda o Brasil?” – e passistas mascarados de lulas e dilmas atrás das grades.

Herói do ano, o juiz Sérgio Moro, que comanda a Lava-Jato, não bateu o capa-preta dos mensaleiros, Joaquim Barbosa, cuja máscara fez sucesso em 2013. A figura mais popular é mesmo o agente Newton Ishii, chefe do Núcleo de Operações da Polícia Federal em Curitiba, “o japonês da Federal”, figura obrigatória na prisão de gente que já foi intocável.

O “Japonês da Federal” também virou marchinha – “Sou Trabalhador…Não sou lobista, senador ou deputado!”,  ao lado do “Bar do Cunha”, “Marcha do tríplex”, “Guarde bem sua cartinha”, “Ela petralha e eu coxinha” e outras tantas. Odes à ironia e ao bom-humor do brasileiro, que, vítima da agudez da crise, apela ao riso e à galhofa. Como sempre.

Por trás da gargalhada está o repúdio à roubalheira. E sem perdão: deputado, senador, lobista, Lula e o tríplex, que já foi e não era dele, que era de sua mulher Marisa Letícia e não é mais.

Nem precisa ir muito além para apontar o estrago para Lula e o PT de o imbróglio do tríplex cair no popular, amplificado por uma marcha redondinha, que não para de tocar, animando a folia de Olinda.

É assim, e todo político sabe disso. O carnaval é a maior festa popular, para o bem e para o mal. Getúlio Vargas odiava ser chamado de velho, mas surfou no sucesso da marchinha “Retrato do velho” (Haroldo Lobo-Marino Pinto), que acabou virando jingle de sua campanha.

Com a sucessão de escândalos patrocinados pelo lulopetismo nos últimos 14 carnavais, a marcha do tríplex talvez caia no esquecimento. Mas sabe-se lá para dar lugar a que tipo de alegoria.

Foi-se o tempo em que “bloco de sujo” era comandado por inocentes batidas de lata no lugar do tamborim. Do Blog Ricardo Noblat.

 

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O ‘AEDES BRASILIS’ QUE CRIA O AEDES AEGYPTI

CRISTOVAM BUARQUE

O Aedes aegypti é um produto do “Aedes brasilis”: os brasileiros imprevidentes com saneamento e educação cívica. A consequência do casamento entre esses dois Aedes é o sofrimento de milhões de doentes contaminados com o vírus da dengue e de milhares com o zika vírus, que, possivelmente, provoca a tragédia da microcefalia.

O cérebro humano cresce três gramas por dia durante o terceiro trimestre de sua gestação; depois, mais dois gramas diários durante os seis primeiros meses de vida, dependendo da alimentação e de estímulos físicos e educacionais. A partir daí, continua crescendo lentamente, ao longo de alguns anos iniciais de vida, mas seu potencial intelectual cresce de forma indefinida graças aos diversos meios de educação, sobretudo na escola. Raramente a natureza interrompe o crescimento natural do cérebro, mas, no Brasil, nós o fazemos pela omissão como tratamos o locus do seu desenvolvimento: a escola.

Desde a Proclamação da República, provocamos limitações intelectuais em dezenas de milhões de brasileiros, contaminados pelo Aedes brasilis, que induz o analfabetismo, impedindo os cidadãos de reconhecer a própria bandeira, por não serem capazes de ler “Ordem e Progresso”. Esse é o grau mais violento, mas não o único, na interrupção do crescimento intelectual do cérebro provocado pelo Aedes brasilis.

Também é vítima dele cada criança jogada para fora de uma escola de qualidade antes do fim do ensino médio. Ao longo de nossa história, a maior parte da nossa população vem sendo contaminada por um zika vírus social transmitido pelo Aedes brasilis. Ainda mais grave para um país que se diz republicano, o transmissor seleciona a vítima conforme a renda familiar. As crianças de alta renda dispõem de recursos para protegerem-se do vírus da microcefalia intelectual e são vacinadas em boas escolas, enquanto as crianças de baixa renda ficam condenadas ao vírus social.

A tragédia pessoal desses milhões de contaminados se transforma em tragédia histórica porque, ao impedir a população de desenvolver plenamente seus talentos intelectuais, o Aedes brasilis limita o aproveitamento de centenas de milhões de cérebros, provocando uma microcefalia social que impede a transformação do Brasil em um potente centro de desenvolvimento científico e tecnológico.

As consequências dessa anomalia social são o atraso econômico e social; além de dificultar o avanço político e a construção de uma sociedade democrática, eficiente e harmônica. Ainda mais, é a microcefalia intelectual que impede o Brasil de ter os sistemas de saneamento e de educação cívica, propiciando o desenvolvimento do mosquito da dengue, da chikungunya e do zika vírus. O Aedes brasilis provoca microcefalia social, que termina sendo a principal causa das doenças transmitidas pelo Aedes aegypti e todas as demais formas de pobreza intelectual.

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A palavra do Capitão.

 Coluna Carlos Brickmann
Para o então presidente Lula, José Dirceu era o capitão do time. Era, enquanto esteve no Governo; e depois de deixar o Governo também. Como disse o próprio Dirceu, ele, quando dava um telefonema, “era o telefonema”. Dirceu também disse ao juiz Sérgio Moro que, quando fazia assessoria, seu trabalho era “personalíssimo”, pelo qual R$ 120 mil mensais se tornavam irrisórios. Certo: ninguém contratava Dirceu para ter aqueles relatórios pasteurizados com gráficos coloridos, bonitinhos, que nada analisam e nada significam. Quando dava consultoria, sabia que estar a seu lado ajudaria o cliente. Até agora ninguém tinha dito com tanta clareza o motivo pelo qual empresas e empresários queriam contratá-lo.

Prestemos atenção em Dirceu, pois; e há trechos em seu depoimento que estão passando despercebidos. Ele sabe das coisas. O que diz é para ser levado a sério.

1 - Todas as nomeações do Governo passavam por ele, sim; e isso por ocupar a Casa Civil. Também tinha suas preferências, claro. Mas nenhuma nomeação era feita sem aprovação formal do presidente Lula. Se Dirceu fez, Lula aprovou.

- Dirceu diz que nem conhecia Renato Duque ao escolhê-lo para a Petrobras – Duque, diretor de Serviços, está hoje preso. Mas que, entre Duque, indicado pelo PT paulista, e um nome do PSDB, preferiu o petista, mesmo porque o PSDB já tinha recebido um cargo em Minas. Ou seja, o PSDB também lhe indicava nomes. Os tucanos o desmentem com dureza, mas Dirceu não é burro: não diria isso ao juiz se não tivesse respaldo. Agora é investigar a palavra do capitão.

Mais latim, menos grosseria

Não, Valério Máximo não é um certo carequinha que, preso e condenado, passa o tempo propondo delações premiadas que até agora ninguém quis ouvir. Valério Máximo é o escritor romano que registrou a frase “Ne sutor ultra crepidam” – não vá o sapateiro além das sandálias. A frase tem mais de dois mil anos, e até hoje há quem dê palpite no que não entende.

O conhecido advogado Nilo Batista, ex-governador, não precisaria ter estudado Direito para defender seu cliente Lula com ofensas aos adversários. Para Batista, “Lula é achincalhado por coxinhas”. Mas cada cidadão, diz a lei, tem direito de ser coxinha, com o recheio ideológico que quiser; e tentar desqualificá-lo não é coisa de advogado famoso.

Não há argumento, exceto insultos, para defender seu cliente?

Mais português 

O apê que é ou não é do Lula é tríplex ou triplex? Tanto faz: o juiz da questão é o Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa, da Academia Brasileira de Letras, que registra as duas formas. Usemos, então, a norma mais popular: triplex, duplex, com acento na última sílaba. O esforço dos jornais ao insistir em acentuar “tríplex” é comovente.

Ah, se soubessem que há as duas formas!

O que é sem ser

Vamos resumir a história do triplex. A família Lula diz que o apartamento não é dela, porque em novembro de 2015 desistiu da opção de compra. Só que a assinatura consta de um documento de 2009. Deve ser a confusão da cooperativa que suspendeu as obras, né? A família visitou o imóvel na companhia do presidente da empreiteira OAS, Léo Pinheiro.

Coincidência: ele estava lá, veja só, quando os Lula da Silva chegaram. Deve ter sido também por coincidência que a OAS reformou a unidade 164 A, justo a reservada a Lula! Dizem que empreiteiros não têm coração. Mas quem poria mais de R$ 700 mil num imóvel sem ter pelo menos o compromisso de compra e venda?

E pare de falar mal da mais honesta viva alma, seu empadinha acoxinhado: nunca viu uma coincidência?

Dilma no jogo

A pesquisa Ipsos, realizada em todo o país nos últimos dias, aponta a presidente Dilma com 6% de popularidade. Dilma está na disputa: pertinho do preço da gasolina, acima da ação da Petrobras e do dólar, perdendo ainda para a inflação. Todos os alertas estão acesos no Governo: com apoio tão baixo, como: a) conduzir a administração; b) criar condições para eleger seu sucessor.

E as coisas, conforme os avanços da Operação Lava Jato, podem piorar para o Governo.

A volta do Congresso

Deputados e senadores retomam agora as atividades, depois das férias. Um Governo sem base de apoio popular tende a perder força no Parlamento – especialmente lembrando que, neste ano, haverá eleições municipais, e cada congressista tem candidato em suas bases eleitorais. A primeira lei de cada parlamentar é garantir sua sobrevivência política.

E Governo fraco, para ele, é uma ameaça.

Alimentando bolsos

Quem andou roubando recursos da merenda escolar de São Paulo? As investigações sobre esse desvio inacreditavelmente perverso estão começando, é cedo para apontar culpados. Mas há coisas complicadas. O presidente da Assembleia foi acusado (até agora sem provas) de receber propina.

Mas ele só pode ser investigado pelo procurador-geral de Justiça do Estado – do qual sua esposa é assessora. A esposa do procurador-geral, por sua vez, trabalha na Consultoria Jurídica da Secretaria do Governo. É preciso tomar cuidado com esses nós, para que a investigação não deixe dúvidas sobre a inocência ou não dos acusados.

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