Prefeitura de Presidente Vargas segue trabalhando na melhoria da infraestrutura da zona rural do município

A prefeita de Presidente Vargas Ana Lúcia Cruz Rodrigues Mendes, a Aninha (PDT), segue, de forma incansável, executando obras no município, em especial na zona rural, onde a infraestrutura nunca foi lembrada pelos antigos gestores e por anos deixaram povoados inteiros isolados.

Atualmente já está pronta a recuperação da estrada, inclusive com construção de uma ponte, que liga a sede do município até o Povoado Finca-Pé II, aproximadamente 9 km de estrada que nunca foi lembrada por ninguém que comandou a prefeitura até hoje. Um sonho antigo dos moradores daquela comunidade. Vale ressaltar que no começo do ano a prefeitura inaugurou um sistema de abastecimento de água no povoado.

Não para por aí. Outras estradas também estão sendo recuperadas, entre elas a que liga a sede ao Assentamento Padre Josimo, passando pelo Povoado Centro dos Vieiras. Essa também com construção de uma ponte.

Os moradores das comunidades beneficiadas estão radiantes, pois é a realização de um sonho. A execução das obras mostra também a preocupação da administração municipal com a máquina pública e a correta aplicação dos recursos. Do Blog Kiel Martins.

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Prefeitura de Santa Inês e Cessin firmam parceria

 

Através de parceria firmada entre o Centro de Estudos Superiores de Santa Inês (Cessin/Uema) e a Prefeitura de Santa Inês, através da Secretaria Municipal de Educação, os alunos da rede municipal de ensino participarão de oficinas sobre novas tecnologias.

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O encontro que celebrou a parceria aconteceu na manhã da última terça-feira 28, na Secretaria Municipal de Educação, onde estavam presentes o prefeito Ribamar Alves e o secretário municipal de Educação, Paulo Rodrigues. Representando o Cessin, estavam a professora Sandra Passinho e alunos do Curso de Pedagogia do Centro de Estudos Superiores de Santa Inês.

Satisfeito com o convênio, o secretário Paulo Rodrigues afirmou que a rede municipal de ensino está disponível para as parcerias que ampliem a qualidade da educação. “Precisamos nos unir com os pesquisadores para transformar a vida dos sujeitos da aprendizagem”, disse o secretário.

O prefeito Ribamar Alves destacou que a importância do Cessin para a formação dos profissionais do Vale do Pindaré. Por isso, o prefeito se coloca à disposição para ajudar a todos os projetos educacionais. “É de fundamental importância parcerias como essa, que visam qualificar ainda mais o alunado da rede municipal”, frisou Ribamar Alves.

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As pedaladas, as campeãs e o assalto aos velhinhos

Por Rolf Kuntz

Cada novo capítulo da Operação Lava Jato confirma os vínculos entre aparelhamento, loteamento e corrupção nos governos petistas

O assalto de R$ 100 bilhões aos velhinhos e outros clientes do crédito consignado ainda era o grande assunto do dia, turbinado pela prisão do ex-ministro Paulo Bernardo, quando foi noticiado o desastroso balanço da Petros, com déficit de R$ 23,1 bilhões. O buraco será coberto pelos mutuários, pelos aposentados e pela patrocinadora, a Petrobras, empresa sob controle financeiro da União e, portanto, dos cidadãos brasileiros. A conta, portanto, vai também para eles.

O tamanho do prejuízo pode ser inesperado, mas a condição miserável das fundações de previdência das estatais é bem conhecida. Também sujeitos ao jogo partidário, ao aparelhamento e ao loteamento, esses fundos de pensão têm perdido bilhões em aplicações mal feitas, frequentemente orientadas pelos interesses do grupo no poder. Exemplo: investimentos na Sete Brasil, criada para fornecer sondas à Petrobras, impuseram perdas a todas as grandes fundações, assim como aos bancos federais.

Um caso ou outro poderia ser acidente. Mas os maus negócios dos bancos, a queima de recursos das fundações, a devastação das grandes estatais e a crise da Oi, sem condições de pagar R$ 65,4 bilhões de dívidas, trazem as marcas de um estilo de governo. Esse estilo foi implantado em 2003 e só interrompido, por enquanto provisoriamente, em abril deste ano. O escândalo do crédito consignado apenas acrescentou um toque de perversidade, um tempero especial, a uma longa história de bandalheiras.

… Alguns desses novos detalhes, como o desvio de dinheiro de clientes do crédito consignado, funcionários ativos e aposentados, são especialmente hediondos. Mas, além de mais escabrosos que outros, podem ser especialmente informativos. A denúncia vai além do assalto e aponta o PT como um dos beneficiários do dinheiro subtraído.

Os R$ 23,1 bilhões perdidos pela Petros podem ser uma cifra assustadora, mas esse valor parece até modesto quando se pensa no balanço da Oi. A quebra, ou quase quebra, da operadora estabeleceu um recorde. Nenhum outro processo de recuperação judicial havia envolvido tanto dinheiro. Mas outros detalhes também tornam especial esse episódio. A Oi, uma das maiores empresas de telecomunicação do Brasil, é uma das mais discutíveis criações do governo petista.

O toque final de sua constituição dependeu de uma alteração legal promovida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Formatada para ser a grande companhia nacional do setor, capaz de enfrentar as multinacionais, essa operadora resultou em mais um fracasso, mais uma prova contra a política de criação de campeãs nacionais. Uma de suas poucas realizações notáveis foi a instalação de uma antena ao lado do sítio do ex-presidente Lula.

A nova ação da Polícia Federal, com prisão do ex-ministro Paulo Bernardo, condução de seu colega Carlos Gabas e visita à sede do PT em São Paulo, foi classificada por aliados da presidente Dilma Rousseff como tentativa de reforçar o processo de impeachment. A manobra seria destinada, além disso, a desviar a atenção das acusações a membros do governo provisório. Alegações como essas poderiam ter alguma respeitabilidade em outras circunstâncias. Mas é impossível, agora, levá-las a sério. Afinal, a Operação Custo Brasil, mais um desdobramento da Operação Lava Jato, só escancara mais detalhes de uma enorme sequência de crimes.

Alguns desses novos detalhes, como o desvio de dinheiro de clientes do crédito consignado, funcionários ativos e aposentados, são especialmente hediondos. Mas, além de mais escabrosos que outros, podem ser especialmente informativos. A denúncia vai além do assalto e aponta o PT como um dos beneficiários do dinheiro subtraído.

Cada novo capítulo da Operação Lava Jato confirma os vínculos entre aparelhamento, loteamento e corrupção nos governos entre 2013 e meados de abril de 2016. Esses governos foram guiados essencialmente por um projeto de poder. Todo o discurso a respeito de planos de integração social e de mudança econômica nunca foi mais que um esforço de construção de imagem. Esse esforço pode ter enganado parte do público brasileiro e, com certeza, uma parte considerável do público estrangeiro. Mas a chamada política social do PT nunca foi principalmente um instrumento de dominação, baseado muito mais na transferência de renda – um mecanismo de fácil manejo – do que na efetiva absorção dos pobres na economia moderna. Sem as transferências, a maior parte das famílias provavelmente voltaria às condições miseráveis.

Os aumentos do salário mínimo superiores aos ganhos de produtividade também proporcionaram alguma melhora do consumo, mas políticas desse tipo são insustentáveis. Depois de algum tempo, a inflação tende a anular seus efeitos.

Além disso, nenhuma economia administrada sem disciplina fiscal, uso criterioso de recursos e atenção ao investimento e à produtividade vai muito longe. A recessão brasileira, com mais de 11 milhões de desempregados, é mais uma prova dessa obviedade ignorada pelos petistas – principalmente pela presidente Dilma Rousseff e por seus incompetentes favoritos.

Não há como fixar uma linha divisória entre o estilo de ocupação do governo – aparelhamento, loteamento e apropriação partidária do Estado – e o desastre econômico. A mediocridade do primeiro mandato, com crescimento médio anual de apenas 2,1%, foi um claro prenúncio da recessão. Em 2014 a economia, já atolada na crise, cresceu 0,1%, enquanto a inflação bateu em 10,67%. A piora do quadro a partir daí foi um desdobramento normal, até porque a presidente rejeitou os esforços do ministro Joaquim Levy de reconhecer e enfrentar os problemas.

Quem vincula a Operação Custo Brasil ao processo de impeachment acerta, no entanto, pelo menos num ponto. Há um parentesco indisfarçável entre o projeto de poder do PT, os desmandos na administração direta e indireta, a desastrosa política econômica e as pedaladas fiscais. São estas, formalmente, a base do processo de impeachment. Mas só com muito esforço de abstração é possível separá-las do resto. O resto inclui, entre outros detalhes, o desemprego de mais de 11 milhões e o assalto aos velhinhos do crédito consignado. Esse jogo político é indivisível.

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PF prende Cachoeira, mas o empreiteiro Fernando Cavendish está foragido

Federais chegam ao condomínio onde mora Cachoeira, em Goiânia

Chico Otavio e Juliana Castro
O Globo

O Ministério Público Federal (MPF) e a Polícia Federal (PF) deflagraram na manhã desta quinta-feira uma operação para cumprir cinco mandados de prisão em São Paulo, Rio e Goiás. Entre os alvos estão o ex-presidente da empreiteira Delta Construções Fernando Cavendish, o bicheiro Carlos Augusto Ramos, conhecido como Carlinhos Cachoeira, e o empresário Adir Assad, que já foi condenado na Operação Lava-Jato. No Rio, a polícia não encontrou Cavendish, que estaria no exterior e já é considerado foragido pelas autoridades.

A investigação constatou que os envolvidos, “associados em quadrilha”, usaram empresas fantasmas para transferir cerca de R$ 370 milhões, obtidos pela Delta direta ou indiretamente, por meio de crimes praticados contra a administração pública, para o pagamento de propina a agentes públicos.

Também são alvo da operação Cláudio Dias Abreu, que já foi diretor regional da Delta no Centro-Oeste e Distrito Federal, e Marcelo José Abbud, que, segundo o MPF, é dono de empresas de fachada usadas no esquema de lavagem.

LAVAGEM DE DINHEIRO – O MPF do Rio ofereceu esta semana denúncia contra Cavendish, Cachoeira, Adir Assad e mais 20 pessoas por envolvimento num esquema de lavagem de verbas públicas federais. O caso foi distribuído ao juiz Marcelo Bretas, titular da 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro.

A lista de denunciados conta com executivos, diretores e conselheiros da Delta e proprietários e contadores de empresas fantasmas. Para o MPF, o então dono da Delta era o líder da organização criminosa. A relação entre Cachoeira e Cavendish veio à tona com a Operação Monte Carlo e a CPI do Cachoeira, em 2012. Os dois compareceram ao Congresso na ocasião das investigações.

De acordo com investigação do MPF, 96,3% do faturamento da Delta entre os anos de 2007 a 2012 era oriundo de verbas públicas, totalizando um montante de quase R$ 11 bilhões. Os procuradores afirmam que mais de R$ 370 milhões foram lavados por meio de 18 empresas de fachada. Os responsáveis pela criação delas foram Cachoeira, Assad e Abbud.

CONTRATOS FICTÍCIOS – Por meio de contratos fictícios, as empresas fantasmas lavavam os recursos públicos. Os recursos eram sacados em espécie para o pagamento de propina a agentes públicos para impedir o rastreamento das verbas.

O procurador da República Leandro Mitidieri pede a condenação dos denunciados por lavagem de dinheiro e associação criminosa. A denúncia pretende também uma reparação de R$ 740,8 milhões, pelos danos causados com os crimes.

A investigação apontou que os pagamentos feitos pela Delta às empresas de fachada tiveram aumentos significativos em anos de eleições. O MPF apurou que os serviços não eram realizados pelas empresas fantasmas e que elas só existiam no papel, já que não tinham sedes, nem funcionários e, além disso, havia incompatibilidade entre receita e movimentação financeira identificada pela Receita Federal.

NOTAS FRIAS – De acordo com o MPF, as empresas de Adir Assad e Marcelo Abbud emitiam notas frias para outras empresas e não somente para a Delta, uma vez que serviu ao esquema de desvios na Petrobras, investigado na Operação Lava-Jato.

Recentemente, o Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou o uso, nas investigações no Rio, de trechos da delação premiada de ex-executivos da Andrade Gutierrez investigados na Operação Lava-Jato. Os depoimentos continuam sob sigilo, mas, de acordo com o MPF, confirmam o que foi apurado e demonstram que a Delta era voltada a esquemas de corrupção em obras públicas, especialmente, no Rio.

CARLINHOS CACHOEIRA – A Operação Monte Carlo, de fevereiro de 2012, prendeu Carlinhos Cachoeira sob a acusação de que ele comandava uma quadrilha que explorava o jogo ilegal em Goiás. Na Operação, foi apurado que vinha da Delta grande parte do dinheiro repassado às empresas fantasmas de Cachoeira. De acordo com o MPF, Cavendish mantinha contato frequente com o bicheiro para que ele opinasse sobre assuntos relativos à Delta.

Depois que a Operação Monte Carlo foi deflagrada e a CPI, instalada, Cavendish deixou o comando da Delta. A empresa pediu recuperação judicial depois do escândalo.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Se recorrerem ao Supremo e o ministro Dias Toffoli for escolhido relator, será tudo anulado – as prisões, a operação e a denúncia. Motivo:  O Globo e outros jornais foram informados e isso fere a privacidade dos réus, como aconteceu na Operação Satiagraha, que livrou o banqueiro Daniel Dantas de 10 anos de prisão e demitiu o delegado Protógenes Queiróz da Polícia Federal por ter vazado informações da operação. Quanto ao empreiteiro Cavendish, deve estar em Paris, seu destino preferido, para onde viajava sempre com o amigo e quase concunhado Sérgio Cabral. Como dizia Ibrahim Sued, em sociedade tudo se sabe . (C.N.)

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Alô, senadores! Dilma, a comediante, deixa claro: se voltar, quer governar sem o Congresso

A Afastada decidiu também demonstrar que Temer está cortando direitos dos trabalhadores. Usou como exemplo o reajuste do Bolsa Família e dos servidores, que chamou de “irresponsabilidade fiscal”. Santo Deus!

Por: Reinaldo Azevedo

Dilma Rousseff tem o emprego assegurado depois que for impichada de vez: vai ser humorista. Já sugeri à direção da Jovem Pan que a contrate. Por que não? Fora do governo, ela é engraçadíssima. Também falei a Tutinha e Emílio Surita que o “Pânico” não pode abrir mão da sua contribuição. São empregos dignos, que rendem um salário honesto e podem divertir os brasileiros. Na noite desta quarta, a Afastada concedeu uma entrevista ao “Jornal do SBT”. Se a gente levar a serio o que diz, é o caso de recomendar internação.

Começo pelo fim. O entrevistador, Kennedy Alencar, perguntou o que ela fará de diferente caso volte ao poder. Tergiversou um pouco e deu um exemplo: disse que não repetiria o governo de coalizão. Hein? Como assim? “Mas é possível governar sem ele?” E a mulher pensou alto: claro que sim! Segundo ela, dá para governar, então, sem o apoio dos partidos desde que “se discuta claramente com a população”.

Fica o recado aos senadores: caso Dilma volte, pretende adotar o método bolivariano de tomada de decisões, consagrado, no momento, por Nicolás Maduro, aquele notável democrata: nada de intermediação de políticos. Vai ser papo direto e reto com o povo.

Dilma está cada vez mais engraçada porque domina cada vez menos a matemática. E isso ficou claro quando, ainda nos divertindo com a sua galhofa, afirmou que pretende escrever uma carta de compromissos com o povo antes do julgamento no Senado. E o que conterá essa carta?

Ela não sabe ainda muito bem, mas adiantou duas coisas. Em primeiro lugar, disse, “resgatar a democracia”. Vai ver, então, estamos sob o império de uma ditadura. Em segundo lugar, afirmou que pretende devolver os direitos que estão sendo retirados do povo. Mas quais direitos? Que legislação mudou até agora?

E foi aí que se viu Dilma, a comediante, no melhor da sua forma. Na proposta que ela havia enviado ao Congresso, o Bolsa Família teria um reajuste médio de 9%; na aprovada pelo governo Temer, esse índice saltará para 12,5%. Ora, se ele dá um aumento maior do que o dela, onde está a subtração de direitos, considerando que ela própria não deu reajuste nenhum em 2015?

Dilma tentou explicar: é que o majoração deveria ter acontecido em abril, e os 3,5 pontos percentuais a mais, garantidos pelo atual governo, buscariam compensar o atraso. Dilma continua sem saber matemática. É por isso que pedalou tanto.

Mas a petista foi além: embora tenha proposto 9%, e seu antípoda, 12,5%, afirmou que o reajuste do Bolsa Família é pequeno quando confrontado com o dos servidores do Judiciário, como se alhos pudessem ser comparados com bugalhos.

Então ficamos assim. Quando Dilma foi dar exemplos de como Temer está subtraindo direitos dos trabalhadores, escolheu dois:
1: reajuste de 12,5% no Bolsa Família (ela queria dar apenas 9%):
2: reajuste dos servidores do Judiciário.

Vale dizer: a tal perda de direitos estaria traduzida em dois reajustes reivindicados justamente por aqueles que ela diz que estão sendo prejudicados.

E ainda coroou a sua avaliação chamando o conjunto da obra de irresponsabilidade fiscal.

Dá para entender algumas coisas:
– por que o governo dela foi para o buraco;
– por que o governo dela não fazia sentido;
– por que o governo dela era um caos;
– por que não conseguia dialogar com o Congresso;
– por que não conseguia dialogar nem com seus ministros;
– por que era e é detestada no próprio PT.

Há uma expressão de que gosto muito com que Marx brindou Lassale, um de seus adversários intelectuais: “caos de ideias claras”. Dilma é mais óbvia: é um caos de ideias confusas mesmo!

E esta senhora quer voltar!

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Juiz da operação Custo Brasil critica ordem de Toffoli para soltar Paulo Bernardo

Bernardo foi solto pelo amigo de fé, irmão, camarada Toffoli

Gustavo Aguiar
Estadão

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli não escapou das críticas do juiz federal Paulo Bueno de Azevedo, que conduz a Operação Custo Brasil em São Paulo. Apesar de acatar a ordem de Toffoli para soltar o ex-ministro Paulo Bernardo, o magistrado deixou claro que não concorda com a decisão, e que o investigado deveria ser mantido preso para evitar que o dinheiro desviado no esquema, que ainda não foi encontrado, sofra novas lavagens.

A Custo Brasil investiga um esquema que desviou R$ 100 milhões de funcionários públicos, aposentados e pensionistas que fizeram empréstimo consignado. Segundo as investigações, o Grupo Consist, contratado para gerir o crédito, cobrava mais do que devia e repassava mais da metade do faturamento do fundo para o PT e políticos aliados. Parte dos recursos teria sido usada para pagar despesas pessoais de Bernardo e da mulher dele, a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR).

SEM PROVAS – Toffoli sustentou não haver provas suficientes para manter a prisão contra o ex-ministro do Planejamento. Para Toffoli, o fato de os investigadores não terem localizado o dinheiro supostamente desviado no esquema não é indício de que Bernardo fugirá do País ou que ele atuará para atrapalhar as investigações fora da cadeia. O entendimento acabou sendo aplicado não só para Bernardo, mas também para outros sete investigados que estavam presos em São Paulo.

“Quanto à questão da fundamentação da prisão preventiva, obviamente irei acatar, porém respeitosamente discordo, continuando a achar que a expressiva quantia do dinheiro não localizado pode sofrer novos esquemas de lavagem, ao menos por ora. O risco concreto se deveria aos indícios dos pagamentos feitos por intermédio do advogado Guilherme Gonçalves”, respondeu o juiz Azevedo, apontando um dos investigados apontados como operador do esquema e que também foi solto.

QUESTÃO DE ISONOMIA – O juiz de São Paulo explica que, embora a decisão do STF tenha se restringido a Bernardo, a liberdade deveria ser garantida aos demais presos por uma questão de isonomia. “Resguardo, pois, o meu posicionamento pessoal, aqui manifestado em homenagem à minha independência judicial, e, sem prejuízo, evidentemente reconheço que devo e irei acatar a decisão do Supremo Tribunal Federal”, disse o magistrado.

Para garantir isonomia, Azevedo decidiu soltar, além de Paulo Bernardo, Guilherme de Sales Gonçalves, Daisson Silva Portanova, Valter Correia da Silva, Emanuel Dantas do Nascimento, Joaquim José Maranhão da Câmara, Washington Luiz Viana e Dércio Guedes de Souza, que já tinha obtido uma decisão favorável de Toffoli no início da noite desta quarta-feira.

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DESCULPE SE LHE FUREI OS OLHOS, FOI SEM QUERER…

Os alemães têm fama de ser rígidos, mas são os ingleses que têm o comportamento mais codificado da Europa. Quando duas pessoas não sabem sobre o que falar, falam do estado do tempo. Quando não sabem o que fazer, bebem chá. Têm horas precisas para começar e parar de se alcoolizar. Inventaram palavras para quando precisam de dizer alguma coisa e não querem dizer nada (“indeed” é uma delas). Vivem num sistema de classes em que até a maneira de falar distingue imediatamente a aristocracia da classe média e esta do proletariado. E sim, continuam a ter esse sistema de castas de mobilidade muito reduzida, apesar das instituições democráticas.

 

Tudo isto é causa e efeito. A causa é esconder a baixa quantidade de neurónios. Se soubermos como nos comportar em todas as circunstâncias e o que dizer de apropriado em qualquer altura, não precisamos de usar muito a cabeça. O efeito é uma sociedade que, apesar dos seus problemas, conseguiu construir um Império e impor uma pretensa superioridade a toda a gente. Que problemas, poder-se-á perguntar. São tantos, mas bastará enumerar alguns: o hooliganismo e o alcoolismo, as 140 mil crianças e adolescentes que desaparecem por ano, os 700 hectares de Londres que pertencem à Rainha e dois nobres, mais os 250 hectares que estão na mão dos sheiks do Golfo. O orgulho e preconceito, já dizia Jane Austen. Todos estes e muitos outros indicadores de um país difícil desaparecem debaixo da maior invenção dos ingleses, o sentido de humor, e também de um estilo muito forte que dá ideia de qualidade e duração aos produtos britânicos.

 

Isto não quer dizer que o Reino Unido não tenha gente de qualidade e grandes feitos no currículo, evidentemente; basta fazer a lista dos filósofos e cientistas, das descobertas e das invenções que mudaram o mundo. Mas a questão que está agora na mesa é o Brexit – não só a votação em si, como a atitude pós-referendo. É essa atitude, deveras surpreendente, que coloca em cima da mesa o tal problema dos neurónios.

 

Logo no dia do referendo, ao saber-se os resultados, os seus protagonistas vieram a público. Nigel Farage, o único verdadeiramente eurofóbico, disse que tinha mentido durante toda a campanha, ao afirmar que o dinheiro que se enviava para a UE será gasto em Assistência Social (serviços de saúde e pensões); David Cameron, que propôs o referendo para se manter no poder, mas era contra a saída, perdeu a consulta, e tem que se demitir. Boris Johnson, que apoiou a saída para tirar o lugar a Cameron, veio logo dizer que não há pressa em sair e, numa especulação vergonhosa, que os ingleses não vão perder quaisquer direitos na Europa. Jeremy Corbin teve um papel tão apagado que os trabalhistas já o querem substituir.

 

Isto ao nível dos que mandam. E os que obedecem? Segundo o Google, as consultas mais frequentes na Grã Bretanha na sexta-feira – depois de sabidos os resultados, foram: “O que é a União Europeia?” e “O que acontece se sairmos da UE?” Em incontáveis entrevistas feitas na rua, as pessoas dizem que estão arrependidas e dão justificações do outro lado da Lua por ter votado no Brexit:

“Não votei para sairmos, era mais um voto de protesto”.

“Na outra vez votei para ficarmos e a vida não me tem corrido bem, portanto achei que devia votar ao contrário.”

“Fiquei chocada quando soube o resultado, porque agora percebi que estamos a tramar os jovens e a poupança de 350 milhões de libras (?) não vai muito longe.” (Senhora de 87 anos, esta.)

“Votei para protestar contra as populações rurais esquecidas e as zonas industriais abandonadas, e porque estou farto do egocentrismo de Londres.”

“No meu prédio moram uma data de húngaros e estou farto de os ouvir a falar húngaro.”

“Votei para sair porque achei que íamos ficar e o meu voto não faria diferença.”

“Votei pela saída porque não quero assistir a mais jogos do Euro.”

Há dois ou três vídeos que se tornaram virais nas redes sociais onde as pessoas justificam o Brexit da maneira mais idiota. Num deles, “My Stupid Girlfriend Explains Why She Vote Brexit” (isto é mesmo real, por amor de Deus?!) uma adolescente explica que prefere comer ovos de galinhas inglesas, em vez de ovos de galinhas que não se sabe de onde vêm.

 

Os disparates, raciocínios irracionais e a pura estupidez aparecem agora no Twitter, nas redes sociais e nas cartas aos jornais. De repente, a sensação que dá é que foi tudo um engano. Claro que é menos provável que as pessoas que votaram para sair e acham que fizeram bem se manifestem, mas as consultas feitas na rua pelas televisões mostram a mesma quantidade de arrependimento.

 

No que pode ser uma situação histórica inédita, o projecto maravilhoso que é a UE pode começar o seu fim, porque pessoas que não percebem bem o querem,no segundo pais mais importante da União, tomaram uma decisão precipitada.

 

Depois, há o lado terrível. Os xenófobos, anti-imigrantes, fascistas e saudosos do Império acham que o resultado do referendo lhes dá imediatamente carta branca para por cá para fora todo o seu ódio. Num bairro periférico onde vivem muitos polacos, apareceu nas caixas do correio e nas paredes um folheto bilingue que diz “Porcos polacos voltem para casa”. Muitas pessoas, sobretudo as que não têm o suposto arquétipo britânico (pele muito branca, louro ou ruivo) ou que se vestem exoticamente queixam-se que têm sido insultadas, empurradas e, em alguns casos, agredidas. Duas amigas que estavam num café viram um homem encostar-se ameaçadoramente à mesa e dizer-lhes “Vão para a vossa terra!” Respondeu uma delas: “Mas nós nascemos aqui, esta é a nossa terra.” “Não parecem nada” respondeu o bruto. Alguns portugueses também já se queixaram de ouvir coisas desagradáveis. Uma passageira de Lisboa, quando mostrou o cartão de cidadão no aeroporto de Heathrow, o funcionário disse-lhe logo, agreste: “Da próxima vez, esse já não serve!”

 

Finalmente, há a enorme confusão entre imigrantes europeus e não europeus. Os estrangeiros que mais incomodam os ingleses são os que vieram do Paquistão, Índia e os muçulmanos radicais. A sua presença, em muitos casos há várias gerações, tem a ver com a Commonwealth. Ora, nenhuma destas três origens é europeia, e portanto a sua entrada em nada sofrerá com o Brexit.

 

O parlamento escocês decidiu que vai fazer um novo referendo para se separar da Inglaterra e depois aderir à UE. Os irlandeses do Norte estão até dispostos a juntar-se à República da Irlanda para continuar na Europa. E há um pedido para que se faça novo referendo – no domingo já tinha dois milhões e quinhentas mil assinaturas.

 

Ora, a verdade é, pela lei britânica, o referendo não é vinculativo. Trata-se apenas de uma consulta. Isto não está especificamente escrito, uma vez que o Reino Unido não tem uma Constituição, mas é a tradição. Segundo o “Guardian”, em rigor Cameron podia ignorar o acto e ficar-se por aí. Mas entretanto ele já disse que aceita o resultado. Portanto terá de apresentar a proposta ao Parlamento. O Parlamento pode rejeitar e decidir que tudo não passou tudo do tal humor britânico que disfarça tão bem a questão dos neurónios.

 

O problema é que o alemães, que não são notórios pelo sentido de humor, podem achar que então não passou de uma sórdida chantagem – um bluff à escala continental.

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Polícia Federal deflagra operação contra saques fraudulentos de precatórios

Foto: Jose Lucena/Futura Press

     Nova operação envolve corrupção em três Estados

Julia Affonso e Fausto Macedo
Estadão

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quarta-feira, 29, a Operação Lázaro nos Estados do Maranhão, Piauí e de São Paulo contra um grupo que teria feito saques fraudulentos de precatórios da Justiça Federal.

Cerca de 50 policiais federais estão cumprindo 8 mandados de busca e apreensão, 5 mandado de prisão temporária e 5 mandados de condução coercitiva nos municípios de Diadema, Jundiai, São Bernardo do Campo, São José dos Campos e São Paulo (SP), São Luis (MA) e Teresina (PI).

Segundo a PF, a ação é a segunda fase da Operação Triângulo dos Precatórios, desencadeada no final de 2015, ‘para desmantelar grupo criminoso organizado que realizava saques fraudulentos de precatórios da Justiça Federal em diversos Estados da Federação’.

MORTOS-VIVOS – “Para tanto o grupo selecionava precatórios disponíveis para saques, preferencialmente de pessoas já falecidas, ressuscitando-as mediante a falsificação de documentos”, aponta a PF em nota.

A Federal estima-se que o grupo tenha, desde o início das investigações, feito mais de R$ 10 milhões em saques fraudulentos, ‘valor este que era movimentado e ocultado através de contas bancárias em nome de pessoas físicas e jurídicas laranjas’.

“Dinheiro ilícito que a organização utilizou na aquisição de veículos esportivos importados e de alto luxo”, destaca a Federal.

OPERAÇÃO LÁZARO – O motivo do nome da operação é em alusão à passagem bíblica do retorno de Lázaro à vida, já que o grupo criminoso utilizava de pessoas falecidas para se beneficiarem desses precatórios.

Apenas os materiais objeto das buscas e apreensões serão encaminhados para a Superintendência da PF em Campo Grande/MS, enquanto os presos e conduzidos serão ouvidos nas respectivas cidades onde forem localizados.

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JÁ VEM COM PRIMEIRA-DAMA

Coluna Carlos Brickmann

Um homem discreto, tímido, que pouco se manifesta fora dos autos do processo, virou ídolo nacional. No lançamento do livro Bem-vindo ao inferno, que prefaciou, sobre a caça a Roger Abdelmassih, viajou de Curitiba a São Paulo, com a esposa, por sua conta, chegou ao evento de táxi, foi recebido com rosas brancas, aplaudido; e foi embora. Nem o jantar aceitou. Em Nova York foi o único brasileiro no jantar anual de gala da Time para as cem pessoas mais influentes do mundo, com Barak Obama, Donald Trump, Hillary Clinton, Putin, Angela Merkel. Time salientou que, sem maior autoridade que a de um juiz, “pode derrubar um presidente e talvez mudar a cultura de corrupção que há muito tem prejudicado o progresso de seu país”. Em Curitiba, num show do Capital Inicial, neste sábado, a música Que país é este deixou de ser destinada aos corruptos, como de hábito, e tocada em sua homenagem, enquanto o público delirava.

Em Nova York, houve até análise – favorável – da roupa de sua esposa. “Elegeu um vestido preto discreto e sofisticado. Clássico sim, careta não”. “Estilo clássico, porém com dose discreta de ousadia. Ela é uma mulher de personalidade, que reserva pequenas surpresas no jeito de se vestir”.

Sérgio Moro, anote, é candidato à Presidência. Já vem até com primeira-dama, Rosangela Wolf Moro, ambos investigadíssimos e até agora ilibados. A situação pode mudar, ele pode não querer. Mas está na lista.

Pixulecagem

A partir de 1º de janeiro de 2003, cada funcionário público federal que tomou um empréstimo consignado pagou propina de R$ 0,85 à quadrilha que transferia dinheiro público para os partidos aliados do Governo. A acusação ao ex-ministro Paulo Bernardo é ter chefiado essa quadrilha.

Aposentadoria para quem

Se há uma coisa que o país adora é entrar em discussões erradas ou fora de hora. O presidente Temer lança agora ao debate a aposentadoria aos 70 anos. Legal! E o emprego para quem tem mais de 50 anos, quando se vai debater? De que adianta a aposentadoria garantida com 70 anos quando quem tem 40 é considerado velho e nem tem emprego para se aposentar?

Quem é quem

A Lei Rouanet permite que empresas façam doações para projetos culturais aprovados pelo Ministério da Cultura e descontem tudo do Imposto de Renda a pagar. A pixulecagem superfatura as despesas, apresenta notas fiscais frias, duplica iniciativas; no fim, projetos modestos deixam de ser realizados, suspende-se a doação de livros a bibliotecas e escolas e o dinheiro é, claro, desviado. Na terça, a Federal cumpriu 37 processos de busca e apreensão e 14 de prisão temporária dos suspeitos de pixulecagem. Nomes: Ministério da Cultura, Bellini Eventos Culturais, KPMG, Scania, Demarest, Roldão, Intermédica Notre Dame, Laboratório Cristalia, Lojas 100, Nycomed Produtos Farmacêuticos e Cecil.

Em compensação

O dinheiro sempre encontra seu destino. Felipe Amorim e Carolina Monteiro, da Bellini, promoveram um casamento inesquecível: um fim de semana inteiro na praia de Jurerê Internacional, Florianópolis, com show do sertanejo Leo Rodriguez (“Bara Bará Bere Berê”, “Dói Né” e “Vai no Cavalinho”). Para economizar, nada de taças para champagne: bebia-se no gargalo. E tudo foi pago, segundo a Polícia Federal, com recursos para fins culturais da Lei Rouanet- aquela cuja manutenção é exigida por artistas em todas as oportunidades. O casal que promoveu a festa foi preso nesta terça.

Contando tudo

O jornalista Ivo Patarra, petista dos primeiros tempos do partido, secretário de Imprensa da prefeita paulistana Luiza Erundina, lança hoje em São Paulo um livro revelador: Petroladrões- a história do saque a Petrobras.

Na Livraria Cultura do Conjunto Nacional, a partir das 19h.

Avançando

Como as coisas mudam: em 2006, Ivo – jornalista de prestígio, filho de dois notáveis jornalistas, Judith e Paulo Patarra – lançou O Chefe, sobre o Mensalão, e apontando Lula como chefe da quadrilha. Levou 4 anos ouvindo negativas de editoras atemorizadas antes de conseguir editar o livro. Agora a receptividade foi bem maior, as editoras disputaram o produto e o livro sai antes que o corrente escândalo seja abafado por outro.

Novo começo

O PT deve realizar um Encontro Nacional Extraordinário em dezembro, para analisar a situação e traçar novos caminhos.

Deve ser o primeiro grande encontro petista a realizar-se em Curitiba.

Progredindo

Dilma diz que, se voltar ao poder, fará um Governo de transição. Beleza: de transação a transição já é um avanço.

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Reajuste é para repor inflação, aumento é o que sobe além dela

Pedro do Coutto

Esta definição, clara e objetiva, foi feita pelo ministro Henrique Meirelles à repórter Miriam Leitão, em entrevista a Globonews na noite de segunda-feira. Meirelles justificou assim a limitação dos gastos públicos a cada ano que o governo conseguiu aprovar no Congresso. Dessa forma, confirmada a afirmação, o orçamento para 2016 comporta, em relação ao de 2015, uma revisão para mais de 10,6%. Revisão nominal que apenas corrige o índice inflacionário registrado pelo IBGE para o ano passado. A separação entre uma coisa e outra é fundamental para que se compreenda que efetivamente as contas públicas vão permanecer neste exercício no mesmo patamar verificado no ano passado.

As contas públicas, no caso, referem-se ao confronto entre despesa e receita, incluída nesta a arrecadação de impostos.

BASTANTE CLARO – Henrique Meirelles, ao analisar o processo econômico, torna-se sempre mais claro do que outros economistas, entre os quais Roberto Campos e Mario Henrique Simonsen, que sempre evitaram o confronto no espelho entre o índice real e o índice nominal. Entretanto, no momento atual nem tudo são flores.

O Globo na edição de terça-feira,em matéria de Bárbara Nascimento, revela que a dívida pública do governo cresceu, no mês de maio 2,8% em relação ao estoque de abril, atingindo 2 trilhões e 878 bilhões de reais. O acréscimo é preocupante, sobretudo se cotejarmos este resultado com os cálculos da equipe econômica de que o processo inflacionário brasileiro deverá fechar o ano na escala de 6,5%.

NÚMEROS REDONDOS – Os dados quanto ao crescimento do endividamento federal são do Tesouro Nacional. Em números redondos, podemos dizer que o estoque da dívida situa-se na escala fantástica de 3 trilhões de reais, 52% do PIB. Em cima do total incidem juros de 14,25% a/a, como se constata, bem acima da meta inflacionária.

Esse dado deve ter preocupado Henrique Meirelles, uma vez que colide com as perspectivas que ele próprio fixou para elevação dos gastos públicos em 2016. Vale acentuar que 17% desses 2,9 trilhões são investimentos estrangeiros feitos na aquisição das notas do Tesouro Nacional, as quais lastreiam a dívida federal.

O que deve preocupar o titular da Fazenda, que na verdade age como primeiro-ministro de fato do governo Michel Temer é que o acréscimo da dívida superou até os índices inflacionários dos primeiros quatro meses deste ano.

DAS DUAS, UMA – Ou foi colocado um maior volume de títulos no mercado financeiro, para captar recursos, ou foram capitalizados os juros que deveriam ter sido pagos e não foram para remunerar os vencimentos dos papeis nos prazos estabelecidos.

Dá no mesmo. No fundo do problema situa-se o fato de que a elevação de compromissos do Executivo ultrapassou as barreiras colocadas para conter o aumento dos gastos públicos. É possível, entretanto, que as receitas tributárias tenham acompanhado a mesma evolução e, neste caso teria havido um empate nas contas a receber e a pagar. É preciso, contudo, que o ministro da Fazenda torne pública esta segunda informação. Aguardemos.

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