MEIA VERDADE OU VERDADE INTEIRA?

Conteúdo enviado pelo internauta Thiago Willis

“Meias verdades” são usadas no nosso cotidiano e se tornam tão verdadeiras quanto a verdade inteira

Quantas vezes recorremos às “meias verdades” para não ferir um amigo quando, na verdade, podíamos mudar uma situação? Diariamente, deparamo-nos com pessoas que, para não se ferirem ou não ferirem o outro, se afogam no mar da mentira e criam um mundo ilusório, onde a mentira se torna verdade e não pode ser questionada.

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É difícil ser verdadeiro num mundo de aparências – onde até a comida é encontrada de maneira artificial –, mas não é impossível!

“Meias verdades” são usadas no nosso cotidiano e se tornam tão verdadeiras quanto a verdade inteira.

“A verdade dói, mas tem de ser dita”, nos ensina o ditado popular, que não é levado a sério. A verdade edifica, liberta e transforma. Ela é capaz de fazer viver aquele que já morreu por causa das mentiras que aprisiona, aliena e forma ideologias relativas.

A verdade pela metade é mentira disfarçada, e só ajuda a irmos ainda mais para o mundo de ilusões. “Aquele que nos olha nos olhos e nos fala a verdade merece nosso respeito”. Ela pode até doer, mas nos edificará. Agora, aquele que nos engana com “meias verdades” está nos destruindo aos poucos. Pior é aquele que mente dizendo que é melhor não sabermos a verdade.

Muitos jovens vivem a verdade das drogas na tentativa de fugir da triste e cruel realidade. Até conseguem isso no primeiro momento, mas, passando o efeito do entorpecente, seu mundo cai, a mentira aparece e a realidade continua a mesma. Outros vivem falsos amores, que em nada edificam; ao contrário, levam a uma sexualidade ferida e a um coração mal-amado, incapaz de reconhecer o amor verdadeiro e puro.

Precisamos conhecer a verdade, aquela que nos faz sermos melhores e felizes. Faz-nos amar e ser amados inteiramente e não pela metade. Quem a conhece não vive em cima do muro, vence a mentira, vence a solidão e a ilusão; quem a conhece começa a ter o pés no chão, tratar suas feridas e curar o coração. Essa verdade nos ajuda a sermos homens e mulheres melhores, e ela tem um nome: Jesus!

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O último ato de Dilma

Cortinas fechando (Foto: Arquivo Google)

Ricardo Noblat

A partir da próxima semana, fora a jabuticaba, haverá outra coisa para chamarmos de nossa: a presidente da República afastada por um golpe que comparece ao último ato do seu julgamento para se defender diante de golpistas. Se for absolvida, dirá que derrotou o golpe. Se for condenada, dirá que foi vítima dele. Em seguida, embarcará para uma temporada de férias no exterior porque ninguém é de ferro.

A única invenção brasileira reconhecida em fóruns internacionais é a duplicata mercantil. Data da época em que Dom João VI transferiu para o Rio de Janeiro a sede do império português.

Nem o avião é reconhecido como uma invenção do brasileiro Santos Dumont que morava em Paris e que, ali, fez sua geringonça decolar pela primeira vez no início do século passado.

Na verdade, não há registro confiável de que a jabuticaba tenha primeiro brotado aqui antes de se espalhar por outros países de clima tropical. De forma tal que a presidente, capaz de acreditar na força dos seus argumentos para convencer os golpistas a não golpeá-la, poderá, e com justa razão, passar, sim, à História da política universal como algo originalmente brasileiro.

Não só a presidente. Também o golpe transmitido pela televisão e comandado no seu desfecho pelo presidente do Supremo Tribunal Federal, a mais alta corte de Justiça do país.

Previsto na Constituição que a presidente jurou defender, o golpe é chamado ali de impeachment, e serve para destituir do poder o governante que tenha cometido crime de responsabilidade.

Dilma acha que não cometeu crime algum. E para abortar o golpe, valeu-se de todos os recursos lícitos e ilícitos. Empenhada em  preservar o mandato e seus direitos políticos, bateu à porta da Justiça algumas dezenas de vezes, sem sucesso.

E também sem sucesso à porta de deputados e senadores oferecendo cargos, liberação de dinheiro para obras públicas e outras vantagens.

Poderia não ter feito nada disso uma vez que se tratava de um golpe, não de um processo de impeachment regulado pela Constituição e acompanhado de perto pela Justiça. Debitemos tamanho equívoco, porém à sua ingenuidade.

Deve ter imaginado que seria possível vencer o golpe participando ativamente de todas as suas fases. Não estava só. Procederam igualmente assim todos os que a apoiam.

Sua ida ao Senado para depor e ser interrogada pelos senadores investidos da condição de juízes, será a prova definitiva para quem ainda carecia de alguma de que Dilma jamais foi alvo de um golpe. Como Fernando Collor não foi.

Como Itamar Franco e Fernando Henrique não teriam sido, tantas foram as vezes que o PT quis derrubá-los pela mesma via usada para se derrubar Dilma agora.

Collor caiu sob a suspeita de ser corrupto. Depois foi absolvido pelo Supremo, voltou à política e aliou-se a Lula e a Dilma. Está sendo investigado pela Lava-Jato sob a suspeita de ser corrupto.

Dilma cairá porque desrespeitou a Lei Fiscal e gastou muito além do que estava autorizada a gastar pelo Congresso. Deve celebrar a sorte de cair antes de novas delações que acabarão por comprometê-la.

Na raiz da queda de Collor e de Dilma está a perda de apoio político para que seguissem governando. Perderam apoio porque infelicitaram o país a tal ponto que as ruas se voltaram contra eles e, sob o ronco delas, os partidos.

Demos graças a uma democracia tão repleta de defeitos como a nossa, mas mesmo assim capaz de garantir pelo voto a troca de governantes.

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Por que escolher o menos pior?

Charge reproduzida do Arquivo Google

Carlos Chagas

Na multidão de sugestões, propostas e projetos sobre a reforma política, aliás até agora não realizadas, uma foi pinçada em recente reunião do PMDB em São Paulo, com direito à presença de Michel Temer. Acabar com a reeleição parece consenso no Congresso, mas por que não extinguir, também, o segundo turno nas eleições majoritárias?

O argumento em favor do fim dessa garantia de que presidentes da República, governadores e prefeitos cheguem ao poder respaldados pela metade mais um os eleitores baseia-se na contradição de um eleitor ser obrigado a votar em um dos dois candidatos mais votados. Se o seu preferido na eleição inicial não conquistar nem o primeiro nem o segundo lugar, o cidadão terá que optar entre dois que não receberam sua preferência. Escolherá o menos pior, conforme  suas concepções. Supondo que terá votado num terceiro, sentir-se-á à vontade para dar a volta por cima e escolher quem não mereceu sua confiança?

OUTRA VOLTA” – Melhor, para os defensores dessa supressão, que nas eleições majoritárias vença o que tiver obtido mais votos, independente da metade mais um que geralmente leva ao segundo turno. Essa “outra volta”, como se diz em Portugal, costuma trazer mais malefícios do que benefícios. Porque o vencedor começa recebendo votos de má vontade, a menos que o eleitor prefira votar em branco na segunda eleição.

Acresce que essa segunda eleição funciona como um torniquete junto ao eleitorado. Durante muito tempo votou-se naturalmente no candidato preferido. Se ganhou ou não, o resultado dependeu apenas dele e de seu programa de governo.

MAIS BARATAS – Não vem muito ao caso concluir que as eleições ficariam mais baratas e mais éticas. No primeiro caso, evitando a repetição da gastança obrigatória num país tão grande como o nosso. No outro, porque muitos compromissos podem cheirar mal, quando celebrados pelos dois primeiros colocados, ambos dispostos a aceitar horrores para vencer.

Registramos aqui apenas mais uma de centenas de sugestões que cruzam o céu, sem a emissão de juízos de valor. E com a ressalva de que as reformas políticas continuam onde sempre estiveram: sem ser aprovadas no Congresso.

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UFA. E AGORA, JOSÉ?

Não olha para mim que eu também não sei. Confesso que vivi e confesso que não sei. Fui consultar para que lado o vento vai soprar e não consegui qualquer precisão, ainda está tudo virando doido, pra todos os lados, igual biruta de aeroporto, sem direção

 

 

O Hino Nacional bastante cantado, bra-bra-brá, todo mundo de verde e amarelo para lá e para cá sem ser por isso chamado de coxinha, batendo no peito e gritando Brasil! Brasil! Certa sensação de Pátria, de dever cumprido e um enorme alívio, como se tivéssemos passado as duas últimas semanas segurando o ar, sem respirar. É isso que o povo não entende por que que aqui deu tanto pano para manga o caso do nadador Pinóquio e seus amigos. Orgulhinho nacional ferido; teria sido muito chato se fosse verdade. Agora é o banzo.

Haverá Engov para tanta ressaca? O Rio de Janeiro vai continuar lindo. As pessoas vão continuar fazendo coraçãozinho com a mão cada vez que virem uma câmera. Mais umas duas semanas de entrevistas e histórias de superação, mordendo a medalha que todo mundo quer pegar, um pouco de descanso, e lá os atletas voltarão para suas dificuldades cotidianas. O país é o Brasil, onde a dificuldade é cotidiana para todos, ou quase todos.

A festa acabou, a luz apagou, o povo sumiu, a noite esfriou…Drummond, como conseguia escrever coisas tão verdadeiras e belas? Que andam vigorosas pelo tempo, mandando pôr os pés no chão depois da euforia, da distração, das novidades de um momento que, pronto, passou para a História. Arquive-se.

Nesse meio tempo, se você andou longe atrás de alguma bolinha, tatame pista, estádio ou assemelhado, pouca coisa diferente aconteceu, como se elas ficassem em suspensão para não dividir o escasso espaço no noticiário. Só o mesmo de sempre. Mulheres mortas por seus (ex) companheiros, empresas de valores e caixas eletrônicos explodidos, acidentes horríveis nas estradas, pavios acesos nas cadeias, o pastor deputado desmascarado, o tempo com uma variação térmica dramática, candidato topetudo americano expelindo sandices, mortes de gente muito legal e outros nem tanto. No dia que a criatura foi divulgar a carta que escrevia há três meses – sacanagem – foi atropelada por um pedido de investigação vindo da Corte Suprema.

Pronto, está atualizado. E o que vem pela frente?

Ah, na política nacional deram passadas largas para definir o futuro da presidente Dilma, afastada, lembra dela? – esperando o julgamento final do Senado, tudo agora para se definir por esses próximos dias. Ela, completamente abandonada, no meio de um turbilhão que se forma no horizonte das delações premiadas e que as primeiras informações dão como devastador em todas as direções. Um pouco mais de um mês para definir as eleições municipais, pobres e estraçalhadas, e que nenhum deles, dos candidatos, tem bem noção do que vai fazer, além do retrato do santinho.

Não há Arca de Noé capaz para salvar esses espécimes fruto de uma cópula entre ideais perdidos e o mundo cruelmente real.

Esse jogo é mata-mata. A oposição que era governo, e que gerou sua própria sina, na verdade a oposição que sobrar porque boa parte já se acomodou de novo na boca do dragão, continua apostando no romantismo, soluçando golpe, segurando cartaz de Fora! Botaram areia movediça no chão do poder.

Não veem que talvez já já pode ser chegada a hora de dar ordens objetivas, mais gerais e compreensivas a todos, palavras de ordem, uma, duas, três ou todas juntas, e que elas venham em maior uníssono mostrando que ainda realmente não estamos contentes.

Lembro-me de uma linda luta que foi assim – Diretas Já!

Marli Gonçalves, jornalista do chumbogordo.com.br – Dom Quixote adoraria viver entre nós. Teria farta ocupação.

SP, setembro chegando, 2016, contando moedas de aço que não dá nem para morder, nem para engolir

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AGORA É COM VOCÊ, MICHEL

Presidente também tem que saber jogar, saber driblar, tem que ter coragem para escalar, para fazer as escolhas certas. E é claro, um pouco de sorte, é sempre muito bem-vinda. Os 3 bilhões de reais com que o presidente Michel Temer apoiou o Rio de Janeiro foram decisivos para que tivéssemos uma olimpíada organizada e mais segura.Tudo que o mundo pedia, tudo o que a gente esperava. Qual é o balanço dessa festa toda? Só o cronometro do tempo vai dizer. Uma coisa é certa, o resultado dos jogos não serão medidos só pelas medalhas conquistadas pelos nossos atletas, mas sim pelos mais de 3 bilhões de corações conquistados mundo afora. Saiu barato, é um recorde dos recordes.

Demos ao mundo o nosso melhor, demos uma demonstração do jeito brasileiro de fazer bem feito, jogamos fora todo o “lixo” noticioso que se fazia do Rio e do Brasil. Quanto isso vale?

Com a palavra e ação o nosso presidente Temer que esta próximo de ser escalado, em definitivo, para ser o técnico dessa imensa seleção de 200 milhões de brasileiros que lutam diariamente pelo seu pais.

O sentimento que fica dessa olimpíada, independentemente dos que conquistaram os pódios, é que temos um povo dedicado, esperançoso e merecedor de uma vida melhor. Esperança e confiança não nos faltam, a única coisa que perseguimos é o prêmio da eficiência, da decência e do ouro ético.

O privilégio da convivência de mais de uma década com o presidente Michel Temer me dá a certeza de que ele vai virar esse jogo, vai resgatar a ordem e o progresso que nossa gente tanto busca. E merece.

Boa sorte presidente. E um Brasil vencedor para todos.

Agora é com você, Michel.

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Seis ex-ministros do governo Dilma irão votar a favor do impeachment dela

Charge do Benett, reprodução da Folha

Mariana Haubert
Folha

Seis ex-ministros do governo de Dilma Rousseff estão no grupo de senadores que no final deste mês deve votar a favor do afastamento definitivo da petista. Demonstrando ressentimento e afirmando que a presidente afastada cometeu erros, eles representam um certo constrangimento para a presidente afastada— se ainda tivesse o apoio desses seis, Dilma estaria a apenas um voto de conseguir barrar o seu impeachment.

Oficialmente esses senadores, do PMDB (quatro) e do PSB (dois), argumentam que votarão contra a petista por fidelidade à decisão de seus partidos, que em determinado momento romperam com o governo do PT. Os seis ex-ministros são Garibaldi Alves (PMDB-RN), Eduardo Braga (PMDB-AM), Marta Suplicy (PMDB-SP), Edison Lobão (PMDB-MA), Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE) e Eduardo Lopes (PRB-RJ).

Reservadamente, porém, alguns apontam motivações mais pessoais. Lembram que não tinham acesso a Dilma e que ela não se preocupou em construir uma relação de proximidade com seus ministros. Há até os que recordam constantes “broncas” sofridas da ex-chefe como razão para lhe negar agora o apoio.

ROMPIMENTO – O PMDB rompeu com Dilma quando tomou corpo a percepção de que o processo de impeachment tinha condições de ser aprovado pela Câmara. O hoje presidente interino, Michel Temer, é um dos principais caciques do partido.

Já o PSB saiu do governo ainda antes da reeleição de Dilma para lançar ao Palácio do Planalto o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos, morto em acidente aéreo em 2014.

“O que me colocou no Senado foi a representação do povo do Amazonas e ele tem se manifestado claramente e majoritariamente em todas as pesquisas com relação ao afastamento. Isso não significa que eu não respeite e não tenha consideração pessoal pela presidente”, afirmou Eduardo Braga, que foi ministro de Minas e Energia de Dilma até abril deste ano.

SEM PERGUNTAS – O senador do Amazonas disse que, assim como os ex-colegas de Esplanada, não fará perguntas a Dilma na sessão em que ela fará a sua defesa, no dia 29. Mas afirma que é preciso que ela reconheça sua sua situação.

“Me parece que está claro e não há mais dúvida de que o impeachment está dado. Nesse momento é preciso ter a humildade de perceber que não existe mais governança”, afirmou Braga.

Para Garibaldi Alves, que comandou a Previdência, julgar Dilma é “uma árdua missão”, mas ele diz estar convencido de que a petista cometeu crime de responsabilidade. E cita a carta a senadores em que a petista, embora negue ter cometido os crimes, admite erros.

Marta suplicy, ex-petista que comandou a Cultura e hoje adversária do partido na disputa à Prefeitura de São Paulo, defendeu a saída de Dilma já na primeira votação que o Senado fez no processo, em maio, quando a presidente acabou sendo afastada.

“Cresce na população uma esperança: a esperança de podermos virar a página e de começarmos a recuperar o país. Estamos escolhendo a esperança, e não o caos sem amanhã”, disse, na ocasião.

21 A FAVOR – Na última votação do processo em plenário, só 21 senadores ficaram ao lado dela, contra 59 que se posicionaram a favor da formalização da denúncia. Para não sofrer impeachment, ela precisa do apoio (ou ausência) de pelo menos 28 senadores.

Dilma teve nove dos atuais 81 senadores entre seus ministros. Hoje, apenas três ainda a apoiam publicamente: Gleisi Hoffmann (PT-PR), Kátia Abreu (PMDB-TO) e Armando Monteiro (PTB-PE).

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Monica Moura já havia denunciado Guido Mantega como operador do caixa 2

 

Charge do Cicero (ciceroart.blogspot.com)

Deu em O Globo

Antes da revelação de que as propinas intermediadas por Guido Mantega eram contrapartida por benefícios fiscais obtidos pela Odebrecht, o ex-ministro já havia sido mencionado por Monica Moura como intermediário de caixa 2 para campanhas eleitorais do PT. A primeira versão da delação da mulher do marqueteiro João Santana foi recusada pela força tarefa da Lava-Jato, no início deste ano. No entanto, ela voltou a negociar com os procuradores depois que o marido, João Santana, decidiu também fazer acordo. Na época, por meio de seus advogados, Mantega reconheceu ter mantido encontros com Monica, mas sem ter tratado de contribuições financeiras.

A empresária disse à força tarefa ter recebido recursos de caixa 2 em todas as campanhas que fez para o PT: nas campanhas presidenciais pela eleição e reeleição de Dilma (2010 e 2014), e pela reeleição de Lula (2006), além das campanhas municipais de Fernando Haddad (2012), Marta Suplicy (2008) e Gleisi Hoffmann (2008). Os candidatos negam.

Monica disse ter registrado em uma agenda, que não foi apreendida pela PF, detalhes dos encontros mantidos em hotéis e restaurantes de São Paulo com interlocutores dos executivos indicados por Mantega, com o intuito de recolher as contribuições, que eram entregues em malas de dinheiro.

NO CELULAR DE MARCELO – Na época, as revelações deram novo sentido a anotações do celular do executivo Marcelo Odebrecht citadas em relatório da Polícia Federal. Ao lado da sigla “GM” e do número de celular do ministro, havia a anotação “27M”, que a PF considerou tratar-se de referência a pagamentos de R$ 27 milhões.

Em outras mensagens, o próprio executivo, que assinava e-mails com a sigla MO, assumiu possível participação na tratativa de contabilidade paralela de campanha. “Campanhas incluindo caixa 2 se houver, era só com MO, que não aceitava vinculação”, escreveu em trecho onde sugere uma possível linha para delação de seus executivos. Em outra nota, ele registrou: “liberar para feira pois meu pessoal não fica sabendo”. Segundo a força-tarefa, “feira” é uma menção a dinheiro que tinha como destinatário final o casal Santana.

UMA NOVA VERSÃO – No primeiro depoimento prestado à PF, logo depois de ser presa, Monica negou ter recebido caixa 2 por campanhas no Brasil, mas admitiu conhecer Fernando Migliaccio, executivo da Odebrecht que trabalhava na área responsável por realizar pagamentos de propina na empreiteira.

Em novo depoimento ao juiz da 13ª Vara Federal em Curitiba, Sérgio Moro, ela enfim admitiu ter recebido no exterior pagamentos destinados a financiar campanha do PT no Brasil. Fonte Tribuna da Internet.

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Salários de juízes no Brasil superam os dos Estados Unidos e da Inglaterra

Levantamento feito em São Paulo, Minas Gerais e Rio aponta que vencimentos de desembargadores ficam muito acima do teto estabelecido no País

Alexa Salomão,

O salário dos juízes no Brasil tem um teto. Não pode ultrapassar o salário de ministros do Supremo Tribunal Federal, o STF, hoje em R$ 33.763. Na prática, já se sabe há um tempo, não é bem assim. Um levantamento conseguido em primeira mão pelo Estado mostra que a correlação é bem mais desproporcional. Um desembargador (como é chamado o juiz de segunda instância nos Estados) em Minas Gerais ganha, em média, líquido, R$ 56 mil por mês. Em São Paulo, R$ 52 mil. No Rio de Janeiro, R$ 38 mil.

Uso indevido de equipamentos tirou cargo de juízes ingleses (Foto: Patrick Semansky / AP )Juízes  (Foto: Patrick Semansky / AP )

Esses valores superam os pagos a um juiz similar no Reino Unido, que recebe cerca de R$ 29 mil, e até dos Estados Unidos, cujo salário mensal médio é de R$ 43 mil. Chega a ser superior a juízes da Suprema Corte de países da União Europeia, como Bélgica e Portugal.

Os salários básicos são engordados por adicionais legais, sustentados por interpretações da legislação. Mas formam vários andares acima do teto. Como disse a ministra Cármen Lúcia numa audiência no STF: “Além do teto, tem cobertura, puxadinho e sei mais lá o quê”, numa referência ao fato de que o limite vale mesmo apenas para os 11 ministros do Supremo.

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Mais Gandhi, menos chimpanzé e Maquiavel

A democracia é um jogo de cooperação e oposição. No jogo de cooperação, as regras são a persuasão, a negociação, os acordos, a busca de espaços de consenso. Já no jogo de oposição, procura-se medir forças, confrontar o adversário, provocar tensões, desgastar, impor a vontade pela força.

No Brasil da era lulopetista, as manobras divisionistas deram o tom, suplantando os modelos de cooperação. Este é o pano de fundo que explica o estado psicológico de uma Nação intensamente repartida entre “nós e eles”, bons e maus, mocinhos e bandidos.

Não por acaso, o presidencialismo de coalizão foi substituído por um presidencialismo de colisão. O país pouco tem avançado no campo da política. O episódio do mensalão e o propinoduto do petrolão contribuíram para corroer as vigas do regime.

As reformas praticamente estancaram. O lulismo, ao qual se seguiu o dilmismo, plasmou uma “República sindicalista”, tomada por organismos que substituíram a doutrina pelas tetas do Estado. Passamos a conviver com a versão moderna do peleguismo sindical. Nada pode ser mudado, nada pode avançar sem o placet da CUT, que, nesses últimos anos, comandou suas congêneres, dando-lhes as palavras de ordem, os comandos de rua e formando corredores poloneses nas cúpulas côncava e convexa do Congresso.

As oposições comeram o pão que o diabo amassou. O confronto se intensificou ao longo da era petista. Grupos incrustados nas entranhas do próprio Governo petista lutavam por espaços.

As querelas entre integrantes dos grandes e médios partidos que formavam a base governista tinham como leit motiv a divisão de recompensas, a briga por cargos, sob a cultura de partidarização do Estado que o PT tão bem desenvolveu, principalmente nos Ministérios da Educação e da Cultura. Criou-se um jogo de soma zero. O ganho de um era a perda de outro.

Para usar a concepção do sociólogo espanhol Carlos Matus, em seu ensaio Estratégias Políticas, por aqui o estilo chimpanzé de fazer política – baseado no projeto do poder pessoal, da rivalidade permanente, da hierarquização da força – supera o modelo Maquiavel, onde o personalismo do Príncipe, eixo do sistema, se subordina a um projeto de Estado. (A propósito, Fernando Henrique, em seu tempo, era designado “príncipe” por seu entorno. Lula, com seu carisma e verbo populista, queria mais aparecer como “salvador da Pátria”).

Dois estilos

Vivenciamos uma luta renhida entre dois estilos. De um lado, o setor político, inspirado no lema “o poder pelo poder”, se empenhava com capricho para ganhar espaços, usando a arma do voto para atingir o objetivo de preservar e ampliar territórios e influência. O PT até conseguiu ultrapassar o PMDB na representação parlamentar na Câmara. Perdeu essa condição só em tempos recentes.

Os representantes, tanto os de ontem como os de hoje, adotam a tática de disparar processos de tensão, ameaçar o Governo com retiradas de apoio, buscar coalizões de um lado e de outro. Um exemplo recente é o Centrão. Elegeu Rodrigo Maia. Desfez-se e agora tenta voltar. Quer estar no eixo de poder. Veja-se o debate em torno da dívida dos Estados. O governo federal tenta controlar as torneiras. Já os governadores querem abri-las com força. A natureza política, pelo vocabulário de Matus, amolda-se ao instinto do chimpanzé, para quem o ideal de vida é a conservação da própria espécie (“o fim sou eu mesmo”).

E a vontade popular, o ideal coletivo? Ora, ficam em segundo plano.

Noutra posição do arco político, há um núcleo que age à moda Maquiavel. Seu discurso tem uma especificidade: o grupo não encarna o projeto – o projeto é o Brasil – mas a conquista da meta parece impossível sem o grupo. Por isso, os meios devem se adequar ao fim. Que, nesse momento, é a redenção nacional. Valerá tudo para recuperar a economia, voltar a crescer o PIB, baixar a inflação e os juros. Portanto, tudo deve ser sacrificado pelo projeto, até o uso de verbas para que os parlamentares possam cumprir promessas com suas regiões. Afinal de contas, se nada fizerem receberão o bilhete de volta às suas casas, sem mandato. Essa é a lógica da política. Para atender à competição feroz da classe, a conduta maquiavélica faz concessões ao estilo chimpanzé. Interessante é que este acaba ganhando o jogo.

Não há como escapar à sensação de que o país fica, portanto, à mercê dos estilos Chimpanzé e Maquiavel de fazer política. Por isso, só mesmos grandes movimentos de mobilização empurrarão o carro das reformas. Ou seja, só uma imensa força centrípeta – da sociedade – será capaz de impulsionar a força centrífuga (da representação política e do Executivo) na direção das mudanças.

A cultura ética

Por isso, às elites e aos setores organizados, devem se somar as margens da sociedade. Sozinhos, sabemos bem, os pobres não terão munição para fazer guerra. No meio dos humildes e marginalizados, o pão é pouco. Mas é nesse espaço que se vê germinar a semente da amizade, da cooperação. Essas margens querem ver alguém com roupa asséptica. Daí a necessidade de o país encontrar a terceira modelagem da política: o estilo Ghândi. Que tem como foco a busca de consenso, da austeridade, da solidariedade, do zelo, do ideal do bem comum.

A forma Ghândi de governar dispensa a força física, evita a competitividade dos Chipanzés e não aceita a emboscada maquiavélica. Seu poder repousa na espiritualidade. Trata-se do grau superior de fazer política. O problema é: existe entre nós alguém que possa simbolizar tal figurino? Há perfis assemelhados à Ghandi ou à Madre Tereza de Calcutá em nosso meio? Em outras palavras, o padrão ético existe por estas plagas?

Nunca precisamos tanto como agora do diálogo, da elevação dos espíritos, da negociação, da convivência, de um pacto por causas coletivas. O país se defronta com um grande desafio: transformar a cultura egocêntrica da política numa cultura sociocêntrica, inspirada na motivação pelos ideais da sociedade. Tivéssemos um pouco mais de estilo Ghandi, os cidadãos sentiriam mais vergonha de cometer atos ilícitos. Por falta de vergonha, o estilo chimpanzé vira moda. Sob as bênçãos de Maquiavel. É muito triste.

Mohandas Karamchand Gandhi (Foto: Divulgação)Mohandas Karamchand Gandhi (Foto: Divulgação)

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O certo e o errado.

 Coluna Carlos Brickmann
Faz pouco mais de 200 anos, na Europa. O rei francês Luís 16, da família Bourbon, tinha sido deposto e executado, Napoleão Bonaparte havia conquistado meia Europa e sido depois derrotado, outro rei da família Bourbon, Luís 18, chegara ao poder. O francês Talleyrand foi ministro dos diversos governos franceses inimigos entre si; foi demitido por corrupção e readmitido. Faz lembrar outros políticos, de outro país, de outra época, coerentes ao apoiar sempre o Governo, seja ele qual for. Mas foi também um fino observador político. E deu a seguinte opinião, ferina e precisa, sobre a família Bourbon: “Nada esqueceram, nada aprenderam”.

Há mais coisas na França da época, aliás, que relembram o Brasil. Como a família imperial brasileira, que é de Bragança, mas também Bourbon.

Voltemos no Brasil. Dilma Rousseff vai ao Senado no dia 29. Entregará aquela carta patética – que, mesmo que fosse impecável, não teria efeito, por ser muito tarde. Irá em pessoa fazer a defesa, para constranger os seis senadores que foram seus ministros e votaram contra ela no impeachment. Quer expô-los à opinião pública, vingar-se da traição que sofreu.

Dilma teve ministros demais, não chegou a conhecê-los. Imagina que se envergonham, embora conviva com quem não se envergonha de dizer que aqueles imóveis não são seus e que não sabia de nada. Busca constranger quem nem sabe o que é isso.

Dilma nada esqueceu e nada aprendeu.

Quem é quem

Dilma acha que vai constranger Édison Lobão (PMDB – MA), Fernando Bezerra Coelho (PSB – PE), Garibaldi Alves (PMDB – RN), Marta Suplicy (PMDB – SP), Eduardo Braga (PMDB – AM) e Marcelo Crivella (PRB – Rio). Todos foram seus ministros. Braga foi ainda líder do Governo.

No roteiro

Após dizer que é vítima de golpe e de pedir justiça, Dilma deve chorar.

Depois do choro, choro

Após o impeachment, Dilma perde o foro privilegiado. O inquérito do Supremo sobre obstrução da Justiça vai para a primeira instância. Pode acontecer de, ao lado de Lula, ser interrogada pelo juiz Sérgio Moro.

Zero mais zero, zero

O pedido de explicações da OEA, sobre o impeachment de Dilma, é formal, feito quando há uma denúncia. A OEA não tem qualquer jurisdição sobre o Brasil. Mesmo que considere correta a denúncia, só pode fazer campanhas, manifestações, abaixo-assinados – que irão para a Cesta Seção.

Temer e PSDB, tudo a ver

A reunião de Temer com os tucanos, na quarta, foi ultra amigável. Diante das queixas sobre os vaivéns da área econômica, Temer disse que a economia terá a cara do PSDB. E Aécio Neves acreditou.

Temer e PSDB, nada a ver

Na véspera, quando prepararam a reunião, as coisas foram mais quentes, como narra o colunista Cláudio Humberto (www.diariodopoder.com.br). O PSDB, temendo que Temer saia à reeleição, ou apoie Henrique Meirelles, pediu que ele se comprometa a apoiar um tucano. “Sem problemas”, disse Temer. Peço que me tragam um nome de consenso, no jantar de amanhã, e eu o apoiarei”. Maldade pura: Aécio, Serra, Alckmin? O PSDB é um partido formado exclusivamente por amigos, sendo todos eles inimigos.

Puna-se a vítima

Que tal a decisão da Justiça de rejeitar a indenização ao repórter fotográfico Sérgio Silva, que perdeu a visão de um olho ao ser alvejado com bala de borracha por um policial, na cobertura de uma manifestação? Segundo a sentença, “ao se colocar na linha de confronto entre a polícia e os manifestantes, [Silva] voluntária e conscientemente assumiu o risco de ser alvejado por alguns dos grupos em confronto”.

Claro que a culpa é da vítima: se fosse lojista, estaria na loja (sujeito apenas a balas de bandidos) e não no conflito. Se fosse uns 15 cm. mais baixo, a bala não o atingiria. Mas em que outro lugar queria Vossa Excelência que o fotógrafo estivesse?

Festa do caqui

A Câmara Federal voltou a funcionar no início de agosto, depois do recesso de julho. Nesta semana já não houve sessões, porque iria começar a campanha eleitoral. Nas próximas semanas os parlamentares estarão trabalhando na campanha; e começará o recesso branco até 6 de outubro, data do primeiro turno. Na Câmara só não para o fluxo de pagamentos.

Festa da uva

O Tribunal de Contas da União elaborou projeto, já em fase de concorrência, para instalar em suas dependências uma barbearia – ou salão de beleza, com barba, cabelo, tintura, escova, massagens, depilação, incluindo a íntima, manicure, pedicure, sobrancelha. O salão deve funcionar no horário de expediente, quando os servidores estão no serviço.
www.chumbogordo.com.br

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