Tragédia: jovem com problemas mentais fere criança e mata idoso

O Povoado Macaúba, zona rural de Coroatá, foi palco de um crime bárbaro que aconteceu na tarde de ontem, segunda-feira (30/03).

Tudo começou quando o jovem Leonardo Borges Simplício, de 22 anos, teve um surto mental, de acordo com a família, o rapaz seria esquizofrênico. Essa doença causa um transtorno complexo que dificulta a distinção entre experiências reais e imaginárias, interferindo no pensamento lógico. O que parece ter ocorrido após o surto.
O jovem pegou uma faca e saiu transtornado para fora de casa. A primeira vítima foi sua própria sobrinha, uma criança de apenas 10 anos de idade. Ela foi surpreendida pelo tio que a desferiu três golpes com a arma branca, duas nas costas e uma no braço. Felizmente a criança não sofreu nada sério e encontra-se hospitalizada no Macrorregional de Coroatá, fora de perigo.
A mesma sorte não teve o aposentado João Xavier da Costa, de 72 anos. Ele estava em casa quando o assassino entrou e sem ter chance de defesa o golpeou no pescoço. A faca ficou cravada no aposentado, que morreu ainda no local.
A polícia foi acionada e se deslocou com rapidez para o Povoado Macaúba. O jovem Leonardo Borges havia sido rendido por populares, que aguardavam a chegada da PM.
De acordo com o relato do padrasto do assassino, o jovem sofre de esquizofrenia desde pequeno, mas só agora estava começando o tratamento. Ele disse ainda que o remédio do rapaz havia terminado e no momento da tragédia, estava na cidade comprando mais medicamentos
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PILHAGEM NO CARF: MAIS UMA ROUBALHEIRA CLEPTOCRATA

LUIZ FLÁVIO GOMES

Operação Zelotes (da PF e MPF) revela mais uma roubalheira cleptocrata (porque emanada das bandas podres das classes dominantes, formada pelos donos econômicos e financeiros do poder, governantes e frações influentes). Poderia chegar a R$ 19 bilhões (o dobro da mais pessimista estimativa feita por Youssef para a bandalheira da Petrobras). Os investigados que, se condenados, podem receber o título de “bandidos quadrilheiros da república” (dado por ministros do STF aos condenados no caso mensalão) são, dentre outros: Grupo Gerdau, Banco Safra e Hyundai/Caoa (citados pelo O Globo: 27/3/15); Bradesco, Santander, BTG Pactual, Bank Boston, Ford, Mitsubishi, BR Foods, Petrobrás, Camargo Corrêa, Light, Grupo RBS, Embraer, Coopersucar, Cervejaria Petrópolis, Évora, Marcopolo, Nardini Agroindustrial, Ometto, Viação Vale do Ribeira, Via Concessões, Dascan, Holdenn, Kaneko Silk, Cimento Penha e CF Prestadora de Serviços foram mencionados pelo Estadão: 28/3/15.

Várias potentes empresas dos setores automobilístico, industrial, agrícola, siderúrgico e bancário (que são os verdadeiros donos do poder do Estado) teriam subornado conselheiros (“julgadores”) do Carf (Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, do Ministério da Fazenda), suspeitos de terem recebido “carf-propinas” (de 1% a 10%) para julgarem recursos favoravelmente às corruptoras (cancelamento ou redução de sanções fiscais decorrentes de sonegação), livrando-as do pagamento de bilhões ao erário público. Até o final de fevereiro, Gerdau era presidente da Câmara de Políticas de Gestão e Planejamento do Governo Dilma. Somente em 9 processos o prejuízo constatado já é de R$ 6 bilhões. Estariam também envolvidos advogados, consultores, funcionários, conselheiros e ex-conselheiros do Carf (“Os maiores ladrões – já dizia o Padre Manuel da Costa, suposto autor do livro A arte de furtar, de 1652 – são os que têm por ofício livrar-nos de outros ladrões”). Como funcionava o esquema?

Consoante O Globo: 28/3/15, o esquema tem 5 etapas: (1) Ex-presidente do Carf tinha a pauta de votação do Conselho com antecedência e identificava empresas em situação mais complicada com o Fisco; (2) Emissários faziam contatos com represente das empresas devedoras, em alguns casos, com os próprios empresários, e ofereciam ajuda para reduzir ou extinguir as dívidas; (3) Em alguns casos, a venda das decisões era negociada em etapas. Primeiro vendia-se um pedido de vista como prova de que o conselheiro é cúmplice. Depois, a decisão final do processo; (4) Empresas se livraram de grandes dívidas por meios, aparentemente, legais. As decisões estariam amparadas na legislação; (5) Já foram identificados desvios de R$ 5,7 bilhões a partir de extinção ilegal de dívidas. Mas as fraudes podem chegar a R$ 19 bilhões.

Se comprovadas as medonhas pilhagens fiscais noticiadas (a pilhagem fiscal bem como a corrupção é cleptocrata quando praticada pelas classes dominantes como meio ilícito para acumularem mais riqueza), não há dúvida que todas as atuações fraudulentas contra o fisco devem ser anuladas (Lei 9.784/99), além de processados todos os envolvidos (administrativa, civil e penalmente). Ao Ministério Público compete, ademais, propor as ações civis correspondentes aos danos morais. Ao juiz do caso cabe quebrar o sigilo do inquérito/processo (“A luz do sol é o melhor desinfetante”, dizia o juiz americano Louis Brandeis). Da Coluna Diário do Poder.

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Nina Rodrigues: Vereadores faltam e sessão é prejudicada

Ontem, segunda-feira, dia 30 de março, foi um dia muito especial para a Câmara Municipal de Nina Rodrigues. Não pelo que fizeram a maioria dos vereadores. Exatamente o contrário, o dia foi especial pelo que não fizeram os nobres edis. A população Ninense sabe que a Câmara realiza suas sessões todas as segundas-feiras. Ontem porém, não teve quórum para deliberação de propostas em plenário. Mas qual o motivo dessas notáveis ausências? Estiveram presentes apenas as vereadoras Rosa, Cita, Dolores e o vereador Erlan. Sabe-se nos bastidores, que os vereadores estão ávidos por explicações do chefe do executivo para obras consideradas fantasmas e que segundo alguns informantes, constam como realizadas nas prestações de contas, obras inconclusas. Ninguém sabe até quando  vão poder empurrar com a barriga essas explicações. Vale ressaltar, que o titular do Blog teve informações que a vereadora Sâmara Corrêa estava tratando de assuntos particulares em Presidente Vargas.

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GRANDES BATALHAS SÓ SÃO DADAS A GRANDES GUERREIROS

Vittorio Medioli
O Tempo

Mahatma Gandhi notou que “grandes batalhas só são dadas a grandes guerreiros…” Pessoas forjadas em outras vidas, capazes, quando chamadas, de enfrentar obstáculos majestosos, inconcebíveis para um simples mortal.

Como existe um mal devorador e triunfante, também a natureza divina se permite formar uma força para obstá-lo e evitar que tome conta de tudo. O mal, em si e por si, é estulto. Sempre exagera, superestima-se, não avalia que um dia será humilhado. Não conhecendo o que é o amor, que não sabe praticar, falta-lhe até amor-próprio para se preservar. Vence e devora enquanto pode, até que uma força contrária o liquide.

Disse o Mestre: “Não resistais ao mal…” Deixai que, como filho de Saturno, o mal se arrogue a invencibilidade, acabe devorando seus filhos e chore sua solidão.

Mesmo avisado de que melhor seria parar, costuma não compreender e se complicar. Faz contas rasas. O mal, no fundo de si, sempre desconfia que seu fim será terrível, como de regra é.

GRANDE GUERREIRO

Quando não consegue por si só dar-se um basta, o mal esbarra num “grande guerreiro” vestido de humildade, esse que o Mahatma Gandhi reconhece forjado para as Grandes Batalhas.

O sábio indiano, que conduziu seu povo à liberdade, explicou que o “grande guerreiro” relutará, se furtará enquanto for possível; ciente do sofrimento que está por vir, tentará de tudo para se afastar da luta. Cederá a capa, as moedas, o prato, mas depois se entregará de corpo e alma para a batalha. Para vencer ou morrer.

Como Arjuna no Bhagavad-Gita, aceitará enfrentar até os irmãos se a causa for justa, aceitando o ensinamento de Krishna de assumir seu dever e sua responsabilidade.

Como a circunstância deixa inevitável ao búfalo entrar no pântano, o “guerreiro” entrará na batalha. A ela se dará por inteiro.

NUNCA ABATIDO

O abade Constant, referindo-se ao personagem “imprescindível”, como poderia se referir ao “grande guerreiro”, explicou: “… podeis vê-lo muitas vezes triste, nunca abatido ou desesperado… muitas vezes pobre, nunca envilecido nem miserável… muitas vezes perseguido, nunca acovardado nem vencido. Porque ele se recorda em cada momento da morte solitária de Moisés, da condenação de Sócrates, do martírio dos fiéis, das torturas de Apolônio, dos cravos aplicados ao Salvador”. Ainda consegue recordar as chamas que consumiram Giordano, o tiro covarde que findou Gandhi.

Isso não o faz desistir, recorda-se sempre de que a missão, quanto mais gloriosa, mais passará perto do trágico cume do Calvário.

O “guerreiro” ficando “grande”, assim como Jesus ficou Cristo, se desapega, se faz consciente de que sua vida não será longa ou fácil, apenas acredita, como lhe prometeram, que valerá a pena. Da Tribuna da Internet.

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Coronéis entram coletivamente na Justiça contra MP do Governo Dino

Blog do Ebnilson 

Os oficiais Superiores da Polícia Militar impetraram ação no Tribunal de Justiça do Maranhão, contra A Medida Provisória(MP) nº 195, do Governo do Estado. 

A referida MP, obriga os oficiais da PM/BM, que estiverem com 35 anos de serviço a se aposentarem compulsoriamente. A media não foi bem aceita pelos referidos militares que já completaram a idade máxima.

Pelos menos 8 oficiais superiores já estão com as malas prontas para deixarem a Corporação. São 4 Coronéis e 4 Tenentes Coronéis que se não reverterem na Justiça a situação, estarão dando adeus a PM.  Abaixo à Ação Cível dos oficias da PM/BM com os respectivos nomes.
Numeração Única:     0002061-53.2015.8.10.0000
Número:        0136432015
Data de Abertura:        27/03/2015
Natureza:        CÍVEL INCIDENTAL
Classe:     PROCESSO CÍVEL E DO TRABALHO | Processo de Conhecimento | Procedimento de Conhecimento | Procedimentos Especiais | Procedimentos Regidos por Outros Códigos, Leis Esparsas e Regimentos | Mandado de Segurança

EXCELENTÍSSIMO SENHOR GOVERNADOR DO ESTADO DO MARANHÃO

Impetrante:     IVALDO ALVES BARBOSA, FRANCISCO JEFERSON ARAÚJO TELES, JUAREZ UBIRAJARA PINTO FILHO, VERÍSSIMO FERREIRA PORTO, BOAVENTURA FURTADO NETO, JOSE CARLOS ARAUJO CHAGAS, JOSE MARIANO ALMEIDA NETO, JOÃO FRANCISCO DA SILVA TINOCO, EDILSON MORAES GOMES, CARLOS EDUARDO ABREU GOMES, JOSÉ RIBAMAR ARAÚJO VILAS BÔAS, ROSILVADO COSTA RIBEIRO, CARLOS ROBERIO DOS SANTOS, AGOSTINHO GONÇALVES SILVA, ODAIR DOS SANTOS FERREIRA, JOSE DE RIBAMAR VIEIRA, ALLAN KARDEK DA SILVA 

Entenda o caso

Desde o governo Roseana Sarney, há um clima de animosidade entre os oficias da Polícia Militar. Há uma briga interna e acirrada nos ciclos dos oficias superiores, Coronéis, Tenentes-Coronéis e Majores com relação as Medidas Provisórias que vem sendo reiteradamente editadas pelo governo do Estado.

As MP,s editadas tem o caráter de obrigar os oficias da PM/BM, que tenham 35 anos de serviço prestado nas Corporações a irem compulsoriamente para a reserva remunerada(Aposentadoria). O grande gargalo  e dilema está justamente que boa parte dos oficiais superiores já ultrapassaram o tempo previsto que é de 35 anos. Do outro lado tem os oficias que querem ascender na carreira do oficialato e encontram como entrave os militares antigos que já cumpriram a data limite de aposentadoria.

Origem do conflito

O Estatuto dos Policiais Militares e Bombeiros, preconiza em seus dispositivos que o militar do sexo masculino se aposentaria aos 30 anos de serviço e no sexo feminino aos 25 anos, todavia há uma exceção a regra., os coronéis poderiam permanecer no posto ainda por 8 anos, mesmo completando os 30 anos.

A quebra de braço começou no ano passado, quando alguns oficias se articularam para derrubar a legislação que garantia aos coronéis os 8 anos de permanecia nas Corporações Militares. A briga nos bastidores e na política foi acirrada. A PM dos oficias dividiu-se entre dois grupos: Os oficias antigos e os modernos. Várias MP,s foram editadas para retirar os privilégios dos coronéis de permanecerem por oito anos. O grupo moderno consegui emplacar uma MP que reduziu para 5(cinco) anos a permaneciam dos coronéis. Isso causou um novo conflito, pois antes da MP, havia sido promovidos coronéis que já beiravam os 35 anos e outros que foram promovidos que ainda tinha tempo para cumprir os 8 anos. Isso foi uma confusão danada, contudo prevaleceu o entendimento de ambas as partes. Os coronéis se articularam com os políticos e conseguiram reverter a situação. A MP editada, ficou da seguinte forma: Os coronéis teriam a partir de então, sua permanência de 5 anos, isso valeria apenas para os futuros coronéis, ou seja, os que já tinham o direito dos 8 anos iria cumprir todo o seu tempo e os 35 anos exigido pela MP foi revogado. Assim todos os coronéis e Tenentes-Coronéis que estavam ameaçados pela compulsória dos 35 anos estariam garantido.

Dessa forma criou-se um clima de paz e um armistício fora selado. Contudo, algo bombástico aconteceu. O grupo dos oficiais modernos, aqueles mesmo, articularam novamente e dessa vez com a força no governo Dino, empurram na calada da noite e no apagar das luzes a MP nº 195 que colocaria fim nessa novela.

Dessa vez, os modernos, tem a força do governo e a MP deverá ser emplacada realmente. O blog foi informado que os requerimentos já estão assinados e até o dia 01/04, os oficias deverão se aposentar obrigatoriamente. Do Blog Luis Cardoso

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Vargem Grande completa 77 anos

HPIM0694HPIM0695HPIM0698Neste dia 29 de março os moradores e filhos de Vargem Grande acordaram mais cedo para festejar os 77 anos de emancipação politica. Rajada de foguetes acordou os mais retardatários. Em seguida, o serviço de som da Igreja Matriz inicia o toque do Hino do município, que seria repetido várias vezes. Todos de pé, o destino foi a Igreja Matriz, onde os padres Antonio Carlos presidiu e Cordeiro concelebrou a Santa Missa. A Igreja lotada, dava a tônica do amor que todos dedicam a sua terra natal. No encerramento da celebração, o parabéns pra você seguido de uma efusiva salva de palmas foi o maior convite para festejar este dia. Em seguida, a população se dirigiu ao prédio da prefeitura municipal para o hasteamento das bandeiras nacional, do maranhão e de Vargem Grande. Prestigiando esse evento, estavam os deputados Hildo Rocha, federal e Fábio Braga, estadual. Hildo Rocha agradeceu os votos da ultima eleição e a receptividade com que sempre contou em suas visitas a esta terra. Disse que apesar das dificuldades enfrentadas pelo País, dentro de suas possibilidades está pronto para ajudar Vargem Grande. Fábio Braga fez questão de exaltar que é filho desta terra, e como tal, estará sempre pronto para atender as demandas da municipalidade. O prefeito Edvaldo acrescentou que não fez tudo o que pensa em realizar como prefeito deste município, mas que fez o que foi possível. E que continuará batalhando sempre para fazer feliz este povo que muito bem soube acolhe-lo. Dr. Miguel e a esposa Irandi Fernandes estiveram presentes em todos os momentos das comemorações, abraçando amigos e correligionários que faziam questão de cumprimentá-los e abraça-los. O casal falou da sua disponibilidade em ajudar e colaborar para o desenvolvimento do município, além de agradecer o carinho da população, que reconhece a sua contribuição de ambos para o desenvolvimento de Vargem Grande. Durante todo o dia aconteceram manifestações de apreço e de gratidão ao prefeito pelo muito que tem feito pelo município. Diversas atividades foram realizadas durante todo o dia para comemorar os 77 anos de criação do município. A noite shows de artistas encerram as comemorações desse dia inesquecível. Parabéns Vargem Grande.

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OAB é contra prorrogação de mandatos e a coincidência de eleições

Na reunião do mês de março do seu Conselho Pleno, a OAB Nacional reforçou a defesa de algumas de suas bandeiras políticas contidas na proposta de reforma política democrática. A análise partiu do parecer da Comissão Especial de Direito Eleitoral sobre propostas de emenda à constituição ligadas ao tema, com destaque à PEC nº 352/2013, em discussão no âmbito da Comissão Especial para a Reforma Política na Câmara dos Deputados.

O relator da matéria no Plenário da OAB, conselheiro federal José Luis Wagner (foto) , elencou os cinco pontos fundamentais nos quais a Ordem discorda da matéria que tramita no Congresso. “Por deliberação deste Plenário e discussão em inúmeras sessões, a OAB é a favor do fim da reeleição, da revogação de mandato e do fim do financiamento de campanhas por empresas, bem como é contrária à figura do suplente de senador, à coincidência de mandatos e à unificação das eleições”, disse.

Wagner também justificou o caráter de urgência do texto. “O pedido decorre do fato de a matéria estar na ordem do dia do Congresso, além de ser interesse direto de todos os advogados brasileiros que militam no direito eleitoral. O cidadão, por sua vez, também e diretamente envolvido nas consequências deste processo”, avaliou o relator.

Norberto Campelo, presidente da Comissão Especial de Direito Eleitoral da OAB, frisou que a coincidência de mandatos encontra-se em discussão no Congresso Nacional. “Há uma Proposta de Emenda à Constituição que deve ser julgada em breve, paralela a um forte movimento legislativo a seu favor. Precisamos articular dentro do Congresso nossa iniciativa, porque entendemos que a unificação é nefasta para a incipiente democracia brasileira”, alertou. Fonte Blog do Louremar Fernandes

Foto: Eugenio Novaes

 

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“Mundo véio sem puliça”

Coluna do Carlos Brickmann

Café da manhã com pão fresquinho, manteiga, jornal. Já foi uma beleza! Hoje, o pãozinho subiu de preço, a manteiga sem pão pode dar ideias perigosas às autoridades (com sal é pior!), o jornal não tem notícias que não sejam de crimes.

Na primeira página, o escândalo da Receita. Nas páginas de Política, a CPI do Petrolão, a CPI dos SwissLeaks, o debate sobre recursos não-contabilizados ocultos nas contas do HSBC suíço. Nas páginas de Economia, empresas que demitem porque, acusadas no Petrolão, não recebem o que lhes é devido (e, ao lado, reportagem sobre a quebra iminente de alguma grande construtora, com muitas demissões). Nas páginas de Investimentos, o enorme déficit do Postalis, o fundo de pensão dos Correios, que acaba de ser jogado nas costas dos segurados. Discute-se a possibilidade de algo semelhante em outros fundos de estatais, e a possível escolha do presidente da Vale para a Presidência do Conselho da Petrobras – embora as duas empresas, uma privada, uma estatal, possam vir a ter interesses conflitantes. Nos artigos, uma pergunta: qual desses é o maior escândalo de corrupção no Brasil, algo que nunca dantes nesse país tenha ocorrido?

Este colunista, que jamais apreciou notícias de crime, vai para o Esporte, para saber do Corinthians. Mas aí acha a empresa alemã que diz ter pago propina para obter contratos na Copa do Brasil. Na área de entretenimento, discute-se o aparelhamento do Ministério da Cultura pelo Fora do Eixo – aquele, do Pablo Capilé.

Há café da manhã que resista? Apesar de tudo, bom dia!

Questão de ranking

O Mensalão era o maior escândalo da História. Mas Mensalão é para os fracos: os malfeitos da Operação Lava-Jato são muito maiores. E o escândalo da Receita dá quase duas Operações Lava-Jato no quesito ladroeira. Não esperem luz no fim do túnel: o cartel do Metrô fez com que o trem que vinha na contramão se atrasasse. E o trem-bala, o que estaria pronto na Copa de 2014, só vai acender os faróis no improvável dia em que Mercadante não quiser sair na foto.

Por que este nome?

Intrigante o nome Zelotes dado pela Polícia Federal à operação na Receita. Os zelotes eram um grupo de judeus cujo objetivo era “zelar pelas Leis de Deus”. Lideraram a rebelião judaica contra Roma entre os anos 66 e 70 depois de Cristo, por rejeitar um imperador pagão. Tito, filho do imperador Vespasiano, comandou as tropas romanas, que derrotaram os judeus, exilaram-nos, proibiram sua permanência na Judéia, destruíram o Segundo Templo de Jerusalém, arrasaram a cidade e mudaram seu nome para Aelia Capitolina. Um grupo de zelotes continuou a resistir na montanha fortificada de Massadá. Derrotados, os 960 sobreviventes preferiram o suicídio coletivo à rendição. Essa é a História, como narrada em A Guerra Judaica por Flávio Josefo, duro crítico dos zelotes, a quem responsabilizava pela deflagração de uma guerra que não podiam ganhar.

E que é que isso tem a ver com a ação da Polícia Federal na Receita? Estarão os federais considerando-se os verdadeiros, únicos e rígidos zeladores da Lei?

Definição definitiva

Do presidente nacional do PT, Rui Falcão, na última terça-feira, em reunião com sindicalistas ligados ao partido, referindo-se à administração da presidente Dilma Rousseff: “É um Governo de merda, mas é o meu Governo”.

Rui Falcão não está sozinho. Há alguns meses, elogiando a professora Maria da Conceição Tavares por sua fidelidade partidária, o ex-presidente Lula lhe atribuiu a seguinte frase: “O PT é uma merda mas é o meu partido. Ele não presta mas é meu”.

A professora estava presente ao encontro. Nada desmentiu.

Um por mês

Thomas Traumann, das Comunicações, é o terceiro ministro a cair em três meses do segundo Governo de Dilma. O primeiro foi Marcelo Nery, da Secretaria de Assuntos Estratégicos; substituto, Roberto Mangabeira Unger. O segundo foi Cid Gomes, ministro da Educação; substituto, Renato Janine Ribeiro. E Traumann, o terceiro, será substituído pelo ex-deputado estadual e ex-prefeito de Araraquara Edinho Silva, do PT paulista, tesoureiro da campanha de Dilma.

(nota atualizada 27-05, 19hs)

Faltou, Brecht!

Renan Calheiros e Eduardo Cunha, quem diria, conseguiram obrigar a presidente Dilma a cumprir a lei que ela já havia assinado, reduzindo a correção monetária das dívidas de Estados e Municípios com a União. Estão exigindo a redução do número de ministérios de 39 para 20. Querem reduzir ao menos uma parte dos cargos em comissão – aqueles em que o nomeado não precisa prestar concurso.

Em Galileu Galilei, de Bertolt Brecht, o secretário de Galileu, indignado pela submissão do chefe às ordens da Igreja Católica, proclama: “Pobre do povo que não tem heróis”. Galileu responde: “Pobre do povo que precisa de heróis”.

O grande escritor alemão não podia prever a situação do Brasil. Pobre do povo que, para ter heróis e louvá-los, precisa ter Renan Calheiros e Eduardo Cunha.

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A GENERALA EM SEU LABIRINTO

LUIZ CARLOS HAULY

Mal aguentando-se em pé, tomado pela febre e assaltado por convulsões, Simón Bolívar parte de Santa Fé de Bogotá para o exílio após ser deposto do comando da Grã-Colômbia, consumação do seu projeto de libertação da América que se esfarela sob o embate de ambições caudilhescas. Ele sucumbe em Santa Marta, litoral da Colômbia.

A derradeira epopeia do libertador – sua viagem fadada à morte – inspirou Gabriel Garcia Márquez a escrever um dos clássicos da literatura mundial: “O general em seu labirinto”.

A popularidade da presidente Dilma Rousseff cambaleia, rivalizando com a de Collor de Mello às vésperas de sua deposição – somente 10,8% aprovam seu governo, segundo pesquisa CNT/MDA -; a febre da inerrância continua pautando suas ações cada vez mais tresloucadas e vazias e seu mandato é convulsionado pela possibilidade de um impeachment – desejo de 64,8 % dos eleitores, de acordo com a mesma pesquisa.

A generala, pois é como tal que Dilma se comporta no trato com o Congresso, com os subalternos e, para o mal geral da Nação, nos temas de interesse do país, enfrenta o seu labirinto. Ela conseguiu semear duas crises que solapam seu governo e ameaçam seu futuro, a política e a econômica. Perdeu sustentação no Congresso, apesar do predomínio numérico da base aliada, e se torna cada vez mais refém dos presidentes da Câmara e do Senado, dois aliados instáveis e insaciáveis. O parlamentarismo já funciona na prática.

No campo econômico, o desastre se avoluma: a recessão poderá chegar este ano a um PIB negativo de 1,7%, a inflação tende a deixar muito para trás o teto de 6,5%, o dólar mantém tendência de alta, o déficit em conta corrente atinge catastróficos 4% do PIB e o emprego, a última bengala da popularidade da presidente, deverá apresentar pela primeira vez desde 1996, início da série histórica, desempenho negativo. Estima-se que 600 mil postos de trabalho serão fechados nos próximos meses.

Dessas duas crises, aguçadas pelo escândalo do Petrolão, que atinge em cheio o PT, principal beneficiário da roubalheira que instituiu na Petrobras, adveio a mais recente, a de opinião pública. Essa é a mais devastadora de todas, pois os recursos de marketing sobre os quais Dilma tem se apoiado demonstram esgotamento. A gigantesca manifestação do dia 15 e os seguidos panelaços comprovam.

A sobrevivência política de Dilma depende da solução simultânea dessas três crises. Tarefa hercúlea! Já são seis os ministros que ela mobiliza para obter do Congresso a aprovação do pacote fiscal, e as negociações têm sido, até o momento, improdutivas. O principal adversário do ajuste – ironia das ironias! – é o PT!

O governo e o país dependem desse ajuste, defendido durante a campanha pelo candidato do meu partido à presidência, Aécio Neves. Sem ele não haverá recuperação da economia. Sem a recuperação da economia as ruas continuarão bradando, e dessa combinação perversa o apoio à presidente no Congresso tende a se fragilizar ainda mais.

Se o ajuste não for adotado, nos espera o precipício. A recuperação depende dele e de como será conduzido, mas essa recuperação somente começará a ser sentida no ano que vem.

O Brasil terá paciência para esperar até lá?

O labirinto da generala não exigiu um escritor talentoso para descrevê-lo. Coube à própria Dilma traçar seu roteiro. Fonte Claudio Humberto

 

 

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OS ROBÔS ABANDONAM O BARCO

FERNANDO GABEIRA

O documento que vazou do Planalto falando dos robôs usados nas redes sociais me fez lembrar de 2010. Foi a última campanha que fiz no Rio de Janeiro. Na época detectamos a ação de robôs, localizamos sua origem, mas não tínhamos como denunciar. Ninguém se interessou.

Os robôs eram uma novidade e, além do mais, o adversário não precisou deles para vencer. Tinha a máquina e muito dinheiro: não seriam mensagens traduzidas, grosseiramente, do inglês – contrataram uma empresa americana – que fariam a diferença. Essa campanha de 2010 pertence ao passado e só interessa, hoje, aos investigadores da Operação Lava Jato.

Os robôs abandonaram Dilma Rousseff depois das eleições. E o Palácio dá importância a isso. Blogueiros oficiais também fazem corpo mole em defendê-la, por divergências políticas. Isso confirma minha suposição de que nem todos os blogueiros oficiais são mercenários. Há os que acreditam no que defendem e acham razoável usar dinheiro público para combater o poderio da imprensa.

Vejo três problemas nesse argumento. O primeiro é uma prática que se choca com a democracia. O segundo, o governo já dispõe de verbas para fazer ampla e intensa propaganda. E, finalmente, Dilma tem todo o espaço de que precisa. Basta convocar uma coletiva e centenas de jornalistas vão ao seu encontro. Se Dilma quiser ocupar diariamente cinco minutos do noticiário nacional, pode fazê-lo. O chamado problema de comunicação do governo lembra-me O Castelo, de Kafka. A porta sempre esteve aberta e o personagem não se dá conta de que a porta está aberta.
… “Os robôs que abandonaram o barco não me preocupam. Esta semana parei um pouco para pensar na terra arrasada que o PT deixará para uma esquerda democrática no País. Não só pelo cinismo e pela corrupção, pelas teses furadas, mas também pela maneira equivocada de defender teses corretas”…

O problema central é que Dilma não sabe tocar esse instrumento. Todos os presidentes da era democrática sabiam. Lembro-me apenas do marechal Dutra, no pós-guerra, mas era muito criança. Falava mal, porém fez carreira militar, era um marechal, que comprou muita matéria plástica. Mas era um outro Brasil comparado com o avanço democrático e a onipresença do meios de comunicação.

Os robôs que abandonaram o barco não me preocupam. Esta semana parei um pouco para pensar na terra arrasada que o PT deixará para uma esquerda democrática no País. Não só pelo cinismo e pela corrupção, pelas teses furadas, mas também pela maneira equivocada de defender teses corretas. Ao excluir dissidentes cubanos, policiais brasileiros, opositores iranianos da rede de proteção, afirmam o contrário dos direitos humanos: a parcialidade contra a universalidade.

Algo semelhante acontece com a política sobre os direitos dos gays, que apoio desde que voltei do exílio, ainda no tempo do jornal Lampião.

Ao tentar transformar as teses do movimento numa política de Estado, chega-se muito rapidamente à desconfiança da maioria, que aceita defesa de direitos, mas não o proselitismo. Tudo isso terá de ser reconstruído em outra atmosfera. Será preciso uma reeducação da esquerda para não confundir seus projetos com o interesse nacional.

Isso se aprende até nas ruas, vendo o desfile de milhares de bandeiras verdes e amarelas. Na sexta-feira 13 houve um desfile de bandeiras vermelhas. Essa tensão entre o vermelho e o verde-amarelo é expressão pictórica da crise política.

Se analisamos a política externa do período, vemos que o Brasil atuou lá fora como se sua bandeira fosse vermelha. Ignora a repressão em Cuba e na Venezuela, numa fantasia bolivariana rejeitada pela maioria do País.

Discordo de uma afirmação no documento vazado do Planalto: o Brasil vive um caos político. Dois milhões de pessoas protestam nas ruas sem um incidente digno de registro. Existe maturidade para superar a crise, sem violência.

Bem ou mal, o Congresso Nacional funciona. O caos não é político. É um estado de espírito num governo e num partido que ainda não compreenderam seu fim. Nada mais cândido que a sugestão do documento: intensificar a propaganda em São Paulo.

Com mais propaganda, mais negação da realidade, o governo contribui para aumentar o som do panelaço. E exige muita maturidade da maioria esmagadora que o rejeita.

Li nos jornais a história de um deputado no PT reclamando de ter sido hostilizado em alguns lugares públicos. Se projetasse o que virá no futuro, teria razões para se preocupar.

A crise econômica ainda vai apresentar seus efeitos mais duros. Um deles é o racionamento de energia. Sem isso, acreditam os técnicos, não há retomada do crescimento em 2016. Como crescer sem dispor de mais energia?

As investigações da Lava Jato concentram-se no PT. Muitos depoimentos convergem para inculpar o tesoureiro João Vaccari Neto. Li que uma das saídas do partido seria culpar o tesoureiro, uma versão petista de culpar o mordomo.

Um governo que recusa a realidade, crise econômica que caminha para um desconforto maior e o foco da investigação da Lava Jato no PT são algumas das três variáveis de peso que conduzem a uma nova fase.

Diante desse quadro, não me surpreende que os robôs estejam pulando do barco do governo. Apenas confirmam minha suspeita de que se tornam cada vez mais inteligentes.

Eles continuam à venda no mercado internacional. O secretário da Comunicação recomendou ao governo dar munição a seus soldados na internet, Lula ameaça com o exército de Stédile. Um novo exército de robôs seria recebido com uma gargalhada nas redes sociais.

Juntamente com os robôs, Cid Gomes saltou do barco. Ao contrário dos robôs, seu cálculo é político. Superou em 100 a marca de Lula sobre os picaretas no Congresso. Preservou-se com os futuros eleitores.

Mas, e aquela história da educação como o carro-chefe do projeto de Dilma?
Confusão entre os estudantes que não recebem ajuda e o ministro contando picaretas no Congresso.

É tudo muito grotesco. Os partidos querem ver Dilma sangrando. Além de ser muito sangue o que nos espera pela frente, é preciso levar em conta que, de certa maneira, o Brasil sangra com Dilma.

Arrisca-se a morrer exangue. Fonte Claudio Humberto

 

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