Boa hora para Lula se mandar para a África, não?, por Ricardo Setti

Blog de Ricardo Setti

Pessoas próximas ao ex-presidente Lula informam que ele embarcou para a África.

O Brasil pegando fogo, e Lula, coerente com sua fuga das ruas de quem sempre se achou o dono delas, sumiu para bem longe.

A justificativa para esse novo sumiço — desde o caso Rosegate, sobre o qual não dá um pio há 217 dias, Lula não para de viajar para o exterior — é “participar de eventos sobre o combate à Aids e à fome”.

 

 

Procurando algo no site do Instituto Lula, encontra-se a informação seguinte:

“O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva participará no próximo domingo (30) e segunda (1º) de encontro de alto nível na sede da União Africana, em Adis Abeba, Etiópia, para discutir estratégias de combate à fome e à pobreza na África. O evento é organizado pela União Africana (que reúne todos os Estados do continente), a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) e o Instituto Lula e contará com parecença de chefes de Estado e ministros africanos e internacionais, além de acadêmicos, representantes de organismos multilaterais e organizações internacionais.”

Amanhã [hoje], sábado, 29, Lula estará em Lilongwei, capital do Malawi, no sudeste da África, para participar do primeiro encontro da Unaids, o programa da ONU para HIV/AIDS, em parceria com a revista médica britânica Lancet, “sobre a luta global contra HIV/AIDS”.

Por uma Constituinte que tire a tinta do rosto dos caciques

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Em meio à miudeza de pensamento que ronda nosso Congresso, será que nossos parlamentares reconhecerão que estão derrotados pelas ruas? Será que, depois de terem deixado inúmeros projetos de reforma política parados por mais de 25 anos, eles finalmente  admitirão que nossa democracia é incompleta e que precisa se aprimorar? Depois de tanta gente ter decidido pintar a cara para manifestar as mais diversas insatisfações, será que cairá a tinta do rosto dos caciques?

Por Ana Helena Tavares(*)

Ninguém vive sem política, afinal, bem dizia Aristóteles que “o homem é um animal político”. Dito isso, o problema está em como você a conduz. O saudoso Ulysses Guimarães, timoneiro da democracia, trazia escrito em seu leme: “Política não se faz com ódio, pois não é função hepática.”

Mas quantos acreditam nisso? Os que foram para as ruas rasgar bandeiras? Os que estavam ali achando que tinham acordado e repudiando quem nunca dormiu? A que podemos atribuir o rumo violento que tomaram as manifestações gigantescas desse junho de 2013? Talvez a 30 anos de um processo despolitizante pós-ditadura. Voltamos à democracia através de um pacto mal costurado, feito de cima pra baixo e que, além de manter impunes os algozes de outrora, manteve todo o aparato midiático herdado dos anos de chumbo. Aparato este que tudo faz para despolitizar o povo.

Quantos se lembram que a política está nas menores coisas do dia-dia e, mais do que isso, quantos acham importante envolver-se com ela? Quantos param para pensar que quando alunos escolhem representantes para sua turma estão fazendo política? E tantos outros exemplos poderiam ser dados. Você algum dia já foi à reunião de condomínio do seu prédio? Pronto, é política pura! E aquele voto que você deu para escolher o capitão do time em que você joga futebol aos domingos? Pois é, mas política não é só voto, ela passa pela influência do homem sobre o homem e não dá para fugir disso.

Então, como pode ir para frente um país em que a população não acredita na força da política? “Ah, são todos corruptos!”, ouve-se pelas esquinas. E grita-se contra a corrupção como se ela não estivesse entranhada na própria sociedade. Só sérias mudanças nos nossos sistemas partidário, eleitoral e de representação podem trazer de volta a crença do povo na política.

Por exemplo, a legislação que define como devem funcionar os partidos ainda é a mesma do período militar.  Outra coisa quase nunca questionada é a “invenção” chamada Senado. Basta fazer uma rápida pesquisa para se constatar que a esmagadora maioria dos países democráticos do mundo não tem Senado. Mas hoje em dia o congresso brasileiro é que nem coração de mãe, sempre cabe mais um.

Daí a importância da ousadia de Dilma ao propor, nesta segunda-feira, 24-06-2013, um plebiscito para a composição de uma constituinte exclusiva para a reforma política. Ela enfrentará inúmeras resistências da oposição, muito fogo amigo, e até mesmo empecilhos jurídicos. Mas só o fato  de colocar uma discussão importante como essa em pauta já é muito louvável.

Voltando no tempo, relembrando nossa última Constituinte, que reuniu numa mesma causa nomes como Ulysses Guimarães, Leonel Brizola e Luís Inácio Lula da Silva, creio que ela significou um grande passo à frente no que toca aos direitos, mas deixou lacunas em alguns pontos bem críticos, tais como o que se pode chamar de “profissionalização da representação”. Ou seja, acredito que seria importantíssimo haver leis que forçassem os políticos a uma rotatividade de cargos.

Assim, os candidatos a vereador, deputado estadual ou federal, e, claro, os candidatos ao famigerado Senado (já que ele existe e certamente os seus 81 senadores estão dispostos a “defendê-lo” com todas as forças) não poderiam se reeleger indefinidamente dentro do mesmo cargo, como ocorre hoje. E, dessa forma, representação não seria equiparável a um emprego, o que creio que é um câncer para o parlamento. Isso porque leva muitos políticos a mirar de tal forma no mandato e nos outros tantos que poderão se suceder, que contribui e muito para instalar-se na mente deles uma das idéias mais venais que um político pode ter: a de que é ele o dono do mandato e não o povo. Nesse caminhar, onde fica a cidadania? Como cobrar do povo integração com aqueles que não se integram a ele?

Claro que certos políticos fazem diferença, afinal todas as regras têm suas exceções. Mas no país do “jeitinho”, do “adapta aí para não termos que implodir tudo”, de vez em quando também é bom rever as regras. E, por que não, implodir tudo para, em vez de viver de remendos, ver se surge algo aprimorado para as próximas gerações.

Inúmeras questões apontam para a importância de uma reforma política profunda. Fala-se muito na controversa questão do financiamento de campanha, que tem, claro, sua importância, mas acredito que o debate maior deveria ser em torno de como é possível se respeitar mais a igualdade dos direitos democráticos conferidos pela Constituição de 1988.

O peso do poder econômico sobre o poder político e anomalias como as causadas pelas oligarquias partidárias têm que entrar na pauta dos pretensos reformistas de 2013.

Um cidadão deveria equivaler a um voto. Uma matemática simples que não necessariamente é respeitada. A manipulação que permite a compra de votos é uma aberração, uma facada para a democracia. É preciso criar dispositivos para controlá-la e, obviamente, puni-la. E a urna eletrônica? Já está provado que é sujeita a falhas. Por que não implantar a impressão do voto?

Por que nossa última Constituinte, apesar de ter deixado lacunas, pode ser considerada progressista? Porque é preciso reconhecer-se derrotado para que seja possível começar de novo. Naquele ano de 88, os constituintes reconheciam os estragos de 21 anos de ditadura.

Mas e agora? Em meio à miudeza de pensamento que ronda nosso Congresso, será que nossos parlamentares reconhecerão que estão derrotados pelas ruas? Será que, depois de terem deixado inúmeros projetos de reforma política parados por mais de 25 anos, eles finalmente  admitirão que nossa democracia é incompleta e que precisa se aprimorar? Depois de tanta gente ter decidido pintar a cara para manifestar as mais diversas insatisfações, será que cairá a tinta do rosto dos caciques?

Um Congresso só quando de fato pressionado pelo clamor social é que toma decisões realmente elevadas. Assim foi em 88. Neste ano de 2013, a presidente Dilma já ouviu o grito das ruas e a sociedade já percebeu que tem o poder nas mãos, mas, com a visão medíocre e provinciana de olhos voltados para o bolso, que nos apresenta todos os dias a maioria de nossos parlamentares, fica difícil sonhar com uma reforma justa.

Então, por que eles têm que deliberar sozinhos a forma como vão nos representar? Não tem muita lógica isso. Só uma sociedade decidida a promover mudanças é capaz de lavar o rosto daqueles que escolheu para representá-la. Em outras palavras: para legitimar-se uma nova Constituinte, só me parece viável que não seja nos mesmos moldes da última, mas, dessa vez, originária, formada por cidadãos do povo eleitos de forma exclusiva para isso. Não é remendo, é remédio.

E para você que, mesmo depois de todo esse turbilhão, ainda está dormindo, nunca é demais lembrar que “quem não se interessa por política, não se interessa pela vida”, concluiria o saudoso timoneiro.

Em tempo: esse artigo é uma versão atualizada, aprimorada e ampliada de um texto que escrevi em 2009. Ou seja, já venho há alguns anos pedindo uma Constituinte que tire a tinta do rosto dos caciques.

Cidades pequenas têm 33% da população e 8% dos médicos

29/06/2013 | Brasil,Saúde

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Infográfico elaborado com dados do Banco Mundial e do Conselho Federal de Medicina mostra que faltam médicos no Brasil, especialmente nos municípios menores. Cidades com até 50 mil moradores têm 33% da população e só 8% dos médicos do País. Outros dados revelam que enquanto a cidade de São Paulo possui 4,5 médicos por mil habitantes, a taxa média dos municípios com até 20 mil moradores é de 0,3 médico por mil habitantes. Nestes municípios vivem 32 milhões de brasileiros. Vinte e um estados brasileiros estão abaixo da média nacional.

Os números apresentados pelo infográfico vão de encontro à polêmica vinda de médicos estrangeiros ao Brasil, anunciada pela presidenta Dilma Rousseff, em pronunciamento na última semana. A expectativa é a vinda de cerca de 10 mil profissionais.

Segundo o ministro da Saúde Alexandre Padilha, essa polêmica tem que ser enfrentada. “Esse debate tem dois temas relacionados. Um, se o Brasil tem a quantidade de médicos que precisa para ser um país que quer ter um sistema nacional público, e por muitos anos se construiu uma imagem de que não faltavam médicos no Brasil e que o problema era como distribuir esses médicos, como estimulá-los a trabalhar no serviço público. E uma outra polêmica diz respeito a um certo tabu, de que o Brasil não pode ter um programa de atração de médicos estrangeiros, de que atrair médicos estrangeiros pode reduzir a qualidade do serviço ofertado. Isso não é um tabu em outros países do mundo, sobretudo nos sistemas nacionais públicos que são referência. Na Inglaterra, 40% dos médicos são estrangeiros, no Canadá, 17 %, na Austrália, 22%. Os Estados Unidos têm um sistema privado no qual 25% dos médicos são estrangeiros”, disse em entrevista à Fórum.

Ainda de acordo com o ministro, além da vinda de médicos, é preciso “ampliar mais as universidades públicas federais e estaduais, mas também nas privadas, porque hoje, através do FIES, um jovem que não tem condição de estudar em uma faculdade privada tem todo o seu curso custeado pelo Ministério da Educação por meio do FIES e o tempo em que ele for trabalhar no SUS, depois de formado, desconta da dívida dele”.

O coordenador de residência médica da USP, um dos programas mais procurados do Brasil, Luis Yu, afirmou ao G1 que os médicos estrangeiros são bem-vindos. “Norte, Nordeste e Centro-Oeste, que é uma maneira de fixar médicos. Nessas regiões, nós precisamos de bons médicos. É muito mais difícil ser médico em uma região como essa do que nos grandes centros”, disse.

Associações médicas contrárias à proposta do governo federal dizem que os médicos estrangeiros não estariam capacitados, precisam passar por revalidação do diploma e que é preciso investir em infra-estrutura. O Conselho Federal de Medicina prepara um protesto no dia 3 de julho contra a medida.

Fonte: Revista Fórum. 

4 presos fogem da delegacia de Vargem grande.

Quatro presos fugiram na madrugada de ontem da delegacia de polícia de Vargem grande. De acordo com informações, os presos que ocupavam a cela 2 da delagacia, tiraram o vaso e fizeram uma escavação até a parte externa da delagacia de onde empreenderam fuga. Os fugitivos são: Ednaldo da Costa, conhecido como Zezão Cigano, com várias passagens pela polícia, acusado de assassinato e estava em via pública atirando de revolver e foi recolhido por determinação Judicial. Manoel Freire de Barros, traficante, residente na Vila Daniele, Raimundo Nonato Santos Sousa, assaltante e acusado do assalto ao Mercadinho econômico,em Vargem Grande, Fernando da Costa Silva, assaltante da cidade de Nina Rodrigues onde cometeu um assalto. Todos tem prisão preventiva decretada na Comarca de Vargem Grande. Está mais do que na hora de as delegacias deixarem de ficarem com presos de Justiça recolhidos em sua carceragem. O estado deve providenciar urgente a criação de novas unidades prisionais para abrigar presos de Justiça senão as fugas vão continuar acontecendo. Presos de Justiça não devem ficar em delegacia de polícia e sim em Unidades prisionais o que todos os delegados defendem.

Popularidade de Dilma cai 27 pontos após protestos

A Folha de S. Paulo, em sua edição de hoje, publica mais uma pesquisa de intenção de votos do Instituto Datafolha.

A popularidade da presidente Dilma Rousseff desmoronou.

Se comparada com a pesquisa anterior, aplicada há três semanas, a avaliação positiva do governo de Dilma caiu 27 pontos percentuais.

“Hoje, 30% dos brasileiros consideram a gestão Dilma boa ou ótima”, segundo a Folha. “Na primeira semana de junho, antes da onda de protestos que irradiou pelo país, a aprovação era de 57%. Em março, seu melhor momento, o índice era mais que o dobro do atual, 65%.

A queda de Dilma, informa o jornal, “é a maior redução de aprovação de um presidente entre uma pesquisa e outra desde o plano econômico do então presidente Fernando Collor de Mello, em 1990, quando a poupança dos brasileiros foi confiscada.”

Naquela ocasião, entre março, imediatamente antes da posse, e junho, a queda foi de 35 pontos (71% para 36%).

Em relação a pesquisa anterior feita há três semanas, o total de brasileiros que julga a gestão Dilma como ruim ou péssima foi de 9% para 25%. Numa escala de 0 a 10, a nota média da presidente caiu de 7,1 para 5,8.

Neste mês, Dilma perdeu sempre mais de 20 pontos em todas regiões do país e em todos os recortes de idade, renda e escolaridade. Fonte Ricardo Noblat.

 

Preso 3º assaltante da Lotérica Grande Sorte.

Ontem a noite a polícia de Vargem Grande tomou conhecimento que dois elementos com as características do envolvidos no assalto a lotérica Grande Sorte, estavam em atidudes suspeitas no povoado Boca da Mata Zona Rural de Vargem Grande. Com base nessas informações a polícia rumou até o local e hoje por volta das onze horas da manhã conseguiu prender Jardenilson Coêlho França de 17 anos de idade no povoado Campo Grande, município de Vargem Grande. Jardenilson disse que é natural e residente em Vila Verde município de Itapecurú-Mirim. Com ele foi encontrado a quantia de R$ 980,00 (novecentos e oitenta reais) em cédulas de papel e um revólver calibre 32 com três balas intactas. Segundo ainda Jardenilson, os outros comparsas encontram-se perdidos no meio da mata pois não conhecem a região. O preso encontra-se na delegacia aguardando a chegada do delegado regional de Itapecurú-Mirim Dr. George Antonio da Silveira Marques que irá fazer os procedimentos legais e encaminha-lo para a autoridade competente por se tratar de um menor de idade.

O QUE ROLA NA INTERNET Lula destrata fotógrafos que o divulgam

O ex-presidente Lula aparece em um vídeo de 15 segundos, ainda pouco divulgado no youtube, destratando fotojornalistas. Os profissionais pediram permissão para fotografá-lo durante um evento e, por isso, o político se irritou: “Esses caras andam atrás de mim o dia inteiro – batem foto o dia inteiro – e ainda querem uma foto aqui? Porra!”. Depois da insistência dos assessores, Lula permite a entrada dos fotógrafos, mas ordena que fiquem no local por apenas dois minutos. “Manda vim, vai. Mas também é pra tirar a foto e ir embora. Dois minutos”, diz no vídeo. O PT é conhecido por sua aversão à imprensa, tanto que defende sua censura por meio do “Marco Regulatório das Comunicações”, uma espécie de nome bonito para “Controle da Mídia” Fonte Blog Claudio Humberto.

O POVO CHEGOU PRIMEIRO

Por Carlos Chagas

 

Presidente do Estado de Minas Gerais, Antônio Carlos Ribeiro de Andrada lançou-se na conspiração para derrubar a Republica Velha, mesmo sem saber que ela ganharia esse nome. Estava na verdade  contra o presidente Washington Luiz, que o preterira na escolha do sucessor, quebrando o acordo do “café-com-leite” entre Minas e São Paulo e indicando outro  paulista para sucedê-lo, em vez de um mineiro, no  caso, o próprio.   Atento ao que se passava no país, o velho cacique lançou uma palavra de ordem: “façamos a revolução, antes que o povo  a faça”…

 

Fizeram.  Getúlio Vargas foi para o poder, dada a recusa de Luiz Carlos Prestes de  chefiar o movimento. 1930 foi o que de mais perto em nossa História  pode ser chamado de uma revolução, ainda que em termos políticos e econômicos quase nada tenha   mudado. Mas em matéria social, avançamos muito, quando Getúlio, tanto faz se presidente provisório, presidente constitucional ou ditador, estabeleceu as leis trabalhistas, do salário mínimo à jornada de oito horas, as férias remuneradas, a proteção ao trabalho da gestante e do menor, as aposentadorias e pensões e a garantia do emprego depois de dez anos trabalhados numa mesma empresa. Mudanças tão profundas como essas, nem antes nem depois dele aconteceram, ou seja,  a revolução antecipou-se ao povo, modificando  as relações entre capital e trabalho.

 

A constatação, mais de oitenta anos depois, é de que os atuais  donos do poder não fizeram a sua prometida revolução. O PT foi  para o governo e ficou no assistencialismo, sem nem ao menos restabelecer a parte das reformas de Getulio que a reação revogou.

 

Dez anos passados desde a ascensão do Lula e eis que agora o povo chegou primeiro. Nem os companheiros nem os políticos atentaram para a indignação nacional  diante do que deveriam ter realizado e não realizaram. O resultado está sendo  a rebelião das ruas, primeiro dos jovens, seguida pela adesão dos mais velhos. Com todos os excessos dignos dos  movimentos onde a autoridade pública perde as condições de seu exercício. Menos pelas depredações ainda hoje verificadas, mais pela espontaneidade dos protestos e a exigência de mudanças,  assistimos a uma verdadeira revolução nascida do povo.

 

Bem que os governantes atuais tentam apropriar-se da ebulição  em marcha.  Dona Dilma anunciou uma série de reformas, a começar pela disposição de dialogar com a sociedade.  O Congresso, feito passarinho que foge do gato, acelerou a votação de uma série de  reformas   há muito exigidas pela população, desde o combate à corrupção às passagens gratuitas nos transportes públicos.

O problema, vale repetir, é que o povo chegou primeiro e dificilmente deixará de  continuar  impondo  suas exigências, mesmo arrefecendo seu furor urbano. Nem Dilma Rousseff nem o Lula assemelham-se a Antônio Carlos, muito menos a Getúlio Vargas. Estão mais para Washington Luiz ou Júlio Prestes, seu malfadado príncipe herdeiro.

 

Na verdade, sem que a maioria dos sociólogos ou historiadores percebam, e não  poderia ser diferente,  verifica-se entre nós uma daquelas transformações que só mais tarde a História e  a Sociologia explicarão, tanto faz se como um ensaio geral, à maneira do que os tenentes encenaram a partir de 1922,  ou como da  revolução que eclodiu em 1930.  De qualquer forma, tem  gente candidata ao exílio.

A  GRANDE BOBAGEM

Felizmente foi  posta para correr  a  tese da convocação de uma Constituinte exclusiva para promover a reforma política. Em menos de 24 horas a proposta saiu pela ralo, sem ter contagiado os manifestantes nas ruas e, nem mesmo,  os  políticos  e os  juristas.  Dona Dilma fez que não era com ela, apesar de haver sugerido a absurda proposta,  da lavra do Lula.  O resultado é que a reforma política, se fascina alguns doutos e outro tanto de malandros, interessa tão pouco às massas  como a participação do Taiti na Copa das Confederações.  O importante será  melhorar os serviços públicos, assegurar segurança para os cidadãos, combater a corrupção e garantir emprego, habitação,  educação e saúde para  200 milhões e brasileiros. Não será com a proibição de doações  eleitorais, a votação em   listas partidárias ou o voto distrital que chegaremos a lugar algum.

 

QUEM PAGOU AS BOLAS?

Quarta-feira, brotaram do gramado erigido diante do Congresso,  594 bolas de futebol, talvez mais algumas como reserva. A idéia dos boleiros era fazer com que a multidão chutasse  as esferas no rumo dos prédios onde se localizam deputados e senadores, no mínimo para estimulá-los a chutar em gol, vencendo a inércia legislativa, ou, no máximo, para aprenderem a não perder oportunidades de ganhar o jogo contra a corrupção.

O que fica desse grotesco episódio é a indagação: de onde vieram recursos para os patrocinadores da causa adquirirem tantas bolas que,  se distribuídas  nas favelas periferias,  fariam a alegria da criançada pobre. Pois a resposta  é  funesta: quem financiou a aquisição de tantas bolas foi mais uma dessas centenas de ONGs fajutas que vivem dos recursos do governo para engordar as contas bancárias de seus diretores. Foi o povo que pagou as bolas, certamente superfaturadas, porque recursos oficiais,  nessa farra dos companheiros, jamais faltarão…  Fonte Blog do Claudio Humberto.

 

Fernando Henrique é eleito para a Academia Brasileira de Letras

Mauricio Meirelles, O Globo

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (foto abaixo) foi eleito, na tarde desta quinta-feira, o novo imortal da Academia Brasileira de Letras, onde vai ocupar a cadeira número 36, vaga desde a morte de João de Scantimburgo, em março passado. A votação foi realizada no Palácio Petit Trianon, sede da ABL.

FHC, que também é articulista do GLOBO, foi escolhido com 34 votos dos 39 válidos, numa eleição com 26 acadêmicos presentes (na ABL, os ausentes votam por carta). A votação, conduzida pela escritora Ana Maria Machado, presidente da academia, teve quatro votos em branco e uma abstenção, do imortal Ariano Suassuna. Fonte Ricardo Noblat.

 

 

Eventos celebram 30 anos da Carta dos Direitos da Família

Da Redação, com CNBB

Inspirada na Declaração Universal dos Direitos Humanos, promulgada pela Organização das Nações Unidas (ONU), em 10 de dezembro de 1948, a “Carta dos Direitos da Família”, publicada pela Santa Sé em 22 de outubro de 1983, completará 30 anos. O documento reconhece a família como “núcleo natural e fundamental da sociedade” e oferece uma base adequada para uma elaboração conceitual em nível “psicológico, moral, cultural e religioso”.

Acesse
.: Carta dos Direitos da Família comemora 30 anos

.: Quais as características da família cristã? Bispo responde

De acordo com Assessor da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), padre Wladimir Porreca, a Carta “é dirigida às famílias e a todos os homens e mulheres de boa vontade a comprometerem-se a fazer todo o possível para garantir que os direitos da família sejam protegidos e que a instituição familiar seja fortalecida para o bem de toda a humanidade”.

O Conselho Pontifício para a Família, em fidelidade ao Magistério dos Papas nos últimos 30 anos, se propõe comemorar o aniversário do documento com dois eventos significativos: Seminário Internacional de Estudos de juristas católicos de todo o mundo (19-21 setembro 2013) e a vigésima primeira reunião plenária do PCF (23 a 25 de outubro de 2013).

O assessor menciona as propostas feitas por ocasião das próximas celebrações. “Decidimos propor a todos os que trabalham em favor da família, em especial os Regionais, dioceses e paróquias dois eventos comemorativos, um religioso, nas Celebrações Eucarísticas e, outro em uma sessão civil, na Câmara Municipal, nas Escolas, Associações e outros”.

Um dos anseios é que, por meio da celebração da data, sejam promovidas ações e políticas em prol da família. “Na comemoração dos 30 anos da “Carta dos direitos da família” no dia 22 de outubro de 2013, possamos animados pela esperança na promoção da família, favorecer instrumentos e políticas públicas de acordo com o designo de Deus”, afirmou o padre. “Peçamos a Sagrada Família que acompanhe nossos projetos em comemoração dos 30 anos da “Carta dos direitos da família”, finalizou

Relatório aponta crescimento de 237% na violência contra os índios

Da Redação, com Agência Brasil

 

Cimi
Relatório foi divulgado nesta quinta-feira, 27, na sede da CNBB em Brasília

A maioria das formas de violência cometidas contra as comunidades indígenas teve crescimento em 2012, conforme dados divulgados nesta quinta-feira, 27, pelo Conselho Indigenista Missionário (Cimi) na sede da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em Brasília.

De acordo com o relatório, houve crescimento de 237% na categoria violência contra a pessoa – que engloba ameaças de morte, homicídios, tentativas de assassinato, racismo, lesões corporal e violência sexual – no ano passado, quando comparado com os casos registrados em 2011.

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.: Relatório completo

O levantamento aponta que, em todo o Brasil, foram registradas 60 homicídios contra a população indígena. O número representa nove mortes a mais que as registradas no ano anterior. O maior número de ocorrências ocorreu em Mato Grosso do Sul, com 37 casos. Na sequência, aparecem Maranhão e Bahia, com sete e quatro casos, respectivamente. Segundo o Cimi, nos últimos dez anos, ocorreram cerca de 563 assassinatos de índios no país.

Os casos de violência contra o patrimônio aumentaram de 99 para 125, utilizando a mesma base de comparação, o que representa aumento de 26%. Considerando a violência por omissão do poder público, foram relatados cerca de 106,8 mil casos. O número significa acréscimo de 72% ante 2011.

Na avaliação do presidente do Cimi, Dom Erwin Kräutler, a repetição e o aumento da violência contra a população indígena podem ser atribuídos à “omissão por parte dos estados” na demarcação das áreas indígenas, provocando atraso no processo.

“Em vez de falarmos em diminuição, lamentamos dizer que as situações se repetem e houve aumento de diversas formas de violência. O maior problema é a falta de demarcação de áreas indígenas. Não tomar providência em relação à delimitação das áreas indígenas significa escancarar as portas para qualquer tipo de invasão. Invasões que geram mortes”, enfatizou.

Os números fazem parte do Relatório de Violência Contra os Povos Indígenas. O estudo destaca ainda que, das 1.045 terras indígenas, 339 estão sem providências de demarcação e outras 293 estão em análise. O relatório aponta também que, no caso de violência relacionada à omissão do Poder Público, houve crescimento na falta de assistência à educação escolar (18,8 mil vítimas), à saúde (80,4 mil vítimas) e disseminação de bebidas alcoólicas (254 vítimas).

Os dados foram obtidos a partir de relatos e denúncias dos povos e organizações indígenas. Informações levantadas pelas equipes de 11 regionais do Cimi, notícias veiculadas pela imprensa e dados de órgãos públicos que prestam assistência às comunidades também serviram de base para o relatório. Fonte Canção Nova.