Trocar a diretoria? Ou Dilma pede para sair?

Carlos Chagas

O governo Dilma produziu um déficit de 17 bilhões de reais em 2014. O Bradesco, no mesmo ano, apresentou lucro de 15 bilhões. Por mais que se exalte a livre concorrência, a prevalência do mercado, a excelência do sistema capitalista e tudo o mais que for, qual a conclusão? Que o banco foi bem administrado, e o país, não? Que os correntistas do Bradesco estão felizes, mas os brasileiros, não?

Tendo o ministro Joaquim Levy sido alto funcionário do Bradesco, presume-se que tenha levado para o governo a experiência da iniciativa privada e que, no final do ano, possa divulgar números compatíveis com a eficiência contábil. A solução seria transformar o país num grande banco?

Ironias à parte, os acionistas do Bradesco estão mais ricos, mas os sócios do Brasil S.A., no prejuízo. Optaram por Dilma, na última assembléia geral, mas ela demonstra não ser nenhum dr. Trabuco, tanto que o chefão do Bradesco rejeitou o convite para tornar-se ministro da Fazenda. O remédio foi convocar um de seus auxiliares, Joaquim Levy.

Por mais que a presidente da República proclame que nossas dificuldades devem-se à má conjuntura internacional, a verdade está aqui mesmo. É a diretoria que vem fracassando. Na empresa privada, quando isso acontece, trocam-se os diretores. No governo, há que esperar as eleições. Ou aguardar que os fracassados tomem a iniciativa.

A pergunta que se faz é se vai dar para esperar quatro anos. No parlamentarismo as mudanças acontecem à margem de prazos fixos. No presidencialismo, não. Mas como aguentar uma situação onde o déficit é apenas um dos fatores da bancarrota? Anos atrás, num plebiscito, o eleitorado optou por rejeitar o governo de gabinete. Só uma nova Constituição, quer dizer, apenas com a ruptura das instituições, seria possível mudar o sistema vigente. Recursos extremos, como o impeachment, parecem fora de cogitações. O velho Sobral Pinto, na sua última e magistral intervenção, lembrou que todo poder emana do povo. Pois está aí a solução: Dilma, ficando sem povo, perceber que deve e que precisa sair, pela impossibilidade de permanecer. Por mais estranho que pareça, conforme inconfidência das paredes do palácio da Alvorada, foi assim que ela explodiu esta semana, claro que por apenas dois fugazes segundos. Achou melhor aguardar o superávit…

BANQUETES COMO TERMÔMETRO

Em 1985, na véspera da convenção do PDS que escolheria o candidato presidencial, Paulo Maluf e Mário Andreazza jogaram a cartada final. Ofereceram em dois clubes de Brasília monumentais jantares para os convencionais. O paulista conseguiu mais adesões do que o gaúcho, mas conta o folclore que muita gente jantou duas vezes.

Hoje, Eduardo Cunha e Arlindo Chinaglia promovem banquetes para os deputados que amanhã escolherão um deles presidente da Câmara. É bom ficar de olho nos cardápios. Fonte Tribuna da Imprensa.

Audiência Pública para apresentação de Relatórios

HPIM0640Dia 28 deste, foi realizada na Câmara Municipal de Vargem Grande uma Audiência Pública na qual os secretários municipais fizeram  apresentação do relatório de gestão fiscal do terceiro quadrimestre de 2014 de suas secretarias. Infelizmente a população não comparece nesses momentos para discutir e apresentar propostas de soluções dos problemas que afetam o município. Como diz o secretário de Saúde Charles Marinho: ” Esse é o momento em que a sociedade pode questionar os secretários e inclusive dar sugestões.” O Sr. Dudinha responsável pela contabilidade do município, chamava cada secretário individualmente para da tribuna da Câmara para apresentar as suas prestações de contas referentes ao quadrimestre. Na próxima audiência, espera-se a presença de um maior número de participantes da sociedade, pois só assim encontraremos caminhos para as soluções dos problemas que nos afligem.

Bons propósitos e grandes esperanças

Carlos Chagas

Abre-se domingo a nova Legislatura, renovada diante de uma pauta que, dependendo da sorte, desmentirá o vaticínio do saudoso dr. Ulysses, de que pior do que o atual Congresso, só o próximo. A disputa pelas presidências da Câmara e do Senado empolga as atenções, apesar do favoritismo do deputado Eduardo Cunha e do senador Renan Calheiros. Tão importante quanto essas duas escolhas está sendo a expectativa da divulgação da lista de parlamentares e políticos contra os quais o procurador-geral da República pedirá a abertura de investigações ou, mesmo, denunciará, como implicados no escândalo da Petrobras.

Existem rumores de que tanto Renan quanto Cunha integram a relação de suspeitos, mas como Rodrigo Janot até agora não liberou os nomes dos implicados, os dois vão insistir na pretensão de dirigir as casas do Congresso. O apoio da maioria dos deputados e senadores, caso concretizado, servirá para tornar menos difíceis suas defesas.

Além de prováveis e prolongadas batalhas judiciais envolvendo os acusados de participação na lambança verificada na maior empresa nacional, haverá o desdobramento na forma de uma CPI mista que certamente será formada. Não deixará de ser inusitada a suposta convocação dos presidentes da Câmara e do Senado, se forem eleitos, mas essa é uma hipótese a depender da divulgação da lista, prevista para fevereiro.

JOGO POLÍTICO

Insere-se no rol dos trabalhos importantes do Congresso, este ano, mais uma tentativa de discussão e votação da reforma política, tarefa que há vinte anos vem sendo anunciada mas jamais concretizada. O grande obstáculo está nos interesses de seus próprios artífices, os parlamentares. Afinal, eles tem sido eleitos conforme as defasadas e anacrônicas regras do jogo político e eleitoral vigente. Alterá-las seria um risco para a reeleição de quase todos. Mesmo assim, tem sido tão grande o clamor nacional pela reforma política que se tornará ao menos possível votar alguns itens. A proibição de doações das empresas públicas e privadas nas campanhas eleitorais abre a fila das dificuldades.

Novos e velhos deputados e senadores estão chegando a Brasília para a sessão inaugural, no domingo. Como sempre, trazem bons propósitos e grandes esperanças, que os próximos quatro anos serão capazes de desfazer. Mesmo assim, quem sabe? Fonte Tribuna da Internet.

Serra aposta na queda de Dilma como Jânio e Jango

: Senador tucano aposta que presidente Dilma Rousseff não vai concluir o mandato; segundo ele, há um completo desgoverno, agravado pela crise econômica e pelas denúncias de corrupção; ele compara ambiente atual aos vividos por Jânio Quadros (PTN) e João Goulart (PTB), eleitos presidente e vice no pleito de 1960

247 – Para o senador tucano José Serra, a presidente Dilma Rousseff não vai concluir o mandato. Segundo nota do colunista Ilimar Franco, nas reuniões internas do partido, ele tem avaliado que há um completo desgoverno, agravado pela crise econômica e pelas denúncias de corrupção.

Serra compara o ambiente atual aos vividos por Jânio Quadros (PTN) e João Goulart (PTB), eleitos presidente e vice no pleito de 1960. Candidato por um partido nanico, com o apoio da UDN, Jânio renunciou em agosto de 1961, com menos de um ano de mandato. Goulart, que assumiu o cargo vago, foi destituído por um golpe militar em março de 1964, que gerou no país uma ditadura militar que só teve fim em 1985.

Dilma pediu aos ministros que descumpram a Lei Anticorrupção

E no final Dilma prometeu fazer várias leis que já existem…

Carlos Newton

Vivemos uma era em que tudo vai se tornando virtual, o que mais vale é a aparência, não a realidade, e o governo brasileiro decididamente entrou nessa fase. A política está cada vez mais nas mãos dos marqueteiros, que tentam vender a imagem da administração pública como se fosse uma marca de sabão ou desodorante.

Basta lembrar que as reuniões ministeriais, que antes tinham máxima importância e eram decisivas para o país, agora se transformaram em meras exibições teatrais, sob direção dos suspeitos de sempre – os marqueteiros. Tudo é marcado, delimitado, ninguém tem direito a falar, mas ao final da encenação todos os figurantes são obrigados a aplaudir, entusiasticamente.

Foi o que se viu na reunião ministerial desta terça-feira, com o assessor Marco Aurélio Garcia também à mesa, na condição de ministro sem pasta, compondo enfim a formação dos já esperados 40 personagens celebrizados no “Livro das Mil e Uma Noites”, da cultura árabe, em versão brasileira.

O DISCURSO DE MARQUETEIRO

Na badalada reunião, ninguém teve direito a dar sugestões ou opiniões, só houve o discurso presidencial, redigido sob inspiração do marqueteiro João Santana e supervisão do ministro-chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante. Como se ainda estivéssemos na campanha eleitoral, a presidente Dilma voltou a destilar uma quantidade enorme de promessas e de justificativas para falhas, omissões e erros de seu desastrado governo.

Foi uma encenação desnecessária, para forjar um pronunciamento de improviso, mas que era lido através de um teleprompter, como se a presidente fosse uma apresentadora de TV. Teria sido muito mais simples e eficaz distribuir cópias aos 40 ministros, para evitar aquelas cenas constrangedoras de vê-los anotando sofregamente as palavras de Sua Excelência, como alunos em sala de aula de professora ranzinza. Mas acontece que tudo é programado para a presidenta/governanta (royalties para a comentarista Teresa Fabricio) aparecer na TV fazendo de improviso as afirmações que escreveram para ela.

DESCUMPRINDO A LEI

O pior mesmo foi ver a oradora pregar acintosamente o descumprimento da Lei Anticorrupção, sancionada por ela e que está em vigor há mais de um ano, sem que o governo se preocupe em regulamentá-la, para que possa ser aplicada com maior precisão.

Nós devemos punir as pessoas e não destruir as empresas. As empresas, elas são essenciais para o Brasil. Nós temos que saber punir o crime, nós temos de saber fazer isso sem prejudicar a economia e o emprego do país. Nós temos de fechar as portas para a corrupção. Nós não podemos, de maneira alguma, fechar as portas para o crescimento, o progresso e o emprego. E queria dizer para vocês que punir, que ser capaz de combater a corrupção não significa, não pode significar a destruição de empresas privadas também. As empresas têm de ser preservadas, as pessoas que foram culpadas é que têm que ser punidas, não as empresas”, afirmou surpreendentemente Dilma Rousseff, demonstrando não ter a menor noção da existência da Lei Anticorrupção (Lei 12.846/13), aprovada pelo Congresso e sancionada por ela, repita-se, justamente para passar a punir também as empresas e reprimir com maior eficácia a corrupção.

DILMA NÃO ENTENDE O QUE LÊ

A culpa, sem dúvida, é do marqueteiro que escreveu o texto. A presidenta/governanta não tem a menor condição intelectual de entender o discurso que escreveram, faz tudo automaticamente, qualquer coisa que colocarem na frente ela lê. Mas será que no Planalto não há nenhuma autoridade que saiba da existência da Lei Anticorrupção? Isso é uma confissão atroz de incompetência. O ex-ministro Jorge Hage, da Controladoria, conhecia bem a lei e fez até um projeto de regulamentação, que há 9 meses dorme numa gaveta do governo. Com a saída de Hage, o Planalto virou um deserto de homens e ideias, como diria Oswaldo Aranha.

Bem, ao final do discurso lido de improviso, houve a apoteose carnavalesca da presidenta/governanta: “E quero dizer para vocês que nós seremos implacáveis no combate aos corruptores e aos corruptos”, prometeu, passando então a ler a relação de propostas que supostamente pretende enviar ao Congresso, sem saber que quase todas elas já são previstas em lei ou constam de projetos há anos em tramitação e que seu governo nada faz para aprovar.

Com dissemos no início, isso acontece porque se trata de um governo virtual, comandado pelo marqueteiro chamado João Santana, que merece ser considerado o 41º ministro de Dilma, pois é único a quem ela ouve e obedece.

Acidente com duas mortes na BR 222

Foto0405Aproximadamente as 16h  na Br 222, nas proximidades do povoado Boi Manso, no município de Vargem Grande, um veículo Fiat Uno de cor prata, de  propriedade do Sr. João Andrade de Farias de 70 anos, desceu um abismo capotando em seguida. Segundo informações de testemunhas, um dos pneus do veículo estourou e essas mesmas testemunhas acreditam que João Valério que dirigia o carro espantou-se e em vez de pisar no freio, pisou no acelerador. Tendo o veículo avançado por aumentar a velocidade e em seguida descer o precipício. Morreram no local João Andrade de Farias e Raimundo Carlos Conceição da Silva, todos moradores do povoado Santo Antonio dos Valérios. Estava também no veículo a senhora Maria Sonia Viana, esposa de Raimundo Carlos que teve apenas, leves escoriações. Até o momento Sonia não sabe que o esposo faleceu. A equipe médica não informou a mesma devido ela ainda se encontrar em observação médica. João Valério, além de proprietário rural, era também agente comunitário de Saúde. Procuramos a polícia para detalhes das informações da perícia, mas a equipe que foi para o local do acidente até o momento não havia retornado.

Acampamento Irmã Dorothy se torna assentamento após nove anos de luta

No último domingo(25 de janeiro), o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) emitiu aos Sem Terra a posse do terreno onde está localizado o acampamento Irmã Dorothy, construído na Antiga Fazenda Berlamino no município de Presidente Vargas, no Maranhão.
O acampamento, fundado em outubro de 2005, abriga cerca de 100 famílias que desde então esperavam pela decisão de posse do terreno.
Para Elisângela Carvalho, dirigente nacional do MST no Maranhão, a decisão da Justiça é uma vitória de todas as famílias, que ano após ano lutaram por aquela terra.
“Foi uma batalha, mas conseguimos. E hoje, às vésperas do acampamento completar 9 anos, recebemos o nosso melhor presente. Os moradores estavam apreensivos e tristes devido à morosidade no processo. Semanas atrás estivemos no Incra, mas nada havia sido resolvido, voltamos mais uma vez frustrados pra casa. Agora, enfim, tivemos uma resposta positiva e a certeza de que a luta valeu e vale a pena”, diz.
Elisângela também fala sobre os próximos passos dos moradores do assentamento. “A ideia agora é focarmos na organização das famílias. Temos um centro de formação dentro do acampamento onde as atividades serão intensificadas. Os nossos trabalhadores e trabalhadoras organizados enfrentaram o poder político do latifúndio para conseguir essa terra. O nosso papel agora é seguir firme na luta pela Reforma Agrária”. Fonte Presidente Vargas Transparente.

Está aberta a temporada de nomeações

Quando fevereiro chegar o governador Flávio Dino finalmente vai assinar as nomeações para os cargos em todo o Estado. Por enquanto somente foram nomeados os integrantes do quadro de assessores diretos das Secretarias. Ainda restam muitos cargos distribuídos por todo o Maranhão.

As nomeações estavam suspensas por conta das articulações para a eleição da Mesa da Assembleia Legislativa. Como os deputados tem interesse em indicar seus aliados nas cidades, o Governo achou por bem esperar as negociações serem concluídas para não desgostar os parlamentares.
Com a notícia de que Humberto Coutinho, candidato à presidência apoiado pelo Governo, está com sua base solidamente constituída, as nomeações já começam a ser desenhadas.

Mudança no quadro político

A distribuição dos cargos vai determinar a força de muitos políticos por todo o Estado. Em algumas cidades, nomes sem tradição política começam a despontar. É o caso de César Brito, financiador de campanha eleitoral de alguns dos eleitos, que vai emplacar o irmão na Ciretran de Bacabal.

A direção do órgão estava programada para ser entregue a Ageu Barbosa como uma indicação do ex-prefeito de Bom Lugar, Marcos Miranda. Depois de uma publicação sobre o passado nada honroso do indicado (releia), a operação foi abortada. Foi então indicado o nome de Marco Antonio da Costa Brito. Este será o nomeado.

Marcos Miranda e Cesar Brito fazem parte do mesmo grupo político que dá apoio e recebe orientação do ex-deputado Rubens Pereira. Daí vem a força para indicarem nomes na região do Médio Mearim.

Enquanto isso outros políticos tentam pressionar

A espera pelas nomeações é angustiante, principalmente para aqueles políticos que prometeram aos seus aliados mostrar uma força que não tem. É o caso daqueles que se consideram responsáveis pela eleição do governador Flávio Dino, ignorando a onda de descontentamento popular que realmente motivou a votação extraordinária no governador comunista.

Esses políticos não viram seus pleitos atendidos. Sequer foram recebidos em audiência no Palácio dos Leões. Muitos deles estão com as gavetas abarrotadas de currículos entregues por pessoas a quem prometeram nomeações. Restou a muitos, tentar forçar a barra. O curioso é que a conjuntura política terminou por uni-los, como náufragos que se agarram aos outros para evitar o afogamento no oceano do ostracismo.

Mais uma vez o exemplo que nos chega é da cidade de Bacabal onde um grupo pequeno de políticos sem força se reuniu e lavrou um documento em que assentaram que todas as nomeações que o Governador vier a fazer terá que passar pelo crivo desse grupo. Resta combinarem com o Governador.

Ora, onde já se viu político com poder querer dividir com os demais? Ignoram que no mundo político a primazia é do político que detém mandato. O exemplo de Bacabal se repetiu em cidades como Pedreiras, Pindaré, São João dos Patos. A semana que se inicia vai mostrar as primeiras definições e começar a delinear o mapa do poder no Maranhão.Fonte Louremar Fernandes.

O Brasil virou a casa de mãe Joana…

Sylo Costa

A expressão foi cunhada na Itália. Joana, rainha de Nápoles e condessa de Proença, liberou os bordéis em Avignon, onde estava refugiada, e mandou escrever nos estatutos: “Que tenha uma porta por onde todos poderão entrar”. No Brasil ficou então como “casa de mãe Joana”. Antigamente, a expressão era como se chamava tudo que era confusão, aliás, como o mundo está agora, tendo o Brasil como destaque. Até há pouco tempo, pensou-se que jamais haveria qualquer coisa mais imoral do que o mensalão, remuneração mensal criada para parlamentares e membros proeminentes do governo que, em troca dessa benesse, aprovavam no Congresso qualquer porcaria que o governo quisesse. Poucos foram os punidos e muitos os beneficiados e até consagrados, outros, os mafiosos mesmo, arranjaram doenças que não matam nem aleijam, mas libertam. Com nomes de gringos, juízes importantes entenderam que tudo não passou de sacanagem das oposições fascistas… Quem sabe um dia poderão ser canonizados santos?
E nem chegaram a um terço das penas a que foram “condenados”, foram jubilados e estão soltos e fagueiros.

Ainda com a estupefação pública pelo mensalão, eis que começa o petrolão… Este pode quebrar o Brasil. Como estará aquele empréstimo que a Petrobras fez ao pré-sal comprando à vista para receber a prazo não sei quantos milhões ou bilhões de barris de petróleo? E, por falar em pré-sal, não tem ninguém preso, não? E como será que está esse caso? Garanto que certinho como “boca de bode” não está…

ESCÂNDALOS E ABSURDOS

E de todos os lados pipocam escândalos e absurdos: Na Argentina, “suicidaram” um promotor federal – Augustino Alberto Nisman, de 51 anos, que foi encontrado morto em seu apartamento. Ele era o responsável pela investigação do atentado contra a sede da Associação Mutual Israelita Argentina – Amia –, quando da explosão que deixou 85 mortos.

Falam em coincidência… Torcedor do Galo, eu acredito. Em São Paulo, o novo secretário de Justiça, Aloisio de Toledo César, usou uma rede social para criticar os cartunistas do jornal “Charlie Hebdo”, avaliando que eles fizeram mau uso da liberdade de expressão e que está solidário com os muçulmanos porque eles condenam a violência. E concluiu: posso dizer que eu também sou Maomé.

Eu tenho a mesma opinião do papa Chico. Neste mundo, tudo tem um limite, e, nesse caso, “não se pode insultar a fé das outras pessoas, não se pode tirar sarro de fé”. Disse mais: “Se ofender a minha mãe, pode esperar um murro, é normal”. Legal o Chico… Não concordei foi com Mateus 5:39 – “Eu, porém, vos digo que não resistais ao mal, mas, se qualquer te bater na face direita, ofereça-lhe também a outra. Portanto, se o teu olho direito te escandalizar, arranca-o e atira-o para longe de ti, pois te é melhor que se perca um dos teus membros do que todo o teu corpo”. Não sei por quê, lembrei-me do Cerveró… (transcrito de O Tempo)

Complica-se a situação de Dirceu no escândalo da Petrobras

Carlos Newton

Assim como o mensalão, o caso da corrupção na Petrobras representa apenas um dos braços do megaesquema financeiro destinado a sustentar o psicodélico projeto de perpetuação do PT no poder. Como sonhar ainda não é proibido, os articuladores da quadrilha montada pelo governo pensavam que jamais seriam apanhados. Era ingenuidade, porque o crime deles nada tinha de perfeito. Pelo contrário, mais parece armação bolada pelos Trapalhões (e Didi, Dedé, Mussum e Zacarias que nos perdoem).

Em meio a essa obra de demolição político-administrativa, é compreensível que o ex-presidente Lula agora queira distância de seu ex-amigo e preceptor José Dirceu, que tanto o ajudou a chegar ao poder e nele se preservar. O fato é que a situação de Dirceu está cada vez mais complicada, com a Polícia Federal e o Ministério Público acumulando cada vez mais provas da participação dele também no esquema de corrupção da Petrobras.

Por enquanto, Dirceu está aparecendo somente por ser “consultor” de empreiteiras que integravam o cartel da estatal. Depoimento do ex-diretor de Abastecimento, Paulo Roberto Costa, revelou que as construtoras Odebretch e UTC (cliente da consultoria do ex-ministro José Dirceu entre 2009 e 2013), seriam contratadas caso fosse adiante o processo de reforma e ampliação da Refinaria de Pasadena, no Texas (EUA). Conforme o depoimento, “a contratação, provavelmente, seria coordenada pela Diretoria de Serviços, ocupada por Renato Souza Duque”. Preso na Lava-Jato e solto por força de habeas corpus, Duque foi indicado para a diretoria em questão por Dirceu.

SERVIÇOS FICTÍCIOS

Segundo o repórter João Valadares, do Correio Braziliense, a Polícia Federal suspeita que, através da JD Assessoria e Consultoria, Dirceu prestou serviços fictícios, tendo recebido R$ 3,761 milhões das construtoras Galvão Engenharia, OAS e UTC Engenharia, cujos executivos foram presos na Operação Lava-Jato.

No mesmo depoimento, o ex-diretor Paulo Roberto Costa afirmou que o acerto prévio das obras em Pasadena foi informado a ele por Márcio Faria e Rogério Araújo, da Odebretch, e Ricardo Pessoa, da empreiteira UTC.

Segundo o Correio Braziliense, Duque, que teria acertado a contratação das empreiteiras antes mesmo de qualquer definição sobre a ampliação da planta em Pasadena, era “o homem do PT” na engrenagem da corrupção na Petrobras. O ex-gestor fez carreira na estatal. Engenheiro, entrou na empresa em 1978, mas foi no governo Lula, pelas mãos do ex-ministro José Dirceu, que alcançou o alto escalão da petrolífera.

Diante disso, repita-se, é possível entender por que Lula não quer mais assunto com Dirceu, que muito o ajudou também na organização da defesa de Rosemary Noronha. O fato é que Lula acha que novamente o ex-ministro vai levar a culpa sozinho, como aconteceu no mensalão, que apenas resvalou no Planalto. Mas desta vez o caso é bem mais grave, o doleiro Youssef já revelou que o esquema foi montado para sustentar a base parlamentar do governo, e tudo indica que Lula e Dilma não conseguirão sair incólumes com a mesma facilidade, especialmente se João Vaccari Neto, tesoureiro e operador do PT no esquema, fizer delação premiada.

Cadê Dilma? Não foge, não, Dilma!

 

Ricardo Noblat

O ministro Pepe Legal – ou melhor: Pepe Vargas, das Relações Institucionais – avisou, avisou, avisou… Que não vai rolar nova CPI para investigar a roubalheira na Petrobras. Não vai rolar.

Basta! O caso já mereceu duas CPIs. Uma mista, formada por senadores e deputados. Outra formada só por deputados. Essa praticamente não funcionou.

A outra funcionou sobre o estrito controle do governo por meio dos seus áulicos no Congresso. E sabem no que deu? Em nada. Deu em nada. Sequer serviu para a oposição fazer barulho.

E assim foi apesar da presidente Dilma Rousseff, na época em que ainda precisava falar com jornalistas para se reeleger, ter ficado rouca de repetir que queria a verdade sobre a Petrobras.

Não importava quanto custaria. Ela, a presidente da República, ex-presidente do Conselho de Administração da Petrobras, ex-ministra das Minas e Energia, queria a verdade custasse o quanto custasse.

Era lorota, como se viu. Continuará sendo lorota caso Dilma volte a comentar o assunto. Está difícil. Ela foge dos jornalistas desde o final do ano passado. Não quer se juntar com notícias ruins. Só com boas.

E como as boas andam escassas… Há razões de sobra para que se instale uma terceira CPI da Petrobras.

Do encerramento das duas primeiras para cá, muita lama veio à tona comprometendo a imagem daquela que já foi uma das maiores empresas do mundo. A Era PT conseguiu rebaixá-la.

CPI é instrumento de investigação da minoria. Não perde a validade só porque o Ministério Público e a Polícia Federal saíram na frente das apurações.

O silêncio de Dilma, e a fuga à obrigação de oferecer rotineiras explicações ao distinto público, só conspiram para reduzir sua aprovação. É o que restará demonstrado pelas próximas pesquisas.

Dilma Rousseff (Foto: Divulgação)Dilma Rousseff (Imagem: Divulgação)