Um ato contra a impunidade

por Felipe Milanez —
No interior do estado, familiares dos ambientalistas Zé Cláudio e Maria querem novo julgamento do homem acusado pelo assassinato do casal
José CláudioJosé Cláudio: o acusado de encomendar sua morte conti
No dia 24 de maio completam-se quatro anos do brutal assassinato do casal de ambientalistas e extrativistas José Cláudio Ribeiro da Silva e Maria do Espírito Santo da Silva, em Nova Ipixuna, no interior do Pará. Eles foram mortos em uma emboscada, por dois pistoleiros, dentro do assentamento onde viviam, o Agroextrativsta Praialta Piranheira. Enquanto os pistoleiros foram presos e condenados em um julgamento em 2013, o acusado de ser o mandante, o fazendeiro José Rodrigues Moreira, foi inicialmente absolvido. Depois, o julgamento foi anulado pelo Tribunal de Justiça do Pará, e agora ele está foragido, vivendo, segundo testemunhas, justamente dentro do assentamento. Conforme denunciamos em CartaCapital, a polícia do Pará não realizou, ainda, nenhuma tentativa de prender o mandante dos assassinatos desde que o mandado foi expedido pelo tribunal. A irmã de Maria, Laisa Santos Sampaio, que vive dentro do assentamento, sofre ameaças de familiares de Rodrigues e está inscrita no Programa de Proteção a defensores de Direitos Humanos da Secretaria de Direitos Humanos do governo federal. Outros assentados passaram, nos últimos meses, a também sofrerem ameaças de familiares de Rodrigues, que teriam formado uma quadrilha para grilar terras e expulsar os agricultores-extrativistas. O Incra em Marabá (PA), acusa um assentado que não quis se identificar, é conivente com as práticas e, inclusive, “assentou”, ilegalmente o mandante do assassinato mesmo quando ele estava na cadeia, antes de ser foragido. Anualmente, familiares e movimentos sociais da região se unem numa grande romaria até o local do assassinato e a residência onde viva o casal. No lote, assistem filmes, rezam, fazem uma assembleia e discussões políticas sobre como salvar o projeto agroextrativista do assentamento, e preservar a floresta da inteira destruição, como era a luta de Zé Cláudio e Maria. Sempre, no final, fazem uma visita à Majestade, como Zé Cláudio chamava a mais antiga castanheira de seu lote. “Esse ano mais uma vez vamos gritar não à impunidade! Dia 23 e 24 de maio, ano em que se completa quatro anos sem Zé Cláudio e Maria, vamos marchar pela justiça”, escreveu no Facebook Claudelice Santos, irmã de Zé Cláudio e uma das organizadoras do ato. “Não faremos nem um minuto de silêncio, gritaremos não à impunidade!” Os familiares lançaram uma campanha online para arrecadar fundos para o ato, geridos diretamente por eles, e que inclui transporte para o deslocamento da população da região em ônibus fretado, alimentação e infraestrutura. As contribuições podem ser feitas até o dia 6 de maio. No ano passado, segundo relatório da organização Global Witness, o Brasil foi, novamente, o país mais violento do mundo em termos de assassinatos de ambientalistas. A impunidade é uma das principais causas dessa violência. “Além de mostrar a nossa resistência, o ato marca a nossa indignação com a impunidade, que gera mais violência e funciona como carta branca para os assassinatos continuarem”, explica Claudelice.Fonte Carta Capital.

Onde estão nossos líderes?

Lider (Foto: Arquivo Google)

Adeus ensino médio! Daqui me vou despedindo, pouco a pouco, lutando com os meus medos e vencendo-os, dizendo adeus aos doces e conhecidos caminhos que percorri.

Me preparo hoje para me formar do ensino médio em um mês. Este é um dos momentos onde tudo muda: os amigos, a rotina, o ambiente. Uma nova vida começa. Em momentos marcantes assim paramos para pensar no que fizemos e sonhar, pensando no que faremos.

Depois de anos levando os estudos no dia-a-dia, uma prova de cada vez, podemos, finalmente, parar para pensar no todo: no que isso significou e o no que há pela frente.  Em meio a um desses pensamentos nostálgicos sobre o final de um ciclo, percebi que precisamos de mais mudanças assim no mundo da política.

Explico: o dia-a-dia político é caótico, confuso e esmagador. A quantidade de informação é tamanha, e as mudanças tão rápidas, que nós, cidadãos, não conseguimos acompanhar. E, com tantas notícias e confusões, tudo aquilo parece comum. Como se fosse uma rotina perversa e eterna.

Na verdade, a política parece jogo de cartas marcadas. Assim como vi a escola, por muito tempo, como uma maratona de dias cansativos e provas consecutivas, podemos olhar a política como uma sequência interminável de negociações, discussões e votações. Se pudéssemos enxergar o fim de um ciclo, e a possibilidade de mudar tudo, recomeçar com novos personagens e novos ambientes, poderíamos ter mais esperança na política e no país.

Para não nos perdermos no jogo político é importante continuar focado na ideia de que todas as coisas, inclusive a política, têm princípio, meio e fim. Como o ensino médio. É importante vermos a política como ela realmente é, ou deveria ser: a representação dos interesses do povo. Vejo que grandes questões, que dão sentido à política e são do interesse das pessoas, entram e saem de pauta de acordo com conveniências eleitorais.

Dilma prometeu a reforma política em sua campanha incisivamente. Lembro-me da expressão usada por ela para definir a reforma política: “a mãe de todas as reformas”. Depois de vencer Aécio, Dilma nunca mais mencionou o assunto. Outro exemplo é a sustentabilidade. Não ouço falar disso desde os debates.

É claro que os grandes problemas do Brasil não vão se resolver se olharmos a política desta ou daquela maneira. Essas questões também não se resumem a um único vício do jogo político. A corrupção que parece contaminar tudo, e o próprio sistema, que é lento e burocrático, dificultam as ações.

Não posso, porém, deixar de pensar que faltam líderes na política brasileira. Sobram políticos e faltam líderes de fato, visionários. Talvez, se alguns dos nossos representantes pudessem dar um passo atrás, como fazemos em um museu para enxergar melhor uma pintura, talvez eles pudessem ver as saídas para os nossos problemas.

E, quem sabe, até pudessem experimentar uma nova visão para o país, mais sóbria e mais próxima dos interesses das pessoas?  Neste caso, tudo seria mais luz no nosso futuro. Do Blog Ricardo Noblat.

TRAFICANTE TRANSFORMADO EM MOCINHO VITIMIZADO

CLAUDIO TOGNOLLI

    Par délicatesse
    J’ai perdu ma vie

    (Arthur Rimbaud In: Chanson de la plus haute tour)

    A história do segundo brasileiro fuzilado num paredón da Indonésia bestifica por uma única razão: o que os olhos não vêem o coração não sente. Traficantes, seja no Rio ou em São Paulo, têm executado até o Hino Nacional. Nada se fala. O bicho pega quando se executa ou um filho das “zelites”, ou um universitário.

    De uns tempos para cá o protagonismo que é contar a história de vida de vítimas, com fotos e cartinhas, deu uma dilatada em seus vastos domínios. Hoje membros da chamada nova classe média, vitimizados, já podem ter suas histórias de vida relatadas na grande mídia. Afinal viraram consumidores e, portanto, converteram-se em gente, sentenciam os editores.

    Há 13 anos um meu aluno foi chacinado no Morumbi. Era perto de uma biqueira numa favela não pacificada, como se diz. Ganhou páginas e páginas nos então quatro maiores jornais do país. Levantei os dados: naquele dia 9, rapazes, que regulavam com a idade do universitário, tinham sido chacinados na mesma noite: mas só ele mereceu história de vida.

    Há arcanos sobre isso no o prefácio de um livro de Leão Serva, chamado Jornalismo e Desinformação, escrito pelo Fernando Morais. Ele relata levantamento feito nos anos 60 pelo jornalista Argemiro Ferreira, sobre a Guerra do Vietnã. As contas são brutais: era necessário que morressem 35 vietcongs para que estes ganhassem o mesmo espaço (abre de página) que ganhava um oficial dos EUA morto (ou oito oficiais franceses e italianos).

    Só nos toca o que é igual à gente: ou é vendido como se fosse igual a nós. Não?

    O segundo fuzilamento na Indonésia nos toca mais o coração porque é literariamente relatado por aí. Capricham no texto, e nosso coração fala mais alto.

    Aquele monstro a quem os EUA pintaram nos anos 90, o Slobodan Milosevic, teve uma sacada genial quando Bill Clinton (para tirar dos jornais o escândalo Mônica Lewinsky/sexo oral) convenceu as Nações Unidas a invadirem o Kossovo, em abril de 1999. Slobodan contratou “n” fotógrafos que mandavam retratos de crianças filhas de suas tropas, loiras e de olhos azuis, para a mídia dos EUA. Era o típico lance da alteridade: vejam, eles são alourados como vocês! São gente também, portanto.

    Sobre homicídios

    Não vi na mídia nenhum alvoroço semelhante ao do fuzilamento segundo brasileiro quando, em dezembro de 2014, foram divulgados os dados que se seguem. Eis o que a mídia estampou:

    “O Brasil é o país com o maior número de homicídios no mundo, segundo um relatório divulgado nesta quarta-feira (10 de dezembro) pela Organização Mundial da Saúde (OMS), em Genebra. De cada 100 assassinatos no mundo, 13 são no Brasil.

    Segundo o documento, o total de homicídios no mundo chegou a 475 mil. Os dados são de 2012.

    O Brasil é o líder no ranking. O governo brasileiro informou 47 mil homicídios em 2012, mas a OMS estima que o número real tenha sido muito superior: mais de 64 mil homicídios. Depois do Brasil aparecem Índia, México, Colômbia, Rússia, África do Sul, Venezuela e Estados Unidos.

    A OMS calcula que no Brasil a cada 100 mil pessoas, 32 sejam assassinadas.

    Na outra ponta da tabela, com os menores índices de homicídio por habitante, em 1º lugar vem Luxemburgo, depois Japão e em seguida Suíça, empatada com Cingapura, Noruega e Islândia.

    Esses números são referentes a homicídios, mas a OMS chama atenção para diferentes tipos de violência mais recorrentes no nosso dia a dia do que se possa imaginar.

    De acordo com o levantamento, uma em cada quatro crianças sofre agressões, uma em cada cinco meninas é abusada sexualmente e uma em cada três mulheres já foi violentada pelo próprio parceiro”.

    Por que tais números não ribombaram, escandalosa e demencialmente? Números não tocam corações.

    Sobre narcotráfico

    Do que o segundo brasileiro no paredón da Indonésia é ponta de iceberg?

    Vejamos: o Relatório Mundial sobre Drogas de 2014, confeccionado pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crimes (UNODC), destaca que o uso de drogas no mundo permanece estável. Cerca de 243 milhões de pessoas, ou 5% da população global entre 15 e 64 anos de idade, usaram drogas ilícitas em 2012. Usuários de drogas problemáticos, somaram por volta de 27 milhões, cerca de 0,6% da população adulta mundial, ou 1 em cada 200 pessoas.

    O consumo de cocaína dobrou no Brasil no prazo de seis anos, enquanto em outras partes do mundo o uso dessa substância está caindo, diz o Unodoc.

    O consumo de cocaína no Brasil aumentou “substancialmente” e atingiu 1,75% da população com idade entre 15 e 64 anos em 2011 – ante 0,7% da população em 2005.

    Na América do Sul o uso de cocaína atinge 1,3% da população.

    A dependência de calmantes e sedativos lidera todas as modalidades, com 227,5 milhões de consumidores, ou quase 4% da população mundial.

    Em seguida, vem a maconha. Tem 141 milhões de adeptos, totalizando mais de 3% da população mundial. A cocaína tem 14 milhões de usuários. Cerca de 8 milhões de almas são adeptas costumazes da heroína e 30 milhões, ou 0,8% da população mundial, recentemente mergulharam no consumo desenfreado das chamadas drogas sintéticas, como ATS e meta- anfetamina.

    Estima-se que sejam apreendidos em todo o mundo, pelas polícias locais, apenas de 5% a 10% de toda a droga ilegalmente produzida. Para abastecer o lote que vai pular logo mais para 400 milhões de junkies planetários, há mecanismos econômicos que lucram até US$ 400 bilhões por ano – uma soma igual à gerada pela produção mundial de artefatos têxteis.

    Em todo o planeta a produção de maconha cresceu 10 vezes em 25 anos. Nos EUA, a erva agora é o cultivo mais lucrativo, com o valor de sua colheita excedendo o do milho, soja e ferro (de resto as três atividades extrativas mais lucrativas daquele país). Em solo norte-americano 500 gramas de maconha podem custar entre US$ 400 e US$ 2.000. A mesma quantidade de maconha da melhor qualidade, conhecida como “sinsemilla”(as sem-sementes, chamadas também de “juicy and seedless”, suculentas e sem-semente) é vendida por taxas entre US$ 900 e US$ 6.000 cada 500 gramas. O lucro dos narcotraficantes, no ato da revenda, é de pelo menos 20 vezes.

    Esse numerário esmaece a olhos vistos porque a história de vida dos brasileiros traficantes, quando bem contada, fala mais alto que a matemática.

    Claudio Tognolli é jornalista há 35 anos e já passou por “Veja”, “Jornal da Tarde”, “Caros Amigos”, “Joyce Pascowitch”, “Rolling Stone”, “Galileu”, “Consultor Jurídico”, rádios CBN, Eldorado e Jovem Pan e “Folha de S. Paulo”. Ganhou prêmios de jornalismo e literatura como Esso e Jabuti. É diretor-fundador da Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo) e membro do ICIJ (International Consortium of Investigative Journalism). Professor da ECA-USP, escreveu 12 livros.
    Artigo publcado originalmente em seu blog: https://br.noticias.yahoo.com/blogs/claudio-tognolli/

    Medo de falar no rádio e na televisão arranha a imagem da mulher de coração valente

    Ricardo Noblat

     Dilma fala quando deveria calar e cala quando deveria falar. Não tem jeito mesmo. É uma trapalhona.

    Qual foi o gênio que a aconselhou a falar em cadeia nacional de rádio e televisão no Dia Internacional da Mulher, celebrado no domingo oito de março último?

    Na ocasião, Dilma pediu paciência aos brasileiros. E disse que são “temporais” os problemas que o país enfrenta.

    Seu discurso foi recepcionado com um panelaço em várias capitais. Na época, o governo tinha pesquisas que mostravam o espetacular grau de rejeição de Dilma.

    Qual foi agora o gênio que aconselhou Dilma a não falar em cadeia nacional de rádio e televisão no próximo 1 º de Maio, Dia do Trabalhador?

    O governo dispõe de pesquisas que atestam que a impopularidade de Dilma parou de crescer. Em algumas pesquisas, ela até recupera uns pontinhos.

    Mas não é disso que se trata aqui – falar ou não falar conforme as pesquisas.

    O Dia da Mulher está longe de ser tão importante como é o Dia do Trabalho. De carregar o simbolismo político que este carrega.

    O panelaço do Dia Mulher teve mais a ver com o que Dilma disse, valendo-se de um discurso velho e sem nenhuma imaginação, do que com ela mesma.

    O momento está cheio de assuntos que poderiam marcar um discurso de Dilma capaz de soar bem aos ouvidos dos trabalhadores.

    Ao desistir de ser ouvida por eles, Dilma demonstrou medo, fraqueza, covardia. Tudo o que pode manchar sua imagem de mulher corajosa.

    Dilma coração valente (Foto: Divulgação)

    Fonte Ricardo Noblat.

    POBRES SÃO 70% DA POPULAÇÃO BRASILEIRA

    Jessé Souza retira a maquiagem da “nova” classe média

    Pedro do Coutto

    Esta afirmação é do sociólogo Jessé Souza, novo presidente do IPEA, feita à repórter Nice de Paula que o entrevistou e publicou a matéria por sinal excelente, na edição de O Globo de 27, segunda-feira. O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada é vinculado ao Ministério do Planejamento. Jessé de Souza pode não permanecer durante muito tempo no cargo, pois sua tese – O Brasil faz de conta que conhece a si mesmo – colide frontalmente com a mensagem do governo Dilma Rousseff, que aponta, nos últimos doze anos, a partir de Lula, um deslocamento de frações das classes pobres para uma nova classe média. Jessé de Souza coloca-se numa rota de colisão. Acho que está certo.

    Para ele, 70% da população do país não são de classe média. São pobres, portanto, deixa claro. Pois como o Brasil pode figurar entre as nações formadas em maioria pelas classes médias, se, de acordo com o próprio IBGE, 50% dos trabalhadores ganham até 3 salários mínimos por mês. E 70% não ultrapassam a barreira de cinco salários mínimos?

    ENDIVIDAMENTO

    Como ser uma nação de classe média um país cujos assalariados recebem por ano, no total, 2 trilhões de reais e cujas dívidas atingem 1 trilhão e 400 bilhões? O endividamento alcança portanto, a escala de 70% de seus vencimentos. As favelas e os cortiços proliferam, quase 40% dos domicílios não contam com sistemas adequados de saneamento. Esgotos correm a céu aberto. Jessé de Souza anunciou à repórter Nice de Paula um projeto ambicioso de conhecimento interpretativo, uma espécie, vamos assim dizer, de radiografia dos números do IBGE. A controvérsia vai partir daí. Sua tarefa e sua caminhada não serão nada fáceis. Afinal, revelar a verdade sempre incomoda os governos. O novo presidente do IPEA quer colocar a verdade em torno do manto da fantasia. Ele definiu seu projeto de pesquisa.

    Trata-se de um estudo importante e inédito porque vai unir, disse ele, três perspectivas: interpretação dos dados estatísticos; uma dimensão compreensiva e a visão das pessoas a respeito do país e do universo. Neste plano, será necessária, além da interpretação, uma tradução iluminando e expondo melhor, e mais amplamente, as vontades coletivas, suas esperanças, portanto suas decepções e desilusões, acrescento eu. Não se trata de um supercenso. Mas de uma análise do próprio senso à luz de uma inteligência lógica e objetiva. Enfim, em síntese, tudo aquilo que os governos não desejam.

    DESTRUINDO OS MITOS

    Não desejam porque o reconhecimento público de vulnerabilidade destrói os mitos, como o da despoluição da Baia da Guanabara, exibido domingo pelo Fantástico, quando promessas se transferiram e acumularam de um governo do Rio de janeiro para outro, numa sequência ridícula de inações. Mas esta é outra questão. O essencial, me parece, sob a lente de Jessé de Souza, é o descortinar de um panorama evidente para poucos, porém, embora sentido diretamente por muitos, ignorado conscientemente por estes, vítimas diretas de uma situação de descalabro, como se verifica no setor da saúde, que atravessa o tempo e até o compromisso humano dos dirigentes para com aqueles que mais necessitam.

    Os que mais necessitam, assim, não podem ser considerados de classe média. Este mito, portanto, necessita ser destruído, porque enquanto não houver uma compreensão exata do país, por ele mesmo, esse caminho de evolução jamais será percorrido. Essa é, a meu ver, a proposta básica do novo presidente do IPEA. Que seja efetivo enquanto dure, ou pelo menos mantido por quem o suceder. Os governos não gostam muito da verdade.Fonte Tribuna da Internet

    MESMO COM R$ 8 BILHÕES DE SUPERÁVIT, INSS MASSACRA APOSENTADOS

    Deu no site da Cobap

    Os técnicos da Confederação Brasileira de Aposentados e Pensionistas (Cobap), analisando o Fluxo de Caixa do Instituto Nacional do Seguro Social – INSS, que é o verdadeiro documento do balanço financeiro da Previdência Social, verificaram que houve um superávit de R$ 8,3 bilhões no seu saldo final.

    Analisando cada componente do resultado financeiro, observou-se que o total das receitas previdenciárias, que incluem as contribuições dos empregados e empregadores e recursos transferidos pelo Orçamento da Seguridade Social, totalizaram R$ 471,8 bilhões.

    Essas receitas fazem também a cobertura das aposentadorias rurais e dos benefícios assistenciais para idosos e inválidos, previstos na Lei Orgânica de Assistência Social (LOAS).

    SALDO INICIAL

    O INSS iniciou o ano com um saldo inicial (superávit) de R$ 18,3 bilhões, dinheiro suficiente para cobrir o custo do aumento real das aposentadorias e pensões acima do salário mínimo. No entanto, não se sabe para onde foi esse dinheiro.

    A Cobap não consegue entender porque o Governo e a grande mídia insistem tanto em afirmar que a Previdência Social é deficitária quando todos os números indicam o contrário.        A Cobap lamenta que, ano após ano, os aposentados e pensionistas que ganham acima do salário mínimo continuem com seus proventos injustiçados pelo Governo. O dinheiro existe, mas ele vai para desonerações, fraudes, sonegação e outros desvios. Do Tribuna da Internet.

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    NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – A matéria foi enviada pelo comentarista Guilherme Almeida. É por isso que o senador Paulo Paim jamais aceitou que se diga que a Previdência dá prejuízo. O ex-ministro Waldir Pires, também. Mas quem se interessa? (C.N.)

    Agência dos Correios de Nina Rodrigues é mais uma vez assaltada

    A Agência dos Correios da Cidade de Nina Rodrigues, foi assaltada agora pouco por volta das 15:30 da tarde,(27). A ação foi praticada por três indivíduos, que chegaram na agência em duas motos já anunciando o assalto, e em seguida tomaram rumo  em direção ao município de  Presidente Vargas.
    Esta mesma agência já tinha sofrido outro assalto no  mês de Fevereiro, onde dois elementos entraram fecharam as portas e anunciaram o assalto. De acordo com a policia os bandidos teriam agido de forma cautelosa para não chamar a atenção. Do Presidente Vargas Transparente.

    BOMBA BOMBA- PREFEITURA MUNICIPAL DE NINA RODRIGUES RECEBE MILHÕES DO GOVERNO FEDERAL, E NÃO CONCLUI OBRAS

    A cidade de Nina Rodrigues nos últimos anos recebeu do governo Federal e Estadual milhões, que seria para construções de Escolas, Estádio de futebol, Ginásio poliesportivo e Sistema de Esgoto, só que boa parte dessas obras nem começaram a ser construídas e ás que começaram estão paradas, um desrespeito para com a população que paga impostos e que confiou nos gestores para que essas obras fossem entregues.

    Ginásio poliesportivo

    Umas das obras que nunca foram concluídas é o Ginásio poliesportivo da cidade, que para o prefeito Riba do Xerém (PRB), a obra já está concluída. Uma tremenda “cara de pau” por porte do gestor público da cidade achar que aquilo é o ginásio que a população esperou por mais de quatro anos.

    A obra apresenta vários defeitos e marcas de serviços de péssima qualidade, o teto já apresenta furos, a iluminação é a pior que poderia existir, a frente mais parece um “chiqueiro” com lamas e o mau cheiro.

    É inadmissível a população e as autoridades competentes de fiscalização aceitar isso que acontece em Nina Rodrigues.

    Estádio de Futebol

    Outra obra que começou e parou pelo caminho é o Estádio Municipal no valor de 508.795,14, boa parte do dinheiro para a construção já foi depositada e obra não vai nem para frente e nem para traz.

    Apenas uma parte do muro na lateral do que será o Estádio foi construído, e não causará espanto algum se á obra não for finalizada.

    Escolas

    Somente à empresa Rio Preto Construções e Serviços LTDA, o prefeito pagou com recursos do FUNDEB em 2013 os seguintes valores: R$ 92.000,00 pela reforma e ampliação da Unidade Integrada Raimundo de Oliveira Correa, localizada na praça principal da cidade, a 10 metros da Câmara Municipal, mas a obra não foi realizada, pois até mesmo a pintura nas cores padrão da gestão foi feita em 2014; R$ 48.498,34 pela reforma da Unidade Integrada Abel Ferreira, do povoado Riachão do Ivaldo, e R$ 30.050,56 pela reforma da Escola Municipal Raimundo Teixeira, do povoado Santa Izabel, mas essas obras não foram realizadas, apenas foram feitas pinturas das cores padrão e da logomarca da gestão atual. Tudo ficou pronto em apenas meio dia de trabalho!

    À empresa L. C. Construções de Obras Civis LTDA, o prefeito pagou R$ 78.988,96 pela construção de um muro da Creche Pró-Infância padrão FNDE, localizado à Avenida Diortino Sampaio de Castro, Centro. Mas o muro não foi construído. Consta ainda o pagamento de R$ 125.514,60 à empresa J. R. T. Mesquita pela conclusão do Centro de Ensino Unificado Maria Quaresma Vale, situado à Rua Interventor Siqueira, no centro. Essa escola foi construída por outra empresa, faltando apenas pequenos serviços de acabamento orçados em R$ 25.000,00.

    Sistema de Esgotamento

    O que causa estranheza por parte do titular do Blog é os mais de 500 mil reais liberados para a implantação do Sistema de Esgoto da cidade, só que nunca se viu nem um sinal dessa obra. Pra onde foi o dinheiro? Essa é a pergunta que não quer calar.

    Ta mais que na hora do prefeito Riba arrumar alguma maneira de explicar quando e onde estão essas obras que foram liberadas pelo governo federal. Fonte Blog do KKiel Maratins.

    Nada mudou! Preso é encontrado morto na Casa de Detenção de Pedrinhas

    Complexo Penitenciário de Pedrinhas, em São Luís

    Complexo Penitenciário de Pedrinhas, em São Luís

    Um preso identificado como João Batista Veloso Santos foi encontrado morto em uma das celas do Centro de Detenção no Complexo Penitenciário de Pedrinhas, em São Luís, na madrugada desta segunda-feira (27).

    De acordo com as primeiras informações, o preso dividia a cela 3 no Pavilhão F da Cadet com mais seis detentos e teria sido estrangulado com um lençol. O corpo do detento deu entrada no Instituto Médico Legal, que confirmou as informações.

    Com o registro sobe para três o número de detentos mortos no sistema prisional maranhense neste ano. No mês de março, dois detentos foram encontrados mortos no Centro de Detenção Provisória (CDP) no Complexo Penitenciário de Pedrinhas. Os presos foram identificados como Rogério Correia de Jesus e Otávio de Jesus Ferreira.

    Por meio de nota, a Secretaria de Justiça e Administração Penitenciária (Sejap) afirmou que o caso será investigado. Veja abaixo a íntegra da nota:

    A Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Sejap) esclarece que a morte do detento João Batista Veloso dos Santos, ocorrida nessa madrugada desta segunda-feira (27), no Centro de Detenção do Complexo Penitenciário de Pedrinhas, será investigada pela Corregedoria da Sejap e pela Polícia Civil, que iniciou nesta segunda-feira a coleta de depoimentos dos detentos que estavam na mesma cela. Fonte Blog do Luís Pablo.

    Flávio Dino agradeceu a Deus por Luis Fernando não ter sido candidato

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    Em discurso no ato de filiação do ex-prefeito de São José de Ribamar, Luis Fernando Silva (PSDB), no último sábado, 25, no Rio Poty Hotel, o governador Flávio Dino fez uma revelação em público que só se ouvia nos bastidores.

    Ele disse que se Luis Fernando tivesse sido candidato, sua eleição seria muito mais difícil. O comunista chegou a dizer que a desistência de Luis Fernando foi uma benção de Deus.

    Dino comentou que as qualidades do seu quase adversário eram lembradas todo dia pelos próprios aliados. “Até o meu vice, o Carlos Brandão, eu corri risco de perder”, disse.

    E as loas ao novo tucano não pararam por aí.

    Depois de perguntar se Luis Fernando jogava futebol e ouvir um “mais ou menos”, o governador cravou: “[…] mas, na política, ele mostrou que sabe jogar no meio de campo, no ataque e na defesa”.

    E tome elogios...

    Na verdade, as falas de saudações de todos foram um festival de elogios ao ex-roseanista.

    De vereador de São Luís a senador, todos ressaltaram as qualidades de Luis Fernando, sobretudo sobre seu poder aglutinar várias correntes políticas num mesmo espaço, fato comum na época da pré-campanha, que se repetiu no sábado.

    O deputado federal João Castelo nem bem olhava para o vice Carlos Brandão, mas se manteve comportadíssimo.

    Roberto Rocha disparou que se fosse por amizade teria escolhido desde o início o nome de Luis Fernando para governador, mas também pontuou sobre o perfil técnico e político do seu amigo: “Ele tem sensibilidade política e é referência para o Maranhão inteiro. E de norte a sul do estado todos o conhecem e é comprovadamente um grande gestor”. Do Gilberto Leda.

    Estamos órfãos de Carlos Medeiros.

    Sr. Carlos Medeiros e Dr. Carlos Sérgio

    Sr. Carlos Medeiros e Dr. Carlos Sérgio

    Ainda cedo a notícia de que o Sr. Carlos Medeiros havia nos deixado, surpreendeu a todos. Logo ele que esteve na última semana visitando a terra que amou até a morte. Isso nos intrigava, e o sentimento dominante na Vargem Grande era de surpresa e perplexidade. Mas como? Logo Carlos Medeiros, que sempre respeitou e tratou a todos nós com a afetividade própria dos bons pais? Era difícil encontrarmos uma resposta, mas difícil mesmo, era aceitar essa dura e fria realidade. Carlos Medeiros foi um inovador, Idealizador, Construtor e líder de uma geração de homens e mulheres que acreditaram nesta terra, e que aqui contribuíram para o seu desenvolvimento. Lembro-me que ainda criança vi nascer na rua José Magalhães o Armazém Santa Maria, que depois foi transferido para a rua José Alexandre, quando Carlos Medeiros veio pela segunda vez morar em Vargem Grande. Ali os filhos, Carlos Máximo, Raimundo Carlos, Carlos Sérgio e Márcia, foram educados e aprenderam com os pais a amar esta terra. A memória me remete para os dias iniciais da profissão de locutor. Em um opala azul, com auto-falantes no teto ia eu e seus Carlos, em volante convidar o povo para participar dos queimas de tecidos e confecções que o Armazém Santa Maria oferecia aos filhos desta terra e os visitantes dela. Com ele aprendi muito, e até o momento derradeiro fui e continuarei a ser seu amigo, como o foi meu pai. Carlos Medeiros deixou um grande legado de sabedoria, bondade e respeito. Mas a maior construção da sua vida, foi a edificação de uma família  próspera que com certeza, saberá cultivar essas lembranças e lições de vida deixadas por essa patriarca. Descanse em paz. Essa paz que sempre lhe acompanhou, não vai ser agora que lhe deixará. Obrigado pela contribuição que deu ao mundo e a humanidade.