Mais um escândalo! Operador do esquema na Univima foi nomeado no governo por aliado de Flávio Dino

Flávio Dino e Waldir Maranhão: a cara da "mudança"

Flávio Dino e Waldir Maranhão: a cara da “mudança”

Blog do Luis Pablo pesquisou e descobriu que um dos operadores da quadrilha que desviou R$ 34 milhões da Universidade Virtual do Maranhão – Univima, foi nomeado no Governo do Estado por um aliado do governador Flávio Dino (PCdoB). 

O deputado federal Waldir Maranhão (PP), então secretário de Ciências e Tecnologia do Governo Roseana, nomeou Paulo Giovanni Aires Lima para o cargo em comissão de Chefe da Divisão de Execução Orçamentária e Financeira da Univima. A nomeação foi no dia 27 de agosto de 2009.

Paulo Giovanni foi preso na quarta-feira, dia 27, durante a Operação Cayenne da Polícia Civil em conjunto com o Ministério Público. Ele e mais outras pessoas são responsáveis por simular pagamentos a três empresas, que foram beneficiadas no esquema.

Durante o cumprimento de busca e apreensão na mansão de Giovanni avaliada em R$ 2,2 milhões, a polícia apreendeu dois carros, um Corolla e um Fusion, além ter identificado que ele já possuiu vários veículos caros, como uma SW4, Hillux e até um Porsche Cayenne, avaliado em aproximadamente R$ 300 mil. Também foi apreendido na sua residência joias, relógios, que se confirmado a autenticidade podem custar mais de R$ 20 mil cada.

Não é surpresa para ninguém a ligação perigosa de Waldir Maranhão com pessoas suspeitas de corrupção. O deputado federal já foi citado em vários escândalo, o mais recente foi da Operação Lava Jato, em que ele foi indiciado e ainda respondendo pelo caso.

Em tempo: na tentativa de passar a impressão de que seu governo está combatendo a corrupção da gestão passada, Flávio Dino acaba se colocando na vala comum das pessoas que ele acusa de serem corruptas. Fonte Luis Pablo.

Passageiro reage e mata assaltante dentro de ônibus na av. dos Franceses

 

O assaltante morreu no local. O comparsa conseguiu fugir.

Foto: Geovane Nogueira/ Enviado pelo WhatApp (98) 99209-2383

SÃO LUÍS – Uma tentativa de assalto a um ônibus que faz linha J. Reinaldo Tavares/Jardim América ao Centro da cidade, no fim da tarde deste sábado (30), em frente ao condomínio Alto dos Franceses, localizado na avenida do Franceses, no bairro Radional, terminou com a morte de um assaltante.

Segundo informações de passageiros, dois homens, armados com facas, tentaram assaltar o ônibus. Os assaltantes entraram no coletivo próximo a Rodoviária. Após o anúncio do assalto, um dos passageiros, ainda não identificado, reagiu e atirou na cabeça de um dos assaltantes, que morreu no local. O segundo conseguiu fugir.

O Instituto Médico Legal esteve no local e já efetuou a remoção do corpo do assaltante que ainda não teve sua identidade divulgada. Fonte Imirante.

 

 

 

 

 

‘Consultorias’ de Palocci e Dirceu são investigadas em contratos do pré-sal

Lava Jato tem elementos de pagamento de propina em construção de Estaleiro Rio Grande e em contratos de plataformas e sondas com empreiteiras que contrataram ex-ministros

Ricardo Brandt, enviado especial a Curitiba, Julia Affonso e Fausto Macedo, O Estado de S.Paulo

A força-tarefa da Operação Lava Jato investiga se os pagamentos das empreiteiras WTorre e Engevix por consultorias dos ex-ministros Antonio Palocci e José Dirceu, entre 2007 e 2012, podem ter servido para ocultar propina do esquema de cartel e corrupção, na Petrobrás, em contratos do pré-sal.

Os investigadores da Lava Jato encontraram indícios de desvios de recursos da Petrobrás na construção do Estaleiro Rio Grande (RS), iniciada em 2006, e nos contratos fechados para produção de cascos de plataformas e sondas de exploração de petróleo, no local, a partir de 2010.

Uma das unidades é a base da P-66, que ficou pronta no final do ano passado e está desde dezembro, no Estaleiro BrasFels, em Angra dos Reis (RJ), em fase de montagem para entrar em operação 2016, no Campo de Lula (BM-S-11) – na Bacia de Santos. O bloco do pré-sal é operado pela Petrobrás em parceria com a inglesa British Gas e a portuguesa Galp Energia.

Dirceu, à esquerda, e Palocci foram citados por Youssef.  (Foto: Estadão)Dirceu, à esquerda, e Palocci foram citados por Youssef. (Foto: Estadão)

“PADRÃO FIFA” AINDA É O MODELO DA DILMA

JORGE OLIVEIRA
     Brasília – A Dilma não dá uma dentro. Depois de dizer na campanha que o seu governo adotaria o “Padrão Fifa”, agora vê desmoronar o maior antro de corrupção do mundo na área do futebol. A blitz realizada em um hotel de luxo da Suíça, onde os mafiosos estavam hospedados,  levou a  reboque o José Maria Marin, corrupto conhecido, a exemplo de Paulo Maluf, mas solto e fagueiro no Brasil. Preso pelo FBI, ele será extraditado para os Estados Unidos onde certamente terminará seus anos de vida na cadeia.

 

No Brasil, esses corruptos posam de ilustres personalidades ao lado de presidentes como Dilma e Lula, também envolvidos em maracutaias já comprovadas de recebimento de propina para suas campanhas. Paulo Maluf, hoje parceiro do Lula nas campanhas paulistas, é procurado em mais de cem países no mundo por corrupção mas continua dando as cartas na Câmara Federal e na política de São Paulo, onde foi convocado para uma parceria com o PT para eleger Haddad prefeito da cidade.

 

A prisão de José Maria Marin e dos corruptos da FIFA, a quem Dilma copia o padrão de administração, envergonha a Justiça brasileira. Alguns desses personagens anacrônicos e carcomidos pela corrupção, já deveriam estar encarcerados aqui. Muitos deles, exercendo mandatos, continuam roubando porque têm a certeza da impunidade. Veja os mensaleiros: passaram pouco tempo no xadrez e agora já pensam em deixar o país para morar no exterior, como anunciou o José Dirceu que pretende se mudar para Portugal.

 

Com os bolsos cheio de dinheiro, produto do roubo da Petrobrás e de outras empresas estatais, os mensaleiros chegaram a conclusão de que o crime compensa. Certamente não está compensando para o Marco Aurélio o intermediário do PT nas extorsões nas empresas estatais e privadas saqueadas por ele e sua quadrilha. Hoje abandonado pelos seus parceiros petistas.

 

Só no exterior Marin seria preso pela turma do FBI que esperou uma reunião da quadrilha da FIFA  para algemar uma dezena deles, eleitores de Blatter , o presidente da organização criminosa.  Aqui, no Brasil, solto, o ex-presidente da CBF era recebido pelas autoridades como um homem acima de qualquer suspeita, mesmo depois do flagrante dele roubando medalhas de atletas mostrado em rede de TV. Até a CBF na Barra da Tijuca, bairro nobre do Rio de Janeiro, mantinha o nome dele na fachada da sede que custou 100 milhões de reais, despesa nunca auditada por ninguém.

 

Infelizmente, na última década,  a única coisa que o Brasil vem produzindo com muita eficiência é corrupto. Eles estão em toda parte: nas empresas estatais, no futebol, nos jogos olímpicos, nas prefeituras, nos governos estaduais, no Congresso Nacional e até escamoteados nos pequenos delitos praticados por garçons que adulteram as contas dos bares e restaurantes.

 

O Brasileiro começa a  se envergonhar do seu país e de seus mandatários atolados na lama podre da bandidagem. O PT, que apregoava a ética na política, transformou-se no partido mais corrupto da história do pais. Seus dirigentes, muitos já presos e condenados, ainda vivem aboletados no poder sugando o que resta do dinheiro púbico de um país que vive a pré-falência econômica e desce rapidamente a ladeira da indecência administrativa.

 

Com a  prisão de Marin, os torcedores brasileiros lavam a alma pelos 7×1 da Alemanha, agora acrescido de mais 1 no pijama listrado do ex-presidente da CBF atrás das grades: 171.

Comunidade do Belo Monte realiza 38º festival do cuscus

Esse foi um ano diferente para a comunidade de Belo Monte, Zona Rural de Vargem Grande. O festival do cuscus que é realizado anualmente em outros meses, foi antecipado para o mês de maio. O dirigente e responsável pela realização do evento, Pelezinho, emocionou-se ao usar da palavra e agradeceu a colaboração e a presença de todos. Destacou em sua fala, a oportunidade que lhe foi dada pela ex-primeira dama e pré-candidata a prefeita Irandir Fernandes, quando esteve a frente da Secretaria municipal de Assistência Social,  criando dentro da estrutura da secretaria, a Pasta da Consciência Negra,  confiando-lhe o cargo, onde permanece até hoje. Pelezinho agradeceu a presença e a colaboração do deputado Fábio Braga, e destacou a sua ajuda como sendo decisiva para a realização do evento. Esteve presente também o vereador Jeová, o prefeito de Pirapemas e Dr. Miguel a maior liderança política do município, como muito bem frisou o presidente da associação de Belo Monte. A Senhora Ana Amélia Campos Mafra, chefe da representação Palmares no Maranhão, foi enfática ao afirmar a necessidade da luta por melhores dias para as pessoas negras desse Pais. Emocionou-se ao mostrar o quanto foi difícil chegar ao estágio atual de aceitação,dos negros desta Nação, e das dificuldades que ainda virão para novas conquistas se concretizarem. Representantes das comunidades quilombolas de Santa Bárbara e Malaquias também se fizeram presentes. Foi uma festa bonita, recheada a política, nas conversas ao pé de ouvido. O deputado Fábio Braga e a dupla de líderes Dr. Miguel e Irandir Fernandes não se desgrudou um só momento, o que evidencia a aprovação e luta do trio, em defesa da candidatura da ex-primeira dama, caso ela aceite o desafio de candidatar-se a ocupante do palácio Hildenora Gusmão. Os blogueiros Kiel Martins e Alpanir Filho registraram tudo na mente e nos seus celulares. As fotos destacam alguns momentos.

Dep.Fabio Braga, Dr. Miguel e Irandir Fernandes

Dep.Fabio Braga, Dr. Miguel e Irandir Fernandes

Dep. Fábio Braga e Pelezinho Pres. da Associação Belo Monte

Dep. Fábio Braga e Pelezinho Pres. da Associação Belo Monte

 

Grupo de manifestação Cultural

Grupo de manifestação Cultural

Desarmamento de policiais durante a folga não passou de boato

Secretário de Segurança diz que nem discutiu esse assunto

O secretário estadual Jefferson Portela condenou o boato nas redes sociais de que a cúpula da segurança no Maranhão iria desarmar policiais de folga no Maranhão.

O chefe da segurança pública no Maranhão repudiou a “notícia” e afirma que soube da tal medida justamente nas redes sociais. “Eu fui vitima de ataques nas redes sociais por uma medida que eu soube pela internet. Algum ‘telepata’ deve ter achado que leu a minha mente ou de alguém da cúpula da segurança. Garanto que não existe nenhuma discussão a esse respeito e eu nunca sequer citei isso. Não existe”.

Portela afirmou que o governo irá anunciar um grande investimento em armamento para os policiais nos ´próximos dias. “Como um governo que está investindo em mais armamento pode ser a favor do desarmamento dos policiais? É um contrassenso”, pontuou.

Vários policiais criticaram a tal medida nas redes sociais sem sequer haver qualquer indício ou confirmação da SSP. Do Louremar Fernandes

Para onde vai esse trem?

Para onde vai esse trem?

Num texto endereçado a cineastas, Chris Marker citou uma frase de De Gaulle: às vezes os militares, exagerando a impotência relativa da inteligência, descuidam de se servir dela. Marker defendia filmes inteligentes contra o populismo de alguns pares. Creio que De Gaulle criticava a superestimação da força armada. Algo que ficou célebre na pergunta atribuída a Stalin: quantas divisões tem o papa?

A oposição brasileiro tem se descuidado de usar a inteligência não por valorizar a força armada, mas as possibilidades eleitorais. Quantos votos nos dará esse projeto? Foi assim com a derrubada do fator previdenciário. Nada mais agradável do que votar pelos aposentados e ao mesmo tempo ganhar um bom número de votos.

Norberto Bobbio dava muita importância à questão da aposentadoria e a considerava um elemento divisor entre os conceitos de esquerda e direita. Não vejo assim no Brasil. A ideia de um sistema que garanta aposentadoria digna é universal no espectro político.

As coisas se complicam quando se discute a sustentabilidade do sistema. Tensioná-lo com mais gastos num momento de crise aguda acaba despertando propostas como a de Joaquim Levy: aumentos de impostos. Um projeto político no capitalismo não implica apenas respeito às normas democráticas. Implica também a admissão das próprias leis do capitalismo. Se nos levamos apenas pelo coração, faremos muitas bondades até que chegue o momento de pagar a conta. Os deputados jogaram essa conta para o governo, que, por sua vez, a transfere, via impostos, para a sociedade.

Quando Levy fala em ajustar a economia e, simultaneamente, em aumentar impostos a partir das bondades parlamentares, suas tesouras são apenas um passatempo como agulhas de crochê. As tesouras de Levy refletem o mesmo conflito de ideais socialistas com as leis do capitalismo. E a oposição tem de se manifestar claramente sobre isso: é um modelo de crescimento que faliu. Derrotá-lo não significa usar os mesmos métodos populistas, certamente com grandes dividendos eleitorais. Derrotá-lo é propor um novo caminho.

O caso das pensões e dos salários de pescadores, embora tenha distorções, no meu entender, merecia rejeição, ao menos para negociar.

Como começar um ajuste fiscal sem conhecer os cortes do governo? Este é o tema mais importante no ajuste. É nele que uma visão de oposição tende a se fixar: a racionalização da máquina, a redução de inúmeros e inúteis cargos de confiança.

Minhas críticas são feitas de fora, o trabalho na estrada não permite conhecer todos os dados. Mas a oposição precisa mostrar uma certa coerência com o próprio programa. O problema de votar, em alguns momentos, com o governo também é eleitoral: medo de desapontar o eleitorado que rejeita Dilma e o PT.

Mas é preciso dividir as esferas de atuação: um programa claro sobre o ajuste econômico e um trabalho sério sobre a corrupção, reconstruir e punir. A responsabilidade pela devastação da Petrobrás, a gestão temerária, o escândalo do desvio de bilhões é um fato histórico ainda em movimento, pois a Justiça não se manifestou sobre ele.

Nesse contexto, um fervoroso eleitor de Dilma é indicado para ministro do Supremo. Os principais nomes da oposição faltaram à sabatina. Era preciso fazer perguntas, descortinar a visão política de Luiz Edson Fachin e apresentar uma interpretação de seu discurso.

Não posso dizer que a culpa seja de Fernando Henrique Cardoso. Cada um avalia as prioridades, organiza a agenda, é uma escolha política: a homenagem a Fernando Henrique em Nova York ou a sabatina de candidato ao Supremo no Brasil. O resultado é que não foi dada toda a atenção à hipótese de o governo aparelhar o Supremo e bloquear as conquistas da Operação Lava Jato.

Estou, talvez, reduzindo a escolha de um juiz a um fato conjuntural. Mas o escândalo da Petrobrás é mais que isso, é o espaço em que se vai jogar o que mais interessa às pessoas que foram às ruas: avançar na luta contra a corrupção.

Vivemos um momento em que nem governo nem oposição se movem de forma articulada, com ideias claras e compartilhadas sobre sua trajetória. Vivi outros momentos assim, mas muito rápidos. Usávamos uma expressão para descrevê-los: a vaca não reconhece seus bezerros.

Num texto para homenagear Robert Frost, John F. Kennedy escreveu: a poesia é o meio de salvar o poder de si próprio. Sem menosprezar a poesia, tenho uma expectativa mais pedestre: só as pessoas, com suas dificuldades cotidianas, sonhos e frustrações e pequenas conquistas, podem salvar o poder de sua degradação. Nenhuma força política parece preocupada em responder a essa expectativa com um projeto coerente, verificável nos movimentos cotidianos.

O Congresso parece desgovernado. Vota, simultaneamente, medidas de contenção e de mais gastos. Os repórteres estão sempre fazendo contas para verificar se estamos economizando ou gastando mais.

Era esperado um choque de posições no debate do ajuste; os setores atingidos procuram se defender: não há nenhuma previsibilidade de mudanças no tamanho da máquina nem o tipo de País que vai surgir desse debate. Vendo as universidades federais fluminenses em ruína antes mesmo da aplicação dos cortes, é razoável duvidar da retomada do crescimento com um simples ajuste fiscal. Tudo o que não funciona nos serviços públicos vai ganhar com os cortes uma poderosa desculpa para mascarar a incompetência: não há dinheiro.

Assim, a Nova República vai morrer e nascerá a Novíssima República, como aqueles antigos trens italianos, o rápido, o rapidíssimo, que nunca chegavam na hora. Será difícil achar a luz no fim do túnel se não decidirmos, pelo menos, em que direção procurá-la. O Brasil não precisa apenas de um ajuste fiscal, mas de rever todo o modelo que nos jogou no buraco. Do Fernando Gabeira.

FICARÁ O MAIS DO MESMO

CARLOS CHAGAS

No fim, a montanha gerou um rato. Da reforma política tão decantada pela presidente Dilma, o Lula, deputados e senadores de todos os matizes, sobrou apenas a extinção  do direito  de reeleição para presidentes da República, governadores e prefeitos no período  seguinte a seus primeiros mandatos,   sem  necessidade  de desincompatibilização. Provavelmente terão, semana que vem, seus mandatos estendidos de quatro para cinco  anos, além da data de suas posses passar do esdrúxulo primeiro dia do ano para dez dias depois. Discute-se outra desimportante proposta, da coincidência num só dia  de todas as eleições nacionais, estaduais e municipais, mudança que afastará o eleitorado das urnas,  ficando em aberto, apenas, se os senadores disporão de cinco anos, como os  deputados, ou se dobrarão para  dez o seu período de sacrifícios para a nação.

No mais, tudo ficará como antes, ou seja, o sistema eleitoral permanecerá o mesmo, meio proporcional e meio majoritário. As empresas continuarão dominando as eleições através de empréstimos-doações aos partidos, por sua vez canalizando-os aos candidatos, que pagarão os vultosos investimentos na forma da aprovação  de leis e benesses favoráveis aos doadores.

Em suma, nada de novo sob o sol.  A Câmara dos Deputados deixou passar a oportunidade de aprimorar as instituições, assim como o Senado manterá os mesmos postulados político-eleitorais, retornando-se apenas à nossa tradição histórica de proibir reeleições. Uma experiência  canhestra que não deveria ter  sido intentada,  não fosse  pela  ambição  desmedida dos tucanos no período em que galgaram o poder.

Sequer uma das maiores aberrações jurídicas dos tempos modernos foi suprimida. No caso, as medidas provisórias próprias do parlamentarismo e impostas ao presidencialismo, quando governo e Congresso esquecem seu caráter, que deveria ser de urgência e relevância,  para transformá-las  num balaio de  caranguejos, ratos e jabotis.

Não se dirá que a população frustrou-se  com a reforma política em vias de escoar pelo ralo, já que a maioria dos cidadãos pouca ou nenhuma  atenção deu às reuniões parlamentares da última semana. Mesmo assim, perdeu-se mais uma oportunidade de passar o Brasil a limpo. Ficará o mais do mesmo, para satisfação das elites e econômicas e políticas. Um monumento deverá ser erigido na já arquitetonicamente conturbada  Praça dos Três Poderes: um centro comercial cheio de lojas, lanchonetes, restaurantes, biroscas e luxuosos gabinetes para deputados, ao preço mínimo de um bilhão de reais.

Ainda sobre a reforma política, deve-se ressaltar momentos de baixaria explícita verificados no plenário da Câmara durante debates onde deputados demonstraram péssimas relações com o vernáculo e as boas maneiras.

Se uma imagem fica da semana que passou, deve  ser buscada nos versos de Cervantes sobre os Cavaleiros de Granada, aqueles que “alta madrugada, brandindo lança e espada, saíram em  louca cavalgada. Para que? Para nada…”

Ricardo Teixeira censura livro sobre CPI da CBF-Nike há 13 anos

 

2014 FIFA Announcement Ricardo Teixeiragde

Editora Casa Amarela é processada há 13 anos por Ricardo Teixeira por livro sobre ligações entre CBF e Nike

Por Redação

O escândalo de corrupção entre os altos dirigentes da Federação Internacional de Futebol (Fifa), entre eles a prisão do ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), José Maria Marin, trouxe à luz, na terça-feira (27), um processo internacional de lavagem de dinheiro, desvio de divisas e formação de quadrilha realizada por uma máfia de cartolas. No entanto, a corrupção que inunda as sedes de confederações e federações nacionais e internacionais do esporte mais popular do planeta nos pelo menos últimos 24 anos não é nenhuma novidade. Desde o acordo com a ditadura militar, que colocou João Havelange à frente da Fifa, houve tantas denúncias quanto censuras em relação às relações promíscuas entre os cartolas e as empresas que patrocinam os times e vendem seus produtos em campeonatos.

Censura

Livro CBF-NikeCaso emblemático do silenciamento sofrido por aqueles que ousaram investigar o esporte nacional é a censura que sofreu a Editora Casa Amarela, na época responsável pela publicação da Revista Caros Amigos, além de livros e fascículos. Em 2001, a editora produziu o livro intitulado CBF-Nike, que antes mesmo de começar a ser vendido foi proibido de circular, após um processo aberto pelo então presidente da CBF, Ricardo Teixeira. Além de vetada a venda do livro, também foi aberto contra a editora e os autores, Aldo Rebelo e Silvio Torres, um processo pedindo indenizações por danos morais de um livro que nem sequer chegou a ser distribuído.

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O livro trata de um caso que começou após a Copa do Mundo na França em 98, marcada pela derrota do Brasil em plena final para a França, quando houve um grande debate em relação ao suposto caso de influência da Nike, que tinha contrato de publicidade com diversos jogadores da seleção, além de patrocinar o time. Na época, o que se dizia, era que a empresa estadunidense havia influenciado na escalação e escolhido inclusive aqueles que seriam titulares absolutos do time.

O debate em torno do tema cresceu ao ponto da Câmara dos Deputados instaurar, em 17 de outubro de 2000, uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), que tinha como objetivo “apurar a regularidade do contrato celebrado entre a CBF e a Nike”, sob a presidência de Aldo Rebelo (PCdoB-SP) e secretaria geral de Silvio Torres (PSDB-SP). Como muitos previam, a CPI foi ocupada majoritariamente por deputados da bancada da bola, deputados da esfera de influência de  Ricardo Teixeira. Após meses de apuração e levantamento de provas para o caso, a bancada não deu quórum para a votação final do relatório, que nunca chegou a ser aprovado.

Ricardo Teixeira

A partir do material que era publicado diariamente na imprensa e as informações veiculadas pela própria CPI, a Editora Casa Amarela resolveu editar o livro CBF-Nike. Os autores do livro foram os então deputados Aldo Rebelo e Sílvio Torres, que tinham todas as informações e conhecimentos sobre o caso. Logo após o lançamento do livro em São Paulo, antes que ele começasse a ser vendido, a editora recebeu uma carta precatória da Justiça do Rio de Janeiro em que uma liminar a pedido de Ricardo Teixeira proibia a distribuição do livro e, ao mesmo tempo, abria uma ação indenizatória por danos morais contra os autores e a editora.

O processo, que está registrado sob o número 2002.001.028004-5 na 41ª Vara Cível do Rio de Janeiro, sempre tramitou no Rio de Janeiro, onde diversos jornalistas que denunciaram a Rede Globo, como Luis Carlos Azenha, Rodrigo Vianna e Paulo Henrique Amorim, foram condenados a pagar indenizações por danos morais. A editora, sediada em São Paulo, teve como primeira ação requisitar a transferência de foro de julgamento do processo do Rio de Janeiro para São Paulo, mas o pedido nunca foi aceito pela Justiça.

Condenação

Após idas e vindas no processo do livro, a editora foi condenada no TJ carioca a continuar seguindo sem distribuir o livro. Em relação ao processo por danos morais (de um livro que ninguém pôde ler), a editora e os autores chegaram a ser condenados a pagar 500 mil reais a Ricardo Teixeira, decisão que foi revertida após a comprovação de erros no encaminhamento do processo, que continua.

O livro, que há 13 anos relatava o que o FBI está acusando agora, também continua proibido. Fonte Caros Amigos.

Ou foi cego ou incompetente ou cúmplice

Ricardo Noblat

“A questão, hoje, é se ele é o astuto capo di tutti capi de uma máfia do colarinho branco que administra milhões de dólares escondidos por aí ou se é o que tenta parecer: um quase ancião distraído com tendências burlescas que não sabia das más ações dos corruptos ao seu redor.

O que todo mundo sabe, ainda mais depois que foram presas pessoas tão estreitamente ligadas a ele, é que muitas delas encheram os bolsos com dinheiro sujo. Ele sustenta que não sabia de nada. Uma olhada em sua trajetória coloca em dúvida o que diz.

Nascido em uma família da classe trabalhadora, foi ele que transformou a estrutura que comanda em uma máquina de ganhar dinheiro.

Não há nenhuma prova, é verdade, que ele se beneficiou da roubalheira.

Mas é preciso ter sido muito cego ou muito incompetente para não fazer uma ideia do que se passava a poucos metros do seu gabinete de trabalho. Ou mesmo em locais distantes, mas ao seu alcance.

Talvez não demore mais tanto assim para que a Justiça diga se ele é inocente de qualquer delito e ignorante dos crimes dos seus amigos. Enquanto isso, o que se pode afirmar com segurança é que ao longo de sua carreira ele demonstrou ter uma pele de rinoceronte misturada com uma camada espantosamente protetora de teflon.”

(Trechos levemente reescritos de duas reportagens publicadas, hoje, pelo jornal espanhol El País sobre Joseph Blater, presidente da FIFA. Qualquer semelhança com outros fatos reais ou inventados não passa de mera coincidência.)

Máscaras  (Foto: Arquivo Google)

 

…durante a campanha presidencial, a única afirmação de Dilma confirmada pelos fatos foi a de que seu governo seria “padrão Fifa”
O clã Sarney deixou o governo estadual, mas mantém influência no plano federal, apesar de José Sarney e a filha Roseana não terem mandato. O governador Flávio Dino (PCdoB), que os derrotou, não conseguiu indicar ninguém para qualquer cargo federal do Maranhão.