BUMLAI DIZ QUE, A PEDIDO DE BAIANO, FALOU COM LULA SOBRE ANGOLA

Bumlai confirmou o relato de Fernando Baiano

Julia Affonso, Mateus Coutinho, Ricardo Brandt e Fausto Macedo
Estadão

Em seu terceiro interrogatório à Polícia Federal o empresário e pecuarista José Carlos Bumlai confirmou uma informação que havia sido dada pelo lobista Fernando Falcão Soares, o Fernando Baiano, um dos delatores da Operação Lava Jato. O amigo do ex-presidente Lula disse que atendeu a um pedido de Fernando Baiano, relativo a uma palestra no Centro de Estudos Avançados de Angola. O lobista, no termo 4 de sua delação premiada, afirmara à Procuradoria-Geral da República que pediu a Bumlai que intermediasse um convite para Lula ir ao evento no país africano, em julho de 2011.

O interrogatório ocorreu no dia 21 de dezembro. No termo, a PF registrou dezoito vezes o nome de Lula. A PF indagou reiteradamente de Bumlai ‘se realmente nunca tratou de questões comerciais ou políticas com Luiz Inácio Lula da Silva’. O pecuarista respondeu que ‘não’. Mas acrescentou que ‘muitas pessoas encaminhavam demandas via e-mail ao Instituto Lula e que, na ausência de respostas, solicitavam ao reinterrogando, na medida do possível, que fizesse contato junto ao Instituto para viabilizar ao menos a apreciação dos pedidos’.

Nestes casos, assinalou Bumlai, ele procurava Clara Ant, ex-assessora especial de Lula no Palácio do Planalto e diretora do Instituto.

O CASO DE ANGOLA

O pecuarista falou, então, sobre Angola. “Durante os anos de 2014 e 2015, não repassou qualquer demanda deste tipo, isto é, de interessados em solicitarem reuniões, palestras e outros pleitos a Luiz Inácio Lula da Silva; que se recorda que, em única oportunidade, atendeu a um pedido de Fernando Soares, relativo a uma palestra a ser realizada em Angola, no Centro de Estudos Avançados de Angola”, afirmou Bumlai, preso desde 24 de novembro, alvo da Operação Passe Livre, desdobramento da Lava Jato.

Fernando Baiano havia relatado viagem com Bumlai para Angola, em 2011. O lobista declarou à Procuradoria-Geral da República que o general João Baptista de Matos, que seria então presidente do ‘Instituto de Estudos Angolanos’, pretendia realizar um seminário em comemoração aos 10 anos da entidade. Matos, segundo Fernando Baiano, ‘ desejava que o palestrante principal fosse o ex-presidente Lula’.

Na época, a mídia divulgou que Lula declarou que ‘o Brasil tem responsabilidades com Angola’ e que o país africano estava ‘no caminho certo neste processo de reconstrução do país com um povo que está a conquistar a cada dia a sua cidadania’.

LULA FOI PAGO

As declarações de Baiano foram prestadas em setembro de 2015 à Procuradoria-Geral da República. “O general Baptista pediu ao depoente (Fernando Baiano) para intermediar este convite; que na verdade se tratou de uma contratação e Lula recebeu valores para participar de tal evento, pagos provavelmente pelo instituto que o general Baptista era presidente; que então o depoente pediu a Bumlai que intermediasse tal convite, oportunidade em que ele disse que iria falar com Lula; que Bumlai retornou dizendo que seria possível, só que seria necessário verificar a data com bastante antecedência, pois a agenda do ex-presidente estava bastante atribulada”, afirmou Fernando Baiano.

Segundo o lobista, a viagem ocorreu com a presença de ‘uma comitiva de empresários brasileiros’ da Queiroz Galvão, Odebrecht, Andrade Gutierrez e OAS. Baiano disse que também participou deste seminário, mas viajou a partir de Zurique, na Suíça.

ASSUNTOS DA VALE

“Uma das coisas que mostrou a força de Bumlai foi que o general Baptista queria estar pessoalmente com Lula, para tratar da Vale do Rio Doce em negócios em Angola; que general Baptista tinha uma sociedade em uma mina de minério de ferro com a Vale do Rio Doce em Angola e ele queria uma maior atenção da empresa para o tema; que então Bumlai marcou para o presidente Lula receber o general Baptista na suíte dele, o que realmente ocorreu; QUE o general ficou impressionado com a relação de intimidade e amizade que existia entre Bumlai e Lula”, declarou Fernando Baiano.

Bumlai é o pivô do polêmico empréstimo de R$ 12 milhões concedido a ele pelo Banco Schahin, cujo destinatário final foi o PT, segundo confessou o pecuarista. Ele é acusado por corrupção e gestão fraudulenta.

Fernando Baiano está preso em regime de prisão domiciliar sob monitoramento de tornozeleira eletrônica. Ele ficou cerca de 1 ano preso em Curitiba, base da Lava Jato, parte do tempo na Superintendência da Polícia Federal e parte no Complexo Médico-Penal, em Pinhais, região metropolitana da capital paranaense.

A escravidão dos tempos modernos

No tempo do império, quando o Brasil era colonia de Portugal importava-se mão de obra do continente Africano. Os senhores de engenho compravam escravos que vinham com a força de seus braços produzir riquezas para seus donos. Isso mesmo, donos. E por que donos? Porque os comprava para realizar seus trabalhos. Era um outro tempo, outra realidade. Até que a princesa Izabel num ato de bravura libertou os escravos da época. E os atuais escravos, quem os libertará? Desde que começaram as especulações sobre as eleições de 2016 muitos cidadãos lançaram seus nomes para a apreciação popular. Toninho do Juvenil, candidato derrotado da última eleição para prefeito, foi um dos primeiros a materializar o sonho de pré-candidato. Seguido de tantos outros nomes. Mas nenhum conseguiu cooptar votos pela simpatia ou pela proposta. Mas desde que surgiu o nome do empresário Carlinhos Barros, muitos são os boatos de que fulano ou sicrano se vendeu para o grupo político do CB. Em momento algum ouve-se dizer que houve adesão de grupo ou pessoas. O que se ouve com frequência é que vereador fulano se vendeu por R$ 50.000,oo e mais R$ 3.000,00 mensal. Estranho é porque nunca se ouviu dizer que nenhum desses vereadores consultou a sua base para fazer a negociata. Será que o eleitor não vai querer a sua fatia no valor pago pelo vereador que ele ajudou a eleger? Pode ser que não. Mas, pode ser que sim. Mas o que é triste é que ninguém explica os motivos dessa “venda” ou adesão. Será que as propostas do candidato são realmente aquelas que se identificam com o pensamento do vereador ou será que foi realmente o valor do dinheiro que chamou a atenção do pseudo representante do povo? Fica aqui para reflexão, uma frase do pensador Barão de Itararé: ” O homem que se vende recebe sempre mais do que vale”. E quem se vendeu será escravo até quando de quem o comprou? Com a palavra os que se sentirem ofendidos.

NUNCA ANTES, NA HISTÓRIA DO SUPREMO, HOUVE FRAUDE COMO ESTA

Será que Barroso pensa que vai ficar impune?

Carlos Newton

Em 1933, nos primeiros anos da Era de Vargas, após a derrota da Revolução Constitucionalista em São Paulo, foi eleita uma Assembleia Constituinte para redigir a nova Constituição. Os jornalistas perguntaram ao grande historiador Capistrano de Abreu qual artigo ele gostaria de inserir. Ele respondeu que a nova Constituição deveria ter apenas dois artigos. O primeiro seria: “Todo brasileiro é obrigado a ter vergonha na cara”. E o segundo: “Ficam revogadas as disposições em contrário”.

Capistrano de Abreu era um intelectual respeitado e polêmico, que foi eleito para a Academia Brasileira de Letras, mas se recusou a assumir. Quase 100 anos depois desta irônica declaração dele, constata-se que tinha plena razão. Se todos os brasileiros fossem obrigados a ter vergonha na cara, os atuais membros do Supremo Tribunal Federal estariam em dificuldades para se olharem no espelho.

PREVISÃO DE BERNARD SHAW

Quando inventaram o equipamento Nagra, que nas filmagens fazia gravação simultânea da voz, o jornalista, escritor e dramaturgo irlandês Bernard Shaw deu uma entrevista em que previU que as mentiras dos políticos e autoridades estavam com os dias contados, porque tudo seria gravado e as fraudes facilmente reveladas.

Não deu outra. O presidente Richard Nixon, por exemplo, perdeu o poder, teve de renunciar quando descobriram ser mentira sua declaração de que desconhecia a invasão do edifício Watergate. E assim as confirmações da teoria de Shaw foram se sucedendo.

Agora, no Brasil, temos mais um caso desse tipo, com o desmascaramento do voto do ministro Luís Roberto Barroso, que propositadamente usou argumentos mentirosos e fraudados e fez com que outros integrantes do tribunal incorressem em erro ao votar num julgamento importantíssimo, escrevendo a mais negativa página da História do Supremo.

COMPORTAMENTO CRIMINOSO

A grande mídia está calada a respeito, é fácil de entender, não precisa ser nenhum Shaw para compreender o silêncio, mas isso não adianta, a internet resolve tudo. Barroso deu entrevista patética ao Valor Econômico, tentou culpar o ministro Edson Fachin por pretender mudar o rito, fato que não houve, porque o voto de Fachin obedeceu estritamente o Regimento da Câmara. Agora, Barroso insiste em dizer que Fachin quis mudar o rito, mas ele o impediu, vejam a que ponto chega a desfaçatez desse jurista.

O prato principal dos Embargos de Declaração com efeito modificativo que serão apresentados ao Supremo no início de fevereiro, quando se extingue o prazo legal para recorrer, será não somente o comportamento aético e irregular do ministro Luís Roberto Barroso, que fraudou seu voto e levou outros ministros a erro, mas também o procedimento do presidente do Supremo, Ricardo Lewandowski, que transformou ilegalmente em julgamento do mérito uma simples sessão para exame de liminares, alterando propositadamente o objetivo da sessão e desrespeitando a legislação específica, conforme o jurista Jorge Béja denunciou na Tribuna da Internet, no último domingo, dia 27, com absoluta exclusividade.

Em fevereiro, quando terminar o recesso, no plenário do Supremo os onze ministros vão se entreolhar, envergonhados, enquanto os advogados estiverem na tribuna, demolindo o voto fraudado de Barroso, que levou outros ministros a acompanharem suas falácias, e destruindo também a jogada de Lewandowski, que terá de marcar nova sessão para julgamento do mérito da ação do PCdoB, na forma da Lei 9882/99.

MENTINDO DESBRAGADAMENTE

A principal mentira de Barroso foi a frase com que fechou sua argumentação: “Considero, portanto, que o voto secreto foi instituído por uma deliberação unipessoal e discricionária do presidente da Câmara no meio do jogo, sentenciou, esquecido que se tratava de um julgamento, não era um jogo e ele não deveria ter trazido cartas na manga.

Como agora todos sabem, o presidente da Câmara não instituiu nada, é obrigado a seguir o Regimento, que determina que as votações sejam secretas em nome da democracia, para diminuir o efeito das pressões que o Executivo faz sobre os parlamentares, exatamente como está acontecendo agora.

VERGONHA NA CARA

Bem, para resolver o imbróglio montado por Barroso e Lewandowski, será preciso que o relator abra prazo de dez dias para as partes se manifestarem, com a convocação de nova sessão para julgamento do mérito da ação, um vexame jamais visto na história do Supremo. Além disso, como dizia Capistrano de Abreu, será preciso também que cada brasileiro tenha vergonha na cara, especialmente quando estiver envergando a notável toga do Supremo, que representa o manto sagrado da Justiça brasileira.

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PS –
 Já ia esquecendo. Bernard Shaw se recusou a receber o Nobel. A mulher insistiu, dizendo que se tratava de uma homenagem à Irlanda. Ele então aceitou, mas doou todo o dinheiro para divulgar os escritores suecos.

AS PREVISÕES DOS GOVERNOS

MAURÍCIO TERRA

Neste finalzinho de ano, o Tesouro Nacional informa ao mercado um déficit sem igual nos últimos 19 anos, o que indica descontrole absoluto do governo sobre as variáveis econômicas poucos meses após o anúncio de um orçamento prevendo um déficit ainda maior, significando que a própria bússola que orienta as ações governamentais está desequilibrada e apontando para o brejo para onde nos encaminhamos (junto com a vaca que tosse). Enquanto isso, os ocultistas do Planalto movem seus pêndulos, viram suas cartas e jogam seus ossos tentando adivinhar qual será o desempenho do país em 2016.

Se estiverem corretas as análises do mercado (que são, em tese, bastante científicas, sem nenhuma adivinhação envolvida), haverá uma inflação maior, um desemprego maior, uma redução do PIB maior (mercadologicamente fantasiada de “crescimento negativo”), enfim, estamos nos direcionando firmemente para o caos decorrente da avacalhação fiscal e administrativa a que quatro mandatos seguidos nos empurraram, aparentemente sem que houvesse qualquer proveito em termos de evolução e aprimoramento na forma de raciocinar do governo federal. Quando muda, é para restabelecer práticas, métodos e ideologias que vêm demonstrando sua inutilidade ou perniciosidade há tempos.

É preciso fazer justiça aos governos Lula e Dilma nesse sentido: todos os governos tendem a anunciar em manchetes escandalosas as previsões de final de ano, assim como cartomantes, videntes e astrólogos tendem a prever boas novas para as celebridades, países e times de futebol a quem oferecem seus serviços nos noticiários de fofocas que infestam jornais todos os finais de ano. Ninguém gosta de portar notícias ruins.

As Cassandras da oposição, qualquer que seja a oposição e qualquer que seja o governo, no exato contrário, nunca têm nada de bom a prever. É bastante fácil para opositores dizer que tudo de ruim vai ocorrer. Ainda mais agora, que o pré-sal deixou de jorrar promessas e não há muitos recursos mais para fabricar crédito. Trata-se, como sempre, do mesmo jogo político que nos amaldiçoa há séculos.

Nós, o povo, os contribuintes, não temos elementos para avaliar até onde os números do governo foram anabolizados, mas basta conferir os preços da feira para compreender que o Éden descrito na campanha (que já tem mais de um ano) não é, de forma nenhuma, paradisíaco como a candidata descreveu.

PAREM DE ROUBAR O POVO

VICENTE LIMONGI NETO

Tomara que em 2016 não sejamos mais roubados, constantemente, no mercado, na farmácia, no trânsito, na rua, na energia elétrica nos bancos, nos impostos, nos aluguéis, nos planos de saúde, nas mensalidades escolares. Uma sina cruel. Os governantes precisam ter consciência. Firmeza e autoridade para coibir abusos. Parece que têm mente diabólica. Não sei como conseguem dormir. Parem com os tratados de perversidade, crueldade e covardia contra a população. Ano que vem muitos velhacos já terão o merecido troco, nas urnas. Basta!

 

Comentários:

“Amigo, show de bola. Só faltou um detalhe: os políticos e governos corruptos!!!! Abs, Mario@bigbox.com.br

 

“Caro Amigo, o pior roubo que pode haver é o da ‘Esperança’.  Ela é o combustível da alma, que nos faz acreditar no impossível.  Quando a Esperança é roubada, morre também os sonhos. Todos os bens materiais, necessários para a sobrevivência humana, tais como saúde, segurança e educação, necessariamente nessa ordem, quando nos são roubados pelos governantes, ocorre também o assassinato da Esperança.  Portanto, todos eles deveriam responder por homicídio, crime previsto no art. 121, do Código Penal. Mas não podemos esquecer que a vítima tem uma parcela de culpa muito grande, no seu próprio assassinato, quando assina uma procuração em branco, através do voto, para assassinos de Esperanças.  Bom domingo.  Abraços.  Sérgio Martins”

 

 

Renan é mais valioso do que Temer

Não troco meio copo de suco de Renan Calheiros por 100 litros de vinho de Michel Temer.Não troco uma sandália de borracha de Renan por mil pares de sapatos de Temer. Não troco uma camisa rasgada de Renan por 50 ternos de Michel Temer. Não troco um celular pré-pago de Renan Calheiros por 200 tabletes de Michel Temer. Não troco um dedo de prosa com Renan, olho no olho, por milhares de cartas hipócritas e olhares dissimulados e explicações mentirosas de Temer.Síntese: prefiro um Renan sincero, leal e competente, mesmo com defeitos, do que um Michel Temer pintado de ouro, paladino de araque, fantasiado de imaculado, desleal e  metido a besta.

 

 

Detratores de Cunha são hipócritas e imaculados de araque

O deputado Eduardo Cunha não é mariposa dos holofotes, como seus desafetos, fantasiados de éticos e paladinos por correspondência.  Cunha cumpre seu dever. Não abre mão das prerrogativas de presidente da Câmara Federal. Cunha é homem de fibra. Os carrascos de Cunha são reféns e vassalos do ódio. Eduardo Cunha não vai servir de pasto para saciar o apetite doentio de demagogos, venais,  cretinos, oportunistas e hipócritas.

 

 

Parasitas e cretinos contra Marco Polo Del Nero

Incrível. O mundo desabando em guerras, o Brasil aflito pela dengue, pela insegurança e pelas crises política e econômica, mas a mídia preocupa-se mais com o dinheiro que Marco Polo Del Nero deu para duas ex-namoradas e também para a ex-mulher. E daí? Qual é o crime? O dinheiro não é dele? A inveja mata. Inveja de homem é pior ainda. Chega a ser constrangedora. Trabalhem, procurem ser úteis. Parem de ser parasitas, ressentidos e recalcados. Deixem Marco Polo Del Nero em paz.

 

 

Collor nas pesquisas
A exemplo do que fez com Ciro Gomes e Jair Bolsonaro (Folha de S. Paulo – 20/12), creio que o DataFolha deveria acrescentar o nome do senador Fernando Collor nas novas pesquisas para a Presidência da República. Duvido que Collor não obtenha pelo menos 15% de intenções de votos. Ainda a propósito do Data Folha julgo interessante e concordo com aqueles que preferem que Dilma pemaneça no cargo, se tiver de ser substituida por Michel Temer É melhor manter na chefia da nação Dilma, que o povo já conhece, mesmo com defeitos, do que Temer, vice dissimulado, que não merece confiança e com forte pinta de desleal, farsante e desagregador.

 

 

 

Incentivo à criminalidade

“ O povo, bestificado, assistiu à Proclamação da República”. Hoje bestificados estamos nós diante de tanta corrupção e de tantos crimes de toda ordem, jamais vistos em nossa história republicana.

Dentre os militares existe o dogma de que “ 0 exemplo vem de cima”. O que dizer dos governantes e políticos envolvidos em sucessivos escândalos cada vez mais escabrosos? A corrupção atingiu um nível inimaginável onde o superfaturamento chegou a cifras superiores a 100%, em determinados casos, para bancarem a distribuição de propinas. Este ambiente podre contamina a sociedade e muitos também se acham no direito de levar vantagens ilícitas.

A impunidade se alimenta de um Código Penal ultrapassado, da protelação no julgamento de processos, cada vez mais volumosos, e dos artifícios para burlar a legislação.

O caos econômico – sem perspectivas de solução a médio prazo- gera enorme insegurança que abala o moral nacional e ocasiona o desemprego generalizado. As organizações criminosas procuram recrutar esta mão de obra ociosa para aumentar seus efetivos.

A falta de controle e de orientação da natalidade agrava a situação e já somos bem mais do que 200 milhões à procura de assistência. E o Governo, preocupado com votos e manutenção do Poder, concede benesses que estimulam nascimentos em vez de contê-los.

A incrível BOLSA CÁRCERE motiva o criminoso a agredir a população que o sustenta na cadeia. Para ele, é um excelente desemprego com casa, comida e salário.

O jogo do bicho, os bingos e os cassinos clandestinos são bem aceitos também pela marginalidade. Por que o Governo não os regulariza? Além de milhares de empregos, propiciaria uma arrecadação bem superior à CPMF e arcada por quem hoje, em grande parte, deixa seu dinheiro em Las Vegas, Punta del’Este e tantos outros locais atrativos frequentados por quem pode pagá-los.

Os criminosos, apoiados em seus locais de homizio, conhecem as fragilidades das organizações policiais que não têm o devido apoio das autoridades. Seus efetivos são insuficientes, mal remunerados, carecem de boa formação, mal equipados, desmotivados, sem liderança atuante e sem o necessário respaldo jurídico para cumprimento de suas árduas missões.

E os bandidos? Cada vez mais numerosos, organizados, audaciosos e bem armados, valendo-se, também, das vulnerabilidades de controle nas fronteiras.

Nossos presídios só servem para especializar delinquentes. Quando soltos, são cooptados- em grande parte- para mobiliar facções criminosas e agravar os problemas de segurança, levando a população ao pânico.

Alunos desrespeitam e agridem professores, pais e filhos não se entendem e, às vezes, são cometidos crimes bárbaros. Os pedófilos têm livre trânsito na internet. Os bullyings e os trotes desmoralizantes não são coibidos. As autoridades não se impõem e não mais são respeitadas. A Família e a Escola perderam o seu relevante papel de outrora.

Tudo isto cria um ambiente propício ao aumento da criminalidade no País.

Apesar das manchetes da mídia estarem voltadas para a calamidade política e econômica, há necessidade de um esforço conjunto para mudar o status quo da nossa generalizada insegurança. As raízes do crime devem ser extirpadas e esta deve ser a Diretriz dos governantes, de todos os níveis.

Pouco falta para sermos reféns de bandidos no interior de nossos lares. Chegaremos à anomia?

Precisamos de lideranças com vontade política para virar o jogo. Diógenes Dantas Filho, coronel Forças Especiais, consultor de segurança

 

 

Férias de Tostão

Tostão de férias significa que o  caderno de esportes da Folha fica mais pobre. Pode-se discordar do grande ex-jogador. Mas Tostão entende do que escreve.

O mesmo não se pode dizer do colunista Juca kfoury.  Apenas um asno, torpe e venal  maledicente. Além de gaiato que não sabe nada de futebol. Nunca jogou nem pedra em mangueira. Volta logo, Tostão.

 

 

Sábios de proveta

Ancelmo,

É  hilário o tom arrogante e pretensioso da maioria das opiniões divulgadas pela tua coluna, sob o título “Sonhos para 2016”. Casos para psiquiatria.

Falam como se fossem os donos do monopólio da verdade. Sabem tudo, os outros não sabem nada.

Com petulância tentam passar a impressão que os sonhos deles salvarão a humanidade. Morro de rir de tanta patetice.

Hipócritas fantasiados de sabidões  fazendo exigências. Acabou o ano mas não saem do terreno das lorotas.

Nenhum dos fanfarrões – a carapuça é grande – tem o desprendimento de oferecer sugestões para acabar com eventuais erros.

Preferem vomitar clichês que não enganam mais brasileiros realmente empenhados em tirar o Brasil das imensas dificuldades.

A tônica da maioria dos sábios ouvidos pela tua coluna é a crítica feroz. O insulto odioso. A maledicência pouco inteligente e nada  original.

Enchem a  boca para criticar políticos.

Já que são poços de virtudes, gênios da raça e imaculadíssimos, deveriam se candidatar nas próximas eleições.

Eleitos, teriam chances, forças e tribunas legítimas para finalmente propor soluções para salvar o Brasil do imenso   torneio de  lero – lero dos quais fazem parte como ativos expoentes.

 

 

Limongi é jornalista. Sócio da ABI há 35 anos e servidor aposentado do Senado Federal. 

110 anos de Zilda

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Em preparação para o especial de natal do programa de televisão do titular do blog, conhecemos a senhora Zilda Pereira do Santos de 110 anos, moradora da cidade de Nina

Rodrigues ,que nos relatou com  lucidez, lembranças de sua adolescência ,onde viveu momentos de plena felicidade.

Zidoca, como é conhecida em todo o Município de Nina Rodrigues .Contou que sempre gostou de festas, que seu ritmo preferido é o reggae ,e que não existe segredos para viver muito, mas que é preciso se cuidar.

Em um dos ,vários momento de descontração, relatou sua melhor experiência nesses 110 anos, que foi sua viagem para o Paraná ,e demonstrou de forma especial ,seu carinho por seus netos, Luis e Zilda, e que seu único sonho daqui em diante ,é conseguir morar com  seus dois maiores amores.

Sem duvida alguma ,Zilda é uma pessoa de enorme bom senso, alguém que merece ser o espelho de muitos de nós, pela forma humilde e prazerosa de viver a vida, buscando nas coisas simples do seu dia-a-dia ,a receita para uma vida longa.

2016, o ano em que viraremos atletas.

 Por Marli Gonçalves
Atletas batendo recordes. Isso é o que nós todos, brasileiros, seremos em 2016. Vamos fazer um exercício, sem trocadilho, porque é exercício, sim, mas de imaginação. A ideia é boa para agora logo depois do Natal, depois de tantas gordices ingeridas e a repetição contínua daquela certa culpa – “ai, comi demais”. Você fez isso sim, mas ou porque a comida era boa ou até para ver se espantava o tédio desse final de ano tão sem graça. Agora a hora é de preparação para a corrida de obstáculos mês a mês que está no horizonte. Olhe para lá.

O exercício é a preparação mental, física e respiratória para percorrer com elegância a raia olímpica e nadar de todas formas, peito aberto, revezamento de ministros, borboleta para os mais sensíveis. Melhor. Precisaremos ser atletas mais completos, que unam duas ou três forças. Categoria sobressaltos e notícias esquisitas todos os dias. Mais cabo-de-guerra com esses dois lados imbecis a que estamos sujeitos, como se fosse assim só o bem, só o mal, caprichoso versus garantido, coca-cola ou pepsi, vermelho ou azul, verde ou amarelo, praia ou montanha.

Temos boas formas de treinar. Aquáticas, com as enchentes invariáveis de verão e bocas-de-lobo abertas, e entupidas. Corrida de obstáculos, canoagem. Árvores caindo, luz que se apaga durante horas, e às cegas vamos seguindo fazendo ginástica. Salto no solo, aguentando malas sem alça. Na rítmica agitaremos bandeiras nas ruas graciosamente, além dos laços, cordas e fitas baratas com as quais renovaremos nossas roupas a preços mais módicos.

Além dos saltos, assaltos e sobressaltos, surgirão várias modalidades de atletismo na pista. Maratonas. Marchas, que podem até ser atléticas, mas estarão buscando algo. Além de cuspir fogo, teremos arremesso de dados no ar e a gente não vai saber bem o que fazer com eles. Para acertar o alvo, serão dardos. Nós iremos esgrimindo, espadas que estão sobre nossas cabeças.

Arremesso de discos teremos também, principalmente se continuarem lançando essas celebridades instantâneas barulhentas que vêm, gritam muito alto cantando nos nossos ouvidos à The Voice, e somem na mesma toada. Ping-pong.

Ciclismo, nem preciso dizer que é categoria especial principalmente aqui em São Paulo, onde ciclistas andam se sentindo os em-po-de-ra-dos – (ai, desculpa, juro que precisei usar essa palavra, mas a ouça bem irônica) – e junto com os motoqueiros concorrem na infernal casa da mãe joana que tornam as ruas. Fazem o que querem, adoram ultrapassar pela direita, não param nos sinais e ainda tentam fazer manobras bem aos seus pés, junto com os skatistas que também adorariam fazer strike humano usando o seu corpinho. Não esquecer as valetas, as calçadas esburacadas. E as poças d´água e cocozinhos.

Levantamento de pesos, mas só se fosse na Argentina. Aqui é de reais que a toda hora tentaremos achar nos bancos ou calcular seu valor diante do mundo.

Brincadeiras à parte, 2016 chegou. Não pode e não vai ser ruim não. Vamos ter Carnaval, vamos ter coisas boas, vamos ter Olimpíadas. Precisaremos só tentar ser mais modernos para receber o mundo que vai olhar para cá, de novo. Mico já pagamos na Copa.

Nossa política está atrasada e atrasando nossa vida, e a gente tem de correr atrás dos nossos recordes e sonhos. Vamos fazer mais reflexões para sair dessa. A luta é livre.

ENTENDA COMO O JULGAMENTO NO SUPREMO FOI FRAUDADO

Barroso mentiu propositadamente e iludiu outros ministros

Carlos Newton

São cada vez mais flagrantes as mentiras e falácias do ministro Luís Roberto Barroso no julgamento da ação do PCdoB sobre o rito do impeachment, quando conseguiu conduzir propositadamente a erro outros ministros do Supremo Tribunal Federal. Além desse procedimento aético e ilegal de Barroso, também o presidente Ricardo Lewandowski interveio irregularmente e descumpriu o Regimento Interno do Supremo, ao transformar em julgamento de mérito uma sessão que única e exclusivamente só poderia julgar as liminares requeridas.

Agora, na forma da lei, o julgamento do rito do impeachment terá de ser refeito, após concedido prazo de dez dias às partes para se pronunciarem, conforme revelou aqui na Tribuna da Internet o jurista Jorge Béja, em magnífico artigo publicado neste domingo, dia 27.

Agora vamos conferir abaixo duas importantes contribuições de nossos comentarista. Primeiro, Nariman Lopes Besch transcreve o Regimento Interno da Câmara, com a expressa determinação de que as todas as eleições sejam secretas e ressalvando quais as que seriam em aberto. Depois, o comentarista Ednei Freitas publica o voto do relator, ministro Edson Fachin, sobre a constitucionalidade do Regimento Interno da Câmara.

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REGIMENTO NÃO DÁ MARGEM A DÚVIDAS

Vejam o que diz o Regimento Interno da Câmara:

Art. 188. A votação por escrutínio secreto far-se-á pelo sistema eletrônico, nos termos do artigo precedente, apurando-se apenas os nomes dos votantes e o resultado final, nos seguintes casos:

§ 1° A votação por escrutínio secreto far-se-á mediante cédula, impressa ou datilografada, recolhida em urna à vista do Plenário:

I – quando o sistema eletrônico de votação não estiver funcionando;

II – no caso de pronunciamento sobre a perda do mandato de Deputado ou de suspensão das imunidades constitucionais dos membros da Casa durante o estado de sítio;

III – para eleição do Presidente e demais membros da Mesa, do Presidente e Vice-Presidentes de Comissão Permanente, dos membros da Câmara que irão compor a Comissão Representativa do Congresso Nacional, dos dois cidadãos que irão integrar o Conselho da República, e nas demais eleições.

§ 2º Não serão objeto de deliberação por meio de escrutínio secreto:

I – recursos sobre questão de ordem;

II – projeto de lei periódica;

III – proposição que vise à alteração de legislação codificada ou disponha sobre leis tributárias em geral, concessão de favores, privilégios ou isenções e qualquer das matérias compreendidas nos incisos I, II, IV, VI, VII, XI, XII e XVII do art. 21 e incisos IV, VII, X, XII e XV do art. 22 da Constituição Federal;

IV – autorização para instauração de processo, nas infrações 36 Resolução no 22, de 1992.

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AS ELEIÇÕES SÃO SECRETAS

Nariman Lopes Besch

A mim, parece que este artigo está tratando apenas de votações secretas. As separações são por votações eletrônicas ou por cédulas. E as exceções, as votações abertas, estão listadas no final do artigo. Se é inconstitucional, são outros quinhentos.

Mas o Ministro Barroso omitiu, propositadamente o último trecho, talvez até porque ele achou que o trecho se relacionava apenas a eleições secretas, o que não era o caso, e sim eleições secretas por cédula. Aliás o inciso III é uma idiotice, deveria dizer apenas “em todas as eleições” e pronto, porque o “e nas demais eleições” tornou-o redundante. Basta ver que as exceções à votação secreta estão enumeradas no final do artigo (parágrafo 2º).

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CONHEÇA O VOTO DE FACHIN

Ednei Freitas

Confira agora o voto do ministro Édson Fachin (relator) sobre a legitimidade de se seguir o Regimento Interno da Câmara dos Deputados, reconhecendo, portanto, a legitimidade do voto secreto:

“ADPF 378 MC/DF

  1. e) em relação à análise dos pedidos cautelares “b” e “c”, entende que o artigo 38 da Lei 1.079/50, ao possibilitar a aplicação subsidiária dos regimentos internos da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, não incorreu em inconstitucionalidade. Assevera não haver impedimento para que “as casas do Congresso Nacional, com base na competência que lhes conferem os arts. 51, III, e 52, XII, da Constituição, estabeleçam regras de funcionamento, relacionadas ao procedimento interno a ser observado no processo e julgamento de agentes públicos por delitos de responsabilidade” (eDOC 87, p. 33). Defende, entretanto, que tais disposições regimentais devem restringir-se à disciplina interna das casas legislativas, não cabendo a elas inovar no ordenamento jurídico;”

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Fica mais do que comprovado que o ministro Luís Roberto Barroso, numa manobra falaciosa, usou a péssima imagem do presidente da Câmara, Eduardo Cunha, para convencer os demais ministros de que ele tentara manipular o rito do impeachment.

─ “Considero, portanto, que o voto secreto foi instituído por uma deliberação unipessoal e discricionária do presidente da Câmara no meio do jogo”, sentenciou Barroso, inventando um procedimento do presidente da Câmara que jamais existiu, pois o voto secreto é uma das mais importantes tradições do Legislativo, adotado justamente para evitar pressões do Executivo, como ocorre no caso presente. Barroso, portanto, mentiu descaradamente. E Lewandowski completou a pantomima, ao transformar um julgamento primário de liminares em julgamento definitivo do mérito da causa. (C.N.)

“PEDALADA” DO SUPREMO SÓ SERÁ CORRIGIDA COM NOVO JULGAMENTO

Charge de Chico Caruso (reprodução de O Globo)

Jorge Béja

Na sessão que julgou a ação de Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) do PCdoB contra a Lei do Impeachment, o Supremo também deu sua “pedalada”. Com isso, feriu gravemente o princípio constitucional do devido processo legal. O erro de procedimento (“error in procedendo”) agora precisa ser reconhecido e corrigido pela Corte.

Registra-se aqui, na Tribuna da Internet, outra anomalia neste julgamento. A primeira foi a omissão dos ministros a respeito dos efeitos do julgamento, se pretéritos (“ex tunc”) ou se apenas para o futuro (“ex nunc”). Mas com a percepção agora de mais uma gravíssima irregularidade, que vai exposta e explicada a seguir, aquela questão sobre a modulação dos efeitos deixa até de ter importância.

ERA SÓ JULGAMENTO DE LIMINARES

A Lei 9882/99 é a que regula e dispõe sobre o processo e julgamento da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental. Lei curta, com 14 artigos apenas. Ela estabelece dois ritos, dois caminhos a percorrer. Um, quando o autor da ação requer que os pedidos formulados sejam concedidos por antecipação, através de liminar em Medida Cautelar, até que o mérito seja julgado. Outro, sem pedir liminar.

Quando há Medida Cautelar com pedido de liminar – como foi o caso da ação do PCdoB –, o ministro relator submete o(s) pedido(s) de liminar(es), ou seja, a Medida Cautelar, ao Pleno da Corte, após ouvir no prazo de 5 dias todas as partes contra as quais a ação foi dirigida. E o plenário se reúne em sessão e decide, pela concessão ou pelo indeferimento da(s) liminar(es).

Foi este o caso da ADPF do PCdoB contra a Lei do Impeachment. Na ação, o partido, por meio de Medida Cautelar Incidental, pediu várias liminares.

NÃO HAVIA JULGAMENTO DE MÉRITO

Afinal de contas ­– e é aí que se praticou a “pedalada” – aquela sessão plenária dos dias 16 e 17 do corrente mês de dezembro examinava e julgava, exclusivamente, a concessão ou não das liminares. Para isso a sessão foi convocada, foi aberta e instalada. Não era uma sessão para julgar o mérito. Esta ficaria para uma outra data, muito mais adiante, após cumprido o rito que a lei prevê para que a ADPF tivesse prosseguimento após o pronunciamento da Corte sobre as liminares.

Diz o artigo 6º da referida lei que, após a Corte apreciar o(s) pedido(s) de liminar(es), o relator volta a dar prazo de 10 dias para que as partes contrárias se manifestem, pela segunda vez, podendo arguir tudo quanto lhe seja legítimo em sua defesa. E somente após o decurso deste prazo de 10 dias para que as partes acionadas apresentem suas contestações é que o relator apresentará seu relatório com pedido de dia para julgamento final, o julgamento de mérito. A conferir:

“Artigo 6º – Apreciado o pedido de liminar, o relator solicitará as informações às autoridades responsáveis pela prática do ato questionado, no prazo de 10 dias”.

“Artigo 7º – Decorrido o prazo das informações o relator lançará o relatório, com cópia a todos os ministros, e pedirá dia para julgamento”.

UMA ‘PEDALADA” E TANTO

E isso aconteceu? A resposta, induvidosamente, é negativa. Mas por uma “pedalada” que partiu do ministro presidente Ricardo Lewandowski, o STF transformou aquele julgamento preliminar, que tinha a única a exclusiva finalidade de examinar e decidir sobre as liminares na Medida Cautelar, em julgamento de mérito, em julgamento final, derradeiro e irrecorrível!!! Meu Deus, onde estamos?

A pedalada foi bem no finalzinho da sessão do dia 17, quando o ministro Ricardo Lewandowski se dirigiu ao ministro Fachin, relator, e sugeriu que aquela sessão fosse convertida em julgamento de mérito, ou seja, em decisão final. E na última linha da Ata se lê: “Ao final, o Tribunal, por unanimidade, convertou o julgamento da medida cautelar em julgamento de mérito”.

Errado. Isso não poderia ter acontecido. Foi uma “pedalada”. Uma “pedalada” e tanto. Nem os ministros estavam preparados para estudar a causa, consultar legislações e regimentos internos, da Câmara e do Senado, e proferir um voto com inteiro e completo conhecimento da causa. Todos foram para a sessão para examinar e decidir apenas e tão somente a respeito das liminares requeridos na Medida Cautelar. Meramente cautelar. Meramente liminar. Daí o prevalecimento daquela mutilação que o ministro Barroso fez na leitura do Regimento interno da Câmara, quando não leu a parte final do dispositivo que estendia “às demais eleições” o voto secreto.

É PRECISO CORRIGIR O QUE ESTÁ ERRADO. E JÁ.

É preciso ingressar com Embargo de Declaração ou mesmo Mandado de Segurança para que esta histórica anomalia, este erro notável não prevaleça. E com quatro pedidos:

1) para que a Corte declare e reconheça que aquele julgamento proferido em sede de mera Medida Cautelar jamais poderia ter sido convolado em julgamento de mérito;

2) para que a Corte, em consequência, exclua da Ata aquela parte que anota “Ao final, o Tribunal, por unanimidade, converteu o julgamento da medida cautelar em julgamento de mérito”;

3) para que a Corte declare que os resultados das votações prevalecem no que se refere às liminares concedidas:

4) para que a Corte volte a restabelecer, a partir da votação sobre os pedidos de liminares, o curso regular do processo da ADPF do PCdoB, avançando-se nas fases seguintes e previstas nos artigos 6º e 7º da Lei nº 9882, de 1999.

Somente assim, finalmente, o Supremo estará fazendo Justiça.

Insólito mundo de Dilma na visita ao Nordeste

Quase fim de dezembro de 2015. Sigo, a uma distância crítica, razoavelmente segura, a passagem da presidente Dilma Rousseff pelo Nordeste. Ela chega para apresentar, entre a Bahia e Pernambuco, o seu novo bailado da coreografia pós-Joaquim Levy, ensaiado em Brasília na escolinha do “galego Jaques Wagner”, segundo define uma amiga jornalista que sabe das coisas, ao explicar alguns passos da mandatária  – nesta sua nova viagem em busca do tempo perdido.

“Ninguém volta ao que acabou”, diz o samba de Chico Buarque, mas não custa tentar… Propagam assessores e áulicos do Palácio do Planalto, alguns deles tentando esconder a indisfarçável chapa branca: “a presidente viaja em agenda positiva”, na tentativa de melhorar preocupantes índices de desconfiança e rejeição, a ela e ao seu instável e desconexo governo, na região de sua maior mina de votos: área crucial, portanto, na estratégia para a pretendida manutenção (apesar de tudo) do projeto de poder do PT e seus aliados.

“Tudo demorando em ser tão ruim”. Ressoam os versos do samba de Caetano e Gil.

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Os principais  indicadores econômicos, políticos, morais, de desenvolvimento humano e sociais despencam a cada novo anúncio de índices, das agências e órgãos de credibilidade nacionais ou internacionais, sem apresentar sinais de reação de melhoras para tão cedo. Principalmente quando se tem como perspectiva o ano novo que está chegando.

Vejam exemplos da Bahia, enquanto a presidente Dilma baila, ri, desacata alguns adversários, divide o palanque com outros (um deles o prefeito do DEM, ACM Neto, que flutua em popularidade nas pesquisas de opinião), para evitar vaias na festa de inauguração da estação do metrô no histórico bairro de Pirajá, e banca a valente em sua passagem.

A importante montadora da Ford, em Camaçari, acaba de mandar para a rua 2.000 trabalhadores ao extinguir o turno noturno da fábrica baiana, em razão da devastadora queda de mercado para os carros que produz, na região metropolitana de Salvador. Amarga notícia de fim de ano, já se vê. Ainda mais quando se sabe que, até recentemente, a montadora de Camaçari era citada aos quatro ventos como modelo industrial a ser seguido em toda a América Latina: de modernidade, de dinamismo, de produtividade, de vendas…

Depois que a chinesa JAC Motors sepultou de vez o seu projeto de também construir uma montadora em Camaçari – anunciada no meio de muitas viagens, festas e propaganda, no governo petista de Jaques Wagner (agora na direção da Casa Civil), – não poderia haver pior notícia para a Bahia e para a região.

A presidente do Brasil e o ex – sindicalista governador da Bahia, Rui Costa, ambos do Partido dos Trabalhadores, montaram palanques festivos, esta semana, na capital e em Camaçari (como exigiam assessores governamentais, interessados da politica e sumidades da propaganda oficial da interminável obra do metrô e do programa Minha Casa Minha Vida).

Provavelmente, embriagados de orgulho e emoção pelo mote e refrão “Vovó, olha o Metrô!”, (da insólita peça de marketing espalhada, a peso de ouro em tempo choroso de crise, pelos jornais, sites da Internet, blogs, emissoras de rádio e televisão), a mandataria e o governador desfilaram aparentemente alheios ao fato de graves reflexos econômicos e sociais em Camaçari, no estado e no país.

Sem uma palavra sequer sobre atitudes, providências ou mesmo de indignação – como seria justo esperar de governantes preocupados e responsáveis. Nem mesmo uma mensagem formal de conforto à nova leva de desempregados, que se sobrepõe, agora, ao desastre anterior da paralização das obras monumentais no Estaleiro do Paraguaçu, em Maragogipe (Recôncavo Baiano). Outro engodo administrativo, político e eleitoral levado a efeito no Nordeste. Este sob a bandeira despedaçada da Petrobras (orgulho nacional). Impossível esquecer o palanque da inauguração do estaleiro de Maragogipe, em cima do qual a presidente, governantes e políticos petistas e aliados (baianos e nacionais) festejavam com os donos e executivos de grandes empreiteiras. Vários deles apanhados em grossa prática de ilícitos criminais e corrupç&atil de;o, pela Operação Lava Jato (a exemplo de Marcelo Odebrecht e Ricardo Pessoa), que passaram o Natal na cadeia.

Depois, com aparente novo alento do respiradouro de oxigênio de emergência, ofertado na crise pelo Supremo do ministro Lewandowski, a presidente Dilma seguiu viagem para Pernambuco. Na beira do rio da minha aldeia ela foi continuar tentando vender outra custosa, interminável e agora, após a “batida” da Polícia Federal na Operação Vidas Secas (extensão da Lava Jato) mais que suspeita fantasia dos governos Lula-Dilma: o sucesso das obras de transposição das águas do Rio São Francisco.

Insólito mundo de Dilma e seu governo, evidenciado na rápida visita ao Nordeste.  A presidente cancelou a parada prevista para o Rio de Janeiro, (assustada com o tamanho do caos na saúde e o vulcão instalado na vizinhança da sede da Petrobras) e tratou de retornar a Brasília. Agora, entrincheirada no Palácio do Planalto, sob a guarda de Wagner e Lewandowski, espera 2016 chegar. A conferir.

Dilma Rousseff na Casa de Cultura do Pelourinho, Salvador, BA  (Foto: Ichiro Guerra)Dilma Rousseff na Casa de Cultura do Pelourinho, Salvador, BA (Foto: Ichiro Guerra)

LULA: O OGRO PILANTRÓPICO

IPOJUCA PONTES

O ogro é uma figura mitológica voraz e insaciável, cuja particularidade é devorar tudo e a todos. A palavra ogro vem do latim, orcus, que significa inferno. Filantrópico vem de filantropia, o ato de se fazer caridade, ajudar o próximo sem desejar nada em troca. O vosso Dr. Lula, devoto da luta de classes, não é propriamente um filantropo, mas, sim, como sabido, um pilantra ambulante, tipo refinado na arte de passar a perna na patuleia ignara (o que vem fazendo, sem pudor, há mais de três décadas). Por oportuno, vamos tratar de algumas facetas deste assombroso personagem.

 

Antes de mais nada convém anotar que o ogro do ABC não seria mais que fenômeno passageiro caso não fosse incensado pela mídia amestrada, dia e noite, desde que pintou no pedaço. Diga-se, de passagem, que a imprensa cabocla, totalmente dominada pelo ativismo esquerdista, encampa, por tradição, todo tipo de fanático ou picareta capaz de entoar a cantilena comunista (seja leninista ou gramsciana).

 

No histórico, essa gente nunca vacilou em  alardear a “liderança carismática” do ogro pilantrópico, logo reconhecido como um “quadro genuíno” a ser cooptado a todo custo. Além de astuto, ambicioso e ignorante, o operário relâmpago seria capaz, segundo o comparsa Leonel Brizola, de “pisar o pescoço da própria mãe para chegar ao poder”.

 

A figura foi um achado para as hordas comunistas, aparentemente esfaceladas pelos milicos. Cevado nos antros da teologia da libertação e da “intelectuária orgânica” da USP, o títere de pronto foi enviado para a Alemanha Oriental, onde recebeu tratamento de choque em cursilhos ministrados pela  ortodoxia da STASI. No regresso, mostrou-se afiado no vociferar da decoreba vermelha. Daí a fundar um partido “hegemônico” e chegar ao poder, “pisando o pescoço da própria mãe”, foi um passo. Em seguida, para mantê-lo, o ogro “fez o  diabo” e armou com mão de ferro o Estado Socialista do PT, hoje considerado o mais corrupto do mundo, embora atravesse fase agônica.

 

O exemplo de como a imprensa amestrada venera ídolos de pés de lama verificou-se quando o puxa-saco Roberto D’Ávila, outro membro da patota, entrevistou o companheiro Lula na Globo News, uma emissora a serviço da desinformação. Nela, o ogro pilantrópico, no momento às voltas com inúmeras denúncias da operação Lava-jato, mentiu adoidado, distorcendo os fatos mais notórios ao sabor da sua completa amoralidade. Diante das câmeras, com irrefreável lógica de botequim, o ogro atropelou como quis o falso entrevistador que, de resto, manteve-se fiel ao hábito de “levantar a bola” para o arremate dos companheiros de viagem.

 

Lula vociferou tal qual a figura do fingidor histérico, tipificado na patologia como o doente que diz uma coisa que sabe que é mentira e a sustenta, publicamente, na maior cara de pau. Escondido no bunker do Instituto Lula, onde armou a entrevista-farsa, o ogro mentiu desvairado, o quanto pôde, para eventuais telespectadores, sempre rodeado pelos cupinchas da CUT, UNE e MST, claque cativa e bem remunerada. Em determinado instante, Lula, um sujeito rico com milhões de reais investidos em especulações financeiras, chefe de família dona de 17 empresas capitalistas, garantiu que ninguém apareceu quando era presidente para lhe oferecer sequer “uma pêra”. Em ato falho, porém, sofismou em defesa própria: no Brasil, “… aquele cara que parece um santo, na verdade é um bandido. O que parece bandido é um santo”. É preciso mais?

 

Na dura realidade, no País conflagrado pelo socialismo petista, as chamadas instituições oficiais afundam na desídia e na dissolução, o desemprego ultrapassa a casa dos 10%, a inflação galopa em dois dígitos, o PIB desaba, o descrédito externo avança e a dengue, a zika e a chikungunya massacram a população carente. Numa reação previsível, a maioria indignada, mesmo descrente, manifesta nas ruas sua repulsa contra o governo corrupto ostentando o boneco ladravaz de Lula, símbolo da miséria física e moral que estigmatiza a nação.

 

Enquanto isso, nos palácios de Brasília, a caricata Dilma Rousseff, factotum de Lula, se aferra ao poder contra a vontade de 84% da população. Com o governo falido pelo roubo público, ela informa que o País atravessa crise passageira e promete mundos e fundos, inaugurando obras inexistentes em viagens dispendiosas nas quais se vende como vítima de golpes tramados pelos adversários políticos.

 

Quer dizer: estamos ferrados.