Polícia de Vargem Grande recupera carro roubado no Piauí

IMG-20160401-WA0005

Uma guarnição da polícia militar composta pelos policiais Soldados Lúcio, Hélio , Marques e o investigador da Civil, Marcos, prenderam ontem em poder de Antonio Gouveia de Sousa Junior  um veículo Corsa Hatch de placas LVG 4735 de Piripiri- Piauí. Junior ao prestar depoimento na polícia relatou que trocara uma moto Bros de sua propriedade,  no veículo com um desconhecido. A polícia identificou que o veículo fora roubado no início do mês passado durante um culto na Igreja Pentecostal em Piripiri. De acordo com a polícia o veículo é de propriedade do Sr. Gildvan Souza Freitas, que foi abordado por um senhor de nome Jesiel Alves dos Santos que demonstrando interesse em comprar o veículo, pediu para dar uma volta e nunca mais retornou. Gildvan registrou o BO e ainda hoje irá receber seu carro na Delegacia de Polícia de Vargem Grande.

DEPUTADOS EVANGÉLICOS TÊM MOTIVOS PARA APOIAR O IMPEACHMENT

Neste evento em São Paulo, Lula ridicularizou os evangélicos

Carlos Newton

Na sua arrogância e prepotência, o ministro sem pasta Luiz Inácio Lula da Silva pensou que poderia virar o jogo, manter o PMDB na base aliada e convencer outros partidos importantes, como PP, PR e PSB, a rejeitarem o pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff. Mas tudo era uma grande ilusão de sua postura megalomaníaca. Lula chegou cheio de gás em Brasília, na terça-feira, e logo iniciou os encontros com dirigentes dos partidos que aparentemente ainda fazem parte de base aliada. Foi um decepção. Nenhum deles aceitou apoiar Dilma na votação do impeachment.

A resposta foi sempre a mesma: o Diretório Nacional ainda não decidiu, vamos aguardar mais um pouco, temos de ouvir as bases, e por aí em diante. Enquanto isso, os assessores do Planalto fazem e refazem os cálculos das expectativas da votação na Câmara, que será no próximo dia 17 ou, no mais tardar, no dia 24 de abril, embora já se especule que possa ser no feriado do dia 21, dedicado a Tiradentes.

Como se sabe, o Planalto só tem garantidos os deputados das bancadas do PT, PCdoB, PSOL e PDT. Representam um total de apenas 96 votos, mas há possibilidades de defecções, especialmente no PDT, que na hora da verdade não vai querer segurar a alça do caixão. Portanto, o Planalto tem de se virar para arranjar mais uns 100 deputados dispostos ao sacrifício de apoiar um governo que nem existe mais, uma missão impossível até para Tom Cruiser, e Lula não está mais em idade de fazer aventuras.

SEM OS EVANGÉLICOS

No desespero, Dilma está oferecendo o céu e a terra, mas o chão vai desmoronando aos seus pés. Os deputados evangélicos são importantíssimo para evitar o impeachment, mas não querem mais assunto, especialmente com Lula, que voltou a ridicularizar os “crentes”, em recente conversa grampeada com o prefeito carioca Eduardo Paes. Aliás, em oportunidades anteriores, os dois personagens da reveladora gravação já haviam expressado uma visão pouco respeitosa em relação aos evangélicos.

Desde sua criação, na Constituinte, a Frente Parlamentar Evangélica tem muita importância no Congresso. Reúne deputados e senadores dos mais diversos partidos, e eles não esquecem que Lula, em 21 de maio do ano passado, em evento promovido em São Paulo pela Confederação dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf), fez a seguinte afirmação:

“Os pastores evangélicos jogam a culpa em cima do diabo. Acho fantástico isso. Você está desempregado, é o diabo, está doente, é o diabo, tomou um tombo, é o diabo, roubaram o seu carro, é o diabo”, disse o ex-presidente, arrancando gargalhadas da plateia. “Eu acho legal (culpar o diabo) porque é direto. Não tem nem investigação. É direto. O culpado está ali. É a teoria do domínio do fato”, acrescentou Lula.

Ainda não satisfeito, Lula ridicularizou também a cobrança de dízimo pelos pastores. “E a solução é Deus. Paga o seu dízimo que Jesus salvará”, afirmou.

Nada como um dia atrás do outro, diz o ditado. Agora, Lula precisa desesperadamente do apoio dos 90 parlamentares evangélicos do PR, PRB, PSC etc. e tal.

O NÚMERO É 171

A liberação das respectivas bancadas pelo PSD, PR, PP e outros partidos da base aliada deverá dificultar ainda mais o trabalho de Lula para salvar Dilma Rousseff do impeachment. A presidente precisa de pelo menos 171 votos para barrar o impeachment na Câmara.

Vários veículos de comunicação e experientes jornalistas têm divulgado erroneamente que o governo precisaria contar com 172 votos na Câmara. Na verdade, o número é mesmo 171, porque o presidente da Câmara, segundo o Regimento Interno, não tem direito de votar. E o resto é paisagem, como dizia o genial escritor Érico Veríssimo.

O IMPEACHMENT E O ESTADO DEMOCRÁTICO DE DIREITO

A sociedade brasileira está em plena ebulição e Brasília ferve politicamente com os embates, muitos de fundo ideológico, em que a prevalência do bom senso está sendo solapada pelos gritos e tentativas de interpretar (sob sua ótica) os critérios jurídicos que devem imperar numa democracia.

Discussões sobre o prisma da aplicação das regras gerais do processo de Impeachment já foram decididas pelo Supremo Tribunal Federal e sob essa decisão é a Câmara dos Deputados está pautando a sua atuação.

Como Ouvidor Geral da Câmara dos Deputados, tenho a obrigação de analisar com tranquilidade jurídica e política e decidir sobre a admissibilidade do processo de impeachment.

Farei com base no futuro relatório que será apresentado pelo meu Líder partidário do PTB e votado pela Comissão Especial formulada para tal.

Tudo que for especulado sobre a minha posição é mera suposição política e a decisão final sobre o meu voto será tomada em respeito às centenas de milhares de eleitores que conquistei no Estado de São Paulo.

Do alto dos meus sete mandatos de Deputado Federal,  aprendi que a tomada de decisões no momento difícil de nossa República deve ser pensada e repensada com base em provas substanciais de cunho jurídico e político.

Qualquer manifestação a favor ou contra a admissibilidade do processo de impeachment poderá redundar na impugnação do nosso dever constitucional.

Espero que a sociedade paulista e os meus eleitores entendam que a sabedoria política é afirmar as suas posições no momento certo.

Nelson Marquezelli (PTB-SP) é deputado federal e Ouvidor Geral da Câmara dos Deputados

O PRENÚNCIO DO FIM

A decisão do PMDB, maior partido aliado ao governo de Dilma Rousseff, de deixar a base de sustentação às vésperas da votação do impeachment no Congresso Nacional é sintomática e escancara a que ponto chegou a fragilidade do lulopetismo até mesmo entre seus próprios apoiadores.

 

O que estamos assistindo neste primeiro momento é um verdadeiro leilão promovido pelo Palácio do Planalto, sem qualquer compostura, na tentativa de cooptar partidos e parlamentares, no atacado e no varejo, com o único objetivo de evitar o impeachment. Por outro lado, já se verifica uma reação: a investida indecorosa do lulopetismo parece não estar sensibilizando a ampla maioria desses partidos, o que pode levar a um isolamento cada vez maior da presidente da República.

 

Além de não contar com o apoio da sociedade brasileira, que defende o impeachment de forma majoritária – 70% da população deseja o afastamento de Dilma, de acordo com os principais institutos de pesquisa –, o governo lulopetista começa a sofrer um evidente processo de implosão de sua outrora gigantesca base parlamentar. Trata-se de uma consequência natural da total inaptidão e incompetência da chefe do governo em angariar apoio mínimo entre as legendas que durante anos a sustentaram e hoje demonstram não ter mais nenhum interesse em se associar a uma presidente que levou o país ao atoleiro político, econômico e moral.

 

A pressão dos movimentos sociais e dos cidadãos em geral, cansados do desmantelo que assola o Brasil há 13 anos, é fundamental para que os partidos da base lulopetista continuem se movimentando em sentido contrário ao do governo. Se há um poder da República sensível à voz das ruas, este é o Legislativo. Para que se tenha uma ideia, além do PMDB, outra legenda que já sinaliza o possível desembarque da base é o PSD, cujo presidente nacional, hoje ministro do governo Dilma, anunciou a liberação da bancada do partido para que cada parlamentar vote de acordo com sua consciência sobre o impeachment, o que dá a medida do desprestígio da presidente da República neste momento.

 

Entretanto, apesar de a situação do governo do PT se deteriorar a cada dia, em meio ao agravamento da crise econômica e aos desdobramentos das investigações da Operação Lava Jato, é necessário termos a compreensão de que a luta não será fácil. Não tenhamos a ingenuidade de imaginar que processos políticos como o impeachment são como passeios plácidos ou travessias tranquilas, muito pelo contrário. Na democracia, a luta política se dá por meio do confronto legítimo de ideias – e não devemos temer esse embate, mas enfrentá-lo com coragem e altivez. A dureza desses choques democráticos, que serão ainda mais intensos a partir de agora, não pode intimidar as pessoas nem arrefecer o ímpeto daqueles que lutam pelo impeachment.

 

Os governos de Lula e Dilma aparelharam o Estado brasileiro durante os últimos 13 anos e é evidente que todos esses que se locupletaram, de forma desbragada, das benesses estatais não entregarão seus nacos de poder tão facilmente e sem apelar às artimanhas mais sórdidas. É o que se vê agora, por exemplo, com o loteamento desavergonhado de cargos de alto e baixo escalão para que os partidos menores que fazem parte da base aliada não tomem o mesmo rumo do PMDB e abandonem o barco.

 

O desespero de Dilma, Lula e do PT, que veem no horizonte uma grande possibilidade de que o impeachment seja aprovado, não é menor do que o desejo genuíno da sociedade brasileira de se livrar de tamanho desmantelo. Os quase 10 milhões de desempregados em todo o país, segundo números divulgados pelo IBGE na última semana, e as mais de 4 mil fábricas fechadas em São Paulo em apenas um ano compõem o retrato fiel de um modelo que se exauriu e precisa urgentemente ser substituído para que a população volte a ter esperança no futuro.

 

Todas as forças políticas que votarem pelo impeachment devem ter a responsabilidade política de dar sustentação ao governo de transição, tal como aconteceu após o afastamento de Fernando Collor em 1992, quando Itamar Franco assumiu a Presidência. Não podemos repetir a irresponsabilidade do PT, que apoiou o impedimento de Collor, mas se opôs a Itamar naquela ocasião. Para ser bem sucedido, o novo governo terá de aprovar as reformas estruturantes de que o Brasil precisa para sairmos do buraco no qual fomos enfiados pelo lulopetismo.

 

Ferramenta democrática e constitucional, o impeachment está cada vez mais perto e será o primeiro passo para mudarmos o país. O prenúncio do fim do ciclo lulopetista, que já se desenha, marca o início de um novo Brasil.

 

Roberto Freire é deputado federal por São Paulo e presidente nacional do PPS 

PUBLICIDADE