Homem da mala do MST é preso com 55 mil que seriam distribuídos entre os manifestantes

 

Policiais militares do Distrito Federal prenderam um integrante do Movimento dos Sem Terra carregando uma mochila contendo R$ 55 mil que seria distribuídos para os manifestantes contra o impeachment em Brasília.

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Conforme os relatos dos policiais, o homem estava chegando ao acampamento do MST que fica ao lado do Teatro Nacional, no Plano Piloto, quando foi abordado pelos militares. Ele não soube explicar a origem do dinheiro e por isso foi dado voz de prisão.

Em começou a gritar e cerca de 100 manifestantes partiram pra cima dos policiais que foram obrigados a sair rapidamente do local conduzindo o homem e o dinheiro para a 5ª Delegacia da Polícia.
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Juiz enquadra Flávio Dino e orienta a ficar menos tempo nas redes sociais

“Talvez se o governador do Estado passasse menos tempo em redes sociais justificando e apoiando a má gestão dos outros, os problemas da gestão estadual seria menor (sic) e já tivéssemos um defensor público para atender o jurisdicionado desta comarca”, assim o juiz Paulo de Assis Ribeiro, da Comarca de Vargem Grande, se posicionou em despacho sobre um processo em que um cidadão não pode constituir um advogado pela ausência de defensores públicos na maioria dos municípios.

despachoO uso das redes sociais foi a melhor maneira em que o governador encontrou para divulgar seus atos, mandar recados para políticos da oposição ou defender o mandato da presidente Dilma Rousseff.

Neste aspecto, Flávio Dino foi seguido por vários auxiliares, a exemplo de Márcio Jerry que virou maníaco por Twitter.

A decisão do juiz foi relatada no dia 7 de abril. Do Blog Luis Cardoso.

CARBONOS 14

Por Fernando Gabeira.

DECISÃO DE FACHIN FACILITA MANOBRA DE CUNHA PELO IMPEACHMENT

Édson Fachin explica por que o Supremo não pode interferir

Isadora Peron e Gustavo Aguiar
Estadão

O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou seguimento a um mandado de segurança que tentava impedir que o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), adotasse regras que pudessem prejudicar o governo durante a votação do impedimento de Dilma no plenário.

Para o ministro, não cabe ao Supremo interferir em decisões internas do Legislativo e o presidente da Câmara tem liberdade para interpretar o regimento da Casa. “Requerer que o Poder Judiciário determine a interpretação correta de dispositivo do Regimento da Câmara dos Deputados é pedir indevida ingerência do Poder Judiciário sobre o funcionamento interno do Poder Legislativo, o qual é dotado de independência e autonomia para definir a conformação de seu funcionamento”, registrou o ministro.

Em seu despacho, Fachin reiterou diversas vezes esse entendimento: “Não é dado ao Poder Judiciário estabelecer qual é a interpretação adequada de dispositivo do Regimento Interno da Câmara sob pena de ofensa à independência e autonomia do Poder Legislativo”.

ORDEM DA CHAMADA

Na ação impetrada nesta segunda-feira, 11, o deputado Weverton Rocha (PDT-MA) alegava temer que Cunha não aplicasse de “maneira republicana” o que estabelece o regimento da Casa no dia da votação do impeachment. Ele justificou o seu pedido dizendo que o peemedebista já tinha se manifestado reiteradamente nos últimos dias, por meio da imprensa, dando a entender que iria adotar um procedimento que influenciasse na aprovação do impeachment de Dilma.

Para o deputado, o modelo mais adequado seria adotar a alternância entre parlamentares das regiões Norte e do Sul ou a chamada por ordem alfabética, como ocorreu no processo de impeachment do ex-presidente Fernando Collor de Mello, em 1992.

NA VÉSPERA…

Cunha, por sua vez, tem afirmado que vai definir como a votação do impeachment ocorrerá no plenário somente na véspera. Ele já declarou que vai “interpretar o regimento na hora”. Uma das ideias de Cunha é iniciar a chamada pelos deputados de Estados do Sul, onde há maior adesão ao impeachment, e finalizar com os parlamentares do Norte. A votação está prevista para começar na próxima sexta-feira, 15 e se estender até o domingo, 17.

Fachin foi relator da ação que estabeleceu o rito do impeachment no Supremo. Seu parecer, porém, não foi acolhido pelos demais ministros e ele mudou o voto. Mas em outras questões ele adotou posições que também iam de encontro ao interesse do governo e deixou claro o seu entendimento de que não cabia ao Supremo interferir em um processo político-jurídico como o do impeachment.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOGComo diria Roberto Carlos, a ordem na chamada dos votantes é apenas um detalhe. Seja qual for a maneira de a Mesa convocar os 513 votantes, o impeachment será aprovado. Podem apostar. (C.N.)

Togas roçagantes

Por Antonio Risério

Togo (Foto: Arquivo Google)

Em seu combate aberto à retórica bacharelesca que dominava o discurso brasileiro nas primeiras décadas do século passado, Oswald de Andrade disparou expressões inesquecíveis. “Cartolas na Senegâmbia”, por exemplo, escreveu num de seus manifestos incendiários. Mas se ele e seus companheiros modernistas, virando a mesa da cultura brasileira, chegaram a pensar que um dia iriam banir, de nosso horizonte discursivo, a oratória flácida e pomposa, enganaram-se redondamente.

Tento assistir hoje a sessões do Supremo Tribunal Federal, via tevê, e desisto. Impossível, para um simples leitor de Machado de Assis ou de Flaubert, aguentar a enxurrada de falas empertigadas, a pororoca dos adjetivos, a sinonímia sem fim. Aquelas “excelências” falam uma língua apenas remotamente aparentada com o português: jargão jurídico, caprichos de casta, travestidos de erudição linguística. Na verdade, o reino da boçalidade verbal. Da frase empolada. Da palavra selecionada menos para iluminar a análise do que para ornamentar as sentenças.

Mas, quando chega a vez do Congresso Nacional, a coisa fica ainda pior. Porque, tanto no Senado quanto na Câmara, a boçalidade se casa com a ignorância. Ao ouvir deputados e senadores massacrando solenemente a língua portuguesa, costumo me lembrar de uma expressão maravilhosa de Gregório de Mattos, o Boca do Inferno, putanheiro-mor de nosso barroquismo estético e literário: “quadrupedantes”. Sim, essas bestas congressistas, quando abrem a boca para emitir asneiras, revelam-se exatamente isso: quadrupedantes.

Não por acaso citei Gregório, escrevendo no século 17: o barroco não tem nada a ver com a incompetência verbal, com a incapacidade discursiva. Muito pelo contrário: Antonio Vieira que o diga, com o seu xadrez de palavras. A coisa desanda em diarreia verbal somente quando topamos com caricaturas de oradores. Nem a retórica, claro, é um mal em si. O problema não está na retórica, mas no cretino que pensa que sabe manejá-la. Como no caso dos deputados e senadores que acham que são “tribunos”, mas, nesse particular, não sabem distinguir entre uma carambola e uma capivara.

Tome-se, no extremo oposto, o caso de Barack Obama. Seus discursos são exemplos de retórica de primeira linha. Retórica precisa – e, não raro, brilhante. É uma diferença e tanto. Porque o que vigora hoje, no Brasil, é a suboratória balofa. Balofa e boçal. Seja da parte dos “sorbonícolas” (Rabelais) do STF, seja da parte dos quadrupedantes do Congresso.

A SITUAÇÃO É TENEBROSA E DILMA PODE IR DANDO ADEUS ÀS ILUSÕES

No plenário, Dilma pode ser atropelada pela “teoria da manada”

Carlos Newton

Uma das melhores definições de estatística é a de que se trata da “arte de torturar os números até que eles confessem o resultado que pretendemos”. Esta versão não está longe da realidade, porque sempre parece existir um jeitinho de fazer malabarismos com os números. No caso do impeachment de Dilma Rousseff, porém, é cada vez menor essa possibilidade de se conseguir um contorcionismo estatístico. O afastamento é praticamente uma realidade, a cada dia a situação piora, indicando que o afastamento da chefe do governo já pode ser considerado uma realidade palpável, como se dizia antigamente.

SUPREMO TENTOU AJUDAR

O Supremo até que tentou ajudar e deu uma bela contribuição à presidente Dilma. Com exceção de Gilmar Mendes e Dias Toffoli, os outros nove ministros conseguiram suspender por mais de dois meses o processo na Câmara, oferecendo ao governo e ao PT um tempo preciosíssimo para negociar e influir na Comissão do Impeachment, que acabou sendo formada da maneira mais conveniente possível à presidente Dilma, com o PMDB até trocando de líder na Câmara.

Mesmo assim, não adiantou nada. Apesar das pressões e negociações (algumas, altamente escusas) o resultado foi tenebroso.

AS APARÊNCIAS ENGANAM

Como se sabe, a Comissão do Impeachment votou a favor do parecer do relator Jovair Arantes (PTB-GO) por 38 votos a 27. Quer dizer, a grande maioria dos deputados (58,46%) resistiu às ofertas e conchavos e apoiou o processo, enquanto apenas 27 parlamentares (41,54%) votaram contra o afastamento da presidente.

Diante desses números, ainda há quem acredite que Dilma poderá se salvar no julgamento pelo plenário da Câmara. O raciocínio é linear: afinal, se ela conseguir os mesmos 41,54% dos votos dos deputados, terá seu mandato facilmente preservado, e com louvor.

Mas acontecem que esses números são enganosos. O impeachment é um fenômeno essencialmente político, como a Teoria do Dominó – quando a primeira peça cai, as demais vão desabando, inexoravelmente.

VIÉS DE ALTA

Entre os vários fatores que estão contra Dilma, um eles é a tendência (ou algoritmo, no moderno linguajar estatístico), com o viés de alta fortalecido pela “teoria da manada”, que sempre atrai votos de indecisos, já que maioria deles acaba acompanhando o lado que deve sair vencedor. Neste sentido, o resultado na Comissão (38 a 27) certamente deve influenciar alguns dos que deixaram a decisão para a última hora.

Segundo o Estadão, nesta segunda-feira (dia 11), o número de deputados que publicamente são favoráveis ao impeachment subiu para 298, enquanto os que são contra ainda estão em 123, com 49 indecisos e 43 que não quiseram se manifestar. Portanto, faltam 44 votos para o impeachment ser aceito, enquanto a presidente Dilma necessita de 45 votos para escapar do afastamento, caso não haja abstenções ou faltas. Pensem a respeito.

Outro fator importante é a rejeição ao governo Dilma, porque os políticos são sensíveis a este tipo de argumento. No impeachment de Collor, o então presidente da Câmara, Ibsen Pinheiro (PMDB-RS) definiu bem a questão, ao dizer que “esta casa sempre faz o que o povo quer”.

Há também a formidável pressão popular na internet, exercida sobre os indecisos. Muitos deputados vão disputar as eleições de prefeito neste ano e temem essas reações negativas. E quem faltar à sessão ou se abstiver, com toda certeza, vai ter de se explicar aos eleitores.

MALUF E COLLOR

Além de tudo isso, deve-se lembrar que a transmissão da TV será feita ao vivo e a cores, circunstância que motiva muitas deserções inesperadas, porque os deputados têm uma tendência a se preservarem politicamente. Em votações semelhantes no Congresso, em 1985 e 1992, quando a Presidência da República também estava em questão, Maluf e Collor amargaram traições que ninguém esperava. Com Dilma, não será diferente. De lá para cá, pouco mudou na política brasileira.

Wagner pede cabeça de vice se impeachment não for aprovado

Que gente! A batalha ainda está por vir, mas eles já anunciam: se forem vitoriosos, querem mais sangue. Não aprendem nada nem esquecem nada

Por: Reinaldo Azevedo

A arrogância dos petistas é dessas coisas sem par e sem precedentes na história. Jaques Wagner, aquele senhor que, quando deputado, pediu o impeachment de Itamar Franco, já anunciou qual será a nova frente de batalha do governo caso consiga barrar o impeachment na Câmara: a renúncia de Michel Temer!

Sim, acreditem, é isso mesmo que vocês leram. Wagner acha que Temer, nessa hipótese, não pode continuar porque o vazamento do áudio, em que o vice saúda a aprovação do impeachment o coloca “no papel de patrocinador e maior beneficiário desse golpe dissimulado”.

Em primeiro lugar, “golpe dissimulado” uma ova! Em segundo, gostaria de saber como o senhor Wagner imagina que poderia obrigar o outro a renunciar — isso, insista-se, na hipótese de o impeachment não ser aprovado.

Então ficamos assim: Dilma cometeu crime de responsabilidade. Está demonstrando. Diz que não renuncia de jeito nenhum. Também não aceita o impeachment. No momento, ela e seus valentes cometem crimes de improbidade às pencas para tentar impedir a aprovação da denúncia — crimes que também podem motivar impeachment, diga-se.

Ainda assim, antes mesmo que aconteça a votação na Câmara, o senhor Wagner está pedindo a cabeça de alguém que também foi eleito, contra quem não existe denúncia nenhuma.

Com aquela fineza de pensamento que tão bem o caracteriza, disse Wagner em entrevista coletiva:
“Depois de assumir a conspiração, o mínimo de coerência com o que ele fez é, uma vez derrotada a conspiração, ele renuncie, porque vai ficar um clima insustentável, insuportável”.

Qual conspiração? Ela só existe na mente perturbada deste que, agora, nem ministro é. De resto, alguém precisa avisar o doutor que o cargo de vice não pertence à presidente da República. Ela pode demitir e nomear quem quiser para o seu ministério, mas o vice-presidente foi eleito pelo povo.

O clima ficaria “insuportável”, Wagner? É mesmo? E o que a presidente pensa fazer? Mandar cercar o Palácio do Jaburu? Mandar prender o vice-presidente? Pedir autorização ao Congresso para decretar estado de sítio e, assim, encarcerar conspiradores?

Imaginem vocês… Se o governo sobrevivesse, a primeira tarefa de Dilma seria tentar reconstruir uma maioria no Congresso para ver se conseguiria conduzir o barco até 2018 — o que, em qualquer caso, podem apostar, não vai acontecer.

Em vez de estar contando com essa possibilidade, os companheiros já ficam imaginando vinganças e expurgos.

Para lembrar frase conhecida: eles não aprendem nada nem esquecem nada.