Prefeita Aninha cumpre agenda em Brasília em busca de recursos para pavimentação em Presidente Vargas

 

 

A prefeita de Presidente Vargas Aninha (PDT), acompanhada do esposo José Augusto e do filho Júnior, esteve durante toda a semana em Brasília, em busca de recursos para o município. Esteve acompanhando a comitiva o prefeito de Água Doce do Maranhão Rocha Filho.

Na Capital Federal, a prefeita esteve reunida com o Diretor de Desenvolvimento Institucional do Ministério das Cidades Claudio Trinchão e solicitou que ele garantisse a liberação do convênio 821338, no valor de R$ 490.545,41, para a pavimentação em bloquete das vias públicas do bairro Jandia.

Apesar da crise política e também financeira que o governo federal enfrenta atualmente, Trinchão se mostrou muito solicito em ajudar a cidade de Presidente Vargas com esse recurso que certamente ajudará bastante os moradores daquele bairro.

Através das redes sociais Aninha deu a notícia a população presvarguense: “Em busca de melhorias para a nossa Presidente Vargas, estive em Brasília com o Diretor de Desenvolvimento Institucional, Trinchão, buscando recurso para pavimentação em nossa cidade. A visita foi bem otimista e o diretor se mostrou muito interessado em atender as nossas solicitações”.Mais uma vez a prefeita Aninha demonstra o seu amor e o interesse de ver Presidente Vargas e seus filhos vivendo dias melhores. Uma atitude corajosa que enobrece a administradora que não se curva para a crise e vai em busca do melhor para a cidade que dirige. Do Blog do Alpanir com adaptações de José de Fátima.

TCE desaprova contas do ex-prefeito de Presidente Vargas Gonzaga Júnior e aplica multa de R$ 35 mil

 O Tribunal de Contas do Estado do Maranhão (TCE/MA) desaprovou, na manhã de hoje, 13/04, as prestações de contas apresentadas pelos seguintes gestores públicos: Carlos Pereira Machado (Senador Alexandre Costa/2009), com multas no total de R$ 14.000,00; Luiz Gonzaga Coqueiro Sobrinho (Presidente Vargas/2012), com multa de R$ 35.400,00 e Pedro Gomes Cabral (Mirador/2008), com débito de R$ 65.567,02 e multas no total de R$ 15.956,00.

Germano Martins Coelho (Loreto/2009) teve suas contas aprovadas com ressalvas, com multas no total de R$ 16.400,00. Entre as câmaras municipais foram julgadas irregulares as prestações de contas de: Carlos Magno Duque Bacelar Sobrinho (Afonso Cunha/2011), com débito de R$ 1.721,00 e multas no total de R$ 14.008,00; Getúlio Nogueira Guimarães (Gonçalves Dias/2013), com débito de R$ 167.620,00 e multas no total de R$ 42.280,00 e Maria Nazaré Pinheiro Nogueira (São Bento/2007), com débito de R$ 33.726,30 e multas no total de R$ 37.672,00. DoBlogdo Alpanir

Do zero ao infinito.

 Coluna Carlos Brickmann
Há quem prefira esta Dilma que se elegeu aliada a Temer ao Michel Temer que se elegeu ao lado de Dilma. Há quem lute contra Renan, ministro de Fernando Henrique, para derrubar Renan, homem-forte de Lula. Ou faça questão do Lula que combateu Collor, repudiando o Lula que se uniu a Collor.

Outros preferem o Governo Dilma da “faxina ética” à administração Dilma que comprou a tal refinaria, aquela. Há quem mate e morra para desmoralizar o Delcídio delator, que se atreve a contar o que sabe sobre seus antigos aliados e, digamos, colegas de trabalhos no Parlamento. Existe até quem seja favorável à demissão de Kátia Abreu, só porque era ruralista, virou ministra de Dilma e hoje é sua amiga de infância. Outros exigem a queda de Nelson Barbosa, substituto de Guido Mantega e seu eterno reserva no Ministério da Fazenda, porque preferem, surpreendam-se, o titular.

E os que querem a pele da Marina Silva que foi ministra de Lula para evitar que a Marina Silva que sugeriu o voto em Serra chegue forte às eleições?

Isso não quer dizer que tanto faz escolher um lado ou outro do impeachment. Não, nada disso: a queda do governo que paralisou a economia e dividiu o País em Nós e Eles é essencial para a retomada do diálogo entre os adversários e a volta ao desenvolvimento. Ou não, desde que o Governo, se vitorioso, retome as boas negociações. Não será fácil, mas é essencial.

É preciso fazer com que até políticos hoje nocivos voltem a trabalhar pelo País.

Cuidado com os Magos

Michel Temer é um homem educadíssimo, de uma cultura impressionante, grande conhecedor de política. Mas sempre que foi testado, digamos, não mostrou grandes resultados. Em São Paulo Orestes Quércia mandou no PMDB à vontade sem lhe dar a menor atenção. Temer chegou a ser o deputado eleito menos votado do Estado.

É claro que uma pessoa educada, habituada ao diálogo, é muito melhor que uma grosseira que trata os subordinados a palavrões. Mas não esperem milagres de Temer. Ele é sem dúvida melhor do que a maioria dos que existem por aí.

Mas vamos combinar que isto não é grande vantagem.

Não fui eu

Michel Temer garante que a mensagem que mandou ao PMDB, e que é uma mensagem de Presidente da República, vazou por causa de alguém sem cuidados.

Michel Temer é um sujeito que não fala nem boa noite para alguém sem antes pensar três vezes e aí se decidir que é muito perigoso, e não fala – o sujeito mais precavido do mundo.

De repente as coisas vazam e aparecem com essa facilidade toda. Coisas que ele queria dizer para o público que faria como presidente, mas sem dizer diretamente que era isso que estava fazendo.

Ele garante que foi mesmo sem querer. Então, tá.

Honra e verdade

Como na obra de Julio Cesar, Temer é um homem honrado, tão honrado quanto Brutus que era praticamente filho de Cesar, mas foi quem lhe deu a primeira facada – em defesa, claro, das instituições republicanas e contra o golpe.

Temer disse que não é candidato a presidente da República. Se ele, que é um homem honrado, diz que não é candidato, é porque não é. Não é assim que as coisas ocorrem na política?

Unha e carne

Um detalhe do ex-senador Gim Argello, que foi preso na nova fase da Operação Lava Jato, acusado de receber propinas das obras da Petrobras, está passando despercebido. É preciso lembrar que até há muito pouco tempo ele era o homem forte da Dilma Rousseff no Senado Federal, com privilégios que quase o levaram até ao Tribunal de Contas da União.

Argello foi um dos homens mais fortes da presidente Dilma Rousseff no Congresso Nacional. Ele a defendia com todo o vigor e atacava quem tomasse qualquer medida contra ela, com todo o furor, com a violência de quem busca um prato de dinheiro.

Observando à distância

Alguém terá visto a UGT, União Geral dos Trabalhadores, ligadíssima ao ministro Gilberto Kassab, nas manifestações pró-Dilma?

O tombo antecipado

Este colunista, sempre à frente dos fatos, se antecipou à luta em torno do impeachment. Caiu primeiro, fraturando braço e perna e sendo internado no Hospital Sírio-Libanês. Volta aos poucos, à medida que vai melhorando. Enquanto isso, a excelente Marli Gonçalves comanda o Chumbo Gordoe a Brickmann & Associados Comunicação.

Até breve!

No processo de impeachment, o direito vai vencer o conchavo.

 Por Janaina Paschoal
…Acadêmicos criam teses e convencem pessoas humildes a serem seus soldados: sem-terras, sem-tetos e presidiários. É a hora de saberem que não é justo pregar a guerra para os outros padecerem por suas causas…
Por Janaina Conceição Paschoal
Caros amigos do Brasil, estamos em uma semana decisiva. Notem como o Congresso Nacional trabalhou na última sexta-feira. Esse esforço concentrado já é decorrência do sentimento de que o Poder Legislativo é importante e necessário.
O trabalho jurídico está feito. A denúncia ofertada em face da presidente da República é forte e consistente. Estudamos muito e refletimos muito, antes de elaborá-la. Afinal, Hélio Bicudo, Miguel Reale Júnior e eu reunimos três gerações.
Ao lado do processo jurídico-político, faz-se necessário inaugurar uma nova fase no país. É preciso fazer com que o ser humano volte a acreditar no ser humano. Fortalecer as instituições, tão desmerecidas nos últimos tempos.
… Não importa a cor da sua pele, seu sexo, sua orientação sexual ou sua religião. Em certa medida, o país está nessa situação deprimente em virtude do império de um discurso de cisão.
Para tanto, peço que não enviem mensagens ofensivas aos parlamentares. Escrevam aos seus deputados e senadores, dizendo: “eu confio no Congresso Nacional! Eu confio que o direito vai vencer o conchavo. Deputado, honre sua cadeira e vote a favor do impeachment!”.
Não importa a cor da sua pele, seu sexo, sua orientação sexual ou sua religião. Em certa medida, o país está nessa situação deprimente em virtude do império de um discurso de cisão.
Dentro do palácio, aos olhos da presidente, já estão falando em pegar em armas. Mostremos que nossas armas são mais efetivas! Fujam das brigas, das discórdias, das polêmicas. Aos poucos, irão perceber que estamos muito além das coisas pequenas pelas quais eles se importam tanto.
Acadêmicos criam teses e convencem pessoas humildes a serem seus soldados: sem-terras, sem-tetos e presidiários. É a hora de saberem que não é justo pregar a guerra para os outros padecerem por suas causas.
Os mais vulneráveis não podem ser instrumentalizados. Eles devem ser incentivados a estudar e pensar por suas próprias mentes, ainda que venham a discordar de quem os auxiliou. Com seus discursos falsamente libertários, nas universidades professores reverenciam as drogas, fazendo com que nossos jovens sejam mais facilmente cooptados.
Chegou a hora de incentivar crianças e adolescentes a fazerem a revolução pelos livros, mantendo suas mentes livres de substâncias e doutrinas que só submetem. Livros escritos por vários autores, de diferentes correntes, para que os estudantes tenham elementos suficientes para escreverem seus próprios caminhos.
… Há mais de vinte anos, dedico-me ao direito penal. Para enfrentar as dores dessa área, ou o indivíduo já perdeu todas as esperanças, ou possui uma fé enorme no homem.
Eu estava falando muito sério quando, diante do Largo São Francisco, disse que o Brasil está carente de indivíduos com mentes e almas livres.
Não quero que concordem comigo, nem que me defendam, nem que me admirem. Somos todos humanos e, portanto, falhos. Quero que se fortaleçam no conhecimento, que reflitam e que voltem a confiar em vocês mesmos.
Para que essa nova onda positiva tome conta do Brasil, nesta semana seria interessante fazer uma boa ação, qualquer que seja ela: doar sangue, pagar um almoço para uma família carente, dar algo que ainda é relevante, visitar um doente, tocar um instrumento para alguém que esteja triste ou presentear uma criança com um livro. O melhor antídoto para a corrupção é o bem.
Há mais de vinte anos, dedico-me ao direito penal. Para enfrentar as dores dessa área, ou o indivíduo já perdeu todas as esperanças, ou possui uma fé enorme no homem.
Brasileiro, eu estou fazendo tudo isso por ter muita fé em você!

NÃO ERA PARA VAZAR

O vice-presidente Michel Temer nos últimos dias passou a ser desafiado por aliados e assessores para pensar no que dizer aos brasileiros no momento mais delicado da vida politica em tantos anos.

Dirigir-se à população num momento como esse exige cuidado, preparação, responsabilidade. Não há nada mais importante para um governante do que se comunicar com o Congresso, com a sociedade. E se comunicar direito, com clareza e equilíbrio. Era disso que se tratava esse breve discurso, esse áudio vazado.

Ser acusado de se preparar chega a ser estranho, um golpe ao bom senso. Governos eficientes são formados por pessoas previdentes, que desenham cenários e se programam para todos eles. Alguns se materializarão, outros não.

De prático: o vazamento é chato porque sempre rende discurso para o governo acusa-lo de golpista. Mas sabe o que o governo diria ser  nao tivesse vazado o discurso? Que o Temer é golpista. Não mudaria nada.

A sua explicação no JN mostrou que ele é humano, não é infalível. Não tentou ser um personagem feito a presidente Dilma, que nunca erra, nunca se engana. Que fala bobagem por não se preparar. O Temer se prepara, lê, discute, ensaia, pergunta, além de não ter medo da verdade.

De mais a mais, chato é quando o vazamento revela um crápula, alguém que nos holofotes se transforma num lobo em outra pele.

Posso estar errado ou estar sendo ingênuo, mas não vejo o dano à imagem que as primeiras analises mais ácidas (Moreno e Igor Gielow) identificaram. Muito pelo contrário.

Claro que o vice- presidente precisa esperar  pela votação de domingo. E o desafio dele começa, caso o impeachment passe, a partir daí.

Como montar um governo de primeira linha, com tantos interesses e desconfiancas? Com TSE e Lava-Jato, com feridos de guerra, com problemas sociais e econômicos. Com problemas politicos… etc etc etc…

Áudio de um vice-presidente se preparando pra fazer um discurso decente é muito diferente de um governista tramando contra o Estado, garantindo uma nomeação fictícia. Uma nomeação pra driblar o bom senso e a lei.

Podia não ter ocorrido, mas já que aconteceu e o vazamento revela um Michel Temer estadista, caramba, que venha “el toro”.  Que Deus lhe guie. Que Deus nos proteja!

 

Elsinho Mouco, responsável pela comunicação institucional do PMDB, é especialista em marketing político

MAZELAS DA INDÚSTRIA

Os diversos fatores (internos e externos) que concorreram para debilitar a economia brasileira no momento atual combinam-se de maneira diferenciada em sua ação deletéria pelos diversos setores e segmentos. Por isso, algumas atividades acusaram mais rapidamente os seus efeitos. Também por isso, outros segmentos foram afetados mais fortemente. No presente tópico, quero destacar especificamente o comportamento do setor industrial nessa época de crise e alinhavar algumas das características esperadas no período subsequente da sua recuperação.

De início, seria prudente observar que a forte redução observada nos meses mais recentes no setor terciário e, em especial, no comércio varejista, que apresentou a maior queda no volume de vendas dos últimos quinze anos, não deve ser generalizada ou estendida uniformemente aos demais setores, sem que se cometa um erro significativo de interpretação. De fato, em outros setores os efeitos foram menos pronunciados ou vêm ocorrendo de forma menos aguda. Por outro lado, existem segmentos econômicos que têm se ressentido da crise há mais tempo e de forma mais persistente, ainda que os seus indicadores apresentem quedas menos abruptas. Esse é especificamente o caso da Indústria, que pode ser apontada, sem risco de erro, como sendo o setor da economia nacional que mais se deteriorou nos últimos tempos. De fato, de acordo com o IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, a nossa produção industrial encerrou 2015 com o maior tombo registrado nos últimos doze anos (o recuo de 8,3% nesse ano é o maior desde 2003, quando teve início a série histórica dessa variável).

Existem várias explicações para esse comportamento peculiar da Indústria e algumas alcançaram dimensão significativa no contexto da crise atual. Uma das singularidades setoriais que seria importante destacar de início foi a sensibilidade do setor diante da realidade cambial que manteve a nossa moeda excessivamente valorizada por muito tempo e que somente foi corrigida, em parte, no último ano. Esse efeito prejudicou muito a competitividade das nossas indústrias no mercado globalizado, seja por dificultar as exportações dos produtos nacionais, seja por facilitar a entrada de similares estrangeiros no mercado doméstico. Essa razão, por si só, respondeu por uma parcela significativa da diminuição de performance do setor industrial brasileiro. Uma outra singularidade igualmente importante do setor industrial é a constatação de que esse tipo de atividade ressente-se muito mais pronunciadamente do agravamento de fatores que compõem o denominado “Custo Brasil”, em especial as deficiências na infraestrutura nacional (ferrovias, rodovias, portos, aeroportos, energia, comunicações, etc.). Essas duas peculiaridades do setor industrial acabam por somar-se a outros ingredientes que estão a prejudicar todos os demais ramos de atividade econômica, como a elevadíssima carga tributária e os níveis estratosféricos dos juros, que alcançaram patamares intoleráveis por conta da necessidade de combate ao recrudescimento inflacionário.

Paralelamente a tudo isso, eu gostaria de enfatizar, também, outra circunstância importante. A reconstrução, recuperação e reativação plena de um parque industrial, notadamente daqueles com características tão complexas e portentosas como já foi o brasileiro, demanda um tempo muito elevado. Em geral, esse tempo de recuperação costuma ser superior ao que foi aplicado na construção original ou na primeira implantação. Todas essas considerações já são de conhecimento geral e costumam ser apontadas em todas as regiões e países do globo, independentemente do seu estágio de desenvolvimento econômico. Em função delas, o setor industrial, por sua natureza estratégica, costuma ser justamente aquele que é mais protegido das adversidades na maioria dos países organizados e desenvolvidos. Em virtude disso, entendo que os esforços para a retomada do crescimento econômico no país deveriam incluir um elenco prioritário de ações aplicáveis especificamente à recuperação do nosso parque fabril e ao setor industrial como um todo. Seria uma medida prudente, estratégica e inteligente.

Rubens Menin é presidente do Conselho de Administraçao da MRV Engenharia e da Abrainc ( Associaçāo Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias)

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OS RESPONSÁVEIS SOMOS NÓS

Entre a presidente Dilma Rousseff e o vice-Presidente Michel Temer, a saída é dar um pelo outro e não querer volta. Estamos a quatro dias da primeira decisão da Câmara dos Deputados, sobre aprovar ou não o impeachment de Madame. Até reviravolta inusitada, são 304 deputados a favor da defenestração, 110 contra e 99 em cima do muro. Ainda não dá para mudanças, senão a de faltar vergonha em todos os quadrantes.

Mantidos esses números, tudo pode acontecer nos próximos quatro dias. Porque para aprovar a proposta, serão necessários, no mínimo, 342 votos. O governo fará tudo para não deixar a bancada oposicionista chegar a esse número, coisa que encerraria a tertúlia, apesar de deixar o Congresso em frangalhos. Não haveria mais como deputados e senadores se entenderem, os partidos se reduziriam a trapos sem forma nem cor, mas a presidente da República manteria seu mandato.

Vamos à hipótese oposta, com os adversários do atual governo chegando a 343 ou mais. Dilma estaria afastada do poder por 180 dias, até que o Senado desse a palavra final, afastando-a para o esquecimento, com Michel Temer assumindo seu mandato. Ou com os senadores sustentando por maioria a presidente, deixando-a no palácio do Planalto.

Semanas passarão até qualquer das soluções definitivas, mas todas cheirando mal. Porque com Dilma ou com Temer, o país não será mais o mesmo. Terá se transformado numa massa insossa e inodora, se é que nos últimos meses terá sido alguma coisa.

Em suma, raras vezes o Brasil atravessou momentos, horas ou dias de tanta angústia. Se não forem meses. Adianta muito pouco encontrar responsáveis , porque somos todos nós.

O BRASIL DESCENDO A LADEIRA

Em meio à crise, Lula está em campanha.

O resultado da Comissão de Impeachment deu o tom do que virá no domingo. Todos os parlamentares já sabem do resultado e “negociam” os seus futuros, eles enxergam mais à frente do que nós, bobos eleitores.

Torcemos e muitas vezes chegamos às vias de fato sem quaisquer razões, salvo os que se beneficiam diretamente do convívio parlamentar. Hoje são muitos, mais de trinta mil enganchados nos DAS(s) da vida pública. O Governo está aparelhado.

Neste momento é que aparecem os artistas.

Ora, o Michel Temer, fez “vazar” o vídeo com a mensagem clara para os eleitores de Lula. A capacidade de Lula de arregimentar os 20% de sua base, é suficiente para repercutir na mídia sua campanha a destempo, sem rédeas e sem a fiscalização do TSE. Dá “ibope” e o seu nome fica pululando no imaginário popular, é aí que reside sua vantagem.

Apostando na eleição que se avizinha, com o apoio incondicional do Senado, leia-se: Renan Calheiros, que também precisa de foro privilegiado, está a armar o maior golpe que este País sofrerá.

Lula é inescrupuloso. Todos vimos e ouvimos o tratamento que ele dispensa aos seus subordinados; todos são seus subordinados. Enxerga que sua chance de salvar sua biografia é o exercício da Presidência com a adoção de medidas  popularescas, tal a exigência do restabelecimento da economia com determinações heterodoxas, desprovidas de lastro científico, que mais postergam e aprofundam a crise econômico-financeira e social.

Aí a patuleia vai pra galera.

Lula é o cara!

A perpetuação do que está posto é uma hipótese real.

Não há mais tempo para a efetividade da República de Curitiba, ainda mais com a concreta hipótese de triunfo do PT.

Eduardo Cunha, Renan Calheiros, seus substitutos, Waldir Maranhão e Jorge Viana, todos comungam da mesma fé e clamam pelo mesmo desiderato.

Como imaginar que este cenário poderá ser diferente?

Ontem, Roberto Jefferson, no Programa Roda Viva da TV Cultura, a despeito de reconhecer seus erros e ter se convencido de tê-los pagos, foi enfático em afirmar: Lula é bandido, o mais bandido de todos e enfrentá-lo não é fácil. Não, não é.

Tanto não é fácil que nunca, nunca abdicou da Presidência, o máximo que fez, foi tirar umas folgas em Atibaia e, sendo assim, convenceu-se de que na sua ausência a Presidenta só fazia patacoada.

Desse modo ele se restaura, rejuvenesce, imagina ser o salvador da Pátria, o estadista que este Brasil está carente.

Não vamos falar de oposição. Não temos oposição. Aliás, um dos ministros da Suprema Corte, sendo gravado em off, assim revelou, estupefato!

Eis que ressurge das cinzas, Marina Silva. Mais comedida, sem contrariar o seu guru, invoca que impeachment é golpe; hoje é, não o fora no passado recente. Sua postura mais beneficia o PT do que a qualquer outro partido e mais uma vez o Lula sai na frente. O resto é bobagem. Aécio não merece menção.

Destratada, defenestrada e definhada na última campanha eleitoral, não se apercebe de sua fragilidade moral para enfrentar o Jararaca, não mesmo.

Enfim, resta-nos o torcer pelo bom senso. Cada qual terá sua vez. Dificilmente Temer escapará da cassação via TSE, sendo pinçado, jamais saberemos a que veio. Claro que não, ele não fará nada de bom para o Brasil, no seu exíguo reinado,  apenas, como todos os demais, se beneficiará sob o manto protetor e, como mordomo que é, servirá a si e aos seus.

É o Brasil…descendo a ladeira.