Nem melhor, nem pior. Apenas um pouco diferente.

ilusraçaõ de texto

O nosso cotidiano nos conduz a uma conclusão de que vivemos em um mundo em que a tragédia e o cruel, fascinam as pessoas. Ao abrirmos um jornal, uma revista, ou ao ligarmos um rádio ou uma tv, somos inevitavelmente levados a ler, ouvir ou assistir notícias trágicas. Não são só tragédias naturais, mas, e principalmente, aquelas que ou patrocinamos, ou somos coniventes, por sermos omissos devido a naturalidade como a recebemos, sem questionar suas causas, e sem buscar entender quem são os culpados. Sou em algumas vezes criticado por neste espaço, fazer postagens de fatos do aspecto nacional. E raramente ou muito difícil, abordar os problemas de nossa terrinha. A nossa luta e nossa vida diária, acreditam os que me criticam, são quase sempre esquecidas. Mas são os aspectos da política nacional que ditam as regras da nossa economia. Somos quase todos pobres viventes destas paragens, dependentes direta ou indiretamente dos recursos do município. E o município vive de repasse do governo federal, são eles que nos movem economicamente. Está então explicado, a minha preocupação em fazer postagens com notícias da política nacional. De resto, os colegas blogueiros publicam diariamente as prisões, os assassinatos, os roubos ou furtos,e derivados, na cidade e região. Tudo o mais que aumenta o número de leitores desses jornais eletrônicos. Eu ao publicar também estas mesmas notícias, estaria abdicando do direito de criar e seguindo o caminho que a linguagem jornalistica chama de clichê. Não sei se é a criminalidade que alimenta a notícia, ou a notícia que desperta e alimenta a criminalidade. Parece que hoje, uma não vive sem a outra. E por isso, todos os dias somos forçados a conviver com notícias que não queríamos que fosse verdade, mas infelizmente são. E aí, busco um outro caminho, o meu próprio, de alimentar as mentes que nos leem, com o alimento da reflexão e do contraditório. Sou daqueles que acredita que ainda exista espaço para alimentar e propagar o amor. E se assim o faço, e gostaria que fizéssemos, com certeza estaríamos abrindo e construindo um outro caminho. O caminho da busca de dias mais dignos da criatura humana, imagem e semelhança de Deus. Não quero ser melhor, nem pior, acho que devo e posso ser, um pouquinho diferente.

Versos solitários que nos libertam do egoísmo

O advogado, administrador de empresas e poeta carioca Evanir José Ribeiro da Fonseca, no poema “Versos Solitários”, faz uma reflexão sobre a vida.

VERSOS SOLITÁRIOS
Evanir Fonseca

O mundo é obscuro para quem só sente a egoísta vontade de se livrar de tudo,
como num mar de lava que a terra cobre, deixando um rastro de destruição.

A vida inexiste onde a felicidade é utópica e a vontade de amar
é só um vulgar prazer, onde o tudo se transforma em nada,
além de um viver numa estática frigidez,
fingidamente escondida por um sorriso ou uma lágrima,
que nas faces rolam ou secam, parados na desfaçatez gélida,
refletidos no espelho do destino, da verdade incontida
e nas rugas de um grito calado que ecoa na surdez do silêncio,
alertando-nos que o fim nos espreita como abutres,
expresso pela indescritível falta do som da batida de um coração solitário.

Deus, como se tentasse camuflar as perdas sutis do desconhecido destino,
dá-nos opções, sem violar o direito do livre arbítrio, numa compensação
sem diretrizes evidentes ou outra forma de expressão compensatória
e cúmplice, nos nossos erros e acertos, sempre apresenta-nos oportunidades
e mostrando ao julgar nossos sentimentos tristes, atormentados, egoístas ou sufocantes, nunca se afasta dos que, a ele, suplicam por novas oportunidades.

Pedimos que nomes ou apelidos sejam afastados dos indivíduos,
em contrapartida do que ocorre na realidade socialmente
quando, como uma tatuagem, ficam gravados e encrustados
nas almas estigmatizadas, numa busca tênue e discreta da sensatez
fazendo com que logo caiamos no esquecimento,
criado pelo labirinto de comportamentos resumidos pelo “tempo “
que, sem pena, nos cobra sob uma sentença arrogantemente imposta,
apagando todos os nossos créditos, virtudes e lembranças,
deixando vívidos os defeitos que maculam nossos eternos deslizes.

Gostaria de ver as pessoas completas e resignadas,
podendo despedirem-se da vida, dizendo a cada um dos outros seres:
“perdoem-nos, pelos erros cometidos
e rezem para que nós nunca mais renasçamos
com mágoas e rancores, sem conhecermos a palavra perdão!…”

Lembremo-nos sempre que “amar” não é o pecado maior,
e reconheçamos, assim, que fazer outros te amarem é imperdoável!

No hoje, nos vangloriamos da saudade
que acreditamos ter causado em outras pessoas.
Porém, quando a tristeza na incerteza do amanhã nos alcança
é aí, então, o momento… que já deveremos ter sido esquecidos
e na veracidade de que agora, sarcasticamente, seremos os que sofrerão…!

Joguem-se pela janela chamada poesia, como suicidas!
Este é o meu conselho para acabarmos espatifados em versos e prosas,
atirados, largados nas solitárias noites, com ou sem luar.

Nunca sejamos hipócritas! Mas sim, seres que se encontram
à espera do perdão incondicional e eterno,
se permitido, num grande acalento no “Adeus”.  

Parlamentares brasileiros se retiram de solenidade do Mercosul

Presidente do parlamento do Mercosul criticou processo de impeachment

 Aline Macedo,

Depois do que consideraram uma “retaliação para humilhar” a delegação brasileira que se encontra em Montevidéu para a sessão plenária do Parlasul, o parlamento do Mercosul, 14 dos 17 deputados e senadores brasileiros presentes boicotaram a solenidade que comemorou os 25 anos do bloco econômico, na manhã desta segunda-feira. Outros três deputados que compõem a delegação ainda não haviam chegado. No evento, foi realizado o seminário “Reflexões e desafios para o Mercosul 25 anos depois do Tratado de Assunção”.

No domingo, o presidente do Parlasul, o deputado argentino Jorge Taiana, alinhado com a ex-presidente Cristina Kirchner, publicou no site oficial do parlamento uma nota em que condena o processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff. Para Taiana, o julgamento político é uma “situação escandalosa”: “Isto é um golpe parlamentar, é uma utilização forçada da lei de impeachment”, diz a nota, acrescentando que setores conservadores, de direita, do mundo financeiro e da mídia teriam como objetivo central impedir que Lula voltasse à presidência do Brasil em 2018.

Nesta segunda, ao chegar ao auditório onde aconteceria a solenidade, parlamentares brasileiros descobriram que os lugares reservados à delegação estavam localizados em uma das últimas fileiras, atrás de funcionários de segundo e terceiro escalão da chancelaria. Inconformado, o senador Roberto Requião (PMDB-PR) tentou resolver, sem sucesso, a questão. Os brasileiros então tentaram manifestar o repúdio tanto pela nota do presidente do Parlasul, quanto pela localização dos assentos, mas a cerimônia não previa a colocação de questões de ordem. O deputado Arthur Oliveira Maia (PPS-BA) então se dirigiu à frente do auditório e, fora do microfone, declarou que a delegação brasileira iria se retirar da sala.

LAMBANÇA IGUAL NUNCA SE VIU

Parece muito difícil que o Supremo Tribunal Federal adote a convocação de eleições presidenciais para logo depois do impeachment de Dilma Rousseff, caso Michel Temer também não se livre do constrangimento de não poder assumir, denunciado que está junto à maior corte nacional de justiça. Domina a maior parte dos ministros do STF a tendência de que não devem imiscuir-se nas questões do Legislativo e do Executivo. Prevalece a norma constitucional da harmonia e independência dos poderes da União. Sendo assim, no caso da degola de Madame, seguir-se-á a natureza as coisas, ou seja, a ascensão do vice-presidente, primeiro interinamente num prazo de até 180 dias, depois em definitivo, até o término do mandato em curso.

Tudo dependerá do Senado, onde até agora não foi alcançado o quorum, nas previsões que hoje chegam a 48 ou 49 votos e não aos 51 necessários à defenestração  presidencial.

Não é de graça que Temer conversa como nunca na hipotética composição de seu ministério. No domingo, dialogou com Paulo Scaf, José Serra e Henrique Meirelles, como nos dias anteriores com inúmeros líderes partidários.

A sugestão de eleições presidenciais imediatas atropelaria a Constituição e romperia as instituições, aí então caracterizando o golpe. Parte do PT inclina-se por ela, imaginando a possibilidade da candidatura do Lula. Quanto a demais pretendentes, seriam os mesmos de sempre, como Aécio Neves, Geraldo Alckmin, José Serra e penduricalhos.

Sempre haverá a possibilidade de não acontecer nada, caso os adversários da presidente Dilma não consigam os votos necessários, no Senado, para o seu afastamento.

O triste nessa história é assistir o país parado, com o governo de Madame inerte, insosso e inodoro. Enquanto isso o desemprego se multiplica, o custo de vida sobe, os impostos aumentam e os salários caem. Inexistem planos e programas de recuperação nacional, pois o trabalho a que Michel Temer se dedica carece de embasamento legal, por enquanto.

Fixou-se a data de 12 de maio para o final da primeira fase de decisão dos senadores, quando a presidente poderia ser afastada pelos 180 dias, seguindo-se no seu decorrer a segunda etapa, pelo afastamento definitivo ou sua permanência até o final do mandato.

Lambança igual não se vê faz muito.