Renan quis aprovar projeto Frankenstein na marra, mas o Senado rejeitou a urgência

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Charge do Gil Brito, reprodução do Arquivo Google

Deu no Estadão

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), afirmou nesta quarta-feira (30) que a decisão da Câmara sobre o pacote de medidas anticorrupção, aprovado nesta madrugada, “não pode sofrer pressão externa”. Renan rebateu as declarações dos coordenadores da força-tarefa da Lava Jato, que ameaçaram deixar as investigações caso o presidente Michel Temer sancione o texto da forma que está. Os procuradores acusam os deputados de terem “desfigurado” a proposta enviada pelo Ministério Público Federal (MPF) ao Congresso.

Para o peemedebista, qualquer tentativa de interferência nas decisões dos parlamentares “conflita e interpõe” a democracia. “Não se pode fazer cadeia nacional para pressionar por nada que absolutamente contesta e esvazia o Estado democrático. O Brasil não está nesse estágio da democracia”, afirmou.

SEM PRESSA – Após decisão da Câmara, o pacote ainda será analisado pelo Senado. Mais cedo, Renan demonstrou que não tem pressa em dar sequência à tramitação. Segundo o peemedebista, ele “respeitará” os prazos regimentais e enviará o texto para comissões permanentes, o que deve adiar a análise do plenário para o próximo ano.

O presidente do Senado disse que o pacote anticorrupção apresentado pelo Ministério Público Federal, com apoio de mais de dois milhões de assinaturas da sociedade, estava “fadado” a sofrer modificações. Ele avaliou que alguns pontos só seriam aprovados em um “regime fascista”, como o teste da integridade e a legalização de provas ilícitas.

Das dez medidas originais que constavam no relatório do deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS), e que foram aprovadas por unanimidade em uma comissão especial da Casa, apenas quatro passaram parcialmente pelo plenário. Os deputados também incluíram itens que podem enfraquecer investigações.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Renan Calheiros não se emenda. Tentou colocar em pauta no Senado, em urgência, o pacote Frankenstein da Câmara, em manobra orquestrada por Romero Jucá, líder do PMDB, mas quebrou a cara, porque o plenário rejeitou. Para alegar que não tinha nada a ver com isso, passou a alardear que não há pressa para aprovar o pacote. É um farsante, perigoso, mas está em decadência. O Senado vai analisar o pacote Frankenstein com calma, na Comissão de Constituição e Justiça, item por item, depois que a poeira baixar. Na semana que vem, o juiz Sérgio Moro vai ao Senado e já anunciou que fará apenas uma sugestão, para garantir a independência dos juízes. Mas certamente os parlamentares lhe pedirão outras sugestões, e ele colocará a casa em ordem, com sua invulgar autoridade moral. (C.N.)

PDT tem o dever de honrar a memória de Vargas, Pasqualini e Brizola

Brizola discursa ao lado de Alberto Pasqualini e João Goulart

Armando Temperani Pereira

Sempre fui um trabalhista. Na realidade, quando surgi na consciência da minha existência, vislumbrei aos 8 anos a figura de meu pai e de Alberto Pasqualini, o ideólogo do trabalhismo, grande figura intelectual e senador brilhante e mais respeitado do Brasil daquela época de políticas sérias e nacionalistas. Pasqualini passou tempos trabalhando conjuntamente com meu pai Temperani Pereira, que foi um dos fundadores da Faculdade de Economia do Rio Grande do Sul.

Fazia-se urgente aprimorar o doutrina trabalhista que naqueles tempos se confundia um tanto com o fascismo europeu criado por Benito Mussulini. A pedido, ou melhor pela determinação de Getúlio Vargas, buscavam os dois distinguir o trabalhismo como uma ideologia socialista sem a marca fascista ou leninista. Buscaram o socialismo cristão para justificar as programáticas linhas trabalhistas.

DIRETRIZES – Tiveram absoluto sucesso ao disciplinar a importância da propriedade privada, ao exigir a reforma agrária e ao regular o uso do capital estrangeiro, que fizeram a profunda distinção entre o moderno trabalhismo brasileiro e o velho e revestido sistema fascista europeu.

O corporativista e sindicalista regime fascista também se distinguia do verdadeiro socialismo marxista, o chamado socialismo científico que Luiz Carlos Prestes propugnava.

A reforma agrária e os capitais indesejados que exploravam o País predatoriamente seriam resolvidos por desapropriação ou encampação dos latifúndios improdutivos e das empresas concessionárias de serviços públicos. E poderia haver estatização, nos casos das empresas estrangeiras indesejáveis.

CONTRA O LATIDÚNDIO – É bom lembrar que naquela época não havia a doutrina trabalhista a possibilidade de latifúndio produtivo. Entendiam que a propriedade privada deveria levar em conta o interesse social, e a concentração de renda na mão de um proprietário que ocupa uma enorme extensão com poucos empregados e muita maquinaria contrariava tudo isso.

Para eles, o latifúndio não gerava empregos diretos, que é o maior objetivo do trabalhismo. Por isso, defendia a reforma agrária para criação de propriedades de média extensão.

A FAVOR DO PETRÓLEO – Outro ponto seria a manutenção das reservas de petróleo. Os trabalhistas defendiam preservar nossas riqueza, nossa jazidas de ouro negro, ainda não bem avaliadas mas que já estavam na mira dos exploradores internacionais. Os partidos que apoiavam Getúlio então fizeram uma grande campanha, com o slogan “O Petróleo é nosso”, em âmbito nacional. A campanha saiu vitoriosa em 1953, com a lei do monopólio da exploração mineral do petróleo. Ma, infelizmente, o monopólio era só para a extração.

Em fevereiro de 1959, o deputado Temperani Pereira aprovou seu projeto de lei do beneficiamento e distribuição dos derivados do Petróleo. E assim formou-se a gigantesca e bem sucedida empresa estatal Petrobras.

PETROBRAS ARRASADA – A empresa foi dizimada pelo governo petista, que deveria, ao contrário, ter sanado os desvios encontrados, vindos de gestões anteriores. Está comprovada a ação petista que visou quebrar a estatal com ganância desenfreada e irresponsabilidade crescente. Os administradores eram incompetentes e corrptos. Muitos já estão presos e muitos ainda o serão.

Como pôde o partido de Leonel Brizola apoiar a corrupção na Petrobras? Como pôde um trabalhista proporcionar o apadrinhamento e a filosofia corporativista do fascismo com associação real com o capital e unidos com empreiteiras para saquear a nação, como fez o bedel do imperialismo o PT?

Como pode ser o PDT o coadjuvante e não o protagonista da esquerda. Por que abdicar do nosso protagonismo de lutas, de história limpa e honradez?

ACIDENTE ENTRE MOTO E FURGÃO DEIXA HOMEM GRAVEMENTE FERIDO

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Quando pilotava sua moto por volta das três horas da tarde de hoje, Gilmar de Abreu, de 40 anos de idade,  residente a travessa São Tome III, casa 8 bairro do açude em Vargem Grande, colidiu com um veículo furgão de placas e motorista não identificado. Segundo testemunhas, ambos tentaram fazer ao mesmo tempo a manobrar para sair da BR 222 e entrar na Ma 020 que dá acesso a cidade de Coroatá. Na colisão Gilmar teve a perna esquerda arrancada e a carne completamente esmagada pelo Furgão. Populares que presenciaram o acidente, prestaram socorro a vítima, levando-o até o Hospital Municipal Benito Mussoline de Souza onde foi atendido por uma equipe médica, e posteriormente encaminhado para São Luís, devido a gravidade das lesões.

Deputado Fábio Braga vistoria obras de reforma e ampliação do Aeroporto Internacional de São Luís

deputado-fabio-braga-participa-de-vistoria-no-aeroporto-de-sao-luisO deputado Fábio Braga (SD)  vistoriou, semana passada, as obras de reforma e de ampliação do Aeroporto de São Luís, Marechal Cunha Machado, acompanhado dos colegas deputados Eduardo Braide (PMN) e Rafael Leitoa (PDT).

O parlamentar lembrou que este ano a Comissão de Obras e Serviços Públicos já vistoriou, quatro vezes, os serviços de infraestrutura realizados no Aeroporto Internacional de São Luís. Segundo ele, as inspeções são resultado de constantes reclamações dos usuários feitas ao Poder Legislativo.

Durante a visita, Fábio Braga constatou que as obras deveriam ter sido entregues em maio deste ano. Foram vistoriadas as áreas de embarque e desembarque de passageiros de voos domésticos e internacionais, que estão prontos para operar, aguardando apenas a liberação da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC).

MELHORIAS

Ao avaliar os trabalhos, o deputado Fábio Braga reconheceu que a reforma e a ampliação do Aeroporto Internacional de São Luís criam, a partir de agora, um terminal próprio para voos internacionais. “Antes, os voos domésticos e internacionais eram realizados na mesma área de embarque e desembarque”, lembra.

Momentos depois da vistoria, a administração do aeroporto esclareceu para a Comissão que o objetivo, a partir dessa ampliação, é modificar os voos pré-determinados internacionais, diferenciados dos voos domésticos no Cunha Machado.

Fábio Braga reconheceu que as melhorias são significativas para os usuários. “Mesmo operando com voos domésticos, agora temos uma área de voo internacional, com equipamento de Raio X. O terminal alfandegado, uma exigência da lei, classifica, de fato, o Aeroporto Marechal Cunha Machado como internacional”, afirmou.

RELATÓRIO

Para Eduardo Braide, a reforma e a ampliação são importantes, mas é preciso cobrar da Infraero uma data definitiva para a entrega da obra. “A reforma vai praticamente duplicar a capacidade de operação do Aeroporto de São Luís, que agora já conta com toda a estrutura para a realização de voos internacionais”, assinalou.

Na ocasião, Braide adiantou que a Comissão vai elaborar um relatório, para informar a situação da obra, esclarecendo os motivos do atraso na entrega, que deveria acontecer em julho. O relatório será entregue ao Tribunal de Contas da União, órgão responsável pela fiscalização das obras do Governo Federal.

Já o deputado Rafael Leitoa comentou que a Comissão iniciou as vistorias desde o ano passado, para buscar a solução para a entrega das obras. “Estamos satisfeitos. As obras já foram entregues, com a homologação da ANAC, a fim de que o aeroporto entre em operação. Em 15 dias o Aeroporto estará ampliado e operando”, comemorou.

Lula pode assumir presidência do PT, para tentar impedir a extinção do partido

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Charge do Tacho, reprodução do Jornal NH

Natuza Nery
Folha

Diga ao povo que fico… –  em um evento em Belo Horizonte, nesta segunda-feira (28), Lula sinalizou pela primeira vez que pode assumir a presidência do PT. O ex-presidente ainda resiste, “faz charme”, segundo um de seus mais próximos interlocutores, mas admite que talvez não tenha alternativa a não ser aceitar provisoriamente o posto para evitar um racha na sigla. A despeito da Lava Jato, Lula faz planos para sua candidatura presidencial. Seu entorno quer lançá-lo ao Planalto logo após o Carnaval.

Ao que parecer, Lula virou a chave, abandonou o figurino “deprimido” e voltou a se “pintar para a guerra”. Diz um petista: “Não está mais triste. Encheu o saco de ficar na defensiva”.

O ex-presidente retomou um hábito antigo: chamar economistas e comunicadores para reuniões internas. Está trabalhando em uma versão 3.0 de seu projeto econômico. Busca um modelo que reanime o PIB.

E com o pedido de impeachment de Michel Temer, a oposição fala em retomar a ideia de apresentar uma PEC por eleições diretas — o plano, porém, não foi adiante da primeira vez.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Dar a presidência do PT a Lula é uma desesperada tentativa de evitar o prosseguimento da derrocada do partido. Pelo menos 40 parlamentares federais estão dispostos a abandonar o PT, para tentar a reeleição por outra legenda. Sabem que serão derrotados se concorrerem pelo PT, que está se tornando uma sigla maldita. O maior defensor de Lula é ex-ministro Edinho Silva, que se elegeu prefeito de Araraquara (SP). “Ele assumindo, mesmo que temporariamente, vamos criar um ambiente de unidade interna, diminuir a disputa e impedir a fragmentação extrema do partido. Pode até haver fragmentação, mas, com o presidente Lula, o impacto será menor”, disse Edinho, segundo a repórter Thais Bilenky, da Folha. Mas isso não vai adiantar nada. O PT é um partido em extinção. (C.N.)

CALERO, O MACUNAÍMA DA ESPLANADA, É UM PERIGO PARA A DIPLOMACIA

Barra de São Miguel, Alagoas – O dedo duro sempre foi um sujeito abominável. Torna-se ainda mais asqueroso quando se utiliza de meios mesquinhos e traiçoeiros para encurralar os incautos. É pior do que o delator que, espremido entre um interrogatório e outro, flagrado diante dos fatos, tenta escapar da condenação entregando os comparsas de crimes dos quais são acusados.

 

A palavra delação passou a ter um efeito moralizador nos dias atuais. Deixou de ser um incômodo para quem delata para se incorporar ao dicionário brasileiro como sendo uma alternativa eficaz para passar o país a limpo, acuar os criminosos de colarinhos brancos e denunciar o malfeito dos servidores, além, é claro, de apontar os políticos que historicamente saqueiam os cofres públicos.

 

Pois bem, o que o Brasil viu nos últimos dias foi um misto de deduragem e delação na figura do diplomata Marcelo Calero, um personagem de gestos estudados e delicados quando se apresenta em público. Um sujeito que se metamorfoseou no Macunaíma da Esplanada dos Ministérios, assim definido por Mário de Andrade: “No fundo do mato-virgem nasceu Macunaíma, herói de nossa gente. Era preto retinto e filho do medo da noite”, como conta o escritor paulista no início do seu livro. O ex-ministro da Cultura passou para o Brasil, com a sua atitude decomposta, a imagem de uma pessoa desleal, infiel e inconfiável ao sair pelos gabinetes ministeriais e presidencial gravando seus interlocutores a pedido da polícia.

 

Calero, como X9, não sobreviveria em nenhuma das comunidades do Rio, sua cidade, onde o dedo duro não tem futuro. Agora, o abacaxi volta para o Itamaraty. O que o Brasil pode esperar de um diplomata que grava clandestinamente os seus interlocutores para incriminá-los ou tirar deles proveito dessa escuta? Calero, servidor de carreira, agiu indignamente ao gravar clandestinamente uma audiência oficial, como disse o próprio presidente. Queria, segundo ele próprio, ajudar o Brasil a conhecer melhor os seus políticos.

 

Lambuzou-se. Apequenou-se ao atrair o presidente para uma conversa onde ele gravava com o intuito de criar uma situação embaraçosa para o Chefe de Estado, com quem confidenciava no gabinete.

 

Na entrevista que deu para o Fantástico, tão malconduzida pela repórter Renata Lo Prete, o ex-ministro tentou encaminhar a conversa de forma a se mostrar honrado, escrupuloso, avesso a prevaricação. E intocável, um homem que não aceita pressão, mesmo que ela venha do presidente da república.

 

O herói de papel não convenceu. Quando admitiu em entrevistas que foi orientado por policiais a gravar o presidente e seus ministros, revelou-se um fraco, desprovido do sentimento de lealdade. Na comunidade carioca pagaria um preço alto por virar alcaguete da polícia, figura detestável e odiada no mundo do crime.

 

Calero é diplomata de carreira. No Rio de Janeiro trabalhou com o prefeito Eduardo Paes. Logo se transformou numa figurinha do sociate carioca. Jeitoso e ambicioso, tentou a carreira política como candidato a deputado federal pelo PSDB, mas não passou dos 2 mil votos. Em pouco tempo virou secretário municipal de Cultura e em menos tempo ainda ministro numa cota do PMDB carioca.

 

Empavonou-se com o cargo. Durante seis meses não foi capaz de apresentar um plano mínimo para a sua Pasta. Embrenhou-se numa briga sem fim com o pessoal do PC do B, que aparelhou o ministério, e não decolou. Desapontou o governo pela sua inaptidão ao cargo.  Numa das vezes em que conversou com o Geddel recebeu o ultimato. Por isso aproveitou-se do açodamento para sair atirando antes de deixar o ministério.

 

Na verdade, o que se discute aqui não são os interesses patrimoniais de Geddel em Salvador, que ele pagou com a demissão. Discute-se, isso sim, a conduta de um homem que tinha a confiança do governo e que será sempre visto como um sujeito desleal. Perde inclusive a credibilidade para discutir assuntos estratégicos de estado no cargo de representante do Brasil no exterior. Se o diplomata achava que iria consertar o país com as suas gravações jurunáticas errou redondamente. Pela reação de repúdio da sociedade ao seu desvio de conduta, não é difícil imaginar que o jovem Calero fragmentou o seu caráter. E para o resto da vida.

INSTITUIÇÕES EM FRANGALHOS

Perdeu-se o presidente Michel Temer na trapalhada de conceitos que se obriga a oferecer a seus ministros e ao país. Acaba de declarar, em encontro com empresários, que o Brasil não tem instituições sólidas, pois elas são abaladas por qualquer fatozinho que surja.

Com todo o respeito, o Judiciário é uma instituição sólida. A Polícia Federal, também, assim como o Ministério Público. Claro que a Câmara dos Deputados não é, assim como o Ministério. Mas a operação lava jato parece feita de granito. E assim por diante, com vantagem para a solidez de boa parte das instituições nacionais. Se o presidente da República duvida, é problema dele. Sólido é o processo eleitoral, apesar da fragilidade de seus resultados. Ainda agora vai-se desmanchar como sorvete ao sol um grupo de perto de 200 deputados incluídos na lista da Odebretch. Como seis ministros que deixaram de ser ministros depois da posse de Temer.

Nas colunas de deve e haver, o governo ainda dispõe de saldo positivo. O que não dá para entender é o desânimo presidencial, estendido a uma parte do Ministério. Ao aderir ao processo de impeachment da antecessora, Michel conseguiu injetar boa dose de esperança no fortalecimento das instituições. Se agora é ele mesmo a duvidar de seus sentimentos, alguma coisa desandou. Talvez a confiança em seus próprios ministros, ainda que se possa dizer que vem colhendo o que plantou. Estava escrito que determinados ministros se envolveriam em trapalhadas. Cabe-lhe corrigir a escalação do time. Reconhecer o erro é o primeiro passo para a correção de rumos.  Faltam dois anos e um mês para a consolidação das instituições. Jamais para deixá-las em frangalhos.

O dia em que o futebol morreu

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 POR GABRIEL BRITO, DA REDAÇÃO

You’re mine and we belong together
Yes, we belong together, for eternity

You’re mine, your lips belong to me
Yes, they belong to only me, for eternity

You’re mine, my baby and you’ll always be
I swear by everything I own
You’ll always, always be mine

You’re mine and we belong together
Yes, we belong together, for eternity

Ritchie Valens

 

“Nós vivíamos numa harmonia muito grande. Ontem de manhã, eu me despedindo, eles me diziam que iam em busca para tornar esse sonho uma realidade. Compartilhamos esse sonho, muito emocionados. E esse sonho acabou essa madrugada”. Com essas poucas palavras o presidente do Conselho da Chapecoense, Plinio David, definiu a interrupção dos anos felizes.

 

Tragédias que fogem ao controle humano sempre trazem nossos milenares questionamentos sobre os mistérios da existência, a efemeridade, senão banalidade, da vida.

 

Somos levados a pensar que esse dia de trabalho e estresse não vale nada, que aquelas discussões aparentemente tão profundas e transcendentes não passam do mais imbecil desperdício de tempo, que, no fim das contas, caminhar pelo lado certo ou errado de acordo com nossos princípios não tem tanta diferença.

 

Ao fim e ao cabo, somos mera poeira cósmica e só resta aproveitar a estadia.

 

Não há parábolas da vida e da fé no oculto, essa tremenda invenção nascida justamente do medo de desaparecer para sempre sem a menor apelação, para consolar quem voava para a coroação de todo um auge, o mais clássico conto de fadas.

 

Pois veio o indizível e aquele dia, melhor do que os mais íntimos sonhos do torcedor já tinham projetado, jamais poderá ser vivido.

 

E quanto mais se pensa em tudo que este clube veio construindo fora e realizando dentro de campo, maior a impotência e o desalento.

 

Não era/é apenas um clube que trabalhava direitinho de acordo com os manuais das boas práticas. Era/é o time de seu povo, da sua comunidade, que não se deixara deslumbrar com os belos e recém-frequentados salões das primeiras divisões e passava a adotar novas maneiras.

 

A Chapecoense e sua presença no meio dos grandes fez lembrar que o futebol ainda podia ser movido a sentimento e pertencimento, que para chegar ao mais alto não é obrigatório arrancar-se das próprias raízes – no máximo, quando algum regulamento estúpido ordena.

 

Fez lembrar que os comuns e os modestos podem fazer melhor, subir aos distintos olimpos da vida, dançar com a mais bonita.

 

Vazio impreenchível, não há reparação, material ou imaterial. O ingrato destino colocou a Chape ao lado de outros gigantes e na finita eternidade do futebol pelo mais nefasto dos motivos.

 

Foi o pior dia dos 120 anos de história do futebol brasileiro e nunca mais seremos os mesmos.

 

 

Gabriel Brito é jornalista e editor-adjunto do Correio da Cidadania.

Reforma foi acertada antes mesmo de o sítio de Lula em Atibaia ser comprado

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Charge do Sponholz (sponholz.arq.br)

Ricardo Brandt, Julia Affonso e Mateus Coutinho
Estadão

Um novo laudo da Polícia Federal indica que o Grupo Bertin também participou e custeou as obras do Sítio Santa Bárbara, em Atibaia (SP), que a Operação Lava Jato afirma pertencer ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O petista nega. A propriedade teria sido reformada por acusados de corrupção na Petrobrás, entre eles as empreiteiras Odebrecht, OAS e o pecuarista José Carlos Bumlai – que tem negócios com a família Bertin.

A descoberta decorre da análise da movimentação bancária e dos e-mails do arquiteto Igenes dos Santos Irigaray Neto, que prestava serviços para as usinas do Grupo São Fernando, de Bumlai. Ele já admitiu ter realizado serviços no projeto da reforma do sítio, a pedido da família do amigo pecuarista de Lula – que foi preso pela Lava Jato, em novembro de 2015 e condenado a 9 anos de prisão, em setembro, pelo juiz federal Sérgio Moro.

Nas mensagens, há registros ainda do envolvimento da Odebrecht na realização das obras e da participação do ex-assessor da Presidência Rogério Aurélio Pimentel.

DEPÓSITOS NA CONTA – “Em três momentos distintos verificou-se depósitos na conta de Igenes dos Santos Irigaray Neto tendo como remetente empresa Rema Participações Ltda.”, informa o Relatório de Polícia Judiciária 610/2016, com análise de mensagens e e-mails apreendidos na 24ª fase, batizada de Operação Aletheia, que em março levou Lula coercitivamente para prestar depoimento. A Rema pertence ao Grupo Bertin, antiga Transbertin Transportes Ltda e Universe Transportes.

Os comprovantes de depósito para o arquiteto de Bumlai foram encaminhados por meio do e-mail do usuário identificado como “SOLFA” (solfa@grupobertin.com.br), do Grupo Bertin. Trata-se de José Eduardo Braga, que é um dos sócios da Rema Participações, junto com membros da família Bertin, informa o documento da PF anexado ao inquérito em que Lula é investigado por corrupção e lavagem de dinheiro.

A propriedade rural foi comprada em 29 de outubro, por R$ 1,5 milhão, por Bittar e Suassuna. O primeiro é filho do ex-prefeito de Campinas do PT Jacó Bittar, amigo de Lula. Em documento enviado a Lava Jato, ele afirmou ter comprado o imóvel e colocado à disposição do ex-presidente para que as duas famílias pudessem conviver, após sua saída da Presidência, em 2010.

CONTRATO E LAVAGEM – Os pagamentos da Bertin para o arquiteto da obra foram realizados em 5 de novembro de 2010, no valor de R$ 40.0008,00, em 29 de novembro de 2010, R$ 18.489,26, e o terceiro em 18 de março de 2011, valor R$ 52.026,74, mostra o relatório.

Num e-mail encontrado, em que foi feito o pedido de adiantamento de R$ 40 mil, consta um valor de contrato de R$ 225 mil.

Os sócios da Bertin são investigados desde 2015, quando a Lava Jato descobriu que o grupo ajudou Bumlai na lavagem dos R$ 12 milhões que tomou emprestado do Banco Schahin, em 2004, para o PT. O valor foi repassado para terceiros por intermédio de movimentações financeiras em contas do Grupo Bertin e depois justificadas com falsas compra de sêmen de boi, para inseminação artificial.

ANTES DA COMPRA… – Os registros de e-mail também indicam, segundo a PF, que as obras estavam sendo acertadas, antes mesmo da compra, e que há possíveis contradições entre o que declararam em depoimento Fernando Bittar e outros investigados e as datas e fatos do projeto.

O relatório da PF destaca que e-mail do funcionário do Grupo Bertin Emerson Cardoso, de 19 de outubro de 2010, enviado para Irigaray Neto foi originalmente enviado por Lilian Bittar, mulher de Fernando Bittar, para Ignácio Arab Neto, que era gerente de Obras da Contern Construções Ltda no dia 17 , daquele mês.

E-mails analisados mostram que um gerente de obras da Contern Construções e Comércio, do Grupo Bertin, participou das tratativas para as obras no sítio desde outubro de 2010, dois meses antes do imóvel rural ter sido comprado pelos sócios e amigos dos filhos de Lula, Fernando Bittar e Jonas Suassuna.

A Contern integra um dos consórcios vencedor do pacote da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, no Pará.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Essas novas provas mostram que será inevitável a condenação dos sócios de Lulinha, Jonas Suassuna e Fernando Bittar, como cúmplices no crime de ocultação de patrimônio (lavagem de dinheiro). Geralmente, cúmplice é condenado à pena mínima, que será de três anos de reclusão. Ou seja, poderão cumprir em liberdade. Ou não. (C.N.)

Sem anistia, a Operação Abafa ainda insiste em intimidar juízes e procuradores

Weverton Rocha, líder do PDT, está fazendo o trabalho sujo

Evandro Éboli e Leticia Fernandes
O Globo

Esvaziadas as chances de aprovar a anistia para crimes que envolvam doações ilegais de campanha — após declaração conjunta dos presidentes da República, da Câmara e do Senado no domingo —, a oposição e parte da base do governo vão apostar agora em incluir no texto do relator Onyx Lorenzoni (DEM-RS) sobre medidas anticorrupção a previsão de punição por crimes de responsabilidade cometidos por magistrados e membros do Ministério Público. Esses parlamentares jogam suas fichas na aprovação de uma emenda do líder do PDT, Weverton Rocha (MA), que prevê dez tipos de crimes para juízes e onze para procuradores. O relatório de Lorenzoni, com 12 medidas, pode ser votado hoje na Câmara.

Pelo texto proposto pelo PDT, o juiz está proibido de conceder entrevista sobre processo ainda a ser julgado ou fazer “juízo depreciativo” sobre despachos, votos ou sentenças. Esses pontos serão considerados crimes de responsabilidade.

— A lei é para todos. Ninguém está acima dela. Infelizmente, não é incomum ver integrantes do Ministério Público atuarem além dos limites e oferecerem denúncias desprovidas de fundamentação mínima para prosperar — disse o líder do PDT.

REAÇÃO AO RELATOR – O autor da emenda quer aproveitar um clima de oposição ao texto do relator, dada sua proximidade com os procuradores, em especial do Paraná, para aprovar a proposta. A criação de crimes de responsabilidade para magistrados e promotores permitirá que o Legislativo possa julgar integrantes dessas duas carreiras.

Até mesmo o líder do DEM, Pauderney Avelino (AM), que indicou Onyx para relator, disse que há resistências a partes do texto: “Resguardado o respeito que tenho pelo deputado Onyx, o meu gabinete se transformou numa espécie de muro de lamentações. Para cá convergem reclamações do Ministério Público, reclamações de delegados da Polícia Federal, da OAB, de partidos e de deputados”.

Magistrados e integrantes do Ministério Público não poderão exercer atividade político-partidária, outra função — exceto a de professor — e ter qualquer atividade empresarial. Todo cidadão poderá registrar a denúncia perante o tribunal ao qual o juiz e o procurador estiverem vinculados.

MINUTOS DE FAMA – Weverton Rocha criticou Onyx Lorenzoni e acusou o relator de estar em busca de minutos de fama. “Ele faz o jogo do Ministério Público do Paraná e deseja, com essa repercussão, se tornar governador do Rio Grande do Sul” — disse o líder pedetista.

Onyx afirmou que está preocupado com a votação e teme ser derrotado em alguns pontos. “Estou muito preocupado, e o zum-zum-zum de hoje é que pode haver uma desfiguração do relatório. Há uma tentativa de voltar a responsabilização de juízes e promotores. Uma coisa é punir crime funcional de um mau juiz ou mau promotor. Outra, é criar um instrumento de constrangimento, um cala-boca nessas categorias — reagiu o relator.”

Desde a semana passada, quando cresceram as articulações de líderes para a inclusão de emenda que anistia o caixa dois e crimes correlatos, e diante de mudanças repentinas no texto de Onyx, o líder do DEM, Pauderney Avelino, vinha sendo acusado de não ser capaz de “controlar” o relator.

CORRETOR DE PROPINA – Pauderney se manifestou contrário também à inclusão no texto da figura do que chamou de “corretor de propina”, que prevê recompensa para denunciantes.

— A questão do delator que ganha dinheiro para delatar, esse é um ponto (que pode ser derrubado no plenário). Tem até apelido, o corretor de propina, e é uma matéria que não está madura, não veio nas dez medidas, isso foi introduzido pelo relator — disse.

O líder do DEM esteve ontem com Rodrigo Maia (DEM-RJ), e o presidente da Câmara reafirmou que todas as votações do pacote anticorrupção serão nominais, quando é possível saber como vota cada deputado. Pauderney afirmou ainda que é contra emenda que será apresentada pelo PDT, mas reconheceu que a proposta tem repercussão na Câmara e no Senado.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
O importante é que a anistia ao caixa 2 e outros crimes parece abortada. Mas a Operação Abafa não morreu e agora vai insistir na intimidação de magistrados e do Ministério Pública. No Senado, a próxima jogada é a votação da chamada Lei de Leniência, para tentar a inviabilizar a Lava Jato, como se isso fosse possível. (C.N.)

Cubanos começam a fazer homenagens póstumas a Fidel

Cuba amanheceu triste nesta segunda-feira (28), três dias após a morte do líder da revolução e ex-presidente

Redação
Portal Vermelho ,
As homenagens acontecerão no Memorial José Martí, em Havana - Créditos: Reuters
As homenagens acontecerão no Memorial José Martí, em Havana / Reuters

Cuba amanheceu triste nesta segunda-feira (28), três dias após a morte do líder da revolução e ex-presidente Fidel Castro. Nesta manhã o povo cubano começou a fazer uma série de homenagens póstumas o líder comunista que devem seguir até o próximo dia 4 de dezembro.

O funeral de Fidel Castro acontece no Memorial José Martí, no centro da capital, Havana e será aberto à população para que todos possam dar um último adeus e render homenagens ao ex-presidente.

Além disso, há outros 1060 locais espalhados por todo o país onde os cidadãos cubanos poderão reafirmar o juramento de ser fiéis à revolução, proposto por Fidel em maio do ano 2000.

Na quarta-feira (30), acontecerá no Memorial José Martí um grande ato de despedida que contará com a participação de autoridades políticas e chefes de Estado, entre eles o presidente do Equador, Rafael Correa e o rei emérito da Espanha, Juan Carlos.

Em seguida as cinzas de Fidel farão um giro pela ilha para que todos os cubanos possam se despedir do líder. O trajeto fará o caminho contrário da “Caravana da Liberdade”, percorrido pelos revolucionários da Serra Maestra que atravessaram o país desde Santiago de Cuba até Havana.

As cinzas de Fidel serão levados para sua cidade natal, Santiago de Cuba e haverá um grande ato em homenagem ao líder no dia 3 de dezembro. A cerimônia de sepultamento de suas cinzas será íntima, apenas para a família e amigos próximos, no cemitério de Santa Ifigênia.