Empresa de filho de Lula recebeu R$ 103 milhões, aponta laudo da PF

ORG XMIT: 181201_1.tif O empresário Fábio Luís da Silva em Punta Arenas, no sul do Chile; filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e conhecido como Lulinha integra comitiva que visitará a base brasileira na Antártida. A visita, programada para 16 de fevereiro de 2008 e que marca os 25 anos da primeira expedição brasileira à Antártida, depende das condições climáticas. Formado em biologia, Fábio Luís é um dos principais acionistas da Gamecorp, produtora de TV e de jogos para celulares. (Punta Arenas, Chile, 15.02.2008. Foto de Sérgio Lima/Folha Imagem)
Fábio Luís Lula da Silva, filho do ex-presidente, em foto de 2008

FELIPE BÄCHTOLD
DE SÃO PAULO

Os principais financiadores da empresa Gamecorp, que pertence a um dos filhos do ex-presidente Lula, injetaram na firma ao menos R$ 103 milhões, de acordo com laudo elaborado na Operação Lava Jato. A cervejaria Petrópolis e empresas ligadas à Oi são os principais remetentes desses recursos.

Companhias como a Oi Móvel e a Telemar Internet, ligadas à empresa de telefonia, colocaram um total de R$ 82 milhões na empresa, em valores não corrigidos.

A Oi, que neste ano fez o maior pedido de recuperação judicial do país, já havia investido R$ 5,2 milhões na Gamecorp em 2005, ainda com o nome Telemar. A empresa, responsável pelo canal Play TV, está em nome de Fábio Luís Lula da Silva e dos sócios Kalil Bittar, Fernando Bittar e Leonardo Badra Eid.

A defesa de Lula afirma que a companhia de telefonia é acionista da Gamecorp.

O laudo foi elaborado pela Polícia Federal e não traz conclusões a respeito desses repasses. Está anexado a um dos inquéritos sobre o ex-presidente na Lava Jato.

A análise não especifica as datas de pagamentos. Entre os financiadores, também está o iG, Internet Group do Brasil, que pertenceu à Oi até 2012. A empresa de Fábio Luís foi constituída em 2004.

O aporte de 2005 foi objeto de investigação da Polícia Federal e do Ministério Público Federal, mas o caso acabou arquivado em 2012.

A Oi tinha como uma das controladoras até 2014 a holding da empreiteira Andrade Gutierrez e aparece em outros episódios da Lava Jato.

Uma outra investigação relacionada a Lula, por exemplo, apura a instalação de uma antena da companhia telefônica próxima ao sítio em Atibaia (SP), que tem Fernando Bittar como um dos proprietários.

SHOPPING E CERVEJARIA

O grupo Petrópolis, dono da Itaipava, pagou R$ 6 milhões à firma do filho do petista. A cervejaria passou a entrar no foco da Lava Jato após aparecerem elos dela com a Odebrecht, como pagamentos suspeitos fora do Brasil.

Além dos R$ 103 milhões pagos por outras empresas, há nas contas bancárias da empresa repasses da própria Gamecorp que somam R$ 64,3 milhões.

Os laudos da PF também abordam outras duas empresas de filhos do ex-presidente. A G4 Entretenimento, de propriedade de Fábio Luís e de Kalil e Fernando Bittar, tem como um dos principais financiadores a Iguatemi Shopping Centers, que pagou R$ 1,9 milhão em 2014 e 2015.

EMPRESAS

A defesa de Lula diz que a Oi/Telemar é acionista da Gamecorp e participa de sua administração. Também afirma que sigilos bancários, mesmo quando quebrados, devem ser usados exclusivamente para investigação, não para “divulgação pública”.

“Serão tomadas todas as providências cabíveis para que as autoridades federais responsáveis por essa divulgação sejam punidas na esfera funcional, além de serem responsabilizadas por todos os danos causados à Gamecorp e a G4.”

A Oi diz que contrata a Gamecorp para serviços de produção do canal que exibe a programação da Oi TV e os direitos de transmissão do canal Play TV.

O grupo Petrópolis diz que os pagamentos se referem a “serviços prestados para implantação de TV corporativa” da empresa e também veiculação de publicidade.

TRIBUTO AOS CAMPEÕES

Fernando Gabeira

O coronelismo nos dias atuais

No final do século XIX início do século XX como a nossa economia girava em torno da agricultura, era muito forte o poder dos latifundiários. A esses proprietários rurais, eram oferecidos pelos poderes constituídos, títulos e patentes, que variavam desde tenente até coronel, de acordo com o poder aquisitivo de cada um. As grandes decisões dos governos aconteciam na casa grande, onde se reuniam representantes do poder  com os  do latifúndio. Essa era a prática. Nos dias atuais, não é diferente. O que mudaram foram apenas as atitudes. A compra dos votos e o voto de cabresto estão presentes em todos os pleitos da política atual. Deputados e senadores liberam emendas somente para suas bases, para aqueles que votam neles. E o que é isto senão um voto de cabresto? Quem é que quase sempre se elege, quem tem mais ou menos dinheiro? Quantos processos existem em todas as instancias da Justiça Eleitoral por compra de votos? Quem sabe mensurar? Embora as reuniões da atualidade não aconteçam nas casas grandes das fazendas, elas continuam a acontecer, nos gabinetes dos presidentes das federações de industrias deste país. Nasa salas das reuniões dos empresários, nos gabinetes dos deputados, senadores e prefeitos. E como achar estranho que nossos antepassados compravam patentes militares, se no presente momento é escancarada não a compra de votos, mas daqueles que são seus donos, o eleitor? Os tempos são outros mas as práticas questionáveis são as mesmas.

PRONTOS PARA A INSURREIÇÃO

Em meio a tantas e péssimas noticias neste último dia do ano, duas se destacam: o desemprego chegará a treze milhões de infelizes, em 2017, e o salário mínimo passará a 937 reais por mês a partir de amanhã. Completam-se as duas informações. Porque somados aos que não tem trabalho ou emprego, juntam-se os condenados a viver com essa merreca. No total, perto de cem milhões de brasileiros postos à margem e prontos para a insurreição.

Fossem as elites políticas e econômicas forçadas a ficar dentro desses parâmetros e já estaríamos, faz muito, em estado de rebelião.

É assim que entramos no novo ano: metade da população pronta para insurgir-se contra a outra metade. Acomodar-se ou render-se, não dá mais. Sem a menor dúvida, assistiremos a dissolução do estado, mais do que do governo.

A desobediência civil vai-se tornando uma constante, na medida em que mais gente deixa de pagar impostos e dívidas. Desorganiza-se o Estado de Direito, transformando-se a lei em letra morta para ser descumprida cada vez mais. Diluem-se as obrigações sociais e logo o Brasil real irá sobrepor-se ao Brasil formal.

Alguns iludidos supõem que apenas eleições gerais dariam jeito. Ledo engano, porque mesmo se a corrupção fosse extirpada, que tipo de instituição preencheria o vazio? Como atender as necessidades sempre maiores dos desassistidos? A revolta pelo abandono vai chegando ao limite sem que surjam alternativas capazes de atendê-la.

Em suma, o Ano Novo com treze milhões de desempregados e o salário mínimo de 937 reais é sinal de ebulição. Só que dessa vez as elites responsáveis pelo caos estão no meio da fogueira.

A ESTAÇÃO PT E A DESTRUIÇÃO DO BRASIL

“Ainda vamos passar pela Estação PT”, disse certa vez o saudoso Carlos Alberto Allgayer. Corriam os anos 80 e estávamos a conversar entre quatro bons amigos. Allgayer era um talentoso jurista, que viria a ser diretor da Faculdade de Direito da PUC/RS, homem de uma sabedoria cordial que parecia cuidar para não constranger quando se expressava com sua voz privilegiada. Dava tanto gosto ouvi-lo que é impossível lembrar dele sem que, na imagem mental, apareça falando. E foi com essa voz que profetizou-nos a chegada ao poder do pequeno partido saído das urnas gaúchas de 1986, época desse bate-papo, com uma pequena bancada de dois deputados federais e quatro deputados estaduais.

A Estação PT foi um desastre ao qual chegamos 16 anos mais tarde. Fomos conduzidos a ela através da mais poderosa máquina de agitprop (agitação e propaganda, no dizer marxista-leninista) em operação no Ocidente após a queda do Muro de Berlim. Ao longo desse tempo, a política petista era servida nos meios de comunicação até pelos programas esportivos. Comparecia às salas de aula, desde o ensino fundamental até os cursos de pós-graduação. Habitava certas atividades pastorais, Campanhas da Fraternidade e documentos da CNBB. Valia-se de uma impressionante gama de movimentos sociais que se converteram em braços mais ou menos violentos da mesma causa por outros meios. Urdiu uma rede de organizações não governamentais que orbitaram e parasitaram o partido, servindo-lhe como militantes da luta de classes, de raças e de sei lá quantos gêneros. Compôs engenhoso conjunto de instituições – quase poderia dizer “artefatos” – culturais, dedicados à sistemática destruição da cultura cristã e seus valores. E para nada disso faltava dinheiro.

O amável autor da profecia sobre a Estação PT faleceu em abril de 2002 sem presenciar a concretização de seu vaticínio.  Os demais, vivemos para ver e relembrar o episódio, repetidas vezes, ao longo dos últimos anos, exatamente como aconteceu ontem, quando me caiu diante dos olhos um documento da Fundação Perseu Abramo (órgão de pesquisa, elaboração doutrinária e formação do PT).  Nele, o autor ataca a política econômica e administrativa adotada durante o “modelito neoliberal dos tucanos”, no qual “as estatais, responsáveis para a Produção Para o Mercado, seriam todas privatizadas e os serviços não exclusivos do Estado – educação superior, hospitais, previdência social acima do salário mínimo – seriam também privatizados”. Como consequência, constata ele, no período de 1995 a 2002 houve uma redução de 121 mil servidores federais. E em contrapartida, na gestão petista, entre 2003 e 2013 – gaba-se o autor da matéria – foram nomeados 240 mil novos servidores. Isso equivale a 2,5 novos servidores por hora, sob o governo petista!

A demagogia, a irresponsabilidade fiscal, o patrimonialismo, a corrupção e o inchaço da máquina pública, que agora vejo, no site do partido, ser proclamado como admirável avanço administrativo, confluíram para gerar a tremenda energia destrutiva que acabou por demolir a Estação PT e tudo mais à volta. A conta do estrago? A conta do estrago é nossa. Que a possamos pagar, são meus votos nesta alvorada de um novo ano. E que o Senhor nos proteja, se possível, com um par adicional de Anjos da Guarda, preferivelmente brasileiros, afeitos à barbárie urbana que tomou conta de nosso país.

Polícia prende conhecido ladrão de gado

A polícia militar de Vargem Grande foi informada as três horas da tarde de hoje,  pelos vaqueiros do senhor Antonio Rodrigues Dias, conhecido como Antonio do Senhor, que Juruta Corrêa, como é conhecido pela polícia, havia roubado animais da fazenda de Antonio no povoado Baixa dos Veados. Com base nessa informação e conhecendo o local onde vive o acusado, a polícia se deslocou até sua residencia na Vila Daniele, onde efetuou a prisão do mesmo. Ao ser preso, Juruta não esboçou qualquer reação, ao contrário, colaborou, informando onde havia deixado uma vaca amarrada dentro do mato. A vítima foi procurada por nossa reportagem mas no momento segundo familiares, se encontra na propriedade, fazendo um balanço para saber a dimensão do furto. Para roubar, o acusado teve que cortar a cerca de arame da fazenda para ter a liberdade de sair com os animais sem grandes alardes. O que chama a atenção da população de Vargem Grande, é que o acusado tem diversas passagens pela polícia, pela mesma modalidade de delito. O acusado, velho conhecido da polícia, foi encaminhado a delegacia regional de Itapecurú onde foi autuado em flagrante pelo delegado Moraes e encaminhado ao presídio onde se encontra a disposição da Justiça.

Fumo mas não trago. Um amigo traz.

 Coluna Carlos Brickmann
Diz um cruel humorista americano que, certa manhã, uma esfuziante Chelsea Clinton chegou à Casa Branca e contou à mãe que tinha conhecido naquela noite um rapaz maravilhoso, simpático, bonito, bem educado, uma paixão!, que lhe fez agradável companhia. A mãe, preocupada, perguntou: “Rolou sexo?” E a jovem, direta: “De acordo com o papai, não”.

O ex-ministro Jaques Wagner (Governo Dilma) se aproximou de outra frase do ex-presidente Clinton: “eu fumei, mas não traguei”. Wagner, acusado de receber da Odebrecht um caprichado pixuleco, um relógio Rolex de US$ 20 mil, confirmou o presentão, mas explicou: “Guardei e nunca usei, porque uso outro tipo de relógio. Mas, se o cara me deu de presente, vou fazer o quê?” Claro: talvez prefira um relógio de bolso (“cebolão”), da Patek Phillipe, o Henry Graves Super Complication, avaliado em US$ 11 milhões. Se alguém lhe der de presente, que mal faz?

Pois é: junte as duas frases de Clinton, a verdadeira e a falsa, com a brasileira, de Jaques Wagner, e terá uma pista do caminho legislativo a seguir para livrar boa parte dos envolvidos na Lava Jato. Representantes dos três Poderes montam uma tese jurídica para separar o caixa 2 destinado a financiar campanhas do dinheiro usado para, oh, horror! enriquecer políticos. O que sempre se usou e é culturalmente aceito continua legal.

O que não é culturalmente aceito, quem sabe um dia se acerta isso também.

Quem apita o jogo

Nessa limpeza toda de dinheiro até agora apontado como sujo, quem separaria o “culturalmente aceito” do que a nós parece pura roubalheira?

A ideia é entregar essa delicada operação ao Supremo. Os ministros teriam algum tempo para estudar direitinho o caso, já que o novo entendimento começaria a vigorar, dando tudo certo, no julgamento dos casos do Petrolão. Imagine o caro leitor se o Supremo condenar um figurão. Ficaria aberto o caminho para livrar réus de menor calibre.

No nosso, não

O presidente nacional do PT, Rui Falcão, nem pensa em resolver juridicamente a situação de seus companheiros de partido. Quer resolvê-la do jeito que der, sem se preocupar em articular uma solução com as demais legendas. Ele propõe separar antigos companheiros, como José Dirceu e Antônio Palocci, que eram chamados de Guerreiros do Povo Brasileiro mas foram abandonados na prisão, sem sequer receber visitas, sem merecer sequer uma menção nos discursos petistas, e eventualmente expulsá-los do partido. Outros Guerreiros do Povo Brasileiro seriam defendidos pelo PT.

Traduzindo, o partido abandonaria os companheiros mais difíceis de defender, defenderiam os envolvidos em casos menos escandalosos e mobilizariam o partido numa cruzada quando chegasse sua vez no tribunal.

Cuidado essencial

Importante: é preciso tomar todos os cuidados possíveis antes de levar petistas de alta patente ao banco dos réus. O banco pode quebrar por excesso de fundos.

Operação Tetas Secas

Em 2013, condenados ao pagamento de multas, José Genoíno arrecadou R$ 700 mil numa vaquinha, e Delúbio Soares, em outra, R$ 1 milhão. Em 2014, José Dirceu levantou mais de R$ 900.000,00. Dilma, proibida de usar o Airbus oficial, e sentindo-se mal diante da possibilidade de voar em avião de carreira, obteve quase R$ 800 mil. A meta da vaquinha de Lula para financiar sua defesa era de R$ 500 mil. Chegou a R$ 270 mil.

Faturar menos que Dilma… que demonstração de força ao contrário! E Rui Falcão quer lançar imediatamente a candidatura de Lula à Presidência.

A falta que ela nos faz

Violeta Jafet, alma e coração do Hospital Sírio-Libanês, um dos melhores do país, morreu na segunda-feira, aos 108 anos. Por 50 anos dirigiu o dia a dia do hospital; quando já não tinha condições de caminhar pelas imensas instalações do Sírio-Libanês, ia de cadeira de rodas, sempre impecavelmente vestida, cuidando de tudo. Filha de Adma Jafet, primeira presidente da Sociedade de Mulheres que ergueu e comanda o Sírio-Libanês, Violeta tinha o dom da palavra. Após um discurso seu, o presidente Fernando Henrique beijou-lhe as mãos e disse que pediria a Deus que lhe concedesse chegar à idade dela com a lucidez que demonstrava. Violeta Basílio Jafet. Ela fará falta, a nós, à cidade, ao país.

Falou e disse

O vereador Fernando Holiday, do DEM paulistano, militante do MBL, Movimento Brasil Livre, já mostrou a que veio: diante da atitude dos vereadores paulistanos de aumentar seus salários em 20%, classificou-a de “desrespeito” e “canalhice das velhas raposas da Câmara”.

Holiday é de briga. Não está na Câmara para aumentar seus salários.

Polícia diz que embaixador grego foi morto a mando da própria mulher

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Mulher do embaixador chega à Divisão de Homicídios

Deu no Correio Braziliense

A Divisão de Homicídios da Baixada Fluminense pediu, nesta sexta-feira (30/12), a prisão preventiva de quatro suspeitos pela morte do embaixador grego no Brasil, Kyriakos Amiridis. Segundo a polícia do Rio de Janeiro, o corpo encontrado carbonizado dentro de um carro é mesmo do diplomata e há fortes indícios de que ele foi morto em um crime passional, do qual participou sua mulher, a brasileira Françoise Amiridis.

Segundo as investigações, o embaixador foi morto na casa dele, em Nova Iguaçu, na Baixada. Manchas de sangue foram encontradas no local. Só depois, o corpo teria sido removido e queimado com o carro do diplomata. Entre os envolvidos estaria um policial militar, amante de Françoise. A mulher foi levada hoje de manhã para prestar depoimento.

PM CONFESSOU – Fontes da polícia dizem que o PM também prestou depoimento, e dizem que ele teria confessado, envolvendo ainda outras duas pessoas, que seriam os executores da vítima. Uma coletiva de imprensa deve ocorrer ainda hoje para que investigadores deem detalhes do que apuraram até o momento.

Françoise procurou a polícia na quarta-feira (28/12), afirmando que o marido estava desaparecido desde a segunda-feira, quando teria saído em um carro alugado sem dizer aonde ia. A partir de então, Kyriakos passou a ser procurado. Na quinta-feira, o corpo foi encontrado em um carro queimado próximo a um viaduto conhecido como Arco Rodoviário.

Homem morre após ser atingido por raio em Itapecuru Mirim

Homem morre após ser atingido por raio em Itapecuru Mirim


Um homem identificado apenas como “Bernerval”, de 45 anos, morreu depois de ser atingido por um raio na tarde de quinta-feira (29), na cidade de Itapecuru Mirim-MA.

De acordo com familiares, chovia bastante por volta das 15h30 quando ocorreu a tragédia. A vítima estava capinando o quintal de casa usando uma inchada, no momento em que foi atingido pela descarga, morrendo ainda no local.

Prefeito eleito de Vargem Grande é entrevistado na TV difusora e rádio Nova FM

O prefeito eleito de Vargem Grande José Carlos de Oliveira Barros foi entrevistado no programa Aqui Agora, exibido de segunda a sexta-feira pela TV Difusora em cadeia com a Rádio Nova. Os principais temas, que são comuns a todos os municípios brasileiros, a segurança, a saúde e a educação, foram enfatizados por Carlinhos Barros. Ressaltou a sua amizade com o governador e que teve oportunidade de coloca-lo como se encontra o município em relação a esses três itens. Pediu desculpas aos amigos e em especial a juventude, por nesse primeiro momento, não patrocinar festa de posse com bandas caras. Porque segundo ele, nosso município é pobre e é necessário que o administrador tenha os pés no chão. Foi enfático ao afirmar que não fará um governo de perseguição nem retaliações, e conclamou a todos para juntos fazerem do município de Vargem Grande, um lugar bom de se viver. E acrescentou que sua principal meta será a política social, pretendendo com isso, não punir o jovem infrator, mas lhe proporcionar oportunidade de trabalho para que fuja da criminalidade. Por fim, disse que só depois que assumir definitivamente os destinos da municipalidade e conhecendo a realidade, é que poderá se pronunciar em cima da realidade. Agradeceu ao prefeito Edvaldo Nascimento pelo respeito aos Vargem-Grandenses, que diferente de alguns antecessores, lhe passará a faixa de prefeito. Sem dúvidas um gesto nobre de quem respeita as instituições e tem zelo pela coisa pública.

MINISTÉRIO PÚBLICO PEDE CASSAÇÃO DO DIPLOMA DO PREFEITO E VICE-PREFEITO ELEITOS DE CHAPADINHA (MA)

Por Aliandro Borges

Os políticos utilizaram diversos artifícios para obter o registro de suas candidaturas, e, assim, o nome de Magno Bacelar desapareceu da lista de gestores inelegíveis e com contas rejeitadas, elaborada pelo Tribunal de Contas da União e enviada ao Tribunal Superior Eleitoral.

O Ministério Público Eleitoral (MPE) interpôs, em 19 de dezembro, recurso para anular a diplomação de Magno Bacelar e Talvane Ribeiro Ortegal, prefeito e vice-prefeito eleitos do município de Chapadinha/MA, localizado a 76,2 km de Buriti-MA. A medida foi assinada pelo promotor eleitoral Douglas Assunção Nojosa na 42ª Zona Eleitoral do Maranhão.

De acordo com o documento, os políticos utilizaram os mais diversos artifícios para obter o registro de suas candidaturas, fazendo desaparecer o nome de Magno Bacelar da lista de gestores inelegíveis e com contas rejeitadas, elaborada pelo Tribunal de Contas da União e enviada ao Tribunal Superior Eleitoral.

Mesmo com contas julgadas irregulares, por vício insanável e com decisão irrecorrível, Magno Bacelar ingressou com recurso na Justiça Federal e obteve liminar favorável para suspender os efeitos da decisão do TCU até o julgamento do mérito da ação. Em seguida, o Tribunal retirou o nome do político da lista de gestores com contas irregulares.

Entretanto, ao cumprir a decisão, o TCU cometeu um erro, pois suspendeu não apenas os efeitos atinentes ao processo TC 019.149/2011-5, mas também do TC 015.666/2002-8, este último não foi objeto de qualquer questionamento judicial.

Em seguida, o nome de Bacelar deixou de figurar na lista dos gestores fichas sujas, sendo excluído em 5 de agosto de 2016, poucos antes do encerramento do prazo para a impugnação do registro de candidaturas.

Somente após o deferimento da candidatura e realização das eleições, o TCU revisou os processos e constatou o erro, reinserindo, em 10 de outubro, o nome de Magno Bacelar na lista dos gestores inadimplentes.

“A questão de fundo que deve ser enfrentada por essa Corte Eleitoral diz respeito à possibilidade de alguém que figura com contas julgadas irregulares por vício insanável, por ato doloso de improbidade administrativa, e com trânsito em julgado, possa ser candidato a cargo eletivo e exercer o mandato, apesar da inelegibilidade constante, conforme a Lei Complementar nº 64/1990”, questionou, no recurso, o promotor eleitoral.

Na avaliação do MPE, o diploma deve ser cassado, em razão de impedimento legal, inviabilizando o exercício legítimo do mandato.

Douglas Nojosa destacou, ainda, que, ao obter, mediante erro do TCU, o registro de sua candidatura, Bacelar “maliciosamente ofendeu não apenas os demais candidatos, mas principalmente os eleitores de Chapadinha, e ainda a própria Justiça Eleitoral, que chancelou uma candidatura eivada de nulidade, sem que reunisse condições para a disputa regular e legítima do pleito”.

Nojosa também afirmou no recurso que os cidadãos e eleitores de Chapadinha foram“ludibriados e induzidos a erro, votando em um candidato que não reunia todas as condições legais para disputar o cargo”.