Operação Última Chance

 Coluna Carlos Brickmann
Que José Serra operou a coluna no fim do ano é fato conhecido; que os médicos lhe recomendaram que por alguns meses, até a recuperação total do organismo, evitasse viagens prolongadas, é inegável. Que Serra desde então, para cumprir a agenda de chanceler, só viajou na companhia de um médico, com ampla variedade de fortes remédios contra a dor, Brasília inteira sabia. O presidente Temer estava pronto a dar ao chanceler uma licença do cargo, pelo tempo que fosse necessário. Não queria perder um dos mais eficientes de seus ministros, o primeiro a tomar medidas de impacto positivo, como recolocar Venezuela e bolivarianos em geral no lugar que lhes cabe – e olhe lá!
Mas Serra é um ser político. Preocupa-se com sua saúde (dizem até que é hipocondríaco), mas se preocupa muito mais com seu futuro político. Aos 75 anos, quase 76 no dia das eleições, sabe que esta é sua última chance de ser presidente. E seu sonho não é ser um grande chanceler: é ser presidente.
A idade não o preocupa. Adenauer assumiu a chefia do Governo alemão aos 75 anos, mudou a cara do país e da Europa. Deixou ao poder por vontade própria 19 anos depois, aos 94 anos, após firmar aquilo que se julgava até então impossível: um tratado de paz e amizade entre Alemanha e França.
Mas há uma maldição política que Serra está desafiando: quem muito quer a Presidência não chega lá. Maluf, Quércia, Ulysses, Carlos Lacerda, o brigadeiro Eduardo Gomes se prepararam, lutaram, e ficaram pelo caminho.

Não é rabugice, é a realidade

O G1 noticia que uma menina de sete anos teve de ser atendida em uma banco de madeira retirado de uma praça e improvisado como leito no Hospital Infantil de Palmas, capital de Tocantins (sim, estamos falando de uma capital).

A menina foi picada por uma cobra, em Divinópolis, no interior do estado, e a mãe foi buscar melhor atendimento na capital.

Segundo a mãe da criança, “uma enfermeira, com um bom coração” pegou um banco do pátio do hospital e levou para dentro, a fim de acomodar a menina.

É o Brasil real no carnaval.

Polícia identifica dez baderneiros com dois suspeitos de ter lesionado três pessoas

Resultado de imagem para Imagens de agressão a faca

O período de carnaval em Vargem Grande como nas cidades próximas tem transcorrido dentro do clima de paz e tranquilidade. Os primeiros dias, graças a Deus, não tivemos nenhuma ocorrência de relevância nos corredores da folia das três cidades próximas. Ontem infelizmente o clima foi quebrado no corredor da folia de Vargem Grande, quando a polícia identificou dez baderneiros e entre esses, dois foram conduzidos até a a delegacia de polícia por serem suspeitos de agressão a faca nas pessoas de Josiclei Sousa da Silva de 19 anos, residente na rua José Firmino Gomes em Vargem Grande, José Wellington Sousa dos Santos também de 19 anos residente na Vila Ribeiro Zona Rural de Vargem Grande, e o adolescente JSS de 16 anos de idade residente na travessa José Firmino Gomes. As vítimas tiveram lesões leves e terão que depor ainda hoje na delegacia de polícia onde se encontra recolhido Francisco de Ribamar Abreu, acusado de ser um dos autores dos golpes nas vítimas. O outro acusado de ter praticado as lesões é Charles Leitão da Silva de 25 anos que a polícia não conseguiu prender.

Senador quer abrir CPI para investigar Previdência Social

Defensoria pública pede que INSS suspenda 'pente-fino'

Defensoria pública pede que INSS suspenda ‘pente-fino’

O senador Paulo Paim (PT-RS) reuniu 29 assinaturas para solicitar a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) destinada a investigar a situação financeira da Previdência Social. Segundo Paim, o objetivo é apurar desvios de verbas, fraudes, sonegações e outras irregularidades nos benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). “A CPI vai esclarecer se precisa ou não de reforma (da Previdência)”, disse.

Apesar de já possuir duas assinaturas a mais do que o necessário, Paim ainda buscará apoio de outros senadores até o fim de março. Ele afirmou que o Palácio do Planalto está pressionando governistas a retirarem as assinaturas do documento, mas não quis revelar os nomes. Caso não consiga a aprovação do pedido, Paim também costura o apoio de parlamentares para uma comissão mista, com a participação de deputados.

Com duração de 120 dias, as CPIs têm poderes de investigação próprios de autoridades judiciais. A comissão pode, por exemplo, convocar pessoas para depor, ouvir testemunhas, requisitar documentos e determinar diligências, entre outras medidas. A ideia de criar uma CPI partiu do presidente da Confederação Brasileira de Aposentados e Pensionistas (Cobap), Warley Martins, que buscou o apoio de Paim. O pedido acontece em meio aos debates sobre a aprovação da reforma da Previdência, uma das prioridades legislativas do governo Michel Temer para este ano. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

“Os fatos a respeito do PT e de Lula são incontestáveis”

O Estadão, em editorial, trata do desespero do PT, manifestado pela entrevista de Gilberto Carvalho ao Valor. O Seminarista prometeu uma “guerra”, caso Lula seja condenado e não possa ser candidato em 2018.

Leia um trecho:

“O PT sabe que, se os processos contra Lula forem tratados somente no âmbito jurídico, a derrota do petista é certa, e não porque a Lava Jato ‘persegue’ Lula, mas sim porque, ao que tudo indica, sobram provas contra ele. Não é à toa que a equipe de advogados destacados para defender Lula, em vez de dedicar-se a refutar as acusações, foi até a ONU para denunciar a suposta perseguição política que estaria sendo empreendida pelo juiz Sérgio Moro contra seu cliente. Além disso, usa as audiências com Moro para irritar o magistrado, tentando fazê-lo sair do sério, o que daria argumentos para sustentar a tese de que ele age contra Lula por motivações pessoais.

Para essa gente, a democracia e suas instituições – especialmente a Justiça e a imprensa livre – são inimigas, pois trabalham com fatos, e os fatos a respeito do PT e de Lula são incontestáveis: o partido e seu demiurgo não apenas são os responsáveis pela pior crise econômica da história brasileira, mas também são as estrelas do maior escândalo de corrupção que já se viu no País. Logo, os petistas empenham-se em criar os chamados ‘fatos alternativos’ – nome que se dá a mentiras e distorções criadas para embaralhar a realidade.”

Simples assim

Por Tânia Fusco

É muito difícil ser infeliz no Carnaval. Quem gosta da bagunça, tem três (ou cinco, ou sete, ou mais) dias pra se acabar. Quem não gosta, tem, no mínimo, um feriadão, que pode ser gasto como bem lhe aprouver.

Há quem duvide, mas, vida afora, é sempre mais fácil ser feliz do que infeliz. E nem me venha com aquela frase feita: o que temos são momentos de felicidade. Puta confusão.  O prazer é que é coisa de momentos. Acontece, abastece e passa. Ai cabendo desde o prazer de comer até o sexual, que é o mais (bem ou mal) falado.

Ser feliz é não estar infeliz. Simples assim.

Tirando os infelizes patológicos, os momentos de infelicidade é que podem ser contados. Na maior parte do tempo a vida segue normal. Ou seja, mais feliz do que infeliz.

Podemos ter ansiedade e não estar infeliz. Podemos ter frustrações – e temos! – e não estar infeliz. Um pouco caídos, meio tristes, mas não infelizes.

Ser infeliz é decisão pessoal e intransferível. Ter desacertos é uma coisa, fazer disso infelicidade de longa data é outra. E quem dá o start para um lado ou outro é sempre o dono da vida, do corpo físico que aqui reside temporariamente.

Os do pacto com a infelicidade são óbvios. Você pergunta um corriqueiro tudo bem?  E eles, sempre desanimados, lamentam: Ah! Tenho quilos de trabalhos para fazer hoje, amanhã, depois de amanhã…

Não dá para simplesmente dizer: tudo ok hoje, agora, neste instante. O que virá, virá. Não é agora. Pra que sofrer por antecipação e por tão pouco?

Há também os que nunca estão sem uma dor física. Ou tiveram ontem, na semana passado, durante o mês inteiro… Ou há alguém da família que não está bem.

Você olha em volta e esta tudo beleza com a figura. Só ela dispensou as lentes de enxergar isso. Assim não dá mesmo pra ser mais feliz que infeliz. Ainda que seja carnaval e que, no mínimo, esteja em casa desfrutando o prazer de assistir uma série atrás da outra, como se fosse um filmão de horas.

Viver não é linha reta. Tem curva, montanha, estrada boa, estrada ruim e pedágio. A existência de momentos ou coisas mais custosas não significa infelicidade obrigatória. (Custoso é uma expressão bem mineira que amplia o significado do difícil).

Imagine a chatice que seria se tudo na vida fosse programado do nascer ao morrer? Você ali – aborrecidíssima, imagino – sabendo exatamente a hora que teria prazer, que iria encarar o custoso, curva, montanha e mar bravo.

Tudo com data marcada. Pior ainda, sabendo desde o começo quando iria morrer e como.

Ó que merda?

O bom da vida é o carrossel de emoções. Vai dizer que não?

Não é uma delícia aquele dia, que começou lascado, você pega uma capa de chuva – porque, ainda por cima, está chovendo muito – e acha perdido no bolso uma nota de cem dólares, um maço de cigarros, uma velha declaração de amor, ou uma cantada, escrita num guardanapo amassado e já amarelado pelo esquecimento?

Pronto. Lá se foi o lascado. Prevaleceu a felicidade da boa surpresa.

E naquele dia que você tirou para fazer a coisa mais chata do mundo – arrumar papéis, documentos e assemelhados, por exemplo -, toca o telefone e é um antigo namorado, um velho e sumido amigo em dia de saudades?

Pronto. Horas de conversas potocas, abobrinhas, risadas, e você volta pros papéis como se fosse a maior delícia do mundo. Ou nem volta. Deixa para o dia seguinte. Feliz e sem nenhuma culpa.

Coisinhas tão pequenas dão prazer grande. Desarrumam qualquer ensaio de infelicidade. Ser feliz é mais simples, mais fácil.

A vida – de cada um e de todos nós -, não programada, graças a Deus!, é meio assim como um time de futebol. Tem a fase boa, quando tudo dá certo e você leva o campeonato. Tem a fase ruim, quando o time não rende, o craque é contundido, e você fica na lanterna ou até cai para a segunda divisão.

Lascou-se! Vai ter de começar de novo. Humildemente tem que acertar o time e suar a camisa para encarar e vencer na série B, e voltar, em glorias ou nem tanto, para a primeira divisão.

Há tsunamis. Cai o avião e morre o time inteiro. O carro da escola que estreia no grupo especial derrapa errado e causa tragédia. Nessas tenebrosas circunstâncias, tem outra saída se não começar do zero?

Sobrou, tá vivo, tem cura?  Segue em frente. Pior que a situação custosa só a morte.  Que, no lugar comum, é mesmo a única certeza da vida. Seja você puxado para o azedo e infeliz ou suave e feliz, vai morrer um dia.

Não é muito melhor levar de boa, somando só a simplicidade de ainda estar vivo e, se preciso for, vez por outra, até encarar mar de surfista com sua pranchinha de isopor?

Põe as fichas no novo. Leva a escola pra Avenida sem alas, tudo junto e misturado feito a Beija Flor. Surpreendente. Se não der certo, marcou a ousadia. Para o que der e vier, fez diferente do costumeiro.

Como no futebol ou no samba, não há má fase que não passe. E passa muito mais rápido quando a gente desazeda.  Então, melhor ficar no bloco do hoje deu ruim, amanhã vai dar bom.

Toca o barco, rearruma o time, bota fé: ser feliz é sim mais fácil. Ainda que o Carnaval e o feriadão estejam acabando. Ano que vem tem de novo. Ô benção!

Carnaval (Foto: André Mello/Editoria de Arte)

O BARULHO TAMBÉM MATA

Na antiguidade, os gregos indignados puseram os barulhentos ferreiros para fora das cidades. Hoje, qualquer um tem seu aparelho portátil ou estrondoso som.

O barulho também mata Embora não pareça, o barulho é uma das principais causas de morte no mundo todo, segundo OMS.  Calcula-se que milhares de pessoas morrem anualmente vítimas deste problema. A música, a palavra e a voz consomem grande parte de nossas vidas. Um mundo sem som seria triste, mas seu excesso também não é agradável.

Tudo deve estar na medida certa: assim é o que determina a Organização Mundial da Saúde (OMS), que acaba de elaborar um relatório sobre a poluição acústica denunciando o aumento no número de mortes provocadas pelo barulho ao longo do planeta.

Mas o barulho também nos traz toda uma série de males à nossa vida cotidiana, entre os quais se destacam a perda de capacidade auditiva, insônia, estresse, falta de concentração, problemas cardiovasculares, depressão e até impotência sexual ou problemas no feto das mulheres grávidas.

A OMS adverte que a América Latina está cada vez mais exposta ao barulho. Os altos níveis de barulho também são um problema para as grandes metrópoles no Brasil. Segundo o Médico Neurofisiologista, Fernando Pimentel Souza, membro do Instituto de Pesquisa do Cérebro, UNESCO, Paris, anualmente são perdidos mais de 600.000 anos potenciais de vida sadia por culpa de doenças envolvendo o excesso de barulho. Além disso, a mania dos brasileiros mais jovens de ouvir música alta faz com que quase 2% dos habitantes entre sete e 19 anos já tenham perdido parte de sua capacidade auditiva. Mas o barulho também está por trás dos graves distúrbios do sono que afetam 2% dos paulistanos e de 3% dos casos de tinnitus – um fenômeno de personalidade perceptiva caracterizado por contínuos assobios nos ouvidos – que afetam aos cidadãos brasileiros que vivem nas grandes cidades.

Com isso, é preciso tomar consciência sobre o assunto e denunciar todos aqueles que infringem a lei e colocam em risco a nossa saúde. Em São Paulo, a poluição sonora e o estresse auditivo são a terceira causa de maior incidência de doenças do trabalho, só atrás das devido a agrotóxicos e doenças articulares. Inúmeros trabalhadores vêm-se prejudicados no sono e às voltas com fadiga, redução de produtividade, aumento dos acidentes e de consultas médicas, falta ao trabalho e problemas de relacionamento social e familiar. A poluição química do ar, da água e da terra deixa muitos traços visíveis de contaminação. Muitas doenças e mortes devido a alterações do meio podem ser identificadas por qualquer pessoa. Mas, a poluição sonora, mesmo em níveis exagerados, produz efeitos imediatos moderados. Seus efeitos mais graves vão se implantando com o tempo, como a surdez, que não tarda a se acompanhar às vezes de desesperadores desequilíbrios psíquicos e de doenças físicas degenerativas.

Pelo nível de ruído das nossas cidades e casas, a maioria dos habitantes deve estar sob estresse prolongado, surgindo ou agravando arterioscleroses, problemas de coração e de doenças infecciosas, fazendo inúteis dietas e acabando precocemente com suas vidas. A ativação permanente do sistema nervoso simpático do morador da metrópole pode condicionar negativamente a sua atuação com as agressões. Estamos no limite.

Muitas pessoas procuram se livrar dessa reação, por tornar-se desagradável, usando drogas (tranquilizantes ou cigarro) para bloqueá-la. O nível de ruído em nosso ambiente urbano está quase sempre acima dos limites do equilíbrio, e abre caminho para estresses crônicos.

Certas áreas do cérebro acabam perdendo a sensibilidade a neurotransmissores, rompendo o delicado mecanismo de controle hormonal. Esse processo aparece também no envelhecimento normal e ataca os mais jovens, que se tornam prematuramente velhos num ambiente estressante.

Os efeitos no sono não são menos importantes pela sua nobre função. Os países avançados, ao contrário, mantém o controle da poluição sonora para não prejudicar as atividades psicológicas, mental e física, e seus habitantes, beneficiados, atingiram um nível mais refinado. Mesmo assim esse tipo de poluição subiu para a terceira prioridade ecológica para a próxima década, pela Organização Mundial de Saúde.

O Brasil não deveria permitir tantos danos da poluição sonora nos insuficientes esforços na educação e saúde. Alguma coisa deveria ser feita nas nossas cidades excessivamente barulhentas, hoje com quase 80% da população. As providências seriam: seguir a lei e melhorá-la, diminuir poluição das fontes ruidoras (veículos automotores, aparelhos industriais e eletrodomésticos,etc.)

É necessário reeducar as pessoas a viver em comunidade, porque, a nação, se não é capaz de reparar os danos da poluição sonora, poderia pelo menos preveni-los.

No Brasil, apesar de ter normas para evitar o barulho prejudicial, sejam elas severas ou não, quase ninguém as cumpre, e o problema persiste na maioria dos espaços públicos das metrópoles. Música alta, construções, tráfego de veículos, ofertas de produtos de lojas através de alto-falantes e até a pregação religiosa – que costuma contar com potentes equipamentos de som – fazem parte do panorama em cidades como Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília, Curitiba, etc.

 

Nelson Valente é professor universitário, jornalista e escritor

ASSIM VÃO AS FEMINAZIS NO OCIDENTE

Impressionado com o que vejo exposto em cartazes e corpos pintados durante manifestações feministas, mundo afora, fui atrás do termo “feminazi”, no Google, e me deparei com diversos conteúdos que reprovam o vocábulo. Alegam que seria improcedente estabelecer qualquer analogia entre o feminismo e o nazismo. Ah, é? Então, vamos a isso.

Houve um feminismo cuja importância sociológica e econômica não pode ser negada. Abusos e desvios de conduta à parte, representou um esforço legítimo em favor da dignidade da mulher. No entanto, de algumas décadas para cá, surgiu um feminismo cujas pautas potencializam os males do machismo. Este, nem em sua expressão mais vulgar consegue ser tão grosseiro e devasso quanto o feminismo das “feminazis”. Com tais características, tinha tudo para virar movimento político, representante de um grupo social que se diz oprimido, e ser, então, abraçado pela esquerda. Hoje, todo esquerdista comprometido acaba sendo, também, feminazi. Ironicamente, o vocábulo serve aos dois gêneros.

Lembram do “Mamãefalei” e de suas entrevistas em vídeo, muito interessantes, feitas com invasores de escolas? Numa delas, o entrevistador mencionou a certa moça que ela dançava muito bem. A dita cuja, indignada, disparou: “Machista!”. Quando ele lhe indagou o motivo daquele rótulo, ela, mostrando o treino para a conduta odienta, não parou para pensar: “Porque eu não autorizei você a me dizer que eu danço bem”. Toda(o) feminazi (não vão me enlouquecer!) está num jogo de poder, naquele clássico formato que a esquerda (sempre ela) administra como coisa sua: dívida histórica, contas a ajustar, ódios a nutrir e vinganças a aplicar. A mocinha expressava exatamente essas convicções e sentimentos. Dado que os indivíduos de cromossomos XY teriam oprimido os de cromossomos XX, através dos milênios (o que não foi verdadeiro em todas culturas), gerou-se um débito que começou a ser acumulado nas cavernas e uma agravante onipresente nas relações entre homens e mulheres. Como produto dessa interpretação, desenvolve-se um ódio de gênero e uma criminalização da condição masculina, buscando a inversão do quadro anterior para a futura prevalência de um poder feminino na política e no direito. Voilá! Ficou claro, agora? O que no nazismo era representado pela raça, no feminazismo é representado pelo sexo. Leiam os cartazes e os corpos que comparecem pintados às suas manifestações. Pode ser que exista neles e nos louvores à genitália feminina alguma sutil menção a algo tão propriamente da mulher como a maternidade, a geração, a criação de filhos e a amamentação. Nunca vi. Mas se houvesse, seria algo tipo “Meu leite, minhas regras!”.

Quando mencionei os feminazis, veio-me à mente o ministro Roberto Barroso, do STF que, em recente voto favorável a realização de um aborto, afirmou que tais atos deveriam de livre decisão feminina, assegurada em nome do princípio constitucional da igualdade, porque homens não engravidam. Viram o que Deus fez? Imagino que, analogamente, por decorrência do mesmo princípio, os homens deveriam menstruar ou, as mulheres, parar de ovular. E vamos ficar por aqui, ministro.

Não devemos esquecer a aliança tácita do feminazismo com a esquerda mundial. As feminazis, por exemplo, jamais mencionam a situação das mulheres nos países onde vige a lei da sharia. Aliás, dia 23 de janeiro, em protesto contra a posse de Trump, feminazis loiras, para incomodar os republicanos, desfilaram em Berlim gritando Allahu Akbar… Por fim, nem feministas nem feminazis abriram a boca quando Reinaldo Azevedo desfechou contra Joice Hasselmann, durante 24 minutos, ao vivo, pela TV Jovem Pan, o mais estúpido e grosseiro ataque verbal que a imprensa brasileira já assistiu. Mas Joice é uma jornalista “de direita” e isso parece fazer dela uma subespécie daquilo que Dilma Rousseff chamaria de “mulher sapiens”.

ROUBO DE CARGAS

A operação contra o roubo de cargas em Goiás remete-me a lembranças do batente jornalístico, do início da minha curta carreira como advogado, nos tribunais baianos, e da atuação como delegado de Polícia. Foi na Bahia, no início dos anos 90, que tomei conhecimento de um esquema organizado para assaltar caminhoneiros e entregar a carga a receptadores do comércio, homens que mantinham uma fachada de pessoas honradas mas não passavam de delinquentes disfarçados.

À noite, eu era redator e editor especial da Tribuna da Bahia; durante o dia, advogava. Na primeira semana em um escritório de advocacia, o advogado-chefe, provavelmente me testando, designou-me para analisar um processo contra um cliente, patrulheiro da Polícia Rodoviária Federal. O patrulheiro era usado para parar os caminhoneiros e pedir carona para pessoas aparentemente comuns que eram, na verdade, o contato dos criminosos e faziam o motorista parar para que elas descessem em determinado ponto da estrada, já combinado com os assaltantes, que rendiam a vítima e roubavam a carga.

A preferência dos bandidos era por carne de charque e defensivos agrícolas, os produtos mais valorizados no mercado – o veneno, pelos grandes produtores rurais do Oeste baiano e de Goiás; a carne, pelos comerciantes dos diversos supermercados receptadores.

O maior choque, ao examinar os autos, foi constatar que havia gente graúda (até de toga) envolvida com os criminosos. Caí na besteira de contar à minha mulher, que era deputada recém-eleita, e ela começou a botar a boca no trombone, eu não aceitei a causa e ainda tive de reforçar a segurança dela, porque os bandidos iniciaram uma movimentação para assustá-la.

Uma investigação iniciada na Polícia Civil do DF foi parar na CPI do Roubo de Cargas porque identificou receptação por parte de redes de supermercados daqui e oriundos da Europa, porém a investigação parlamentar terminou em banho-maria, salvo engano. Em 2005, em uma cidade distante, uma movimentação política atrasou certa operação para apreender uma carga de defensivos agrícolas, e os agentes, quando chegaram ao local, só encontraram goma de tapioca no caminhão. Eu só acho graça quando determinadas pessoas aparecem contando lorotas de honestidade e sucesso rápido por aí.

O LEGADO DE EDSON

De todos os esportes, o tênis talvez seja o que mais simbolize o ganho individual, a superação física e mental sobre o adversário, a responsabilidade solitária e a capacidade de tomar decisões lógicas em intervalos de segundos. O tênis era o esporte do qual Edson Bueno mais gostava. E foi em quadra, em sua casa de Búzios, no Rio de Janeiro, que ele sofreu um infarto agudo, falecendo aos 73 anos.

Direto ao ponto, focado, obstinado. Essas qualidades explicam, em parte, como um menino nascido no pacato interior de São Paulo, que começou a trabalhar ainda criança para ajudar no sustento da casa, tornou-se um dos maiores empresários do Brasil e do mundo. Um homem de convicções imutáveis e marcos audaciosos, entre eles a realização de sua grande obra de vida, chamada grupo Amil. Um especialista em criar atalhos e saídas.

Existe a história de que, certa vez, teria levado um grupo de executivos da empresa para uma imersão nos mercados de Istambul, na Turquia, onde a cultura do comércio perdura por milênios. Queria que aprendessem, pela força da prática e da tradição oral, a arte de negociar, vencendo os talentosos comerciantes da cidade. Esperava, provavelmente, doar um pouco de sua sensibilidade para captar conhecimento das formas mais viscerais e inusitadas.

Há uma legião de líderes no setor da Saúde que se formaram na escola Edson, ou ao menos nela se inspiram. É possível reconhecê-los pelo trato atencioso, pela conduta e pela diligência. São um espelho de seu mentor, que interessava-se genuinamente pelas pessoas e que atribuiu a si mesmo o título de gerente de recursos humanos da Amil. Imagino, neste momento, quantas memórias devem tomar de pesar e gratidão os milhares de colaboradores por ele influenciados.

Na sabedoria popular, há o pensamento de que nós devemos ter, na vida, três interlocutores: um mais velho, que transmita experiência; um da mesma idade, para troca de ideias no dia a dia; e um mais novo, para nos alimentar de juventude. Mas, como homem de vida longa e produtiva, Edson não se comportava como o mais velho. Não proferia conselhos, não decretava o que as pessoas deveriam fazer. Referia-se informalmente ao outro como “mestre”. Ouvia outros pontos de vista, às vezes com certa impaciência. E, no meu caso, continuava a considerar importante o que eu fazia, ainda que não compartilhasse da mesma visão.

Edson Bueno construiu um legado ímpar. Como um dos mais importantes agentes do desenvolvimento da medicina suplementar em nosso País, ajudou a proporcionar a criação de hospitais de excelência no Brasil e a nos posicionar como terceiro maior mercado de Saúde privada no mundo. Mesmo depois de vender a Amil por 10 bilhões de reais, em 2012, para a gigante UnitedHealth Group, manteve-se ativo, como um empreendedor no apogeu de seu sucesso.

Ele morreu no auge da vida, no ímpeto da competição, dentro e fora de quadra. Morreu fazendo o que mais gostava.

Jornalista da Globo é detido em Salvador após confusão com PMs

Felipe Santana e um amigo foram acusados de desacato

Felipe Santana e um amigo foram acusados de desacato

Felipe Santana, jornalista da Globo, foi detido em Salvador na noite do último domingo, 26, após uma confusão com policiais militares. Ele e um amigo, também jornalista, Bruno Aversa Dellalata, foram acusados de desacato. Os dois afirmam que os PMs foram truculentos na ação.

A confusão aconteceu no circuito Osmar, no centro da capital baiana. Dellalata teve um ferimento no supercílio e está sob observação no Hospital Aliança. Santana foi à Central de Flagrantes para prestar depoimento. O outro jornalista fará o mesmo quando for liberado do hospital.

Os policiais envolvidos no caso também apresentaram ferimentos, na boca e no braço, e já foram ouvidos. O caso será investigado pela Polícia Civil, com o acompanhamento do Comando Geral da PM.

Confira a nota na íntegra:

“A Secretaria da Segurança Pública determinou a apuração rigorosa de uma situação envolvendo uma patrulha da Polícia Militar e dois jornalistas. O caso aconteceu no circuito Osmar (Centro), na noite deste domingo (26).

Informações preliminares dão conta de que jornalistas e policiais se desentenderam. O caso foi para a Central de Flagrantes do Passeio Público. Os policiais alegam desacato e, a dupla, truculência policial. Um dos jornalistas, Bruno Aversa Dellalata, teve um ferimento no supercílio e foi encaminhado ao posto médico para atendimento e, em seguida, para o Hospital Aliança, onde permanece em observação.

O outro jornalista, Felipe Tomaz Sant’ana, foi ouvido na Central de Flagrantes. Os militares envolvidos também prestaram depoimentos. Todos os envolvidos serão encaminhados para fazer exame de corpo de delito, já que dois PMs também apresentaram ferimentos na boca e no braço.

No circuito Osmar, foi conduzido para averiguação, após desentendimento com uma guarnição da PM, o jornalista Felipe Tomaz Sant’ana. Ele foi ouvido na Central de Flagrantes e liberado, assim como os policiais envolvidos na situação. O colega dele, Bruno Aversa Dellalata, teve um ferimento no supercílio e está em observação no Hospital Aliança e prestará depoimento assim que liberado. A Polícia Civil já instaurou um inquérito para apurar o caso e iniciou a ouvida de testemunhas que presenciaram o fato.” Fonte O Estadão.