Polícia prende quadrilha que furtava combustível do trem da Vale em Bacabeira.

QUADRILHA PRESA.

BACABEIRA/MA – A polícia apresentou quadrilha que foi presa na tarde da última sexta-feira (1) a Polícia Militar , conseguiu prender 6 homens suspeitos de integrar uma quadrilha especializada em roubar combustível de trens que transportam minério de ferro pela estrada Carajás, nas proximidades do município de Bacabeira.

Após denúncias anônimas que reatavam uma ocorrência do crime de furto de combustível na estrada de ferro Carajás, uma guarnição imediatamente se deslocou para checar a veracidade da denúncia. Ao chegar ao local citado, encontraram dois indivíduos em um caminhão basculante que estavam retirando combustível das locomotivas que estavam paradas na ferrovia, sendo presos em seguida.

COMBUSTÍVEL FURTADO.

Dando continuidade nas investigações, uma campana foi montada pela guarnição de moto patrulhamento, Polícia Civil e equipes de segurança da Vale no intuito de localizar os demais integrantes da quadrilha, tendo êxito ao final. Foram presos Samuel Cavalho Soares (24), Alex Souza Borges (28), Pedro José Pereira Costa(21), Josinaldo dos Santos da Cruz Nunes (38), Carlos Augusto Azevedo Corrêa (38) e Luiz Gustavo Corrêa Andrade (22), todos residentes em São Luís.

Todos os envolvidos foram encaminhados a delegacia, onde confessaram suas participações no delito, informado ainda que o material furtado seria vendido para barqueiros do Portinho, localizado na capital. Sendo assim os seis elementos foram autuados em flagrante pelos crimes de furto e associação criminosa.

Da bancada federal maranhense, apenas dois deputados votam pela aceitação da denuncia contra Temer

 

O jornal a Folha de São Paulo fez um levantamento entre os 513 deputados federais para saber quem é contra ou a favor da aceitação da denuncia contra o presidente da República, Michel Temer. A maioria se posicionou contrária.

Da bancada maranhense, composta de 18 parlamentares, somente dois (Eliziane Gama  e Weverton Rocha) são pela aceitação da denúncia.

Pelo visto, a denúncia do Ministério Público Federal, encaminhada pelo ministro do STF, Fachin, acabará sendo arquivada, livrando assim o presidente de ser julgado na instância máxima do país, o Supremo. Fonte Luis Cardoso

Por que nos preocupamos com o distante?

Desde que surgiram as investigações da operação Lava-jato, parece que tudo o que existe de errado neste País, está concentrado em Curitiba e arredores. E que o Judiciário brasileiro está representado por uma única pessoa, o juiz Sérgio Moro. Os estados e municípios do nordeste estão dirigidos pelas pessoas mais justas, sérias e honestas deste Brasil. A ser verdade, estamos caminhando para o caminho da perfeição, onde todos trabalham, se respeitam e são o símbolo da moralidade. Mas será que isso é verdade? Pequenos escândalos pipocam de vez em quando nas prefeituras e nas Câmaras, mas nada sério, porque nada se apura. E como se diz que a Justiça não age de ofício, quase sempre os escândalos são abafados por outros de maior ou menor proporção, mas sempre sem a devida apuração dos fatos. E aí temos a leve impressão que estamos num mundo de celebridades. Pessoas sérias e acima de qualquer suspeita. Mas até quando isso vai perdurar? Acredito que até que alguém realmente sério, tenha a coragem de não só falar, mas buscar a justiça para que se esclareçam os fatos denunciados. A Lava-Jato está distante, alguns poucos de nossa região foram apontados na operação, mas até agora nada ficou provado. Está na hora da sociedade cobrar dos vereadores, principalmente a continuidade da apuração de suas denuncias, senão depois de algum tempo vão cair no descrédito para a sociedade. A lava-Jato está recheada de escândalos, mas podem ter certeza, não é só lá. Por aqui também a coisa está preta, falta apenas quem tenha a coragem de denunciar e a Justiça por força de obrigação apurar, sem ser preciso entretanto, a condenação antecipada.

RUY FABIANO

O perigo do “Fora, Temer” é ofuscar o protagonismo do PT no maior processo de rapina já perpetrado ao Estado brasileiro – aliás, a qualquer Estado. A corrupção como método de governo.
 
O PMDB, partido que Temer presidiu por longo tempo, e cuja parceria com o PT o levou à vice-presidência de Dilma Roussef, praticou a corrupção clássica, que, embora obviamente criminosa, cuidava de não matar a galinha dos ovos de ouro.
 
A do PT, não. Não se conformava em enriquecer os seus agentes. Queria mais: saquear o Estado para financiar um projeto revolucionário de perpetuação no poder. Daí a escala inédita, mesmo em termos planetários. Só no BNDES, o TCU examina contratos suspeitos de financiamentos, que incluem países bolivarianos e ditaduras africanas, na escala de R$ 1,3 trilhão. Nada menos.
 
Poucos países têm tal PIB. A Petrobras, que era uma das maiores empresas do mundo, desapareceu do ranking mundial. Deve mais do que vale. O PT banalizou o milhão – e mesmo o bilhão.
 
As delações da Odebrecht e da JBS, entre outras de proporções equivalentes (Queiroz Galvão, OAS, Andrade Gutierrez, UTC etc.) mostram quem estava no comando: Lula e o PT. Os demais beneficiários estão sempre vários degraus abaixo. Eram parceiros – e, portanto, cúmplices -, mas sem comando.
 
Por essa razão, soou como piada de mau gosto – ou um escárnio à inteligência nacional – a afirmação de Joesley Batista de que Temer era o chefe da maior quadrilha do erário. A ação implacável do procurador-geral Rodrigo Janot procurou reforçar aquelfirmação, que obviamente não se sustenta.
 
Os irmãos Batista, no governo Lula – e graças a ele -, ascenderam da condição de donos de um frigorífico em Goiás à de proprietários da maior empresa de produção de proteína animal do mundo, com filiais em diversos países. Tudo isso em meses.
 
O segredo? A abertura dos cofres do BNDES, de onde receberam algo em torno de R$ 45 bilhões. Tal como Eike Baptista, são invenções da Era PT. Temer nada tem a ver com isso, ainda que tenha sido – e está provado que foi – beneficiário do esquema.
 
Mas chefe jamais. Temer e o PMDB são a corrupção clássica, igualmente criminosa, mas em proporções artesanais. É grave e deve ser investigada e punida. Mas enquanto a rapina peemedebista cabe em malas, a do PT exige a criação de um banco, como a Odebrecht acabou providenciando no Panamá para melhor atendê-lo.
 
É, portanto, estranho que, diante de evidências gritantes como as que Rodrigo Janot dispunha sobre Lula, não tenha se indignado na medida que o fez em relação a Temer e Aécio, cujas respectivas prisões pediu. Jamais denunciou Lula ou Dilma.
 
Muito pelo contrário. Até hoje não explicou porque destruiu uma delação premiada do ex-presidente da OAS, Leo Pinheiro, que comprometia Lula. Não o sensibilizaram tampouco as delações do casal de marqueteiros João Santana e Mônica Moura, que, inclusive, revelaram um esquema de financiamento de campanhas em países bolivarianos com dinheiro roubado da Petrobras.
 
E o casal deixou claro a quem obedecia: Lula e Dilma, fornecendo detalhes sórdidos do esquema: entre outras aberrações, uma conta fria de e-mail pela qual Mônica trocava informações com Dilma, com o objetivo declarado de obstrução de justiça.
 
E o caso do ex-ministro Aloizio Mercadante, que tentou silenciar Delcídio Amaral, que se preparava para uma delação premiada? Ofereceu-lhe dinheiro e intermediações no STF para soltá-lo. O que Janot fez com aquela fita, cuja nitidez dispensou perícias técnicas? Mercadante continuou ministro até a saída de Dilma. E o que Janot falou a respeito? Suas indignações, de fato, têm sido seletivas, dando ensejo justificado a suspeitas de engajamento.
 
Temer está em maus lençóis pelo que fez – e deve ser investigado. Ele, Aécio e quem mais tenha delinquido. Mas não se deve perder de vista o senso das proporções. Lula é o chefe

OS ASSASSINADOS

22 de junho de 2017. Todo o Brasil foi testemunha do trágico acidente de trânsito envolvendo um caminhão e um ônibus, acontecido em uma rodovia do Espírito Santo. A alma de cada brasileiro chorou a cena das dezenas de vítimas carbonizadas, espalhadas pelo asfalto.

Em poucas horas, antes mesmo do sepultamento das pobres vítimas, o culpado já havia sido identificado, qual o responsável por um caminhão que trafegava com pneus vencidos e excesso de peso, saindo de sua faixa e atingindo o ônibus que vinha em sentido contrário.

Aconteceu, em seguida, aquele ritual tão conhecido dos brasileiros: a dor das cerimônias fúnebres, o início dos longos processos judiciais envolvendo a responsabilização civil e criminal e a espera por um novo e ainda mais trágico acidente em nossas rodovias.Sempre foi assim, aqui no Brasil: morrem alguns, em acidentes detalhadamente narrados e fotografados pelos jornais nos dias seguintes. Logo outras notícias aparecem, o caso cai no esquecimento e tudo volta ao normal – menos para as vítimas e suas famílias, claro – até a tragédia seguinte.

Cada evento desses tem um óbvio “suspeito de costume”, selecionado a partir de uma relação bastante pequena: motorista embriagado ou imprudente, falha mecânica, condições do tempo ou algo do tipo. São suspeitos óbvios, cuja culpa é de simples compreensão.

Curiosamente, quase ninguém se lembra de incluir neste “rol de culpados” aqueles que talvez sejam os maiores responsáveis: quem, por ação ou omissão, movido pela ganância, deixa este país de dimensões continentais refém de uma certa “opção rodoviária”.

Vá a qualquer lugar desenvolvido do mundo e descubra que via de regra jornadas como a que faziam as vítimas daquele acidente são feitas a bordo de trens – como por ferrovias ou navios vai a esmagadora maioria das cargas.

Esta “opção rodoviária” do Brasil, tal qual uma tartaruga no alto de uma árvore, com certeza não é obra do acaso – e surpreendentemente pouco dela tratamos como mundo das leis ou sociedade organizada.

Enquanto isso, contemple com olhos de ver, pelos jornais, as fotos daqueles assassinados no altar da ganância humana, digo, das vítimas daquele infeliz acidente. Amanhã, por conta da ação de poucos e da omissão de muitos, talvez lá estejam nossos amigos ou familiares. Ou eu. Ou você

QUEM É O GREVISTA DE GREVE GERAL?

Inicialmente cabe perguntar: como pode ser “geral” uma greve sem apoio da população? Pelas siglas das bandeiras que agitam, os habituais construtores da confusão e suas massas de manobra acham muito bom o ambiente político promovido na Venezuela e os resultados colhidos em Cuba. Creem, então, ser de boa política demonstrar força parando o país na marra. O sucesso deles depende do fracasso de todos os demais.

São pequenos grupos, porém, articulados nacionalmente. Param o transporte coletivo na base da pedrada e do “miguelito”, mas não são, eles mesmos, motoristas de ônibus porque isso é muito trabalhoso. Bloqueiam rodovias e avenidas, incendiando pneus, mas não são, eles mesmos, transeuntes desses caminhos. Impedem os demais de trabalhar, mas são raros, raríssimos em tais grupos, os ativistas que ganham seu sustento com o suor do próprio rosto. Menor ainda é o número daqueles cuja atividade, por sua natureza, agrega algum valor à economia nacional. Querem é distância do mérito, da concorrência, do livre mercado. São nutridos por alguma teta política, pública, sindical ou familiar. São, estes últimos, filhinhos do papai entregues à sanha dos encolhedores de cabeças do sistema de ensino. É a geração nem-nem, mas com direito a mesada.

O que estou descrevendo aqui por intuição, os italianos diriam ser algo que “si sente col naso” (se percebe com o nariz). E bem mereceria ser objeto de uma pesquisa acadêmica. Conviria à sociedade conhecer o perfil dessas pessoas que volta e meia se congregam para infernizar a vida dos outros. No entanto, também com o nariz, posso intuir que a academia brasileira não teria o menor interesse em executar essa tarefa porque ela iria desmoralizar, politicamente, as seivas de que essa militância se nutre. E as grandes empresas de comunicação? Bem, pelo que tenho visto ao longo deste dia 30 de junho, tampouco elas, diante das depredações e da queimação de pneus, pronunciaram uma sílaba sequer que fosse além da mais cirúrgica narrativa dos fatos em curso. Tão lépidos em comentar tudo, entendam ou não dos assuntos, demonstram-se, hoje, absolutamente indispostos a qualquer análise do que está acontecendo. No entanto, há uma riqueza de conteúdo, tanto no que não aconteceu quanto no que aconteceu. Tudo por ser investigado.

Creio que só uma colaboração premiada poderia desvendar as entranhas dessas articulações político-ideológicas tão nocivas ao bem comum…

Janot: “Eles têm de rezar para eu não escorregar e bater a cabeça”

Rodrigo Janot, no evento de hoje falou também sobre a sua segurança pessoal:

“Para morrer basta estar vivo. Mas, se acontecer alguma coisa comigo, a confusão é muito maior. Eu brinco que eles têm que estar rezando para eu não escorregar no banheiro e bater a cabeça. Temer eu não temo pela minha segurança, mas trato a coisa profissionalmente e passei a andar com seguranças. Não vamos ser ingênuos — disse o procurador.