Grávida de sete meses é presa transportando 15 kg de maconha para São Luís

Anne Caroline Mesquita da Silva, 21 anos, está grávida de sete meses e entrou numa aventura para conseguir dinheiro e comprar o enxoval do bebê. Foi presa quando transportava 15 kg de maconha em uma mala.

Vindo da cidade de Açailândia, o destino da droga era a capital do Maranhão, mas Caroline foi presa ontem, sábado, por guardas da Polícia Rodoviária Federal em um ônibus, já dentro de Santa Inês, que faz a linha Imperatriz/São Luís.

Contratada por um homem como “mula”, ela não revelou a identidade do produtor e nem a do traficante a quem entregaria a mercadoria. Geralmente quando os “aviões” delatam alguém são jurados de morte.

ASSISTA AO VÍDEO!!!!!! Pistoleiros executam presidente da Câmara de Vereadores a tiros

O presidente da Câmara de Vereadores do município de Itaitinga, na Grande Fortaleza, João Roberto de Oliveira Martins, foi morto a tiros em frente à Câmara no início da tarde de sexta-feira (31). Ele foi eleito em 2016 e cumpria o mandato parlamentar até 2020.
De acordo com a delegacia da cidade, o parlamentar estava em frente à Câmara quando foi atingido por tiros. Segundo testemunhas, quatro homens em um carro atiraram contra o parlamentar e fugiram em seguida. A polícia não sabe a autoria dos disparos e nem as razões do crime.
Equipes da delegacia de Itaitinga se dirigiram ao local para apurar as circunstâncias da morte. Os trabalhos na Câmara de Itaitinga foram suspensos. João Roberto de Oliveira Martins era natural de Mauriti, no Sul do Ceará, tinha 52 anos e era divorciado.
Prisão
De acordo com a Secretaria da Segurança Pública do Ceará, equipes das Polícias Civil e Militar estão realizando buscas para capturar os responsáveis pelo homicídio. O caso vai ser investigado pela Divisão de Homicídios do Ceará.
Em maio deste ano, o vereador João Roberto de Oliveira Martins foi preso em flagrante por porte ilegal de arma pela Polícia Rodoviária Federal. O vereador era atirador esportivo registrado, segundo a PRF, mas não tinha o registro da arma que portava, uma pistola calibre 380 municiada “fora das condições estabelecidas pela guia de tráfego’.
O vereador João Roberto de Oliveira Martins também tinha passagens pela polícia por agressão e violência contra a mulher, enquadrado na Lei Maria da Penha. (G1CE)
Confira o vídeo:

EM SANTA LUZIA, BRIGA DE FACÃO ENTRE IRMÃOS TERMINA COM DOIS FERIDOS

Nesta sexta-feira no povoado Igarapé das Lages a 18km da sede do município de Santa Luzia-MA, uma disputa entre irmão terminou com um ferido no peito por golpe de facão e outro atingido na cabeça por uma barra de ferro.
Relato
 
Segundo informações repassadas por um familiar dos envolvidos, um homem identificado por Francisco, constantemente instigava seu irmão para que viessem as vias de fato, esse é Leandro, que por sua vez não se importava com as ofensas ao irmão, que sempre pronunciava a palavra “corno” como forma de ofender-lo, mas sem efeito, pois Leandro não dava atenção aos xingamentos.
Ontem Francisco passou o dia inteiro afiando um facão e desafiando o irmão que não dava a atenção que ele esperava. Foi quando Francisco se dirigiu ao seu próprio pai tentando agredi-lo, neste momento Leandro saiu em defesa do pai e foi atingido com um golpe no peito, ao ver o irmão sangrando um terceiro irmão por nome Weligton para defender o pai e Leandro, arremessou uma barra de  ferro na cabeça de Francisco que teve o couro cabeludo arrancado na hora.
Os dois feridos foram levados ao hospital municipal (SPA), Leandro com uma perfuração no peito foi encaminhado com urgência para São Luis e o outro atingido segue internado aqui mesmo em Santa Luzia.

Política externa caipira: vendendo a Amazônia

MIGUEL GUSTAVO DE PAIVA TORRES

Política externa caipira: vendendo a Amazônia

Em 1988 secretariei a delegação do Brasil , na sede da ONU, em Nova Iorque, em reunião de oito chanceleres latino-americanos com os doze chanceleres da então Comunidade Europeia, acompanhados pelo Comissário daquela organização, o socialista francês Claude Cheysson, muito admirado, na época, pela esquerda latino-americana, por suas posições progressistas nas relações norte-sul. Os chanceleres latino-americanos faziam parte do recém criado Grupo dos Oito, iniciativa que tinha por objetivo concertar consensualmente  posições dos principais países da Região no diálogo político e diplomático com outros grupos de países, sobre temas de interesse comum. Naquele momento, os principais temas da agenda eram meio ambiente, narcotráfico, crimes transnacionais e dívida externa. Dívida externa era o principal tema de interesse do Brasil e Meio Ambiente, dos europeus.

Roberto de Abreu Sodré.

Chegado o momento de abordar a questão da dívida externa, nosso chanceler, o simpático e bonachão Roberto de Abreu Sodré, fez uma emocionada peroração sobre a importância do alivio da carga da dívida externa dos países em desenvolvimento, para possibilitar a retomada de inadiáveis investimentos sociais no Brasil que, disse, certamente se transformaria em uma imensa Nicarágua guerrilheira caso continuássemos a ter que gastar o nosso parco dinheiro público com o pagamento de juros exorbitantes ao sistema financeiro internacional ,controlado por países ricos e insensíveis ao alastramento da miséria e dos conflitos armados na América Latina. Abreu Sodré, fez uma pausa, e com toda a seriedade, colocou na mesa uma proposta que deixou a todos perplexos e paralisados. Sabedor da prioridade atribuída pelos europeus, na década de 80, à campanha internacional contra a destruição da maior “Rain Forest” do mundo, simplesmente propôs aos europeus a entrega de uma área preservada da floresta amazônica, a ser negociada, para controle internacional, em troca do perdão da dívida externa brasileira. Sodré tinha deixado de lado as “fichas” que eram preparadas por diplomatas para que participasse dos debates com as “posições” do Brasil, em mãos, e resolveu improvisar como se estivesse em um palanque político. O Chefe do Gabinete do ministro, diplomata competente e experimentado, que tinha como uma de suas missões orientar o chanceler nos temas diplomáticos, rapidamente interrompeu o discurso e começou a falar sobre outros tópicos, mirando principalmente nas questões de comércio internacional e na necessidade de maior abertura comercial dos países industrializados para as exportações dos países em desenvolvimento.

Claude Cheysson, o Comissário europeu socialista, interrompeu-o para fazer, por sua vez, uma longa dissertação sobre vantagens comparativas e competitividade internacional. De modo brusco e direto disse que o Brasil, e outros países “agrícolas” em desenvolvimento, tinham que terminar, de uma vez por todas, com essas pretensões infantis – disse isso mesmo – de industrialização, porque as suas vantagens competitivas estavam no campo e na agricultura e deveriam priorizar o desenvolvimento desse setor e deixar as questões do desenvolvimento industrial para os países já industrializados. Jovem diplomata, na época, fiquei chocado com a maneira crua e arrogante com a qual o socialista Cheysson se dirigia aos oito chanceleres latino-americanos e assessores diplomáticos. Falava como um mestre irritado se dirige aos seus alunos, em um grupo escolar com meninos mal comportados da periferia. O Brasil vai ser um país agrícola, decretou. Mais tarde, para amenizar, criaram o termo agronegócio.

Nenhum chanceler europeu levou a sério a proposta de Sodré para entregar parte da Amazônia ao controle internacional em troca do perdão da dívida. Sabiam que o chanceler brasileiro era um político profissional e que aquela ideia era uma conversa para boi dormir. A Amazônia, claro, sempre esteve e ainda está na mira das grandes potências como Região de interesse global a ser retirada da soberania brasileira e internacionalizada, pelo menos parcialmente, em projeto de longo prazo. Por isso não chegaram nem a piscar os olhos com a absurda oferta feita pelo simpático ex-governador de São Paulo e chanceler do governo Sarney.

Agora, às vésperas de uma confusa eleição, em um cenário de quase caos econômico e social no Brasil, não vemos ninguém interessado em política externa, fundamental para a estabilidade e desenvolvimento nacional. Nem os candidatos falantes e nem os jornalistas perguntadores. Parece que o Brasil é uma ilha, perdida no Atlântico Sul, sem relações com o resto do mundo. Até mesmo uma proposta bombástica e tão absurda quanto a de Sodré, feita por um dos principais candidatos atuais – a de mudar a embaixada do Brasil em Israel para o vespeiro da cidade de Jerusalém, como fez Trump, certamente movido pelo poderoso ouro de ortodoxos inflexíveis – parece ter passado despercebida aos jornalões e mídia em geral. Ora, pelo amor de Deus, diria um bom cristão, o Brasil é um país multiétnico, com esmagadora presença de imigrantes árabes e forte participação judaica em nossa sociedade. Política externa não é política partidária. Não é feita para atender a um grupo ou lobby político. Nem é objeto a ser vendido em transações de campanhas eleitorais. É feita para atender ao conjunto da sociedade e aos interesses permanentes da nação. Perigoso. Muito perigoso, tratar o assunto de forma caipira e caipora

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