Advogado é retido pela PF em voo após Lewandowski ameaçar prendê-lo

Crédito: AFP PHOTO / EVARISTO SA

Após ouvir de um passageiro que o Supremo Tribunal Federal (STF) é uma ‘vergonha’, o ministro Ricardo Lewandowski questionou se ele queria ser preso e pediu aos comissários da aeronave que partia de São Paulo com destino a Brasília nesta terça-feira, 4, que chamassem agentes da Polícia Federal. O passageiro é o advogado Cristiano Caiado de Acioli, de 39 anos. Ainda em São Paulo, Caiado gravou um vídeo em que diz ao ministro que tem vergonha da Corte e vergonha de ser brasileiro por causa do STF.

O episódio ocorreu no voo G3 1446, da Gol, que deixou o Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, às 10h45, e aterrissou no Aeroporto Internacional de Brasília às 12h50, com 20 minutos de atraso.

No vídeo, o advogado diz: ‘Ministro Lewandowski, o Supremo é uma vergonha, viu? Eu tenho vergonha de ser brasileiro quando eu vejo vocês’. O ministro responde: ‘Vem cá, você quer ser preso? Chamem a Polícia Federal, por favor’. Em seguida, o ministro diz que o advogado terá de explicar para a Polícia Federal o que falou a ele.

Até as 13h20 o advogado continuava retido na aeronave por determinação de agentes da Polícia Federal. Ao Estado, Caiado disse que não sabia o motivo de estar sendo retido. O advogado é filho da subprocuradora-geral da República aposentada Helenita Amélia Gonçalves Caiado de Acioli.

“Sou pessoa que tem retidão na vida, procuro não fazer mal aos outros, sou uma pessoa patriota, serena, amo o Direito e o País e acho que todo o cidadão tem direito de se expressar e sentir vergonha ou não pelo Supremo Tribunal Federal. Eu disse o que penso. A gente não vive ainda ditadura neste país. Acho que todas as pessoas têm direito de se expressar de forma respeitosa”, disse por telefone à reportagem, ainda no avião.

(Ainda em São Paulo) A Polícia Federal chegou e perguntou se eu iria causar problemas. Eu falei que eu tenho direito de criticar o Supremo. Eu fiz respeitavelmente, é direito constitucional meu, não causei tumulto nem nenhum tipo de crime. Fiz minha parte que era me manifestar de forma respeitosa. Tiraram cópia do documento de identificação e liberaram o avião. Quando pousamos, fiz desagravo particular meu porque estou muito abalado emocionalmente”, contou.

Durante a conversa com o Estado, Caiado perguntou ao agente federal que o acompanhava na aeronave o motivo de estar sendo mantido dentro dela. “Ele disse que eu não posso saber porque estou sendo retido. Eu tenho convicção de que não faltei ao respeito ao ministro, ele me desrespeitou devido ao cargo que ocupa. Não poderia, como guardião da Constituição, reprimir o direito constitucional de um cidadão.”

“O que me causa espanto é aquela questão do Estado contra o inimigo. Se eu fosse o Lula talvez o grau de amistosidade seria outro. Acho que temos que ter compostura para ouvir uma crítica, desde que ela seja respeitosa.”

A reportagem entrou em contato com o gabinete do ministro Ricardo Lewandowski e com a assessoria do Supremo Tribunal Federal, mas não obteve resposta até a publicação deste texto.

Com dois votos contra liberdade de Lula, Gilmar suspende julgamento

Votaram contra o pedido da defesa do ex-presidente o relator Edson Fachin e a ministra Cármen Lúcia

Com dois votos contrários à concessão de liberdade para o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ministro Gilmar Mendes pediu vista e suspendeu o julgamento do recurso apresentado pela defesa do petista.

Antes da decisão de Gilmar, haviam votado o relator do processo, Edson Fachin, e a ministra Cármen Lúcia. O primeiro alegou que a discussão sobre parcialidade de Sergio Moro no caso já foi refutada em outras três ações julgadas, não havendo fatos novos. Na conclusão de seu voto, Fachin disse, ainda, que ninguém está acima da lei e que o respeito à ordem normativa é uma atribuição de todos os que são responsáveis por aplicar o poder da Constituição.

Cármen Lúcia acompanhou o relator e argumentou que o fato de um ex-juiz ter aceito convite feito por um membro do Executivo – Moro será ministro da Justiça do futuro governo Bolsonaro – não comprova sua parcialidade.

JOVEM MORRE ELETROCUTADO AO CONECTAR CELULAR NA TOMADA DESCALÇO, NA ZONA RURAL DE CAXIAS-MA

Morreu eletrocutado na madrugada desta segunda-feira (03) o jovem Antônio Francisco Ribeiro de Sousa, de 16 anos. Pompeu, como era conhecido, acordou por volta de 3h30 e foi até a sala descalço no chão úmido para carregar o celular.
Depois do jovem receber a descarga elétrica, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) ainda foi acionado, mas já era tarde. A vítima teve parada cardíaca e, infelizmente, morreu na hora.
Antônio Francisco morava no povoado Carro Velho, zona rural de Caxias. O corpo foi encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML).

Confira na reportagem da TV Sinal Verde.

Caminhoneiro de Mato Grosso foi contratado por 300 mil para resgatar bandidos que Roubaram BB de Bacabal

O caminhoneiro Belírio Luis Risório, fora contratado por R$ 300.000,00 (trezentos mil reais) para fazer o resgate dos bandidos que estavam em uma fazenda no município de Buriticupú. De acordo com a polícia os bandidos seriam levados até o estado do Pará onde o dinheiro seria remetido via avião para São Paulo.

Entretanto na noite de ontem (03) o caminhão furgão que conduzia 13 bandidos no seu interior foi interceptado por uma barreira de 12 bravos policiais, que ao verem a dimensão do perigo, solicitaram apoio das guarnições próximas o que de pronto foram atendidos. Mesmo com esse número de policiais os bandidos ainda trocaram tiros com a polícia ficando três dos assaltantes mortos e os outros foram rendidos.

Com eles foram encontradas armas de grosso calibre como fuzis e metralhadoras com potencial de derrubar até aviões. Ainda dois bandidos que foram baleados foram levados para o hospital de Zé Doca para tratamento.A polícia acredita que o bando que pertence a facção criminosa PCC, estão todos usando documentos falsos. São Sergipanos, Alagoanos, Baianos e a maioria paulista. Estamos sendo alimentados de informações diretas de Zé Doca e a qualquer momento, mais informações.

Homem é morto em confronto com a Polícia Militar no povoado São João dos Pilões em Brejo-MA

Por volta das 11h30 deste domingo, 2 de dezembro, Valmir da Conceição, conhecido como Carlinhos da Droga, morreu em confronto com policiais do Cosar, que estavam em operação no município de Brejo.

A PM informou que moradores denunciaram que Carlinhos estaria vendendo entorpecente na área e que estaria de posse de uma arma de fogo. Moradores disseram ainda aos policias, que Carlinhos teria efetuado disparos e intimidando outros moradores, na noite anterior.

A polícia informou ainda, que quando chegou ao local indicado pelos denunciantes, foi recebida a tiros, e que ao revidar, acertou Carlinhos. Ele foi socorrido imediatamente, levado ao hospital mais próximo, mas ao ser examinado pelo médico plantonista, já estava morto.

MATERIAL APREENDIDO COM CARLINHOS:

– 01 revólver cal .38,Taurus,06 tiros,cabo de madeira.
Numeração : 217785
– 01 munição intacta, cal .38
– 02 munições deflagradas,cal .38
– 02 munições percutidas (falhas),cal .38

– 32 trouxinhas de maconha
– 18 trouxinhas de crack
– 01 porção maior de maconha

Pânico no interior do Maranhão: carreta com 15 homens armados toca o terror; dois já foram presos

Em tom de desespero, o sargento Matos, lotado em Santa Luzia do Paruá, informa ao BPM de Zé Doca que vá ligeiro pra sua cidade que uma carreta com 15 homens fortemente armados foi abordada quando entrava na cidade. De acordo com o Sargento Matos, os homens estão portando armamentos pesados.

Para policiais mais experientes, trata-se de elementos que tocaram o terror em Bacabal, entre a noite de domingo (25) e madrugada de segunda-feira (26) quando assaltaram mais de R$ 90 milhões de uma distribuidora do Banco do Brasil. Desde então, eles estaria escondidos no matagal daquela região e teriam se aproveitado que a polícia deu um recuo estratégico na caça aos bandidos.

Deus-dará

MARLI GONÇALVES

Ao deus-dará, a deus-dará, o deus-dará. Deus-dará? As formas são variadas, todas corretas, mas a verdade verdadeira é que estamos na mão, largados, ao acaso, à própria sorte, e que a situação chegou a um ponto tal que é o que pode explicar não só a eleição de Jair Bolsonaro com seu slogan recheado de Deus, mas a fé ardorosa com a qual as pessoas acreditam que solucionará tudo como se fosse o próprio.

Você viu ou alguém deve ter comentado com você. Luz do dia, Bairro do Brás, São Paulo, Capital, um grupo ataca impiedosamente no meio do aglomerado de pessoas fazendo compras em um dos principais centros populares, milhares de pessoas todos os dias, todas as horas. Agem em conjunto, como hienas. Gravata em um, arrancam tudo que podem, jogam outro no chão, levam celulares, arrancam a corrente de mais um. Saem tranquilos, se dissipam e voltam a se reunir em minutos. Enchem de porradas e roubam um homem que, desnorteado, vai falar com dois policiais que passam ali no momento, numa rotina modorrenta, como se nada estivesse acontecendo. Eles, os policiais, não param nem para ouvi-lo. O homem fica ali falando sozinho. Foi gravado. Passou no principal noticiário de tevê.

Avenida Paulista, domingo, fechada aos carros, milhares de pessoas passando, passeando. No principal cruzamento, da Rua Augusta com a Avenida, calçada com o chão loteado por hippies (sim, ainda existem, exatamente iguais, apenas mais cabeludos, rastafaris e bem estranhos e agressivos) com seus artesanatos e costumes de sempre. Um grupo deles estende de qualquer jeito uma madeira próxima ao fio da calçada, joga carnes, linguiças e ali faz um churrasco bem fumacento sem a menor cerimônia. Parados na frente dessa cena, um grupo de fiscais vê e nada faz; um grupo de policiais vê e nada faz. Os policiais ainda respondem, ao ser inquiridos, que nada fariam por medo da “reação” da população. Tá gravado. Por mim, inclusive. Filmei, porque se me contassem que era normal fazer churrasquinho desse jeito, na Avenida Paulista, não acreditaria. Ah, os policiais também não se moveram quando o grupo tentou me intimidar enquanto registrava a cena.

Na esquina de um dos locais mais caros e “elegantes” de São Paulo, Jardins, o restaurante não se faz de rogado: pegou um tapete, sim, um tapetinho, e estendeu sobre a calçada – sobre, repito, tampando – o bueiro que está ali para o escoamento da água. Uai, para eles, qual é o problema?

#arvorenaoelixeira

Na mesma região os pés das árvores viram lixeiras com sacos e sacos de lixo, detritos de toda ordem, saquinhos com cocô de cachorro (adianta catar sem dar destinação?), madeiras, vassouras, caixas, tudo bem socadinho. Pode ter um poste do lado, mas o povo acha legal botar tudo nas árvores, e ainda olham feio quando se chama a atenção para o absurdo do ato. Depois ninguém entende porque qualquer garoa derruba dezenas de árvores por aqui. Com minha campanha particular – #árvoreNãoéLixeira – pelo menos duas ou três salvamos. Mas é um stress.

Digo daqui: São Paulo está ao deus-dará. Imagino que não esteja diferente o resto do país. Falo dos lugares por onde passamos diariamente, onde vivemos, e dos direitos básicos pelos quais pagamos impostos caros. Viadutos despencam, crateras abertas nas ruas, assaltantes agindo à luz do dia, calçadas esburacadas, que cada um faz como quer, criando montanhas-russas. Acessibilidade? Não me faça rir.

Leis não servem. Exemplo, a do telemarketing que é proibido, piriri pororó. Quantos telefonemas você já recebeu só hoje? Onde conseguiram seu número, seu nome? Não adianta tentar se livrar deles, agora também mandam incessantes mensagens para os celulares.

Conhecei a verdade e a verdade vos libertará. Frase que ultimamente temos ouvido frequentemente. A verdade, então, seja dita: estamos ao deus-dará. Como – e quando – vamos nos libertar da incompetência?

Deus dará conta? Já estão pondo na conta dele o país inteiro.

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