Vereador Braga é o novo presidente da Câmara Municipal de Vargem Grande

Vereador Braga no seu discurso de posse

Grupo G7 responsável pela eleição da nova Mesa Diretora da Câmara Municipal

Em uma cerimônia simples, que contou com a presença de apenas nove dos treze vereadores da Câmara Municipal de Vargem Grande, tomou posse a Nova Mesa Diretora da Casa Legislativa que tem como presidente o vereador Braga.

A galeria ficou tomada por simpatizantes do grupo que se intitulava G5 e como frisou o presidente empossado, agora é o G7.

No seu discurso, Braga destacou a importância da aproximação do parlamento com a população, bem como a valorização dos servidores da Casa e o desenvolvimento dos trabalhos sociais por aquele poder.

Conduzir o parlamento de forma justa, democrática e transparente, além de uma agenda para a participação da classe estudantil no dia a dia do poder Legislativo, povoaram as páginas do discurso do presidente Braga.

O pastor Elisaldo Abreu, da Assembléia de Deus, agradeceu o convite para participar da cerimônia de posse, e destacou algumas demandas que precisam ser estudadas e debatidas com a sociedade por esse parlamento.

Ten. Rios que foi convidado a fazer parte da mesa diretora dos trabalhos, não quis se pronunciar. O Secretário de Educação Tyago Braz foi o primeiro a falar, ele estava ali representando o prefeito Carlinhos Barros e defendeu a independência e a harmonia  dos poderes entre si. Por fim, é um novo momento, uma nova hist´ria que será escrita a partir de agora na Câmara Municipal de Vargem Grande, e que ao tempo caberá julgar;

Vice mandou matar prefeito de Davinópolis por promessas não cumpridas, diz polícia

Os motivos do assassinato do então prefeito de Davinópolis, Ivanildo Paiva (PRB), no dia 11 de novembro, foram dívidas e desentendimento político com o vice José Rubem Firmo (PCdoB) dentro da administração da prefeitura, segundo o delegado Praxíteles Martins, que comanda a investigação do caso.

As informações da Polícia Civil de Imperatriz dão conta de que a motivação da morte de Ivanildo Paiva foram promessas não cumpridas a José Rubem, como o pagamento de R$ 300 mil após a reeleição da chapa, além de Ivanildo não ter entregue o controle político da Secretaria de Educação do município a José Rubem. Esses acordos teriam sido feitos a época da campanha quando ambos buscavam a reeleição.

“Ele (José Rubem) não admite a participação no crime, mas a motivação é que quando foram eleitos, eles fizeram um acordo que envolvia duas secretarias e não foi cumprido. De imediato até que o Ivanildo cumpriu, mas no primeiro ano do primeiro mandato ele substituiu o pessoal das duas secretarias. Na reeleição, houve promessa de vantagem em dinheiro de R$ 300 mil, dos quais só repassou R$ 100 mil, e prometeu a Secretaria de Educação, mas acabou não ‘dando’. Por fim, Ivanildo prometeu que se licenciaria do cargo por quatro meses para que José Rubem assumisse a prefeitura”, revelou o delegado.

Vice é suspeito de mandar matar prefeito de Davinópolis
Bom Dia Mirante
Vice é suspeito de mandar matar prefeito de Davinópolis

Vice é suspeito de mandar matar prefeito de Davinópolis

Segundo o delegado Praxíteles, a situação ficou mais tensa ainda entre os dois quando José Rubem tentou articular uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Câmara Municipal de Davinópolis, mas Ivanildo Paiva soube e conseguiu evitá-la.

“O Rubem então ficou afundado em dívidas, devendo banco e agiotas e começou a se desfazer das empresas dele. Vendeu posto de combustível, padaria e, por fim, estava vendendo a casa que ele morava. Aí, a única alternativa que ele encontrou para assumir a prefeitura e refazer o patrimônio dele foi assassinando o titular. Ele dez isso com a ajuda do Messias, que é um amigo dele e que tem interesses em comum, pois é empresário com interesse em prestar serviço para o município e trabalha com agiotagem. Então eles contrataram as pessoas que participaram diretamente no crime”, concluiu o delegado.

José Rubem Firmo é preso por suspeita de ser mandante de morte de prefeito de Davinópolis
JMTV 2ª Edição
José Rubem Firmo é preso por suspeita de ser mandante de morte de prefeito de Davinópolis

José Rubem Firmo é preso por suspeita de ser mandante de morte de prefeito de Davinópolis

Para o delegado, o crime está praticamente elucidado, com oito pessoas presas envolvidas de alguma forma no homicídio.

José Rubem Firmo foi levado para a Delegacia de Homicídios de Imperatriz sem algemas e negou qialquer participação no crime. “Pela manhã eu fui surpreendido com este fato. Não tenho muito a declarar até pelo fato de eu também estar me perguntando e fiz esta pergunta ao delegado, o que está acontecendo? Eu também tenho interesse que o crime seja elucidado e estou aqui para colaborar com a polícia. também sou um dos interessados que o crime seja elucidado o mais rápido possível”, disse após prestar depoimento.

De acordo com as investigações, no corpo de Ivanildo haviam marcas de tortura e cerca de sete disparos causados por arma de fogo. O corpo de Ivanildo Paiva foi sepultado na manhã do dia 13 de novembro, no Cemitério Campo da Saudade, em Imperatriz, a 626 km de São Luís.

Corpo do prefeito Ivanildo Paiva foi encontrado próximo a sua chácara em Davinópolis — Foto: Reprodução/TV Mirante

Corpo do prefeito Ivanildo Paiva foi encontrado próximo a sua chácara em Davinópolis — Foto: Reprodução/TV Mirante

G1

Vargem Grande Terra de Ninguém II

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Depois da virada do ano me dispus a sair as ruas para fazer as compras do complemento da alimentação diária e não fiquei nada satisfeito com o que vi. Uma cidade suja, para não dizer imunda. Sacos e sacolas de lixo se amontoando por todas as ruas e praças, transformando nossa amada terra mãe, em um grande lixão. Isso com grande contribuição de parte dos habitantes e ou visitantes desta sofrida Vargem Grande.

Escrevi em outra oportunidade que aqui não se respeitam leis. Falei sobre o pouco uso do capacete entre nossos irmãos conterrâneos. E hoje 1º de janeiro de 2019, uma parcela de nossa população, para “comemorar” a chegada do novo ano, quebrou várias garrafas de vidro deixando a marca da irresponsabilidade a olhos nus pelas ruas e avenidas da cidade, além de destruir cestas de lixo nas portas das residências, isso sem contar, com a poluição sonora, transformando a noite de sono de muitos, em intermináveis pesadelos.

Comemorar é bom. Festejar idem. Mas sem nos esquecermos que o outro tem a liberdade de escolha, entre estar nas ruas bebendo e gritando, ou estar no leito de seu lar, dormindo um sono tranquilo e reparadouro.

Muitas pessoas pensam que a Lei do silencio só é para depois das 22 hs. Isso é mito. O sossego é um direito de todos nas 24 hs do dia, todos os dias.

Quero aproveitar a oportunidade para desejar a todos um feliz ano novo. Mas lembrando sempre que o ano só será realmente novo, se nós tivermos novas e boas atitudes. DEUS nos proteja a todos.

Governar para quem precisa

IBANEIS ROCHA

Foi ainda no início da campanha eleitoral, quando todos os números e oráculos me eram desfavoráveis, que sob a lona de uma barraca de uma feira livre resolvi não desistir e seguir em frente com o meu propósito na política. Ali, uma mulher me contou, com os olhos marejados, o drama da irmã que um dia antes, depois de perambular de um hospital a outro, perdeu o filho por falta de atendimento. Revoltada, ela disse ter desistido da fé na política e nos políticos.

Como advogado – e depois de ter vivido intensamente a experiência de presidir a Ordem dos Advogados do Brasil no Distrito Federal – meu pendor para a indignação diante de qualquer injustiça naquele momento se elevou à máxima potência. Some-se a isso a minha natural inclinação por gente e não conseguir ficar indiferente diante do destino humano. De repente lembrei-me do que me fez lançar na política sem rótulos e na contramão da forma da política tradicional.

Sempre acreditei que apesar de alguns estrangulamentos e hesitações, nosso País vinha registrando avanços, com as instituições funcionando e o conceito de Estado democrático de Direito levado à prática. Mas sabia que para as pessoas se reconhecerem como cidadãs numa sociedade como a nossa é preciso que lhes sejam assegurados alguns direitos fundamentais, como, por exemplo, de acesso aos serviços de saúde; de não sofrerem nenhum tipo de discriminação; de terem domínio sobre seu corpo; de acesso a um salário condizente para promover a própria vida; de receber educação; um lar para chamar de seu; além de expressar-se livremente para lutar por seus valores.

Nos últimos anos, contudo, o que se viu foi um véu de incertezas baixar sobre o Distrito Federal em nome de uma crise. Em tempos de crise, é perfeitamente justificável buscar dividir o peso da carga com a sociedade, mas, convenhamos, exigir sacrifício das classes menos favorecidas nunca me pareceu justo. Afinal, de que crise estamos falando?

Para o povo que vive dando um duro danado, como a mulher na barraca, crise é falta de hospital, de casa, de comida na mesa, de educação, segurança e de lazer; crise é ver a violência banalizada (somente este ano, 27 mulheres foram assassinadas no DF); é a angústia do desemprego; é o rebaixamento do nível de vida. É também ver a política incapaz de promover mudanças. Disso vem a descrença.

Poderia acrescentar a esse rol a frustração, que atinge todas as classes sociais, de ver as leis não sendo cumpridas, causando um clima de insegurança jurídica a que me bati durante toda a campanha. É preciso repisar que apesar do ceticismo que a gente costuma ouvir com relação à Justiça, a lei é instrumento indispensável da cidadania, que precisa utilizar-se da melhor forma possível para assegurar o desenvolvimento pacífico necessário ao progresso.

Por isto escolhi de que lado ficar para enfrentar a crise. Aliás, gosto de lembrar que foi dessa forma, contra todas as previsões e em meio a turbulências, que Juscelino Kubitscheck cumpriu a façanha de erguer Brasília no meio do nada e transferir a capital do País para o cerrado.

O contato com a população pobre é uma experiência que traz muitos ensinamentos. Você é capaz de fazer um programa de governo inteiro e tirar lições importantes numa rápida conversa. Hoje, mais do que nunca, estou convencido que os avanços obtidos em várias áreas sociais se devem mais à força reivindicadora das pessoas anônimas, do povo, do que à consciência das chamadas elites. A ideia de pátria engendrada pelos mais pobres está sempre um passo adiante, e não surpreende que eles estejam sempre à frente da História.

Por isso, nas minhas caminhadas busquei forças, primeiro, em Deus; depois, nessa população cuja alegria não me canso de ver. Alguns podem até tirar disso conclusões de ordem antropológica e cultural, mas prefiro a mais simples: é que, como povo, temos uma predisposição para a vida solidária. Só assim, em meio aos escombros, podemos distinguir esperança. A esperança que me convidou a trabalhar para que Brasília entre na rota dos horizontes do progresso.

Represento a síntese que faz de Brasília a capital de todos os brasileiros: descendente de nordestinos, de origem humilde, aprendi a superar barreiras, reconhecer meus próprios erros para aprender com eles e fazer da vida um desafio pelo qual se vale a pena lutar. Sou a primeira geração desta cidade a receber do povo a missão de governar o Distrito Federal, cargo que assumo com humildade e com sentimento de convergência para que possamos escrever, juntos, uma história de avanço.

Da palavra à ação, da ação à execução e da execução à consolidação das ideias pelas quais lutamos. Pois o mínimo que se espera é que o Estado trate o cidadão com respeito, com as responsabilidades e os direitos de ambas as partes. É o que o DF pede e reclama neste momento. Sem nos esquecermos que a atividade de serviço público emerge como um instrumento de satisfação direta e imediata dos direitos fundamentais, notadamente a dignidade da pessoa humana, nos termos do art. 1º, inciso III da Constituição Federal.

Pudesse, voltaria à barraca na expectativa de reencontrar a mulher e pedir não aquele voto destinado à urna, mas sim o voto de fé no trabalho de quem realmente quer governar para os mais necessitados. Os ricos só precisam que o governo não os atrapalhe. Porque, ao decidir entrar na política estou, no fundo, assumindo as minhas velhas causas e já ando de couro grosso. Se tivesse ficado como mero expectador numa poltrona qualquer, seria um eterno frustrado, sem falar no desperdício que isso representa.

Renovo, portanto, o apelo à crença no poder transformador da política e o estendo à população em geral, sobretudo no momento em que ingressamos em um Ano Novo. Um ano de esperança. Não podemos, em nenhuma hipótese, perder essa oportunidade que a história nos oferece.

Estamos no despertar de uma nova aurora.

Ibaneis Rocha (MDB) assume nesta terça-feira, 1º de janeiro de 2019, o Governo do Distrito Federal.