Ministro do STF engrossa a fila que defende a prisão de responsáveis por vazamentos

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Nesta segunda-feira (17) o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, em rápida entrevista a jornalistas antes de palestrar em evento promovido pela emissora BandNews, defendeu que os responsáveis pelos vazamentos de supostas conversas atribuídas ao ministro Sérgio Moro e demais autoridades, sejam presos.

Alexandre argumentou que a veracidade das mensagens precisam ser verificadas e que elas não prejudicam a credibilidade da Operação Lava Jato.

“No atual momento temos que, primeiro, rapidamente apurar e prender os criminosos que invadiram comunicações de agentes públicos, colocando em risco a própria segurança dessas pessoas. Em um segundo momento, a partir do conjunto das informações, poderemos tirar algumas conclusões”, declarou.

Diferentemente de seu colega de corte, o ministro Gilmar Mendes afirmou que as conversas apontam que “quem operava a Lava Jato era o Moro” e chamou Dallagnol de “bobinho”. Fonte Jornal Hoje.

Maia diz que comissão pode aprovar Previdência na semana que vem

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O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse hoje (17) que a reforma da Previdência pode ser aprovada pela comissão especial que analisa o tema até o próximo dia 26. O parecer do relator da proposta de emenda à Constituição (PEC) na comissão especial da Câmara, Samuel Moreira (PSDB-SP), foi lido na última quinta-feira (13).

O texto foi criticado pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, segundo o qual, as alterações feitas na proposta inicial enviada pelo governo podem “abortar” a reforma. Para o ministro, entre os principais problemas, estão as mudanças nas regras de transição que reduziram substancialmente a economia projetada.

Rodrigo Maia disse que o posicionamento de Guedes teve efeito positivo. “A fala uniu o Parlamento, nos deu chance de estar mais próximos dos governadores e prefeitos. Tem crises ou críticas que vêm para bem. Essa é uma delas. Fortaleceu a certeza [de] que a Câmara e o Senado podem ter neste momento o papel [de] protagonista que nunca tiveram nos últimos 20 anos”, afirmou o presidente da Câmara depois de participar de um evento sobre transparências promovido pelo Grupo Bandeirantes. Fonte Agência Brasil

Homem acusado de matar companheira em Imperatriz é preso em Davinópolis

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Um homem identificado como Jorge Denis Feitosa Macedo, de 20 anos, foi preso na cidade de Davinópolis, por volta das 8h30 da manhã deste domingo (16), acusado de assassinar sua companheira, Delmira Istefany Silva Barroso, de 16 anos, na cidade de Imperatriz.
Jorge havia empreendido fuga depois de desferir vários golpes de faca na vítima com quem mantinha um relacionamento. O crime ocorreu por volta das 21h30 de terça-feira (11).
O casal convivia em um casebre situado em uma invasão no Bairro Bom Jesus. Os dois constantemente entravam em conflitos que resultavam em agressões mútuas.
Antes de ser morta, ela saiu da casa onde morava com o assassino e foi para a casa da avó. Ela chegou chorando muito por conta das agressões. O homicídio aconteceu ao lado da casa.
Durante todos os cinco dias em que o criminoso esteve foragido, os policiais do 14º BPM continuaram em incursões e levantamentos com o intuito de localizá-lo e prendê-lo.
Neste domingo, em mais uma tentativa de fuga, ao se deparar com a guarnição de Davinópolis, resolveu esse entregar.
Ele foi encaminhado à delegacia de plantão para autuação em flagrante porque a perseguição policial foi continuada desde o momento do crime.
Via Gilberto Lima

Homem reage a tentativa de assassinato, toma a arma e espanca desafeto em Barra do Corda

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Policiais do 5º BPM, em Barra do Corda, prenderam em flagrante Jose James Pinheiro Costa e Marcelo Silva Gomes, por volta de 7h20 de sábado (15), nas imediações da Rodoviária, no momento em que eles travavam luta corporal.
Os policiais foram ao local após receberem informações de que havia uma discussão entre dois homens, na Rodoviária. Ao chegar ao local, a guarnição encontrou a dupla em vias de fato. 
Os dois foram separados de imediato, sendo que o vigia da rodoviária, Marcelo Gomes, informou que José Pinheiro queria atentar contra sua vida com uma espingarda.

Ao perceber a intenção criminosa do desafeto, Marcelo se antecipou e tomou a arma, passando a quebrá-la na testa do rival.
Os dois presos foram conduzidos à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) para fazer exame de corpo de delito.
Em seguida, eles foram apresentados na Delegacia de Barra do Corda para as providências cabíveis.

Preso mandante da chacina que deixou quatro ciganos mortos em Coelho Neto; ele responde por vários crimes

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O criminoso será apresentado à imprensa às 10h da manhã desta segunda-feira (17), na sede da Polícia Civil, ocasião em que serão repassados detalhes sobre a atuação criminosa do bando chefiado por ele.

O criminoso Antônio Carlos Sobral da Rocha, conhecido como “Didoca” ou “Cigano”, foi preso pela Polícia Civil, na última sexta-feira (14), na cidade de Vitória do Mearim.
Ele é o mandante da chacina que deixou quatro mortos e cinco feridos na cidade de Coelho Neto, a 364 km de São Luís, no domingo (09), nas proximidades do mercado do produtor.
“Didoca” responde a pelo menos oito processos por homicídios, assaltos a bancos e porte ilegal de arma, além ser o líder e mandante de diversas investidas contra grupos de ciganos rivais por várias cidades do interior do Maranhão.

O criminoso será apresentado à imprensa às 10h da manhã desta segunda-feira (17), na sede da Polícia Civil, ocasião em que serão repassados detalhes sobre a atuação criminosa do bando chefiado por ele.
Mortos e feridos na chacina
Três dos mortos foram identificados como José de Ribamar Silva Costa, conhecido como “Cacau”; Antônio José da Silva, conhecido como “Gê”; e Antônio Francisco da Silva Costa. Os três pertenciam à mesma família.

As vítimas feridas, Francisco Camilo da Rocha, Raimundo Nonato da Silva Costa e Maria Antônia da Silva Costa, foram conduzidas para a UPA e transferidas para Timon.
A criança, Francisco Guilherme da Silva Costa, de 3 anos, foi encaminhada ao Hospital de Presidente Dutra. Ela foi atingida por um disparo na cabeça.

Resgatado do Socorrão em 2012
Em abril de 2012, o homicida foi resgatado por criminosos quando estava algemado em uma maca, no Hospital Municipal Clementino Moura, o Socorrão II.
Os bandidos renderam o vigilante e o agrediram fisicamente, em seguida, o libertaram “Didoca” que estava algemado na maca, no meio do corredor.

Baleado no braço, o assaltante de banco foi levado na garupa de uma das motos, por um dos cúmplices.
Assassinato em 2013 em Itapecuru Mirim
Antônio Rocha foi pronunciado a Júri Popular no dia 13 de outubro de 2016, como incurso nas penas do art. 121, § 2º, inc. IV, do CP, por ter assassinado Carlos Gonzaga Rodrigues.
O crime ocorreu no dia 09 de março de 2013, no Povoado Colombo, na BR-135, em Itapecuru Mirim. A vítima estava em uma motocicleta quando foi alvejada com vários tiros disparados por “Didoca”, que estava em um veículo com outros comparsas.
Prisão em 2015
Ele é considerado um dos bandidos mais perigosos da Região dos Cocais. Anteriormente, ele foi preso em 24 de setembro de 2015 durante operação da Superintendência Estadual de Investigações Criminais (Seic) em Miranda do Norte.
Prisão em 2016
O assassino foi preso no dia 11 de maio de 2016, na cidade de Miranda do Norte, durante operação realizada pela Superintendência Estadual de Repressão ao Narcotráfico (Senarc) e da 8ª Delegacia Regional de Itapecuru-Mirim. Ele foi preso em companhia de Jaime de Assis Licar Santana, de 25 anos.
O mandado de prisão preventiva foi expedido pela 2ª Vara da Comarca de Itapecuru-Mirim pela prática de crime de homicídio.

Brasil trabalhou e grevistas ‘furaram’ o trabalho

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Percival Puggina

O Brasil não parou. A presidente do PT sonhava com cidades fantasmas e praças tomadas por candentes manifestações “contra tudo isso que está aí”. E “Lula livre!”, claro. Que modo melhor de exibir força, do que parando o país? Para mostrar musculatura, uma greve geral é mais eficiente do que camiseta cavada.

Quando uma paralisação é anunciada, o trabalhador que insiste em ir trabalhar é acusado de furar a greve. Pois a greve do PT e seus satélites foi um fracasso que inverteu a situação. O que se viu foram grevistas furando um dia normal de trabalho. Dado da realidade: o Brasil não parou.

Foi uma lição de maturidade proporcionada aos imaturos, que não apenas desprezam as lições do passado e nada aprendem com o que acontece diante de seus olhos no momento presente, como ainda almejam uma volta ao passado. Querem cometer todos os erros uma vez mais.

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Número de armas sobe 10% e mortes caem 23%

Queda vertiginosa

É a política, dirão alguns. A vida é assim, há governo e há oposição, dirão outros. Sim, é verdade.  Mas a ideia da greve geral, desde que a esquerda se organizou no país, acrescenta um ingrediente abusivo e totalitário com o intuito de impedir o acesso das pessoas aos locais de trabalho. Isso se obtém com a instrumentalização, o aparelhamento dos sindicatos que respondem pela mobilidade no meio urbano. Mobilidade de pessoas, mercadorias  e dinheiro.

O que se viu no dia 14 foi que nem isso deu certo. A greve obteve uma adesão pífia e onde algum reflexo foi sentido, ele esteve longe de expressar adesão política. Foi mero produto do constrangimento. Deveria ser desnecessário dizer, mas, em todo caso, vá lá: quem não conseguiu chegar a seu posto de trabalho porque tal ou qual sindicato impediu a saída dos ônibus ou dos trens, ou porque alguns brutamontes se postaram diante da porta da agência ou da repartição, estava em oposição à greve geral. Provavelmente foi chamado fascista e seu olhar de reprovação deve ter sido interpretado como discurso de ódio.

Num país que precisa trabalhar para, com esse trabalho, gerar poupança necessária à abertura de novos postos de trabalho, parar o Brasil é irresponsabilidade em grau máximo. Por incrível que pareça, há forças políticas que ainda acreditam em sua capacidade de vender ilusões a um mercado onde perderam o crédito. E para isso se valem de grupos sociais com muito amor à remuneração e aos direitos e pouco amor ao trabalho e aos deveres.

Evidencia-se a provável decisão do STF no dia 25 de junho

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Não será espanto se, no próximo dia 25 de junho, o Plenário do Supremo Tribunal Federal decidir pela negativa ao habeas corpus e, consequentemente, pela manutenção do passista de quadrilha Luiz Inácio da Silva — vulgo “Lula” — no hotel-cadeia em Curitiba.

Os Ministros do STF vivem de seus egos. Alimentam-se dos próprios egos. Dormem agarradinhos com os egos. São ególatras, lato sensu!

Gilmar Mendes, por exemplo, não pode mais nem andar tranquilo nas ruas da longínqua Lisboa sem ser apontado e ouvir desaforos em alto e bom som. Enquanto isso, após os vazamentos do tablóide The IntercePT, o Ministro Luiz Fux passou a ser tietado nas ruas, ovacionado em voos comerciais, com passageiros celebrando: “In Fux we trust!”

Vocês acham que isso não mexe com os egos togados?

E mais: os ânimos radicalizados desde a campanha eleitoral estavam começando a se dissipar e já havia até quem estivesse demonstrando arrependimento por ter votado em Jair Messias Bolsonaro. Até o próprio Sérgio Moro começava a experimentar um início de ostracismo por ter escolhido abandonar a Magistratura, optar por ser Ministro de Estado e estar vendo seus projetos perderem força na Câmara dos Deputados e no Senado Federal.

Tão logo surgiram os primeiros vazamentos, os ânimos voltaram a se inflamar. É claro que a oposição ganhou munição, mas o Governo Bolsonaro também viu seu público eleitor resgatado e disposto à guerra. Da mesma forma, Sérgio Moro viu sua defesa ser restaurada e começar a crescer em trajetória geométrica.

E por que isso está acontecendo?

Simplesmente porque, para a expressiva maioria do Povo Brasileiro, os papéis de mocinho e bandido já são bem claros. Inclusive, os vazamentos provam isso: foi necessário uma força-tarefa para além das fronteiras legítimas para conseguir colocar na cadeia os maiores criminosos do país, gente que roubou os cofres públicos na casa das centenas de bilhões de reais.

Não é por acaso, portanto, que no universo dos bonecos infláveis, Lula é o Pixuleco e Moro é o Superman.

Essas imagens infantis são absolutamente didáticas, pedagógicas. Hoje, diante dos vazamentos usando meios criminosos, o respeitável público olha e enxerga, grosso modo, que trata-se de mais uma das armações do Lex Luthor e seu bando do Mal para tentar destruir o Superman.

Os Ministros do STF sabem disso.

“Um abraço de solidariedade, viu?!”

Helder Caldeira

Escritor, Colunista Político, Palestrante e Conferencista*Autor dos livros “Águas Turvas” e “A 1ª Presidenta”, entre outras obras.

Hoje na História: Militares rebeldes bombardeiam a Praça de Maio, em Buenos Aires

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As tensões entre o governo argentino, comandado por Juan D. Perón, e a oposição chegaram a um ponto de tensão máxima na metade de 1955. Manifestações dos dois lados se tornaram cada vez mais frequentes, com episódios de violência. A Igreja, antiga aliada de Perón, assumiu uma postura de oposição e reuniu os grupos que conspiravam contra o governo. 

Em 16 de junho daquele ano, um grupo de militares nacionalistas e ultracatólicos tentou assassinar o presidente argentino. Eles utilizaram um desfile aéreo para lançar um forte bombardeio contra a Casa Rosada, sede do governo, situada no centro de Buenos Aires. 

No ataque, morreram 400 pessoas e milhares ficaram feridas, entre civis que estavam se dirigindo ao trabalho, e funcionários da sede governamental. A Central dos Trabalhadores e a residência presidencial também foram atacadas. 

O objetivo de matar Perón foi arruinado porque o mandatário estava no edifício do Ministério da Guerra quando as bombas caíram. Frustrados, os militares rebeldes buscaram refúgio no Uruguai.

Congresso, Previdência, Moro e Bolsonaro

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Por Ney Lopes

No atual momento de turbulência política que atinge o país, realça um fato altamente positivo: as instituições nacionais dão demonstração de estabilidade e os caminhos estão sendo abertos pela via democrática.

O fundamental é preservar a Democracia!

Sem essa preocupação, toda conquista será efêmera, instável, passageira e colocará o país na “contra mão” da história. Vejam-se os exemplos no mundo, daqueles países que optaram por regimes autoritários, à margem da lei. Não há um só caso, que confirme ter sido esse caminho o meio eficaz para superação das dificuldades econômicas, sociais e políticas.

Analisemos quatro situações de pré-crise atualmente nas manchetes da mídia e que estão sendo conduzidas com firmeza e convicção democrática.

Congresso

O debate em torno do relatório da reforma da Previdência anuncia realmente um “novo Brasil” que nasce, com o indispensável controle do Poder Legislativo exercido em relação ao Executivo.

A justificativa está na Constituição, ao consagrar os princípios da separação dos poderes e a concepção do regime representativo, que se caracteriza pelo exercício da dupla missão de legislar e fiscalizar.

Neste particular há que se destacar o papel relevante que vem sendo exercido pelo presidente da Câmara Rodrigo Maia, na valorização do poder legislativo. Tem agido com lucidez e firmeza, merecendo o respeito da Nação, até o momento.

Todavia, falta ainda muito a ser conquistado.

Por justiça deve ser citada a participação do presidente do Senado, senador Davi Alcolumbre, por ter anunciado recentemente a prioridade para o debate e votação da reforma política, como meta a ser alcançada em curto prazo.

Uma verdade é incontestável: sem mudanças eleitorais, políticas e partidárias, nenhuma outra reforma terá vida longa no Brasil.

Portanto, espera-se que a prioridade do senador Davi Alcolumbre seja realmente confirmada.

A reforma política será o alicerce de todas as outras reformas.

Previdência

Inusitada, descabida e imprópria à reação do ministro Paulo Guedes, ao detratar o papel dos congressistas, em razão de mudanças feitas em sua proposta original de reforma previdenciária.

Afinal, o ministro não pode considerar-se acima do bem e do mal e “dono da verdade”, por mais preparo técnico e boas intenções que tenha.

Vivemos numa democracia e a gestão pública não é idêntica à gestão privada.

Há que existir a visão social, pois ao Estado cabe prover e assistir quem tenha vocação para ganhar dinheiro e assim possa decidir ir residir no exterior, daquelas pessoas que nasceram sem a vocação para o lucro e optaram, por exemplo, pelo serviço público.

A reforma da previdência é absolutamente necessária. Tenho repetido isso à exaustão. Mas, não pode ser feita a “ferro e a fogo”.

Se tiver de ser realizada em etapas, que assim seja. Portugal, Grécia, França, Itália e outros países mudaram as suas previdências sem “traumas”, “choques sociais” e por etapas. Em alguns desses países ainda hoje se implantam regras de transição a médio e longo prazo.

Um ponto é essencial no debate: os “sacrifícios” têm que ser divididos, para as mudanças serem justas.

O que foi proposto não divide “sacrifícios” e concentra todo ônus nas costas dos trabalhadores, servidores e beneficiários da previdência. Esses seriam os “vilões” e únicos responsáveis pelo déficit previdenciário.

Não é justo esse entendimento, daí porque o Congresso faz algumas alterações, que ainda necessitam serem complementadas com a inserção de outras “fontes fiscais” para suprir o “déficit”, totalmente preservadas e protegidas, até agora, pelo “indignado” ministro Paulo Guedes.

Dito “indignado” pelo registro da mídia às suas reações, após o debate do Parecer da reforma.

Por que acusar o serviço público em geral de nocivo corporativismo, negando o valor de quem exerce suas funções com senso de responsabilidade, nivelando-os aos excessos de mordomias e super salários, que devem ser eliminados.

Se for para condenar corporativismo, o editorial recente do insuspeito jornal conservador Estado de São Paulo deveria ser lembrado.

O texto faz menção ao Boletim Mensal sobre os Subsídios da União da Secretaria de Avaliação, Planejamento, Energia e Loteria (Secap) do Ministério da Economia.

Demostra a ineficácia dos benefícios fiscais concedidos no Brasil para o estímulo à produção, empregos e, consequentemente, aumento da receita (2003/2015).

No Brasil, os incentivos subiram constantemente entre 2003 e 2017 (passaram de cerca de 2% para 4,5% do PIB). No período, a receita fiscal e oferta empregos e em nada contribuíram para o aumento da atividade econômica.

Diz o editorial, que em seminário virtual realizado em Brasília pelo Banco Mundial foi constatado que na Austrália houve aumento de arrecadação e de emprego. As renúncias tributárias aumentaram entre 2011 e 2019, passando de 8% para 10% do PIB. Nesse período, a arrecadação passou de 32% para 36% do PIB. Os incentivos evoluíram de 6% para 7% do PIB e a receita, de 38% para 40%.

No Canadá, os incentivos evoluíram de 6% para 7% do PIB e a receita, de 38% para 40%.

Por que no Brasil não se faz um levantamento criterioso do “vazamento de dinheiro público” ocorrido nas concessões dadivosas de incentivos e isenções para, igualmente ao que aconteceu na Lava Jato, ser obtida a devolução desse dinheiro desviado criminosamente.

Se o fato tivesse ocorrido nos Estados Unidos, a “pátria do capitalismo” as medidas teriam sido severas,

Diante de fatos concretos, como os relatados pelo Estado de São Paulo, não procede a “indignação” do Sr. Guedes com os deputados, por não aprovarem tudo que ele queria.

Ao contrário, os plenários da Câmara e do Senado devem avançar em mais alterações, dividir “sacrifícios” e assim alcançar até mais de 1 trilhão de reais de economia para estabilizar a nossa economia.

A meta financeira deveria ser mantida. Mudanças, apenas nas formas de obtê-la.

Moro

Antes de interpretar, com sensacionalismo inconsequente, os diálogos divulgados em “escuta ilegal” que envolvem o ministro Sérgio Moro, é necessário refletir como está definido em lei o nosso processo penal e como deve agir o juiz.

O artigo 399 § 2° do Código de Processo Penal estabelece o princípio da “identidade física” do Juiz, ou seja, quem presidiu a instrução deverá prolatar a sentença.

Em outros países não é assim. Na Alemanha, Chile, Portugal e outros existe o “juiz de garantias”, que tem a competência para o julgamento da causa, restringindo-se sua atuação à fase de investigação criminal. Ele zela pela legalidade da investigação, além de tutelar de maneira plena a observância dos direitos e garantias fundamentais, sendo-lhe vetada qualquer iniciativa investigatória.

No procedimento penal brasileiro prevalece a regra do artigo 156, do Código de Processo Penal, a seguir transcrita:

“A prova da alegação incumbirá a quem a fizer, sendo, porém, facultado ao juiz de ofício:

 I – ordenar, mesmo antes de iniciada a ação penal, a produção antecipada de provas consideradas urgentes e relevantes, observando a necessidade, adequação e proporcionalidade da medida;

II – determinar, no curso da instrução, ou antes de proferir sentença, a realização de diligências para dirimir dúvida sobre ponto relevante”.

Observem-se outros dispositivos legais pertinentes a presente análise:

CPP
Art. 40. Quando, em autos ou papéis de que conhecerem, os juízes ou tribunais verificarem a existência de crime de ação pública, remeterão ao Ministério Público as cópias e os documentos necessários ao oferecimento da denúncia.
LEI DE AÇÃO PÚBLICA

Art. 7º Se, no exercício de suas funções, os juízes e tribunais tiverem conhecimento de fatos que possam ensejar a propositura da ação civil, remeterão peças ao Ministério Público para as providências cabíveis.

A dedução clara é que o Juiz brasileiro tem competência no processo inquisitório para ordenar, antes de iniciada a ação penal e antes de proferir sentença, a realização de diligências e colheita de provas que considere urgentes e relevantes.

Ele faz isso de que maneira?

Claro que em harmonia com a polícia e o Ministério Público.

Cabe ressaltar, por absolutamente necessário, que nessa relação entre Juiz, MP e polícia, os “excessos” serão severamente punidos, tais como, dirigir provas para condenar, “armar” flagrante preparado, aconselhar diretamente quem faça a investigação, visando prejudicar o réu e outros procedimentos semelhantes.

Todavia, os fatos que possam determinar “suspeição” devem ser objetivos, concretos, de forma a não deixar duvidas.

Não cabem meras suposições.

Sem “meias palavras”: os diálogos até agora divulgados (não se sabe o que será divulgado amanhã) em nada incriminam o Ministro Moro.

Acusam relacionamento em busca da verdade nos autos, sem indício do propósito de condenação prévia. Tanto é verdadeiro, que alguns acusados foram absolvidos na operação Lava Jato.

As regras do processo penal brasileiro asseguram esse comportamento, repita-se, desde que não se comprovem “excessos”.

Bolsonaro

Uma palavra final: o presidente Bolsonaro tem dado demonstração de respeito às “regras do jogo democrático”, que deve ser registrada.

O chefe da nação repete que acatará a decisão do Congresso, no caso específico da reforma previdenciária, não sendo infelizmente seguido pelo seu “poderoso” ministro da Economia.

Assim é que deve ser um governante, que recebeu do povo brasileiro a missão de aperfeiçoar a nossa democracia e não de colocá-la em risco.

Ney Lopes – jornalista, advogado, ex-deputado federal; ex-presidente do Parlamento Latino-Americano, procurador federal – nl@neylopes.com.br – blogdoneylopes.com.br

Mais de 800 servidores da educação do Maranhão tem salários suspensos; eles não comprovaram lotação

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A Secretaria de Estado da Educação do Maranhão (Seduc) enviou para a Secretaria de Estado da Gestão, Patrimônio e Assistência dos Servidores (Segep) a relação de servidores sem lotações identificadas para bloqueio de salário. Ao todo, foram identificados 858 servidores do órgão que permanecem sem lotação definida e não atenderam à convocação para regularização da situação.

Para desbloquear seus vencimentos, os servidores que constam na listagem abaixo devem procurar a Seduc, por meio do WhatsApp (98) 98533-8329, para regularizar sua situação. O atendimento poderá ser feito de a partir da próxima segunda-feira (17) e ocorrerá somente em dias úteis – de segunda a sexta-feira – das 8h às 17h.

No momento do contato, o servidor deverá estar munido do contracheque, CPF, nº da matricula, e informar nome completo, número de telefone, cidade de residência e local de lotação, caso não esteja lotado que justifique.

Em maio, foram identificados 1.579 servidores sem lotação definida, após trabalho de reorganização da Rede Estadual de Ensino. Desde total, 718 regularizaram suas situações e foram lotados em escolas e unidades administrativas da Seduc.

Clique aqui e confira a relação nominal dos servidores que tiveram salário suspenso.

Da assessoria da SEDUC Maranhão

Presidente do BNDES está com “cabeça a prêmio”, diz Bolsonaro

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O presidente Jair Bolsonaro disse hoje (15) que o presidente do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Joaquim Levy, “está com a cabeça a prêmio há algum tempo”.

Bolsonaro falou com jornalistas quando deixava o Palácio da Alvorada para a Base Aérea de Brasília, de onde embarca para agenda no Rio Grande do Sul: “Estou por aqui com o Levy”, afirmou o presidente.

O presidente Jair Bolsonaro dá posse, em cerimônia no Palácio do Planalto, aos presidentes dos bancos públicos. Assume no Banco do Brasil, Rubem Novaes; no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Joaquim Levy, e na Caixa
Joaquim Levy (primeiro à esquerda) tomou posse em janeiro, junto com demais presidentes de bancos públicos – Marcelo Camargo/Agência Brasil

O motivo do descontentamento, disse Bolsonaro, foi a nomeação do advogado Marcos Barbosa Pinto para o cargo de diretor de Mercado de Capitais do BNDES. Para Bolsonaro, o nome não é de confiança, e “gente suspeita” não pode ocupar cargo em seu governo.  

“Eu já tô por aqui com o Levy, falei para ele: ‘demita esse cara na segunda-feira ou eu demito você sem passar pelo Paulo Guedes‘”, disse Bolsonaro.

O presidente acrescentou que, em sua visão, Levy não está sendo leal. “[Ele] Já vem há algum tempo não sendo leal àquilo que foi combinado e àquilo que ele conhece a meu respeito. Ele tá com a cabeça a prêmio há algum tempo”.

Levy assumiu a presidência do BNDES em janeiro.

Moro

Questionado sobre sua confiança no ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, que é alvo de vazamentos de conversas que teria mantido quando era juiz com o coordenador da força-tarefa da Lava Jato no Paraná, Deltan Dallagnol, Bolsonaro diz ter “zero” ressalvas.

“Quanto a minha pessoa zero, zero”, disse ele. “Moro foi o responsável não de botar um ponto final, mas de buscar uma inflexão na questão da corrupção, diminuindo drasticamente”, acrescentou o presidente.

Ele ressalvou, contudo, que ninguém pode contar com 100% de confiança. “Eu não sei das particularidades da vida do Moro, eu não frequento a casa dele, ele não frequenta minha casa, mas mesmo assim meu pai dizia pra mim: confie 100% só em mim e na mãe”.

Como exemplo, o presidente citou a demissão do general Santos Cruz da Secretaria de Governo, o que deve ter “surpreendido” muita gente, afirmou. Ao ser questionado, o presidente negou que a causa da dispensa tenha sido verbas de comunicação. “É fake essa informação de que o Santos Cruz teria tocado nisso”, disse.  

Previdência

O presidente comentou também o parecer do relator da reforma da Previdência na Câmara, deputado Samuel Moreira (PSDB-SP), apresentado na quinta-feira. “[Com] a proposta que tá aí, o meu governo está garantido. A crise virá para 2023, 2024. A gente não quer deixar para o futuro governo que me suceder essa dor de cabeça da Previdência, não podemos continuar vivendo esse fantasma, nessa agonia”, disse.

Bolsonaro afirmou que “a bola está com o parlamento”, antes de concluir dizendo que “nós temos uma chance ímpar de tirar o Brasil do caos econômico que se aproxima”. 

Agência Brasil procurou a assossoria do BNDES para comentar as declarações, mas não obteve retorno até a publicação do texto.

Matéria ampliada às 17h39 Fonte Agência Brasil