Bar Flutuante de Pindaré-Mirim afunda

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O famoso bar, que chegou a ser um ponto turístico de Pindaré-Mirim por várias décadas, o “Flutuante”, afundou na tarde de quinta-feira (28). De acordo com as informações, o bar estava sem funcionar há vários meses e estaria em manutenção. No momento do ocorrido ninguém estava dentro do Flutuante.
A preocupação agora é com o perigo que a estrutura está oferecendo as pessoas que precisam fazer a travessia do Rio Pindaré e também para quem costuma tomar banho na área.
A Secretaria Municipal de Meio Ambiente informou que será feito um Laudo Ambiental. “Será feito Laudo Ambiental, que será encaminhado em caráter de urgência para o Ministério Público e ao Fórum de Justiça, onde o proprietário será multado por uma série de impacto ambiental negativo. Solicitamos ainda que a comunidade de modo geral, que ao tomar banho no rio, não mergulhe nas proximidades do flutuante”, disse Nilton Carlos, secretário adjunto de Meio Ambiente de Pindaré Mirim.
Fonte: Portal Pindaré

Pinheiro: prefeitura afasta estado de calamidade e confirma Carnaval 2019

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Depois do grande esforço de uma força tarefa encabeçada pelo prefeito de Pinheiro, Luciano Genésio,  a situação na barragem do Rio Pericumã foi controlada (saiba mais).

Em nota, a prefeitura informou a situação da barragem e afastou a possibilidade do decreto de estado de calamidade no município. Com a abertura de uma das comportas, o nível do rio baixou e as famílias afetadas pelo alagamento puderam  retornar para suas casas.

Por conta da possibilidade de ser decretado estado de calamidade, o carnaval de Pinheiro corria risco de ser cancelado. Com as ações rápidas  no controle da situação na barragem, a prefeitura também confirmou a programação de um dos mais tradicionais e melhores carnavais do Maranhão.

NOTA OFICIAL

A Prefeitura de Pinheiro vem a público informar a toda sociedade que:
No último domingo (10) em uma tentativa de abrir uma das comportas da Barragem do Rio Pericumã, um cabo se rompeu impossibilitando o pleno funcionamento da estrutura.
Devido as intensas chuvas dos últimos dias e sem o escoamento programado, o Rio Pericumã transbordou inundando centenas de casas, restaurantes e pontos turísticos da cidade.

Sem resposta imediata do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas – DNOCS – órgão responsável pela manutenção da barragem – a Prefeitura de Pinheiro iniciou uma força tarefa para a substituição do cabo danificado e abertura das comportas.
Na quarta-feira (13) técnicos da administração municipal conseguiram realizar com êxito a substituição do cabo de uma das comportas. Destacamos o trabalho de excelência de nossos profissionais que trabalhavam contra o tempo. A troca dos cabos é uma manobra arriscada e que precisa respeitar o movimento das marés sendo possível apenas com a maré baixa.

Ainda na quarta-feira (13) foi possível a abertura de uma das quatro comportas que compõe a barragem, possibilitando o escoamento gradativo do Rio Pericumã.
Na manhã desta sexta-feira (15) registramos o recuo de aproximadamente 60 centímetros do nível do Rio na altura da Barragem.

A região ribeirinha não se encontra mais em estado de alagamento e as famílias que tiveram que evacuar suas residências puderam retornar com tranquilidade nesta sexta-feira.

Informamos ainda que a Prefeitura de Pinheiro fez um levantamento das famílias atingidas e está prestando toda assistência necessária.

Sobre o cancelamento do carnaval

Uma avaliação da Defesa Civil Municipal e Estadual realizada na quinta-feira (14) observou a necessidade de Decreto de Estado de Calamidade caso a abertura de apenas UMA comporta não fosse suficiente para o escoamento do rio a curto prazo.

Após uma vistoria técnica de um Engenheiro do DNOCS e do Comando Geral do Corpo de Bombeiros que sobrevoou o local nesta manhã (15), observou-se o sucesso do trabalho executado pela administração municipal sendo DESCARTADA A NECESSIDADE DE DECRETO DE ESTADO DE CALAMIDADE.

Dito isto, informamos a toda sociedade que as festividades do CARNAVAL DE PINHEIRO ESTÃO MANTIDAS SEM ALTERAÇÕES EM SUA PROGRAMAÇÃO.

Reiteramos que a manutenção da Barragem do Rio Pericumã é de responsabilidade do Governo Federal pelo Departamento Nacional de Obras Contra as Secas – DNOCS – e que a Prefeitura de Pinheiro vem realizando esse trabalho há dois anos sem qualquer ajuda ou recurso do Departamento.

Temos o compromisso e o dever de assegurar dignidade, segurança e bem-estar social a população pinheirense e para isso, todas as medidas possíveis estão sendo tomadas dentro da esfera municipal.

DANTE COELHO DE LIMA Adeus Pium, a grande viagem

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O DC-3 da Real Aerovias taxiou em direção ao terminal do velho Galeão. Era o fim do voo Goiânia-Rio, com escala em Belo Horizonte. Naquela época, início dos anos 50, não havia os “fingers” que hoje nos levam do avião até o terminal. Desci zonzo as escadas do avião. Zonzo e nauseado. Durante o voo, foram muitos os saquinhos de enjoo. Nada segurava no meu estômago, por mais que Mamãe e a aeromoça solícita teimassem em me fazer comer. Motion sickness, dizem os de língua inglesa. Acho que nasci para viver em absoluto estado estático . Os tempos seguintes iriam confirmar isso. Enjoava até de bonde.
Os passageiros desceram a escada e começaram a caminhar na direção do terminal. Enquanto eu andava, trôpego, pela pista, não me passou despercebido que Papai mudara de vez de indumentária. Nunca o tinha visto, assim, tão arrumado. Tinha despido as velhas calças e camisas de cor indefinida pela prolongada ação barro do garimpo. Deixou para trás também seus apetrechos de trabalho. Em vez das pás e picaretas, trazia na mão uma reluzente pasta Samsonite. Envergava fatiota nova. Gravata. Rosto escanhoado, bigode aparado com esmero, o cabelo ondulado, puxado pra trás. Andava a passos largos, Fronte altiva, ar de conquistador. Largou de mão o coldre com seu 38. Revolver pra quê?, teria pensado. No Rio, só esperança de dias melhores. E seguros.
O rude garimpeiro não chegava a dissimular o desconforto que os sapatos novos lhe provocavam. Eu sabia muito bem o que era quilo. Antes da viagem meus pais me submeteram – a mim e ao mano Eliud – a um curso forçado de adaptação àqueles adereços de couro que nos feriam os dedos e o calcanhar. Um suplício.
Mamãe, linda, no seu primeiro penteado de cabelereiro, com seu vestido novo, caminhava na pista, se equilibrando sobre os sapatos comprados especialmente pra viagem. Bolsa numa mão e a mão do filhote mais moço na outra. Eliud saltitava. Era todo excitação. Já eu, no meio do meu mal-estar, suava de medo. Além dos malditos sapatos que me apertavam os pés, pensava no que me esperava naquela cidade grande e assustadora.
Pensava também na aeromoça que na viagem me ofereceu saquinhos de enjoo. Nunca tinha visto criatura mais formosa. Daquelas aeromoças que existiam antigamente. Cheguei a pensar que era mais bonita até que minha mãe, que, numa noite povoada de medos de almas do outro mundo, me deu guarida em seus braços maternos e ouviu de mim que só me casaria com ela. Édipo que me perdoe, mas aquela aeromoça causou-me impressão perturbadora. Mal sabia eu que aquela bela aparição era apenas o começo. Começo dos desassossegos que as moças do Rio trouxeram àquele menino magricela e tímido. Precocidade sexual do tipo do personagem Carlinhos do “Menino de Engenho”. No meu caso, caberia mais “Menino do Garimpo”
Malas e passageiros divididos em dois carros de praça, saímos em direção ao Hotel Vera Cruz (hoje demolido), ao lado da Praça Tiradentes. Tarde já caindo. No caminho, pela Avenida Brasil, minhas narinas começam a experimentar um infinidade de novos odores alguns nem tanto agradáveis. Fosse como fosse, cheiros de cidade nova, lugares novos, sempre me impactaram. Lembro quando morei uns meses em Lagos, na Nigéria, nos meus bordejos de boca de noite pela Norman Williams Street, onde ficava a velha Chancelaria da Embaixada. Sentia uma mistura de aromas fortes, acres e inebriantes nunca antes experimentados neste país. Aromas que vinham do cozinhar das famílias, em plena rua e a céu aberto, de suas ervas e temperos de emanações penetrantes.
A liturgia da chegada e do check-in no Hotel nos impôs uma longa espera, enquanto meu pai acertava no balcão detalhes da nossa morada pelas próximas semanas. Naquela noite não saímos do hotel e eu não pude esconder meu espanto com aquela caixa que subia e descia com gente dentro. O elevador. Nos dias seguintes, sempre que podia eu arranjava um jeito de passear naquele estranho veículo. Para desgosto do ascensorista, que ralhava comigo. Tamanho era o encantamento que nem enjoei.
Ao escrever sobre isso, lembrei de uma cena do filme “Being there”, quando o jardineiro Chance (Peter Sellers) entra num elevador da imensa mansão do milionário Benjamin Rand e diz “…That is a very small room”, ao que o empregado Wilson que o conduzia numa cadeira de rodas responde, divertido, tomando como piada o comentário de Chance (que nunca tinha entrado num elevador), “yes sir, I guess that’s the true smallest room in the house”.

Na noite seguinte, Papai resolveu nos levar para um passeio pelas redondezas do hotel. Passamos em frente a um teatro de revista, acho que era o Carlos Gomes, com fotos de moças trajando sumários maiôs e biquínis nas vitrines. Fascínio absoluto, fiquei ali parado em frente às vitrines, espiando, até que minha mãe me desse um puxão na mão. E outro na orelha, censurando meus sentimentos precoces. Havia ali muitas Gradiscas, daquelas do Felini.
Andamos pro ali, meu pai de cicerone. Luzes e neons quase me cegavam de deslumbramento. A Praça Tiradentes parecia uma festa. Moçoilas encantadoras passavam por mim. Eu as acompanhava com o olhar de fascínio. Minha mãe quase me arrastando pela mão. Papai nos levou pra jantar num Restaurante chamado Cedro do Líbano. Rua Senhor dos Passos. Estranha e saborosa comida. E, claro, novos cheiros. Embriagadores. Pedimos – Eliud e eu – a meu pai um guaraná, beberagem maravilhosa que havíamos tomado no Hotel. Durante anos, sempre que estava no Brasil e no Rio, ia lá no Cedro do Líbano comer, lentilhas, quibes, kaftas, tabule, sempre acompanhado de pão árabe com tahine. Há pouco tempo fui lá com meu irmão. Sentimos um quê de decadência. O eixo gastronômico da cidade – pelo menos aquele que me encantava – mudou-se pra Zona Sul. E hoje já escapa mais pra Barra.
Passadas algumas semanas no hotel, meu pai disse que a gente ir morar em Bonsucesso, mais precisamente em Higienópolis, ali perto da Avenida dos Democráticos. E lá fomos, sem armas, e com pouca bagagem, para a rua Pacheco Jordão. Era um edifício baixo, sem elevador. Mas, meu pai comprou nossa primeira geladeira. E o gelo passou a ser outra maravilhosa descoberta para mim. Passava os dias chupando aquela pedra gelada. E haja dor de garganta, amigdalite, gripes e febres. Nada comparável, contudo, aos calafrios da malária terçã que me acometeu em tenra idade e que quase me abrevia a existência.
Vida se ajeitando na nova morada, chegou o tempo de procurar escola pros meninos. Fomos matriculados no Externato Redentor, hoje chamado Santa Mônica, ali pertinho de casa, pequeno, com apenas duas salas de aula. Uniforme tipo militar, farda, gravata, botões dourados com quepe. Ali começaria minha vida escolar tumultuada.
Mas isso é assunto para outras estórias minhas, que um dia contarei, se ainda estiver em vida.

Dante Coelho de Lima é diplomata.

Por que em Vargem Grande o povo está aderindo a ideia do NOVO?

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Imagem do centro da cidade

Nem precisa andar muito, nem fazer pesquisas. Basta conversar com a população de Vargem Grande, para sentir o sentimento de renovação. Mas como dizem muitos: Renovação em tudo, não só nos nomes, mais nas suas práticas, tanto da escolha de auxiliares, como no determinante a governança com objetivos claros de melhorias para os munícipes. De uns tempos para cá, tornou-se comum aos governantes escolher não secretários, mais algozes do povo. Em administrações passadas, quanto na atual, existiram e existem auxiliares, que se autoproclamam donos de Vargem Grande. Humilham, massacram, torturam o povo como se o mandato do prefeito ao povo não pertencesse.

Esses tratamentos, respingam e maculam a imagem dos prefeitos que muitas vezes até desconhecem esse comportamento por parte de seus auxiliares. Muita gente de tanta repulsa a esses seres, se indignam até com o próprio ex ou atual governante. E é com base em todos esses reclamos, que surgem nomes novos e que os reacionários mamadores de tetas municipais, e em sua grande escala, muitas vezes incompetentes para o cargo, resistem a mudanças. Quando citei aqui neste espaço o nome da professora Marluce do Zé Pedro como candidata a prefeita, o que viu-se foi uma gritaria total. Muitos aplaudiram a ideia, outros não acreditaram.

Foi preciso que houvesse essa confirmação por parte de familiares da mesma. Muitos atiraram pedras, e aí eu me lembro do meu velho avô Carlos Rodrigues de Sousa que dizia: Não se atira rebolo em espinheiro, só em árvores que da fruto. Outros nomes estão surgindo. E nesse espaço, estaremos divulgando, para que saibam, que o mandato é do povo, e que ele escolhe governantes para cuidar de sua cidade, e não para ser maltratado por eles. A indignação é no momento, o sentimento maior no seio das famílias Vargem Grandenses.