Brasil perde para o Peru em amistoso nos Estados Unidos

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É a terceira derrota de Tite no comando da Seleção

Dois meses após perder a final da Copa América para os brasileiros, a seleção peruana superou a equipe de Tite, por 1 x 0, no Los Angeles Memorial Coliseum, em Los Angeles, nesta madrugada de quarta (11). O gol peruano saiu aos 39 minutos do segundo tempo: após cobrança de falta na área brasileira, o zagueiro Luis Abram aproveitou a falha do goleiro Édeson e marcou de cabeça. A derrota aconteceu quatro dias após o Brasil empatar em outro amistoso: 2 x 2 com a Colômbia, em Miami.

Na partida de hoje, o Tite deixou Neymar no banco de reservas e optou por começar o jogo com Firmino, Coutinho, David Neres e Richarlison no ataque. Pouco criativo no meio de campo, as chances de gol do Brasil foram protagonizadas por Richarlison que ameaçou duas vezes o gol peruano.

Na etapa final, a Seleção ficou um pouco mais ofensiva: Neymar, Fabinho e Paquetá entraram em campo a partir dos 15 minutos. Depois, aos 28 minutos, teve a estreia de Vinicius Júnior, de 19 anos, com a camisa canarinho: o atacante do Real Madrid substituiu Richarlison e atuou pelo lado esquerdo. Mas as alterações não foram suficientes para a Seleção abrir o placar: nos minutos finais, na cobrança de falta de Yotún, pela direita, o zagueiro Abram subiu mais alto, e aproveitou a saída errada do goleiro Éderson para marcar o gol da vitória peruana. 1 x 0. Esta foi a quinta vitória do Peru, no histórico de 46 confrontos Seleção Brasileira. Nos últimos três anos, foram cinco confrontos, e o Peru venceu dois deles.

Ao final do jogo, durante coletiva, o treinador brasileiro avaliou a partida: “No pós- Copa América, começou uma outra etapa de oportunidades. Então é natural que não atinja o mesmo patamar de desempenho. Gosto de dar oportunidades para jogarem, isso é fundamental. Eu gostei do desempenho nos dois segundos tempos. No primeiro tempo (contra a Colômbia), fomos muito irregulares, a Colômbia atacava, mas nos dava brecha. Hoje, não. O futebol é criar oportunidades e fazer o gol, ser efetivo. Mas o nosso desempenho no segundo tempo foi criando oportunidades. Aí nos faltou uma precisão maior. O goleiros deles, quando acionado, também foi bem”.

O técnico também não poupou críticas ao gramado do Los Angeles Memorial Coliseum, casa Los Angeles Rams, da NFL (Liga de Futebol Americano): “Tem que ter um campo melhor para jogar. Não pode ter um campo desse, não dá para ter um espetáculo num gramado desse. Dá para jogar soccer, dá para jogar de tênis. A gente teve três primeiras bolas que fomos inverter, foram três bolas longas porque não teve precisão. Não é desculpa para a derrota, porque foi para os dois. Mas que um busca mais jogar e outro busca contato, tem uma diferença”.

Quanto à estreia do atacante Viníciou Júnior, Tite disse que é preciso ter calma com o jovem atacante: “Ele entrou para tentar o lance, dar profundidade. Ele puxou uma jogada com Neymar. Precisa de espaço para ter bola lançada. Mas vai amadurecer. É um garoto. Vai amadurecer”

Os próximos amistosos da Seleção Brasileira serão em outubro (dias 7 e 15) e novembro (11 e 19). Os adversários e locais ainda serão confirmados pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Fonte Agência Brasil

IHGM lembra a Greve da Meia-Passagem

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Fato histórico será tema da primeira edição do projeto “História Viva” e terá mesa redonda com a participação de três de seus protagonistas

Por: Patrícia Cunha20 de Agosto de 2019

Era 17 de setembro de 1979. A cidade estava imbuída no sentimento de reivindicação de um movimento que se iniciou dias antes em protesto pelo aumento da passagem concedido de surpresa pelo então prefeito da cidade Mauro Fecury.  Naquele dia, centenas de jovens, estudantes, professores, trabalhadores foram às ruas da cidade de São Luís protestar contra o aumento, o terceiro naquele ano.

O movimento foi um dos de maior mobilização já registrados na história maranhense. E teve como lideranças estudantes universitários, que obtiveram o apoio professores e trabalhadores. Aproximadamente 15 mil pessoas ocuparam as ruas da capital em protesto. A greve foi marcada por forte repressão policial às passeatas e assembleias. Desenvolvida entre 14 de Setembro e 22 de Setembro, marcou São Luís pelo grande número de adesões e pela brutalidade policial empreendida.

Esse movimento será tema do projeto História Viva, do Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão(IHGM) pela passagem do Dia do Historiador (ocorrido dia 19), que será comemorado no próximo dia 22 de agosto, às 16h30, no Auditório do Centro de Ensino Médio Liceu Maranhense, com a participação de três pessoas que foram protagonistas na greve de 79.

40 anos

Na ocasião, Juiz de Direito Agenor Antônio Gomes, o historiador Renato Dionísio de Oliveira e o filósofo Raimundo Marques Vieira, sob a coordenação do professor e sócio efetivo do IHGM, Iran Passos, integram a Mesa Redonda denominada História Viva: 40 Anos da Greve da Meia-Passagem na voz de três de seus protagonistas, com os dois primeiros tendo sido, à época do movimento, presidentes do Diretório Central dos Estudantes – DCE/UFMA e do Diretório Setorial do Centro de Estudos Básicos/DCE/UFMA, respectivamente.

Estudantes da UFMA durante a Greve da Meia Passagem em 1979, na capital

Para o Presidente do IHGM, Professor José Augusto Silva Oliveira, a sessão comemorativa do “Dia do Historiador” constitui o reconhecimento da instituição àqueles que são responsáveis pelo registro dos acontecimentos em data criada  há dez anos por meio da Lei nº 12.130/2009, com a escolha para este dia sendo uma homenagem ao pernambucano Joaquim Nabuco, escritor e diplomata, um dos mais importantes historiadores do Brasil e um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras, conhecido, também, por ser um dos maiores abolicionistas do país.  “O evento recupera uma parte importante da história do Maranhão, da história da cidade de São Luís e da história dos atores da educação na luta pela implantação da meia passagem”, disse o presidente do IHGM.

Para Iran Passos, fatos históricos como esse sempre farão parte do projeto História Viva. “Nós vamos sempre buscar abordar aspectos da história de São Luís, do Maranhão, trazendo pessoas para falar sobre eles, como esse da meia-passagem que foi uma greve muito importante conquistado pelo movimento estudantil”.

Maranhense se torna o primeiro brasileiro a jogar na seleção da China

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Elkeson na partida pela AFC Champions League 2019 entre Kawasaki Frontale e Shanghai SIPG FC no Estádio Kawasaki Todoroki, em Kanagawa, no Japão  0    

O atacante brasileiro natural de Coelho Neto no Maranhão, Elkeson, está prestes a se tornar o primeiro jogador sem ancestrais chineses a jogar pela seleção da China, depois que as autoridades de futebol do país o registraram para as eliminatórias asiáticas da Copa do Mundo no próximo mês.

A Confederação Asiática de Futebol anunciou a inclusão de Elkeson no seu site oficial no domingo, terminando com semanas de especulações sobre se o jogador de 30 anos havia recebido a cidadania chinesa e sido chamado pelo técnico Marcello Lippi para as eliminatórias da Copa do Catar 2022.

As autoridades chinesa flexibizaram as regras de elegibilidade para dar a Lippi a chance de levar a China à sua primeira Copa do Mundo desde 2002, quando o país disputou pela única vez o torneio.

O meia inglês Nico Yennaris, cuja mãe é chinesa, se tornou o primeiro estrangeiro a ser chamado para a seleção quando fez parte do time de Lippi que disputou um amistoso contra as Filipinas em junho. Ele jogou 55 minutos sob o nome de Li Ke.

A convocação de Elkeson, no entanto, é a a primeira de um jogador sem ancestrais chineses e se dá depois do seu sucesso no futebol chinês.

O atacante foi para o Guangzhou Evergrande em 2013 e seus gols ajudaram o clube a conquistas títulos da Liga de Campeões da Ásia. Ele foi transferido para o Xangai SIPG antes da temporada de 2016 e foi parte do time que ganhou o título da Super Liga chinesa pela primeira vez no ano passado. Há um mês, retornou ao Guangzhou.

Hoje na História: Brasil conquista o tetracampeonato mundial nos Estados Unidos

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No dia 17 de julho de 1994, a torcida brasileira finalmente pode soltar o grito de campeão mundial após 24 anos de espera. No torneio realizado nos Estados Unidos, a Argentina chegou como uma das favoritas, com a presença do astro Maradona na equipe. Contudo, o ídolo acabou sendo uma figura marcante nesta Copa por um feito negativo: foi pego no exame antidoping por uso de cinco substâncias proibidas e acabou excluído do Mundial. A seleção argentina sentiu o golpe e foi eliminada após as derrotas para a Bulgária e Romênia. Por outro lado, o Brasil seguia se impondo no torneio ao passar por Rússia (2 a 0), Camarões (3 a 1) e um empate com a Suécia (1 a 1). No caminho para a final, os brasileiros passaram pela Holanda (3 a 2) e Suécia (1 a 0). Na final, contra a Itália, o jogo tenso ficou no empate sem gols, tanto no tempo regulamentar como na prorrogação, e a briga pelo título foi para os pênaltis. Para alegria dos brasileiros, o italiano Roberto Baggio chutou sua cobrança para fora, o que foi suficiente para consagrar a histórica conquista daquele time que tinha jogadores como Bebeto, Romário, Branco, Dunga e Jorginho.

Hoje na Historia: Brasil perde a final da Copa do Mundo para a França

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O dia 12 de julho de 1998 deixou uma amarga lembrança para os brasileiros na disputa da Copa do Mundo de 1998, na França. Neste dia, o Brasil entrou em campo para brigar pelo título do campeonato, mas mostrou um futebol apático e foi derrotado pelos franceses por 3 a 0, com gols de Zidane (2) e Petit. Antes do jogo, Ronaldo, principal destaque do time brasileiro, sofreu uma convulsão em um episódio que abalou todo o time e que gera polêmica até os dias de hoje. Antes de chegar à final, o Brasil fez um campeonato empolgante e confirmou a sua condição de favorito. Na primeira fase, derrotou a Escócia por 2 a 1, bateu o Marrocos por 3 a 0, mas caiu inesperadamente diante da Noruega por 2 a 1. A equipe se recuperou diante do Chile com uma vitória por 4 a 1 e depois passou pela Dinamarca por 3 a 2. O time brasileiro enfrentou um duro jogo contra a Holanda, nas semifinais. Após o empate por 1 a 1, o jogo foi para as penalidades, vencidas pelo Brasil por 4 a 2

Hoje na História: Brasil leva 7×1 da Alemanha e é eliminado da Copa em casa

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A data de 8 de julho de 2014 vai ficar marcada para sempre, de uma forma trágica, na memória do torcedor brasileiro. Foi o dia do chamado “Mineiraço”, quando a Seleção Brasileira, comandada pelo técnico Luiz Felipe Scolari, foi atropelada pelo time da Alemanha pelo elástico placar de 7×1 nas semifinais da Copa do Mundo no Brasil.

A partida no Mineirão, em Belo Horizonte, lembrou (salvas as devidas proporções), a derrota na final da Copa do Mundo de 1950, em que o Brasil perdeu o título para o Uruguai por 2 a 1, no Rio de Janeiro, no duelo que ficou conhecido como “Maracanaço”.

O vexame mais recente, em 2014, no entanto, entrou para a história como o maior da seleção brasileira em copas do mundo. O time entrou em campo sem seu principal goleador, Neymar, afastado por lesão. Além disso, o meio campo brasileiro praticamente inexistiu no primeiro tempo, o que obrigava os zagueiros a chutar diretamente para os atacantes. Desta forma, a bola caía nos pés dos defensores alemães que faziam a saída de bola para o melhor meio campo do mundo.

O resultado dessa deficiência não demorou a aparecer. Antes dos 30 minutos de jogo, o Brasil já havia levado 5 x 0 da Alemanha e estava completamente perdido dentro de campo. Na primeira etapa, os gols foram anotados por Müller (11 min), Klose (aos 23 min), Kroos (aos 24 e 26 min) e Khedira (aos 29 min).

Ainda abalados pelo placar, os brasileiros retornaram do vestiário para o segundo tempo com a marcação mais reforçada e sofreram “apenas” outros dois gols dos alemães, com Schürrle, que marcou duas vezes. O Brasil descontou com Oscar, nos minutos finais. Após o encerramento do jogo, boa parte dos torcedores brasileiros havia deixado o Mineirão e os que restaram bateram palmas aos alemães.

O Brasil disputou o terceiro lugar com a Holanda e foi derrotado por 3 a 0, em Brasília. Já a Alemanha foi a dona da festa ao conquistar o título na final diante da Argentina, por 1 a 0, no Rio de Janeiro.

Hoje na História: Brasil conquista o tricampeonato mundial de futebol no México

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No dia 21 de junho de 1970, a seleção brasileira de futebol conquistou, no México, o seu terceiro título mundial de futebol. A equipe também entrou para a história como uma das melhores de todos os tempos. O time verde-amarelo ganhou todas as três partidas da primeira fase: Tchecoslováquia (4-1), Inglaterra (1-0) e Romênia (3-2). Depois, venceu o Peru (4-2), o Uruguai (3-1) e a disputa na final contra a Itália, quando goleou o rival por 4 a 1. A Copa do Mundo no México também entrou para a história como a primeira a ser transmitida a cores e via satélite para todo o mundo. Curiosamente, pouco antes do Mundial, o então treinador do Brasil, João Saldanha, não havia convocado Pelé por conta de uma lesão e também porque o Rei do Futebol tinha miopia. Contudo, Saldanha foi demitido antes da Copa do Mundo e o seu sucessor, Zagallo, tratou de chamar Pelé para disputar o campeonato no México.

Hoje na História: Travada a Batalha Naval do Riachuelo, umas da mais importantes da Guerra do Paraguai

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A Batalha Naval do Riachuelo, ou apenas Batalha do Riachuelo, ocorreu no dia 11 de junho de 1865 e é considerada uma das mais importantes da Guerra do Paraguai (1864-1870) por historiadores e militares. O confronto ocorreu às margens do Riachuelo, um afluente do rio Paraguai, na província de Corrientes, na Argentina. De um lado estavam as tropas do Paraguai e, do outro, as do Império do Brasil. PUBLICIDADE

Na época do conflito, o acesso aos rios na região da Bacia do Prata era estratégico, já que não havia estradas por ali até a segunda metade do século XX. O Paraguai não possuía uma saída direta ao mar, e a bacia era controlada por Argentina e o Uruguai. Este último, por sua vez, vivia ameaçado por tropas do Império do Brasil e da Argentina. 

Os paraguaios já haviam ocupado áreas do atual Mato Grosso do Sul, no Brasil, e caso ganhassem a batalha do Riachuelo, poderiam descer pelos rios e conquistar Montevidéu, no Uruguai, além de ocupar o atual Rio Grande do Sul. 

Para a batalha, a Força Naval Brasileira contava com nove navios e um total de 2.287 homens, chefiados pelo Almirante Francisco Manuel Barroso da Silva. No lado do Paraguai, havia oito navios armados e, aproximadamente, 1200 homens, sob o comando do Comodoro Mezza.

O confronto iniciou às 8h30 daquele dia e se encerrou às 17h30, com vitória do Almirante Barroso. A conquista foi muito importante para a Tríplice Aliança, que passou a controlar os rios da Bacia do Prata até os limites com o Paraguai, ganhando vantagem logística e também fechando os acessos paraguaios por aquela rota. Do lado dos derrotados, foram 351 mortos e 567 feridos, além de quatro navios afundados. Pelo Império do Brasil, morreram 104 pessoas, outros 142 foram feridos, além de 20 desaparecidos e um navio afundado.

Hoje na História: Nasce Lampião, o Rei do Cangaço

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Por;Blog do Zé de Fátima

O dia 4 de junho de 1898 seria uma das prováveis datas de nascimento de Virgulino Ferreira da Silva, mais conhecido como Lampião, o Rei do Cangaço. A exata data do seu nascimento gera muitas controvérsias, mas em sua certidão de batismo a data de 4 de junho consta como o dia do seu nascimento, em Serra Talhada (PE). Lampião começou a liderar um bando de cangaceiros em 1922 e, a partir daí, passou a viver de saques a fazendas e doações forçadas de comerciantes. Por conta dos seus atos, era procurado pela polícia. Em 1930, conheceu Maria Déia, a Maria Bonita, que ingressou no bando, tornando-se mulher de Lampião. Em 1932, nasceu a filha do casal, Expedita Ferreira. No dia 27 de julho de 1938, Lampião, Maria Bonita e outros cangaceiros foram capturados pela polícia em Poço Redondo, no sertão de Sergipe. Eles tiveram suas cabeças cortadas e expostas ao público para servir de exemplo.

Hoje na História: Morre o ex-pugilista Muhammad Ali

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No dia 3 de junho de 2016 morreu, aos 74 anos, o lendário ex-lutador de boxe Cassius Marcellus Clay Jr., mais conhecido como Muhammad Ali. Um porta-voz da família informou que a causa da morte foi um choque séptico devido a causas naturais não especificadas. No início da década de 1980, o atleta havia sido diagnosticado com a doença de Parkinson.

Nascido em 17 de janeiro de 1942, Ali foi o primeiro lutador a conquistar o título dos pesos-pesados três vezes. Venceu 56 vezes em seus 21 anos de carreira profissional.  Foi eleito “O Desportista do Século” pela revista americana Sports Illustrated em 1999. Ele também era bastante atuante em causas humanitárias.  

Clay conquistou seu primeiro título mundial em 25 de fevereiro de 1964 ao bater o então campeão dos pesos-pesados Sonny Liston. Antes da luta, ele prometeu “flutuar como uma borboleta, picar como uma abelha”, prevendo o nocaute. Quando foi coroado com o título, Clay gritou: “Eu sou o maior!”. Pouco tempo depois, Clay confirmou os rumores de sua conversão ao Islã. Em 6 de março de 1964, ele mudou o seu nome para Muhammad Ali.

Com a Guerra do Vietnã em curso, Ali foi intimado a se apresentar às Forças Armadas dos EUA em 28 de abril de 1967. Citando suas crenças religiosas, ele se recusou. Ali foi preso, e a Comissão Atlética do Estado de Nova York suspendeu imediatamente a sua licença de boxe, revogando o seu cinturão dos pesos pesados. Condenado por evasão de divisas, Ali recebeu uma pena de cinco anos de prisão e uma multa de US$ 10 mil. Ele permaneceu livre enquanto fazia apelação da sua condenação. Banido do boxe por três anos, Ali se manifestou contra a Guerra do Vietnã em várias ocasiões. No dia 3 de fevereiro de 1970, o lutador convocou uma coletiva de imprensa para anunciar que estava deixando o boxe. 

Em dezembro de 1970, a Suprema Corte do Estado de Nova York ordenou que ele recebesse novamente sua licença de boxe, e, no ano seguinte, a Suprema Corte dos Estados Unidos derrubou sua condenação em uma decisão unânime. Desta maneira, Clay mudou de ideia em relação à aposentadoria e voltou aos ringues. Em 8 março de 1971, teve oportunidade de recuperar sua coroa de campeão dos pesos-pesados na luta contra o campeão Joe Frazier, no que foi chamada de “Luta do Século”. O invicto Frazier derrotou Ali, que sofreu a sua primeira derrota como profissional.

A recuperação do título aconteceu somente no dia 30 de outubro de 1974, quando Ali, então com 32 anos, enfrentou o então campeão George Foreman, com 25 anos. A luta em Kinshasa, Zaire (atual Congo), foi apelidada de “Rumble in the Jungle”. Ali venceu por nocaute no oitavo round e recuperou o título tirado dele sete anos antes. Em 15 de fevereiro de 1978, Ali perdeu o título para Leon Spinks. Sete meses depois, Ali derrotou Spinks em uma decisão unânime em uma luta de 15 rounds para recuperar a coroa dos pesos-pesados. O atleta se aposentou em 1981.

Hoje na História: Nasce o Papa João Paulo II

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No dia 18 de maio de 1920 nascia em Wadowice, na Polônia, Karol Józef Wojtyla, que seria mundialmente conhecido mais tarde como o Papa João Paulo II. Seu papado foi um dos mais longos da história, com início em 1978 e término com a sua morte em 2005. Entre suas principais características estava a capacidade de falar vários idiomas como português, polonês, esperanto, espanhol, grego, latim, italiano, francês, inglês e alemão. Também tinha conhecimentos de checo, lituano, russo e húngaro, como outras línguas como japonês e idiomas africanos. Foi o primeiro papa a fazer grande uso dos meios de comunicação, em particular a internet. Outra característica era a busca por laços mais estreitos com os líderes de outras religiões como judeus, muçulmanos, ortodoxos e tibetanos (por meio de Dalai Lama). João Paulo II morreu no dia 2 de abril de 2005, no Vaticano. Aos 85 anos, ele foi vítima de uma septicemia e colapso cardiopulmonar irreversível, agravada pela sua doença de Parkinson.