Brasileira Pamela Rosa conquista mundial de skate street

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Vitória garantiu pontos para ranking olímpico

Por Agência Brasil  

A brasileira Pamela Rosa conquistou neste domingo (22) no Anhembi, em São Paulo, o título mundial de skate street. O vice-campeonato da competição ficou com outra brasileira, Rayssa Leal, conhecida como “fadinha” e que tem apenas 11 anos.

Com esta conquista Pamela garante outra importante vitória, 80 mil pontos no ranking que definirá, em maio do próximo ano, quais serão os representantes do Brasil na modalidade no Jogos Olímpicos de 2020, que acontecem em Tóquio.

A outra atleta do Brasil que estava na decisão, Gabriela Mazetto, encerrou sua participação na sexta posição.

Hoje na História: Nasce Gonzaguinha, cantor e compositor brasileiro

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No dia 22 de setembro de 1945 nascia, no Rio de Janeiro, Luiz Gonzaga do Nascimento Junior, mais conhecido como Gonzaguinha, cantor e compositor brasileiro. Seu pai era o compositor pernambucano Luís Gonzaga e sua mãe Odaleia Guedes dos Santos, cantora do Dancing Brasil.

Nos anos 70 fundou o Movimento Artístico Universitário (MAU), com Aldir Blanc, Ivan Lins, Márcio Proença, Paulo Emílio e César Costa Filho. Esse grupo teve importante papel na música popular do Brasil e resultou no programa na TV Globo Som Livre Exportação. Por conta da sua postura contra o regime militar no Brasil, boa parte de suas músicas eram censuradas.
 “Toda pessoa é sempre as marcas de outras tantas pessoas.” – Gonzaguinha  Mais tarde, com o começo da abertura política, Gonzaguinha passou a usar um discurso mais suave e compôs sucessos como “Começaria tudo outra vez”, “Explode Coração” e “Grito de alerta”. Suas composições foram gravadas também por grandes intérpretes da música brasileira como Maria Bethânia, Simone, Elis Regina, Fagner, e Joanna. Ele morreu no dia 29 de abril de 1991, em Renascença, no Paraná. Gonzaguinha foi vítima, aos 45 anos, de um acidente de carro, após uma apresentação em Pato Branco, no Paraná.

Hoje na História:Tem início no Brasil a Guerra dos Farrapos

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No dia 20 de setembro de 1835 tinha início a revolução separatista do Rio Grande do Sul, conhecida como Guerra dos Farrapos ou Revolução Farroupilha, um termo depreciativo usado pelos partidários da monarquia para denominar os liberais que estavam no comando da revolta. A República de Rio Grande manteve sua independência por uma década e obteve considerável apoio da população local por conta de suas ideias libertárias e progressistas. Seu primeiro presidente foi o militar Bento Gonçalves da Silva.

Em 1839, o estado de Santa Catarina, também independente, se uniu ao Rio Grande do Sul em uma confederação. Contudo, alguns anos mais tarde, as tropas imperiais derrotaram as forças rebeldes, tanto em março quanto em maio de 1843, enquanto os governos aliados do Uruguai e Argentina abandonavam o apoio aos separatistas. No dia 28 de fevereiro de 1845 foi assinado o Tratado de Poncho Verde, que formalizava o regresso do Rio Grande ao império brasileiro em troca de uma anistia generalizada.

Escritora Cristiane Mesquita lança livro de poesias ‘Mandrágoras’ em São Luís

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Obra é resultado de uma tese de doutorado feita pela escritora maranhense. Livro será lançado nesta sexta (20) em um shopping no bairro Jaracaty, em São Luís.

Por G1 MA — São Luís, MA


Capa do livro 'Mandrágoras', novo lançamento da escritora Cristiane Mesquita — Foto: Divulgação

Capa do livro ‘Mandrágoras’, novo lançamento da escritora Cristiane Mesquita

A escritora e professora universitária Cristiane Mesquita Gomes lança nesta sexta-feira (20) em São Luís, o livro Mandrágoras. O lançamento será realizado a partir das 19h, em uma livraria localizada em um shopping center no bairro Jaracaty, na capital.

Com poemas que tratam da linguagem universal da paixão, do desejo e do ego sem medidas, o livro foi inspirado na teoria do acolhimento sendo resultado da tese de doutorado em turismo e hospitalidade, que foi concluído recentemente pela escritora na Universidade de Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul.

Em entrevista ao G1, Cristiane Mesquita contou que a ideia para o livro surgiu após o início dos seus estudos sobre a relação de hospitalidade e comensalidade da festa do Divino Espírito Santo, realizada anualmente em Alcântara no Maranhão. Foi utilizada a base filosófica da teoria, que trata de reconhecer a legitimidade no outro na intenção de cuidar dele sem interesse sexual. Baseado nisso, a autora buscou inspiração e fez uma brincadeira com sua poesia, acrescentando elementos que falam de desejo e de conexão espiritual.

“A filosofia da hospitalidade tem termos que são poéticos como falar da forma metafísica do outro, quando você reconhece no outro o legítimo outro. E não há eros na relação, não há desejo de consumação carnal, o que há é o desejo de cuidar, tratar e acolher o outro sem interesse nenhum. Só que brincando com a poesia, eu trago um pouco de eros sim, Fui até a Idade Média para investigar Joaquim de Fiore, a origem do Divino Espírito Santo e alguém que falasse de amor ágape”, disse a autora.

Cristiane Mesquita é escritora e professora universitária pelo Instituto Federal do Maranhão (IFMA) — Foto: Divulgação

Cristiane Mesquita é escritora e professora universitária pelo Instituto Federal do Maranhão (IFMA) — Foto: Divulgação

O nome para livro surgiu após leituras realizadas pela autora sobre o período da Idade Média que tratavam sobre plantas místicas e mágicas, que tinham um alto poder medicinal, conhecidas por Mandrágoras. Para a autora, o nome e o significado encaixaram perfeitamente na relação de seus poemas, que para ela, são como pequenas porções de amor.

“Como minha pesquisa foi muito voltada para a Idade Média, apesar de não falar das Mandrágoras na época, eu tive acesso às leituras que falavam dela. A Mandrágora é uma planta de feitiço, mágica e eu fiz um poema sobre a magia da Mandrágora, como chá, como planta medicinal, porque ela servia para curar tudo. Dentre os nomes que eu precisei escolher, Mandrágora era o apelo mais gostoso que eu tinha e eu também vejo os poemas como pequenas porções de amor” revelou.

Este é o sétimo livro lançado pela autora maranhense e o segundo no gênero poético. Sua carreira começou em 2000, logo após os primeiros contatos feitos com a filosofia durante sua graduação em Turismo. Quase 18 anos após o lançamento de seu primeiro livro, a autora revela que mesmo com convergência da tecnologia que tem mudado os hábitos de leitura dos brasileiros, ela ainda escreve por amor e em respeitos aos amantes da boa literatura.

“Tudo que eu aprendia de filosofia eu transformava em poesia, como o movimento deviniano. Até o Lulu Santos tem uma música que fala sobre isso ‘nada do que foi será, de novo do jeito que já foi um dia’. Lança-se livros por paixão pela literatura e os amantes da leitura não abdicam da oportunidade de ter um livro na mão, de sentir o cheiro do livro e marcar o texto. Não é tão fácil encontrar um amante de literatura, mas ainda existem, e eu continuo sem abrir mão disso”, finalizou.

Primeira emissora de TV do Brasil, a Tupi, é inaugurada em SP

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A primeira emissora de televisão do Brasil, a TV Tupi de São Paulo, era fundada em um dia como este, no ano de 1950. Ela pertencia aos Diários Associados, de Assis Chateaubriand. A Tupi paulista permaneceu como única rede de TV brasileira até o ano seguinte, quando o mesmo grupo fundou a TV Tupi Rio. O monopólio foi quebrado em 1952, com a inauguração da TV Paulista, canal 5 VHF.

A Tupi de São Paulo era transmitida no canal 3 até 1960, quando passou ao canal 4 até o fim das suas atividades, em 18 de julho de 1980, quando todas as concessões da Rede Tupi foram cassadas.

Um pouco depois do seu fechamento, o empresário Sílvio Santos adquiriu a concessão do canal 4. Surgia assim o SBT São Paulo, geradora do Sistema Brasileiro de Televisão. O prédio onde funcionava a TV Tupi, construído por Assis no alto do Avenida Sumaré, em São Paulo, abriga hoje a MTV Brasil.

Hoje na História: Ocorre o primeiro grande apagão da história do Brasil

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 O Brasil registrava o seu primeiro grande apagão da história em um dia como este, no ano de 1985. Oito estados brasileiros, mais o Distrito Federal, foram atingidos pela queda de energia. Ficaram sem luz elétrica os estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Rio Grande do Sul e parte do Espírito Santo. Não houve, contudo, uma paralisação contínua, mas o fornecimento de energia ficou comprometido ao longo de três horas. Este blecaute só seria superado pelo ocorrido em 1999. O início do apagão aconteceu no meio da tarde, às 15h45min, após uma sobrecarga de energia elétrica na cidade de São Roque, no interior de São Paulo. Isto gerou uma resposta protetora da rede, interrompendo a transmissão de energia. A interrupção provocou um efeito cascata nas hidrelétricas do rio Paranaíba, que se desligaram e, em seguida, provocaram a falta de luz em vários estados. São Paulo foi o mais afetado pelo apagão, que provocou caos, especialmente, no trânsito. Ocorreram 50 acidentes por conta do não funcionamento dos semáforos e duas pessoas morreram atropeladas. Também foram registradas tentativas de depredação na Estação Júlio Prestes e na Estação Patriarca, já que as pessoas não puderam embarcar nos trens. No interior paulista, 271 cidades ficaram sem luz. No Rio de Janeiro, o metrô ficou parado por 28 minutos, até às 17h. Na Central do Brasil, os trens demoraram mais de uma hora.

Hoje na História:Nasce a escritora Agatha Christie

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Agatha Christie nasceu no dia 15 de setembro de 1890, em Torquay (Reino Unido), e morreu no dia 12 de janeiro de 1976, em Wallingford. Foi uma novelista inglesa, destacada escritora de histórias policiais e conhecida como a Rainha do Crime. O Misterioso Caso de Styles (1920) inaugurou sua carreira. Seus relatos se caracterizam pelos surpreendentes desenlaces e pela criação de dois originais detetives: Hércules Poirot e Miss Marple.

Poirot é o herói da maior parte de seus romances, entre os quais se destacam O Assassinato de Rogelio Ackroyd (1926) e Cai o Pano (1975) onde se dá a morte do detetive. Entre as obras teatrais de Christie cabe citar A Ratoeira, representada em Londres ininterruptamente desde 1952, e Testemunha de Acusação (1953; levada ao cinema em 1957 em uma magnífica versão de Billy Wilder e protagonizada por Charles Laughton, Marlene Dietrich e Tyrone Power), pela qual recebeu o prêmio da crítica teatral de Nova York para a temporada 1954-1955.

Escreveu também novelas românticas sob o pseudônimo de Mary Westmacott. Suas histórias foram levadas para o cinema e para a televisão, especialmente as protagonizadas por Hércules Poirot e Miss Marple. Em 1971 foi condecorada com a Ordem do Império Britânico.

Hoje na História: Soviéticos enviam à Lua o primeiro veículo espacial da história humana

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 O veículo espacial Luna 2 se chocou contra a superfície da Lua em um dia como este, no ano de 1959, tornando-se o primeiro objeto de fabricação humana a atingir o nosso satélite natural. O fato deu aos soviéticos uma vantagem na “corrida espacial”, o que fez com que os Estados Unidos acelerassem seu programa espacial. Em 1957, os soviéticos já haviam chocado os EUA ao lançar um satélite em órbita em torno da Terra, o Sputnik. Alguns norte-americanos acreditavam que os soviéticos, em breve, iriam desenvolver um novo tipo de armas que poderiam ser disparadas a partir do espaço. O sucesso do Sputnik preocupou as autoridades dos EUA, pois representava uma afronta direta às alegações norte-americanas de superioridade tecnológica e científica sobre o regime comunista na Rússia. Tratava-se também de uma vitória soviética no quesito de propaganda, já que isso atraía nações menos desenvolvidas para a órbita da URSS em busca de ajuda e assistência tecnológica. Os Estados Unidos aceleraram seu programa espacial e, poucos meses depois do Sputnik, um satélite norte-americano entrou em órbita. Em setembro de 1959, os soviéticos aumentaram a aposta com o envio do foguete à Lua, carregando a bandeira da União Soviética. Em Washington, uma congratulação foi enviada aos cientistas soviéticos pela façanha. Ao mesmo tempo, porém, os Estados Unidos advertiram a União Soviética que o envio da bandeira russa para a Lua não dava aos soviéticos direitos territoriais sobre o satélite. O envio deste foguete soviético em 1959 fez com que o programa espacial estivesse no topo das prioridades dos políticos norte-americanos. Em 1960, o candidato presidencial John F. Kennedy usou isso em sua campanha rumo à presidência e, depois de eleito, aumentou os gastos neste setor, afirmando que no final da década o país enviaria um humano para a Lua. Neste meio tempo, em 1961, os soviéticos voltaram a impressionar, enviado Yuri Gagarin, a primeira pessoa a ir ao espaço. Mais tarde, veio a resposta. Em 1969, o astronauta norte-americano Neil Armstrong se tornou o primeiro homem a pisar na Lua, feito inédito para a humanidade.

Hoje na História: São derrubadas as torres gêmeas em Nova Iorque

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 Os ataques de 11 de setembro de 2001 contra os Estados Unidos consistiram em uma ação coordenada pelo grupo terrorista islâmico Al- Qaeda contra alguns dos principais símbolos do país, que teve intensa cobertura da mídia, inclusive a transmissão ao vivo do segundo avião sequestrado que se chocou contra uma das torres do World Trade Center, as chamadas Torres Gêmeas. Quatro aviões de passageiros foram sequestrados por 19 terroristas da Al-Qaeda para os ataques suicidas. Dois desses aviões, o American Airlines voo 11 e United Airlines voo 175, atingiram as torres Norte e Sul, respectivamente, do complexo do World Trade Center, em Nova Iorque. Os ataques ocorreram no início da manhã, horário local. Duas horas depois, as duas torres desabaram. Os detritos e os incêndios causaram o colapso completo ou parcial de todos os outros edifícios do complexo WTC e enormes danos a outras estruturas situadas na área próxima. Um terceiro avião, o American Airlines voo 77, foi lançado contra o Pentágono (sede do Departamento de Defesa dos Estados Unidos ), o que provocou o colapso parcial da parte oeste do edifício. O quarto avião, United Airlines voo 93, rumava para Washington, mas caiu em um campo perto de Shanksville, Pensilvânia, quando os passageiros teriam lutado contra os sequestradores. No total, quase 3 mil pessoas morreram nos ataques, incluindo os 227 civis e 19 sequestradores a bordo dos quatro aviões. Este também foi o incidente que resultou em mais mortes de bombeiros na história dos Estados Unidos. A suspeita do ataque rapidamente caiu sobre a al-Qaeda, embora o líder do grupo, Osama bin Laden, inicialmente, tivesse negado qualquer envolvimento. Em 2004, porém, ele assumiu a responsabilidade pelos ataques. A Al-Qaeda e Bin Laden citaram o apoio dos EUA a Israel, a presença de tropas americanas na Arábia Saudita e as sanções contra o Iraque como os motivos para os ataques. Os Estados Unidos responderam com o lançamento da “Guerra ao Terror” e invadiram o Afeganistão para depor o Talibã, que abrigou a Al- Qaeda. Muitos países reforçaram a sua legislação antiterrorismo e ampliaram os poderes de aplicação da lei. Bin Laden foi localizado e morto por forças dos EUA em maio de 2011, no Paquistão. A limpeza do local do World Trade Center foi concluída em maio de 2002, enquanto o Pentágono levou um ano para ser reparado. Inúmeros monumentos foram construídos por conta dos ataques, assim como foram feitas diversas homenagens pelo mundo. O World Trade Center era um complexo localizado na ilha de Manhattan, de Nova Iorque, Estados Unidos, onde se situavam as Torres Gêmeas, duas grandes edificações projetadas pelo arquiteto norte-americano de origem japonesa Minoru Yamasaki. Apenas ali, 2.749 pessoas morreram. O World Trade Center foi um dos grandes símbolos do capitalismo financeiro internacional: 430 companhias de 28 países tinham escritórios nestes arranha-céus. Entre elas o Banco da América, Morgan Stanley, American Express ou o Grupo de Crédito Suíço.

As histórias da infância e as vocações

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Maria José Rocha Lima

A educação entrou na minha vida por meio de encontros muito  felizes com professores e parentes. No curso primário encontrei-me com a professora Alice Magalhães, pura sorte.

A minha primeira historinha logo que ingressei  na escola: eu precisava ingressar no curso primário, quando minha mãe, Dona Terezinha, num dia raro, entrou numa escola cuja beleza da fachada ela admirava e tinha o o nome Nossa Senhora das Graças, pediu para falar com a diretora e  perguntou-lhe se tinha bolsa de estudos para alunos pobres, argumentando que a sua filha era muito inteligente, por isso queria uma boa escola.

Dona Alice explicou-lhe que não tinha bolsa, mas ponderou: – Vamos ver como está sua Maria?

Na mesma hora, me fez uma série de perguntas de português; de tabuada e  geografia. E, ao final, confirmou que a  menina era muito inteligente”. Prometeu pensar no meu caso e perguntou:  – A senhora aceitaria  bolsa de estudos, em regime de internato?

Minha mãe voltou, no dia seguinte, e eu fui matriculada na Escola Nossa Senhora das Graças, na Orla da Ribeira, em Salvador, na qual estudavam internos filhos de fazendeiros da região de Ilhés e Itabuna, enfim, os ricos cacauicultores do Sul da Bahia.

A escola ficava à beira mar, era bonita;l, organizada e havia uma rotina intensa de estudos. Havia formação em  canto, coral, piano e regras de etiqueta. Nesta última eu precisava ter me aplicado mais.

No mês de maio, rezávamos às noites a Trezena de Nossa Senhora, diante de um belíssimo altar, que mudava a ornamentação a cada dia, sempre lindamente preparado.

Naqueles dias os cânticos eram acompanhados ao piano ou violino. Eram servidas guloseimas e acontecia a melhor de todas as coisas: naquelas noites dedicadas a Nossa Senhora podíamos dormir mais tarde.

Como fui feliz, naqueles primeiros anos escolares. Dava uma choradinha à noite com saudade de casa, mas sentia-me muito bem, sob a rigorosa  disciplina exigida por Dona Alice e  com  os intimidadores beliscões da Professora Cotinha, que tomava a lição de leitura em voz alta, sem poder gaguejar. Eu treinava loucamente para nunca tomar os tais beliscões. Acho que daí  veio o meu gosto por leituras;  pelo teatro e pela oratória.

Naquela escola, estudei da 1ª à 3ª série primária.

Obrigada, Professora Alice!

É lançada a Gazeta do Rio de Janeiro, primeiro jornal impresso no Brasil

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No dia 10 de setembro de 1808 era dado o primeiro passo da imprensa no Brasil com a fundação de Gazeta do Rio de Janeiro, primeiro jornal impresso do país. Até sua publicação, fruto da transferência da corte portuguesa para o Brasil, era terminantemente proibido aos habitantes o acesso a publicações. O jornal era publicado duas vezes por semana e o seu conteúdo era oficial, consistindo basicamente em comunicados do governo. Seu editor era o Frei Tibúrcio José da Rocha. A partir de 29 de dezembro de 1821 passou a se denominar simplesmente Gazeta do Rio. Com a independência, a Gazeta deixou de circular. O periódico foi substituído pelo Diário Fluminense, de Pedro I e o Diário do Governo, de Pedro II, como órgãos oficiais de imprensa.