Roma de Nero é destruída pelo fogo

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Em um dia como hoje, no ano de 64, teve início um grande incêndio de Roma, que destruiu boa parte da cidade. Apesar das histórias mais conhecidas sobre o episódio, não há nenhuma evidência de que o imperador romano Nero tenha iniciado o incêndio ou estivesse tocando violino enquanto ocorria a tragédia. Ainda assim, ele usou o desastre para seguir com seus planos políticos.

Já é tradição o lava pratos do São João em Nina Rodrigues

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A cidade de Nina Rodrigues se diferencia das demais, em função de diversos aspectos e um deles é o tradicional lava pratos de São João. A festa acontecerá hoje (13), na praça Rui Costa e terá atrações como a cantora Mayara Lins e o boi de Nina Rodrigues que é referência nos arraias do estado do Maranhão e leva o nome da cidade para além das fronteiras. Além disso, terá os bois Mocidade de Nina Rodrigues, Pingo de ouro e forró Resteg.


Sem dúvidas é um evento imperdível.

Hoje na História: Hitler recebe uma visita do seu quase assassino

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Em 11 de julho de 1944, o conde Claus von Stauffenberg, um oficial do exército alemão, transportou uma bomba ao quartel de Adolf Hitler em Berchtesgaden, na Bavária, com a intenção de matá-lo. 

Assim que a guerra começou a se virar contra os nazistas e as atrocidades cometidas por Hitler a crescer, um número cada vez maior de alemães – militares ou não – passou a conspirar o assassinato do Führer. Como as massas não ficariam contra o homem a quem eles confiaram seu futuro, estava nas mãos dos oficiais mais próximos de Hitler liquidá-lo. Os cabeças da conspiração recorreram a Claus von Stauffenberg, que tinha sido promovido recentemente de coronel e chefe da equipe a comandante do exército de reserva, o que lhe dava acesso ao quartel de Hitler em Berchtesgaden e Rastenburg.

Stauffenberg estava no exército alemão desde 1926. Enquanto servia como oficial na campanha contra a União Soviética, ele ficou revoltado com o tratamento cruel dado por seu compatriota aos prisioneiros judeus e soviéticos. Ele pediu que fosse transferido para o norte da África, onde perdeu seu olho esquerdo, sua mão direita e dois dedos da mão esquerda.

Após se recuperar de seus ferimentos e se sentir determinado a tirar Hitler do poder por quaisquer meios necessários, Stauffenberg viajou a Berchtesgaden em 3 de julho e recebeu pelas mãos de um colega do exército, o major-general Helmuth Stieff, uma bomba com um fusível silencioso que era pequena o suficiente para ser escondida em uma maleta. Em 11 de julho, Stauffenberg foi convocado a Berchtesgaden para informar a Hiter sobre a atual situação militar do país. O plano era usar a bomba em 15 de julho, mas, no último minuto, Hitler foi chamado para o seu quartel em Rastenburg, na Prússia Oriental. Foi solicitado a Stauffenberg que o seguisse até lá. Em 16 de julho, houve um encontro entre Stauffenberg e o coronel Caesar von Hofacker, outro conspirador, no subúrbio berlinense de Wansee. Hofacker informou a Stauffenberg que os exércitos alemães haviam sido derrotados na Normandia e que a maré tinha virado contra eles no Ocidente. O plano de assassinato, então, foi adiado até o dia 20 de julho, em Rastenburg.

Hoje na História: Avito é proclamado como melhor imperador de Roma

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Marcus Maecilius Flavius Eparchius Avitus, ou Avito, foi imperador romano do Ocidente entre 9 de Julho de 455 e 17 de Outubro de 456. De origens galo-romanas e de família com antecedentes no Senado, foi magister militum como o também imperador Petronio Maximo. Em 9 de Julho do 455, foi proclamado pelo imperador romano Marciano, como o melhor imperador de Roma. A população italiana nunca aceitou completamente sua proclamação. No ano de 456 iniciou uma campanha na qual reconquistou a Panonia (região da Europa central) e conseguiu uma meritória vitória naval contra os vândalos (grupo de povos germânicos) em colaboração com o magister militum Ricimero. No entanto, não conseguiu acabar com o poderio naval dos vândalos que submeteram Roma a um bloqueio naval, o que fez sua posição cambalear. A fome em Roma forçou-o a dissolver sua guarda pessoal de mercenários godos (grupo germânico). Mas eles tinham que ser pagos, e sua popularidade caiu quando ele destruiu várias estátuas de bronze para lhes pagar seus salários. Alguns de seus pares utilizaram este descontentamento para iniciar uma revolta popular e conseguir finalmente destroná-lo como imperador em 456.

66 ANOS DE TRADIÇÃO Lava-boi encerra festa junina em Ribamar

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Brincantes e simpatizantes poderão aproveitar mais um fim de semana ao som das matracas, tambores e pandeirões, na cidade balneária de São José de Ribamar

Por: Patrícia Cunha

Depois da temporada oficial junina, a cidade balneária de São José de Ribamar se prepara para receber o público para a tradicional festa do Lava-bois. O evento, que já existe há mais de seis décadas, marca o encerramento das festividades juninas no município. A festa acontece com diversas apresentações musicais, além dos cortejos das brincadeiras na Avenida Gonçalves Dias, no centro da cidade.PUBLICIDADE

Na programação de ontem, sábado, dia 6, tinha na programação o Boi Meu Tamarineiro (sotaque de orquestra) e a Banda Energia.

Já hoje, o domingo (7), a programação começa às 13h, com o grupo Samba de Boa, em seguida, Dudu N’Gandaya. Para encerrar, o Grande Encontro dos Bois de Matraca. “Nesse dia, boieiro que é boieiro desce pra Ribamar. Depois de bater matraca no São Marçal, é lá que a gente se encontra”, convida o produtor cultural Carlos Araújo.

Em sua 66ª edição, a Prefeitura de São José de Ribamar montou um esquema para garantir a segurança do evento, com Polícia Militar, bombeiros, Guarda Municipal; e também para garantir a urgência e emergência do público, com equipes médicas e ambulâncias do Samu em pontos estratégicos do circuito.

No domingo os grupos se apresentam na Avenida Gonçalves Dias, seguindo em desfile ou cortejo até o Parque Municipal.

No ano passado, o evento reuniu um público gigante nos dois dias de festa, com a participação de milhares de brincantes que se divertiram ao som dos principais batalhões de matraca, orquestra e zabumba, além dos shows dos artistas locais.

Para este ano, a expectativa da organização  é de pelo 100 mil pessoas nos dois dias de festa.

O Lava-Bois é outra festa inédita no país. “É um grande encontro de grupos de bumba meu boi que acontece no primeiro fim de semana do mês de julho. Um espetáculo de cores, brilho e cultura. importante para todos os grupos de bois do Maranhão”, comentou Maria José, presidente do Boi de Maracanã.

Anos 1950: começa a história do Lava-Boi

A versão contada por moradores mais antigos de São José de Ribamar revela que a festa teve início nos anos 1950. O evento surgiu de um ritual promovido por boieiros que foram até o município pagar uma promessa de São João. Os primeiros batalhões que chegaram à cidade foram os de orquestra a convite de brincadeiras locais, mas também com o objetivo de pagar promessas.

O EVENTO COMEÇOU A GANHAR MAIORES PROPORÇÕES COM OS BOIS DE MATRACA

A concentração das brincadeiras acontecia em frente à Igreja Matriz. Segundo contam, os primeiros bois que participaram da festança foram os batalhões de Axixá, Rosário, Peri-Merim, Santa Rita e São José de Ribamar.

O evento começou a ganhar maiores proporções com as participações de representantes dos bois de matraca de São José dos Índios e Sítio do Apicum. Zé Camões, de São José dos Índios, Luis da Navó, da Maioba, e Lucas, do Sítio do Apicum, começaram a convidar outras brincadeiras para participar da festa. Desde então, o evento ganhou grandes proporções e tornou-se essa grande manifestação cultural que acontece hoje em dia.

O nome Lava-Bois foi dado devido ao fato do evento encerrar oficialmente a temporada junina no estado, assim como o Lava-Pratos que encerra o período carnavalesco.

A cidade balneária de São José de Ribamar

A sede de São José de Ribamar fica a 30km de São Luís, no extremo leste da Ilha, à beira da Baía de São José. A cidade acolhedora tem como atrativo suas paisagens naturais, que guardam praias de beleza singular e o turismo religioso, tradição que já fez da cidade um dos santuários mais importantes do Norte-Nordeste.

Durante todo o ano, a cidade recebe turistas que chegam para conhecer a cultura e se divertir nas festas populares de São José de Ribamar. O Carnaval Lava-Pratos, que acontece no fim de semana após o carnaval tradicional, arrasta multidões em dois dias de muita diversão.

Confira a programação

Domingo (7)

  • 13h – Banda Samba de Boa
  • 15 –  Dudu N´Gandaia
  • Encontro de Bois de Matraca Fonte O Imparcial

São luis agora é oficialmente a capital nacional do Bumba meu Boi

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O presidente Jair Bolsonaro sancionou o projeto aprovado recentemente no Congresso Nacional que reconhece a capital maranhense, São Luís, como a Capital Nacional do Bumba Meu Boi.
A proposta foi aprovada no mês passado em Plenário pelo Senado, quando foi relatada por Roberto Rocha (PSDB-MA). Ele disse na ocasião que existem mais de 100 mil grupos de Bumba Meu Boi no país, com força principalmente em cidades no interior do Nordeste, mas o epicentro desta tradicional cultura popular “se dá, de fato, no Maranhão”.
“Estes grupos se expressam através de música, coreografias, vestimentas e instrumentos. Uma expressão da cultura, fé, devoção e das relações sócio-econômicas que remontam a tempos coloniais. Também conhecida como boi-bumbá, a dança folclórica gira em torno da ressurreição de um boi, envolvendo seres humanos e animais fantásticos. A cultura remonta ainda à tradições europeias, africanas e indígenas, misturadas com elementos católicos, vinculando-se umbilicalmente ao período das festas juninas”, descreveu Rocha na ocasião.
Ele ainda avalia que a oficialização de São Luís como a Capital Nacional do Bumba Meu Boi pode produzir impactos positivos no setor turístico.Eis a íntegra da lei:
DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO
LEI Nº 13.851, DE 4 DE JULHO DE 2019Denomina a cidade de São Luís, no Estado do Maranhão, Capital Nacional do Bumba Meu Boi.O P R E S I D E N T E D A R E P Ú B L I C AFaço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:Art. 1º A cidade de São Luís, no Estado do Maranhão, fica denominada Capital Nacional do Bumba Meu Boi.Art. 2º Esta Lei entra em vigor após decorridos trinta dias de sua publicação oficial.Brasília, 4 de julho de 2019; 198º da Independência e 131º da República.JAIR MESSIAS BOLSONAROSÉRGIO MORO
Por Aquiles Emir

Reportagem da GloboNews aponta Buriti (MA) com o menor gasto em educação do País; 43% dos municípios brasileiros gastam menos do que mínimo satisfatório em educação

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Todos pela Educação lança nesta terça-feira 25/6 o Anuário Brasileiro da Educação Básica 2019. Estudo aponta os principais desafios a serem enfrentados para o país avançar na qualidade da educação.Do G1/GloboNews.Um investimento público total por aluno de R$ 4.300 por ano, considerando um estudante do ensino fundamental da zona urbana que estuda em tempo parcial. Esse é o patamar mínimo necessário estimado pelo Movimento Todos pela Educação para que uma rede pública de ensino atinja bons resultados em aprendizagem no país, como notas satisfatórias no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), por exemplo.De acordo com levantamento inédito feito pela ONG, em 2015, ano mais recente com dados completos sobre financiamento público, 2.372 municípios brasileiros (43% dos 5.570 existentes) e cinco estados (Amazonas, Pará, Maranhão, Paraíba e Minas Gerais) investiram menos do que isso.O município de Buriti (MA) aparece em gráfico como aquele que menos gasta por aluno ao ano, com o valor de R$ 2.900 (dois mil e novecentos reais). Por outro lado, o município gaúcho de Pinto Bandeira gasta anualmente R$ 19.500 por aluno. 
Assista à reportagem veiculada nesta terça-feira 25/6 no canal GloboNews:

A estimativa do Todos pela Educação considerou apenas o investimento realizado no ensino fundamental (1º ano ao 9º ano). O valor de R$ 4.300 por ano é o investimento considerado mínimo necessário pela estimativa da ONG, mas ficar abaixo disso, a rigor, não representa uma ilegalidade.Segundo os dados, enquanto algumas redes investem entre R$ 15 mil e R$ 18 mil por aluno por ano, mais de 40% das redes brasileiras estão abaixo dessa faixa de R$ 4.300, sendo que 25% estão abaixo de R$ 3.600.“Por isso, a discussão de um novo Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação, o Fundeb, ainda mais redistributivo é tão central”, afirma Nogueira Filho.O Fundeb financia a maior parte da educação básica pública e, por lei, deixa de valer no fim do ano que vem.ANUÁRIO DA EDUCAÇÃOA entidade divulgou nesta terça-feira 25/6 a edição 2019 de seu Anuário Brasileiro da Educação Básica. Feito em parceria com a Editora Moderna, o estudo traz uma série de análises sobre os temas das 20 metas do Plano Nacional de Educação (PNE), que nesta semana chega oficialmente à metade de seu período de vigência.O documento, que está em sua oitava edição, ainda destaca os principais desafios a serem enfrentados para o país avançar na qualidade da educação. Um dos destaques da pesquisa é o financiamento público da educação e a desigualdade entre os valores investidos pelas diferentes redes de ensino espalhadas pelo país.DESIGUALDADEO estudo aponta, por exemplo, que, em 2015, enquanto um município localizado no Rio Grande do Sul destinava cerca de R$ 19,5 mil por aluno, o valor mais alto contabilizado em todo o país, outro município, no Maranhão, dispôs de apenas R$ 2,9 mil. Ou seja, quase sete vezes mais. Esses dois extremos foram registrados pela cidade gaúcha Pinto Bandeira e pela maranhense Buriti.De acordo com Nogueira Filho, se o Fundeb não estivesse em vigor, essa proporção de quase 7 para 1 chegaria, em alguns casos, a 100.“O Fundeb tem um papel de redutor de desigualdade. Sem ele, caso cada Município e Estado só contasse com arrecadação própria, a diferença entre o financiamento público de dois Municípios poderia chegar a 100 vezes”, explica o diretor do Todos pela Educação.Ainda de acordo com o Anuário, enquanto os municípios maranhenses dispõem em média de R$ 3,4 mil por aluno/ano, em São Paulo, essa média é de R$ 6,5 mil. No Distrito Federal, unidade da Federação não dividida em municípios, o gasto médio por aluno é de R$ 11,5 mil. Todos esses dados se referem também ao ano de 2015.Verba por aluno chega a ser 7 vezes menor entre cidades do país.CLUBE DOS RICOSO estudo também aponta as diferenças entre o gasto anual por estudante no Brasil e na média da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), também conhecido como o “clube dos ricos”, por reunir as maiores economias do mundo. Em 2015, levando-se em conta as séries de ensino do ensino fundamental ao superior, o investimento por estudante no Brasil foi de US$ 4.451, menos da metade do realizado pela média da OCDE (US$ 10.520).Nos anos iniciais do ensino fundamental (1º ano ao 5º ano), o gasto por aluno no Brasil foi de US$ 3.762, enquanto na OCDE foi de US$ 8.631. Já no ensino superior a diferença foi bem menor: US$ 14.261 no Brasil e US$ 15.656 na média da OCDE.

Hoje na História: PC Farias é assassinado

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Em um dia como hoje, no ano de 1996, foi assassinado Paulo César Siqueira Cavalcante Farias, também conhecido como PC Farias. Ele foi o tesoureiro de campanha presidencial de Fernando Collor de Mello e Itamar Franco nas eleições de 1989. PC foi uma das personalidades chave do primeiro processo de impeachment da América Latina, em 1992. O empresário foi encontrado morto junto com sua namorada Suzana Marcolino, na praia de Guaxuma, em Alagoas, em 1996. Uma primeira investigação, que teve o relatório do legista Badan Palhares, apontou que Suzana Marcolino matou PC Farias e suicidou-se em seguida. Contudo, este relatório é cercado por polêmicas, e outros profissionais ligados à área criminal acreditam que o que aconteceu foi um assassinato. PC Farias seria uma das peças-chave de um esquema milionário de corrupção, que foi denunciado em 1992 por Pedro Collor, irmão de Fernando Collor de Mello.

Hoje na História: Neda Agha-Soltan: uma das mortes com mais testemunhas da história

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No dia 20 de junho de 2009, durante as eleições no Irã, a morte da jovem Neda Agha-Soltan, de 27 anos, foi gravada em um vídeo, se difundiu de forma viral na internet e se transformou, provavelmente, em uma das mortes com mais testemunhas da história da humanidade. Por conta disso, ela também acabou virando um símbolo para os oposicionistas ao regime vigente no Irã. Em 2009, os protestos por conta das eleições no Irã tiveram início no dia 13 de junho, quando milhares de manifestantes em todo o mundo contestaram a vitória do presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad e marcharam em favor dos candidatos de oposição, Mir-Hossein Mousavi e Mehdi Karroubi. A estudante de música, Agha-Soltan, não era uma ativista política, mas se sentiu atraída pelo movimento de contestação. No dia 20 de junho, ela estava presa no trânsito por causa das manifestações e, como era um dia quente, decidiu sair do carro para acompanhar, de certa distância, o que estava acontecendo na rua. Enquanto ela olhava, foi alvejada por um atirador membro da milícia Basij. Um anônimo gravou um vídeo momentos após Agha-Soltan ser atingida. O vídeo se espalhou na internet e logo chamou a atenção da imprensa internacional. Pouco depois, sua morte foi anunciada em um hospital em Teerã e Agha-Soltan foi enterrada no cemitério Behesht-e Zahra, no sul da cidade. Agha-Soltan e sua trágica morte se transformaram em um dos ícones de luta dos manifestantes iranianos.

Hoje na História: Hitler e Mussolini se encontram em Munique

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Neste dia, em 1940, Benito Mussolini chegou a Munique com seu ministro das Relações Exteriores, Galeazzo Ciano, para discutir com Hitler planos imediatos envolvendo a Segunda Guerra Mundial. Envergonhado pela entrada tardia da Itália na guerra contra os Aliados, Il Duce se reuniu com o Führer determinado a convencer seu parceiro a explorar a vantagem que os nazistas tinham sobre a França, exigindo a rendição total do país e ocupando a porção sul ainda livre.

O ditador italiano queria claramente colher os frutos com um mínimo de risco. Mas Hitler, que também não queria se arriscar, estava determinado a apresentar condições bastante brandas para a paz com a França. Ele precisava garantir que a frota francesa ficasse neutra e também evitar a formação de um governo no exílio no norte da África ou Londres, decidido a prosseguir ainda mais a guerra. Ele também negou o pedido de Mussolini para que as tropas italianas ocupassem o Vale do Rhone, a Córsega, a Tunísia e Djibouti (adjacente à Etiópia, uma ocupação italiana).

Ciano escreveu em seu diário que Mussolini deixou a reunião frustrado e “muito envergonhado,” consciente de “seu papel secundário.” Nos escritos, o ministro também registrou um novo respeito por Hitler: “Hoje ele fala com uma reserva e perspicácia que, após essa vitória, é realmente surpreendente

Direito de defesa

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Meu saudoso pai possuía pequeno revólver Smith&Wesson, calibre .32, com tambor para cinco cartuchos. O revólver niquelado, com coronha de madrepérola, ficava na cômoda, sob lençóis e cobertores. Jamais foi disparado. Em situação idêntica o avô materno mantinha antiquíssima garrucha de dois canos, calibre 320. Nunca saiu da gaveta, onde estava escondida, guardada a sete chaves.

No passado, em Capivari, minha cidade natal, eram incomuns episódios de violência. O delegado de polícia e os soldados da Força Pública pouco tinham o que fazer, salvo deter alguém embriagado, comparecer a jogos de futebol para impedir brigas entre torcedores, policiar quermesses. Acidentes de trânsito com vítimas, furtos, roubos, assaltos, homicídios, eram quase desconhecidos.        Naquela época, adquirir um revólver ou espingarda era simples. Bastava comprovar a identidade e a residência. A loja se encarregava do registro na Secretaria de Segurança Pública. Quem desejasse licença para portar arma enfrentava formalidades mais detalhadas. O interessado deveria explicar o motivo pelo qual considerava necessário transitar com arma de fogo na cintura. O controle exercido pelo serviço de segurança estadual, por meio das delegacias de polícia, bastava para evitar abusos. Flamínio Fávero, célebre autor de livro de Medicina Legal, mostrava estatísticas reveladores de que a maioria dos crimes resultava de casos passionais ou de alcoolismo. O consumo de drogas como heroína, cocaína, crack, maconha, viria a atingir níveis alarmantes a partir dos anos de 1970 transformando-se no grave flagelo social dos nossos tempos. O Rio de Janeiro nos mostra os níveis a podem chegar a corrupção desarmada e delinquentes munidos de pistolas, fuzis automáticos e metralhadoras contrabandeados.

A política do desarmamento não surtiu os resultados imaginados. Alcançou pessoas honestas, trabalhadoras, atemorizadas pela violência que tomou conta do País que reivindicam o direito de ter na residência, casa comercial ou propriedade rural, arma de fogo da qual possam se valer em situação de necessidade.

Resido na maior e mais rica cidade do País. Bairros elegantes, com residências de alto padrão, tornaram-se inseguros. Mansões foram desocupadas e não encontram quem deseje alugá-las ou adquiri-las. Os motivos são conhecidos e me abstenho de explicitar para não ser acusado de preconceituoso. Moradores de imponentes edifícios levantam muros onde são fixados fios eletrificados. Empresas de vigilância são contratadas. Há controle permanente de quem entra ou sai. Lojas, restaurantes e cinemas de rua perderam clientes para shoppings, onde frequentadores podem estacionar os veículos.

Homens e mulheres temem a violência. Defendo o direito de se armarem, para terem condições de, se necessário, exercerem a legítima defesa. Quanto ao porte, caberá a interessado formular requerimento justificado, e à Polícia Federal decidir em que circunstância o pedido será deferido.

Todos os dias, temos acidentes fatais de motocicletas. A ninguém ocorre a estapafúrdia ideia de proibir que sejam utilizadas. O trânsito, apesar de regulamentado e policiado, mata mais do que armas de fogo.

Sou pacífico e desarmado. Exijo, porém, para mim e para outros, em semelhantes condições, o direito de opção pela compra de arma de fogo. Participei da luta pela redemocratização e entendo que, no Estado de Direito, o cidadão tem o direito fundamental de se proteger. Respeito quem pensa em sentido contrário. Afinal, é assim que funciona o regime democrático.

Lembro, porém, que para destruição de uma vida ou de uma família não se faz indispensável o uso de arma de fogo ou de arma branca. A palavra maldosa, a calúnia, a mentira, bastam.

Almir Pazzianotto Pinto, advogado, foi Ministro do Trabalho e presidente do Tribunal Superior do Trabalho.