Primeira emissora de TV do Brasil, a Tupi, é inaugurada em SP

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A primeira emissora de televisão do Brasil, a TV Tupi de São Paulo, era fundada em um dia como este, no ano de 1950. Ela pertencia aos Diários Associados, de Assis Chateaubriand. A Tupi paulista permaneceu como única rede de TV brasileira até o ano seguinte, quando o mesmo grupo fundou a TV Tupi Rio. O monopólio foi quebrado em 1952, com a inauguração da TV Paulista, canal 5 VHF.

A Tupi de São Paulo era transmitida no canal 3 até 1960, quando passou ao canal 4 até o fim das suas atividades, em 18 de julho de 1980, quando todas as concessões da Rede Tupi foram cassadas.

Um pouco depois do seu fechamento, o empresário Sílvio Santos adquiriu a concessão do canal 4. Surgia assim o SBT São Paulo, geradora do Sistema Brasileiro de Televisão. O prédio onde funcionava a TV Tupi, construído por Assis no alto do Avenida Sumaré, em São Paulo, abriga hoje a MTV Brasil.

Hoje na História: Ocorre o primeiro grande apagão da história do Brasil

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 O Brasil registrava o seu primeiro grande apagão da história em um dia como este, no ano de 1985. Oito estados brasileiros, mais o Distrito Federal, foram atingidos pela queda de energia. Ficaram sem luz elétrica os estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Rio Grande do Sul e parte do Espírito Santo. Não houve, contudo, uma paralisação contínua, mas o fornecimento de energia ficou comprometido ao longo de três horas. Este blecaute só seria superado pelo ocorrido em 1999. O início do apagão aconteceu no meio da tarde, às 15h45min, após uma sobrecarga de energia elétrica na cidade de São Roque, no interior de São Paulo. Isto gerou uma resposta protetora da rede, interrompendo a transmissão de energia. A interrupção provocou um efeito cascata nas hidrelétricas do rio Paranaíba, que se desligaram e, em seguida, provocaram a falta de luz em vários estados. São Paulo foi o mais afetado pelo apagão, que provocou caos, especialmente, no trânsito. Ocorreram 50 acidentes por conta do não funcionamento dos semáforos e duas pessoas morreram atropeladas. Também foram registradas tentativas de depredação na Estação Júlio Prestes e na Estação Patriarca, já que as pessoas não puderam embarcar nos trens. No interior paulista, 271 cidades ficaram sem luz. No Rio de Janeiro, o metrô ficou parado por 28 minutos, até às 17h. Na Central do Brasil, os trens demoraram mais de uma hora.

Hoje na História:Nasce a escritora Agatha Christie

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Agatha Christie nasceu no dia 15 de setembro de 1890, em Torquay (Reino Unido), e morreu no dia 12 de janeiro de 1976, em Wallingford. Foi uma novelista inglesa, destacada escritora de histórias policiais e conhecida como a Rainha do Crime. O Misterioso Caso de Styles (1920) inaugurou sua carreira. Seus relatos se caracterizam pelos surpreendentes desenlaces e pela criação de dois originais detetives: Hércules Poirot e Miss Marple.

Poirot é o herói da maior parte de seus romances, entre os quais se destacam O Assassinato de Rogelio Ackroyd (1926) e Cai o Pano (1975) onde se dá a morte do detetive. Entre as obras teatrais de Christie cabe citar A Ratoeira, representada em Londres ininterruptamente desde 1952, e Testemunha de Acusação (1953; levada ao cinema em 1957 em uma magnífica versão de Billy Wilder e protagonizada por Charles Laughton, Marlene Dietrich e Tyrone Power), pela qual recebeu o prêmio da crítica teatral de Nova York para a temporada 1954-1955.

Escreveu também novelas românticas sob o pseudônimo de Mary Westmacott. Suas histórias foram levadas para o cinema e para a televisão, especialmente as protagonizadas por Hércules Poirot e Miss Marple. Em 1971 foi condecorada com a Ordem do Império Britânico.

Hoje na História: Soviéticos enviam à Lua o primeiro veículo espacial da história humana

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 O veículo espacial Luna 2 se chocou contra a superfície da Lua em um dia como este, no ano de 1959, tornando-se o primeiro objeto de fabricação humana a atingir o nosso satélite natural. O fato deu aos soviéticos uma vantagem na “corrida espacial”, o que fez com que os Estados Unidos acelerassem seu programa espacial. Em 1957, os soviéticos já haviam chocado os EUA ao lançar um satélite em órbita em torno da Terra, o Sputnik. Alguns norte-americanos acreditavam que os soviéticos, em breve, iriam desenvolver um novo tipo de armas que poderiam ser disparadas a partir do espaço. O sucesso do Sputnik preocupou as autoridades dos EUA, pois representava uma afronta direta às alegações norte-americanas de superioridade tecnológica e científica sobre o regime comunista na Rússia. Tratava-se também de uma vitória soviética no quesito de propaganda, já que isso atraía nações menos desenvolvidas para a órbita da URSS em busca de ajuda e assistência tecnológica. Os Estados Unidos aceleraram seu programa espacial e, poucos meses depois do Sputnik, um satélite norte-americano entrou em órbita. Em setembro de 1959, os soviéticos aumentaram a aposta com o envio do foguete à Lua, carregando a bandeira da União Soviética. Em Washington, uma congratulação foi enviada aos cientistas soviéticos pela façanha. Ao mesmo tempo, porém, os Estados Unidos advertiram a União Soviética que o envio da bandeira russa para a Lua não dava aos soviéticos direitos territoriais sobre o satélite. O envio deste foguete soviético em 1959 fez com que o programa espacial estivesse no topo das prioridades dos políticos norte-americanos. Em 1960, o candidato presidencial John F. Kennedy usou isso em sua campanha rumo à presidência e, depois de eleito, aumentou os gastos neste setor, afirmando que no final da década o país enviaria um humano para a Lua. Neste meio tempo, em 1961, os soviéticos voltaram a impressionar, enviado Yuri Gagarin, a primeira pessoa a ir ao espaço. Mais tarde, veio a resposta. Em 1969, o astronauta norte-americano Neil Armstrong se tornou o primeiro homem a pisar na Lua, feito inédito para a humanidade.

Hoje na História: São derrubadas as torres gêmeas em Nova Iorque

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 Os ataques de 11 de setembro de 2001 contra os Estados Unidos consistiram em uma ação coordenada pelo grupo terrorista islâmico Al- Qaeda contra alguns dos principais símbolos do país, que teve intensa cobertura da mídia, inclusive a transmissão ao vivo do segundo avião sequestrado que se chocou contra uma das torres do World Trade Center, as chamadas Torres Gêmeas. Quatro aviões de passageiros foram sequestrados por 19 terroristas da Al-Qaeda para os ataques suicidas. Dois desses aviões, o American Airlines voo 11 e United Airlines voo 175, atingiram as torres Norte e Sul, respectivamente, do complexo do World Trade Center, em Nova Iorque. Os ataques ocorreram no início da manhã, horário local. Duas horas depois, as duas torres desabaram. Os detritos e os incêndios causaram o colapso completo ou parcial de todos os outros edifícios do complexo WTC e enormes danos a outras estruturas situadas na área próxima. Um terceiro avião, o American Airlines voo 77, foi lançado contra o Pentágono (sede do Departamento de Defesa dos Estados Unidos ), o que provocou o colapso parcial da parte oeste do edifício. O quarto avião, United Airlines voo 93, rumava para Washington, mas caiu em um campo perto de Shanksville, Pensilvânia, quando os passageiros teriam lutado contra os sequestradores. No total, quase 3 mil pessoas morreram nos ataques, incluindo os 227 civis e 19 sequestradores a bordo dos quatro aviões. Este também foi o incidente que resultou em mais mortes de bombeiros na história dos Estados Unidos. A suspeita do ataque rapidamente caiu sobre a al-Qaeda, embora o líder do grupo, Osama bin Laden, inicialmente, tivesse negado qualquer envolvimento. Em 2004, porém, ele assumiu a responsabilidade pelos ataques. A Al-Qaeda e Bin Laden citaram o apoio dos EUA a Israel, a presença de tropas americanas na Arábia Saudita e as sanções contra o Iraque como os motivos para os ataques. Os Estados Unidos responderam com o lançamento da “Guerra ao Terror” e invadiram o Afeganistão para depor o Talibã, que abrigou a Al- Qaeda. Muitos países reforçaram a sua legislação antiterrorismo e ampliaram os poderes de aplicação da lei. Bin Laden foi localizado e morto por forças dos EUA em maio de 2011, no Paquistão. A limpeza do local do World Trade Center foi concluída em maio de 2002, enquanto o Pentágono levou um ano para ser reparado. Inúmeros monumentos foram construídos por conta dos ataques, assim como foram feitas diversas homenagens pelo mundo. O World Trade Center era um complexo localizado na ilha de Manhattan, de Nova Iorque, Estados Unidos, onde se situavam as Torres Gêmeas, duas grandes edificações projetadas pelo arquiteto norte-americano de origem japonesa Minoru Yamasaki. Apenas ali, 2.749 pessoas morreram. O World Trade Center foi um dos grandes símbolos do capitalismo financeiro internacional: 430 companhias de 28 países tinham escritórios nestes arranha-céus. Entre elas o Banco da América, Morgan Stanley, American Express ou o Grupo de Crédito Suíço.

As histórias da infância e as vocações

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Maria José Rocha Lima

A educação entrou na minha vida por meio de encontros muito  felizes com professores e parentes. No curso primário encontrei-me com a professora Alice Magalhães, pura sorte.

A minha primeira historinha logo que ingressei  na escola: eu precisava ingressar no curso primário, quando minha mãe, Dona Terezinha, num dia raro, entrou numa escola cuja beleza da fachada ela admirava e tinha o o nome Nossa Senhora das Graças, pediu para falar com a diretora e  perguntou-lhe se tinha bolsa de estudos para alunos pobres, argumentando que a sua filha era muito inteligente, por isso queria uma boa escola.

Dona Alice explicou-lhe que não tinha bolsa, mas ponderou: – Vamos ver como está sua Maria?

Na mesma hora, me fez uma série de perguntas de português; de tabuada e  geografia. E, ao final, confirmou que a  menina era muito inteligente”. Prometeu pensar no meu caso e perguntou:  – A senhora aceitaria  bolsa de estudos, em regime de internato?

Minha mãe voltou, no dia seguinte, e eu fui matriculada na Escola Nossa Senhora das Graças, na Orla da Ribeira, em Salvador, na qual estudavam internos filhos de fazendeiros da região de Ilhés e Itabuna, enfim, os ricos cacauicultores do Sul da Bahia.

A escola ficava à beira mar, era bonita;l, organizada e havia uma rotina intensa de estudos. Havia formação em  canto, coral, piano e regras de etiqueta. Nesta última eu precisava ter me aplicado mais.

No mês de maio, rezávamos às noites a Trezena de Nossa Senhora, diante de um belíssimo altar, que mudava a ornamentação a cada dia, sempre lindamente preparado.

Naqueles dias os cânticos eram acompanhados ao piano ou violino. Eram servidas guloseimas e acontecia a melhor de todas as coisas: naquelas noites dedicadas a Nossa Senhora podíamos dormir mais tarde.

Como fui feliz, naqueles primeiros anos escolares. Dava uma choradinha à noite com saudade de casa, mas sentia-me muito bem, sob a rigorosa  disciplina exigida por Dona Alice e  com  os intimidadores beliscões da Professora Cotinha, que tomava a lição de leitura em voz alta, sem poder gaguejar. Eu treinava loucamente para nunca tomar os tais beliscões. Acho que daí  veio o meu gosto por leituras;  pelo teatro e pela oratória.

Naquela escola, estudei da 1ª à 3ª série primária.

Obrigada, Professora Alice!

É lançada a Gazeta do Rio de Janeiro, primeiro jornal impresso no Brasil

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No dia 10 de setembro de 1808 era dado o primeiro passo da imprensa no Brasil com a fundação de Gazeta do Rio de Janeiro, primeiro jornal impresso do país. Até sua publicação, fruto da transferência da corte portuguesa para o Brasil, era terminantemente proibido aos habitantes o acesso a publicações. O jornal era publicado duas vezes por semana e o seu conteúdo era oficial, consistindo basicamente em comunicados do governo. Seu editor era o Frei Tibúrcio José da Rocha. A partir de 29 de dezembro de 1821 passou a se denominar simplesmente Gazeta do Rio. Com a independência, a Gazeta deixou de circular. O periódico foi substituído pelo Diário Fluminense, de Pedro I e o Diário do Governo, de Pedro II, como órgãos oficiais de imprensa.

Hoje na História: É fundada a Coreia do Norte, um dos países mais isolados do mundo

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Considerado um dos países mais isolados do mundo, a Coreia do Norte foi fundada em um dia como este, no ano de 1948. Embora seu nome oficial seja República Popular Democrática da Coreia, o país vive sob uma ditadura totalitarista liderada por uma única sigla, o Partido dos Trabalhadores da Coreia. Uma das principais marcas do regime é o intenso culto à personalidade em torno de Kim Il-sung  (primeiro líder do país) e sua família.

A história da Coreia do Norte começa quando acaba a Segunda Guerra Mundial, em 1945. Naquele ano os japoneses foram expulsos da península coreana pela guerrilha liderada por Kim Il Sung e área foi ocupada pela URSS e pelos Estados Unidos. Os soviéticos estabeleceram-se ao norte do paralelo 38 e as forças dos EUA ao sul. Formaram-se dois países divididos que reclamavam o direito sobre toda a península, cada um proclamando ser o legítimo representante do povo coreano.

No sul, Syngman Rhee, um oponente do comunismo que havia sido apoiado e nomeado pelos Estados Unidos como chefe do governo provisório, venceu as primeiras eleições presidenciais da recém-declarada República da Coreia, em 1948. Ao norte, no mesmo ano, o ex-guerrilheiro anti-japonês e militante comunista Kim Il-sung foi nomeado primeiro-ministro da República Popular Democrática da Coreia.

Logo depois, os líderes do norte e do sul começaram uma repressão autoritária a seus oponentes políticos dentro de sua região, cada um buscando a unificação da Coreia. Inicialmente os Estados Unidos negaram o fornecimento de suporte militar à Coreia do Sul, mas o exército da Coreia do Norte conquistou o apoio da União Soviética. 

A Guerra da Coreia começou quando as forças armadas da Coreia do Norte invadiram o Sul, em 25 de junho de 1950, e rapidamente dominaram a maior parte do país. Uma força das Nações Unidas, liderada pelos Estados Unidos, interveio para defender o Sul e avançou rapidamente para a Coreia do Norte. Os combates terminaram em 27 de julho de 1953, com um armistício que restaurou as fronteiras originais entre os dois países. Aproximadamente 3 milhões de pessoas morreram no conflito.

Uma zona desmilitarizada fortemente protegida ainda divide a península, e um sentimento anticomunista e anti-Coreia do Norte permanece na Coreia do Sul. Desde a guerra, os Estados Unidos mantêm uma forte presença militar no sul, classificada pelo governo norte-coreano como “uma força de ocupação imperialista”.

Na Coreia do Norte os meios de produção são de propriedade do Estado, que possui empresas estatais e fazendas coletivizadas. A maioria dos serviços, como saúde, educação, habitação e produção de alimentos, também é subsidiada ou financiada pelo Estado. O país segue a política Songun, ou “militares em primeiro lugar”, com um total de 9.495.000 de pessoas entre soldados ativos, na reserva e paramilitares.

O governo segue a ideologia juche, introduzida na constituição por Kim Il-sung em 1972. Essa ideologia é vista pela linha oficial norte-coreana como uma personificação da sabedoria de Kim Il-sung, uma expressão de sua liderança e uma ideia que fornece “uma resposta completa a qualquer pergunta que surgir na luta pela libertação nacional”. Várias organizações internacionais apontam que graves violações de direitos humanos na Coreia do Norte são comuns e tão severas que não têm paralelo no mundo contemporâneo.

A Coreia do Norte apresentou bons índices de desenvolvimento econômico e industrial após graças à ajuda da URSS, mas a partir da crise do petróleo que surgiu nos anos 1970 o país parou de crescer.  A situação se agravou após o fim do regime soviético, no início dos anos 1990. De 1994 a 1998, o país sofreu uma crise de fome que resultou na morte de milhares de pessoas (entre 240.000 e 420.000 norte-coreanos), sendo que a população continua a sofrer de desnutrição. 

Kim Il-sung morreu em 1994. Seu filho, Kim Jong-il, assumiu o comando do partido dos trabalhadores norte-coreano em 1997, e seguindo a linha do pai, opôs-se à abertura econômica do país, inflando gastos com o setor militar, possivelmente para barganhar algo dos inimigos políticos. Em dezembro de 2011, Kim Jong-il morreu de ataque cardíaco. Depois disso, seu filho mais novo Kim Jong-un se tornou o comandante do Partido dos Trabalhadores da Coreia do Norte e, por consequência, presidente do país.

O controle que o governo norte-coreano exerce sobre muitos aspectos da cultura do país é usado para perpetuar o culto à personalidade em torno da Dinastia Kim.  Enquanto visitava a Coreia do Norte em 1979, o jornalista Bradley Martin escreveu que quase todas as músicas, obras de arte e esculturas  glorificavam o “Grande Líder” Kim Il-sung, cujo culto à personalidade estava sendo estendido a seu filho, o “Estimado Líder” Kim Jong. Atualmente, Kim Jong-un também é alvo dessa glorificação.

A mídia da Coreia do Norte está entre as mais controladas do mundo. A constituição prevê nominalmente a liberdade de expressão e a imprensa. No entanto, o governo proíbe o exercício desses direitos na prática, a menos que seja um elogio ao país, ao governo ou ao líder. O governo não apenas controla rigidamente todas as informações que entram e saem do país, mas também procura manipular as informações a seu favor. A agência de notícias estatal é a única fonte de informação da Coréia do Norte.

O Brasil precisa pensar

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Pedro Valls Feu Rosa

O Brasil é um país abençoado. Chega a ser difícil imaginar uma benesse que não tenhamos em abundância. Seja no campo das riquezas minerais, seja no da agricultura, somos um país fabuloso.

Mas nossa riqueza não é apenas material – é também humana. Temos um dos bons povos do planeta, reconhecidamente criativo, esforçado, afável e solidário.

Finalmente, temos também um importante legado de riqueza espiritual. Não somos um povo violento, amante das guerras e das invasões.

Foi graças à combinação de todos esses fatores que nossos ancestrais conseguiram contornar ameaças as mais sérias, no mais das vezes fruto da cobiça de povos estrangeiros, entregando às gerações contemporâneas um país digno de orgulho.

E eis que, em nossa era, iniciamos um processo, ainda sem data prevista para acabar, de destruição lenta, quase que imperceptível, mas progressiva e constante, da tão bela Pátria que recebemos.

Nossos contemporâneos, permitam-me falar assim, praticamente iniciaram este processo quando, ao longo de diversos governos, optaram pelo transporte rodoviário em um país de dimensões continentais.

As consequências desta opção das gerações contemporâneas são gravíssimas. Começo pelo custo deste transporte, todo ele fornecido por empresas estrangeiras aqui instaladas. Em seguida, chego ao desperdício causado por sua ineficiência – estima-se, por exemplo, que 15% de nossa safra sejam perdidas por conta da inexistência de uma rede de transportes eficiente.

Mas a bondade das gerações atuais para com o capitalismo estrangeiro não parou aí. Seguiu firme, promovendo uma segunda “abertura dos portos” – esta última, entretanto, de resultados calamitosos para um país que pretende se desenvolver.

Em verdade, o processo de desnacionalização da economia que se promoveu no nosso país, até onde pesquisei, não encontra paralelo no planeta!

Nos últimos anos, incríveis 60% das empresas brasileiras negociadas foram parar nas mãos de estrangeiros. Foi assim que chegamos ao insólito país cujos habitantes compram o leite de suas próprias vacas, a água mineral de suas próprias nascentes e a maioria dos produtos de sua própria terra de empresas estrangeiras aqui instaladas.

Da indústria alimentícia à mineração, da comunicação à siderurgia, dos transportes à energia, o que o Brasil possuía de melhor foi vendido a grupos estrangeiros. Um país não pode se desenvolver verdadeiramente sob tais condições.

Parece incrível, mas vergonhosamente empresas estrangeiras já são responsáveis por 70% de nossas exportações de soja, 15% das de laranja, 13% de frango, 6,5% de açúcar e álcool e 30% das de café! Isto já sangra o Brasil em mais de US$ 12 bilhões a cada ano só a título de remessa de lucros.

Diante desta vergonha fico a temer pela cobrança das gerações seguintes, que estão por receber de nossas mãos um país loteado, retalhado, quase que vendido.

Não se diga, cinicamente, em nossa defesa, que a culpa foi do povo. Jamais. Este está lá, padecendo nas íngrimes encostas dos nossos morros, trabalhando de sol a sol, semeando e colhendo quase sempre sem apoio algum. Está lá nas fábricas e no comércio, cumprindo com o seu dever. Este povo humilde, se algo der errado, terá sido vítima, jamais culpado. A culpa tem sido, é e será nossa. Nós, autoridades, empresários e formadores de opinião somos os responsáveis.

Que tal pensarmos um pouco sobre isso? Afinal, como dizia Pascal, “pensar faz a grandeza do homem”.

Hoje na História: É fundada a cidade de São Luís, capital do Maranhão

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No dia 8 de setembro de 1612 era fundada a cidade de São Luís, uma ilha e também capital do Maranhão. Trata-se da única cidade brasileira fundada por franceses. Depois, ela foi invadida por holandeses e, na sequência, colonizada pelos portugueses. O nome da cidade é uma homenagem dada pelos franceses ao rei da França Luís IX, também chamado de “São Luís”. Com aproximadamente um milhão de habitantes, a capital maranhense conta com grandes corporações e empresas de diversas áreas que se instalaram na cidade pela sua privilegiada posição geográfica entre as regiões Norte e Nordeste do país e também pelo fato do seu litoral estar mais próximo de grandes centros importadores como Europa e Estados Unidos. O porto de Itaqui, em São Luís, é o segundo mais profundo do mundo e um dos mais movimentados para o comércio exterior no Brasil. Além disso, a cidade também é a porta de entrada para o Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses, que atrai turistas do Brasil e do exterior. São Luís também foi a cidade de grandes escritores como Aluísio de Azevedo, Gonçalves Dias e Graça Aranha. Além disso, a capital também é conhecida pelos ritmos como tambor-de-crioula, reggae e bumba-meu-boi.

Hoje na História: Morre o tenor italiano Luciano Pavarotti

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No dia 6 de setembro de 2007 morria, em Módena, na Itália, o tenor lírico Luciano Pavarotti, grande intérprete das obras de Donizetti, Puccini e Verdi. Nascido no dia 12 de outubro de 1935, também em Módena, ele é reconhecido por ter popularizado a ópera. Durante sua carreira, gravou duetos com artistas como Mariah Carey, James Brown, Frank Sinatra, Ricky Martin, Laura Pausini, Elton John, Spice Girls, Queen, Céline Dion, Eros Ramazzotti, U2 e Roberto Carlos. Sua posição como tenor lírico ícone de sua geração aconteceu entre 1966 e 1972, durante suas performances no Teatro alla Scala de Milão e em outras casas de ópera italianas. Ficou bastante popular entre o público na Copa do Mundo de 1990 na Itália, com performances da ária “Nessun Dorma”, da ópera Turandot, de Giacomo Puccini. Ele realizou a apresentação ao lado dos tenores e amigos Plácido Domingo e José Carreras. Sua última performance em uma ópera, no Metropolitan Opera, foi em março de 2004. Sua última aparição em um palco foi na abertura dos Jogos Olímpicos de Inverno, em Turim, em 2006, quando ele cantou pela última vez “Nessun Dorma” e recebeu uma ovação calorosa de milhares de pessoas. No dia 6 de setembro de 2007, ele morreu em sua casa, em Módena, devido a um câncer no pâncreas, aos 71 anos.