Recorde de acidentes em Chapadinha, no Dia das Mães e caos no HAPA

Postado por Foguinho Midia às 23:57
As mães de Chapadinha ficaram com o coração na mão, neste domingo, em que se comemora o dia delas.
Excesso de festas, excesso de bebidas alcoólicas, excesso de quebra-molas, falta de consciência,  falta de leitos.

 

Foram mais de dez acidentes de trânsito, além de outras ocorrências. O Hapa ficou lotado. À noite, pacientes tiveram que ser mandados pra casa, mesmo se queixando que não se sentiam em condições.

Chapadinhense encontra filha no Domingão do Faustão após 57 anos

Postado por Foguinho Midia às 00:24
O Domingão do Faustão contou neste domingo (12/05) a história de uma mãe especial. Dona Balbina, de 90 anos, não via a filha desde que ainda pequena, a entregou para a adoção por não ter condições de cuidar da menina. Mais de 50 anos depois, as duas se reencontraram no palco do dominical da Rede Globo. Hoje dona Balbina, que nasceu em Buriti dos Lopes-PI, mora na cidade de Chapadinha-MA.
Dona Malbina com sua filha
D. Balbina e a filha
Quando foi chamada ao palco, Luizinha, filha de Balbina que estava perdida, não sabia que encontraria a mãe. Após o anuncio feito pelo apresentador Fausto Silva, as duas se abraçaram no palco, num emocionante reencontro neste domingo das Mães.
Luizinha é uma das cinco crianças que Balbina teve, mas por conta da dificuldade em sustentar os filhos, decidiu entregá-los para algumas famílias. Ao longo do tempo ela conseguiu recuperar as crianças, mas Luizinha ficou sem ver a mãe há 57 anos.
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A cara e a força, por Carlos Alberto Di Franco

Está em andamento uma tentativa de melar o julgamento do mensalão e de submeter o Supremo Tribunal Federal (STF) aos interesses de certos setores do Congresso Nacional. A possibilidade concreta de cadeia, consequência natural do julgamento do mensalão, acionou o alerta vermelho no submundo da cultura da corrupção.

As manchetes dos jornais refletem a reação desesperada dos mensaleiros de hoje e de sempre. Por trás dos embargos e recursos dos advogados dos mensaleiros, ferramentas legítimas do direito de defesa, o que se oculta é um objetivo bem determinado: melar o mensalão, zerar o placar, fazer um novo julgamento, livrar os culpados do regime fechado. É simples assim. As rusgas entre o Congresso e o Supremo têm bastidores pouco edificantes.

É impressionante o número de parlamentares com inquéritos ou ações penais na fila de julgamento do Supremo Tribunal Federal. No Congresso Nacional, são 160 deputados e 31 senadores, um terço da instituição.

Na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados, 32 de seus 130 integrantes respondem a inquéritos, entre os quais dois já condenados — José Genoino e João Paulo Cunha, do PT-SP —, Paulo Maluf (PP-SP) e o presidente do fórum, Décio Lima (PT-SC), com quatro inquéritos por improbidade administrativa e sonegação previdenciária quando prefeito em Blumenau.

O que está em jogo não é a independência do Congresso, mas a pornodefesa da impunidade. Não podemos tolerar que o Brasil seja um país que discrimina os cidadãos. Pobre vai para a cadeia. Poderoso não só não é punido como invoca presunção de inocência, cai no esquecimento e volta para roubar mais. Mas não atiremos a esmo.

 

 

Caro leitor, escreva aos ministros do STF, pressione, proteste, saia às ruas.

Uma democracia constrói-se na adversidade. O Brasil, felizmente, ainda conta com um Ministério Público atuante, um Judiciário, não obstante decepções pontuais, bastante razoável e uma imprensa que não se dobra às pressões do poder.

É preciso, no entanto, que a sociedade, sobretudo a classe média, mais informada e educada, assuma o seu papel no combate à corrupção.

As massas miseráveis, reféns do populismo interesseiro, da desinformação e da insensibilidade de certa elite, só serão acordadas se a classe média — e a formidável classe emergente —, fiel da balança de qualquer democracia, decidir dar um basta à vilania que tomou conta do núcleo do poder.

Chegou a hora de a sociedade civil mostrar sua cara e sua força. É preciso, finalmente, cobrar a reforma política. Todos sabem disso. Há décadas. O atual modelo é a principal causa da corrupção. Quando falta transparência, sobram sombras. O Brasil pode sair deste pântano para um patamar civilizado. Mas, para que isso aconteça, com a urgência que se impõe, é preciso que os culpados sejam punidos.

Diga “não” à corrupção! Do Blog Ricardo Noblat.

 

Carlos Alberto Di Franco é diretor do Departamento de Comunicação do Instituto Internacional de Ciências Sociais.

Canceladas audiências sobre o Caso Décio Sá marcadas para segunda e terça

Gláucio Alencar e o pai dele, José de Alencar, iriam ser ouvidos sobre o caso.

Imirante.com, com informações da Mirante AM
13/05/2013 11h11 – Atualizado em 13/05/2013 11h40

Foto: Biné Morais / O Estado do Maranhão

SÃO LUÍS – Canceladas as audiências marcadas para essa segunda (13) e terça (14), sobre o assassinato do jornalista Décio Sá, no Fórum Desembargador Sarney Costa, no Calhau. Gláucio Alencar, o pai dele, José de Alencar, além de três dos seis delegados que compuseram a comissão de investigação, seriam ouvidos pelo juiz Márcio Castro Brandão, da 1ª Vara do Tribunal do Júri.

Gláucio e José de Alencar foram presos na Operação Detonando, deflagrada pela Polícia Civil, em junho do ano passado. No inquérito policial, Gláucio é acusado de ser o mandante e financiador do crime contra o jornalista, em 23 de abril de 2012, em um bar na avenida Litorânea. Em poder de José foram encontrados 37 talonários de cheques em branco, assinados por gestores municipais.

A motivação do cancelamento das oitivas não foi esclarecida até o momento.

Caso Décio: testemunhas de defesa e Polícia serão ouvidas

Essa será a segunda semana de audiências sobre o assassinato do jornalista.

Imirante.com, com informações de O Estado
13/05/2013 07h31 – Atualizado em 13/05/2013 08h03

Foto: De Jesus / O Estado

SÃO LUÍS – A partir de hoje,(13), serão ouvidas as testemunhas arroladas pela defesa dos reús, além de policiais e delegados que trabalharam nas investigações sobre a morte do jornalista e blogueiro Décio Sá. O juiz Márcio Castro Brandão, da 1ª Vara do Tribunal do Júri, informou que já digitalizou o processo para inseri-lo no “Programa Justiça Plena”, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), lançado em novembro de 2010 para monitorar e dá transparência ao andamento de casos de grande repercussão social, entre eles os relacionados a questões criminais.

Audiências

A primeira semana de audiências se cumpriu e foi marcada não apenas pela divisão do processo, mas principalmente por promessas de revelações do executor do crime e alegação de inocência de um dos acusados de serem os mandantes do crime, o agiota Gláucio Alencar Pontes Carvalho, de 35 anos, acusado de encomendar e financiar a morte do jornalista da editoria de Política de O Estado.

2º Dia – Na terça-feira (7), a defesa do pistoleiro paraense Jhonatan de Sousa Silva, de 25 anos, assassino confesso de Décio Sá, declarou que o réu fará revelações à Justiça não compartilhadas ao inquérito policial. Segundo Pedro Jarbas, um dos defensores do assassino confesso, o depoimento do criminoso será decisivo para que mandantes e intermediadores do crime sejam, de fato, punidos. “Nosso compromisso é contribuir para que a verdade prevaleça”, disse Jarbas.

Em entrevista à imprensa, o advogado do matador afirmou que ele está arrependido da vida que escolheu e que por isso quer contribuir para que todos os envolvidos neste crime de homicídio sejam identificados e condenados. “Nessa disposição, inclusive, o Jhonatan demonstra profundo arrependimento, principalmente, por até o momento, não ter conhecido a própria filha que nasceu em meio a todo esse evento”, disse o advogado ao fim do segundo dia de oitivas.

Das 10 pessoas aguardadas pelo MP, naquela data, seis prestaram depoimento no Salão do Júri, a maioria jornalistas e blogueiros que cobrem o cotidiano político no Maranhão. Entre aqueles que não se furtaram a conversar com a imprensa estão os jornalistas Itevaldo Júnior, Caio Hostilio, Marco Aurélio D’Eça e Marcelo Gomes Vieira, que falaram sobre o perfil profissional do colega Décio Sá, e o vereador Fábio Câmara (PMDB), amigo e compadre do jornalista assassinado.

3º Dia – No terceiro dia de audiências, quarta-feira (8), a imprensa finalmente foi permitida a acompanhar a sessão, e foi surpreendida pelo agiota Gláucio Alencar Carvalho, que alegou ser inocente da morte de Décio Sá. A afirmação do homem que é denunciado de faturar milhões de recursos públicos destinados às prefeituras foi feita espontaneamente, segundos antes da abertura dos trabalhos. Ao perceber a presença dos jornalistas, o acusado se aproximou e afirmou:

– Gente, eu não fiz isso aqui. Vocês vão saber quem fez isso. Estão fazendo uma campanha contra mim, porque existe uma pessoa muito maior nessa história. A pessoa que fez isso vai aparecer, ela vai cair. Eu tenho fé em Deus nisso – alegou o agiota, defendido pelo advogado Adriano Cunha, e acompanhado do pai, José de Alencar Miranda Carvalho, de 73 anos, também acusado de liderar a quadrilha, preso em poder de 37 talonários de cheques em branco, assinados por prefeitos.

Neste dia também foram ouvidos vizinhos de uma casa, no Parque dos Nobres, de propriedade da família de Fábio Aurélio do Lago e Silva, o Bochecha, de 33 anos, acusado de ser um dos intermediadores do crime; um vigilante, ex-funcionário de Gláucio Alencar, e uma professora cujo nome está no documento da motocicleta utilizada no crime, mas que não tem ligação com o bando. Prestou depoimento ainda o dono de uma concessionária de veículos, preso pela Polícia Federal em 2011.

Uma ex-companheira de Shirliano Graciano de Oliveira, o Balão, de 29 anos, único acusado foragido, também compareceu, mas pouco foi interrogada. A última a depor nesse dia foi a única que optou por usar a balaclava (capuz) para não ser reconhecida. A mulher afirmou ter visto em frente ao imóvel da família de Bochecha os acusados Jhonatan, Miranda e José Raimundo Chaves Júnior, o Júnior Bolinha, de 38 anos, outro acusado de intermediar o crime, descrito fisicamente pela depoente.

4º Dia – No último dia de audiências, quinta-feira (9), dois depoimentos marcaram os trabalhos da defesa dos réus e do promotor do caso. Na sequência de oitivas, depuseram o jornalista e ex-vice-prefeito da cidade de Barra do Corda Aristides Milhomem, última pessoa a falar ao celular com Décio Sá, e o delegado da Polícia Federal Pedro Meireles, investigado pela própria instituição de suposta participação na rede de agiotas, que aproveitou para se defender.

Das duas testemunhas, Aristides Milhomem foi o primeiro a depor ao promotor de Justiça da 1ª Promotoria do Tribunal do Júri, Luis Carlos Correa Duarte. Em depoimento, o ex-vice-prefeito de Barra do Corda se declarou amigo de Décio Sá, com quem trocava informações profissionais e com quem costumava almoçar sempre que possível. Segundo apurou a Polícia Civil do Maranhão, Milhomem foi a última pessoa para quem Décio Sá ligou, minutos antes de ser executado, em São Luís.

O teor da conversa, segundo o depoente, foi Décio Sá lhe perguntando se ele já havia visto em seu blog (blogdodecio.com.br) a “postagem de Barra do Corda”: Pistoleiros pedem transferência do júri de Pedro Teles para capital alegando “jogo de cartas marcadas”, publicada no dia 23 de abril, momentos antes do crime. “Décio me ligou às 22h30 e, depois de poucos minutos de conversa, ouvir um barulho semelhante ao de uma ‘flecha atravessando o ar’”, disse o ex-gestor.

Em seu depoimento, Milhomem também respondeu a perguntas da defesa de Gláucio Carvalho, acerca das 38 publicações do blogueiro contra a família Teles, e exaltou o trabalho do colega jornalista. “Décio era um jornalista corajoso e sempre perseguia a verdade, independente de quem fosse o denunciado. Uma vez lhe perguntei: Você não tem medo de morrer? e ele respondeu: ‘Se eu tivesse medo de morrer pelas coisas que escrevo, eu não seria jornalista’”, concluiu o ex-vice-prefeito.

Delegado

A última testemunha de acusação a depor foi o delegado da PF Pedro Meireles. Por ser investigado de suposta participação na rede de agiotas, chegou a apresentar um relatório da Controladoria Geral da União (CGU), que comprovaria que 96,34% dos recursos públicos federais destinados à Prefeitura de Serrano do Maranhão tinham sido desviados. O documento foi mostrado por Meireles porque o ex-gestor do município Vagno Pereira, o Banga, o denunciou de fazer parte da quadrilha, depois que foi preso em 2010.

– O resultado da investigação está no relatório da CGU. Foram sacados mais de R$ 2,7 milhões de recursos públicos na gestão do ex-prefeito, portanto, acredito que isto já é o suficiente para colocar em discreto a denúncia de que a operação teria sido armada, uma vez que, antes de qualquer uma ação ser deflagrada, é necessário que esta seja avaliada e autorizada – defendeu-se o delegado, que disse ter tomado conhecimento do crime pela internet e que foi ao local apenas por curiosidade.

Essa será a segunda semana de audiências sobre o assassinato do jornalista e blogueiro, em abril do ano passado, em um bar na avenida Litorânea.

OAB lidera ato pela revisão das dívidas dos estados e municípios com a União

Lideradas pelo presidente nacional da OAB, Marcus Vinícius Furtado, mais de oitenta entidades da sociedade civil irão participar, quarta-feira (15), na sede da entidade dos advogados, em Brasília, de Ato Público pela Revisão da Dívida dos Estados e Municípios com a União. Segundo levantamento feito pelas entidades, em 1999 a dívida de estados com a União era de R$ 93 bilhões. Desde então, os estados já pagaram R$ 158 bilhões e, mesmo assim, em fevereiro de 2013, o saldo devedor chegou a R$ 396 bilhões. Marcus Vinicius ressaltou que, além de corrigir as distorções dos valores cobrados pela União dos entes federativos, a revisão das dívidas é fundamental para permitir uma melhor prestação de serviços públicos à população. “À medida que os estados revisam suas dívidas, passam a ter mais capacidade financeira para investir em educação, saúde, segurança e também para garantir melhorias na prestação jurisdicional.” Hoje, o saldo devedor de estados e municípios é atualizado pelo Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI), mais juros que vão de 6% a 9% ao ano. O critério, considerado ultrapassado com as mudanças na economia, pode elevar a dívida em mais de 20% ao ano. “Os estados são obrigados a pedir empréstimos ao Banco Mundial para pagar a União, o que demonstra total inversão de valores em termos de juros”, disse o presidente da OAB, lembrando que a maioria dos contratos foi feita há cerca de 15 anos, quando o governo federal praticava altas taxas de juros, o que torna as cobranças não mais concebíveis atualmente.