A moral e as urnas, por Ruy Fabiano

Mais chocante que as revelações de Paulo Roberto Costa, ex-diretor da Petrobras na Era PT, é ausência de efeitos concretos sobre a campanha eleitoral. Ao que parece, não houve tempo para que o eleitor avaliasse a extensão e gravidade do que foi dito.

Há ainda a esperança der que na quarta-feira próxima, na CPMI da Petrobras, ele acrescente mais revelações. Mas o procurador da República, Rodrigo Janot, não só já avisou que não revelará o depoimento de Costa, como é contrário à sua ida à CPMI. Um procurador, enfim, que não procura nada.

Costa, funcionário de carreira da Petrobras, ascendeu, no período Lula, à cúpula da estatal. Ocupou a diretoria de Refinaria e Abastecimento, cujos cofres passou a violar, seguindo as orientações da cúpula política do PT, providenciando propinas de negociatas bilionárias, que abasteciam os cofres dos aliados.

Foi o Marcos Valério do Petrolão. O dinheiro comprava lideranças políticas dos partidos aliados, para garantir a maioria governista no Congresso. Mensalão 2, como disse Aécio Neves.

Em seu depoimento, Costa garantiu que Lula sabia de tudo e despachava frequentemente com ele. Dilma foi, nesse período – que durou de 2003 até 2012 – ministra de Minas e Energia, presidente do Conselho da Petrobras e presidente da República. Não sabia de nada, como seu antecessor. Mensalão 2, mais uma vez