Piada do Ano: Lewandowski defende independência do Supremo

Eduardo Militão
Correio Braziliense

A presidente Dilma Rousseff indicará um novo ministro ao Supremo Tribunal Federal para a vaga deixada por Joaquim Barbosa, que foi o relator do mensalão e contribuiu para que figuras históricas do PT fossem parar na cadeia por corrupção. Com as aposentadorias próximas de Celso de Mello e Marco Aurélio Mello, nomeados por indicação de José Sarney (1985-1990) e Fernando Collor (1990-1992), Dilma e o ex-presidente Lula acabarão responsáveis por indicar 10 dos 11 ministros da Corte até 2018. Só restaria Gilmar Mendes, que chegou ao posto pelas mãos de Fernando Henrique Cardoso (PSDB).

Em entrevista à Folha de S.Paulo, o ministro Gilmar Mendes  disse que a possibilidade de uma Corte submissa ao governo é algo que “tem de ser avisado e denunciado”. Assinalou que era importante a Corte não se tornar “bolivariana” para “chancelar o que o governo quer”.

Para Lewandowski, porém, não existe risco. “Não há bolivarianismo”, disse ele em um café com jornalistas. “Não há vinculação com o partido do Palácio do Planalto”, afirmou, acrescentando que “a história do Supremo não tem demonstrado isso”. Disse que o próprio Joaquim Barbosa, algoz dos petistas no mensalão, foi indicado pelo ex-presidente Lula, quee também indicou Cézar Peluso e Carlos Ayres Britto, criticados pelos governistas nas redes sociais por votos duros contra os réus no esquema de pagamento de propinas para compra de apoio político no Congresso.

“O STF se orgulha muito dessa independência enorme que os ministros têm com relação aos presidentes que os indicaram”, disse o presidente do Supremo. “Essa é a história do STF.”

Lewandowski, que foi o revisor do mensalão, costumava ter posições divergentes de Barbosa e votou pela absolvição do ex-ministro do governo Lula José Dirceu no crime de corrupção ativa.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOGNão dá para levar a sério essa entrevista de Lewandowski, que atuou no julgamento do mensalão como uma espécie de advogado de defesa dos réus, que só foram condenados devido à obstinação do então ministro Joaquim Barbosa. Este, sim, é que demonstrou independência em relação ao Executivo. Muitos outros se curvaram à podridão que infecta a Praça dos Três Poderes. (C.N.)

Eleição da Câmara de Vargem Grande foi bem disputada.

DSC_5142A sessão da Câmara de vereadores de Vargem-Grande que elegeu a nova Mesa Diretora foi bem movimentada. Os dias que antecederam a sessão, foram de muita expectativa, ansiedade, e criatividade dos que fazem a opinião pública no município. Tudo foi pensado. Tudo foi dito. O inacreditável passou a ser o mais acreditado possível. Mas o que se sabe, é que até a contagem dos votos, tudo era admissível. Nada impossível. Depois da votação e da contagem dos votos, a surpresa ficou por conta daqueles que acreditavam em traição de última hora. No mais, prevaleceu o espírito público. O respeito dos vencedores com os que não se elegeram, foi importante para demonstrar o amadurecimento político dos vereadores que compõem o Legislativo Municipal. O vereador Aurélio recebeu 7 sufrágio, enquanto a vereadora Conceição Oliveira recebeu apenas 6 dos 13 votos do plenário. As fotos ilustram alguns momentos desse importante momento da história recente da política de Vargem Grande.DSC_5172

Vereadora confraterniza-se com correligionários e amigos.

Atendendo convite do empresário Ednando Oliveira, estive na residência de sua genitora a vereadora Conceição Oliveira, na tarde de ontem. Ao contrário do que se podia imaginar, apesar de ter sido derrotada nas suas pretensões de ocupar novamente a presidência da Câmara, o ambiente na residência da vereadora era de alegria e confraternização. Depois do resultado e do encerramento dos trabalhos na Câmara, amigos e correligionários se dirigiram a casa da vereadora para prestarem solidariedade a ela e sua família. Estiveram presentes o prefeito Edvaldo, o Ex-prefeito Dr. Miguel e esposa, vereadores, secretários e amigos. O cardápio foi variado. Desde carne de bode cozida até carne de sol e bife. Além é claro de um bom Wisk. Não faltou também, as avaliações do atual momento político, pelo qual passa o País, o estadao e o município. As fotos falam por sí só.HPIM0615HPIM0616

Eleições das Câmaras. Tudo dentro do previsto.

Vereadora Rosa eleita presidente da Câmara.

Vereadora Rosa eleita presidente da Câmara.

Conforme noticiamos ontem, o favoritismo das duas chapas encabeçadas pelos vereadores Rosa, em Nina Rodrigues e Aurélio em Vargem Grande, saíram vitoriosas na eleição de hoje para presidirem as Câmara de Nina Rodrigues e de Vargem Grande, respectivamente. A vereadora Maria do Rosário Sousa Silva, do PDT de Nina Rodrigues, elegeu-se com 100% dos votos, tendo como seu vice o vereador José Marques Freitas do PRB, conhecido como Junior. Os vereadores eleitos, bem como toda a Mesa Diretora da Câmara trabalharam na última eleição para o deputado eleito Fábio Braga.  E por falar em Fábio Braga, desde ontem tentamos contato com ele para nos conceder entrevista, mas hoje, tivemos informação que ele se encontra em Timon em companhia dos prefeitos Maurício de São Benedito e José Leane de Afonso Cunha, preparando projetos que irão beneficiar os dois municípios. O deputado que é vice-presidente da Associação dos Caprinocultores do Maranhão, se encontra em plena campanha para a eleição da nova diretoria dos Caprinocultores. Ainda hoje à tarde, Fábio concederá entrevista a emissora Piauiense afiliada da Rede Globo, para falar de suas propostas como candidato a presidência da Associação dos criadores de caprinos.

Vereadoras Sâmara e Cita

Vereadoras Sâmara e Cita

Vereadores Raimundinho, Dolores e Junior.

Vereadores Raimundinho, Dolores e Junior.

Maranhão tem o segundo maior número de miseráveis do País, segundo Ipea

O Maranhão tem a segunda taxa de miseráveis do País

O Maranhão tem a segunda taxa de miseráveis do País

Levantamento do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) apontou o aumento do número de miseráveis no País.

De acordo com o Ipea 53% dos extremamente pobres estão distribuídos em cinco estados, Bahia (14%); Maranhão (11%), São Paulo (10%), Ceará (9%) e Pernambuco (8%).

O instituto calculou que o número de pessoas extremamente pobres passou de 10,081 milhões, em 2012, para 10,452 milhões, em 2013, um acréscimo de 371.158 pessoas entre as pessoas com renda inferior ao mínimo necessário para garantir o consumo das necessidades calóricas.

Na linha de extrema pobreza que leva em conta o percentual de brasileiros com renda inferior a R$ 70 por mês, valor adotado pelo Programa Brasil Sem Miséria, o aumento de brasileiros na extrema pobreza foi ainda maior, de 870.784 pessoas, o que elevou o percentual de miseráveis de 3,6% para 4% ou 8,05 milhões.

INFLAÇÃO PESA

A inflação também teve impacto sobre os mais desfavorecidos, segundo o estudo dos pesquisadores. Entre os miseráveis que trabalhavam, o salário caiu de R$ 129,7 para R$ 123,9. Nessa parcela, o orçamento das famílias era composto sobretudo por outras rendas (transferências, como Bolsa Família), e o rendimento no domicílio dividido pelos moradores era de R$ 58,5, em 2013, abaixo dos R$ 62,2, de 2012. O grupo dos 5% de brasileiros mais pobres viu sua renda encolher 11%. Fonte Raimundo Garrone.

Eleições das Câmaras de Vargem Grande e Nina Rodrigues.

Amanhã às 9 horas vereadores de Vargem grande e Nina Rodrigues se reunirão para escolherem a mesa diretora de suas respectivas Câmaras. Em Vargem Grande, paira a expectativa de que a eleição será bem disputada entre os candidatos, vereadores Conceição Oliveira e Aurélio. A vereadora Conceição que exerceu a função de presidente, anterior a atual gestão, é apoiada pelo grupo do prefeito Edvaldo Nascimento. Por outro lado, o vereador Aurélio concorre com o apoio da oposição e dos dissidentes do grupo dominante. Os candidatos contabilizam os seus votos e acreditam que tudo ainda será possível no último momento. No momento, o vereador Aurélio conta com o apoio de 7 vereadores dos treze que compõem a Câmara. Em Nina Rodrigues segundo informações do ex-vereador e secretário municipal Tôtô, a eleição naquele município está definida. Seis dos nove vereadores que compõem o Legislativo Municipal apoiam a vereadora Rosa. Segundo ainda a mesma fonte, o atual presidente até que tentou a reeleição, mas ao verificar que contava apenas com o apoio de tres vereadores desistiu da candidatura.

Três Partidos devem sumir do mapa para dar lugar a uma nova legenda

O resultado das urnas não foi como muitos partidos esperavam. A reação de pelo menos três desses partidos é buscar a união para a criação de uma nova legenda.

Os líderes do novíssimo Solidariedade (Paulinho da Força), PSC (pastor Everaldo) e do Democratas (Ronaldo Caiado) conversaram nesta semana em Brasilia. Pela proposta inicial do DEM (ex-PFL) o comando do novo partido seria ocupado dos atuais dirigentes em sistema de rezamento na presidência.

O novo partido a ser composto por ruralistas, sindicalistas e evangélicos, nasceria com 49 deputados e seis senadores. Na Câmara, os Democratas tinham 28 deputados federais e terão 22 em 2015. O Solidariedade que tinha 22, caiu para 15 deputados. O único que manteve a bancada intacta foi o PSC, que continua com 12 deputados federais. No Senado o Solidariedade não tem representante, o DEM tem 5 senadores e o PSC tem 1.

No Maranhão

O novo partido a ser criado teria 5 deputados na Assembléia Legislativa do Maranhão: Dr. Antonio Pereira e César Pires (DEM), Leo Cunha e Rogério Cafeteira (PSC) e Levi Pontes (Solidariedade).

Para a Câmara Federal nenhum dos três partidos elegeu representantes no Estado. Domingos Dutra (SD) não se reelegeu, obteve 40.424 votos. Simplício Araújo, que havia ficado suplente na última eleição e foi efetivado com a saída de Ribamar Alves (PSB) para a prefeitura de Santa Inês, foi votado por 38.991 eleitores e não conseguiu novamente se eleger. No PSC o nome de maior envergadura é o do ex-deputado federal Costa Ferreira que nessa eleição obteve 22.862 votos. Fonte Louremar Fernandes

Enem:candidato cita “boca de fumo” como referência de endereço

Publicada em 04/11/2014 às 01:02:53

 

Do: G1/AP

Um estudante amapaense de 20 anos utilizou um complemento inusitado para informar o endereço residencial quando foi se inscrever no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). O candidato mora no bairro Perpétuo Socorro, na Zona Leste de Macapá e, na hora de preencher a inscrição no site do Enem, identificou como ponto de referência para o seu endereço a expressão “próximo a uma boca de fumo”. O jovem, que pediu para não ser identificado, disse que quis “zoar” e “ajudar o carteiro” a localizar o endereço.

A correspondência traz o endereço do local de provas dos candidatos e outros detalhes sobre a inscrição, mas não precisa ser apresentada no dia da prova.

Em nota, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) informou que “o campo ‘complemento’ existente no formulário de inscrição do Enem, cujo preenchimento é de responsabilidade exclusiva do participante, tem por objetivo auxiliar os Correios na entrega dos cartões de confirmação”, e que, “caso seja comprovado que houve desrespeito ao Exame por declaração falsa ou inexata, o candidato será eliminado, conforme prevê o Edital nos itens 4.3 e 19.3.1”.

“Foi uma forma de zoar e na verdade até ajudar o carteiro. Sou bem-humorado e é bem verdade que existe uma boca de fumo por perto”, reforçou o jovem, que disse ser estudioso e estar preparado para fazer o Enem. Ele recebeu a correspondência na terça-feira (28).

“Meu pai achou engraçado e meu irmão também, mas se todo mundo sabe disso [da boca de fumo] por que esconder né?”, questionou o rapaz, que em 2013 ingressou na Universidade Federal do Amapá (Unifap) através do Enem. Ele conta que em 2014 vai fazer o exame apenas para “testar os conhecimentos”. Foto: Dyepeson Martins/G1

Ladrões roubam Projovem

Servidores do PROJOVEM de Vargem-Grande ao chegarem para trabalhar na manhã de hoje, perceberam que ladrões haviam entrado nas dependências do prédio onde funciona o programa. Ao fazerem uma vistoria para avaliarem o que havia sido roubado, perceberam que produtos alimentícios, como feijão, arroz e outros, haviam sido levados pelos meliantes. Os diretores do programa irão a delegacia de polícia para fazerem o registro da ocorrência, para que a polícia prenda os acusados. Essa não é a primeira vez que bandidos invadem a sede do PROJOVEM e realizam roubo. Qualquer outra informação, passaremos posteriormente.

Fraudes e coincidências que ajudaram a eleger Dilma Rousseff

No gráfico criado pelo Estadão, vê-se o crescimento de Dilma em Estados sem segundo turno para governador

Carlos Newton

Uma das maiores surpresas dos brasileiros foi ligar a televisão no final da tarde e perceber que só estava ocorrendo apuração dos votos para governador nos Estados em que havia segundo turno. Nada de apuração da eleição presidencial.

Ninguém estava acostumado com isso. Nunca antes, na História deste país, isso tinha acontecido. Todos estavam acostumados àquela saudável e patriótica emoção de votos virem pingando de todo o país, até ocorrer o desenlace final.

Desta vez, não. As emissoras de TV ficaram embromando, fazendo debates entre intelectuais, enchendo linguiça e aguardando. E aguardando… Até que, depois da 20 horas, chegaram os primeiros resultados oficiais, que já vinham indicando a vitória de Dilma Rousseff, pois faltava apurar apenas 5% dos votos.

Como aconteceu isso? Ora, o estranho fenômeno eleitoral só ocorreu mediante uma série de “coincidências”.

1) O horário de verão, por decreto presidencial, começou dia 19 de fevereiro, às vésperas do segundo turno. Como atrapalhava a apuração (segundo o Tribunal Superior Eleitoral), bastava baixar um novo decreto adiando-o ou adiantando a hora no Acre, que só tem 500 mil eleitores e praticamente não influi nas eleições presidenciais. Mas por “coincidência”, o governo não fez uma coisa nem outra.

2) Sob esse ridículo argumento do horário da eleição no Acre, por “coincidência” o TSE do ministro petista Antonio Dias Toffoli criou a apuração secreta, que transcorreu numa sala reservada, à qual nem mesmo os ministros do TSE tiveram acesso, e sem fiscalização pelos partidos e pela Polícia Federal.

3) Nas eleições anteriores, os Tribunais Regionais Eleitorais iam transmitindo paulatinamente a apuração, diante da imprensa e sob fiscalização dos partidos e da Polícia local. Foi assim que em 1982 se descobriu a fraude do Proconsult para derrotar Brizola. O delegado Manoel Vidal, chefe da segurança da apuração, percebeu o golpe, simultaneamente denunciado também por nosso colega Pedro do Coutto, que cobria a apuração pelo Jornal do Brasil.

4) Mas nesta eleição estilo 2014, por “coincidência” (ou melhor, pelo efeito Acre), os TREs só divulgavam os votos para governador e iam enviando a apuração presidencial diretamente para a sala secreta do TSE.

5) Também por “coincidência” (digo, ainda pelo efeito Acre), os Estados onde não havia segundo turno para governador não divulgavam nada e também mandavam seus totais para a sala secreta do TSE.

6) E a grande “coincidência” foi saber que a vitória de Dilma Rousseff foi garantida pelos votos de Estados sem eleição para governador em segundo turno, onde não houve fiscalização dos partidos, nada, nada.

7) Foi também curioso e intrigante saber que Dilma estava perdendo para Aécio até 80% da apuração (às 19h32m) e de repente, no finalzinho, também por “coincidência”, ganhou por pequena margem, com base na votação em Estados sem segundo turno, cujos totais foram passados em bloco, diretamente para a sala secreta do TSE: Minas Gerais, Bahia, Maranhão, Pernambuco e outros estados do Nordeste.

8) E por “coincidência”, foi instigante saber que Aécio perdeu até mesmo em Pernambuco, onde o mito Eduardo Campos conseguira fazer o governador no primeiro turno.

9) Ainda por “coincidência”, o dirigente petista Luiz Eduardo Greenhalg adiantou a “vitória”, alardeando-a em sua conta no Twitter e no Facebook às 19h26m,e não adianta dizer que foi erro por causa do horário de verão, porque ele escreveu “vamos aguardar o final da apuração”. Se estivesse escrevendo às 20h26m, jamais diria isso, pois Dima já estava “eleita”.

10) E na “coincidência”, o site do PT anunciou a vitória de Dilma às 19h35m, com precisão impressionante, dizendo que ela tivera (na verdade, teria) 51,57% dos votos. Um erro de apenas 0,7%, ou seja, precisão de fazer inveja a qualquer “instituto de pesquisa. E não dá para negar, está lá no site do PT.

http://www.pt.org.br/dilma-reeleita/

TSE SABE QUE URNA É FRAUDÁVEL

O pior de tudo isso é saber que o Tribunal Superior Eleitoral está cansado de saber da precariedade da urna eletrônica, já denunciada desde os tempos de Brizola. E em setembro deste ano o PDT reforçou a denúncia ao TSE, através da advogada Maria Aparecida Cortiz, do CMind (Comitê Multidisciplinar Independente), formado por especialistas em tecnologia e informática, que pela enésima vez comprovaram a vulnerabilidade do sistema brasileiro de votação eletrônica, mas o TSE (leia-se: Toffoli) não tomou a menor providência, sequer aceitou submeter a urna a um teste.

Finalmente, o mais curioso ainda é ver o noticiário massivo da imprensa atribuindo a vitória de Dilma à tal divisão do país exclusivamente à Bolsa Família e à política social do PT. E a gente também pode acabar convencido de que foi tudo por mera “coincidência”.Fonte Tribuna da Imprensa.

Alô, TSE! Que diabo de eleição foi essa?

Percival Puggina

Escreverei sobre fato novo, valendo-me de notícias velhas. Não faz um ano, nem dois, nem três, que os meios de comunicação e as redes sociais vêm divulgando análises técnicas independentes, estudos elaborados em universidades, opiniões de juristas, alarmantes experiências feitas por hackers e insistentes alertas de que o sistema de votação utilizado no Brasil é vulnerável e de que a transmissão de dados via internet também não proporciona segurança. É insistentemente dito que essas deficiências fazem com que o sistema usado em nosso país seja refugado por muitos outros. Salta aos olhos mais desatentos que um sistema de votação que não permite recontagem tem um gravíssimo e imperdoável pecado original.

Mais recentemente, após recusas em submeter o sistema a auditorias independentes, chegam às redes sociais notícias de urnas não zeradas no início da votação e de disparidade entre os resultados médios das seções com identificação digital e as seções com identificação documental em situações análogas. E por aí vai. É possível que o clima de desconfiança se nutra, também, de informações falsas. Mas as informações falsas só transitam graças à desconfiança propiciada, de um lado, pela inconfiabilidade do sistema e, de outro, pelas eloquentes insinuações de Dilma e de Lula sobre o que seriam capazes de fazer para vencer.

Não se trata de uma desprezível e deselegante inconformidade com a derrota. Eu não me prestaria para esse papel. Trata-se de algo grave, a cobrar posicionamento dos cidadãos que se sentem civicamente responsáveis. Instala-se, no país uma pesada suspeita sobre a higidez e a invulnerabilidade do sistema, conduzindo à incertezas sobre a legitimidade dos mandatos saídos das urnas dos dias 5 e 26 de outubro.

ATRIBUIÇÕES DO TSE

Sei que dar satisfação a torto e a direito sobre os porquês de suas escolhas e decisões, ou sanar inquietações cívicas, não são tarefas que se contem entre as atribuições jurisdicionais mais urgentes e relevantes do Tribunal Superior Eleitoral. Mas neste caso não é exatamente assim. O que milhões e milhões de brasileiros, nestes dias, estão expressando como podem nas redes sociais não se soluciona com um dar de ombros das autoridades. Não silencia ante a voz do trono. Não some por decreto. Não cabe em nenhuma gaveta. Não se enterra nos desvãos do tempo. Nas democracias (muitas delas proibiram o uso desse modelo), a confiabilidade do sistema eleitoral é tema de elevadíssimo interesse público, questão altamente sensível, sobre a qual não pode haver dúvidas. E, menos ainda, inúmeras, imensas e reiteradas dúvidas.

Muito já foi escrito sobre o quanto era politicamente impróprio confiar a presidência da Corte que conduziria este pleito a um ex-funcionário do partido governista. Agora, surpreende o silêncio do TSE sobre aquilo que mais se fala no país: as suspeitas sobre a eleição por ele presidida. Já surpreendia antes, quando os cidadãos se angustiavam e não passava dia sem que alguma informação circulasse, potencializando as incertezas. E surpreende ainda mais agora, quando denúncias e inconformidades surgem dos pontos mais variados do território nacional.

Para bem da democracia, da respeitabilidade das instituições e da legitimidade dos mandatos, que tudo seja auditado e investigado. E que estas sejam as últimas eleições feitas segundo esse método de votação e transmissão de dados. Afinal, ao longo dos anos, quase uma centena de países vieram conhecer o modelo brasileiro. Nenhum o adota. Fonte Tribuna da Imprensa.