Padre Neves Desmonta Propaganda de Belezinha

DESCULPAS ENCHEM OS OUVIDOS MAIS NÃO CEGAM OS OLHOS
“Não basta ter língua para bem falar. É preciso ter cabeça para saber o que se diz. Também não basta ter imaginação e espírito inventivo para encontrar desculpas. É preciso ter razão para se poder desculpar. Dentro da sã convivência social, é necessário que o que se diz coincida com o que se faz. É preciso falar a verdade. Sempre que em Chapadinha, alguém demonstra certo descontentamento ou desconfiança sobre o trabalho da Administração Pública, vem logo alguém a desfazer a observação e a dizer que não há quem tenha trabalhado mais. Mas, mais que com a boca, o que está em causa mede-se com os olhos. Não é questão de língua, mas de esforço e suor. O que não se enxerga feito não são palavras, por mais sábias que sejam, que o vão realizar. E temos que ser sinceros: não se enxerga grande coisa que justifique o gasto de milhões na atual Administração Municipal. Há projetos, sim, que vieram e obrigaram a mexer com um bocado de terras e estradas do interior. Projetos (todos sabem!) são também maneiras de aumentar o depósito de verbas para deputados amigos fazerem sua campanha eleitoral e satisfazerem a compra de votos e outros gastos. (Diz-se que políticos são os mais religiosos: de tudo que fazem “tiram um terço”). Mas fica sempre a pergunta: e o Fundo de Participação que vem para o Município? Há prestação de contas? Onde está a dita e tão apregoada transparência pública que não se vê e não aparece afixada em lugar nenhum?
 
Como se pode saber para onde vão as verbas que o Município recebe? Quanto vem sabe-se pela internet. Mas como são gastas de uma maneira razoável e convincente, não sei onde procurar. E sejamos claros: o Município está quase parado. Se não fossem as carreatas e as diligências para obrigar empregados a votar compulsivamente… eu diria: está tudo parado! As praças foram desarranjadas (a ex-Prefeita diz que deixou dinheiro! )e permanecem assim. Deixaram chegar o mercado a um ponto que até mete dó e nojo. As ruas do Bairro da Independência e Rua Ataliba Vieira levaram “breu“ para serem asfaltadas e já se não vê nem uma coisa nem outra. As torneiras estão sem água e até os poços e depósitos de Recanto dos Pássaros e da Boavista vão em ritmo tão lento que não sei se terão fim. Muitas coisas mexidas e poucas acabadas. Muitas palavras e poucas obras. Muitas desculpas que não convencem. Sabemos que de Tinguis a Centro Velho, de Bonfim a S. Rita, de S. Rita a Lagoa Amarela, de Muquém a Riacho Seco, na Chapada Limpa… é verdade que se melhoraram caminhos, mas também se sabe que foi com máquinas, agora,  próprias da Prefeitura e com projetos, para cada uma desta recuperações, de cerca de R$150.000,00, o que também não se justifica pelo que foi feito. Temos número de processos e verbas atribuídas. Que estão a fazer os senhores vereadores e os senhores Promotores de Justiça?”
 Padre Neves / Blog da Paróquia, em 27 de outubro.

Plebiscito ou referendo, entenda a reforma política

Da: BBC Brasil

Para que a presidente reeleita, Dilma Rousseff, tenha êxito em sua principal proposta para seu segundo mandato, a aprovação de uma reforma política, ela terá de se entender com o Congresso quanto à melhor forma de consultar a sociedade no processo.

A proposta original de Dilma é pela convocação de um plebiscito para tratar do tema. Já os dirigentes da Câmara e do Senado preferem que os eleitores participem da reforma por meio de um referendo. A posição do Congresso nesse tema é crucial, já que cabe ao órgão decidir qual modelo será adotado.

Os pontos de vista distintos já provocam atritos entre as autoridades. Na terça-feira, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), disse que “o Congresso pagará caro pela omissão” se autorizar a convocação de um plebiscito, delegando aos eleitores o poder de definir os rumos da reforma.

O presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), reforçou a posição de Renan e culpou o PT pela não aprovação de uma proposta de reforma no ano passado.
Também na terça, Dilma flexibilizou sua posição ao dizer em entrevista que “não interessa muito se é referendo ou plebiscito”.

Qual a diferença entre referendo e plebiscito?

A principal distinção é que um plebiscito é convocado antes da elaboração de um ato legislativo ou administrativo que trate do assunto em questão.
Já um referendo é convocado posteriormente, para que a população aprove ou rejeite a proposta já elaborada.

De que maneira essas diferenças influenciariam na reforma política?

Pela proposta de Dilma, um plebiscito sobre a reforma política permitiria aos brasileiros posicionar-se sobre vários temas. Eles poderiam, por exemplo, decidir se o financiamento das campanhas deve ser público, privado ou misto; se o voto deve ser nos partidos, em listas fechadas, ou em candidatos; se deve ser criada uma cláusula de barreira para impedir que partidos pequenos assumem lugares na Câmara; e se a reeleição deve ser proibida.

Caberia ao Congresso decidir quais perguntas serão feitas e elaborar uma proposta que respeitasse os resultados da consulta. Esse modelo daria aos eleitores maior poder na elaboração da proposta.

No caso de um referendo, o Congresso elaboraria uma proposta de reforma, e os eleitores teriam apenas o poder de chancelar ou vetar o projeto como um todo, sem poder modificá-lo. Esse modelo daria ao Congresso mais poder na elaboração da proposta.

Quais os argumentos favoráveis e contrários aos dois modelos?

Defensores do plebiscito dizem que, se a elaboração da reforma ficar a cargo do Congresso, dificilmente serão aprovadas medidas que descontentem deputados e senadores. A reforma, dizem eles, provavelmente seria tímida.

Eles afirmam que um plebiscito atenderia os anseios dos manifestantes que foram às ruas em junho de 2013 e pediram maior participação da sociedade nas decisões do Estado.

Já os defensores do referendo dizem que um plebiscito teria perguntas muito específicas e que dificilmente os eleitores estarão informados o suficiente para respondê-las. Afirmam, ainda, que as opções dos eleitores poderiam produzir uma proposta “frankenstein”, difícil de pôr em prática.

Eles dizem que o Congresso é o órgão mais capacitado para a tarefa e detém a legitimidade para executá-la, por ser composto por deputados e senadores eleitos pelo povo. Afirmam, ainda, que a realização de um plebiscito reduziria a importância do Legislativo, afetando o equilíbrio entre os Três Poderes.

Quais foram os últimos plebiscitos no Brasil?

O último plebiscito estadual ocorreu em 2011, no Pará, quando os eleitores do Estado decidiram se as regiões de Carajás e Tapajós deveriam se tornar Estados autônomos. A maioria dos paraenses rejeitou a divisão.

O último plebiscito nacional ocorreu em 1993, quando os brasileiros puderam optar qual regime de governo vigoraria no país: se monarquia ou república e se parlamentarismo ou presidencialismo. Venceu a proposta por uma república presidencialista, regime que já vigorava.

Quais foram os últimos referendos?

No último referendo estadual, em 2010, os eleitores do Acre decidiram se o fuso horário no Estado deveria ser voltar a ser de duas horas a menos que Brasília, após ter sido alterado para uma hora a menos. A maioria aprovou a mudança para o horário antigo.

O último referendo nacional ocorreu em 2005, quando a população foi consultada sobre a proibição do comércio de armas de fogo no país.

A proibição estava prevista em artigo do Estatuto do Desarmamento, que havia sido aprovado em 2003. Os brasileiros, porém, rejeitaram a mudança. Fonte Louremar Fernandes.