RENAN QUER CORTES DE DESPESAS ANTES DE AUMENTO NOS IMPOSTOS

Deu no Correio Braziliense

No dia seguinte após participar de um jantar promovido pelo vice-presidente e presidente do PMDB, Michel Temer, com governadores e outros integrantes da cúpula do partido, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), afirmou que a legenda não defende a “necessidade urgente” de elevação da carga tributária e do aumento de impostos.

“Isso (aumento de impostos) é uma coisa que mais adiante pode ser discutida, mas há uma preliminar que é o corte de despesa, a eficiência do gasto público e é isso que precisa, em primeiro lugar, ser colocado”, disse Renan, na chegada ao Senado.

Questionado se o aumento de impostos não poderia reforçar o caixa dos Estados comandados pelo partido, o presidente do Senado disse que os governadores entendem que é preciso suprir o déficit fiscal. Mas destacou que os dirigentes estaduais consideram, assim como o PMDB, que em primeiro lugar vem o “dever de casa, que é cortar despesas e dar eficiência ao gasto público”.

CRISE MUITO GRANDE

Renan classificou a conversa com os governadores “boa” e disse que eles estão preocupados com a situação financeira e fiscal dos Estados. Preocupação, em sua opinião justificada, uma vez que há uma crise muito grande. Um dos governadores presentes no encontro era Renan Filho, de Alagoas, filho do presidente do Senado.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Renan não é nenhum sumidade, mas sabe enxergar o óbvio, enquanto Dilma Rousseff e Lula continuam completamente baratinados, sem coragem de reduzir a máquina estatal, que eles inflaram desnecessariamente, para dar empregos aos companheiros do PT, que o deputado Anthony Garotinho apelidou de “partido da boquinha”. (C.N.)

Fernandinho Beira-Mar será julgado por Tribunal do Júri no Rio de Janeiro

Acusado de comandar a execução de um jovem em 1999, Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, será julgado por uma das varas do Tribunal do Júri, na capital do Rio de Janeiro. A decisão foi informada pela 4ª Vara Criminal de Duque de Caxias, no Rio de Janeiro, em ofício encaminhado nesta terça-feira (8/9) ao Fórum Central. O próximo passo é o sorteio para definição de qual vara criminal irá julgar o processo.

A expedição do chamado ofício de desaforamento atende à decisão da 5ª Turma do Superior Tribunal de Justiça, que decidiu pela transferência do processo de Beira-Mar. Nesta ação, Beira-Mar é acusado de comandar a execução do estudante de informática Michel Anderson Nascimento dos Santos, de 21 anos, em dezembro de 1999, na Favela Beira-Mar, em Caxias. A vítima foi submetida à sessão de tortura, segundo o processo.

Na decisão, o ministro Félix Fischer destacou a periculosidade do réu. Ele apontou ainda haver dados concretos que põem em dúvida a imparcialidade de alguns jurados, que manifestaram terem receio de participar. O ministro citou também o risco de uma possível tentativa de resgate de Beira-Mar durante a sessão de julgamento. Preso desde 2002, Fernandinho Beira-Mar cumpre pena em presídio federal e já tem mais de 200 anos de condenação. Com informações da Assessoria de Imprensa do TJ-RJ. 

DESTROÇOS DE BARCO ENCONTRADOS NO RIO ITAPECURU.

Alguns dias atrás dois adolescentes, brincando de mergulho, procurando objetos abandonados nas proximidades do antigo Restaurante Flutuante, localizaram uma preciosa relíquia. Trata-se dos restos de um barco de época incerta que tem chamado a atenção dos moradores como um acontecimento ímpar.

As especulações em torno dos destroços são muitas. No local surge os espertalhões e inescrupulosos querendo tirar vantagens pessoais e financeiras. Segundo os garotos apareceu um senhor que ofereceu dinheiro para que os mesmos conseguissem retirar o que pudessem. Foi feita então um mutirão com mais de dez homens na operação de resgate dos destroços, todos interessados nas vantagens financeiras. Poucos objetos foram retirados em virtude do barco estar muito enterrado. A enorme ancora encontrada foi levada pelo desconhecido.
Alguns Membros da Academia Itapecuruense de Ciências, Letras e Artes, foram avisados por Cambeba, Evandro Borges e outros  interessados da cultura a respeito do achado e formaram uma comissão composta por Jucey Santana, Assenção Pessoa, Tiago Oliveira, Breno Bezerra e José Paulo Lopes, que foram ouvido pelo promotor público em exercício Benedito Coroba, também membro da AICLA, para estudar a melhor maneira do resgate do material encontrado, que servirá para pesquisa cultural, já que por séculos o Rio Itapecuru foi o único meio de transporte para a região. Depois das decisões tomadas na Promotoria, foram recebidos pelo capitão Patrício do corpo de bombeiros aqui de Itapecuru que deu ciência da falta de equipamentos de mergulho para o estudo da área, tendo solicitado ajuda a guarnição superior da capital São Luis.
Trata-se de um achado histórico e único. Possivelmente um barco a vapor de pequeno porte, que transportava materiais de construção ou simplesmente passageiros, levando a crer que tenha sido da primeira metade do século XX (vinte), pelo fato de ter sido encontrado uma telha fabricada em Angra dos Reis localizado no Rio de Janeiro.
Como as primeiras olarias que se tem notícias em Itapecuru-Mirim datam do início dos Anos 40, na Gestão de Thiago Bernardo de Matos em seu plano de urbanização da cidade, que mandou vir oleiros de Rosário e da baixada para ensinar os Itapecuruenses fabricar telhas e tijolos, antes dessa época as telhas para cobrir as casas dos ricos, das estações de trem (de Itapecuru e Kelru) e até da fábrica de álcool vieram de fora.
Esperamos que uma equipe de especialistas atendam ao apelo da Promotoria e venha desvendar o enigma para posterior estudo da origem da embarcação e da época, já que não se tem notícia nenhuma de naufrágio.O Agente Cultural Willame Paixão de posse de alguns objetos do barco, expôs na Casa da Cultura Professor João Silveira.
Postagem de  Cristiano Dias com informações Por Jucey Santana

Com muita festa termina o festejo de Nossa Senhora da Natividade em Urbano Santos.

DSCF1588 DSCF1590 DSCF1591 DSCF1595Durante nove dias o povo católico participou na cidade de Urbano Santos do festejo de Nossa Senhora da Natividade. A padreira do Município. A culminância foi um sucesso tanto de religiosidade como em presença de público. Segundo o ex-prefeito Aldenir Santana Neves, o atual pároco Pe Andre é um pescador de almas. Ele segundo o ex-prefeito, tem o espírito conciliador e consegue agregar valores diferentes no mesmo espaço,  para servir a Deus. Ontem no final da tarde no pátio da Igreja Matriz foi celebrada uma Missa Campal presidida pelo Padre Jaime Oliveira da paróquia de Coelho Neto. Após a celebração que teve a presença maciça dos fiéis católicos, a população caminhou em procissão pelas principais ruas da cidade. Encerrando as celebrações o pároco local convidou a prefeita Iracema do Vale para ajudá-lo a entregar as 70 imagens da Santa Padroeira aos representantes das comunidades. Em seguida aconteceu um grande Show com o cantor Dyego Fernandes. Ele que integrou a comunidade Canção Nova por nove anos, está nesse momento louvando a Deus em carreira solo, e fez realmente um grande espetáculo de fé e alegria.

Dilma deveria pedir licença para descanso e tratamento”

. Por Cesar Maia*
Texto da resposta do psiquiatra “Y” ao Ex-Blog. Cesar Maia pediu a um psiquiatra que analisasse o discurso da presidente Dilma. Veja o resultado:… “aconselharia que a presidente Dilma pedisse licença para um descanso, acompanhado de tratamento psíquico e neuroquímico”…
 

1. Agradeço o envio destes 18 vídeos com palavras, entrevistas e discursos da presidente Dilma, que circulam no YouTube. Vê-los todos em sequência permite-me responder a pergunta feita com maior precisão e responsabilidade. Dilma passa por algum desequilíbrio mental?

2. De fato que os vazios de memória, claros nesses vídeos, podem ser o início de demência senil. Há sinais disso. Mas pode ser um momentum de depressão que afeta a sua memória.

3. A demência senil, em geral, só apresenta sinais após os 60 anos. Tem causas orgânicas e também causas psíquicas. Ambas podem ser postergadas com tratamento químico e psíquico.

4. Se a causa for inteiramente psíquica, esse quadro pode ser provisório e reversível. Por exemplo, uma depressão profunda e continuada afetando a memória. Para quem tem obrigações funcionais que não permitem um aconselhável descanso físico e mental, a paliação encontrada é também neuroquímica.

5. Jornais da época diziam que o deputado Ulysses Guimarães tinha um acompanhamento desse tipo, com lítio, em relação a lapsos de memória. Mas como deputado, seu tempo poderia ser controlado com períodos de descanso. Viagens internacionais ajudam muito como momentos de descanso. Para não falar nos recessos parlamentares e feriadões.

6. Mas a função executiva e, no limite, as responsabilidades presidenciais, impossibilitam esses momentos, especialmente em conjunturas de crise. Supondo, por hipótese, que a presidente Dilma enfrente apenas um momentum de depressão, tenha tais lapsos de memória em função disso e esteja tendo um apoio neuroquímico, nos traria um conforto por um lado.

7. Mas, respondendo outra pergunta sua, impediria, ou pelos menos, aconselharia que a presidente Dilma pedisse licença para um descanso, acompanhado de tratamento psíquico e neuroquímico. Pelo que se vê nos vídeos, esse pedido de licença deveria ser imediato e, por no mínimo, de um ano. Creio que seria bom para ela e bom para o país.

Cesar Maia, do DEM/RJ, ex-prefeito do Rio de Janeiro.

POVO BATE PANELA E O GOVERNO BATE CABEÇA, SEM SABER O QUE FAZER

Carlos Newton

O tempo passa, o tempo voa, mas o governo não consegue se entender, tenta ir em frente sem o menor planejamento, num amadorismo brutal e perigoso. O país tem muitos problemas, mas o principal, do qual os demais derivam, é a dívida pública. Portanto, todos os esforços precisam estar voltados nesta direção, e a evolução da dívida depende diretamente de dois fatores – o superávit primário e a taxa de juros, que se tornaram os dois pontos mais fracos de um governo por si só fraquíssimo.

Já se passou mais de meio ano, estamos em meados de setembro, e a incompetência segue reinando absoluta, enquanto os ponteiros da bomba-relógio da dívida giram cada vez mais rapidamente.

Hoje, precisamos entender que ainda estamos numa boa, vamos sentir saudades desses dias de 2015, porque gráfico da projeção de nossa economia indica um viés de baixa tão sinistro que chega a ser o cúmulo do otimismo dizer que a crise será resolvida até 2018. Para que isso aconteça, seria preciso tomar medidas imediatas, mas isso o governo não sabe nem consegue fazer. Vai empurrando com a barriga.

MERCADANTE FRACASSA

Qualquer pessoa medianamente instruída nota que a presidente Dilma não sabe administrar nem conhece nada de Economia, embora se jactasse de um “doutorado” em Campinas que jamais existiu, pois nem mestrado fez. Sua dificuldade em desenvolver raciocínios exige rigoroso tratamento médico e psicológico, mas ela não se submete a terapia, prefere fazer dieta e pedalar.

O que causa surpresa é o fracasso completo de Aloizio Mercadante, que funciona no Planalto como uma espécie de Rasputin em nova versão. Economista de renome, embora seu doutorado tenha sido bastante controverso, ostenta um belo currículo e chegou a trabalhar com Henrique Meirelles no Banco de Boston. Aliás, foi Mercadante quem apresentou Lula e Meirelles, para assumir o Banco Central e acalmar o mercado.

Antes disso, tinha sido um deputado muito atuante, com belos discursos contra a política econômica de FHC. Em 2002, elegeu-se ao Senado e foi líder do Governo no primeiro mandato de Lula, que não lhe ofereceu lugar no ministério.

Mas esse excelente currículo de Mercadante não serviu para nada. Como homem-forte do governo, revela um despreparo só comparável à incompetência da própria Dilma, com a qual ele forma uma dupla do tipo Debi e Lóide, que está levando o Brasil à loucura.

REUNIÃO IMPROFÍCUA  

Nesta terça-feira, após mais uma reunião da coordenação política do governo, o ministro Ricardo Berzoini (Comunicações) foi o porta-voz e disse que programas de transferência de renda, como o Bolsa Família, serão “absolutamente preservados”, mas aqueles com investimentos físicos, como educação, saúde e habitação (Minha Casa, Minha Vida), terão que passar por um realinhamento.

Ficou patente que o governo não sabe o que cortar, porque ao mesmo tempo o ministro da Fazenda Joaquim Levy dizia que poderia aumentar o Imposto de Renda e o vice-presidente Michel Temer falava em elevar a CIDE (contribuição sobre combustíveis), possibilidade também aventada por Levy.

Quanto a cortar os cargos comissionados, os cartões corporativos, o Fundo Partidário, o festival das ONGs e outras despesas injustificáveis, nem pensar.

Tradução simultânea: o povo fica batendo panelas, enquanto o governo bate cabeças.

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PS – E o mais importante que houve na reunião foi o fato de Berzoini ter sido o porta-voz. O que será que aconteceu com Edinho Silva, depois da abertura do inquérito no Supremo para devassar as contas eleitorais de dona Dilma?

DECISÃO DO SUPREMO SOBRE MINISTROS ABALA GOVERNO AINDA MAIS

Acusação a Edinho é pior do que a de Mercadante

Pedro do Coutto

Sem dúvida alguma, a aceitação da denúncia da Procuradoria Geral da República pelo Supremo Tribunal Federal contra os ministros Edinho Silva e Aloízio Mercadante, principalmente contra o primeiro, abala ainda mais o governo Dilma Rousseff. Isso de um lado. De outro fortalece a operação Lava Jato, uma vez que a denúncia, referendada agora pelo ministro Teori Zavascki, partiu da delação premiada do empresário Ricardo Pessoa, proprietário da empreiteira UTC.

Assim, o Supremo Tribunal Federal acreditou, em princípio, nas afirmações daquele que é apresentado como o presidente VIP das empresas que cartelizavam a execução das obras da Petrobrás, elevando seus preços para o pagamento das propinas que já conduziram muitos acusados a prisão.

As reportagens de Tania Monteiro e Carla Araújo, no Estado de São Paulo, e de Simone Iglésias, no Globo, edições de segunda-feira destacam com firmeza  nitidez o processo investigatório com base no caso dos dois ministros, nas afirmações feitas por Ricardo Pessoa. O dono da UTC deixa muito mal Edinho Silva que desempenhava na campanha de 2014 as funções de tesoureiro da campanha do PT. Isso porque o diálogo travado entre o empresário e o ex-tesoureiro, que foi a seu encontro pedir contribuição de R$ 20 milhões, que acabou sendo de R$ 7,5 milhões, foi marcado, segundo Pessoa, por um tom de ameaça: Edinho Silva referiu-se a obras da UTC contratadas com a Petrobrás e sublinhou indiretamente que a UTC poderia perder a sua parte caso não fizesse a doação.

AÇÃO DE CHANTAGEM

Confirmada a denúncia, o episódio configura nitidamente uma ação de chantagem. Edinho Silva não nega o encontro e a doação, ao contrário. Confirma. E diz apenas que agiu dentro das normas legais. O que se estranha é a facilidade do encontro, já que ninguém acredita ter sido essa a primeira vez em que ele procurou Pessoa. Afinal de contas, não se pode aceitar a versão de que alguém procura outra e logo em seguida formula uma solicitação dessa ordem e desse montante.

É possível que os R$ 7,5 milhões de reais tenham sido depositados na conta do partido e da campanha, porém terá sido essa a única contribuição feita com o mesmo aparente destino por parte do sistema empresarial que dominava a Petrobrás? Não quer dizer nada, portanto, o registro junto ao TSE do valor originário do repasse feito por Fernando Pessoa. Claro que não foi o único numa lista que aponta numerosos doadores.

MERCADANTE

O caso de Aloizio Mercadante só não adquire a mesma dimensão em face da importância que lhe foi entregue por Ricardo Pessoa ter sido muitas vezes menor: 500 mil reais na campanha de 2010 para o governo de São Paulo. Mas isso não é suficiente para que não se conclua pela ilegalidade parcial das doação.

Por fim o caso do senador tucano Aloysio Nunes Ferreira é pior, porque 200 mil reais foram entregues em dinheiro vivo, o que a lei eleitoral (lei 9504/97) não permite. Com base nela doações podem ser feitas somente através de cheque nominal cruzado ou por intermédio de transferência nominal bancária. Mas esta é outra questão.

O essencial é que, ao aceitar a denúncia do Ministério Público, Teori Zavascki conduziu o governo obrigatoriamente a uma definição política, principalmente em relação ao ministro da Comunicação. Ninguém pode permanecer num cargo de tal importância institucional quando é alvo de uma acusação de haver praticado um ato de corrupção.

PRESUNÇÃO DE INOCÊNCIA

Claro que existe a presunção de inocência até o julgamento definitivo, porém durante o tempo que falta entre os dias de hoje e tal desfecho, o ministro Edinho Silva fica sem as condições politicas para exercer o posto. Pois ninguém pode permanecer ministro quando é alvo de uma investigação autorizada pelo STF em razão de possuir foro privilegiado. O próprio Edinho Silva, eticamente, deveria colocar imediatamente seu cargo à disposição da presidente Dilma Rousseff, como se procede nas maiores democracias, quando um integrante do governo vê-se envolvido pela sombra de uma suspeita. Suspeita no caso que já era grave por si, passou a ser pior depois da iniciativa da PGR e da decisão inicial do STF. Edinho Silva necessita afastar-se do governo, pelo menos em caráter provisório, para que o Executivo não seja também envolvido pela nuvem que se formou em torno do ministro.

O problema, se ele não tomar tal iniciativa, ultrapassa sua figura e é transferido às mãos e a decisão da presidente Dilma Rousseff. Certamente para ela seria melhor que Edinho Silva, ele próprio, tomasse a iniciativa de se afastar do Palácio do Planalto. Inclusive para não ser afastado pela sequência dos acontecimentos e do reflexo que causarão inevitavelmente na opinião pública.

ALIMENTANDO A FOGUEIRA COM GASOLINA

CARLOS CHAGAS

Vale pegar carona com o Tiririca e concluir que a presidente Dilma, quanto mais se explica, pior fica. Foi lamentável sua mais recente intervenção, fugindo da televisão e apelando para as redes sociais, dia 7. Disse ser possível que tenha cometido erros na condução da economia, mas errou para preservar empregos. Acrescentou não ter percebido que a situação era tão ruim como se descreveu.

Madame deixou de perceber por falta de observação ou, como parece mais provável, errou para garantir a reeleição? Agora, apela para a redução de direitos trabalhistas, retira benefícios que não deveria ter concedido ao empresariado e anuncia aumento de impostos. Resultado: desemprego em massa e elevação do custo de vida. Tudo ao contrário.

A gente fica pensando no dia seguinte, que sempre consegue ficar um pouquinho pior do que a véspera. A recessão é um fato, a inflação também. Enquanto isso, continuamos sem um projeto estratégico. Como ao PT também falta uma visão nacional, a principal colaboração do partido é pedir a cabeça do ministro da Fazenda. Para convocar quem? Aloísio Mercadante, com certeza.

Com atraso de alguns anos, no fim do mês a presidente vai enxugar o ministério. Mas continuará privilegiando os partidos, aceitando indicações fisiológicas e ministros sem competência. Alimentar a fogueira com gasolina virou moda.

CIRO NA DISPUTA

Entre o PT e o PSDB, começa a surgir a terceira via. É o ex-governador Ciro Gomes, recém-ingresso no PDT. Tudo indica que o Lula disputará pelos companheiros, dividindo-se os tucanos entre Aécio Neves, Geraldo Alckmin e José Serra. Em 2002 Ciro despontava como opção para quem temia o PT e reagia à possibilidade de mais um paulista. No fim, desfez-se a hipótese que agora ressurge. Mais experimentado, mais gordo, longe do cigarro, o antigo ministro da Fazenda, responsável pela implantação do Plano Real, estaria preparando um projeto capaz de tirar o país da crise. Vale prestar atenção.

 

ATROFIADOS, ECONOMISTAS DA DILMA QUEREM ARROCHAR O POVO COM MAIS IMPOSTO

JORGE OLIVEIRA

Maceió – A atrofia mental dos economistas que dirigem o país, com boa dose de incompetência, impede que eles pensem em alternativas para salvar a economia que está derretendo. Indiferentes ao clamor social, longe das vozes das ruas e mais distante ainda do intricado jogo político desfavorável ao governo, esses acadêmicos dos números frios e das previsões infundadas não pensam em outra coisa que não seja o aumento de impostos. É visível a insensibilidade desses senhores em relação ao que se passa ao seu redor. Fazem cara de paisagem para os problemas sociais que se alastram pelo pais como o desemprego, a inflação alta e a  inadimplência de milhares de brasileiros. Incentivados por Lula a consumir, milhares de pessoas, endividadas, agora não têm nem dinheiro para botar comida na mesa.

 

O Joaquim Levy e o Nelson Barbosa, formuladores da política econômica, inventam fórmulas mágicas todos os dias para tentar tirar o país da agonia. Levam as propostas para a Dilma que imediatamente as divulga como uma espécie de teste. Como o povo esperneia e o Congresso diz que barra qualquer iniciativa do governo que esvazie mais ainda o bolso do trabalhador, a presidente logo recua. Isso mostra a sua incapacidade de governar, a indolência e a falta de articulação política.  Em 2013, por exemplo, para silenciar os movimentos de rua, a presidente jogou para plateia.  Anunciou uma série de medidas que dizia ser necessárias para contemplar as reivindicações. Nenhuma delas até hoje saiu do papel. E o caos, como era previsto, só se alastrou pelo país afora.

 

O crescimento foi para o brejo, todos os índices econômicos são negativos e a corrupção já bate no meio da canela. Como só isso não bastasse, várias categorias anunciam a paralisação da máquina administrativa. Os servidores do INSS, por exemplo, estão em greve há meses. Os mais pobres, que dependem do órgão, não têm para quem apelar. O noticiário mostra diariamente o sofrimento desses segurados que não são atendidos nos postos. E não adianta ninguém apelar. O aviso desrespeitoso é sempre o mesmo: estamos em greve, agende seu compromisso por telefone – que também não funciona.

 

Com a absoluta falta de comando do país, a Dilma anuncia todos os dias a redução dos 39 ministérios e o enxugamento da máquina pública. Dos 22 mil cargos comissionados, ela pretende cortar mil. Isso mesmo, apenas mil! Em relação aos ministérios não tem coragem de enfrentar os movimentos sociais e por isso prefere manter alguns deles como puro marketing de um governo que se diz avançado. Sindicalistas pelegos mantêm-se dentro desses ministérios, muitos ganhando sem trabalhar. São milhares de comissionados espalhados pelo país. O contingente em Brasília é tão grande que o governo se viu obrigado a alugar prédios luxuosos e caríssimos e equipar com centenas de salas com móveis modernos para alojar esse bando de ociosos que só faz aumentar despesas e, como sanguessugas, sugar o dinheiro dos cofres públicos.

 

Mas o cerco começa a se fechar. Pelo menos cinco partidos (PSDB, PPS, Solidariedade, PSC e DEM), anunciaram esta semana que vão começar um movimento em defesa da abertura do processo de impeachment da presidente. Como são aliados do Eduardo Cunha é provável que o presidente da Câmara seja um dos incentivadores da iniciativa que pode se ampliar na Casa. Cunha já arquivou até agora quatro pedidos de impeachment contra Dilma, mais dezenas de outros foram protocolados na Câmara. O último, do jurista Hélio Bicudo, fundador do PT, espera-se que não tenha o mesmo destino dos demais: a gaveta.