HOMEM É MORTO COM UM TIRO DE ESPINGARDA NA ZONA RURAL DE ITAPECURU-MIRIM

Um homem de 18 anos foi assassinado com um tiro de espingarda na tarde desta Sexta-feira (18) no município de Itapecuru-Mirim (MA).De acordo com as informações populares a vitima foi encontrada próximo ao povoado Lago Verde,trata se do Luis Fernando Santos filho Srº Jorge conhecido pela alcunha de dedo duro a onde o mesmo e morador do bairro aviação.
Conforme as informações da  PM a vitima foi morto com um tiro fatal disparado pelo elemento por nome de júnior e que de acordo com as informações  do irmão do autor do disparo disse que Luís Fernando, teria ameaçado seu irmão e com medo de morrer o autor fez uma tocaia e quando o jovem passou ele disparou a espingarda bate bucha matando a vítima na hora.Com esse crime, sobe para 02 o número de homicídios somente esse mês de setembro em Itapecuru Mirim.
Postagem de Cristiano Dias com alteração de texto ,fotos e informações  de Willian Viera da TV Record de Itapecuru.

TCE DESAPROVA CONTAS DE GESTORES EM SESSÃO PLENÁRIA

 

Entre as julgadas irregulares estão as contas do ex-secretário de saúde de Santa Quitéria/MA, Odair José Oliveira e de Lívia de Jesus Nicácio Martins, ex- presidente da Câmara de Presidente Vargas.
O Tribunal de Contas do Estado, em sessão plenária na última quarta-feira (26/9), julgou irregulares as contas de gestão do FMS (Fundo Municipal de Saúde) do prefeito de Imperatriz, Sebastião Madeira, e do secretário municipal de Saúde, Mamede Vieira Guimarães, referentes ao exercício financeiro de 2009. Aos gestores foi imputado débito de R$ 2,8 milhões, a ser ressarcido ao erário municipal por conta de uma série de irregularidades.
Foi detectada pela equipe técnica da corte de contas, entre outras incorreções, ausência de licitação nos contratos e aditivos do FMS, além não comprovação devida de despesas acerca de concessão de diárias e auxílio financeiro. Por conta disso, foi aplicada, ainda, aos responsáveis, a multa de R$ 64.413,12, referente a 5% do valor do débito imputado, mais R$ 64.413,12 por outras irregularidades constatadas.
Na mesma sessão do pleno, foram desaprovadas, ainda, as contas do ex-prefeito de Água Doce do Maranhão, José Eliomar da Costa Dias, referente ao ano de 2010. A ele foram imputadas multas no total de 147.100,00, por irregularidades no FMS, Fundeb e FMAS (Fundo Municipal de Assistência Social). O tribunal também julgou irregulares as contas do exercício financeiro de 2011 da ex-prefeita de Paço do Lumiar, Glorismar Rosa Venâncio
O ex-secretário de saúde de Santa Quitéria/MA, a 88km de Buriti(MA), Odair José Oliveira Costa, autor das denúncias de desvios de verbas na área da saúde que atingiram em cheio o prefeito Moreirão (clique aqui e relembre), foi um dos gestores que teve suas contas julgadas irregulares pelo TCE/MA.
Outros gestores com as contas julgadas irregulares foram os ex-presidentes de câmaras municipais Sancler Lima Brito (Passagem Franca), com débito imputado de 149.915,00 e multa de 10% referente a 10% do débito; Lívia de Jesus Nicácio Martins (Presidente Vargas/2010) e Joubert Sérgio Marques de Assis (Miranda do Norte/2010).

 

“Erro de pessoa (2)”

. Por Maria Helena Rubinato Rodrigues de Sousa*
… travessia é outra palavra que foi adotada pelos petistas e seus auxiliares. Todos falam na travessia em direção a um futuro que sempre prometem róseo, risonho e robusto. Desde que me entendo por gente, e lá se vão muitas décadas, o futuro prometido ao gigante que nos carrega é lindo…
Vocês já repararam que Lula e dona Dilma usam a mesma expressão quando se dirigem ao distinto público? Os dois iniciam suas perorações com um curioso “Quero dizer a vocês” em vez de só dizer e pronto, nós entenderíamos que era para nós que estavam dizendo fosse lá o que fosse.
Pois agora também eu quero dizer a vocês que tanto a presidente quanto o ex-presidente tudo fizeram para tornar o Estado brasileiro insuportavelmente pesado até para o gigante que recém acordou, a tal ponto que o gigante, coitado, mesmo quando se esforça, mal consegue se mexer.

Depois de fazer dele esse Frankenstein querem que ele arrisque uma travessia perigosíssima, como se fosse um atleta. Aliás, travessia é outra palavra que foi adotada pelos petistas e seus auxiliares. Todos falam na travessia em direção a um futuro que sempre prometem róseo, risonho e robusto.

Desde que me entendo por gente, e lá se vão muitas décadas, o futuro prometido ao gigante que nos carrega é lindo e maravilhoso. Passado um tempo, esquecem o que prometeram e saem buscando culpados pelo fracasso da viagem. Culpa que nunca recai sobre quem planejou a rota.

Só uma vez presenciei uma travessia exitosa, a do Plano Real. Infelizmente, o tempo não anda para trás e o gigante vai ter mesmo que dar um jeito de sacudir as engrenagens e se livrar do peso para poder nos defender.

Para mal de nossos pecados, que são muitos, o mapa de dona Dilma e sua trupe econômica só mostra um caminho: aumentar taxas, tarifas, tributos. Segundo os ministros da área econômica, o governo não tem um Plano B. Como a nos ameaçar: ou isso, ou isso.

Ao contrário da maioria da população, pois essa tem seu Plano B: trocar o comando por um que saiba como ajudar o gigante a se livrar de mais da metade do excesso de peso que carrega.

… Votamos em A porque acreditamos que ele (A) faria o que foi prometido, aliás, garantido que faria. Se ele (A), depois, vira o disco e faz exatamente o contrário, por que cargas d´água não podemos alegar Erro Essencial de Pessoa e pedir nosso voto de volta? Não me venham com a desculpa que isso é golpe. Não é. Golpe é quando nos enganam para poder se reeleger. Aí é golpe e golpe baixo…

Volto a bater numa tecla que já acionei em 23 de outubro de 2009 em artigo intitulado Erro de Pessoa. No casamento, se caso com o João das Couves e depois descubro que ele na verdade é o Antonio dos Brócolis, houve um Erro Essencial de Pessoa que, uma vez comprovado, vai permitir a dissolução da sociedade conjugal. Por que na Sociedade Eleitoral, ao comprovar que me venderam um candidato mas empossaram outro, não posso ter meu voto de volta?

Votamos em A porque acreditamos que ele (A) faria o que foi prometido, aliás, garantido que faria. Se ele (A), depois, vira o disco e faz exatamente o contrário, por que cargas d´água não podemos alegar Erro Essencial de Pessoa e pedir nosso voto de volta?

Não me venham com a desculpa que isso é golpe. Não é. Golpe é quando nos enganam para poder se reeleger. Aí é golpe e golpe baixo.

O PT já foi fundamental no impeachment mais do que justo de Fernando Collor. Sobre esse momento, o Lula chegou a dizer que pedia a Deus que o brasileiro nunca mais se esquecesse dessa lição: que podia destituir o político uma vez comprovado que foi enganado durante a campanha.

Nos países onde esse instituto está na Constituição, como é o nosso caso, impeachment é um direito do povo desde que baseado em sólidas premissas. Dona Dilma devia pensar nisso em vez de sair pelo país a dizer que impeachment é a ‘versão moderna de golpe’.

Custo a crer que o governo não tenha um Plano B. Tanto é assim que depois do anúncio em que o ministro Levy usou como exemplos de mordidas pequenininhas da CPMF duas coisas que para ele devem ser fundamentais, a entrada do cinema e um sanduíche, já apareceram mais dois coelhos bem gordinhos na cartola: um bom bocado do Sistema S (talvez a melhor coisa que temos na área social) e a volta dos jogos de azar legalizados e, portanto, tributados.

Para mim, isso é que é versão moderna de golpe: as fortes emoções que teremos daqui para frente.

Repasses financeiros justificam prisão de Dirceu, decide TRF-4

Os advogados de Dirceu alegavam que o cliente foi preso apenas com base em “ilações” feitas por terceiros em depoimentos de delação premiada. Disseram ainda que ele tem colaborado com as investigações e, como não atua mais como consultor, inexistiriam motivos para supor que poderia reiterar nos supostos crimes.

Para Gebran, porém, a prisão não foi baseada em meras falas. “Ao contrário, as afirmações foram confrontadas, tendo os respectivos movimentos financeiros apontados sido identificados documentalmente pelas diligências judiciais”, afirmou o desembargador.

O relator apontou a existência de registros de pagamentos de serviços prestados a Dirceu por outras empresas, como fretamento de táxi aéreo e reforma de uma casa registrada no nome de um sócio minoritário de sua empresa, a JD Assessoria e Consultoria. Conforme Gebran, o pagamento foi feito, “curiosamente”, na forma de doação de R$ 1,3 milhões à arquiteta responsável.

Ex-ministro está preso em Curitiba desde agosto, por repasses feitos a sua empresa.
Reprodução

Dirceu já cumpria regime domiciliar, em Brasília, depois de ser condenado na Ação Penal 470, o processo do mensalão. “Sequer a instauração de ação penal perante o STF, e posterior condenação, inibiu o paciente e os demais envolvidos de seguirem praticando crimes”, avaliou o Gebran. Ele disse ainda que é preciso manter a prisão preventiva de investigados pelo risco de continuidade delitiva.

Primeiro pedido
No início de julho, Dirceu apresentou pedido de HC em caráter preventivo. Na época, a defesa alegou o risco iminente da prisão cautelar devido ao conteúdo da delação premiada do lobista Milton Pascowitch. O pedido foi negado pelo tribunal. Ele acabou preso preventivamente no dia 3 de agosto, na fase batizada de pixuleco.

Também no mês passado, o ex-ministro teve cassado seu registro de advogado. A seccional paulista da Ordem dos Advogados do Brasil o considerou inidôneo para exercer a profissão. Com informações da Assessoria de Imprensa do TRF-4.

A tempestade da incompetência perfeita

 

Um país pode decidir administrar a política cambial e manter desvalorizada a sua moeda, inclusive artificialmente. A China faz isso. Mas moeda nativa pode despencar em razão da crise. É o nosso caso. O dólar atingiu nesta sexta a segunda maior cotação desde o Plano Real. Avançou quase 2% (1,96%) em único dia, fechando a R$ 3,958.

Que coisa, não? Quando Lula ganhou a eleição, em 2002, a moeda americana também disparou, mas ficou abaixo da cotação atual. Ou por outra: o mercado tinha menos medo do que não sabia do PT do que do que sabe do partido. Ou: antes, o dólar elevado refletia as incertezas sobre a legenda; hoje, de forma mais grave, reflete as certezas.

A moeda disparou depois que circularam informações de que a Moody’s iria rebaixar a nota do país. Se isso acontecer, será a segunda agência de risco a pôr o Brasil no grau especulativo. A outra é Standard & Poor’s. O que é ruim pode ficar muito pior.

E, tudo somado e, sobretudo, subtraído, essa hora pode não estar muito longe. O resultado da arrecadação de agosto, por exemplo, é catastrófico; o desempenho da economia está bem abaixo das previsões mais pessimistas, e nem por isso a inflação dá folga. Recessão, inflação alta, juros estelares e arrecadação em declínio…

É a tempestade provocada pela incompetência perfeita.

 

Por Reinaldo Azevedo

Marçonaria realiza ação social em Belágua

marconariaA Grande Loja Maçônica do Maranhão estará realizando dia 20 deste, domingo, a 13ª Ação Social na cidade de Belágua. Dentre as ações que serão desenvolvidas, pela Grande Loja, estão previstos casamentos comunitários, atendimento médico, cuidados com a beleza entre outros. Essas ações, são desenvolvidas anualmente pela Grande Loja que escolhe uma comunidade a ser beneficiada. Amanhã serão armadas tendas para o atendimento que se espera de muita procura. Os envolvidos nessa ação estão ansiosos para o grande momento de atendimento a comunidade. De parabéns além da comunidade de Belágua, está toda a Maçonaria por vir anualmente cobrindo uma lacuna no atendimento as comunidades carentes.

NUM GOVERNO RUIM COMO O ATUAL, O MENOS PODE SER MAIS

Luiz Tito
O Tempo

José Aparecido de Oliveira, sem favor algum, foi um dos homens públicos mais influentes de Minas. Deputado Federal por duas legislaturas, secretário de Estado, ministro, governador do Distrito Federal e embaixador do Brasil em Portugal, José Aparecido, mais do que isso, sempre foi lembrado quando a necessidade era a construção política. Secretário de Jânio Quadros, na campanha na qual esse enfrentou e venceu o Marechal Lott na disputa para a Presidência da República, Aparecido certa vez alertou Jânio para o desempenho da campanha do Marechal, que se fazia presente em todo país. Jânio, sem receio dessa caminhada, retrucou: “Aparecido meu bem; onde não pudermos ir, o Marechal vai por nós”.

O Marechal Lott, cuja postura nacionalista, corajosa e independente emoldurava sua personalidade, não era um homem de votos. Onde ia Lott, Jânio se transformava em favorito.

Essa realidade é mais ou menos o que tem sucedido com o ativismo da presidente Dilma Roussef, em especial, quando faz seus desastrados pronunciamentos. Meu Deus! A oposição não tem projeto, não tem mensagem, não tem nomes, líderes e, em resumo, não tem trabalho. Tal como o governo, politicamente, sua construção é um jogo de setenta erros, suas iniciativas estão sempre em descompasso com a realidade, suas prioridades são equivocadas e, pior, suas ações emergem de onde nunca poderiam acontecer. Ambos pecam com vontade e determinação.

UNANIMIDADE CONTRA

No governo, em seu ministério, por exemplo, falemos da figura de Aloizio Mercadante. Raras vezes nesses últimos tempos se ouviu aprovação tão unânime como a que se deu na semana passada, quando a “Folha de São Paulo” noticiou a decisão de Dilma de substituí-lo.

Vivas em todo país, show de fogos, a Bolsa subiu, o Dólar quis baixar até o momento em que Dilma, com o seu melhor penteado, magrinha e esbelta, veio à TV para dizer que nunca pensara em substituir o infeliz Aloizio. Ninguém quer Mercadante. Na sua anunciada saída, somente o Estado de SP se irritara com a possibilidade de tê-lo de volta, mas Dilma não. Amarrou-o na cadeira onde Mercadante está sentado.

EVA CHIAVON

Outro fato da mesma safra, apenas para ficarmos nas debilidades mais recentes foi a iniciativa da secretária do Ministério da Defesa, Eva Chiavon, de retirar da gaveta onde estava há três anos dormindo, junto com sua lixa de unhas, o Decreto 8515, uma piração que retirava dos ministros militares faculdades meramente formais e funcionais, deixando-as como prerrogativas únicas do ministro Jacques Wagner, titular da pasta.

O país não mudaria em nada com essas mudanças, mas Chiavon queria meter sua colher, deixar sua marca. E que marca. O ministro baiano estava numa chatice na China, naturalmente vendo equipamentos e armamentos da indústria local, assunto com o qual não tem qualquer relação. Jacques Wagner é ministro da Defesa, não do ataque e quer a paz dos terreiros da Bahia ao meio-dia.

Se houvesse espaço, ficaríamos aqui, o dia e a noite, relatando o quanto muitas vezes o fazer nesse governo tem sido desastroso. Se Dilma tivesse menos ministérios, menos assessores, se talvez trabalhasse apenas das 9h às 17h, o orçamento seria enxugado, a folha ficaria mais barata e o país, quem sabe, sofreria menos. Fica a sugestão.

TEMER SERÁ O FIEL DA BALANÇA

Carlos Chagas

Está por dias, quem sabe por horas, a decisão do Tribunal de Contas da União de rejeitar as contas do governo Dilma Rousseff relativas ao ano de 2014. Essa conclusão pertence às bancadas do próprio PT, razão da campanha desenvolvida desde segunda-feira para enfraquecer e demolir a hipótese de decretação do impeachment da presidente.

O problema é que nesse espaço de tempo atravessou o samba dos companheiros o pedido de defenestração de Madame feito por um dos fundadores do partido, o promotor e ex-deputado Hélio Bicudo, Um processo de impeachment levará meses para progredir ou ser arquivado, constituindo-se o PMDB na pedra de toque do muro. Para onde os peemedebistas se inclinarem repousará a sorte do governo. O palácio do Planalto confia em que Michel Temer decidirá em favor de Dilma, ou seja, vetando o impeachment. Pode ser que sim, ainda que uma ação para afastar a presidente da República, fundada no pronunciamento do TCU, venha beneficiar o vice-presidente, que assumiria automaticamente. Por conta disso o PSDB e outros segmentos da oposição procuram aproximar-se de Temer, garantindo-lhe apoio para um possível ministério de união nacional.

Satisfeito com Dilma o vice não andará, depois que foi obrigado a abrir mão das funções de coordenador político do governo, sabotado por ministros palacianos e abandonado pela própria presidente. Daí, no entanto, a respaldar o impedimento da chefe, a distância é razoável. Além disso, pesa a exigência dos tucanos, que para apoiar a ascensão de Temer, agora, exigiriam que ele não se candidatasse à reeleição em 2018. Para ele, a hipótese de tornar-se um presidente tampão não parece tão tentadora quanto a de disputar e vencer as eleições pelo término do mandato de Dilma.

Em suma, há que aguardar o Tribunal de Contas da União, cuja rejeição das contas do governo não leva diretamente ao impeachment, mas abre condições para o Congresso pronunciar-se. Mesmo assim, a iniciativa de um dos ícones dos antigos ideais do PT, o referido Hélio Bicudo, significa um sinal de alerta para os detentores do poder. Além de exprimir a frustração de quem um dia acreditou no partido, movimenta as forças políticas paulistas.

A INDIGNAÇÃO VEM DAS RUAS

Estão programadas para outubro greves gerais e manifestações contra o governo, em função do recente pacote de maldades que atingiu trabalhadores, empresários e funcionários públicos. Não se chegará ao exagero de supor o Lula participando de passeatas, mas encolhido ele está e mais ficará daqui por diante. Discorda fundamentalmente da estratégia de Joaquim Levy, ou seja, da própria Dilma, enquanto espera sem solução aparente a queda de Aloísio Mercadante da chefia da Casa Civil.

A pergunta que se faz é sobre o resultado de novas pesquisas de opinião aguardadas para o fim de semana. Nova queda na popularidade da presidente servirá para acirrar os ânimos.

O último ato

Roberto Freire

O anúncio atabalhoado do pacote que prevê um corte de R$ 26 bilhões nas despesas do governo e propõe um aumento de cerca de R$ 40 bilhões na arrecadação, com R$ 32 bilhões provenientes de uma nova CPMF, desnudou mais uma vez o quanto Dilma Rousseff e sua equipe econômica estão desnorteadas e não têm capacidade de oferecer alternativas concretas para o país sair da crise. As medidas anunciadas pelos ministros da Fazenda e do Planejamento, que dependem em sua quase totalidade do Congresso Nacional, revelam que o PT pretende jogar sobre os ombros dos brasileiros a enorme fatura por sua própria incompetência nos últimos 13 anos.

 

O desmantelo é tão evidente que, há menos de um mês, Dilma enviou ao Congresso uma proposta de Orçamento deficitário em mais de R$ 30 bilhões justamente porque não teve a coragem de assumir o ajuste que agora apresenta como a solução para todos os males do Brasil. Nesta nova investida para recuperar a credibilidade perdida, o governo se dispõe a fazer um corte de gastos insignificante, muito menor que a previsão de receita advinda dos novos impostos. O pacote se ancora, fundamentalmente, no aumento de uma carga tributária já obscena e na recriação da CPMF, amplamente rejeitada pelos brasileiros e que certamente não será aprovada no Parlamento.

 

É quase um delírio imaginar que um governo inepto, acuado e reprovado pela população conte com o beneplácito do Legislativo em seu intuito de tungar o cidadão e fazê-lo pagar a conta pela inoperância dos que levaram a economia brasileira ao buraco. Talvez só seja possível discutir um pacote de austeridade ou mesmo o aumento da carga tributária em um outro ambiente político, sob novas bases, com uma liderança que tenha o respeito da sociedade. Sob Dilma, o ajuste fiscal tem um sabor amargo de fraude e não passa de uma tentativa de escamotear a irresponsabilidade lulopetista e ludibriar novamente a nação.

 

O estelionato eleitoral praticado pela presidente da República, que agora se vê obrigada a levar a cabo tudo aquilo que acusou seus adversários de fazerem caso eleitos (cortar gastos, reduzir programas sociais, suspender concursos públicos, adiar o reajuste dos servidores etc.), diminui ainda mais a confiança da população na gestão que aí está. O PT nunca teve um projeto de desenvolvimento para o país, mas sempre contou com uma máquina de propaganda eficiente capaz de “fazer o diabo” para vencer eleições. O conto de fadas chegou ao fim, o país está no chão e os brasileiros não se deixam mais enganar por quem mostra a cada dia que não tem condições políticas e morais de comandar coisa alguma.

 

O último ato do governo de Dilma Rousseff já começou a ser escrito e, ao que tudo indica, não deve se transformar em um capítulo tão longo. O Brasil exige uma saída rápida e um desfecho democrático para a grave crise que atravessa. O processo constitucional do impeachment já foi deflagrado no Congresso Nacional e hoje se impõe como uma necessidade absoluta para resgatarmos a confiança no futuro e retomarmos o caminho do desenvolvimento. É o que a sociedade deseja, é o que o país precisa.

 

Roberto Freire é deputado federal por São Paulo e presidente nacional do PPS