Deputado Fábio Braga prestigia festa do povo para Iara e PT

_DSC0150_DSC0201_DSC0215Os Ninenses compareceram em massa para celebrar o aniversário do PT em Nina Rodrigues e dizer para a ex-prefeita Iara, que estão juntos com ela. Uma festa como nos tempos em que Iara foi prefeita. O povo deu um colorido todo especial nesse evento. O grito de volta Iara ecoava pelos quatro cantos da cidade. A alegria tomou conta dos presentes e o calor forte, só não era mais forte do que o grito de esperança no retorno do grupo de Iara ao comando do município, não espantou os participantes. O deputado Fábio Braga que foi o mais votado na última eleição a Assembleia Legislativa esteve presente, sendo muito procurado por lideranças, amigos, correligionários e admiradores. Estiveram presentes também o deputado federal José Carlos da Caixa e o estadual José Inácio. Caravanas da Zona Rural começaram a chegar cedo. o povo começou a se concentrar em frente ao prédio da Câmara Municipal onde aconteceu o momento de manifestação pelo aniversário do PT. Depois a multidão se dirigiu a Praia dos Amores, onde além de Iara, Zé Carlos e José Inácio, o deputado Fábio Braga emocionado, pode se dirigir aos presentes, agradecendo a confiança e o apoio dos amigos que foi decisivo para a sua eleição. Fábio foi bastante aplaudido. A ex-prefeita não conteve a emoção e chorou, ao agradecer o apoio dos seus conterrâneos.

BANDIDOS EXPLODEM CAIXAS ELETRÔNICOS DO BRADESCO EM BREJO/MA

 

Ação ocorreu durante a madrugada. Dois caixas foram destruídos após a ação criminosa
*Com informações do blog Interligado
 
A madrugada deste sábado (19), no município de Brejo(MA), a 59km de Buriti, foi de explosões assustadoras para moradores próximos da agência do Bradesco, no centro da cidade. Por volta de 1h30, foi ouvido um forte estrondo, causado pela explosão de dois caixas eletrônicos. Um caixa ficou completamente destruído com a explosão, inclusive, o teto foi atingido.
De acordo relatos, após a ação criminosa, o bando fugiu em um automóvel modelo Focus, da Ford, cor prata, sem deixar rastros. Informações dão conta que não havia dinheiro nos caixas.
A polícia Militar foi acionada, mas até o momento não há informações do paradeiro dos criminosos.
Essa é a terceira vez que caixas eletrônicos dessa agência são alvos de bandidos em menos de dois anos. Este tipo de ação tem sido cada vez mais constante nos municípios maranhenses, incluindo Buriti.

 

Assaltos chamam a atenção pela sua periodicidade

IMG-20150917-WA0031O assunto era um só até bem pouco tempo. Todo dia se assalta em Vargem Grande. Era a voz repetida em todos os cantos da cidade. A população ecoava a voz de um meio de comunicação, que acordava e dormia, dizendo que era preciso mudar os policiais e as pessoas que trabalhavam na polícia e na delegacia de Vargem Grande. Segundo esse meio de comunicação, esse era o caminho certo para se superar os problemas da segurança em Vargem Grande. E com esse esforço, a pedido do vereador Toinho Abreu, foi realizada em maio deste ano uma audiência pública, para que os problemas da segurança fossem discutidos e resolvidos. Ao final da audiência, circulou uma cópia de solicitação de transferência de policiais, que os próprios policiais atribuem ter sido de autoria do vereador que solicitou a audiência Pública. Os policiais, razão dos pedidos, foram transferidos. As pessoas que trabalhavam na delegacia, foram para fora do trabalho. E o resultado? Qual foi o resultado? Surtiram efeitos as transferências? Os assaltos acabaram? A população está tranquila? Se as respostas forem todas negativas, isso indica claramente que as alternativas usadas não surtiram o efeito desejado. A causa dos problemas não fora atacada. Temos que pensar e repensar outros meios, e outros mecanismos, porque esses não deram certos. Não vamos cometer os mesmos erros de vinganças e políticas partidárias. Tá na hora de todos sentarem e buscarem soluções para os problemas, sem o tempero da política partidária e sem rancores pessoais. De outra forma, vamos continuar sobrevivendo com roubos e assaltos diariamente. E isso pelo que sei, ninguém quer.

CONFIRMADO: PALOCCI RECEBEU R$ 2 MILHÕES PARA CAMPANHA DE DILMA

Robson Bonin
Veja

No segundo semestre de 2010, a inflação estava controlada, o Brasil crescia em ritmo chinês e as taxas de desemprego eram consideradas desprezíveis. A sensação de bem-estar, a propaganda oficial maciça e a popularidade do então presidente Lula criavam as condições ideais para que Dilma Rousseff passasse de mera desconhecida a favorita para vencer as eleições. Paralelamente, um grupo pequeno de políticos e servidores corruptos da Petrobras acompanhava com compreensível interesse os desdobramentos do processo eleitoral.

Foi nesse cenário que a campanha de Dilma e o maior esquema de corrupção da história do país selaram um acordo que, se confirmado, pode se transformar na primeira grande evidência de que o petrolão ajudou a financiar a campanha de Dilma Rousseff. Mais que isso. Se confirmado, estará provado que os coordenadores da campanha sabiam da existência do aparelho clandestino de desvio de dinheiro da Petrobras, se beneficiaram dele, conheciam seus protagonistas e, no poder, deixaram que tudo continuasse funcionando tranquilamente até o ano passado, quando a Polícia Federal e a Procuradoria da República no Paraná desencadearam a Operação Lava-Jato.

A lógica permite afirmar que seria impossível um esquema responsável por desviar quase 20 bilhões de reais, que envolve ministros de Estado, senadores, deputados aliados e a cúpula do PT, o partido que está no poder desde que tudo começou, existir sem o conhecimento do presidente da República. Os fatos, a cada novo depoimento, apontam na mesma direção.

DELAÇÃO PREMIADA

Condenado por corrupção e lavagem de dinheiro, o lobista Fernando Soares, o Fernando Baiano, negocia um acordo de delação premiada com a Justiça. Ele já prestou vários depoimentos. Num deles, contou ter participado pessoalmente da operação que levou 2 milhões de reais à campanha petista.

No ano passado, o ex-diretor Paulo Roberto Costa disse que o ex-ministro Antonio Palocci, então coordenador da campanha de Dilma, lhe pedira 2 milhões de reais. O dinheiro, segundo ele, foi providenciado pelo doleiro Alberto Youssef.

Ouvido, o doleiro afirmou que desconhecia a existência de qualquer repasse a Antonio Palocci. A CPI da Petrobras chegou a promover uma acareação entre os dois para tentar esclarecer a divergência. Sem sucesso. Baiano contou detalhes que não só confirmam as declarações de Paulo Roberto e de Alberto Youssef como ampliam o que parecia apenas mais uma fortuita doação ilegal de recursos. É muito mais grave.

ACORDO NO COMITÊ

O acordo para repassar o dinheiro foi fechado no comitê eleitoral em Brasília depois de uma reunião entre Fernando Baiano, Paulo Roberto Costa e o ex-ministro Antonio Palocci. De acordo com o relato de Baiano, Dilma caminhava para uma eleição certa e, até aquele momento, ainda não se sabia o que ela pensava a respeito do futuro comando da Petrobras.

Coordenador-geral da campanha, Palocci forneceu algumas pistas e fez o pedido: precisava de 2 milhões de reais. Antes de a reunião terminar, recomendou que acertassem a logística do repasse do dinheiro com “o Dr. Charles”, seu assessor no comitê. E assim foi feito. Combinou-se que, para a segurança de todos, era melhor que a propina fosse entregue num hotel de São Paulo. E assim foi feito.

CARRO BLINDADO

No dia indicado, um dos carros blindados do doleiro Youssef estacionou na garagem de um conhecido hotel de São Paulo, e uma mala cheia de reais foi desembarcada e entregue a um homem que já a aguardava.

A suposta contradição entre Youssef e Paulo Roberto sobre a entrega do dinheiro também foi esclarecida. Depois da versão apresentada por Baiano, o doleiro foi novamente ouvido. Ele não mentiu ao afirmar que nunca entregara dinheiro a Antonio Palocci.

Por uma razão: ninguém lhe informou que aquela entrega atendia a uma solicitação do ex-ministro. Youssef, que era o distribuidor de propinas aos parlamentares do PP, contou que, no dia indicado, ele de fato encheu uma mala com maços de dinheiro, amarrou outros pacotes ao próprio corpo e dirigiu-se num carro blindado para o hotel Blue Tree, na Avenida Brigadeiro Faria Lima, em São Paulo. O que era uma acusação considerada mentirosa, descabida e sem provas pelo ex-ministro Palocci ganha evidências que precisam ser esclarecidas em profundidade.

Sem acordo, greve nas universidades públicas caminha para quatro meses

Falta de recursos ameaça o funcionamento das instituições

A greve que atinge 63 universidades e institutos federais e já se arrasta há 111 dias é mais uma face da crise política e econômica enfrentada pelo governo federal. Ontem, o Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes) enviou ao Ministério da Educação (MEC) nova proposta (a terceira desde maio) para pôr fim à paralisação. Mas não há previsão de retorno às aulas.

O documento pede a abertura de concursos para 9.331 vagas, liberação de verbas para conclusão e início de obras, reajuste de 19,7% no salário inicial até 2017 e reestruturação de carreira dos professores.

Segundo Paulo
Rizzo, presidente do Andes, a tesourada no orçamento levou as universidades ao limite operacional. “Reitores das Universidades Federais da Bahia (UFBA), de Juiz de Fora (UFJF) e do Rio de Janeiro (UFRJ) me disseram ter dinheiro para pagar as contas de água e luz até o fim de setembro”, relata. “Ou (o MEC) volta atrás nos cortes, ou as universidades vão fechar”, diz.

O orçamento da Universidade Federal de Juiz de Fora sofreu corte de R$ 36,2 milhões em 2015. No entanto, segundo a direção da instituição, a redução ainda não afetou a administração do câmpus. O pró-reitor de Planejamento e Gestão da UFJF, Alexandre Zanini, garantiu que “a instituição tem recursos para fazer os pagamentos necessários e retomar as atividades tão logo as greves sejam encerradas.”

A UFRJ informou que recebeu R$ 70 milhões a menos que os
R$ 438 milhões previstos para 2015. Também não foram depositados outros R$ 70 milhões referentes ao exercício de 2014. Segundo a reitoria, a universidade “enfrentou dificuldades para honrar diversos contratos no início do ano”.

Exigências
Para a reestruturação da carreira, o Andes reivindica que os professores com dedicação exclusiva ganhem 55% a mais em relação aos docentes com carga horária de 40 horas. Os ganhos de quem leciona 20 horas também deveriam equivaler à metade dos salários dos educadores que trabalham 40 horas por semana, de acordo com a proposta do sindicato.

Além disso, o Andes pede a manutenção do abono permanência, que permite ao professor, ao atingir a idade para se aposentar, não ter descontados do salário os impostos relativos à previdência. Na última segunda-feira, quando anunciou o novo pacote de corte nos gastos públicos, o governo sinalizou a revogação da medida. “Se a medida se efetivar, teremos muitas aposentadorias imediatas”, prevê Rizzo.

Cortes na UnB
A paralisação de servidores técnico-administrativos e os cortes orçamentários também começam a atingir a Universidade de Brasília (UnB). Por conta da greve dos funcionários, as atividades da biblioteca estão paralisadas por tempo indeterminado desde agosto.

Os cortes começaram no início deste ano e afetaram os contratos terceirizados e as construções em andamento na universidade. “Estamos priorizando as obras que haviam sido iniciadas”, explicou o decano de Planejamento e Orçamento, César Tibúrcio. A expectativa da UnB era de investir R$ 60 milhões em obras, mas Tibúrcio prevê que, em 2015, apenas metade do valor seja destinado a essa finalidade.

Outra área que deve ser afetada pela falta de recursos orçamentários são os contratos terceirizados. “Estamos renegociando todos, menos os de segurança”, explica o decano. Segundo ele, a universidade está no limite do orçamento previsto em lei e conta com os repasses do governo federal para finalizar o ano. “Não podemos prever como será o restante do ano para a instituição. Estamos contando com essa verba, ou pelo menos uma parcela. Espero que não passemos por situações mais graves, como não conseguir arcar com as contas básicas”, admite.

No Hospital Universitário de Brasília (HUB), o atendimento nas áreas prioritárias não foi afetado pela greve dos servidores até o momento. Na terça-feira, os trabalhadores da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) entraram em greve por tempo indeterminado. Eles reivindicam melhores benefícios, mas os serviços do hospital não foram paralisados. Fonte Correio Brasiliense.

VÍRUS ATACA LEVY

FLÁVIO FAVECO CORRÊA

Já faz mais de três décadas que eu, depois de muita experimentação, isolei no meu laboratório jornalístico do  Diário de Notícias de Porto Alegre, um vírus que batizei em latim, é claro, como quer a comunidade científica internacional, de “delenda intellectus brasilianis”. Este vírus, poderosíssimo, ataca preferencialmente no Planalto Central e afeta os neurônios de gente que vai pra lá ocupar cargos importantes na administração federal, eleitos ou nomeados, de Presidente a Ministros, entre outros menos votados.

Cheguei a esta conclusão “científica” depois de analisar o comportamento de muitos amigos meus, brilhantes e bem intencionados, que foram levados para Brasília e que, quando lá chegaram, se transformaram completamente, revelando traços de personalidade que eu não conhecia. Eu ficava me perguntando como é possível que o fulano, um cara do bem, tenha se transformado de uma hora para outra num ser distante da realidade e dos verdadeiros interesses nacionais?

Mas era uma coisa impressionante mesmo: os caras sofriam uma mutação transcendental já no avião da Varig que os transportava do Aeroporto Salgado Filho para o Juscelino Kubitschek.

Cheguei a conclusão que só podia ser uma doença, uma contaminação pelo tal vírus, turbinado pelo poder que a tudo e a todos corrompe.

0 “delenda intellectus brasilianis”, ao que tudo indica, acaba de fazer uma nova vítima: o Ministro da Fazenda Joaquim Levy.

É quase inacreditável que este cidadão tenha se transformado tão radicalmente em tão pouco tempo.

Alçado ao poder como a nossa esperança de que colocaria as casa em ordem, nosso “Mãos de Tesoura” acabou sendo podado e, pior do que isso, acabou aderindo ao faz de conta que impera no governo Dilma, ao olha bolinha para enganar os trouxas, que somos nós.

Toda esta conversa de cortes nas despesas do governo que ele acaba de anunciar não passa de uma enganação, de uma cortina de fumaça para esconder o verdadeiro motivo: a volta das CPMF.

Fumaça de gás lacrimogênio que nos faz chorar. Chorar de vergonha de ter que constatar que o governo, agora com a conivência do Joaquim Levy, tenha tomado o caminho mais fácil: aumentar impostos. Como se o povo já não tivesse que suportar uma carga pesadíssima de “confisco” do seu rendimento para financiar a revoltante gastança de políticos sangue sugas em troca de serviços públicos cada vez mais precários.

Parece que o Ministro não se deu conta do tamanho que o seu nariz alcançou quando anunciou que a CPMF iria ser “provisória” e que iria durar “só” quatro anos. Mereceu ter sido recebido como o foi, com uma sonora gargalhada geral dos jornalistas presentes à patética encenação, que ele enfrentou com um sorrisinho amarelo e uma incômoda cara de pau.

O Ministro Levy, que é economista, deve saber muito melhor do que eu, que aumentar impostos jamais conseguiu impulsionar a economia de nenhuma nação, em nenhum momento da história. Aliás, sobre isso já se manifestava Júlio Cesar em pleno Senado Romano:  “governo honesto baixa impostos”.

Com certeza o nosso economista de plantão, hoje mais um cavaleiro de triste figura, conhece de cor e salteado a Curva de Laffer, desenvolvida pelos economistas Christina e Arthur Laffer, da Universidade da Califórnia. Ela foi presidente do Comité de Economistas de Barak Obama, um liberal, um político de esquerda. Seu brilhante estudo comprova que há um limite para a quantidade de impostos que um governo pode cobrar de seus cidadãos. Se esta carga aumenta demais o tiro sai pela culatra: o governo começa a arrecadar menos. Christina e Arthur Laffer provaram que uma taxa de impostos de 33% é o máximo que se pode chegar, e que, depois disso, o governo começa a perder receita.

Nos já pagamos mais de 36% do PIB e vamos pagar ainda mais se a CPMF e outras barbaridades propostas pelos Ministros da Fazenda e do Planejamento passarem no Congresso.

Será que isso vai nos levar à retomada do crescimento?

Christina e Arthur Laffer também nos alertam que quando a carga tributária é desmedida os cidadãos perdem a vontade de trabalhar. Porque trabalhar se o governo vai ficar com quase todo o produto do meu trabalho?

Como eu quero continuar trabalhando, não quero mais impostos.

Não quero que o produto do meu esforço continue financiando a lambança criada pelo PT, à qual, infelizmente, suspeito que o Mão de Tesoura tenha aderido.

Nem que vaca tussa, como diria nossa PresidAnta.

 

Faveco Corrêa é jornalista e presidente da Brandmotion Consultoria, Seu blog: www.faveco.com .br

A ROTA DOS DESESPERADOS

SILVIA CAETANO

Lisboa – A Europa vive momento decisivo. Se perder a batalha para oferecer solução conjunta de solidariedade aos refugiados, sua razão de ser será atingida. Até agora, seus líderes não conseguiram entender-se sobre o acolhimento das pessoas que fogem das guerras no Oriente Médio. Adiaram para a próxima semana a discussão sobre as quotas de migrantes que cada país membro  deve receber, como se tratasse de uma planilha de Excel de uma multinacional e não de seres humanos. Não há sinal à vista de conciliação. A Hungria fechou suas fronteiras com a  Sérvia e, desde quarta-feira  passada, a rota dos desesperados passou a ser através da Croácia.

Calcula-se que desde janeiro terão atravessado o Mediterrâneo 380 mil pessoas, das quais três mil morreram ou desapareceram. Setenta fugitivos foram encontrados asfixiados em um caminhão,  na Áustria, em estado de decomposição. A imagem dilacerante do menino de três anos, Aylan Kurdi, afogado numa praia turca, emocionou pessoas em todo o mundo. As cenas de refugiados, em pequenas embarcações ou a pé, carregando crianças nos ombros e puxando velhos pelas mãos, tentando atravessar as barreiras de arame farpado, enchem nossos olhos de espanto e lágrimas.

Nada disso, contudo, tem sensibilizado alguns dirigentes europeus perante a tragédia, que não é apenas da Europa,  mas de todo o mundo. É o maior êxodo desde a Segunda Guerra .Parece quase impossível juntar o lado perverso da Europa com o que ela tem revelado de melhor. De um lado, a  República Checa a pintar números de identificação nos braços dos que fogem, e a Hungria com suas barreiras, polícia e cães impedindo sua entrada. Ambos os países parecem ter esquecido a acolhida que seus cidadãos receberam  quando fugiram da invasão russa.

Comportamento  que contrasta com milhares de alemães recepcionando refugiados em Munique. Também na Grécia, cujos problemas econômicos são gigantescos, recebem ajuda humanitária. Os austríacos têm sido incansáveis no apoio aos que chegam de Budapeste, e na França, Itália e Portugal as pessoas  e entidades da sociedade civil mobilizam-se para receber os que deixaram seus países em busca de uma vida melhor.

É evidente que a Europa não estava preparada para receber esse grande contingente de desalojados, mas é vergonhoso o jogo de empurra-empurra entre seus estados membros. Não há tempo a perder. São seres humanos desesperados em busca de asilo, segurança e conforto. Chegam a ser patéticas as articulações do presidente da Comissão Européia, Jean-Claude Junker, visto como um dos carrascos da Grécia, tentando negociar quotas de acolhimento. Enquanto o Primeiro-Ministro da Eslováquia, Robert Fico, indaga quem iniciou os conflitos na Líbia e no Norte da África, e o presidente da República Checa, Milos Zeman, manda os fugitivos embora.

Para a emergência da situação, pouco importa, neste momento, discutir o que provocou a crise migratória para a Europa, e sim resolvê-la.

Essas pessoas fogem à miséria, à fome, ao despotismo das guerras que incendeiam seus países. De nada vale apontar a invasão do Iraque como sua origem, embora a intervenção militar já seja defendida por muitos líderes euopeus como a única solução para eliminar os focos do conflito.

É urgente a Europa resolver o problema, tornando racional o fluxo migratório e garantindo que o acolhimento não se torne caótico para nenhum dos países disponíveis para prestar a ajuda. A Anistia Internacional já apresentou uma agenda para sua proteção, onde detalha os problemas e aponta ações urgentes para equacioná-los. Mas até agora a Europa se debate com seus fantasmas e não avançou com nenhuma delas. Perdida esta batalha,perdidas estarão as ilusões de uma Europa coesa, solidária e socialmente justa.