Governador irá prestigiar ação da Grande Loja em Belágua

O Maranhão tem perdido milhares de turistas pela falta dos trechos que ligam Barreirinhas a Paulino Neves e Urbano Santos a Barreirinhas. 

Além da preocupação puramente turística, ressalta-se também a questão sócio-econômica posto que este  último trecho citado, está diretamente ligado a uma das cidade das mais pobres do Brasil: Belágua, que está bem próxima a Urbano Santos (12 km)… Portanto é indiscutível que o Maranhão precisa, de forma concomitante, dessas duas estradas, para assim criar a sinergia necessária para o desenvolvimento destas regiões portadoras dos mais baixos indicadores do Estado.


Essas estradas são o acesso necessário aos Lençóis, tanto para quem vem do Nordeste no caso do trecho Paulino – Barreirinhas como para quem vem do Sul/Sudeste/Centro-oeste no caso do trecho Urbano Santos – Barreirinhas, lembrando que aqui temos o adicional de que impactaria Belágua, cidade inserida como prioritária para ações de desenvolvimento, de acordo com o programa “Mais IDH” do Governo do Estado.

LULA TAMBÉM ACHA QUE DILMA É A MAIOR ADVERSÁRIA DE SI MESMA

Pedro do Coutto

O ex-presidente Lula – reportagem de Natuza Nery, Marina Dias e Valdo Cruz, Folha de São Paulo, edição de 18 – chegou a Brasília na quinta-feira e, à noite, depois de um diálogo com a presidente Dilma Rousseff, decidiu ir às ruas pedir o apoio popular ao projeto de reforma que ela encaminhou ao Congresso. A matéria acentua que o antecessor passou a considerar imprescindível um esforço para mantê-la no poder.

Chegou à conclusão – digo eu – de que finalmente descobriu (e revelou indiretamente) que Dilma Rousseff é a maior adversária política de si mesma. Afinal de contas ela sucedeu a si própria no Palácio do Planalto. Se a situação econômica tornou-se crítica, assinala ser uma consequência do primeiro ciclo de seu governo. Lula sabe muito bem que a aprovação do impeachment é extremamente difícil, porém a apresentação de tal projeto é fácil. Aliás, como aconteceu na tarde também de quinta-feira, quando Eduardo Cunha recebeu um pedido de impedimento. Neste momento, a repercussão política pesa muito contra o governo.

Torna-se um fator a mais de desequilíbrio e, como escreveram Natuza, Marina e Valdo, pode influir no temor de que ela perca as condições de governar. Afirmei há pouco que Rousseff é a maior adversária de Dilma. Claro. Quem é responsável por ter assumido compromisso na campanha eleitoral, dizendo uma coisa e fazendo outra no governo, negando-se aos olhos de todos os eleitores? Ela própria. Quem, outro exemplo, represou os preços dos combustíveis e da energia, para liberá-los no alvorecer de seu segundo mandato? Quem escalou o ministério, dividindo-o em 39 pastas? Algo impossível de administrar e articular, inclusive por falta de tempo? Quem se propõe, agora, a congelar o reajuste salarial dos funcionários públicos? Quem, depois de dizer não gostar da CPMF, a apresentou ao Legislativo sob a forma de emenda constitucional?

RECUOS E MAIS RECUOS

Outras contradições, recuos e mais recuos, poderiam ser colocados como exemplos, mas este conjunto de indecisões já creio suficiente. O isolamento no governo é o reflexo. E o isolamento é fatal em política, sobretudo quando a rejeição é muito alta por parte da sociedade, como têm revelado as pesquisas do Datafolha e do Ibope.

Sentindo isso, Lula resolveu atuar junto a Dilma Rousseff, não para aprovar a CPMF, que sabe muito bem ser impossível. Mas para livrá-la do isolamento em que se encontra, aprisionada por uma equipe palaciana que vive se iludindo e, com isso, iludindo-a também. A equipe do Planalto a conduziu a uma série de atuações defensivas. Todos os dias, por exemplo, ela argumenta com a tese da legitimidade democrática de seu mandato. Não diz outra coisa. Não tenta efetivamente romper o isolamento. Não parte concretamente para uma reforma ministerial, não reconhecendo, portanto, que o atual é um fracasso.

Lula vai ajudá-la. Não creio no êxito do esforço, pois como o futebol o governo é um conjunto e os jogos se ganham no campo, não na teoria. De teoria a população está cheia. Até porque na teoria se resolve tudo. O desafio está na prática. Porém essa questão não interessa a Lula. Ele precisa se mostrar solidário. Até porque, ao contrário do que alguns do PT supõem, ele não tem outro caminho.

Ele pensa em 2018, claro. Mas tem certeza de que três anos fora do poder são uma eternidade. A força política desaparece como nuvem. E não tem cabimento torcer para time errado. É o que Dilma está fazendo.

The walking dead

 Coluna Carlos Brickmann
A tropa de funcionários sem concurso continua lá, como se tudo estivesse normal. Aloízio Mercadante faz cara de bravo e ocupa o espaço ao lado do rosto e acima do ombro de Dilma, como se as fotos ainda valessem a pena. Sibá Machado e José Guimarães – aquele cujo assessor andava com dólares na cueca – ainda discursam, como se alguma vez tivessem sido importantes. E todos correram para buscar socorro com o Pai de Todos, o Número 1, o Boa Idéia, O Cara, como se Lula ainda pudesse salvar seus empregos e mordomias. No momento em que pediram socorro ao Pai dos Postes, anunciaram que o Governo acabou.

Se a Benemerenta que distribui nomeações e benesses e manda no Diário Oficial não consegue sustentar-se no poder, nem distribuindo dezenas de Ministérios, não tem como ostentar o majestoso título de Denta. Denta virou cargo honorífico. Como diria um filho cujo pai o chamou de Ronaldinho dos Negócios, game over. Como nos desenhos animados em que o personagem anda na prancha e só despenca no abismo ao perceber que a prancha acabou, falta apenas cair.

E táticas que já deram certo dificilmente funcionarão agora. Lula, estrela máxima do petismo, já se queixou de que não pode sequer ir a um restaurante. Não pode tomar um voo comercial nem, por outro motivo, os bons jatos dos empresários. Sujeita-se a um jatinho pequeno, apertado. Aliados o abandonam; amigos antigos, como José Dirceu, ele os abandonou. E, se nem aos tradicionais restaurantes do tempo de metalúrgico pode ir, que prestígio lhe resta para dar a Dilma?

O jatinho pequetitinho

Como Lula viaja, hoje? Já se sabe: num jatinho Cessna 525, prefixo PR-BIR, de uma empresa do ex-ministro Walfrido Mares Guia. O dono do jato que serve a Lula é filiado ao PTB e foi vice do governador tucano Eduardo Azeredo, em Minas. O PT o acusou de articular o Mensalão Mineiro, esquema de corrupção eleitoral que seria seguido pelo Mensalão propriamente dito, e de ser protegido pela Justiça pela ligação com tucanos.

Com a eleição de Lula, Mares Guia foi seu ministro do Turismo e das Relações Institucionais. Saiu em 2007, acossado pela Justiça (as acusações prescreveram só em 2014). Mas, pelo jeito, continuou amigo de Lula, daqueles de guardar debaixo de sete chaves (e um brevê de piloto).

Julgando a chapa

Os locutores de futebol diriam: que fase! Bem no meio da crise, a ministra Luciana Lóssio, do Tribunal Superior Eleitoral, liberou para julgamento um dos processos em que o PSDB pede a cassação do registro da chapa Dilma-Temer. A questão entra em pauta nesta terça, 22. Até agora, votaram pela aceitação do processo (atenção: não é julgamento. É apenas o ato de recebê-lo para que seja julgado em outra ocasião) quatro ministros: João Otávio Noronha, Luiz Fux, Gilmar Mendes e Henrique Neves. Votou contra a ministra Maria Thereza de Assis Moura. Faltam os votos de Luciana Lóssio e de Dias Toffoli, presidente do Tribunal.

Mas, apesar da maioria, a questão não está decidida: enquanto a votação não se completar, cada ministro tem a prerrogativa de alterar seu voto.

Sacudindo o Governo

O Fórum das Entidades Nacionais dos Servidores Públicos Federais anunciou greve geral para quarta-feira, como protesto contra o adiamento de janeiro para agosto do reajuste do funcionalismo. Decretar greve é uma coisa, realizá-la é outra: se der certo, será a primeira a ocorrer no país. No mesmo dia, deve haver manifestações do MST e MTST, grupos que sempre estiveram ao lado do PT.

A coisa é confusa, a favor de Dilma, contra Levy, mas enfraquece o Governo.

A conta do pacote

Por que a revolta do funcionalismo? Porque, no corte de despesas previsto no plano do Governo, 40% se dirige ao bolso dos funcionários públicos.

E não é só o Governo

Um assíduo leitor desta coluna recebeu carta de seu seguro-saúde, ligado a um dos maiores grupos empresariais do país. Informa a carta que o plano, conforme autorizou a ANS, Agência Nacional de Saúde, está subindo 13,31% – mais que o dobro da taxa de inflação no período, medida pelo Índice Geral de Preços.

O leitor pegou então sua apólice de 1988 e atualizou o preço para o valor de hoje da moeda. O pagamento, corrigido pela inflação, seria de R$ 943,72. Mas o custo mensal do plano é agora de R$ 2.406,00, pouco menos que o triplo da tabela original, corrigida pela inflação oficial.

Em resumo, o Governo é o leão que se alimenta de nosso dinheiro; e que libera as hienas para que comam o resto.

Excelentíssimas excelências

A República já tem mais de um século, mas velhos hábitos se mantêm. A mania de se diferenciar da rude plebe, por exemplo: até reitores, que deveriam perceber o ridículo, fazem-se chamar de “Vossa Magnificência”. Parlamentares, por menos excelentes que sejam, exigem o tratamento de “Vossa Excelência”. Juiz, por ser juiz, passa a se distinguir pelo mérito e vira “meritíssimo”. Agora, delegados da Polícia Federal querem ser chamados de Vossa Excelência, e alguns, quando o tratamento não é usado, movem processos disciplinares contra os subordinados.

Os agentes da PF entraram na Justiça para contestar a determinação.

Lula se encontra com Cunha para tentar retardar embate do impeachment

Não, senhores! Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente-em-chefe, não se contentou em se reunir com ministros petistas menos Mercadante, com o próprio Mercadante e com Dilma. Também não basta anunciar que vai sair país afora defendendo as medidas do governo. Ele foi mais fundo.

Como consequência do golpe de Estado que acabou de dar, assumindo a cadeira de Dilma, levou mais longe a interlocução. Encontrou-se pessoalmente com Eduardo Cunha (PMDB-RJ), presidente da Câmara e adversário declarado do governo.

Huuummm… Sejamos precisos: o poderoso chefão petista sempre foi favorável a um entendimento com o parlamentar. Dilma é que resistia. Lula, p0r exemplo, era contra o PT lançar um candidato à Presidência da Câmara. Defendia um acordo com o agora principal desafeto do Planalto, mas sabem como é… A governanta decidiu fazer as coisas a seu modo, com o resultado conhecido.

Mas o que quer Lula com Cunha? Duas coisas. Sim, sim, ele pretende que o deputado ajude a obstar as tais medidas que são tidas como pauta-bomba. Mas isso, agora, é o de menos. O antecessor de Dilma quer que Cunha retarde ao máximo a tramitação da denúncia contra a presidente, formulada por Hélio Bicudo, Miguel Reale Jr. e Janaína Paschoal

E como é que se faz isso? Há apenas uma maneira: que o documento fique dormindo na gaveta de Cunha, sem ser pautado.  A coisa só começa a correr se o deputado disser “sim” ou “não”.

Se disser “sim”, o que talvez não faça para não caracterizar algo de pessoal, a comissão especial terá de ser instalada; se disser “não”, um deputado de oposição vai recorrer, e basta maioria simples para que se forme a dita-cuja.

Sim, leitores! É evidente que é o fim da picada um ex-presidente se encontrar com um presidente da Câmara para tratar de um assunto que, inequivocamente, diz respeito ao governo, especialmente quando a figura em questão foi transformada numa espécie de inimigo público número um da petezada. Aliás, ele se oferece para fazer uma interlocução que o próprio partido não está fazendo. Nas concentrações públicas marcadas pela legenda, Cunha é sempre um dos alvos principais.

Acho pouco provável — vamos ver — que o presidente da Câmara ceda aos apelos de Lula para ficar enrolando. Parte considerável do eleitorado de Cunha o quer distante do governo, fazendo o que estiver de acordo com as leis e com o regimento para a mandatária deixe a cadeira da Presidência. Cunha sabe que parte da força considerável que ainda tem existe apesar do PT.

Por Reinaldo Azevedo

RENÚNCIA DE DILMA ROUSSEFF JÁ É ADMITIDA DENTRO DO PT

José Carlos Werneck

Uma possível renúncia da presidente Dilma Rousseff já não é mais descartada dentro do PT. Segundo a coluna de sábado da jornalista Monica Bérgamo, na Folha de S. Paulo, dirigentes históricos e ligados ao ex-presidente Lula acreditam que ela pode ser levada a ter essa atitude em caso de total ingovernabilidade.

Isto poderia acontecer, por exemplo, na esperada fragorosa derrota do agora remendado pacote fiscal enviado ao Congresso Nacional.

A colunista lembra, ainda, que o Supremo Tribunal Federal pode até mesmo barrar um processo de impeachment, mas os dirigentes petistas estão bem convencidos de que a situação da presidente poderia ficar insustentável. Neste caso, Dilma teria de sair de cena para evitar uma conflagração no País.

DILMA NÃO ACEITA

A presidente, no entanto, vem afirmando que não renunciará ao mandato em hipótese alguma. O Partido dos Trabalhadores ainda se agarra desesperadamente na esperança de que a presidente tem três semanas para reverter a situação e se tornar a única alternativa de Poder até 2018.

Isto poderia acontecer na hipótese de Fernando Baiano, com seus depoimentos, arrastar para o precipício os principais líderes do PMDB, do vice-presidente Michel Temer. Nesse caso, a possibilidade de Temer assumir no lugar de Dilma estaria irremediavelmente afastada.

A CAVALARIA CHEGARÁ A TEMPO?

CARLOS CHAGAS

Não dá para entender a conclusão atribuída a lideranças mais antigas do PT,sobre dever a presidente Dilma renunciar caso o pacote fiscal venha a ser rejeitado pelo Congresso.  Primeiro porque faz parte do jogo democrático um governo  ter suas propostas vencidas ou perdidas no Legislativo. Depois porque o tal pacote é tão ruim que  cheira mal, isto é, desde que anunciado vem sendo rejeitado por deputados e senadores,independente dos partidos.  Acresce só existir uma hipótese para a renúncia de Madame: a iminência da decretação  de seu   impeachment  depois de condenada pela Câmara dos Deputados e na véspera de ser iniciado seu julgamento pelo Senado. Foi o que aconteceu com Fernando Collor. Saltar de banda antes da hora a presidente jamais fará, tanto por seu temperamento soberbo e   orgulhoso  quanto pela falta de certeza de sua defenestração futura.

Numa palavra, é preciso pesquisar os motivos de porque parte dos companheiros se  antecipam e já sugerem, mesmo protegidos pelo anonimato, a retirada daquela que deveria liderá-los.  Sem falar no rombo que uma renúncia causaria à candidatura do  Lula, última esperança bem nascida da salvação do trono.

Erros sobre erros  tem  sido cometidos pela cúpula  do PT, talvez o primeiro deles  a aceitação de Dilma como candidata tirada do bolso do colete do Lula.  Depois, a insistência dela candidatar-se à reeleição, quando poderia ter-se retirado com certa honra e alguma  glória,  uma vez terminado o primeiro mandato. Bem que sua empáfia poderia ter cedido à natureza das coisas, que seria o retorno do  antecessor nas eleições de 2014. Agora, desmancha-se o castelo de cartas, com a colaboração de muita gente  que se declarava dilmista desde criancinha, até rejeitando o primeiro-companheiro.

Há quem ainda acredite que o PT poderá salvar-se do incêndio caso  receba do PMDB o apoio necessário,  não para  evitar a rejeição do pacote, mas, ao menos, para barrar o  impeachment. Não será através dos apelos dramáticos do Lula ao presidente da Câmara, Eduardo Cunha, aquele que guarda ressentimentos na geladeira. Mesmo assim, a cavalaria dos senadores   de Renan Calheiros poderá vir em socorro da sitiada e débil caravana que um dia imaginou chegar   à conquista do Oeste.

Em suma as próximas semanas serão  cruciais, menos para a sorte de Madame, mais pela possibilidade de o país mergulhar com ela nas profundezas da crise econômica.

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