É preciso salvar as jóias da coroa

Blog Ricardo Noblat.

As crises sempre exigem intervenções dolorosas e muita compreensão. A prudência deve nortear nossas ações, para que não nos arrependamos no futuro.

Por pensar dessa forma, confesso que fiquei bastante assustado com o encaminhamento da proposta do Ministério da Fazenda de cortar parte apreciável dos recursos do “Sistema S”, inviabilizando muitos de seus projetos, que considero decisivos para o crescimento sustentável do país.

 

A educação profissional e tecnológica e a inovação são parâmetros que determinam o êxito das empresas na sua constante busca pela competitividade.

Mais de 95% dos nossos empreendimentos nacionais são micro e pequenas empresas, que dependem do apoio de organizações como o SEBRAE e as Federações das Indústrias.

Micro e pequenas empresas são responsáveis por mais da metade dos postos de trabalho hoje oferecidos no país e por cerca de 40% da massa salarial.

No final dos anos 90, a taxa de sobrevivência dessas empresas em até dois anos de existência era inferior a 35%. Hoje ultrapassa os 75%, graças ao apoio decisivo do sistema S, por meio da orientação, da consultoria e do apoio à inovação e agregação de valor aos produtos. Elas são a garantia da geração de emprego e renda e, consequentemente, protagonistas do crescimento.

Aqui no Rio de Janeiro, por exemplo, os arranjos produtivos de moda íntima e moda praia e de rochas ornamentais foram iniciativas da FIRJAN e do SEBRAE/RJ. Os escritórios regionais dessas duas grandes organizações orientam os empresários, oferecem alternativas para o crescimento de suas empresas, apóiam as prefeituras na elaboração de planos de desenvolvimento, contribuem para melhoria da competitividade e ainda abrem as portas para novas oportunidades de negócios, tanto no plano nacional, como no internacional.

Em 2014 o SENAI alcançou a marca de 3,7 milhões de matrículas em cursos de formação profissional, nas mais diversas modalidades, utilizando-se de suas instalações, de unidades móveis e remotas, ou ainda de cursos a distância. Todos eles poderão ser reduzidos em 40% em função dos cortes.

Por outro lado, o nosso ensino ainda se situa bem abaixo dos níveis de qualidade recomendados pelas avaliações internacionais. A consequência prática do desempenho medíocre observado é o baixo rendimento dos egressos do ensino médio quando chegam aos seus empregos. Por isso, o SESI, criou um sistema de ensino que vem incrementando a qualidade do ensino em nosso país. Assim, a Firjan lançou em 2012 o Programa SESI-FIRJAN Matemática, que visa a melhoria do ensino dessa disciplina entre os estudantes do ensino médio do Estado.

No momento em que se tem como certa a redução do PRONATEC, o SENAI e as outras organizações do sistema S tornam-se preciosidades para o desenvolvimento do setor produtivo, sem o qual não haverá crescimento econômico e da indústria e melhoria do padrão de vida da população, que são os paradigmas perseguidos pela nossa sociedade.

Alem disso, com o foco na tecnologia, e visando ampliar a capacidade de inovação das indústrias, a CNI criou 26 institutos de inovação e 61 de tecnologia em todo o país, em áreas onde a carência é significativa.

Um dos mais importantes valores de uma nação está na indústria. Sem ela, o país não sobreviverá na sociedade do conhecimento.. Ela, para mim, representa a jóia da coroa que não pode ser perdida.

Alunos SENAI (Foto: Arquivo Google)Alunos SENAI (Foto: Arquivo Google)

PMDB ACHA QUE DILMA JÁ NÃO TEM COMO SE RECUPERAR

Natuza Nery
Folha

As dificuldades encontradas por Dilma Rousseff para equilibrar o Orçamento do próximo ano ampliaram o distanciamento entre ela e o PMDB, e o partido, que assumirá o poder se a presidente deixar o cargo antes da conclusão do seu mandato, já faz cálculos para tentar prever o melhor momento de abandonar o governo e aderir ao movimento pelo impeachment.

Há consenso na cúpula peemedebista sobre a fragilidade de Dilma e o melhor caminho para lidar com ela. Nas palavras de um líder do partido ouvido pela Folha na semana passada, o PMDB não deve “enforcar o governo”, mas “deixará a corda solta para que este mesmo o faça”.

Os peemedebistas acham que a deterioração do cenário econômico nos próximos meses aumentará a insatisfação da população com o desempenho da presidente e não veem possibilidade de reação que tire Dilma das cordas. Segundo o Datafolha, a presidente tinha apenas 8% de aprovação em agosto.

DOIS EVENTOS

Na avaliação da cúpula do PMDB, dois eventos próximos serão cruciais para a evolução da crise: a esperada reprovação das contas do governo Dilma pelo TCU (Tribunal de Contas da União), na primeira semana de outubro, e o congresso marcado pelo PMDB para 15 de novembro, quando o partido pode oficializar o rompimento com o Palácio do Planalto.

Entre uma data e outra, Dilma seguirá seu calvário. Na próxima semana, ela deverá enfrentar um primeiro teste de fogo na votação dos vetos que impôs a três projetos aprovados pelo Congresso que aumentam as despesas do governo, ameaçando o equilíbrio fiscal.

Mais do que um risco financeiro imediato, uma derrota nessas votações reforçaria as dúvidas sobre a capacidade que a presidente ainda tem de governar.

IMPEACHMENT

Outra prova difícil surgirá provavelmente no fim de setembro. Eduardo Cunha indicou a aliados que poderá abrir, a partir do dia 29 de setembro, a discussão sobre o recurso que a oposição quer usar para deflagrar o impeachment de Dilma.

Esta semana, ele definirá o rito que seguirá para a votação do recurso, cujo objetivo é autorizar a criação de uma comissão especial para analisar um dos pedidos de impeachment apresentados contra Dilma, liderado pelo advogado Hélio Bicudo, fundador do PT que rompeu com o partido há alguns anos.

Caberá a essa comissão analisar o pedido e submeter seu parecer ao plenário da Câmara, onde serão necessários os votos de 342 dos 513 deputados para autorizar a abertura do processo de impeachment, que levaria ao afastamento de Dilma do cargo e a seu julgamento no Senado Federal.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – É mais provável que Cunha se finja de governistas, atenda a Lula e rejeite o pedido de Bicudo. Se isso acontecer, a oposição então recorrerá ao plenário, onde é mais fácil abrir o processo de impeachment, pois só depende de 257 votos (metade mais um). Se Lula fosse mais inteligente, pediria que Cunha aceitasse o pedido, o que dificultaria a aprovação do impeachment

“PREFEITO NÃO SE NOMEIA, PREFEITO É ELEITO PELO POVO”,

 Rebate o Deputado Max Barros Sobre a Disputa Judicial Pela Prefeitura de Prefeito de Buriti(MA)

*Com informação da Agência Assembleia
O deputado Max Barros (PMDB) rebateu, na sessão dessa segunda-feira (21), que o prefeito de Buriti, Rafael Mesquita Brasil, permanece em pleno exercício do cargo, enquanto aguarda o julgamento dos recursos em relação à decisão do TRE. Ele respondeu ao discurso do deputado Fábio Macedo (PDT) que, antes, na tribuna, havia pedido a nomeação de um novo prefeito para a cidade. (CLIQUE E RELEMBRE)
Max disse que “prefeito não se nomeia, prefeito é eleito pelo povo” e condenou as tentavas de cassação de mandatos de alguns prefeitos. “O que ocorre em Buriti, e em outros municípios maranhenses, é que sempre está se apelando para o segundo turno. O candidato que perde eleição no voto procura os tribunais para acusar um determinado fato, que geralmente não ocorreu, para tentar ganhar a eleição, não pela vontade do povo, mas através dos tribunais. O TRE tem julgado os casos com correção, mas como são muitos processos, eles terminam se arrastando, porém a Justiça Eleitoral tem cumprido o seu papel”, afirmou.
O deputado do PMDB esclareceu que o caso do prefeito de Buriti foi votado no TRE, mas houve recurso, que ainda não foi apreciado. De acordo com Max Barros, enquanto não for apreciado, o prefeito de fato e de direito é que está gerindo o município. O deputado aconselhou que “aqueles que não estão satisfeitos com a administração do prefeito, que é democrático, esperem que em 2016 vai ter eleição e essa apreciação, se a administração do prefeito está sendo boa ou ruim, cabe ao povo decidir; não se elege prefeito com caneta, se elege prefeito é através da população e através do voto”.

Sucuri gigante é encontrada no rio Una em Morros

11215769_1704093836494362_1376367326341520738_nPor Jefferson Calvet

Uma imagem que circula nas redes sociais desde o último final de semana, dá conta de que uma cobra Sucuri, de cerca de 6 metros de comprimento, fora capturada por banhistas no rio Una, no município de Morros, região do Munim.
As imagens foram tiradas pelos próprios moradores, que fizeram questão de mostrar a gigante Sucuri.
De fato, as águas turvas do rio Una são o melhor habitat para esse tipo de cobra. No entanto, nunca uma sucuri deste poste havia sido avistada na região antes.

TEMPESTADE SOBRE BRASÍLIA

CARLOS CHAGAS

Poderá criar mais problemas do que resolvê-los, a extinção de dez ministérios anunciada para amanhã pelo palácio do Planalto. Porque se ao inaugurar seu segundo mandato, a presidente Dilma tivesse passado a faca nas próprias estruturas, o mundo político aceitaria sem fazer cara feia. Afinal, Madame vinha de uma vitória indiscutível nas urnas, aceitando-se que um novo período de governo comporta todo tipo de mudanças.

Cobrada pela mídia e pelos partidos, além do empresariado, a redução do número de ministérios mereceu um dar de ombros e comentários de desprezo. Até mesmo a defesa de sua ampliação. Dilma não fez caso daquela crítica, como, aliás, também de muitas outras. Só que a crise chegou, estendendo-se da economia à política. Cada iniciativa presidencial chegava atrasada e produzia efeitos negativos, da nomeação de Joaquim Levy para ministro da Fazenda à escolha e posterior demissão de Michel Temer como articulador político. Sem falar no primeiro ajuste fiscal, suprimindo direitos trabalhistas, como agora o segundo, propondo a volta da CPMF, reprovada ontem e hoje readmitida para nova reprovação.

No meio desse bate-cabeça que assola o governo desde outubro do ano passado, surge agora a reforma ministerial. Ninguém quer perder nada, nem o PMDB, com seis ministros, quanto mais o PT, com doze, e os penduricalhos de uma só pasta. Aferram-se ao poder e suas benesses e ameaçam com o rompimento e a derrota de outras iniciativas açodadas de Dilma, como o veto a projetos de lei amplamente aprovados por deputados e senadores.

Pode ser que nada seja anunciado amanhã, através de manobras protelatórias tão a gosto da presidente. Mas a espada continuará próxima de seu pescoço, pois anunciou a redução. Fugir dela será pior.

Michel Temer representa o partido e o governo, mas logo precisará optar. Parte das bancadas do PMDB prega o desligamento do bloco oficial, evidenciando votar contra os interesses de Dilma. Mesmo no PT, ela vem sendo combatida e censurada. Já liberou notícias sobre mudanças no grupo palaciano, com Aloísio Mercadante ficando na Casa Civil mas diminuído, Ricardo Berzoini prestigiado e Miguel Rosseto escanteado. O Lula muda como biruta de aeroporto, ora contra, ora a favor do ajuste fiscal, mas cada vez mais afastado da sucessora.

Caso nas próximas horas o Congresso inicie a apreciação dos vetos, mais tempestades serão formadas no céu de Brasília, em especial se o Tribunal de Contas da União decidir rejeitar as contas de 2014. Ou o Tribunal Superior Eleitoral considerar que dinheiro podre irrigou a campanha da reeleição.

O ROUBO E O GOLPE

Nos anos Cinquenta, do que mais se falava era na perspectiva do golpe. Despontava Carlos Lacerda, porta-voz do adiamento das eleições presidenciais e da formação de uma junta militar. Eleito deputado federal pelo Rio, ganhou as manchetes com a formação da Frente Nacional Contra o Roubo e o Golpe. Num programa de televisão onde respondia a perguntas de populares, ouviu a indagação de um jovem: “o senhor agora está pregando o golpe. Quando começará a pregar o roubo?” Desfez-se a Frente Nacional…

Hoje o roubo tornou-se indiscutível, a partir de mensalões e petrolões. Pois não é que Dilma iniciou campanha contra o golpe?