Após depor, ‘prefeita ostentação’ deve ir para Corpo de Bombeiros, diz Justiça

 

Justiça Federal do Maranhão determinou que ex-prefeita de Bom Jardim (MA), Lidiane Rocha (ex-PP) vá para quartel, após falar à PF, até a próxima segunda-feira

A prefeita de Bom Jardim, Lidiane Rocha
A ex-prefeita de Bom Jardim, Lidiane Rocha(VEJA.com/Reprodução)

A Justiça Federal do Maranhão proferiu uma decisão controversa sobre caso que envolve a ex-prefeita de Bom Jardim, Lidiane Rocha (ex-PP), que ganhou o título de ‘prefeita ostentação’, por compartilhar suas vida luxuosa nas redes sociais. Apesar de negar o pedido de liberdade provisória, por ora, determinou que Lidiane deverá ser levada ao quartel do Corpo de Bombeiros da capital, São Luís, após prestar depoimento, na Polícia Federal, até a próxima segunda-feira. A informação consta em documento obtido por VEJA. Contra a ex-prefeita pesa um mandado de prisão preventiva.

Nos bastidores, investigadores especulam que a decisão seria, na prática, uma manobra para acabar liberando a ex-prefeita de ser presa, após ela, que está foragida desde 20 de agosto, se entregar. Isso porque a Justiça diz que analisará, novamente, o pedido de liberdade temporária feita pela ex-prefeita, após o fim desse processo.

Na última semana, a PF entregou à Justiça o relatório final de indiciamento de Lidiane, que terá de responder pelos crimes de peculato, associação criminosa e fraude em licitação. De acordo com o documento, a ex-prefeita, seu ex-namorado e ex-secretário de Articulação Política, Beto Rocha, e o ex-secretário de Agricultura Antonio Gomes da Silva sacaram 300 000 reais sobre contratos de merenda escolar. A estimativa da PF é de que a fraude à licitação, neste caso, tenha chegado a 1 milhão de reais.

A justificativa para a negação do pedido de liberdade é a de que Lidiane não comprovou que não tem relação com a série de suspeitas. Além disso, cita que ela permanece em local incerto, à revelia da lei. O alívio à prisão teria um motivo: “Por outro lado, a requerente demonstra interesse em se apresentar perante à Justiça e prestar os esclarecimentos necessários à elucidação dos fatos”, justifica no documento o juiz José Magno Linhares Moraes.

Vaidosa, Lidiane Rocha, de 25 anos, exibia nas redes sociais imagens de uma vida de alto padrão. Ela governava uma cidade de 40 000 habitantes à beira da miséria, com um dos menores IDHs do Brasil. Carros de luxo, festas e preocupação extrema com a beleza marcam o dia a dia da moça que candidatou-se pela coligação A esperança do povo.

Lidiane teve o mandato cassado pela Câmara de Vereadores de Bom Jesus em 5 de setembro. Ela consta também na lista de pessoas que não podem deixar o país – o Sistema Nacional de Procurados e Impedidos (Sinpi), da Polícia Federal

BOMBA! VEREADOR DE BURITI É PRESO POR PORTE ILEGAL DE ARMA

O vereador Francisco das Chagas Santos Martins (PSDB), conhecido por Rosin, foi preso na madrugada de hoje (26), por volta de 1h, por porte ilegal de arma de fogo.De acordo com as informações colhidas pelo CORREIO BURITIENSE, o vereador estava dormindo na descida da ladeira do Tubi, com o carro com o motor ligado e alguém teria desconfiado da situação e acionado a polícia, que ao chegar no local revistou o veículo e encontrou um revólver 38 sem procedência.Questionado sobre a documentação referente à arma, ele disse não ter o porte legal. Ele foi preso em flagrante e permanece na Depol de Buriti, fora da cela, aguardando decisão judicial para poder responder em liberdade.

Grande riqueza encontrada em Urbano Santos Belagua e região

MIRIM (Humìria balsamifera)

Belágua – o menor IDH (índice de desenvolvimento humano) do Pais riqueza em MIRIM (Humiria balsamifera) para a produção de mel de forma sustentável ecologicamente correta e economicamente viável socialmente justa pra (famílias).

Geração de renda e elevação do IDH (índice de desenvolvimento humano) sem necessidade da formalização de empregos Governamentais
O mel do mirim foi campeão Nacional no penúltimo CONBRAP (Congresso Brasileiro de Apicultura) em Gramado-RS

Dificuldades na produção do MIRIM: (Humiria balsamifera) Infraestrutura de estradas vicinais(piçarra)
* Falta de unidade de extração do mel
* Falta de capacitação de apicultores que já esta iniciando
– Capacitação pelo SENAR – outubro
– Levantamento da potencialidade apícola Regional (sebrae- Chapadinha)
* Período de floração do mirim e da produção do mel no município de Belágua de junho a agosto.
* Período de floração de mirim e da produção do mel em Morros e região é de agosto a novembro.
* Período de floração do eucalipto e de produção de mel em Urbano Santos Setembro a novembro.
Empresas parceiras MARGUSA E REFLORESTAMENTO MA

Empresas interessadas na compra para a comercialização e exportação do mel:
APIDOURO do grupo VOTORANTIM- SP
e a exportadora Argentina MATRUNITA

DEMANDANTES
STTR- Urbano Santos- MA
STTR- Belágua- MA
PREFEITURA de São Benedito

As colmeias de abelhas são oriundas de nova Olinda do Maranhão- Ma

Chegada do carro com o abelha em Urbano Santos

A apicultura migratória será escola para os treinos e capacitação as pessoas para ficarem habilitadas ao credito perante as entidades bancarias.
afirma
EULER GOMES TENÓRIO
FEMAMEL (presidente da federação dos apicultores e meliponicultores do Ma)
Contato
Euler Gomes
fone (98)999915823 OI
whatsApp (99)981087969 TIM

Fonte Jornal Destak Agora.

Quem tem bola de cristal?

Estamos distantes mais de um ano das próximas eleições municipais, e apesar disto, para muitos em Vargem Grande, ela está definida. Os visionários descrevem com clareza o que suas mentes pensam e acreditam ser verdade. E quem ou o qual, é o dono da verdade? Os observadores dos observatórios, veem Carlinhos Barros como cabeça de chapa com Irandir Fernandes vice. Quem previu esse desfecho, olhou um horizonte, com Carlinhos como candidato do ex-deputado Gastão Vieira e da ex-governadora Roseana Sarney. E agora, que Carlinhos se declara candidato do governador Flávio Dino? Qual será a visão profética do visionário de época? Outros mais apressados, apregoam aos quatro cantos, que o empresário CB irá pagar a cada vereador da base do governo R$ 40.000,00 Quarenta mil reais) pelo passe, para o engajamento em sua campanha, fora R$ 3.000,00 (Três mil reais) mensais e mais despesas de campanha. Isso feito as contas na ponta do lápis, se são 6 os vereadores, como declaram as mesmas fontes, dará uma despesa de R$ 348.000,00 (trezentos e quarenta e oito mil reais) só com vereadores de oposição, que segundo os especuladores, estão aderindo ao chamado de Carlinhos Barros. Sem esquecer que nesses gastos, ainda não foram incluídas despesas de campanha. Será verdade? Quem acredita nisso? Mas alguns que se intitulam amigos e porta-vozes do governo, ecoam estas afirmativas em toda a cidade. E os vereadores que compõem a base de oposição e que por designo partidário darão apoio a Carlinhos, quanto receberão? Por serem aliados desde o inicio  receberão o tratamento do que preceitua o conceito bíblico, de que os últimos serão os primeiros? Ou será que os que estão criando essa situação não estão querendo é se valorizar para abocanhar uma boa fatia na divisão do bolo? Eu não sei. Só sei que ainda temos muita água a correr por debaixo da ponte e quem estiver vivo e alcançar a graça de ver as próximas eleições, poderá avaliar se tem ou não razão os nossos visionários. Historicamente já erraram muito. Mas agora, é só esperar pra ver. De um outro lado tem o Wellington Leite que até a última vez em que conversamos, ele nos afirmara que era candidato e que tinha a amizade do governador e do secretário de articulação política Marcio Jerry. Será que o governo vai voltar aos tempos de ARENA I, II, e III, onde os governos militares tinham amigos comuns nos municípios e que eram inimigos entre si, e para não contrariá-los o governo apoiava a todos? Na política tudo é possível. Ou será que vão ser chamados para unir forças? E onde ficam Pancadão, Chicocó, Toinho do Juvenil e outros pretensos candidatos oposicionistas? Se juntarão? E neste mundo de inocentes quem confia em quem? É melhor ninguém se precipitar nem se aventurar com profecias. Porque tudo pode dar certo, mas é possível que tudo ou quase tudo possa dar errado.

“Navegando no pântano”.

 Por Fernando Gabeira*
…A sensação de se mover de forma errática naquele território de mil hectares seria insuportável. No entanto, ela se parece com a que vivemos na cena nacional. Os atores aparentam não conhecer as trilhas do pântano. E se perdem no emaranhado das folhas, retrocedem achando que avançam…

Navegando no pântano do Rio Pandeiros, no norte de Minas, tive uma intuição sobre o curso das coisas no Brasil. As plantas aquáticas dominavam o caminho, não se via água. Onde estava o leito do rio? Nosso objetivo era alcançar o São Francisco onde o Rio Pandeiros desemboca.

O barco avançava entre os aguapés ao som do ruído do choque das plantas com o metal do casco e percebi que sozinho ficaria perdido na imensidão daquele pântano verde-garrafa. Por isso levamos o barqueiro Pedro, que conhece as pequenas e fugidias trilhas da água. E ele nos levou, depois de quase três horas de viagem, ao encontro do São Francisco.

A verdade é que na volta, pelo mesmo caminho, o motor do barco fundiu. Mas Pedro faz o mesmo percurso quase todo dia. Sabe se mover no pântano.

… “O governo, então, parece ter adotado o pântano, como os jacarés. Delira em público sobre impostos, da CPMF à Cide, e termina sua noite nos cassinos, sonhando em legalizar o jogo. Com quem será, com quem será que a gente vai se ferrar?”…

A sensação de se mover de forma errática naquele território de mil hectares seria insuportável. No entanto, ela se parece com a que vivemos na cena nacional. Os atores aparentam não conhecer as trilhas do pântano. E se perdem no emaranhado das folhas, retrocedem achando que avançam.

Falemos dos projetos de “bondades” que o Congresso aprovou e Dilma vetou. Derrubar os vetos da presidente, sem dúvida, a enfraqueceria. Mas ao custo de perpetuar a mesma ilusão que nos jogou no buraco: fazer o bem sem olhar o momento ou saber como pagar.

O governo, então, parece ter adotado o pântano, como os jacarés. Delira em público sobre impostos, da CPMF à Cide, e termina sua noite nos cassinos, sonhando em legalizar o jogo. Com quem será, com quem será que a gente vai se ferrar?

Todos sabem que não se sai do pântano sem um timoneiro. E a maioria considera o impeachment inevitável. Mesmo o PT já deve estar discutindo internamente se a renúncia ou o impeachment pode servir-lhe melhor na outra vida. Se houver outra vida depois da que se perdeu na delinquência.

Dos atores pantaneiros, o que me parece ter um esboço do caminho é o PMDB. Recusou indicar ministros e marcou para dia Proclamação da República a convenção que pode romper com o governo federal. Daí para se unir com a oposição e despachar Dilma é somente um passo.

Não é um trajeto fácil, porque o barco do PMDB ainda vai enfrentar a tempestade da Lava Jato, mais ameaçadora ainda com o surgimento de novas delações premiadas. E alguns dos seus quadros não resistem a participar de um governo, mesmo depois de morto.

E há as grandes dificuldades do pós-impeachment. As empresas brasileiras perderam R$ 1 trilhão em valor de mercado. O dólar aumenta vertiginosamente, com reflexos na economia, no cotidiano e na produtividade de quem depende de produtos importados.

São instrumentos de trabalho que não se vendem no posto Ipiranga. Falava de tudo isso, segunda-feira, num encontro com amigos em Niterói, no momento em que o motorista que me esperava na porta foi sequestrado e assaltado.

Com os últimos arrastões no Rio e a insegurança que sinto nos meus deslocamentos, deveria ter enfatizado algo que apenas esbocei em alguns artigos. As duas crises que se alimentam mutuamente, a política e a econômica, começam a disparar o gatilho da que realmente vai mudar a qualidade do processo: a crise social.

Dois importantes termômetros são o índice de desemprego e o aumento da violência urbana. Daí o sentido de urgência não só de despachar Dilma, mas de esboçar uma visão de como sair do pântano. Algumas realidades não desaparecem com a saída de Dilma. O rombo no Orçamento, por exemplo. Teremos pouco dinheiro para demandas crescentes.

Creio que as trilhas do impeachment são visíveis no momento. Para o depois, nem tanto.

Existe um quase consenso, do qual compartilho, de que é preciso reconquistar a confiança do mercado. Inúmeras vezes defendi essa tese no Parlamento, a de uma sintonia com o mercado. No entanto, sempre ressalvei que precisava trabalhar com outras coordenadas, senão iria soltar a voz na Bolsa de Valores, e não no Congresso Nacional.

O desafio de sintonizar-se com o mercado, articulando as diferentes dimensões da crise, é dos políticos. Talvez esteja dramatizando um pouco, mas em outro contexto. O Congresso deveria estar fervilhando não apenas com o impulso da queda de Dilma, mas no debate das opções que se abrem.

Em linhas mais gerais, ficou claro que só é possível avançar respeitando as leis que regem o capitalismo. Só tem sentido contrariar essas grandes realidades quando se tem outro modelo como estratégia. Exemplo: o “socialismo do século 21” na Venezuela. Na verdade, uma ruína do século 21.

Ao longo destes anos, o governo do PT suscitou um arsenal crítico que é um ponto de referência. Mudar a política externa, hoje talvez seja fácil, pelo menos no curto período que vai até 2018: bastaria inverter as prioridades do governo petista. Isso não significa voltar as costas para os vizinhos continentais. Mas diante das potencialidades do País, não podemos distanciar-nos da inovação tecnológica.

A tarefa central de um governo minimamente articulado será a de levar o País para 2018, restabelecendo um fio de confiança no processo político brasileiro. Aí, então, será possível renovar a esperança e prosseguir na tarefa gigantesca não só de resolver a crise econômica, mas todos os problemas que incomodavam quando a economia, para muitos, ainda parecia bem em 2013 e milhões de pessoas foram às ruas exigir melhores serviços públicos.

Quando caiu o Muro de Berlim, os camelôs vendiam seus pedaços aos turistas. O material acabou e os camelôs passaram a vender pedaços de muro falsificados. Não sei se vejo bem, mas a ideia me ocorreu quando comecei um livro sobre o meu aprendizado da democracia nos trópicos.

Este momento histórico mostra a implosão, no País, do último pedaço falsificado do Muro de Berlim.

Fábio Braga parabeniza Celso Dias pela posse na Superintendência da Codevasf no Maranhão.

O deputado Fábio Braga (PTdoB) ocupou a tribuna da Assembleia Legislativa na quinta-feira (24), para destacar a posse do novo superintendente da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba-Codevasf/MA e também colega de partido, Celso Dias, ocorrida a pouco tempo.

Em sua fala, Fábio Braga comentou que foi atendido por Celso Dias, junto com os prefeitos de Riachão, Crisogono; José Leane, de Afonso Cunha e Antônio Carlos, de Tasso Fragoso. Celso prometeu dinamizar as ações de revitalização e desenvolvimento territoriais, florestal, irrigações, construção de barragens, poços artesianos, tanques para piscicultura, e desenvolvimento das atividades da ovino caprinocultura e apicultura.

Na reunião com Celso Dias, o deputado Fábio Braga revelou que esteve recentemente em Tasso Fragoso, e viu um sistema de esgotamento sanitário praticamente pronto, mas, para ser entregue à população, dependia da conclusão do convênio da Prefeitura Municipal com a Superintendência da Codevasf.

CONVÊNIO AUTORIZADO

Momentos depois de ouvir Fábio Braga e o prefeito Antônio Carlos, Celso Dias determinou que o Setor de Engenharia e as demais áreas competentes da Codevasf elaborem o convênio, o mais rápido possível, para que a Prefeitura de Tasso Fragoso conclua e entregue a obra para a população.

Na ocasião, o deputado Fábio Braga e os prefeitos também conversaram com o superintendente Celso Dias a respeito de projetos de irrigação, de construções de poços artesianos, de barragens e de outros benefícios a serem feitos pela Codevasf que atua hoje em mais de 150 municípios do Maranhão.

Fabio Braga cobrou ainda, agilidade na construção de poços artesianos nos municípios de São Bernardo, Itapecuru Mirim e Vargem Grande, que após contato telefônico, com os referidos prefeitos, afirmaram já terem compridos as formalidades para o convênio, e estão esperando do novo superintendente a execução das obras para minimizar o sofrimento da população dessas comunidades com falta de água potável.

O prefeito José Leane pediu a Celso Dias que lute pela inclusão do município de Afonso Cunha na área dos benefícios da Codevasf. Dias revelou que o deputado Fábio Braga já pediu que a Codevasf inclua a Bacia do Munim, que abrange Afonso Cunha, São Benedito do Rio Preto, Urbano Santos e outras cidades maranhenses, na área de abrangência da referida Superintendência. Do Luis Cardoso

NENHUMA PRESIDÊNCIA VALE TANTO

CARLOS CHAGAS

A submissão da presidente Dilma às exigências do PMDB rachado e dividido constitui apenas um capítulo nessa  novela de horror, mas   só pode ter uma explicação: Madame tem medo do impeachment. Para evitá-lo, fará qualquer coisa. Dispõe-se a humilhações, avanços e recuos. Aceita imposições e imobiliza  seu governo,  mais do que vinha acontecendo antes de optar  pela reforma do ministério.  Quer suprimir dez pastas,  mas não sabe quais, definindo ora umas, ora outras, ao sabor do fisiologismo de seus aliados. Viajou para os Estados Unidos sem saber quantos ministros  vão sair ou vão ficar. Nem quais os escolhidos. Quando retornar, o dia seguinte terá ficado pior do que a véspera, por conta de outras tantas trapalhadas  e lambanças.

Nenhuma presidência vale tanto. Melhor faria Dilma  se pedisse para sair, preservando o resto de honra que ainda possui. Com o país envolto em  agudos índices de desemprego, o dólar alcançando patamares raras vezes registrados, o custo de vida aumentando em níveis sombrios, elevando-se o índice de impopularidades pela criação de mais impostos, sempre sacrificando   a população – quais os dividendos que a presidente imagina tirar de performance tão negativa?

Dela, cada iniciativa redunda em fracasso. Seus aliados fogem,  quando não a estão   traindo. Seus ministros omitem-se. Seu partido evaporou. Pergunta-se porque ainda insiste. Se é para permanecer no palácio do Planalto às custas de tantos dissabores, melhor faria se reconhecesse a impossibilidade de seguir adiante. Não deu certo. Essas coisas acontecem, importa reconhecer a derrota e tirar dela efeitos ainda capazes de poupar sua  biografia.

Do jeito que as coisas vão, o risco é da desagregação nacional. Haverá que recomeçar, sob outra direção.  O governo dos trabalhadores demonstra não ser  dos trabalhadores e nem ser  governo. Tornou-se um aglomerado de fracassos, faltando-lhe programas, planos e estruturas.  Lembra as ruínas de uma cidade assolada por formidável terremoto. Impossível reconstruí-la, preferível  erigir outra, em outro terreno,  sem o governo atual. Antes que as instituições afundem, reformá-las. Trabalhadores, empresários, classe média, intelectuais, funcionários públicos, religiosos, jornalistas, militares, estudantes, até políticos, estes com vastas exceções,  ainda poderiam dedicar-se à reconstrução, se unidos. Mas sem a equipe responsável pela  queda. A  começar por ela.