Assaltantes atacam agência bancária e fazem reféns em Barreirinhas

 

Criminosos atacaram na madrugada desta segunda-feira (15), a agência bancária do Banco do Brasil que fica localizada na cidade de Barreirinhas, região dos Lençóis Maranhenses.

2016-08-15-PHOTO-00000062Os bandidos conseguiram explodir um dos caixas eletrônicos, além de ter metralhado um posto policial e manter vários reféns no local. A quadrilha estava formada por cerca de dez homens fortemente armados.

Durante a fuga, os criminosos dispararam várias vezes contra o quartel da polícia militar e contra viaturas que estavam estacionadas. No momento haviam quatro policiais militares na unidade.

Duas vítimas que foram mantidas reféns foram liberadas na saída da cidade. Minutos depois, uma caminhonete Hilux utilizada na ação foi incendiada.

O sindicato dos bancários informou que já chega a 46 o número de ataques a agências bancárias no Maranhão. Sendo 38 casos de arrombamentos e oito de assaltos.

Agências do Bradesco atacadas foram 26 e do Banco do Brasil 20. Na semana uma quadrilha envolvida em diversos assaltos a bancos no Maranhão foi desarticulada.

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Nesta semana, Dilma brinda o país com o seu penúltimo ato patético

 

Afastada vai divulgar a carta aos senadores; se voltar, promete não interferir na Lava Jato nem nomear condenados… Ufa

Por: Reinaldo Azevedo

Há coisas que seriam certamente engraçadas se não fossem, vamos ver, nem digo trágicas — porque isso não chegam a ser… Se não fossem patéticas. Assim é com a tal carta que Dilma pretende enviar nesta semana aos senadores, naquele que é seu último esforço para tentar evitar o impeachment, tão certo quanto 59 votos são mais do que dois terços do Senado.

No tal texto, informa a Folha, a Afastada vai assegurar a independência da Lava Jato. Mas esperem! A operação, por acaso, depende hoje de alguma “garantia” do Poder Executivo? Ainda que Dilma não a assegurasse e caso ela voltasse ao poder, então a operação estaria em risco? O que o Executivo, esteja Michel Temer ou ela no poder, teria condições de fazer contra a investigação?

Ah, sim: ela  vai assegurar também que, caso seja posta de volta na cadeira presidencial, não pretende nomear nenhum condenado para o ministério. Santo Deus! Era só o que faltava! E há, por acaso, condenados no governo Temer?

Ah, ora vejam! Num rasgo de humildade, ela deve reconhecer que cometeu erros no governo — duvido que diga quais… —, mas voltará a afirmar que não cometeu crime nenhum, o que, como já resta comprovado, não é verdade. Também estaria disposta a admitir que a situação do país é muito grave, mas que a resposta só pode ser dada por um governo eleito.

Bem, eu concordo com ela: só com um governo eleito! Por isso, então, pode ser Temer, não é? Afinal, ele foi eleito. Ou a ex-soberana pretende lhe cassar a diplomação?

Como maluquice pouca é bobagem, ela vai mesmo fazer uma defesa enfática do plebiscito para saber se a população quer a realização de novas eleições. Bem, trata-se de uma vigarice óbvia. Todos sabem que a resposta, dada a crise política, é “sim”.

O que Dilma certamente não vai explicar é que tal procedimento, se constitucional fosse — e não é —, teria de contar com a anuência do Congresso, e hoje isso não aconteceria. Mais: para a realização do dito-cujo, ela teria de voltar e de renunciar. Como não volta… Mas anda que as duas coisas ocorressem, Temer também teria de abrir mão do seu cargo. Ora, nesse caso, a Constituição já oferece respostas: eleição direta em 90 dias se a dupla saída se der até 31 de dezembro deste ano e eleição indireta em 30 dias se a partir de 1º de janeiro do ano que vem.

Logo, pergunta-se: plebiscito pra quê? E daí? Dilma não quer dar atestado de sanidade. Ela só quer ter razão. No hospício, isso é muito comum.

A Afastada poderia se poupar e nos poupar do ridículo. Mas não vai. Afinal, ela se orgulha de ser uma pessoa determinada.

Foi com muita determinação que ela conduziu o país à maior crise econômica de sua história.

A CARTA DE DILMA

Cabeçalho: Brasília, (__) de agosto de 2016. Destinatário: Ao Povo Brasileiro. “Desculpem qualquer coisa. Sei que estou sendo afastada pelo conjunto da obra e de minha teimosia, que acabaram desenhando os acontecimentos que vivemos. Grata pela compreensão, e um pedido: não gostaria que se associasse isso tudo ao fato de eu ser mulher. Não tem nada a ver. Apenas me uni a um projeto de poder político que se mostrou patético e falido”. Assinado, Dilma.

Pronto, estava dito.

Mas não. Quer porque quer causar. Sair batendo o pé. Agora a coisa está piorando e a tal missiva ameaça até ser uma espécie de carta-testamento, tipo a de Getúlio Vargas – sem o suicídio, esperamos, claro, que ninguém quer sangue. Dá para acreditar? Mais, a ameaça continua: poderá não ser só uma carta, mas duas! Mais ainda: ameaça listar as lutas da esquerda brasileira que acredita encarnar contra os contrários ao Deus Supremo Lula. Coisa mais antiga, démodé. Fico preocupada se ela não vai acabar fazendo logo um livro capa tão dura quanto sua cintura. Novela a história toda já virou. Toques venezuelanos emocionantes.

Mártir de si mesma, a presidente afastada sugere que não viu que foi quem montou o jogo que perdeu, o mundo se desmoronando à sua frente em erosão constante, promessas e mentiras desmascaradas. Que não ouviu os primeiros berros à sua porta em junho de 2013. Não admite que a cada passo que se revela da mangueira de sucção instalada na Petrobras vem à tona sua cegueira, incompetência de gestão. Ou, o que tem hora que até eu acredito, que foi feita de otária – e o que deve ser duro para a valenta admitir – as coisas correram ali nas suas barbas. Barbas, não, melenas caprichosamente cultivadas na sua visível transformação nos últimos anos.

O mesmo com relação ao partido, o PT e seus radicais livres, muitos que inclusive agora não mais o são, e estão ou foram presos, com o quais ela nunca pareceu ter afinidade mesmo, mas fazer o quê? Vivem ranhetando entre si. Mas poste não tem vez, nem voz. O problema maior é que caiu a lâmpada que iluminava o poste e o fazia imprescindível.

Igual soluço, a palavra golpe está até cansada de tanto senta e levanta, de tanto que entrou e saiu dessa tal carta que já marcou várias datas para nascer de cesariana, e deu para trás até agora em todas. Parto difícil, alto risco.

Outro dia dessa semana, pelo que se deu a entender, Lula foi até Brasília para conhecer a tal pecinha. Vocês conhecem o Lula? Conseguem imaginar o que é que ele realmente pensa dessa ideia de escrever cartinha, como deve se referir com desdém, o que será que acha? Do papelzinho? O intuitivo Lula deve achar uma papagaiada, entre outros termos menos airosos.

Fora que pelo que se ouve por aí, na tal epístola ela quer – e se voltar, garante que o fará – chamar o povo – esse arrepiante coletivo – para opinar em plebiscito. Um eufemismo para admitir sua própria derrota.

Não quero ser chata, tinha até pensado em ajudar a escrever uma minuta completa para abreviar a angústia que essa carta, ao fim e ao cabo a nós endereçada, deve causar a Dilma. Será que ela levanta de madrugada pensando nela? Será que é ela mesma que a está escrevendo sentada em sua penteadeira, com caneta bico de pena (imagem romântica)? Qual a cor da tinta? Ou escreverá a lápis, apagando detalhes com borracha cheirosa? Usará branquinho?

Se perde pensativa, desenha casinhas no papel? Escreve os palavrões que pensa? Ou teclará catando milho palavra por palavra? Tira cópias? Parece a carta mais vazada e aberta do mundo, mais que obra de Umberto Eco. Imprime para ler? Destrói no triturador as partes que despreza? Deixa guardada em um pendrive que mantém junto a si, amarrado em uma corda no pescoço?

Escreveu não leu, o pau comeu.