Fábio Braga destaca a importância do vaqueiro no cenário econômico e cultural do Brasil e do Maranhão

 

O deputado Fábio Braga (SD) destacou na Assembleia Legislativa, a importância do vaqueiro no cenário econômico e cultural do Brasil e do Estado do Maranhão.  O parlamentar é o autor da lei, aprovada por unanimidade no poder Legislativo Estadual e sancionada pelo governo, instituindo o Dia do Vaqueiro Maranhense. A comemoração da data é no dia 22 de agosto.

deputado-fábio-braga-festejo-são-raimundo-mulundus-vargem-grande-2016Ao comemorar a sanção da lei, Fábio Braga reconheceu que com a criação do Dia do Vaqueiro Maranhense, o governo e todos os 42 deputados com assento na Assembleia homenagearam os bravos e destemidos cidadãos maranhenses, cuja labuta diária é o manejo e condução de espécies animais bovinos, bufalinos, equinos, muares, caprinos e ovinos.

Para Fábio Braga, foi uma justa homenagem a esses homens, tipos étnicos, que merecem um dia para comemorar, pois o vaqueiro é a figura central da fazenda, e se destaca como um homem destemido que desempenha um trabalho árduo e contínuo, pois passa a maior parte do tempo montado a cavalo percorrendo a fazenda, vigiando as espécies de animais e fiscalizando.

SANTO VAQUEIRO

O parlamentar ressaltou que o Dia do Vaqueiro Maranhense é também uma homenagem ao Santo Vaqueiro São Raimundo Nonato dos Mulundus, festejado por milhares de devotos do Maranhão e do Brasil no período de 22 a 31 de agosto na cidade de Vargem Grande. O deputado esteve presente na festa em homenagem aos vaqueiros.

A história conta que Raimundo Nonato era um vaqueiro do povoado de Mulundus, no município de Vargem Grande, e teria morrido na lida para pegar o gado na caatinga e, com o passar dos tempos, levou fama de milagreiro na região. O peão foi transformado em santo e venerado pelos escravos e moradores, após o milagre que salvou a vida do dono da fazenda.

Fábio Braga comentou que o ex-deputado federal maranhense Carlos Brandão foi o autor da Lei 11.928/2009, que instituiu o Dia do Vaqueiro Nordestino, comemorado anualmente no terceiro domingo do mês de julho. A celebração coincide com a Missa do Vaqueiro, marco do calendário sertanejo e manifestação de fé realizada anualmente no município de Serrita (PE).

VAQUEIRO PROFISSIONAL  

 Na ocasião, o deputado Fábio Braga informou que a Lei 12.870, reconhecendo a atividade profissional de vaqueiro, de autoria dos ex-deputados Edigar Mão Branca e Edson Duarte, foi publicada no Diário Oficial da União. Aprovada em setembro pelo Senado, a lei foi sancionada no dia 15 de outubro de 2013, com um veto da então presidenta da República, Dilma Rousseff (PT).

De acordo com a lei, é considerado vaqueiro profissional quem trabalha em atividades de trato, manejo e condução de animais como bois, búfalos,cavalos, mulas, cabras e ovelhas. O trecho vetado dizia respeito à contratação dos serviços de vaqueiro, de responsabilidade do administrador do estabelecimento agropecuário, que em alguns casos poderiam ser injustiçados pela lei.

Pela lei, a atribuição do vaqueiro é alimentar os animais, fazer a ordenha, treinar e preparar animais para eventos culturais e socioesportivos com a garantia de que não sejam submetidos a violência e, sob a orientação de veterinários e técnicos qualificados, e auxiliar com os cuidados necessários à reprodução das espécies. A contratação é de responsabilidade do administrador, proprietário ou não do estabelecimento agropecuário.

Lula diz que o indiciamento é um “factóide” para evitar sua candidatura em 2018

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Charge do Son Salvador, reprodução da Charge Online

Deu em O Tempo
(Agência Estado)

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta sexta-feira, 26, a senadores do PT que o seu indiciamento pela Polícia Federal, às vésperas do julgamento do impeachment de sua sucessora, Dilma Rousseff, tem objetivos exclusivamente políticos. Na avaliação de Lula, trata-se de mais um “factoide”, na tentativa de impedir sua candidatura à eleição presidencial de 2018.

“Podem trazer os maiores investigadores do mundo aqui que não vão provar que esse apartamento é meu”, afirmou o ex-presidente, de acordo com relato de dois senadores do PT. Lula e sua mulher, Marisa, foram indiciados pela Polícia Federal sob suspeita de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica no inquérito que investiga a propriedade do tríplex no Condomínio Solaris, no Guarujá. É o primeiro indiciamento de Lula na Operação Lava Jato.

Para o delegado Márcio Adriano Anselmo, o ex-presidente e Marisa receberam vantagens ilícitas, por parte da empreiteira OAS, “em valores que alcançaram R$ 2,4 milhões”, referentes à reforma do apartamento no Guarujá e ao custeio de “armazenamento de bens do casal”.

MINHA CASA MINHA VIDA – Lula costuma se referir ao imóvel como um apartamento do “Minha Casa Minha Vida” por causa do seu tamanho, considerado pequeno para um tríplex. Investigadores da Lava Jato também suspeitam que o ex-presidente seja dono de um sítio em Atibaia (SP), reformado pela OAS e Odebrecht.

“Eu já cansei. Eu não tenho que provar que tenho apartamento. Quem tem que provar é a imprensa que acusa, o Ministério Público Federal, que diz que eu tenho, a Polícia Federal, que diz que eu tenho. Eles têm que apresentar documento de compra, contrato assinado, porque, se não tiver, em algum momento eles é que terão de me dar de presente uma chácara e um apartamento”, disse Lula no último dia 29, ao participar da conferência nacional dos bancários, em São Paulo. “Se o objetivo de tudo isso é me tirar de 2018, não precisa fazer isso. A gente pode escolher outros candidatos com mais qualidade. Agora, essa provocação me dá coceira (de ser candidato).”

COM SENADORES – Na rápida conversa desta sexta-feira com quatro senadores do PT, no hangar do aeroporto de Brasília, Lula foi na mesma linha, usando praticamente os mesmos argumentos. Jorge Viana (AC), Paulo Rocha (PA), Humberto Costa (PE) e José Pimentel (CE) saíram da sessão de julgamento do impeachment de Dilma por volta de 16 horas apenas para se encontrar com o ex-presidente.

Na tentativa de corroborar a percepção de uso político das investigações, os parlamentares também notaram que a autorização do Supremo Tribunal Federal para abertura de inquérito contra Dilma, Lula e outras cinco pessoas, por suspeita de obstrução de Justiça, foi divulgada justamente no dia em que ela anunciou sua esperada carta aos senadores.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
A matéria contém um equívoco – este não é o primeiro indiciamento de Lula na Lava Jato, e sim o segundo. Ele já foi indiciado por obstrução à Justiça na tentativa de comprar o silêncio de Nestor Cerver, ex-diretor da Petrobras. O juiz Roberto Leite, da 10ª Vara Federal Criminal de Brasília, aceitou a denúncia no dia 29 de julho, e Lula passou a ser réu, junto com Delcídio Amaral e outros quatro envolvidos.  Quanto a Lula comparar o tríplex com os imóveis de “Minha Casa Minha Vida”, é um desrespeito às famílias carentes. O tríplex de Lula tem quase 300 m², é sete vezes maior do que os imóveis do programa habitacional, tem piscina, elevador privativo e uma cozinha hollywoodiana. (C.N.)

Tenham calma uns com os outros, tenham calma. Tudo passa.

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Ilustração reproduzida do Arquivo Google

Ofelia Alvarenga

Na quarta-feira, assisti à entrevista do Collor feita pelo Geneton Moraes Neto, simples e brilhante jornalista que se foi tão cedo, aos 60 anos. Não lembro quando foi feita a entrevista. Sei que o Collor tinha a cara de agora, então não é coisa antiga.

Senti sinceridade no ex-presidente. Percebi dores passadas, conflitos, ele sequer negou ter pensado em suicídio após o impeachment. Também escreveu um livro-bomba que Thales (não sei como é a grafia correta) Ramalho o desaconselhou a publicar.

Eu ouvia Collor e observava Geneton. Como um jornalista iniciante, ele olhava no papel as perguntas que faria e depois riscava com a caneta o que havia perguntado. Sem nenhuma pompa e circunstância. Um amigo seu (dele) disse no velório (já não lembro quem, terá sido Guel Arraes?) que Geneton andava de lado, não queria ascensão nem dinheiro.

Geneton foi embora, seu trabalho tornou-se memória como ele tanto desejava.

TUDO PASSA – A cachorrinha da família do meu irmão não está andando, não tem comido. Amanhã vão levá-la ao neurologista.

Esta semana morreu um primo doente e eu soube que outras duas pessoas da família haviam morrido. Meu primo João, quando ligou pra falar do enterro, respondeu ‘tudo bem’ quando perguntei pela irmã dele. Mentira. Ela morreu, não me contaram, assim como também morreu a irmã da minha tia que costurou pra mim e minha mãe, fez meu vestido de formatura e do casamento.

Quando a gente envelhece, as coisas envelhecem junto, ao redor. Até os filhos prometem envelhecer a ponto de olharmos pra eles e perceber que a idade chegou.

Hoje cedo liguei pra secretária do meu ginecologista, e ela me disse que ele está se aposentando. Vai terça-feira ao consultório e acabou. Estive com ele há pouco mais de um mês. E agora isso.

Liguei pra casa dele. A mulher, que já foi a secretária em tempos idos, me atendeu e o botou ao telefone. Eu esperava por uma voz, ouvi o quase inaudível. Chorei.

As coisas se vão, as pessoas se vão, tudo passa. Então, gente, calma. O clima acusatório de uns contra outros não melhora nossa vida. Calma. O tempo há de passar e tudo voltará ao lugar. E se não voltar, é porque chegou ao fim.

Tudo passa.

Habeas Corpus para Léo Pinheiro fez Janot reconsiderar a delação do empresário

Janot errou ao suspender a delação e foi obrigado a recuar

Carlos Newton

Em matéria de “vazamento de informações”, a Procuradoria-Geral da República tem bastante experiência específica, pois se trata de um recurso estratégico que o próprio Rodrigo Janot costuma usar.  No domingo, por exemplo, ao invés de distribuir uma nota oficial ou convocar uma coletiva para anunciar a suspensão do acordo de delação do ex-presidente da OAS, sob alegação de que Léo Pinheiro teria “vazado” à Veja uma informação contra o ministro Dias Toffoli, a Procuradoria preferiu também fazer um “vazamento”. E o escolhido para receber a notícia foi o excelente repórter Jailton de Carvalho, de O Globo, que publicou a informação com absoluta exclusividade na segunda-feira.

HABEAS CORPUS – Houve forte reação, o ministro Gilmar Mendes culpou a própria Procuradoria pelo “vazamento” que denegriu seu amigo e companheiro Toffoli, outros ministros se manifestaram, a repercussão foi enorme.

Como Janot não tinha a menor prova de que o “vazamento” partira de Léo Pinheiro, o jurista Jorge Béja apresentou ao Supremo, na quinta-feira à tarde, um pedido de Habeas Corpus em favor do empresário, para lhe garantir o direito legal de continuar negociando a delação premiada, uma prerrogativa que todo réu possui e não pode ser aleatoriamente impedida por autoridade policial ou judicial.

OUTRO VAZAMENTO – O resultado da iniciativa de Béja foi imediato. Embora até agora não tenha sido designado o relator do Habeas Corpus (em flagrante desrespeito à legislação e ao próprio Regimento Interno do Supremo, que concedem a esse tipo de medida a preferência na autuação, distribuição e decisão), o fato concreto é que de repente tudo mudou. Houve mais um “vazamento” da Procuradoria-Geral da República, e o repórter Jailton de Carvalho deu a nova informação com absoluta exclusividade, como se fosse porta-voz de Janot:

As portas do Ministério Público Federal não estão totalmente fechadas para a empreiteira. Procuradores da Operação Lava-Jato admitem que, se o executivo reapresentar um pedido de negociação, existe a possibilidade de reabertura do diálogo. Mas com algumas condições: apresentar propostas relevantes, com provas consistentes e, especialmente, sem manobras que gerem desconfiança sobre a verdadeira intenção de colaboração” – publicou O Globo, numa reportagem típica de vazamento, em que todas as informações são sempre anônimas.

O MAIS IMPORTANTE– Na prática, o resultado pretendido por Jorge Béja já foi alcançado. Mesmo assim, o Habeas Corpus não poderá continuar mofando numa gaveta do Supremo e terá de ser logo decidido.

Apesar de não existirem leis, doutrinas, princípios ou jurisprudências que possam justificar indeferimento, sempre se aventa a possibilidade de rejeição, porque os juízes do Supremo se julgam semideuses, acima do bem e do mal. E há até ministros que sequer têm medo do ridículo e agem ao arrepio da lei.

Seja qual fora a decisão do Habeas Corpus, o importante é que a delação premiada de Léo Pinheiro será aprovada e seus depoimentos estão destinadas a varrer grande parte da sujeira que hoje polui a administração pública brasileira, atingindo seus três “podres poderes”, como diria Caetano Veloso. Ou não.

Exclusivo: a delação que Janot jogou no lixo

PGR anula acordo do empreiteiro Léo Pinheiro, da OAS, descartando revelações pesadíssimas contra Lula – e que mencionam também Dilma, Aécio e Serra

Thiago Bronzatto e Robson Bonin, Veja

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, tomou a decisão mais controversa da Operação Lava-Jato na semana passada. Diante da repercussão da reportagem de capa de VEJA, Janot informou que as negociações de delação do empreiteiro Léo Pinheiro, ex-presidente da OAS, estão encerradas. O vasto material produzido ao longo de cinco meses de tratativas entre a Procuradoria e o empreiteiro foi enviado para o incinerador, eliminando uma das mais aguardadas confissões sobre o escândalo de corrupção na Petrobras.

Para quem vive atormentado desde 2014, quando surgiu a Lava-­Jato, a decisão de Janot representa um alívio ou até a salvação. Léo Pinheiro se preparava para contar os detalhes de mais de uma década de simbiose entre o poder e a corrupção. Em troca de uma redução de pena, o empreiteiro ofereceu aos investigadores um calhamaço com mais de setenta anexos. São capítulos que mostram como a corrupção se apoderou do Estado em diversos níveis.

VEJA teve acesso ao conteúdo integral de sete anexos que o procurador-­geral decidiu jogar no lixo. Eles mencionam o ex-­presi­den­te Lula, a campanha à reeleição da presidente afastada Dilma Rousseff e, ainda, dois expoentes do tucanato, o senador Aécio Neves e o ministro José Serra. A gravidade das acusações é variável. Para Lula, por exemplo, as revelações de Léo Pinheiro são letais. Lula é retratado como um presidente corrupto que se abastecia de propinas da OAS para despesas pessoais. O relato do empreiteiro traz à tona algo de que todo mundo já desconfiava, mas que ninguém jamais confirmara: Lula é o verdadeiro dono do famoso tríplex no Guarujá, no litoral de São Paulo — comprado, reformado e mobiliado com dinheiro de uma conta em que a OAS controlava as propinas devidas ao PT.

André Coelho (Foto: Agência O Globo)Rodrigo Janot (Foto: Agência O Globo)

UMA OLIMPÍADA QUE VALEU OURO

O Rio de Janeiro, o Brasil e o mundo ainda respiram o clima olímpico poucos dias após o encerramento do maior evento esportivo do planeta. Apesar das dúvidas que despertaram e até de certo pessimismo antes de seu início, os Jogos Olímpicos do Rio, encerrados com uma belíssima festa no Maracanã no último domingo, foram um sucesso indiscutível, trouxeram benefícios ao país e nos encheram de orgulho e emoção.

 

Com raros problemas de organização, comuns a todos os eventos dessa magnitude, a Olimpíada do Brasil serviu também para devolver a autoestima aos cariocas e brasileiros, em meio a uma das maiores crises econômicas de nossa história e em um momento de grandes dificuldades. O chamado espírito olímpico parece ter se espraiado dos estádios, quadras e ginásios onde se realizavam as competições para todo o Rio de Janeiro e os quatro cantos do país. Nossa população se mobilizou em torno do esporte como raramente se viu, contagiada por um clima festivo, de confraternização e felicidade.

 

É evidente que o resultado esportivo do Brasil, especialmente se analisarmos algumas modalidades nas quais depositávamos grandes esperanças, pode até ter ficado aquém das expectativas mais otimistas. Por outro lado, a delegação brasileira alcançou seu melhor desempenho na história dos Jogos, terminando na 13ª colocação no quadro de medalhas, com sete de ouro, seis de prata e seis de bronze, totalizando 19 subidas ao pódio. Jamais na história olímpica o país havia obtido tantas medalhas em uma edição dos Jogos (o recorde anterior era o da Olimpíada de Londres, em 2012, com 17) ou tantos ouros na soma total (em Atenas-2004, foram cinco).

 

No Rio, os atletas brasileiros conseguiram chegar à disputa de 71 finais olímpicas, praticamente o dobro da marca atingida há quatro anos (36). Nossa equipe também ficou 19 vezes em quarto ou quinto lugares, muito próxima de uma medalha, em nada menos que 11 modalidades diferentes – o que indica uma notória evolução brasileira e um leque maior de disputas nas quais nossos atletas hoje competem com chances reais de obter bons resultados. Se, entre 1912 e 1992, o Brasil colecionou apenas 39 medalhas, de 1996 até o Rio-2016, nas últimas seis edições olímpicas, esse número saltou para 89 (cinquenta distinções a mais). Um crescimento e tanto em 20 anos. Não é pouco.

 

Embora tenha ficado em 13º lugar e, portanto, fora do grupo dos dez países mais bem colocados no quadro de medalhas – a meta inicialmente estipulada pelo Comitê Olímpico Brasileiro (COB) –, o país deixou a Olimpíada ocupando uma honrosa segunda colocação no ranking de nações das Américas. Ficamos atrás apenas dos Estados Unidos e superamos países tradicionais nos Jogos Olímpicos, como Cuba (18ª colocada, com cinco ouros) e Canadá (20º, com quatro).

 

Apesar da boa participação brasileira, é preciso reconhecer que devemos reformular nossa política esportiva e, fundamentalmente, investir mais na formação dos atletas, na base da pirâmide. A conquista de medalhas em uma Olimpíada deve ser consequência de um planejamento esportivo bem feito, e não uma busca desenfreada por vitórias em modalidades específicas. A prática esportiva precisa ser estimulada desde cedo, nas escolas, por meio de uma ação coordenada entre o governo federal, os estados, os municípios e as confederações esportivas. Temos um enorme potencial e a vocação inequívoca para a prática do esporte. É necessário apenas incentivá-la e disseminá-la em larga escala.

 

A Olimpíada do Rio não foi importante só para os cariocas, mas para todos os brasileiros. Durante duas semanas, a Cidade Maravilhosa se transformou na verdadeira capital do país – a capital da festa, da alegria, do espírito esportivo, da paz, da diversidade e do congraçamento entre os povos. Que os Jogos Olímpicos representem o início de um novo momento para o país, com mais confiança, otimismo e esperança em um futuro mais digno e próspero. O Rio mostrou ao mundo que somos uma grande nação e que o Brasil pode e vai dar certo.

 

Roberto Freire é deputado federal por São Paulo e presidente nacional do PPS