Com faixas fixadas em grades de ferro, familiares de Bertim pedem justiça

Desde as primeiras horas da manhã desta terça-feira(11/12), os familiares do ex-prefeito Raimundo Bartolomeu Santos Aguiar, o Bertim, que foi assassinado em 06 de março de 2007  pedem justiça através de faixas fixadas em grades próximo ao local onde está sendo realizado o julgamento.. Neste segundo dia de julgamento, que está acontecendo na 2ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Itapecuru-Mirim, no prédio da Câmara Municipal vê-se que, apesar do cansaço, muitas pessoas não arredaram o pé do plenário da Câmara Municipal. O crime na época teve bastante repercussão no estado.

O manifesto silencioso das faixas fixadas em grade de ferro defronte a Câmara Municipal, onde está ocorrendo o julgamento, faz parte de apelo dos familiares de Bertim, que lutam por justiça e pedem a condenação dos acusados. Ontem uma das peças chaves do processo, o Pedro Albuquerque que ficou conhecido na época do crime como Pedro Pote, foi interrogado, juntamente com mais treze outras testemunhas. Como representantes do Ministério Público, estão os promotores Ana Carla Mendes Alencar, Carlos Augusto Soares e Pedro Lino. Na tarde e início da noite de hoje, 11/12, foram ouvidos os acusados. Neste momento a sessão foi suspensa, pois as pessoas estão cansadas e os debates entre acusação e defesa com réplica e treplica, duram em torno de 8 horas.. Está previsto para retorno dos trabalhos amanhã as 8 hs e 30 min, quando se iniciam os debates.  Acredita-se que o veredicto final, com a sentença, será promulgada só no final da tarde de amanhã 12/12.

BANDIDOS EXPLODEM AGÊNCIA DO BRADESCO NA CIDADE DE ARAME-MA

Por volta das 22:00h deste domingo (09), a cidade de Arame a 476 km de São Luís, voltou a viver pesadelo semelhante ao ocorrido a mais de 7 anos atrás, no entanto desta vez bem mais intenso já que bandidos fortemente armados, conseguiram invadir a cidade efetuando disparos à esmo, provavelmente de fuzil e outras armas de grosso calibre. O som dos tiros ecoou pelos quatro cantos da cidade.
Logo foi possível ver e ouvir em grupos de WhatsApp relatos da população divulgados através de áudios desesperados com tamanho terror, inclusive, sendo repassadas para outras cidades em busca de ajuda policial.
O alvo do bando foi a agência do Banco do Bradesco, na Rua Barão, a unica agência que ainda estava em funcionamento na cidade, a qual os bandidos destruíram com uso de bananas de dinamite.
O grupo fortemente armado seguiu levando o dinheiro que havia nos caixas eletrônicos do banco e no percurso ainda fizeram dezenas de reféns pela cidade para garantir fuga, os mesmos seguiram em 02 veículos sentido Paulo Ramos e na saída da cidade liberaram os reféns.

EXCLUSIVO: BLOG DO DE SÁ DIVULGA FOTOS DOS DOIS PRINCIPAIS SUSPEITOS DE TEREM EXECUTADO O JOVEM FRANCKNILTON, EM COROATÁ

Por meio de fontes na polícia do estado, o BLOG DO DE SÁteve acesso exclusivo às fotos dos dois principais suspeitos de terem executado o jovem, Francknilton Ribeiro Mourão Mendes (26 anos) na cidade de Coroatá. O jovem desapareceu no último dia (01) de dezembro e foi encontrado neste domingo (09) morto com mãos amarradas nas águas do Rio Itapecuru.

ENTENDA O CASO

De acordo com informações da polícia, o jovem foi atraído para uma festa na cidade de Coroatá na noite do dia 01/12/2018, onde foi visto em um clube chamado “Alagoano” na companhia de dois homens. De acordo com a polícia, esses dois que aparecem na fotografia aqui no blog são os jovens que foram vistos com o Francknilton naquela noite no referido clube. Logo depois por volta das 04h30 da manhã do domingo dia (02) o carro do jovem foi visto pelo sistema de monitoramento entrando na cidade de Coroatá em direção a Timbiras para deixar uma mulher até o momento identificada pela polícia por: “Carol”.

ENTENDA O CASO DOIS.

Após deixar “Carol” em Timbiras, a jovem teria ligado para uma amiga na cidade de Coroatá dizendo que já havia chegado em Timbiras e que Francknilton estaria voltando para Coroatá com os dois jovens que haviam sido vistos no clube com a vítima. De acordo com informações obtidas com exclusividade pelo BLOG DO DE SÁ, essa outra jovem teria repassado essas informações à polícia da cidade sem querer ser identificada.

QUEM É “CAROL”

“Carol”, que a princípio teria ficado na cidade de Timbiras, não foi vista e nem mesmo a polícia está tendo informações da mesma e onde ela mora na cidade de Timbiras. Ela também desapareceu assim como os dois jovens, os quais o BLOG DO DE SÁ ainda não obteve informações sobre os nomes deles. De acordo com a polícia, essa “Carol” é uma das peças chaves para se chegar aos executores do jovem Francknilton. Informações adquiridas  por este blog dão conta de que os dois jovens que aparecem aqui nesta postagem estão em outro estado e para não atrapalhar as investigações da polícia não divulgaremos o nome do referido estado. Estamos apurando o caso e a qualquer hora traremos mais informações.

Recordações da cultura genuína

IPOJUCA PONTES

Houve um tempo em que os nossos escritores, intelectuais e artistas se firmaram como genuínos intérpretes da alma brasileira. Empenhavam-se em se aproximar, cada qual a seu modo e estilo, dos contornos e fontes que cingiam o cerne da nacionalidade. Eles se debruçavam, por assim dizer, sobre o nosso ethos, nos observavam enquanto povo, caráter e feitio humano.

Não menciono o impacto causado pela leitura de “Os Sertões”, de Euclides da Cunha, nem as obras de Machado de Assis e Rui Barbosa, personagens basilares da inteligência nacional. Mas lembro com emoção, por exemplo, a primeira vez que li, aos 12 anos, “Fogo Morto”, de Zé Lins do Rego, obra maior sobre a decadente aristocracia do ciclo da cana-de-de açúcar no Nordeste. Lendo o romance percebi, direitinho, a substância que dava universalidade à humanidade regional da várzea paraibana.

Ou ainda da fascinante leitura de “O Tempo e o Vento”, ambiciosa trilogia ficcional de Érico Veríssimo sobre a formação histórica do Rio Grande do Sul. Por sua vez, como esquecer a gesta de Riobaldo Tatarana, o Urutu-Branco, jagunço que revela toda a grandeza do sertão das Gerais, recriada pela inventiva linguagem literária de “Grande Sertões: Veredas”, de Guimarães Rosa?

E a dimensão literária do notável Graciliano Ramos, de escrita tão apurada quanto a de Machado de Assis, criador de personagens medulares como o remoído Paulo Honório (“São Bernardo”), o paranóico Luís Silva (“Angústia”) e o rude vaqueiro Fabiano e sua cachorra Baleia (anti-heróis de “Vidas Secas”?)

Entre tantos e memoráveis escritores, confesso que aprendo e apreendo o Brasil, sempre que possível, quando releio o mulato Lima Barreto, Rachel de Queiroz, Marques Rebelo, Lúcio Cardoso, Mário Palmério – romancistas dessemelhantes, rurais uns, urbanos outros, mas todos unificados pela ânsia de exprimir o País. (Para não falar em Otávio de Faria, autor da monumental “Tragédia Burguesa”, obra em treze volumes considerada profética).

No plano da ensaística, refletindo sobre o Brasil, interpretando o Brasil, chegamos às culminâncias com Gilberto Freyre, o Mestre de Apipucos, autor de “Casa Grande & Senzala”, obra máxima sobre o papel da miscigenação na formação histórica brasileira, tida universalmente como uma contribuição de valor inestimável para à cultura humana.

Não menos significativa para a compreensão da nossa existência como povo, convém destacar a importância de “Desenvolvimento e Cultura”, estudo vigoroso de Mário Vieira de Mello que entrevê, no confronto entre o princípio ético e o princípio estético em que estão assentadas as nossas bases culturais, a origem do impasse que dificulta o pleno desenvolvimento nacional.

“Deitado em Berço Esplêndido”, do embaixador J.O. de Meira Penna, ensaio de psicologia coletiva brasileira, é outro livro de leitura tão necessária quanto o foram, no passado, “Raízes do Brasil”, de Sérgio Buarque de Holanda, e “Retrato do Brasil”, de Paulo Prado, reflexão sobre a tristeza nacional. Obra tão vasta quanto bem-humorada, “Em berço Esplêndido”, malgrado as nossas contradições, examina com lucidez a possibilidade da inserção do País no cenário da irreversível sociedade ocidental moderna.

A presença atuante do crítico literário e ensaísta José Guilherme Merquior, na segunda fase do século passado, não pode ser esquecida. No campo do pensamento político, cuja obra se fez

extensa e valiosa, Merquior começou à esquerda, mas, depois, sob a influência do pensador francês Raymond Aron, tornou-se crítico mordaz da teoria e prática marxista, voltando-se para o pensamento liberal. “Argumento Liberal” e “Marxismo Ocidental” são livros marcantes. Polemista e erudito, ficou célebre o desmonte que fez da petista Marilena Chauí, ao denunciá-la como plagiária do filósofo francês Claude Lefort.

Antes de me reportar a “Lanterna na Popa”, de Roberto Campos, cito, de passagem, obras fundamentais como “História da Inteligência Brasileira”, de Wilson Martins (sete volumes); “Patriotismo e Nacionalismo”, de Gustavo Corção; “A Amazônia que eu vi”, de Gastão Cruls e “Bandeirantes e Pioneiros”, estudo comparativo de dois países, Brasil e Estados Unidos, examinando com precisão os motivos e contrastes que impediram, de um lado, o nosso progresso e, de outro, impulsionaram o desenvolvimento americano.

Quanto a “Lanterna na Popa”, as memórias de Roberto Campos, é livro-painel que perpassa todo o século XX, como fonte colossal de erudição, lucidez e conhecimento vivido, pois o autor, também diplomata, desde a Conferência de Bretton Woods, em 1944 – definidora do gerenciamento econômico mundial -, iluminou as trilhas que nos levaram à modernidade.

A cultura, tal como a entendemos, sempre foi o meio básico de expressão e comunicação entre os seres humanos ou, se quiserem, o acervo que integra o patrimônio de um indivíduo ou de uma Nação – embora ela deva ser entendida,

como queria Heyek, como uma tradição de normas de conduta aprendidas que nunca foram “construídas”, Nesta vertente, Aristóteles nos fala do “homem inteiro”, enroscado em realidades profundas, tais como morte, amor, solidão, sexo etc, a infligir sofrimento à condição humana independente de ideologia ou regime político.

No Brasil atual, sufocado pela corrente estreita unindo o “politicamente correto” à vertente do marxismo gramsciano, o pensamento caboclo não sai do “desconstrutivismo”, que consiste em desmontar a realidade e reconstruí-la à moda da casa, isto, é dentro dos cânones da ortodoxia vermelha. Há ainda o culto do “minimalismo”, que se identifica por minimizar tudo, inclusive palavras e leitores, mas deixo a tarefa para outro artigo.

Muito bem. Falei acima de escritores, intelectuais e artistas que se firmavam como genuínos intérpretes da alma brasileira. Hoje temos quem?

Os acadêmicos marxistas da aparelhada USP, fanáticos ativistas do esquerdismo, do lulopetismo, e escritores “engajados” tais como Raduan Nassar, Hatoum, Zuenir Ventura e periféricos.

Voltaremos ao assunto.