JUIZ CARLOS AUGUSTO COMETE SUICÍDIO EM TERESINA

Depois de passar por procedimentos médicos, foi declarada sua morte cerebral

O juiz Carlos Augusto Nogueira, do Juizado Especial do Horto Florestal, deu entrada na manhã desta terça-feira (25), no Hospital de urgência de Teresina com um tiro na cabeça. Foi declarada sua morte cerebral.

Carlos Augusto Nogueira

De acordo com o HUT, o magistrado entrou às 00h30 e veio a óbito às 8h de hoje.

Segundo relatório do Copom da Polícia Militar, o magistrado cometeu o suicídio ainda na noite de ontem (24). O fato já foi levado ao conhecimento da direção do Tribunal de Justiça.

O Copom foi avisado pela mulher do magistrado, que solicitou uma viatura até sua casa. Ele foi levado com vida a UTI, mas hoje teve morte cerebral declarada.

Carlos Augusto vivia nervoso e angustiado,  com problemas de saúde  da mãe, esposa e um filho especial. Já havia tentado antes o suicídio.

O velório do magistrado acontece na capela do cemitério Jardim da Ressurreição e o sepultamento está previsto para às 18h.

Em vários grupos de advogados sua morte é lamentada.

VEREADOR DE ZÉ DOCA SOFRE ACIDENTE NA BR-316

Nas primeiras horas na manhã desta terça-feira (25), o vereador Claudio da Boa Esperança, se envolveu em um acidente de trânsito quando retornava de uma festa comemorativa na cidade de Zé Doca.
O acidente aconteceu nas imediações do posto 4, próximo a Borracharia do Pacaru, segundo informações 5 pessoas estavam no carro, felizmente sofreram apenas escoriações e danos materiais.
Como aconteceu
De acordo com o que foi apurado a reportagem do site, Claudio da Boa Esperança estava em seu carro, indo para casa na companhia de 4 amigos, quando o mesmo perdeu o controle do veículo, que capotou sendo arremessado para fora da pista. As vítimas foram socorridos e encaminhados para o hospital local.

SÃO LUIS | PM encontra crianças algemadas e sem roupas; tio é preso por cárcere privado

Duas crianças, de 10 e 13 anos, foram encontradas algemadas e sem roupas dentro de uma casa, no bairro Coquilho, na zona rural de São Luís, nesta segunda-feira (24).
O resgate dos dois garotos foi feito por policiais do 6° Batalhão. A corrente, fechada com cadeados, foi retirada dos pulsos dos meninos com uma tesoura de cortar vergalhão.
Após o resgate dos meninos, os policiais conseguiram prender um homem identificado como Luís Sodré Cantanhede, de 43 anos, suspeito de manter os dois sobrinhos em cárcere privado.
De acordo com informações do major Marcelo, comandante do 6º Batalhão da PM, a informação de que duas crianças estavam acorrentadas dentro de uma casa foi passada pelo Disque Denúncia. A partir de então, foi traçada uma estratégia para confirmar a denúncia, sendo identificado o homem, que seria tio das crianças.
“Ele as mantinha presas, sob condições de maus-tratos, constrangimento, cárcere privado e conduzimos para a delegacia”, disse o major.
O comandante informou, ainda, que Luís André já tinha passagem pela polícia por porte ilegal de arma de fogo e por estupro de vulnerável em 2017. O major acrescenta que, a princípio, o suspeito afirma que a culpa de as crianças estarem nessa situação seria da mãe. Após contato com ela, a mesma negou a culpa.
“Ela não estava presente no local, também não compareceu à delegacia ainda, mas a polícia já possui informações sobre o paradeiro dela”, explicou o major.
Informações dão conta de que a mãe dos meninos teria ido a uma confraternização.

Não foram encontrados materiais ilícitos na residência em que as crianças estavam. Não há informações do local para onde foram encaminhados.

Via Gilberto Lima

Homem é assassinado com golpes de faca na zona rural de Coroatá

O crime aconteceu após uma briga entre dois homens da localidade, na noite deste domingo (23).


Um homicídio foi registrado na noite deste domingo (23) no povoado Macaúba, zona rural de Coroatá.

O crime aconteceu após uma briga entre dois homens da localidade. Durante a confusão, em uma festa, o acusado sacou uma faca e desferiu vários golpes contra a vítima, identificada como Pedro. Ao todo foram cinco facadas

Pedro foi socorrido por moradores, mas chegou sem vida na UPA de Coroatá. A polícia já está investigando o caso e tenta prender o autor do assassinato, identificado como Leonardo.

Faltou cara ao manifesto dos diplomatas

PEDRO LUIZ RODRIGUES

Anonimato não é caminho para se expressar dissidência

O denunciante anônimo é protegido pelas normas jurídicas brasileiras, por ajudar a identificar autores de crimes que de outra maneira permaneceriam impunes. Cabe à autoridade a apurar os fatos e se as diligências confirmarem a denúncia, torna-se irrelevante o  anonimato.

No caso de manifestos ou outros documentos que expressam opinião ou pontos-de-vista sobre pessoas ou temas, a questão é diferente. A ausência de autoria retira-lhes eficácia, destituindo-os de valor legal e mesmo moral.

A esse respeito, a Constituição Federal de 1988 é explícita, dispondo em seu artigo 5º, IV que “é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato”. O veto constitucional ao anonimato busca, observam os juristas, impedir a consumação de abusos no exercício da liberdade de manifestação do pensamento.

Como jornalista que assina artigos – por cujo conteúdo respondo integralmente -, tenho uma certa desconfiança originária em relação a documentos como o “Manifesto” que diplomatas não identificados fizeram chegar à imprensa há alguns dias, duramente crítico ao Embaixador Ernesto Araújo, futuro chanceler do governo Jair Bolsonaro.

Não conheço o futuro Chanceler e não escrevo por procuração ou temor. É que tenho uma antipatia figadal por quem não tem coragem suficiente para expor suas idéias, preferindo ocultar-se no anonimato para disparar críticas acerbas ou promover ataques contra quem quer que seja.

Nos anos do PT não só me desliguei do Itamaraty  – para não ter de trabalhar sob o comando de quem me pareceu excessivamente subserviente aos comandos do partido -, como escrevi artigos, devidamente assinados, com críticas nem sempre suaves a Marco Aurélio Garcia e aos chanceleres dos governos Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff.

Quando um funcionário público de carreira do Estado decide discordar publicamente do rumo do comando da Casa a que pertence, há caminhos para fazê-lo, como os que são abertos no Congresso e pela imprensa. Documentos apócrifos, por mais benévolos que sejamos ao lê-los, são a pior coisa, são como “fake opinions”, execráveis, quando não covardes.

Os autores apócrifos (sic) desse manifesto confessaram sua total surpresa com o conjunto de declarações ou escritos “do eventual futuro chefe da diplomacia brasileira” por não condizerem com o que “acreditamos (quem?), deva ser uma diplomacia correta, consensual, isenta de intromissões religiosas, desprovida de desvios políticos e de preconceitos ideológicos.

Ora, como teria ganho o Brasil se os que se associaram (quantos são? Dois, cinco, cinquenta, duzentos?)  com esse texto tivessem tido, na época, a disposição e a coragem de discordar da condução canhestra com que foi conduzida nossa diplomacia, que nada teve de correta, de consensual, nem foi desprovida de desvios políticos e de preconceitos ideológicos.

Não justifiquem o fato de não assinarem a declaração com a convicção de que poderiam sofrer “retaliações indevidas” no exercício de sua funções, “algumas destas em nível de chefia, em diversos escalões”.

Vençam esse medo, tenham coragem. Se lhes faltar espaço, de um ou de outro lado, terei prazer de ceder o desta coluna, desde que para textos devidamente identificados.

 

Pedro Luiz Rodrigues, diplomata e jornalista.