DUPLA É PRESA POR SUSPEITA DE CRIMES CONTRA MOTORISTAS DE APLICATIVOS

Blog do Alex Ramos


A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Roubos e Furtos de Veículos (DRFV), com apoio da Delegacia de Roubos e Furtos (DRF), e a Seccional Oeste, cumpriram mandados de prisão preventivas contra Jefferson Correia, de 18 anos, e Erick Silva Santos, de 19 anos, em São Luís.
A dupla presa, foi identificada como autores de roubos, fazendo uso de arma de fogo a motoristas de aplicativos. A dinâmica dos indivíduos funcionava da seguinte forma, ambos solicitavam corrida pelo aplicativo, depois rendiam os motoristas durante o trajeto e subtraiam os veículos.
Vale ressaltar que tanto Jefferson Correa quanto Erick Santos já haviam sido autuados anteriormente por envolvimento em outros crimes.
Os autuados se encontram nas dependências do Complexo Penitenciário de São Luís onde ficará à disposição da justiça.

Jovem é preso após ser flagrado conduzindo moto roubada em Vargem Grande

A polícia militar e a Polícia Civil, recuperaram na tarde desta terça-feira(05) uma motocicleta com restrição de furto e roubo. O veículo modelo Honda Biz 125, cor preta era conduzido por um jovem identificado por Clemildo Rocha que foi abordado pelas guarnições em um patrulhamento de rotina na rua do Moizinho na Cohab Velha.

Após consulta no Sistema do Infoseg, ficou comprovado que o veículo foi roubado em Itapecuru. O condutor imediatamente recebeu voz de prisão e foi encaminhado da a delegacia regional de Itapecurú onde foi autuado em flagrante e encaminhado a Unidade Prisional do município.

O condutor flagrado pilotando  e a moto roubada foram encaminhados para a Delegacia. Clemildo deve responder por receptação de veículo roubado.

JUSTIÇA DO MARANHÃO JULGOU APENAS 60,2% DOS PROCESSOS E FICA EM ÚLTIMO LUGAR NO RANKING DO CNJ

Dados preliminares lançados no Sistema de Metas Nacionais do Conselho Nacional de Justiça demonstram que o Maranhão julgou apenas 60,2% dos processos recebidos. É o pior resultado entre as unidades da Federação. Já o Pará possui o melhor resultado com índice de 135,2%.

Os números extraídos do Sistema apontam que foram distribuídos 17.083.214 processos no Judiciário e, em 2018, 17.979.336 foram julgados representando 105,2% de cumprimento da Meta 1, que é de julgar uma quantidade maior de processos do que o que foi recebido durante o ano.

A afirmação de que realmente a Meta 1 foi atingida só se dará após a consolidação dos dados do Relatório Justiça em Números, divulgado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ao longo de 2019.

Justiça Estadual

Todavia, se observarmos apenas os números relativo às Justiças Estaduais não há motivos para comemorar. Segundo os dados lançados no Sistema de Metas Nacionais, até o momento, foram distribuídos em 2018 na Justiça Estadual, 11.173.276 processos e julgados 11.019.441 no Judiciário, o que representa 98,6% de cumprimento da Meta 1.

O pior resultado é registrado pelo Estado do Maranhão que julgou apenas 60,2% dos processos recebidos e o melhor resultado é do estado do Pará com índice de 135,2%.

O resultado apresentado pelo Tribunal de Justiça do Pará (TJPA) está aliado ao relevante investimento que o Estado vem fazendo na área tecnológica.

Como são definidas as metas nacionais

As Metas Nacionais do Poder Judiciário representam o compromisso dos tribunais brasileiros com o aperfeiçoamento da prestação jurisdicional. Busca proporcionar à sociedade serviços mais céleres, mais eficiente e de qualidade.

Em 2009, elas foram traçadas pela primeira vez como resultado de acordo firmado entre os presidentes dos tribunais para o aperfeiçoamento da Justiça brasileira. Essa iniciativa representou uma grande evolução para todo o sistema.

Com informações do Estadão de São Paulo, via Neto Ferreira

Ministro suspeito é imediatamente demitido por Bolsonaro

A denúncia de que durante a campanha o então candidato Marcelo Álvaro Antônio fez uso de “laranjas” para se apropriar da cota feminina do fundo eleitoral, custou-lhe o cargo de Ministro do Turismo.

Decreto publicado nesta terça-feira (5) no Diário Oficial da União procede a exoneração do ministro.

Assinaram o decreto o Presidente da República e o Ministro da Justiça.

Houve uma constatação de que a denúncia pode ter alguma consistência. Diante disso a atitude do Presidente da República foi condizente com o que havia prometido na campanha eleitoral.

O suspeito terá que se defender fora dos quadros do governo.

A ação rápida demonstra coerência.

Marcelo Antônio foi o deputado mais votado em Minas Gerais no último pleito. Diante de sua exoneração retorna para a Câmara Federal na bancada do PSL.

O celular do crime e o sofá

PEDRO ROGÉRIO MOREIRA

O telefone celular é um aliado poderoso do crime organizado. Por meio dele os chefões das quadrilhas planejam ataques à sociedade brasileira a partir das penitenciárias onde cumprem penas, como se vê atualmente no Ceará e como já se viu no passado em outros Estados. É necessário, pois, encontrar solução para neutralizar o uso criminoso desta invenção da modernidade.

O telefone celular é um aliado vital para o desenvolvimento pacífico de todas as atividades humanas, desde as mais banais do cotidiano, na cidade e no campo, como falar com a família e os amigos e enviar mensagens nas redes sociais como habitualmente fazem os políticos e as celebridades, até as mais complexas, como fechar um negócio comercial nos mais distantes pontos do planeta; e desbaratar uma quadrilha de malfeitores dos cofres públicos, como demonstram as quebras de sigilo telemático feitas sob autorização judicial pela Lava Jato.

Entre as duas realidades incontroversas, o Governo e o Congresso indicam preferir a satanização do invento que impulsiona a comunicação humana pacífica e turbina a atividade criminal. Simples assim: as operadoras do sistema ficariam obrigadas a bloquear os sinais emitidos das penitenciárias. Eis então a vacina contra o crime: criar um cordão digital de isolamento do criminoso.

Os defensores da solução aparentemente óbvia estariam imitando o personagem da velha anedota permissiva que retira da sala o sofá para impedir que o conquistador insolente não cometa mais a violação do seu lar. Ora, há outras formas de o insolente continuar conspurcando, como ensina há séculos o criativo Kama Sutra.

Num tempo em que o Brasil respira, de novo, os ares da boa política liberal, em que o Estado não deve se intrometer na vida dos cidadãos pacatos, está em gestação a ideia de terceirizar à iniciativa privada aquilo que é dever estatal: combater o crime. Este é só o primeiro ponto: as operadoras devem arcar com os custos da colocação dos bloqueadores de sinais, como se fora uma penalidade pela colaboração com o crime organizado. Num gesto de patriotismo, talvez as empresas aceitem o encargo financeiro na sua já extensa folha de tributos exagerados, e sem retorno para a sociedade, como o famoso fundo (Fust) criado no Governo FHC para a expansão da banda larga e que hoje soma uma montanha de dinheiro estocado; jamais foi utilizado para aquele fim: serve apenas para fazer o caixa do Tesouro.

Sendo instalado, pois, o cordão sanitário digital nas imediações das penitenciárias, o bloqueador de sinais vai silenciar não só os aparelhos contrabandeados pelos criminosos, mas igualmente os celulares de milhares de pacatos usuários que habitam as redondezas das penitenciárias ou por ali andam ou trafegam em automóveis. A tecnologia disponível não limita o bloqueio ao perímetro de um presídio; pensem no corpo estelar que os astrônomos chamam “buraco negro”, que suga toda massa cósmica; o bloqueador reterá todas as emissões de radiofrequência. Calará os celulares daqueles que vigiam os presos. Vai ser um apagão enorme. Os pacatos usuários irão reclamar, com razão. As penitenciárias, geralmente, são edificadas nas periferias, onde pouquíssimos moradores possuem o quase obsoleto telefone fixo. Como falar com o Corpo de Bombeiros? Como pedir uma ambulância ao Samu? Se, ao contrário, a prisão se localizar em zona urbana, densamente povoada, as queixas contra o apagão serão exponenciais. A Anatel vai multar as operadoras pela falta de sinal?

Se aqueles que desejam retirar o sofá da sala implantassem nos presídios o sistema vitorioso dos aeroportos em todo o mundo depois do 11 de Setembro, agiriam mais eficazmente. Simples assim: detector de metais. Eis o verdadeiro cordão sanitário contra o crime dentro dos presídios. Uma sequência de portais com raios-X, desde a entrada do presídio até o último ponto em que os presos têm contato com aqueles que os visitam, incluindo aí os guardas penitenciários e os advogados.

Estes dois entes da cadeia do crime que se pretende combater, é bom frisar, frequentemente são esquecidos nas notícias sobre apreensão de celulares em presídios. O noticiário fala sempre de parentes que visitam presos, de mulheres que escondem o aparelho nas partes íntimas e o repassa nos encontros amorosos permitidos pela lei. Há centenas de casos comprovados em que o aparelho é desmontado e, a cada visita, uma peça é entregue ao criminoso para ele o remontar na cela. O Ceará acaba de descobrir uma “oficina” de eletrônica numa cela. Há também, infelizmente, guardas penitenciários a favor do crime; todos eles, honestos e desonestos, deveriam ser obrigados a deixar os seus celulares em local apropriado antes do contato com os presos.

Sobre os patronos dos criminosos seria de bom proveito a revisão sobre a lei equivocada que os protege. Por que uma pasta de advogado não pode ser aberta na visita ao patrocinado reconhecidamente perigoso para a sociedade? Por que a OAB não permite que se quebre o sigilo bancário de um advogado que defende um notório criminoso? Até o asfalto da rua Halfeld sabe que Adélio Bispo de Oliveira foi o facadista de Juiz de Fora. Mas o Brasil desconhece quem paga os honorários do advogado do notório criminoso que atentou contra a vida do candidato Bolsonaro. Por que? Eis uma pergunta para o ministro da Justiça fazer ao insigne presidente da Ordem dos Advogados do Brasil.

O bloqueador de sinais nas penitenciárias é o sofá da velha anedota permissiva. Enquanto não se bloquear fisicamente a entrada do celular na sala,  o Kama Sutra do crime organizado continuará ministrando suas lições inventivas.

Pedro Rogério Moreira, é jornalista e consultor de telecom na área regulatória.