Fraude no concurso Miss Maranhão vira caso de polícia

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O concurso para a escolha da Miss Maranhão 2019, realizado na sexta-feira, dia 8, no Teatro Zenira Fiquene, Faculdade Pitágoras, está sendo acusado de fraude. Ocorre que a candidata vencedora, Carol Sousa, é amiga da maioria dos jurados.

Cada candidata pagou R$ 2,5 mil para ter o direito de participar do concurso, mas o que não se esperava que fosse jogo de cartas marcadas. Para que se tenha ideia da montagem, a vencedora é cliente de cabeleireiro que atuou como jurado.

Outro ponto falho foi a ausência de membro da empresa que organiza o Miss Brasil, que, pela primeira vez, não participou do concurso no Maranhão.

O blog teve acesso aos prints de conversas entre os jurados antes do concurso. Em muita delas, o nome de Carol é citada como a futura Miss Maranhão. A fraude foi tão escancarada que teve jurado gritando pelo nome da vencedora na hora do desfile (vídeo abaixo). A mesa de Juri, dentre outros, estava composta de médicos, dentistas e até arquitetos.

Um Boletim de Ocorrência foi registrado no plantão da Delegacia do Cohatrac e o inquérito segue amanhã para a Delegacia de Defraudações.  Eita Maranhão!

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ELEIÇÕES 2020: SERIA RICARDO MURAD CANDIDATO A PREFEITO EM COROATÁ EM 2020?

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O desembargador Ricardo Duailibe, atuando pelo Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão (TRE-MA), deferiu no fim do ano passado uma liminar ao ex-deputado Ricardo Murad (PRP) e concedeu efeito suspensivo a um recurso especial interposto pela defesa dele contra a decisão da corte que o considerou inelegível até 2020. O caso será, agora, analisado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).SERIA ELE CANDIDATO A PREFEITO EM COROATÁ EM 2020?Caso consiga este feito junto ao TSE, o ex-deputado Ricardo Murad poderá sair candidato a prefeito na cidade de Coroatá em 2020 (seu principal reduto eleitoral no estado do Maranhão e sua cidade natal). Com grandes feitos pelo Maranhão, principalmente na área da saúde, Ricardo Murad tem um grande respaldo junto ao seu eleitorado no estado e por conta disso a cidade de Coroatá poderá ter Ricardo Murad como candidato a prefeito em 2020. Aliados mais próximos de Murad já até comentam sobre essa possível candidatura e que está sendo vista com bons olhos no município.GOVERNO DESASTROSO DE AMOVELAR.

Luís FilhoCom um governo desastroso, o atual prefeito da cidade Luís da Amovelar Filho está fazendo um governo desastroso, até pior do que o governo do pai quando governou Coroatá por oito anos. A cidade está esquecida, não se vê uma obra sequer no município. Funcionários reclamam de salários atrasados, prestadores de serviços estão sem receber, a saúde está uma calamidade e o setor de infraestrutura nem se fala.ALIADOS DE AMOVELAR ESTÃO PREOCUPADOSOs próprios aliados do atual prefeito de Coroatá já comentam nas rodas de conversa sobre o desastre administrativo porque passa o município. Caso tenham Ricardo Murad como candidato a oposição de Luís da Amovelar Filho, a coisa poderá mudar e muito, já que Ricardo Murad é o maior líder político da cidade e tem seu eleitorado fiel. Vamos aguardar o andar da carruagem..

Advogados protestam contra presidente da OAB e pedem a extinção da entidade

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Um início catastrófico a gestão de Felipe Santa Cruz na presidência nacional da Ordem dos Advogados do Brasil.

Ligadíssimo ao PT, o advogado resolveu investir contra a Operação Lava Jato. Um abominável erro, que contraria frontalmente o sentimento de toda a classe.

Imediatamente, inúmeras manifestações efetivaram um verdadeiro massacre a Santa Cruz. Desnorteado, ele resolveu se defender com um patético desabafo nas redes sociais, alegando ter sido alvo de “robôs pagos por movimentos extremistas”.

As reações ao seu ‘desabafo’ demonstraram que os ‘detratores’ não eram ‘robôs’, mas advogados absolutamente insatisfeitos com o presidente da entidade

Neste final de semana, o advogado Cristiano Caiado de Acioli, que ficou conhecido por seu entrevero com o ministro Ricardo Lewandowski, gravou um vídeo pedindo a extinção da OAB.

O sentimento manifestado por Caiado começa a crescer em todo o país.

PERCIVAL PUGGINA O Senado brasileiro sepultou Goebbels

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Neste momento, em algum gabinete parlamentar, redação de jornal ou repartição partidária, alguém está produzindo uma narrativa para explicar o inexplicável. Não sei quem é o tipo, nem sobre o que escreve. Mas o sujeito está lá, dedilhando seu computador, a construir histórias sobre fatos que, interpretados como devem, prejudicam seu partido, seu parlamentar, sua visão de mundo, sua engenharia social. A seu modo, é um discípulo de Goebbels. A atividade é bem remunerada e antiga, mas ele talvez ainda não saiba: é um homem fora de seu tempo.

Uma das nove musas gregas, de nome Clio, filha de Zeus e Mnemósine, era a fonte de inspiração da História e da criatividade. A parte que cabe aos operosos construtores de narrativas no Brasil contemporâneo é a da criatividade, somente ela. Dane-se a História! Sua tarefa é orientada para induzir ao erro, ocultar o que for inconveniente, exibir como acontecido o que não passa de suposição. Aliás, convencer sobre suposições é parte do trabalho, profundamente desonesto, portanto. Era o trabalho de Goebbels.

Também assim, em muitas salas de aula, a história do Brasil e os acontecimentos cotidianos são objetos de “narrativas” em dissimulados cursos de formação de militantes, que engrossam o caldo de cultura necessário a tal objetivo. Também assim, a imagem de Lula, a cada condenação, vai para o restauro e ganha grotesco remendos retóricos. Também assim, em vez de examinarem a indecente pretensão de eleger Renan Calheiros, criticaram a desobediência dos senadores ao “sagrado” sigilo de voto imposto pelo companheiro Toffoli. Também ele, está fora de seu tempo.

Nos últimos cinco anos, conservadores e liberais foram sendo acordados de sua letargia e passaram a clamar por mudanças, pelo desmonte desses artefatos de guerra cultural que custeiam. Descobriram que podiam recuperar seu país. E graças às redes sociais, aos modernos meios de comunicação, ninguém mais é dono da notícia e, menos ainda, de seu significado. O construtor de narrativas pode colocar na boca de um congressista a frase de que Lula foi condenado novamente para prejudicar sua indicação ao Nobel da Paz. Ele pode mandar dizer que não foram as organizações criminosas que motivaram a Lava Jato, mas a Lava Jato que criminalizou a política. Pode, mas viralizará em memes, piadas e causará gargalhadas. Goebbels vai ao suicídio.

Qualquer dúvida sobre o significado dessa nova, democrática e irreprimível interação restou esclarecida nas duas sessões preparatórias para a instalação do ano legislativo e eleição da presidência do Senado. Bem vistas as cenas, lançado esse olhar sobre o fervilhante comportamento do plenário, ficou evidente a intensa atividade on-line. Senadores filmavam e filmavam-se, falavam e ouviam. Iam às suas páginas e escreviam. E liam. E contavam likes e dislikes. Às urtigas a ordem do Toffoli! Exibiram seus votos porque a sineta da soberania popular soava sobre as mesas e nos bolsos dos casacos.

Durante décadas, os construtores de narrativas foram muito bem sucedidos. Especialmente no tempo das velhas “cartilhas”. Ou do “cartilhismo”, como dizíamos aqui no Rio Grande do Sul, onde escrevo. Com estes instrumentos, os ativistas de esquerda eram nacional e uniformemente abastecidos de construções retóricas, esfarrapadas desculpas e grotescas acusações que, reiteradas além dos limites da náusea, tinham, pela repetição, aquele indigesto e conhecido poder de convencimento estudado por Goebbels. Pois esse tempo acabou, rápido e a muito baixo custo. No Senado brasileiro, Goebbels foi sepultado de vez, com audiência nacional. Raras preces, muitas vaias.