Jovem magistrada expõe com clareza o alcance da atitude de Bolsonaro ao expor o vídeo

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A exposição nua e crua do estado de degradação moral de um povo é meio legítimo e eficiente de elevação do nível de consciência coletiva, na medida em que escancara as entranhas carcomidas do ambiente cultural em que estamos inseridos.

Nos processos judiciais, a prova documental (vídeos, gravações, etc.) tem muito maior poder persuasivo do que a mera prova testemunhal. A oitiva de uma testemunha leva o juiz para a cena do crime de forma indireta, enquanto um vídeo é capaz de transportá-lo diretamente para lá.

Expor a realidade ao grande público pela via visual faz com que haja um deslocamento da posição estratégica do povo no processo de tomada de consciência de sua condição histórica: de mero receptor inerte de discursos políticos ou morais, passa a ser testemunha ocular dos fatos.

É possível despir-se de discursos ideológicos, mas não do ambiente, imagens e influências estéticas a que se é exposto todo o tempo. Os engodos progressistas sobrevivem assim, pois não se trata da adesão racional a uma DOUTRINA, mas da atuação afetiva e profunda em uma CULTURA.

Nesse processo, evidencia-se correta a afirmação de Olavo de Carvalho quando diz que a guerra não é ideológica, mas sim, cultural. O processo de simples persuasão racional, ou seja, o simples discurso ideológico é absolutamente impotente para lidar com tais fenômenos.

Lutar contra o estado de coisas tem menos a ver com convicções e crenças do que com a linguagem, não somente a verbal, mas também a pictórica – a comunicação através de imagens – que domina sonhos e imaginação. Nessa esfera profunda do imaginário atua a guerra cultural.

Por isso, torna-se essencial deslocar a questão do campo da guerra ideológica (persuasão racional ou argumentativa), para o da guerra cultural, mostrando cabalmente a realidade nua e crua, sem tarjas, em vez de apenas discursar sobre ela de forma elegante, polida e aristocrática.

(Texto de Ludmila Lins Grilo. Juíza de Direito)

Ludmila Lins Grilo
Ludmila Lins Grilo

Polícia Militar emite nota sobre vídeo com crianças amarradas em Caxias

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As crianças foram agarradas tentando arrombar uma residência e quando foram capturadas já estavam com as mãos amarradas, afirma a PM

A Polícia Militar do Maranhão se manifestou por meio de nota sobre um vídeo que circulou nas redes sociais nesta sexta-feira (8), onde duas crianças aparecem sendo levadas por policiais com as mãos amarradas. O fato aconteceu no município de Caxias.
De acordo com a nota, os policiais foram acionados para atender uma ocorrência de arrombamento de residência no bairro Seriema.
Ao chegarem no local, os PMs perceberam que os arrombadores eram duas crianças e que as mesmas já estavam com os braços amarrados com corda. Segundo a PM, os próprios populares que capturaram e amarraram os menores até a chegada da viatura.
Para evitar que eles fossem hostilizados, os policiais resolveram levar os infratores direto para a delegacia, “da maneira em que se encontravam.”
A nota afirma que investigações já foram iniciadas para averiguar se houve alguma falha no procedimento e que a Polícia Militar do Maranhão não coaduna com “qualquer tipo de ação que atente contra a dignidade da pessoa humana e muito menos com maus tratos contra crianças e adolescentes.”

Urgente: Homem é morto com um tiro na cabeça em Chapadinha.

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Por: Blog do Foguinho, 08 de março de 2019.
Por volta das 20:30h desta sexta-feira, 08, um homem foi assassinado com um tiro na cabeça dentro de um bar na Avenida Gustavo Barbosa, em Chapadinha.

De acordo com informações, o homem identificado por “Cabeça” era proprietário do bar “Choop Delivery” e foi morto por uma pessoa que se passava por cliente, que teria puxado uma arma e atirado a queima roupa.
Após o homicídio o criminoso fugiu do local.

A Polícia Militar foi acionada e está averiguando as informações preliminares.

SERGIO MOURA Podemos ser prósperos, se os políticos deixarem

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A grande maioria dos brasileiros é miserável, pobre ou economicamente medíocre. Cerca de 65% dos ocupados, 60 milhões, vivem com até meio salário mínimo, e 112 milhões, 90% dos que têm rendimentos, com até R$1.300 por mês, em média. Embora estejamos entre as 10 maiores economias do mundo, a renda per capita do brasileiro oscila pela 70ª posição e seu salário médio é de menos de 1/6 do dos países desenvolvidos. Em meados do século 19, a economia do Brasil era cerca de metade da dos EUA, hoje retrocedeu para 10%.

Essa penúria nos expõe a constante desrespeito aos valores morais que fundamentam uma sociedade pacífica, harmoniosa e próspera, como vimos semana passada nos excessos carnavalescos. Vivemos num ambiente de desordem, de sujeira, de permanente risco de vida e de perda de propriedade, de desperdício do nosso dinheiro, de insegurança jurídica e de carência de meios para prover-nos dos serviços públicos de que necessitamos.

A principal fonte dessa atrocidade sempre foram as nossas instituições, a Constituição então vigente e as leis que ela acolheu. Igualmente, a atual Lei Magna, na sua hipocrisia, anuncia pomposamente a defesa da liberdade, da prosperidade e da igualdade de todos perante a lei, mas, internamente, faz valer o contrário destes princípios e cria castas de brasileiros que têm o direito de usar o patrimônio e a liberdade dos demais em benefício próprio, impunemente.

Precisamos de um caminho para obrigar nossos políticos a pensar seriamente no futuro dos nossos jovens, num mundo em que os vertiginosos avanços tecnológicos tanto podem ser usados a favor, como fizeram Coreia do Sul e Cingapura, quanto condenar a maioria deles a continuar na miséria, pobreza ou mediocridade econômica.

Quando as regras do jogo são ruins, o jogo é ruim, e destrói o talento dos jogadores.

Presidente decide intervir no MEC e fazer ‘uma limpa’ de gente que só atrapalha

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Planalto chamou ministro para informar da troca de assessores

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Planalto chamou ministro para informá-lo da troca de assessores e secretários. Foto: EBC

O presidente Jair Bolsonaro decidiu iniciar uma espécie de “intervenção branca” no Ministério da Educação, chefiado pelo colombiano Ricardo Vélez. O ministro foi chamado ao Palácio do Planalto na quinta-feira (7) para ser informado da decisão do comando do governo de iniciar a substituição de assessores e secretários do MEC. Segundo fonte do Planalto, nesta fase inicial podem ser dispensadas até oito pessoas. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

A decisão de fazer “uma limpa” no MEC foi motivada por erros e constrangimentos provocados inclusive nas redes sociais.

Bolsonaro tem grande respeito pelo filósofo Olavo de Carvalho, mas não permitirá que ele administre o MEC por meio de “discípulos”.

Ao ser informado da decisão do Planalto, o filósofo foi às redes sociais pedir que seus seguidores abandonem o governo.

Procurado pela coluna, o Ministério da Educação não comentou as demissões até o fechamento desta edição.