O que foi dito na conversa entre Flávio Dino e Sarney?

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Encontro entre o governador Flávio Dino e o ex-presidente José Sarney não foi apenas “conversa para boi dormir” – foi para valer e deve ter repercussões dentro da política maranhense

A pergunta básica sobre o encontro do governador Flávio Dino com o ex-presidente José Sarney é a mais óbvia possível e também a mais importante: “Qual o tema central dessa conversa inusitada, com tão forte apelo político?” Não foi sem motivo que o encontro obteve a mais ampla repercussão nacional e dentro das divisas do Maranhão. Afinal, José Sarney, com 89 anos, longe de qualquer mandato e sem o peso político que já carregou por longas décadas nos três poderes da República, mesmo assim, ainda tem simbolismo.PUBLICIDADE

Leia também: Flávio Dino se reúne com Sarney para discutir sobre crises do atual cenário político do país

Sarney foi e continua sendo o mais duro opositor de Flávio Dino. Este, por sua vez, nunca deixou por menos os contra-ataques desferidos nos embates que ultimamente têm ficado a critério do neto do ex-presidente, deputado estadual Adriano Sarney, na Assembleia Legislativa, hoje, o único da família com mandato eletivo. Nas duas eleições em que derrotou o seu grupo, tirou a filha Roseana Sarney da ribalta política e deixou o sistema sarneísta destroçado, Flávio Dino mereceu ataques raivosos do velho Sarney. Mas o momento é de amadurecimento e profissionalismo politico.

Tirana comparação

Foto: José Cruz/Agência Brasil

Em agosto de 2018, em plena campanha eleitoral, com a filha Roseana tentando voltar ao Palácio dos Leões e o filho Zequinha, ao Senado Federal, Sarney mostrou-se furioso ao saber que aproximadamente 100 vias e prédios públicos perderam o nome dele e da família por proposta de Flávio Dino à Alema, com base na Carta de 1988. Oficialmente, tais bens passaram a ser rebatizados com outras denominações. Sarney comparou o governador ‘comunista’ ao ditador Josef Stalin, “o maior tirano que a humanidade já conheceu”.

“Não estou irritado com isso. O que me fez avaliar até onde vai a mesquinharia foi querer tirar o nome de minha mulher da Maternidade Marly Sarney, que ela construiu com tanto amor”, escreveu Sarney em seu jornal, O Estado do Maranhão. Agora, ao se debruçarem, de forma amistosa, sobre o momento político nacional em que a “democracia corre risco”, Flávio Dino e José Sarney desanuviaram o ambiente encarrascado da política maranhense e abriram o horizonte nacional para o nome do governador, que se projeta como eventual candidato a presidente em 2022.

Lembrando Cafeteira

Nunca é tarde para tirar-se desse encontro lições do passado e apontar rumos para o futuro. A reunião, portanto, foi louvada e apoiada por deputados do MDB de Sarney, como Roberto Costa, que a classificou de conversa de “histórica”, até o presidente da Assembleia, Othelino Neto, do PCdoB. Para ele, o achegamento de Dino a Sarney “extrapola as divergências paroquiais, deixadas de lado, para buscar soluções para o país”.

Vale ressaltar que, no ramo da política, com Sarney não existe imponderabilidade. Quando o ex-senador e ex-governador Epitácio Cafeteira morreu, um ano atrás, Sarney esqueceu todo o passado de homéricas lutas política entre ambos para destacar o lado bom do ex-inimigo histórico e depois aliado de confiança. “Tivemos, por essas vicissitudes da vida e da política, de muitas vezes estarmos separados, adversários duros, em partidos diferentes. Tive, entretanto, uma grande sorte, e ele também dizia a mesma coisa, de reencontrá-lo, e, depois de ser seu adversário, nós nos reaproximamos, e eu o indiquei para governador, quando era presidente da República, e nele votei”.

E qual foi a conversa, afinal?

O tema central que dominou a aproximação, já que Dino e Sarney não iriam perder tempo botando conversa fora – conversa pra boi dormir – deve permanecer com o carimbo de “sigiloso”. Com apenas 6 meses à frente do governo no 2º mandato, o governador do PCdoB tem se mostrado presente em todo o debate nacional, inclusive fazendo palestras em universidades americanas e inglesas sobre a situação do Brasil. Ele é crítico intransigente das políticas anunciadas e medidas tomadas no âmbito do Legislativo, pelo presidente Bolsonaro.

Foto: Reprodução

Antes de encontrar-se com Sarney, Dino conversou também com  os ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso (PSDB) em São Paulo, e Lula, na prisão em Curitiba. Dino é um dos líderes do Consórcio de governadores do Nordeste, cujos integrantes estão arredios sobre a Reforma da Previdência nos moldes pretendidos pelo Planalto. Ao procurar Sarney, Dino reconhece a sua importância histórica e a lucidez sobre o Brasil. E Sarney, que anda equidistante de Bolsonaro, tem uma considerável reserva política no centro.

A força do bolsonarismo

Dino hoje é a maior liderança nacional das esquerdas, fora Lula. Por isso, tem procurado o espaço franqueado com o desmantelamento do PT e dos partidos do mesmo universo continuarem sem uma estratégia unificada de ação. Além disso tudo, há o avanço da direita com Bolsonaro à frente no Planalto, fortalecido pela classe média e uma robusta bancada no Congresso.

A vitória de Bolsonaro em 2018 trouxe à tona nova situação política no Brasil. Como uma onda, o “Bolsonarismo” quebrou as expectativas políticas dos mais conhecidos partidos. Estribado nas redes sociais e suas inúmeras facetas, a “chamada nova política” continua firme perante o eleitorado que o elegeu, embora com a popularidade em declínio espantoso, apresentado nas pesquisas. O Ibope/CNI de quinta-feira passada deu-lhe apenas 32% de aprovação, o menor índice desde a posse.

É nesse ambiente de crise institucional na política, a economia arruinando a vida dos trabalhadores e levando de roldão também a classe média, que Dino se movimenta. Seu PCdoB é um partido minúsculo diante das bancadas que se uniram ao Centrão para decidir o destino das votações no Congresso. Por enquanto, Bolsonaro governa com um olhar no movimento de oposição e no segmento que ainda o segue devotando nas redes com o mesmo entusiasmo.

O risco do confronto

Foto: Reprodução

Quando Dino procura os líderes do PSDB, do PT e do MDB ele sabe que na conjuntura atual terá que formar uma frente que faça contraponto ao governo. Os três partidos cujas lideranças Dino procurou para discutir o Brasil são vozes que decidem e são capazes de passar ao Brasil uma visão abrandada da esquerda, longe do que a direita conseguiu enraizar na mente do público que carimbou a esquerda como o mal maior, graças aos governos do PT. Desmanchar isso é o maior desafio de uma eventual candidatura de Dino.

O analista político Valerio Arcay traça um rumo previsível para o que chama de “tática quietista” consiste em disputar o espaço de oposição e aguardar as próximas eleições. Quietismo deriva de ficar quieto, na moita. “A oposição deve aproveitar as posições institucionais que ocupa, nos governos estaduais, Prefeituras e nas Câmaras, Assembleias e no Congresso para a melhor redução de danos possível. A unidade de ação  com os partidos do Centrão, sob o mínimo denominador comum, deve ser priorizada! A esquerda não deve desafiar, frontalmente, o governo, porque pode provocar um endurecimento das tendências bonapartistas”, ensina.

Imparcial

Os novos “vazamentos” do site The Intercept e o impacto imediato no HC de Lula

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O que aconteceu durante o mais novo “vazamento” do tabloide The Intercept na madrugada de sábado (29) está sendo tratado de forma equivocada pelos veículos de comunicação. Há bons textos, mas passam longe da gravidade jurídica dos fatos verificados.

O impacto digno de destaque é no pedido de habeas corpus impetrado pela defesa do ex-presidente Lula no Supremo Tribunal Federal sob o argumento de parcialidade do ex-juiz Sérgio Moro à época da instrução e julgamento do caso.

Lembremo-nos: o HC ainda não foi julgado pelos membros da Segunda Turma do STF. Os ministros Edson Fachin e Cármen Lúcia já votaram por denegar o pedido, mas faltam os votos de Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e do decano Celso de Mello. A decisão ficou para o segundo semestre de 2019 após a frustrada manobra jurídica para conceder uma inédita liminar em habeas corpus.

Em festival de entrevistas concedidas durante a semana (antes desse último vazamento) — Estadão e GloboNews, para ficar em dois exemplos —, o ministro Gilmar Mendes foi claro ao defender que “provas obtidas por meios ilícitos podem ser usadas em juízo” e que os vazamentos do tabloide “podem suscitar a nulidade dos processos da Operação Lava Jato”. Em resposta à jornalista Eliane Cantanhêde, Gilmar sugeriu, inclusive, que poderia haver “indenização do Estado” a quem ficou preso, caso haja nulidade dos julgamentos.

Noutras palavras, o material de Glenn Greenwald e sua equipe estava causando uma reviravolta no universo jurídico, com chance realista de liberdade para o ex-presidente Lula. Talvez a maior delas nesses 450 dias de cárcere.

Pois é… e agora?

Agora, o vento virou. Com as navalhadas do Intercept no último vazamento, os ministros do STF não podem mais usar o material em seus votos, nem mesmo em menções indiretas.

Não se trata mais de serem ou não provas obtidas por meio ilícito. Agora há a certeza factual de que o material sofre edições para publicação, pode conter alterações dolosas, erros brutais e não representar a transcrição fidedigna dos dados cibernéticos hackeados.

Deixou de ser informação jornalística, lastreada pelos melhores métodos profissionais. Tornou-se material de origem duvidosa, editado para ser panfleto político-partidário.

Para que possa ser utilizado como prova na confecção de um acórdão da Suprema Corte, todo o material, recebido por Glenn Greenwald através de “fonte anônima”, precisaria ser instruído ao processo, devendo ser requisitado e periciado em sua integralidade a pedido do juízo responsável.

Esses detalhes pouco importam para Gilmar e Lewandowski. Mas, eles terão peso no voto do ministro Celso de Mello. Basta observar todos os votos do decano em decisões de grande envergadura da Corte.

Ou vocês imaginam que Celso de Mello pode determinar a soltura de Lula baseado em matérias de imprensa onde não é possível verificar se o “Ângelo” é Ângelo Goulart Villela ou Ângelo Augusto Costa? Se “Monique” é a procuradora Monique Checker ou qualquer uma das 327 Moniques que constam nos quadros do Ministério Público Federal (MPF)?

Eu, particularmente, duvido que o ministro cairá nessa cilada restando poucos meses para sua aposentadoria.

Resumo da ópera: numa fração de minutos, os “erros de edição” do Intercept transformaram-se no maior tiro no pé para a defesa do ex-presidente Lula.

P.S.: Note-se que, em momento algum deste texto, foi utilizada a expressão “opinião pública”. Se considerada, o desastre é ainda maior para a narrativa de quem defende “Lula Livre”.

Bom domingo a todas(os)!

Helder Caldeira

Trocas de mensagens revelam ligação de traficantes com policiais no Morro do Dendê

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Grupo chefiado por Fernando Guarabu negociava informações, armas e equipamentos da polícia em troca de propina; diálogo mostra ameaça feita por policial que reclama atraso no pagamento.


Mensagens de texto revelam ligação entre traficantes e PMs corruptos

Trocas de mensagens obtidas com exclusividade pela Globo mostram os bastidores de negociações entre supostos agentes públicos e traficantes da Favela do Dendê, na Ilha do Governador, Zona Norte do Rio.

As mensagens de texto revelam que um homem que se identifica como Léo e se apresenta como policial exige o pagamento de R$ 300 mil por informações sobre uma operação do Bope, a tropa de elite da PM do Rio, na favela.

De acordo com a Polícia Civil, as conversas são entre um traficante conhecido como Tetê, que seria um homem de confiança do chefe do tráfico Fernandinho Guarabu, executado pela polícia nesta semana. Tetê é quem, segundo a polícia, negociava propinas, drogas e armas.

Fernando Gomes de Freitas, o Fernandinho Guarabu, era um dos traficantes mais antigos e mais procurados do Rio. Ele morreu esta semana durante uma operação policial. O corpo dele foi nesta sexta-feira (28).

Contra Guarabu havia 14 mandados de prisão que não eram cumpridos, segundo as investigações, graças ao envolvimento de policiais militares corruptos com a quadrilha do traficante.

Na troca de mensagens de texto que a Globo teve acesso, Tetê e um suposto PM, que se apresenta como Léo, pede R$ 300 mil para dar informações sobre operações policiais na favela do dendê e cobra o pagamento do valor integral.

“Já se passou muito tempo e o acordo ainda não foi cumprido. O chefe pediu para mandar os 200 mil restantes, que seja em 4 parcelas de 50 mil”, diz o suposto PM em uma das mensagens.

Em outro trecho, Léo reclama que se o Guarabu não comprar a informação, o resto do bando, que ele chama de funcionários, seriam os maiores prejudicados. Disse ainda que traficantes poderiam acabar presos ou mortos, em eventuais operações policiais. Ele faz uma ameaça contra Guarabu: a ideia é de que se não conseguir prender ou matá-lo, é levá-lo à falência.

No diálogo, o policial continua em tom ameaçador: “Você vai ver aquilo lá pegar fogo de verdade. Como te falei a paciência já esgotou. E lembra o que aconteceu com o traficante peixe da Vila Aliança, que teria rejeitado um acordo semelhante: 48 horas depois de rejeitar uma informação estava algemado, implorando para negociar”.

O traficante se mostra impotente diante da recusa de Fernandinho Guarabu em negociar com o policial e responde: “Mais fazer o que? Fernandinho quer isso pra vida dele”.

Em outra conversa, um suposto agente da área da segurança pública avisa a Tetê de uma operação do Bope

“Não tem como dar um jeito de intervir pra acalmar lá?”, pergunta o criminoso, diante do que o interlocutor responde: “Tá louco! Sem dinheiro????? Se eles pagarem à vista, tem como”.

Nesse diálogo entre o criminoso e a pessoa ainda não identificada, Tetê pede informações, que ele chama de visão, sobre operações policiais a mando, possivelmente, de outro traficante apelidado de “Lele”.

A pessoa responde que até o dia 17 não tem nada previsto e fala abertamente: “Da cúpula da segurança carioca não tem nada pra lá”, mas alerta que surgiram informações sobre Guarabu, que ele chama de fulano.

Entre a troca de mensagens há até o vazamento da escala de policiais civis que participariam de uma operação no Dendê.

As investigações mostram que as relações entre Fernando Guarapu e policiais corruptos envolvia também armas e até equipamentos da polícia.

Vídeos que o RJ2 exibiu na sexta-feira, gravados em abril de 2007, mostram o sargento PM Renato Alves da Conceição entregando um fuzil AK-47 para um dos criminosos da quadrilha. Em seguida, Fernando Guarabu aparece segurando a arma e colocando o carregador. O policial militar foi morto oito meses depois, em Jacarepaguá, no carro de luxo que ele dirigia.

Em outro vídeo, Carlos Alberto Cambraia Jr., apelidado de Metal, aparece em pé. A voz ao fundo, segundo a polícia, é de Fernando Guarabu, que diz quase nunca se arriscar a sair da favela.

“Tenho medo de sair do morro, na moral. Outro dia fui, quatro carros, lá no Pinheiro, 20 fuzil, fala aí, assim eu vou. Agora, vou ficar me arriscando, sabendo que chega lá, nego vê ele mesmo pode ligar, fulano tá aqui, igual aconteceu com Adriano aí, os caras lá”.

Metal morreu durante uma operação do Bope, em janeiro de 2017.


A polícia investiga agora imagens de um baile realizado na noite desta sexta-feira em homenagem a Fernando Guarabu e aos traficantes mortos na mesma operação.

Polícia Militar prende dupla acusada de roubar celulares em Presidente Vargas

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A Policia Militar de Presidente Vargas em conjunto com a Guarda Municipal de Vargem Grande, prendeu na manhã deste sábado(29), A.R.S, 14 anos e João Felipe Alves Costa, 18 anos, por roubo de celulares. As vítimas foram dois jovens.

O crime aconteceu na noite de ontem(28), na rua projetada, centro de Presidente Vargas. Os indivíduos foram presos em suas residências, e no primeiro momento, eles negaram autoria. Depois, quando foram reconhecidos pelas vítimas, ambos assumiram o crime.

A arma ultilizado no delito não foi encontrada. Diante dos fatos, os autores foram conduzidos para a Delegacia Regional de Itapecuru para as providências cabíveis. Com contribuições do Blog do Sergio Roberto

VEREADORES DE VITÓRIA DO MEARIM ACUSADOS DE CORRUPÇÃO SÃO AFASTADOS DO CARGO

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Por decisão das Justiça, oito vereadores de Vitória do Mearim foram afastados de seus cargos com suspensão da remuneração e posso imediata dos suplentes até o término do processo. A ação judicial é repercussão da investigação sobre crimes de associação criminosa e corrupção na Câmara de Vereadores referente a pedidos de propina para arquivamento de CPI contra a prefeita Dídima Maria Coêlho, com base em supostos crimes de responsabilidade.

A investigação da Polícia Civil e Ministério Público culminou com a prisão preventiva de vereadores no início do mês de junho. Eles foram liberados dez dias depois, mas agora o vereador Oziel foi preso novamente por outros crimes descobertos durante a investigação policial.

O crime de comércio ilegal de arma de fogo foi descoberto durante esta investigação e a Justiça decretou a prisão preventiva do vereador Oziel por mais este crime”, disse o delegado Guilherme Campelo.

Oziel Gomes da Silva foi preso nessa quinta-feira (27) e já voltou ao Complexo Penitenciário de Pedrinhas, em São Luís. Além dele, os outros vereadores afastados por ordem da justiça foram George Maciel da Paz, que era o presidente da Câmara, Hélio Wagner Rodrigues Silva, Marcelo Silva Brito (Marcelo da Colônia), Mauro Rogério (Nego Mauro), José Mourão Martins e Raimundo Nonato Costa da Silva (Nonato do Chelo) e Benoa Marcos Rodrigues Pacheco (Bena).

Investigação

A operação foi deflagrada no dia 5 de junho, quando os vereadores de Vitória do Mearim foram presos depois de uma investigação policial referente a crimes de corrupção por pedidos de propina para arquivamento de CPI contra a prefeita da cidade, segundo a apuração da Superintendência Estadual de Combate a Corrupção e Organizações Criminosas (Seccor) e o Ministério Público do Maranhão.

Segundo a investigação, vereadores do município pediram propina para arquivarem uma Comissão parlamentar de Inquérito (CPI) contra a prefeita do município, Dídima Maria Coêlho. Os vereadores teriam pedido a propina ao marido da prefeita, que é o chefe de gabinete, Almir Coêlho Sobrinho. A CPI teria por base o crime de responsabilidade da gestora municipal.

Segundo a Polícia Civil, as conversas foram gravadas pelo chefe de gabinete. Nos áudios, a polícia disse que os vereadores pedem R$ 320 mil, que poderia ser pagos de forma parcelada. No decorrer das investigações, a polícia descobriu que outros vereadores iniciaram novas chantagens no valor de R$ 70 mil. Teve um vereador que chegou a pedir R$ 100 mil.

Almir Coêlho Sobrinho disse em depoimento aos policiais que além da propina, ele descobriu que os vereadores pretendiam afastar Dídima Coêlho para que “a vice (Elzir Lindoso) assumisse e pudesse sacar a quantia correspondente aos royalties da mineração destinados ao município”. O valor chega a R$2,2 milhões.

Fonte:  G1 MA

Polícia desmonta acampamento de criminosos em São Luís.

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Um acampamento de um grupo criminoso que atua na região da BR 135, foi desarmado por uma equipe de policiais do 21º BPM quando fazia ronda pelas proximidades da Vila Progresso aos fundos do Centro de Detenção Provisória de Pedrinhas Zona Rural de São Luís.

No acampamento além de drogas, armas, e dinheiro em espécie, foram encontradas mochilas com roupas que podem ser produtos de roubos ou assaltos a ônibus, prática criminosa muito comum na região.

Em uma das mochilas foi encontrado o RG em nome de Fernando José Melo daSilva de 18 anos de idade.

Nenhum bandido foi preso, mas a polícia continua diligenciando no sentido de prende-los. Todos os objetos encontrados, foram encaminhados a Delegacia da Cidade Operária.

Congresso dorme, mas ministro Barroso, diligente, impede o retorno da farra dos sindicatos

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Ministro Barroso cassa decisão que autorizava desconto em folha de contribuição sindical.

É essa a função do Supremo, que ultimamente dá uma no cravo, outra na ferradura. O congresso deixou de apreciar, e com isso caducar, a Medida Provisória 873/2019, que proibia o desconto automático em folha da contribuição sindical, que só poderia ser feita por boleto bancário e com autorização expressa de cada trabalhador.

PRF acha cerca de R$ 2,5 milhões escondidos dentro de carro em SP

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A Polícia Rodoviária Federal apreendeu cerca de R$ 2,5 milhões que estavam escondidos dentro de um carro que transitava pela rodovia Régis Bittencourt, nesta sexta-feira (28), na altura da cidade de Registro, no interior de São Paulo. O motorista, que disse que o dinheiro não era dele e que só receberia pelo transporte, acabou sendo preso em flagrante por lavagem de dinheiro.

De acordo com a PRF, durante ações da Operação Copa América em São Paulo, os policiais pararam uma picape no km 430 da rodovia. O motorista, de 34 anos e morador de São Paulo, aparentava estar um pouco nervoso ao conversar com os policiais, principalmente, na hora da apresentação dos documentos.

O veículo e a habilitação do motorista tinham registros normais mas, desconfiados dele, os policiais rodoviários federais decidiram fazer uma verificação detalhada do veículo e encontraram, escondidos no painel do carro, diversos pacotes plásticos. Os policiais encontraram, dentro dos pacotes, notas de R$ 50 e R$ 100.

A contagem preliminar da PRF apontou que havia cerca de R$ 2,5 milhões escondidos no carro..

Ainda segundo a PRF, o motorista não tinha comprovação da origem do dinheiro. Ele disse aos policiais que o dinheiro não era dele e que só receberia pelo transporte do material. O homem ainda contou que retirou o veículo em um shopping, na capital paulista, e seguia para Balneário Camboriú, em Santa Catarina.

O motorista foi encaminhado para a Delegacia de Registro e preso em flagrante por lavagem de dinheiro. O dinheiro apreendido também foi levado à delegacia. Um inquérito policial foi aberto para investigar a origem e descobrir quem é o verdadeiro proprietário da quantia.

Capitular? Jamais

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José Mauricio de Barcello

Foi por pouco. Passou perto desta vez. Tal como em 08 de julho de 2018, quando um Desembargador petista tentou libertar Lula, atendendo a um plano criminoso de seus advogados e seguindo na mesma linha de tantas outras solertes tentativas, o Supremo de Toffoli, Gilmar, Lewandowsk e Marco Aurélio neste último 25 de junho quase colocou em liberdade o maior ladrão da coisa pública da história contemporânea. Sob o aspecto técnico jurídico as possibilidades de se libertar o “Ogro Encarcerado” eram iguais a zero. Contudo quando pela undécima ou pela milésima vez a esquerda delinquente, ainda muito endinheirada, tenta por meio de suas longas mãos alcançar essa petulante façanha isto assusta, desestabiliza e atemoriza os homens de bem prejudicando a reputação do Brasil no exterior, justo nesta hora em que a Nação precisa demonstrar para o mundo toda estabilidade e toda segurança de um País que quer se habilitar aos trilhões de dólares de investimentos estrangeiros, ávidos de um lugar sério para aportar tanto capital.

Por conta disso, também, é que a libertação do bruto representaria uma derrota mais do que emblemática para a sociedade brasileira. Neste passo cabe um parêntese. Ponderem. Tem tanto bandido do colarinho branco preso (Zé Dirceu, Cabral, Cunha, Vaccari, Geddel, etc) e bem preso. Porque, então, essa loucura ou qual a causa dessa doentia obsessão para libertar o “Ogro Petista”? Será por que só ele tem a senha da grana que ainda está escondida no exterior?

Todavia, não nos deixemos enganar. A soltura do patife-mor, preso em Curitiba, não é definitivamente o grande problema do Brasil nem é o grande objetivo da vermelhada. A liberdade de Lula é tão somente uma das ações nefandas que os poderosos apeados do poder querem pôr em prática para retornar ao sistema corrupto, destrutivo e desumano que dominavam. Os contras querem e precisam, como ar para respirar, de: a) cercar Bolsonaro dentro do Planalto; b) imobilizar suas iniciativas e destruir suas propostas no nascedouro; c) bloquear suas mensagens no legislativo; d) judicializar suas proposições no STF e, com o apoio da extrema imprensa, destruir e desacreditar o Capitão junto ao povo.i

Tirante aí uns ladrões mequetrefes da laia de Gleise Hoffmann e caterva ou sabujos do “Analfa de Garanhuns” do tipo Amorim, Falcão ou Lindbergh, a vermelhada raivosa e doente a rigor não quer ver aquele abjeto e decaído psicótico que os dominava com mão de aço e muita grana, solto novamente. Esta situação me faz recordar a objeção ferrenha de Ulisses Guimarães e de seus comparsas que lutaram contra a anistia proposta pelos revolucionários de 1964, para evitar que os fujões FHCs e Brizolas da vida (exiliados uma ova) retornassem ao País porque sabiam que muitos não se reelegeriam com o retorno dos arqui-inimigos do Brasil, que acabariam por surrupiar seus votos. Agora também, Ciro, Boulos, Moulon, Feghali e outros porcarias semelhantes não querem Lula solto porque eles próprios almejam tomar o poder e botar a mão nos cofres públicos. Com Lula a grana fluía, porém a conta-gotas e somente em troca de muita vassalagem. Imagino que não haja novidade alguma nisto que falo. Segundo alguns grandes analistas das Forças Armadas, um interesse real em um Lula fora do xilindró só tem mesmo a banda podre do Supremo que sonha com a volta dos tempos em que, sem esforço algum, recebia, desviava, malversava e se locupletava do dinheiro do povo, sempre escondida atrás de suas capas pretas.

Quem está sublevando a ordem
e o progresso é o legislativo
que trama diariamente
para que o Brasil não avance

Este é o cenário que se apresenta no momento e que configura o grande drama vivenciado pelos patriotas nesta hora. Não há um só homem honrado neste País que possa dizer, com honestidade, que ignorava o que iria acontecer com a eleição do Capitão. Diante da fragorosa derrota que foi imposta à vermelhada pelo Movimento Revolucionário Popular de 2018 – MRP 2018 – aquela trupe imaginou que se Bolsonaro tomasse posse não ousaria governar sem o domínio das sociedades de bandidos travestidas de partidos políticos. Se nomeasse um ministério ao arrepio dos caciques ou dos chefes das tais quadrilhas não teria mais do que meia dúzia de parlamentares no Congresso inteiro para apoiá-lo. Se, com o apoio do povo, ainda assim conseguisse realizar alguma coisinha teria que guerrear diariamente para não ser emparedado ou “impichado”. Por fim, caso nada disso desse certo aterrorizariam o novo governo, desafiariam as instituições mais sólidas e confiáveis como as Forças Armadas e engessariam a máquina governamental até o limite da paralisia econômica e do aprofundamento do caos, provocando a desestabilização civil e a revolta popular, o que exigiriam uma inevitável intervenção visando à retomada da lei, da ordem e à instalação do progresso. O caos é iminente e a intervenção já surge como a derradeira saída. A rigor é tudo o que a esquerdalha quer e precisa para acusar de fascista e golpista o legítimo governo de Jair Bolsonaro. É isso que querem, pois é isto que terão.

Aqui vou me dirigir aos generais e lideres militares, que foram tão humilhados e perseguidos por FHC, por sua consorte comunista e por corruptos a eles ligados do tipo José Serra e só o faço porque espero que tenham aprendido a lição. Aquela gente ladra, desqualificada e petulante a cada dia que passa mais afronta o Brasil do bem. Não vai parar nunca. Desta feita, mercê de uma ação terrorista engendrada e vinda do exterior que comprometeu a “segurança nacional”, os contras cravaram nas costas de Sérgio Moro – o herói dos novos tempos – a mesma faca do ódio, da inveja e da vingança com a qual quase mataram o Capitão. Portanto, chega! Está na hora de dar o troco. Se render, jamais!

Não somos realmente como os americanos do norte, um povo beligerante, mas todas as vezes que o Brasil precisou de seus filhos eles não fugiram da luta. A última foi em 31 de março de 1964. Vamos repetir. Vamos outra vez – e quantas forem necessárias – dizer um não rotundo aos comunas, aos socialistas, aos corruptos, aos intelectuais da impostura, aos inimigos da família e da cultura judaico cristã, aos príncipes e nababos da máquina governamental, aos chupins do suor de nossa gente sofrida; aos deformadores de opinião e aos barões da comunicação, para que em definitivo entendam que basta de tanta ignomínia e desfaçatez nesta Terra de Santa Cruz. Os espertalhões do jornalismo mais abominável já enxergaram o que vem por aí e, em pânico, estão com grande dificuldade para explicar porque o povo – de quem todo poder emana – tem que se quedar silente enquanto os patifes manobram contra seus justos anseios e em detrimento do Brasil.

E pouco se me dá que digam que estou pregando sublevação da ordem ou conspurcando as instituições e afrontando a democracia. Não! Não sou eu quem está fazendo coisa alguma disto. Quem está sublevando a ordem e o progresso é o legislativo que trama diariamente para que o Brasil não avance. Quem desonra as instituições republicanas, principalmente as casas do legislativo e a mais alta Corte do País, são suas próprias facções mais negras e mais torpes que passaram a dominá-las. Quem afronta a verdadeira democracia são aqueles que se valem dos mandatos e das funções que o povo lhes concedeu para trair a vontade da maioria, tantas vezes brandidas de norte a sul do Brasil.

Logo que foi convidado para assumir a pasta da Justiça e da Segurança Pública, durante uma entrevista de rua, um desses “vagabundinhos” do jornal “O Goebbels” perguntou ao já consagrado paladino da Justiça, Sérgio Moro, se ele aceitando o cargo não temia ser acusado de faccioso ou de parcial por ter condenado e prendido Lula – “o pus da humanidade”? Com um leve sorriso de desdém o Juiz calou o “imbeciloide” dizendo: “quer eu aceite ou não vão falar isso de qualquer maneira” e, ato seguinte, deu as costas ao jornalista mal-intencionado. Pois bem, esta é a situação que agora se apresenta para os patriotas. Quer exijamos ou não o fechamento das instituições que estão mantendo o Brasil cativo da miséria e da fome dirão os contras, os bandidos e os vendilhões da Pátria que nosso objetivo sempre foi destruí-los. É verdade, pelo menos de minha parte sempre soube que aquela gente corrupta e perversa é contra o Brasil, isto é, contra os homens de honra desta Nação Verde e Amarela e que somente serão parados quando forem colocados a ferros. De outra maneira vão nos destruir.

Por derradeiro, mas não menos importante digo que se tudo não recomeçar agora no próximo domingo dia 30 de junho com o MRP2018 nas ruas vestido de Brasil, logo adiante virá e inevitavelmente acontecerá. Quanto mais demorar, mais a doença vermelha se alastrará pelo tecido social; mais desespero vai se impor aos desvalidos de Lula e Dilma, que nada mais têm para viver ou até dispor para ser enterrado; mais o Brasil vai se expor e ser humilhado perante a comunidade das Nações Livres e Soberanas e mais brasileiros de verdade, como o Capitão e sua equipe, serão alvo dos criminosos de Brasília, bem como das associações e das sociedades protetoras e sócias da bandidagem, aí inclusas as entidades que homiziam os advogados de bandidos e a imprensa profissional. Qual a saída que nos resta? É isto ou, então, capitular sem lutar.

Conheça o golpe em venda por anúncio na internet com vítimas em São Luís

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Em operação em três estados, a Polícia Civil conseguiu prender três estelionatários que ganhavam dinheiro com anúncios falsos de venda de carro.


Suspeitos são presos acusados de praticar crimes virtuais no MaranhãoJMTV 1ª Edição00:00/03:39

Suspeitos são presos acusados de praticar crimes virtuais no Maranhão

Suspeitos são presos acusados de praticar crimes virtuais no Maranhão

A Polícia Civil prendeu três pessoas suspeitas de receber dinheiro em fraudes de vendas de veículos em São Luís. Elzyo Jardel Xavier Pires e Gabriella Vanuzzi Pouso Gomes foram presos em Cuiabá/MT e Dani Israel da Silva foi preso em Ribeirão Preto/SP.

O golpe acontecia por meio de uma cópia de um anúncio na OLX nos seguintes passos:

  1. O golpista fazia um anúncio falso em um site baseado em um anúncio verdadeiro de venda de carro na OLX.
  2. Um interessado no carro entrava em contato.
  3. O golpista entrava em contato com o verdadeiro dono do anúncio e promovia o encontro do vendedor com o interessado para que se soubesse que o carro existia. Mas antes, o golpista treinava o vendedor e o interessado para não falarem sobre os valores.
  4. Após o encontro, o golpista voltava a entrar em contato com o interessado e começava a negociar os valores do veículo, como se fosse o verdadeiro dono do carro. Por fim, dava uma conta bancária para receber o dinheiro.
  5. O comprador dava o dinheiro e o golpista sumia.

Segundo a Polícia Civil, em dezembro de 2018, duas vítimas foram induzidas a erro por negociar e pagar por um carro vendido por um dos investigados, que resultou em um prejuízo de R$ 39.200,00 que foi transferido para contas bancárias da quadrilha.

Dani Israel da Silva, Elzyo Jardel Xavier Pires e Gabriella Vanuzzi foram presos por suspeita de integrar quadrilha de golpistas com atuação em São Luís — Foto: Divulgação/Polícia Civil

Dani Israel da Silva, Elzyo Jardel Xavier Pires e Gabriella Vanuzzi foram presos por suspeita de integrar quadrilha de golpistas com atuação em São Luís — Foto: Divulgação/Polícia Civil

As prisões contaram com apoio do Departamento de Combate ao Crime Organizado (DCCO) do Mato Grosso e do Centro de Inteligência da cidade de Ribeirão Preto. A operação policial ainda constatou que Elzyo Jardel possui registros criminais no Acre, Pernambuco e Paraíba. Fonte G1

Filhos de funcionário do Banco do Brasil de Lago da Pedra são sequestrados

Destacado

Segundo a polícia, o funcionário foi obrigado pelos criminosos a facilitar o roubo na agência em troca da liberdade dos filhos. Crianças foram soltas na tarde desta sexta (28).


Fachada da agência do Banco do Brasil em Lago da Pedra (MA) — Foto: Reprodução/Google Maps

Fachada da agência do Banco do Brasil em Lago da Pedra (MA)

Os filhos do tesoureiro da agência do Banco do Brasil do município de Lago da Pedra, localizado a 312 km de São Luís, foram vítimas de um sequestro relâmpago na madrugada desta sexta-feira (28). Segundo a polícia, o funcionário foi obrigado pelos criminosos a facilitar o roubo na agência em troca da liberdade dos filhos.

De acordo com a Polícia Militar, os meninos com seis e 14 anos foram localizados no início da tarde desta sexta (28) próximo a MA-245 no povoado Santo Agostinho, na zona rural do município. Os policiais informaram que as crianças não estavam feridas e logo em seguida, seguiram de volta para casa. Fonte G1

O valor pedido pelos criminosos e o nome das vítimas não foram revelados. A polícia ainda não tem pista dos criminosos e segue realizando buscas na região.