Falso dentista que atuava no Maranhão é preso ao tentar registrar diploma no CRO, em Teresina

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Segundo o Conselho Regional de Odontologia do Piauí, o suspeito identificado como Valvan Paulino dos Santos apresentou diploma falsificado, comprado por R$ 5 mil.

Um falso dentista foi preso na tarde da última quinta-feira (6) quando tentava registro no Conselho Regional de Odontologia do Piauí (CRO-PI) com diploma falsificado. Segundo a entidade, o suspeito identificado como Valvan Paulino dos Santos atuava há 30 anos na profissão na cidade de Caxias no Maranhão.

“Há 15 dias ele procurou o Conselho para fazer o registro de cirurgião-dentista. Nós desconfiamos e entramos em contato com a polícia. Aprofundamos a investigação e descobrimos que o diploma era falso ao entrar em contato com a faculdade de Parnaíba, onde o curso de odontologia está no segundo período, ou seja, nenhuma turma foi concluída”, contou o procurador jurídico do CRO-PI, Mariano Lopes.

Diante das provas, o Conselho marcou com o falso dentista a assinatura da carteira. Na oportunidade, os policiais disfarçados deram voz de prisão ao suspeito, que revelou ter comprado o diploma por R$ 5 mil.

“O que nos estranhou foi ele ser natural de Caxias e estar tentando registro no Piauí”, comentou Mariano Lopes. O suspeito foi encaminhado para a Central de Flagrantes, onde foi autuado. Fonte G1 Pi.

Mulher é presa acusada de matar e esquartejar filho de três meses

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A Polícia Civil prendeu na cidade de Itapecuru Mirim -MA a mulher identificada como Patricia Maria dos Santos Pereira, 20 anos. Ela teve a prisão temporária decretada pela Justiça acusada de ter matado e esquartejado o próprio filho de apenas 3 meses. As informações são do site Repórter Silvana Alves.
O caso ocorreu no início do mês passado quando o corpo do bebê foi encontrado em uma sacola no povoado Vinagre naquele município. Durante a investigação a polícia concluiu que a sacola com o corpo do bebê havia sido deixado naquele local no carro de propriedade de Jackson Matos Pereira, pai da jovem. Em função disso ele foi preso juntamente com a sua esposa Marilene dos Santos Menezes.
Contradições
Como o carro dele é usado para fazer transporte de passageiros naquela região ele alegou que não sabia o que tinha na sacola e que pensou que fosse carne estragada esquecida no veículo por algum passageiro. Após a prisão dos pais Patricia Maria foi até a delegacia e confessou que havia abortado espontaneamente e que sem dizer nada pra ninguém colocou o bebê morto na sacola e botou dentro do carro do seu pai. A versão da acusada é contestada pelo peritos que constataram que o bebê foi morto e esquartejado. Maria Patricia foi presa e encontra-se recolhida na Unidade Prisional de Itapecuru Mirim.

Inflação cai 0,13% em maio no Brasil, seu menor índice em 13 anos

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O Índice de Preços ao Consumidor (IPCA) no mês passado foi o mais baixo do ano, 0,13%, a menor inflação para maio desde 2006.

Em abril, o IPCA tinha subido 0,57%. O principal fator foi a queda dos preços dos alimentos (-0,56%), com melhoras do rendimento de colheitas e um clima favorável, apontou a consultoria Infinity Assets.

Em comparação com maio de 2018, o aumento de preços foi de 0,40%. Desde janeiro, o IPCA soma alta de 2,22% em relação ao mesmo período do ano passado.

A desaceleração de maio permitiu reduzir para 4,66% a inflação acumulada em 12 meses, aproximando-a do centro da meta estabelecida pelo Banco Central (BC), de 4,25%, com margem de tolerância de 1,5 ponto para baixo, ou para cima.

O mercado prevê inflação de 4,03% neste ano, segundo a mais recente pesquisa semanal Focus realizada pelo BC com mais de 100 analistas e investidores.

O controle inflacionário pode acentuar a pressão para que o BC reduza sua taxa básica de juros, a Selic. Apesar de estar desde março de 2018 em seu mínimo histórico de 6,5%, isso se mostrou insuficiente para incentivar o investimento e o consumo.

Advogado maranhense, Luis Vannucci, assume Secretaria Nacional de Juventude no governo Bolsonaro

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O advogado Luís Vannucci, que foi candidato a deputado federal pelo PSL, foi nomeado Secretário Adjunto Nacional da Juventude do Governo Bolsonaro. Convidado diretamente pela Ministra Damares Alves, Luís Vannucci demonstra que continua gozando de grande prestígio político e trânsito em Brasília.

Vannucci, como é conhecido em Brasília já tem vasta experiência no executivo federal, mais especificamente no Ministério do Turismo, pasta em que serviu por oito gestões.

Vannuci foi nosso entrevistado no programa Balanço Geral da TV Nova de Vargem Grande no mês de julho do ano de 2018, é amigo pessoal do médico Dr. Roberto, que trabalha no Hospital Municipal Benito Mussoline de Sousa.

Com sua ida para a Secretaria Nacional da Juventude, o jovem advogado fortalece a sua atuação junto à juventude Maranhense, uma de suas principais bandeiras de luta.

Conhecido por ser um companheiro fiel de luta, Luís Vannucci se consolida ainda mais como um representante promissor do projeto da direita Maranhense, tendo como uma de suas principais aliadas, a sua amiga pessoal Maura Jorge.

Informações Portal Do Gui Gui

Moto roubada no Piauí é apreendida em Presidente Vargas e entregue ao dono

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Bruno Pereira Xavier na delegacia de polícia de Presidente Vargas recebendo a moto

No dia 11 de outubro de 2016, o senhor Sandomoar Pereira Xavier em companhia de sua esposa Carmen Miranda, foram na moto Honda NXR Bros Mixs Ks, placa NIN 3645 – Miguel Alves -Pi ano 2010 de propriedade do seu irmão Bruno Pereira Xavier, até o rio Parnaíba na cidade de Miguel Alves, levar roupas para lavar, quando foram surpreendidos por dois homens armados, que anunciaram o assalto, e levaram a moto tomando rumo ignorado.

Depois de prestar queixas na polícia, os policiais iniciaram as buscas que culminaram com a apreensão do veículo na cidade de Presidente Vargas no estado do Maranhão, estando a mesma na posse do senhor José Francisco Ferreira Rodrigues que foi autuado em flagrante por receptação crime tipificado no art. 180 do CPB, e o inquérito encaminhado a Justiça na Comarca de Vargem Grande.

O proprietário do veículo agradeceu o empenho dos representantes das polícia Civil e Militar daquele município, e voltou feliz a sua terra com a sua moto.

Prefeito do Maranhão atravessa rio e vira pedreiro para ajudar famílias carentes

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Sidrack Feitosa cancelou a festa de aniversário da cidade quando soube que famílias inteiras estavam desabrigadas por conta das fortes chuvas no município

05/06/2019 23h29Atualizado há 1 diaPor: Eduardo Magalhães

Sidrack Feitosa a frente da sua equipe durante força tarefa da prefeitura
Sidrack Feitosa a frente da sua equipe durante força tarefa da prefeitura

Não era pra ser algo incomum, mas diante de tanto descrédito da classe política, quando surge alguém que realmente se importa mais com o povo do que com o próprio bolso acaba se tornando algo que salta aos olhos.  

No município de Morros, há poucos mais de 100 km de São Luis, um prefeito vem provando que quando existe força de vontade e boas intenções, é possível transformar a vida das pessoas. 

Sidrack Feitosa cancelou a festa de aniversário da cidade quando soube que famílias inteiras estavam desabrigadas por conta das fortes chuvas no município. O inverno rigoroso isolou algumas famílias, mas não impediu que uma força tarefa, liderada pelo prefeito, chegasse até elas.  

Com uma calça de estampa camuflada, camisa manga longa e um chapéu de palha na cabeça, Sidrack toma sempre a dianteira. É difícil alcançar o prefeito que com seu estilo militar vai desbravando nas lagoas formadas pelas chuvas nos povoados mais distantes de Morros levando, além das sacolas cheias de alimentos, esperança de dias melhores. O prefeito e sua equipe entregam de porta em porta as cestas básicas doadas pela prefeitura e de perto, Sidrack conhece a realidade de cada pessoa. 

Como um “enviado por Deus”, ele apareceu no momento mais difícil da vida da Dona Ana Maria. A casa dela, de barro, estava úmida e ameaçava cair. Mesmo com a insistência dos vizinhos, Dona Ana permaneceu na casa e diz que pressentia que algo iria acontecer. E aconteceu. 

Sidrack reuniu a sua tropa de funcionários e voluntários e em 15 dias construíram uma nova casa para dona Ana, agora com tijolos, mais segura e bem mais bonita. Sem marido e tendo que cuidar de 3 filhos, Dona Ana diz que nunca viu um prefeito fazer o que Sidrack fez. Ele não só forneceu todo o material para a construção, como também ajudou a construir.  

Casa da Dona Ana - Como era antes e como ficou

Essa não foi a única casa construída pelo prefeito desbravador. No total já são 15 famílias beneficiadas pela generosidade de Sidrack Feitosa. 

Em todas, ele trabalha ativamente e chega até a dormir no local da obra para que os trabalhos não percam o ritmo.  

Se alguém acha que ele faz isso para querer aparecer, se engana. O prefeito não tem nenhum contrato de publicidade. Mas o trabalho que ele faz é digno de muitas manchetes. O Brasil precisa de mais prefeitos como esse.

Nepotismo: STF suspende decisões que mantinham interinos em cartórios no MA

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O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, suspendeu decisões do Tribunal de Justiça do Estado do Maranhão (TJ-MA) que mantinham 23 designações de interinos em cartórios extrajudiciais do estado com vínculos de parentesco que se enquadravam nas vedações legais de nepotismo. A decisão foi proferida na Suspensão de Segurança (SS) 5260, ajuizada pelo desembargador do TJ-MA Marcelo Carvalho Silva, corregedor-geral de Justiça do estado.
O desembargador explicou que, na qualidade de corregedor-geral de Justiça, havia revogado as 23 designações, em cumprimento ao disposto na Resolução 80/2009 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que proibiu o nepotismo nas interinidades decorrentes das vacâncias de serventias ocupadas por nomeados sem concurso. Segundo o magistrado, as decisões proferidas em mandados de segurança impetrados no tribunal maranhense para manter os interinos pode gerar grave lesão à ordem pública, em razão das violações à Constituição Federal e ao poder de controle conferido ao CNJ, além de grave lesão à economia pública.
Suspensão
O presidente do STF verificou que o corregedor agiu dentro dos limites de suas atribuições e deu cumprimento a providências fixadas pelo CNJ ao revogar as designações dos substitutos mais antigos com vínculo de parentesco com o ex-titular para atuar interinamente nas serventias extrajudiciais. Segundo Toffoli, as decisões do TJ-MA afrontam diretamente a determinação do órgão de fiscalização e controle, e sua manutenção configuraria violação à ordem e à segurança públicas. “A jurisprudência do STF reconhece aos conselhos instituídos pela Emenda Constitucional (EC) 45/2004 a competência para promover a fiscalização dos atos administrativos dos tribunais a partir dos princípios constitucionais da administração pública, consagrados no artigo 37, caput, da Constituição Federal”, apontou.
Além disso, o ministro assinalou que o princípio da moralidade tem força normativa decorrente do próprio texto constitucional, cuja observância é obrigatória por todos os entes federativos e pelos agentes investidos em funções públicas. “A manutenção de interinos supostamente atingidos pelo nepotismo nas serventias pode comprometer o tênue equilíbrio da ordem pública imposta ao estado, bem como a segurança jurídica, por abarcar indicação de pessoas em desconformidade com o ordenamento jurídico constitucional”, concluiu.

Hoje na História: A Cidade do Vaticano se torna um estado soberano

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No dia 7 de junho de 1929, foi ratificado o Tratado de Latrão (tratado de Santa Sé ou tratado de Roma-Santa Sé), entre o Reino de Itália e a Santa Sé, que criou a Cidade-Estado do Vaticano. O Vaticano é um estado governado pelo bispo de Roma, o Papa. A maior parte dos funcionários públicos são clérigos católicos de diferentes origens raciais, étnicas e nacionais. Seu território é de aproximadamente 44 hectares (0,44 km²) e com uma população de pouco mais de 800 habitantes. Sua área é formada por um enclave murado dentro da cidade de Roma, na Itália.

Presos acusados de roubar carros de luxo para fazer assaltos em São Luís

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Dois homens foram presas acusadas de integrar um grupo criminoso que roubava carros de luxo para a prática de assaltos em São Luís. Eles agiam no bairro Renascença e no centro da cidade.
Os presos foram identificados como Helrion Rodrigues dos Santos, conhecido como “Zé”, de 23 anos, e Laylson Pereira Souza, conhecido como “Bomba”, de 21 anos.
As prisões preventivas foram em cumprimento a mandados expedidos pela Central de Inquéritos e Custódia da Comarca de São Luis. Eles responderão por roubo majorado, associação criminosa armada e corrupção de menores
Além das prisões, um adolescente de 17 anos também foi apreendido. Com ele a polícia apreendeu um colete balístico, munições e porções de crack. As detenções foram feitas na região do São Francisco.

Desde março de 2019, a Polícia Civil iniciou as investigações sobre o roubo de veículos e assaltos que estariam sendo cometidos pelo grupo criminoso, até que conseguiu deter, nesta semana, os suspeitos de praticarem os crimes.
Segundo a polícia, Helrion e Laylson já possuem passagem pela polícia por roubo majorado. Agora vão responder por roubo, organização criminosa e corrupção de menores, por envolverem um adolescente nas práticas delituosas.
O adolescente apreendido também tem passagem pela polícia, por porte ilegal de arma de fogo, roubo qualificado, furto e tráfico de drogas. Na residência dele, foram encontradas munições calibre .380, uma porção média de crack e um colete balístico com o símbolo de uma empresa de vigilância e transporte de valores.
Os investigados foram encaminhados ao sistema prisional, onde permanecerão à disposição da Justiça.

EM SÃO LUÍS, JUIZ USA WHATSAPP PARA OUVIR PARTES

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Para dar mais celeridade aos processos, a Vara de Interdição, Sucessão e Alvará de São Luís está utilizando o aplicativo Whatsapp, com chamadas de áudio e vídeo, para ouvir pessoas com dificuldade de se deslocarem até a unidade judiciária, no Fórum Des. Sarney Costa (Calhau), para participarem de audiências e entrevistas. São casos de curatelandos que estejam doentes e sem condições de se locomover, pessoas com deficiência e idosos com mobilidade comprometida.

O juiz titular da Vara de Interdição, Hélio de Araújo Carvalho Filho, disse que a iniciativa visa a dar efetividade ao processo, atender ao princípio legal da duração razoável do processo, facilitar a acessibilidade das pessoas ao Judiciário e otimizar o tempo do magistrado em razão da sua sobrecarga de trabalho. O juiz ressaltou que a unidade judiciária é vara única e atende, muitas vezes, a demanda de toda a Comarca da Ilha. Ele destacou, ainda, que a medida gera economia aos cofres públicos e busca garantir o princípio da eficiência.

Atualmente tramitam na Vara de Interdição 3.118 processos judiciais eletrônicos e 817 em meio físico (que já tramitavam antes da implantação do PJe). A unidade tem competência para julgar os casos de sucessão, interdição e alvarás.

A titular da 10ª Promotoria Cível, Raquel Silva de Castro, que atua junto à Vara de Interdição, Sucessão e Alvará, ressalta que o uso da ferramenta do Whatsapp para ouvir pessoas nos casos de interdição é uma iniciativa inovadora que está contribuindo para dar maior agilidade aos processos. Segundo a promotora de Justiça, por meio da chamada de áudio e vídeo o juiz, o representante do Ministério Público e o defensor público podem conversar em tempo real com o curatelando, além de observarem o ambiente em que a pessoa vive. “Ganha-se celeridade: o juiz, o MP e a própria parte, evitando desperdício de tempo com deslocamentos desnecessários”, afirmou.

Para o defensor público Francisco Barbosa, o uso do aplicativo Whatsapp é positivo para os feitos de curatela, pois poupa o enfermo de se deslocar quando não pode comparecer ao Fórum. “Isso aproxima o Judiciário da população e do fim a que se propõe nos processos de interdição, que é proteger o curatelado, aquelas pessoas em situação de vulnerabilidade. Essa medida dá celeridade aos processos, o que é fundamental para as pessoas nessa situação”, afirma o defensor.

Fonte: Gilberto Léda

Alfabetização: o que esperar dessa geração?

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Estamos vivendo tempos sombrios em matéria de qualidade do ensino, em nosso país, especialmente se considerarmos a educação pública. Os resultados são catastróficos. Houve queda no desempenho em matemática. Na redação foi pior ainda. Vamos caminhando para o fundo do poço. Ou seja, são estudantes que concluíram o ensino médio, sabe-se lá Deus como, mas padecem dos males do analfabetismo funcional. São incapazes de raciocínios elementares. O que se pode esperar dessa geração?

A conclusão é óbvia: sem leitura, como escrever adequadamente?

Em famoso pensamento de Peirce, temos o entendimento de que o pensamento não está em nós, nós é que estamos em pensamento.

Desde os primórdios da humanidade, buscam-se explicações para o processo do conhecimento humano. Muito cedo, pensadores da antiguidade formularam hipóteses e geraram teorias que definiam a expressão humana como um processo representativo de suas formas de ver o mundo. Assim descobriram o signo, conceituaram-no e o decompuseram na intenção de, desta forma, compreender o conhecimento humano.

Concluíram então que, independentemente do instrumental usado, o homem manifesta suas ideias por meio de estruturações sígnicas em forma de linguagens. Deduziram do signo ora dois ora três componentes, mantendo, não obstante, significante e significado como integrantes indispensáveis à composição dessa entidade semiótica.

Considerando-se a língua como matéria-prima das interações sociais, verifica-se que, entre os signos, o linguístico (ou verbal) ocupa espaço privilegiado. A despeito de sua complexidade, é o signo linguístico que se impõe como domínio obrigatório e, em geral, impele o indivíduo a buscar a escola: espaço onde se aprende a ler, escrever e contar.

Qualquer um pode descobrir pela auto-observação que existem várias espécies de leitura, em algumas das quais não chegamos a compreender o que é lido. Quando estou lendo provas com a intenção de prestar atenção especial às imagens visuais das letras e de outros sinais tipográficos, o sentido do que leio me escapa tão inteiramente, que tenho de ler todas as provas novamente de maneira especial, se quiser corrigir o estilo.

Quando, por outro lado, leio um livro que me interessa, um romance, por exemplo, desprezo todos os erros de impressão; e pode acontecer que os nomes das personagens deixem apenas uma impressão confusa em minha mente – uma recordação, talvez, de que são longos ou curtos, ou contêm alguma letra inusitada, como um ‘x’ ou um ‘z’.

Quando tenho de ler em voz alta, e tenho de prestar particular atenção às imagens sonoras de minhas palavras e aos intervalos entre elas mais uma vez corro o perigo de me preocupar muito pouco com o significado das palavras e logo que me fatigo leio de tal maneira que, embora outras pessoas ainda possam compreender o que estou lendo, eu próprio não sei mais o que leio.

Em geral, quatro componentes da apresentação da palavra: a ‘imagem sonora’, a ‘imagem visual da letra’, a ‘imagem motora da fala’ e a ‘imagem motora da escrita”. Além disso, depois de falarmos, recebemos uma ‘imagem sonora’ da palavra falada. Enquanto não tivermos desenvolvido muito nossa capacidade de fala, essa segunda imagem sonora não precisa ser a mesma que a primeira, mas apenas associada a ela. Nessa fase do desenvolvimento da fala – a da primeira infância -, usamos uma linguagem que nós mesmos construímos. Comportamo-nos como os afásicos motores, pois associamos diversos sons verbais exteriores a um único som produzido por nós mesmos. (motora da escrita). Se uma criança não possui o gosto pela leitura na infância, na adolescência ou na fase adulta as coisas se tornarão difíceis. Criar o hábito (ou gosto) pela leitura é um primeiro passo que depende basicamente de pais e professores.

O bom professor, que estimula o gosto de ler, promove a leitura acompanhada, dialogada, comentada, leitura a dois etc., para identificar com os alunos a existência de uma obra de arte literária. Quando ocorre a descoberta, não há dúvida, estamos diante do intrincado e maravilhoso mundo da literatura.

Aprendemos a falar a língua de outras pessoas esforçando-nos por tornar a imagem sonora produzida por nós tão igual quanto possível à que deu lugar à nossa inervação da fala. Aprendemos dessa forma a “repetir” – dizer à imitação de outra pessoa.

Aprendemos a soletrar ligando as imagens visuais das letras a novas imagens sonoras, as quais, por seu lado, devem nos lembrar os sons verbais que já conhecemos. Imediatamente “repetimos” a imagem sonora que denota a letra, de modo que também se observa que as letras são determinadas por duas imagens sonoras que coincidem, e duas apresentações motoras que se correspondem.

Aprendemos a ler ligando, de acordo com certas regras, a sucessão de apresentações motoras da palavra que recebemos quando enunciamos letras isoladas, de modo a fazer surgir novas apresentações motoras da palavra. Assim que dizemos em voz alta essas novas apresentações da palavra, descobrimos por suas imagens sonoras que as duas imagens motoras e imagens sonoras que recebemos dessa forma, de há muito nos são familiares e idênticas às imagens empregadas no falar. Associamos então o significado ligado aos sons verbais primários às imagens sonoras adquiridas pela soletração. Agora lemos com compreensão.

Esses são fenômenos de atenção dividida, que surgem precisamente aqui porque uma compreensão do que é lido só ocorre de forma muito indireta. Se o processo da própria leitura oferece dificuldades, não há mais dúvida quanto à compreensão. Isso fica claro pela analogia com o nosso comportamento quando estamos aprendendo a ler; devemos ter o cuidado de não considerar a ausência de compreensão como prova de interrupção de um trato. A leitura em voz alta não deve ser considerada como um processo de algum modo diferente da leitura silenciosa, a não ser pelo fato de que ela ajuda a atenção da parte sensorial do processo de leitura.

Aprendemos a escrever reproduzindo as imagens visuais das letras por meio de imagens da mão, até que essas mesmas imagens visuais ou outras semelhantes apareçam. Em geral, as imagens da escrita são apenas semelhantes às imagens da leitura e associadas a elas, visto que o que aprendemos a ler é impresso e o que aprendemos a escrever é manuscrito. Escrever vem a ser um processo comparativamente simples e que não está tão sujeito à perturbação quanto a leitura.

Quanto à leitura, a ‘imagem visual da palavra’ indubitavelmente faz sentir sua influência em leitores dotados de prática, de modo que as palavras individuais (particularmente os nomes próprios) podem ser lidas sem que sejam soletradas.

O que fazer para os estudantes leiam mais? A resposta não é tão simples. Os professores podem, discretamente, variar a oferta literária, entendendo que literatura não é língua somente. A leitura da obra literária, luxuosa ou não, é o ponto de partida ou regra de ouro do ensino de letras, que lidará com gêneros ou tipos conhecidos desde Aristóteles. Assim são criados os fundamentos literários para trabalhar o lirismo, a narrativa ( conto, romance, epopeia etc.) e outros tipos, como as memórias, o diário, a máxima, identificar o gênero é um primeiro e fundamental exercício, a que se deve somar o exame da estrutura da narrativa: enredo, personagem, tempo, ordem de relato, suspense, apresentação e desfecho.

Ocorreu-nos proclamar da volta da caligrafia às nossas escolas. Nos bons tempos, ela era praticamente obrigatória, com os educandos levados a preencher as linhas paralelas com letras, sílabas e palavras que, como consequência, nos traziam o conforto de uma adequada expressão escrita.

Aos poucos, o hábito foi sendo superado e, para muitos, o exercício da caligrafia era a comprovação da obsolescência dos nossos métodos. Nada mais triste do que essa falsa visão de modernidade, hoje agravada pela fúria do acesso aos computadores de qualquer maneira.

O domínio de qualquer assunto – ou habilidade – requer doses gigantescas de informação, doses maciças de prática e, no caso de habilidades cognitivas superiores, boa capacidade de relacionar informações e de generalizar.

A tabuada não é exceção – depois da ideia de quantidade, expressa pelos números, ela é a pedra fundamental do conhecimento matemático.

Nelson Valente é professor universitário, jornalista e escritor.