Vereadora tem mandato cassado pela justiça e suplente assume em Santana do MA

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A Câmara de Vereadores do município de Santana do Maranhão teve uma troca de vereadores nesta semana.
Em cumprimento de sentença da Juíza de Direito Claudiane Morais de Oliveira, em Ação de Improbidade Administrativa formulada pelo Ministério Público, deixa a Casa Legislativa a vereadora Maria dos Milagres Coelho Silva, a Milagres do Cecílio (PRP) e assume Sebastião de Almeida Araújo, o Sebastião da Alzira (DEM).
Milagres tinha um processo em andamento ainda da época que foi presidente da Câmara, no entanto, o caso ainda não tinha sido julgado, o que permitiu que ela se candidatasse nas eleições de 2016 e, eleita, conseguisse assumir o mandato.
Acontece que nesse tempo o processo seguiu seu rito normal de tramitação na esfera judicial, e agora, veio a condenação da vereadora, que teve seus diretos políticos suspensos bem como a perda do cargo público.
Uma causa preponderante para Maria dos Milagres perder o mandato foi o fato dos advogados da vereadora terem pedido o prazo processual, e portanto, não conseguiram recorrer da decisão inicial.No despacho da Juíza Claudiane Morais de Oliveira, titular da Comarca de São Bernardo, a qual pertence Santana do Maranhão, a magistrada também manda oficiar o Município, Estado e União para que tomem conhecimento da condenação da vereadora Milagres do Cecílio e cumpram sentença no tocante à proibição de Maria dos Milagres em contratar com o Poder Público, bem como receber benefício e incentivos fiscais desses poderes executivos.
A Juíza determinou, ainda, a devolução dos valores [leia-se salários] recebidos pela parlamentar no exercício da função.

Confronto entre ciganos aterroriza população e deixa vários mortos no MA

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Uma confronto entre ciganos na manhã deste domingo (9) na cidade de Coelho Neto, aterrorizou a população. A intensa troca de tiros, terminou com 4 homens mortos e 5 pessoas feridas, entre elas uma criança. O confronto entre ciganos rivais aconteceu nas proximidades do Mercado Público Municipal de Coelho Neto em horário de grande fluxo de pessoas.

De acordo com informações de populares, acredita-se que a intensa troca de tiros pode ter sido motivadas por acerto de contas, já que um grupo de ciganos teria chegado em um carro já atirando à queima-roupa e as vítimas passaram a revidar; todos eram ciganos de Coelho Neto e região.

Um dos ciganos que estava no veículo morreu, os outros três ciganos mortos estava no mercado. Os corpos devem ser encaminhados para o Instituto Médico Legal (IML) de Timon e os feridos foram socorridos e encaminhados para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Coelho Neto. Nenhum popular foi atingido.

A Policia Militar faz buscas na região para prende os suspeitos, apenas um dos ciganos que se feriu foi preso. O resto do bando conseguiu fugir após abandonar o veículo.

Um ano sem Nini

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Eurídice Garret Barros (Nini)

Parece inacreditável. Mas por uma dessas desagradáveis surpresas que o tempo nos reserva, há um ano perdemos do nosso convívio, a adorável Eurídice Garret Barros, a nossa Nini.

Para quem a conheceu, Nini não é passado, está presente em todas as boas ações que praticamos. A sua voz incomum, chamava a atenção de todos, quando ecoava nos ares e lares de Vargem Grande, através da Voz do Santuário, que a notabilizou, como guardiã dos prestadores de serviços voluntários a comunidade.

Eu por exemplo, comecei a minha vida em locução plagiando a Nini. Uma determinada vez ao ler um aviso na Voz do Santuário,o nosso saudoso amigo Rubens Carvalho, me disse: Meu filho, você está falando igual a Nini. Lembro-me como se fosse hoje, como fiquei orgulhoso daquela comparação.

Nini sempre foi surpreendente no modo de servir. A alguns anos, num gesto simples e que parece pequeno, inaugurou sem alardes e sem propaganda um bebedouro em sua residência, para dar água aqueles que tem sede. E quantos seguiram seu exemplo? Não conheço ninguém. Ou me falta a memória, ou me falta o primeiro.

Era assim a Nini, sempre insuperável em sua maneira simples e gentil de ajudar os menos favorecidos, acolhendo sempre os mais necessitados. Foi e é uma referência para tantos quantos queiram praticar o bem.

Foi vivendo para os outros, que engrandeceu a sua alma para se sentir feliz na presença de DEUS.

Nini não está ausente mesmo estando distante. Ela está presente sempre que um sino badala chamando para as Missas, quando ecoa um aviso pela Voz do Santuário, ou mais nitidamente quando ecoa os dobrados pelos céus de nossa terra.

Obrigado Nini por tudo que foste para todos nós, e pelo muito que representas, para tantos quantos tiveram a felicidade de conhece-la, e partilhar de sua amizade. Fica com DEUS, você merece está junto dele.

Coronel Monteiro é recebido pelo vice-presidente da República em Brasília

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O superintendente de Patrimônio da União no Maranhão e coordenador do movimento político Endireita Maranhão, José Monteiro, ou Coronel Monteiro,  esteve na última sexta-feira (7) em Brasília.

Monteiro esteve no Ministério da Agricultura e na vice presidência com General Mourão apresentando algumas demandas do estado do Maranhão.

Já no Ministério da Agricultura, Coronel Monteiro apresentou o potencial agrícola do Maranhão e cobrou mais investimentos no setor.

De olho na história: Assassinato de Nero

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O imperador romano Lúcio Cláudio Nero nasceu em 15 de dezembro do ano 37 e morreu em 9 de junho de 68. No final do ano 67 ou princípios do ano 68, Caio Júlio Víndice, governador da Gália Lugdunense, rebelou-se contra a política fiscal de Nero. O imperador enviou Lúcio Virgínio Rufo, governador da Alemanha Superior para sufocar a revolta e Víndice, com o objetivo de procurar aliados, pediu apoio a Galba, governador da Hispânia Tarraconense. Virgínio Rufo, no entanto, derrotou Víndice e este suicidou-se. Galba, por sua vez, acabou sendo declarado inimigo público. Nero havia recuperado o controle militar do Império, mas em contrapartida foi utilizado por seus inimigos em Roma. Em junho de 68, o senado votou que Galba fosse proclamado imperador e declarou Nero inimigo público, utilizando para isso a Guarda Pretoriana, que havia sido subornada. Ante esta situação, Nero fugiu e pediu a um de seus secretários que o assassinasse com uma faca. Depois de sua morte o Império desapareceu numa série de guerras civis conhecidas como o Ano dos Quatro Imperadores.

Vereador de Codó usa caminhonete com registro de roubo; ele diz que veículo foi comprado legalmente em Brasília

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O vereador Leonel Filho, da cidade de Codó, a 307 km de São Luís, está utilizando uma caminhonete, placa QNO-6402, de Brasília-DF, com registro de roubo. A revelação foi feita pelo blogueiro Leonardo Alves, em consulta ao sistema do Denatran neste sábado (8).
A consulta foi feita após o veículo ser flagrado estacionado em frente a uma rampa de acesso para pessoa com deficiência, no Centro da cidade. A restrição e o alerta foram feitos ontem, sexta-feira (07), no sistema do Denatran.

Ao blogueiro Marco Silva, o parlamentar explicou que comprou o carro há cerca de seis meses e fez todo o procedimento legal para a transferência do veículo para seu nome. Ele disse que comprou o carro em Brasília e o levou ao Detran.
“Consultaram o veículo, tava todo legal, tanto que foi passado para meu nome. Não constava nenhuma irregularidade no carro e agora aparece isso. O Detran vai ter que explicar o que está acontecendo”, explicou Leonel
O vereador disse que sempre viaja com o veículo, que tem até seguro. Ele garantiu que não sabe explicar o motivo do carro constar como roubado/furtado
“O carro tá no meu nome. Somente eu poderia registrar o roubo. Então eu não sei explicar o que aconteceu e quem fez isso. O Detran vai ter que responder por isso, vai ter que ser responsabilizado”, acrescentou.
Leonel Filho explicou que neste domingo (9) vai procurar seu advogado e o delegado regional de Codó para saber que medidas deve tomar para resolver a situação.
Sobre estacionar o veículo na rampa de acesso para cadeirantes, Leonel disse que o carro estava ligado e ele desceu apenas para pegar uma pessoa.

Por um Pacto Suprapartidário pela Educação

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Maria José Rocha Lima0

O ministro Luís Roberto Barroso, do STF, clamou por um pacto suprapartidário pela educação. Depois de se pronunciar sobre o momento difícil que vive o Brasil, o ministro  afirmou que “ o novo presidente deve procurar denominadores comuns, consensos básicos capazes de unir todos os brasileiros”.
Para  o ministro,  são três:  a) um pacto de integridade para substituir o pacto oligárquico que tem prevalecido até aqui. Um pacto de integridade para elevar a ética geral do país envolve duas regras: (i) na ética pública, não desviar dinheiro nem ceder às chantagens fisiológicas da velha política; e (ii) na ética privada, não passar os outros para trás. O pacto de integridade precisa de uma reforma política capaz de baratear o custo das eleições, aumentar a representatividade democrática do Congresso e facilitar a governabilidade. Eu continuo a achar que deveríamos experimentar o voto distrital misto, no modelo alemão; b) um pacto pela responsabilidade fiscal. Foi o descontrole das contas públicas que nos trouxe a este quadro de recessão, desemprego e desinvestimento. A urgência da reforma da previdência não é uma questão ideológica, mas aritmética. Se não fizermos logo, vamos entregar um país arruinado para os nossos filhos. Também é preciso acabar com o aparelhamento político das empresas estatais com gente desonesta. Provavelmente, a melhor solução será vender boa parte delas;  c) um pacto suprapartidário pela educação.

Professores “são
músculos e ossos”
do sistema educacional

Chama-nos a atenção este ponto.  O ministro  Barroso relembra  quando da sucessão da presidente Dilma Roussef, pelo presidente Michel Temer, que a grande discussão entre os formadores de opinião era quem seria o ministro da Fazenda, quem seria o presidente do Banco Central, quem seria o presidente do BNDES. A educação, que todos dizem que é prioridade, entrou no racha geral. Precisamos dos melhores nomes, dos projetos que deram certo pelo mundo afora e precisamos blindar a educação do varejo da política. Tivemos cinco ministros da Educação em quatro anos e meio. Não há política pública que resista a essa descontinuidade.
Disse ainda, o ministro, que, ao contrário de outras áreas, em tema de educação já temos alguns diagnósticos precisos: (i) não alfabetização da criança na idade certa; (ii) evasão escolar no ensino médio; e (iii) déficit de aprendizado, isto é, os jovens terminam o ensino fundamental e o ensino médio sem ter aprendido o essencial. E há uma solução que tem sido chancelada por pesquisas recentes: a ênfase na educação infantil de zero a três anos, fase em que o cérebro da criança é uma esponja que absorve todas as informações que lhe são passadas. Esta é a hora de dar nutrição, afeto, respeito, valores e capacidades cognitivas”.
O ministro propõe o pacto, aponta soluções de alguns problemas e expõe a demagogia da maioria dos governantes, executivos e legisladores brasileiros, que discursam sobre educação como prioridade, mas a prática atropela o discurso. Eu achei admirável a denúncia acompanhada de proposta. Corroboramos a posição do ministro Barroso de que nos discursos a educação é prioridade, os professores “são músculos e ossos” do sistema educacional , mas nos atos políticos e legislativos são mantidas a dedicação de má qualidade e largas parcelas da população analfabetas.
Incrível que, sendo um profissional do Direito, recite com convicção os grandes males que afligem a nação, no campo da educação: a não alfabetização das crianças; a evasão, especialmente no ensino médio, o déficit de aprendizagem e o não atendimento na educação infantil, especialmente nos 1.000 dias de vida que decidem o futuro das crianças e  do país.
Tem razão o ministro quando aponta os problemas  e o que já sabemos sobre as soluções. No dia 15 de maio de 2018, o ex-ministro da Educação Rossieli Soares foi à Comissão de Educação do Senado e apresentou dados catastróficos sobre educação. Foram inimagináveis as taxas de insucesso escolar apresentadas pelo ex-ministro do Governo Temer:  no 3º ano do ensino fundamental, 370 mil crianças são reprovados ou abandonam a escola. No 6º ano, 570 mil crianças são reprovadas ou abandonam. No terceiro ano, no Norte e Nordeste, 70% das crianças de 8  anos são  analfabetas. E nas demais regiões do Brasil são analfabetas 50% das crianças, no 3º ano, isto é, não sabem ler e escrever com 8 anos.

Escola brasileira
é um depósito
de crianças

No 1º ano do ensino médio, 791 mil adolescentes são reprovados ou abandonam a escola. Temos perdido muitos jovens nesse percurso, que se encaminham para o subemprego ou para o tráfico de drogas. Também foi do senador Roberto Muniz a conclusão, acompanhada de desapontamento, de que escola brasileira é um depósito de crianças. O insucesso, o fracasso na alfabetização é um desafio gigantesco.
Desde 2011, o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica –IDEB- brasileiro está estagnado. As taxas de insucesso na educação básica são assustadoras. Eu nunca tinha visto um ministro denunciar tantos problemas e com tanta elegância e desassombro como Rossielli.
Como afirmava um professor baiano, o catedrático Hermes Teixeira  Melo:  “Importante registrar que os problemas são seculares e profundamente conhecidos, suas soluções também, entretanto, entre os discursos elaborados pelos políticos e suas ações no exercício do poder, identificam–se as suas verdadeiras intenções. Corroborando as  afirmações de Hermes Teixera  de Melo(1994), cito um relatório do Império, de 1848, do Ministro José Carlos de Almeida Torres, no qual ele registra: O quadro da instrução pública primária oferece um aspecto melancólico e triste e isto tem quatro causas: falta de idoneidade e conhecimento dos mestres; o profundo descontentamento dos mestres por falta de proteção do poder público e de recompensa pecuniária; a deficiência dos métodos de ensino  e a inadequação dos prédios para as escolas. (LIMA apud Freire, 1994)
Qualquer pacto que trate da educação inclui quatro das condições:  formação sólida inicial e continuada dos professores, especialmente para as classes de alfabetização. Está mais do que claro que alfabetização não é tarefa para leigos;  condições salariais dignas e carreira atraente;  condições condignas de trabalho, com  jornada que inclua a reserva de horas para estudo, planejamento, atividades extra – classe; ambiente escolar e equipamentos e materiais adequados. Escolas nas quais os professores se sintam satisfeitos e os alunos tenham gosto de frequentá-las. Nenhuma dessas causas dos problemas e soluções  pode  ser considerada novidade, uma vez que já figuravam nos relatórios de ministros do império e da República.