Pastor é assassinado na presença da esposa deputada federal

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O pastor estava com a esposa quando voltou para pegar alguma coisa que havia esquecido dentro do seu carro na garagem da casa. Ele foi baleado e levado a um hospital onde não resistiu aos ferimentos e veio a óbito.

O fato correu na madrugada deste domingo, dia 16 em Niterói, no Rio de Janeiro. O evangélico Anderson Carmo vinha de uma comemoração com a esposa, a deputada federal Flordelis (PSD). Ela contou para os policiais que sentiu a sensação de que estava sendo seguida. Pela dinâmica do crime, foi uma execução.

“A família Flordelis, com dor, comunica o falecimento repentino do Pastor Anderson do Carmo, um servo de Jesus Cristo. A Deputada Flordelis, muito abalada, ainda não tem como se pronunciar. Neste momento, apertamos as mãos de Deus e imploramos o conforto Dele! O Pastor Anderson estava cumprindo um ministério maravilhoso de redenção de almas, em uma luta diária para evitar que o ódio continue a ceifar vidas por falta de Deus no coração dos seres humanos”, disse em nota oficial a assessoria de imprensa da parlamentar.

Grande público, segurança e diversidade cultural marcam o “Câmara Junina”

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Osmar participou do Câmara Junina acompanhado da esposa, Clara.

Alegria, diversão, segurança e diversidade cultural foram as marcas do arraial da Câmara Municipal de São Luís, realizado neste último sábado, no Convento das Mercês.
A festa, que teve uma movimentação intensa, foi muito prestigiada pelos servidores da Casa e pela população de São Luís, além da presença de diversos turistas que elogiaram a festividade junina promovida pela Mesa Diretora, presidida pelo vereador Osmar Filho (PDT).
“Um ambiente seguro e intimista, o evento está muito bom, viemos do Rio Grande do Norte para participar e conhecer de perto a cultura do Maranhão’’, elogiou a turista Nadir Brito.
O Arraial Câmara Junina ofereceu barracas de comidas típicas com o intuito de servir com muita comodidade os espectadores.
A festa contou ainda com uma vasta programação cultural que levou até o palco a tradição da cultura maranhense. Foram nove apresentações de Bumba Boi de sotaques de orquestra e matraca, que alternaram a musicalidade em um encontro que contou com muita segurança.
Quem abriu a programação foi o Boi de Morros, que trouxe um pouco dos mitos e lendas que embalam o São João.
Acompanhado da sua esposa, Clara Gomes, Osmar Filho recebeu autoridades políticas, os servidores da Casa, além de acolher a população ludovicense em um espaço que respirou cultura.
”Muito feliz em poder proporcionar à cidade de São Luís esse momento de entretenimento, de agregação presenteando a todos com um pouco da nossa cultura popular que é linda e cheia de belezas. Importante mencionar a cooperação do governador Flávio Dino e do prefeito Edivaldo”, pontuou o presidente.
Para o deputado federal, Pedro Lucas Fernandes (PTB), a festa consagra mais uma ação positiva da gestão Osmar Filho.
“Um gesto de muita cultura popular do nosso vereador e presidente que segue inovando e proporcionando às famílias ludovicenses e amigos um momento de lazer e diversão. Parabéns a todos envolvidos, que conseguiram realizar um evento com conforto e segurança’’, disse o parlamentar.

Grande Público e diversidade cultural marcaram o Câmara Junina.

Parte dos representantes do parlamento estiveram em peso animando-se com a festa, entre eles, passaram por lá, os vereadores, Raimundo Penha; Genival Alves; Umbelino Júnior e Antônio Garcez.
O vereador Ricardo Diniz avaliou o evento como de grande importância para congregar a população em uma festa onde todos tiveram a oportunidade de participar.
“Um evento louvável que une todos em um lugar de muita harmonia e que garantiu comodidade, paz e muito respeito pelas brincadeiras do nosso estado. Parabéns ao amigo Osmar Filho pela organização e toda a equipe da Câmara que com maestria conseguiu sair na frente oferecendo à população uma vasta programação, em um espaço familiar e de todos nós’’, destacou o edil.
A programação foi fechada com chave de ouro com a última apresentação do sotaque original de matraca do grupo folclórico Boi da Maioba.

Osmar Filho recebeu o carinho do público presente no arraial.

Texto: Tâmara Cristina
Fotos: Hamilton Jr.

Homem é preso por tráfico de drogas em Codó

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A equipe FT, do 17° BPM de Codó conseguiu efetuar a prisão de Everton Matos Santos, 25 anos  por tráfico de drogas no bairro São Francisco.

A prisão ocorreu na rua Pedro Álvares Cabral, durante rondas de rotina realizada pela equipe de policiais militares que ao abordar e fazer uma revista pessoal, encontraram em poder de Everton Matos, substâncias semelhantes a cocaina e crack.

Mediante a situação o conduzido recebeu voz de prisão e foi encaminhado para a delegacia de polícia, para que as medidas cabiveis sejam adotadas.
*GUARNICÃO*
•CB PM ABREU
•SD PM PEREIRA
•SD PM FRAZÃO

*ASSCOM 17°BPM*

Intérprete de libras é expulsa do palco de Zezé di Camargo e Luciano em Imperatriz

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Uma intérprete de libras de nome não identificado foi expulsa do palco durante o show de Zezé di Camargo e Luciano na noite da última quarta-feira (12), em Imperatriz, Maranhão. De acordo com a denúncia feita por ela em uma rede social, o produtor da dupla a interrompeu e mandou descer por estar “roubando muita atenção” do público.

O caso ganhou bastante repercussão ao ser compartilhado pela conta “rainhamatosoficial”, no Instagram.

“Fui contratada pela organização de um show em minha cidade para interpretar o show do Zezé di Camargo e Luciano, pois, na organização do evento, o Governo do Estado separou um local para pessoas especiais, e tem muitos surdos que vieram. Na terceira ou quarta música, eu interpretando em cima do palco, o cantor Luciano mandou eu descer, que eu estava roubando muita atenção. Enfim o produtor dele me parou no meio da interpretação para eu sair”, contou a intérprete. “É uma falta de respeito com os surdos que vieram prestigiar o show em Imperatriz”.

A apresentação fazia parte da programação de São João da cidade, promovida pelo Governo do Maranhão. Por meio de nota, a Secretaria de Estado da Cultura (SECMA) pediu desculpas ao público que acompanhava o show em libras e à profissional pelo ocorrido.

Carga de cigarros é apreendida em área de mangue na Raposa na manhã deste domingo (16)

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Aproximadamente 400 caixas de cigarros estavam em uma área de difícil acesso na praia do Taputiua, em Raposa.

Uma carga de aproximadamente 400 caixas de cigarros foi apreendida, no fim da manhã deste domingo (16), em uma área de difícil acesso na praia do Taputiua, em Raposa. 
As caixas estavam protegidas por uma lona e escondidas sobre galhos de mangue para não chamar atenção.  A marca do cigarro contrabandeado é a mesma apreendida na MA-203, Estrada da Raposa, há poucos dias, em um caminhão das lojas A Renovar.

Na operação, um homem ainda não identificado foi preso. Por meio de informações a serem fornecidas por ele, a polícia espera chegar à quadrilha responsável pelo produto contrabandeado.
Essa é a terceira apreensão de cigarros contrabandeados, em menos de 30 dias, no município de Raposa. A primeira foi encontrada em um barco encontrado à deriva na praia do Mangue Seco, no início deste mês.
A apreensão foi realizada em uma operação conjunta do Batalhão de Polícia Militar Rodoviária (BPRV), Batalhão de Choque e Centro Tático Aéreo (CTA).
Com informações do Blog do Domingos Costa

Sancionada lei que permite internar usuário de droga à força

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O presidente Jair Bolsonaro sancionou, com muitos vetos, uma lei com mudanças na política contra drogas. O texto agora prevê e facilita a internação involuntária de usuários de droga, quando ocorre sem o consentimento.

A lei diz que ela se dará a pedido de familiar ou do responsável legal ou, na absoluta falta deste, de servidor público da área de saúde, da assistência social ou dos órgãos públicos integrantes do Sistema Nacional de Políticas Públicas sobre Drogas (Sisnad), com exceção de servidores da área de segurança pública.

A internação involuntária só deverá ocorrer após a formalização da decisão por médico responsável, será indicada depois da avaliação sobre o tipo de droga utilizada, o padrão de uso e na hipótese comprovada da impossibilidade de utilização de outras alternativas terapêuticas previstas na rede de atenção à saúde.

Esse tipo de internação perdurará apenas pelo tempo necessário à desintoxicação, no prazo máximo de 90 dias, tendo seu término determinado pelo médico responsável. No entanto, a nova lei permite à família ou ao representante legal, a qualquer tempo, requerer ao médico a interrupção do tratamento.

“A internação, em qualquer de suas modalidades, só será indicada quando os recursos extra-hospitalares se mostrarem insuficientes”, diz a lei. “Todas as internações e altas de que trata esta lei deverão ser informadas, em, no máximo, de 72 (setenta e duas) horas, ao Ministério Público, à Defensoria Pública e a outros órgãos de fiscalização”, acrescenta o texto, que ainda deixa “vedada a realização de qualquer modalidade de internação nas comunidades terapêuticas acolhedoras”.

O texto altera a Lei 11.343/2006 e mais outras 12 para tratar do Sisnad, definir as condições de atenção aos usuários ou dependentes de drogas e tratar do financiamento das políticas sobre drogas.

A norma tem origem em projeto de lei de autoria do ex-deputado e hoje ministro da Cidadania, Osmar Terra. Embora valorize o papel das comunidades terapêuticas no tratamento de dependentes químicos, como previa o projeto aprovado no Congresso, a lei sancionada trouxe vários vetos envolvendo esses centros de reabilitação, que, em sua maioria, funcionam com base em fé religiosa, terapia pelo trabalho e pela abstinência.

Bolsonaro vetou, por exemplo, o artigo que definia a composição do Sisnad. Esse era justamente o trecho que incluía formalmente as comunidades terapêuticas acolhedoras no sistema. “O dispositivo proposto define regras de competência, funcionamento e organização de órgãos do Poder Executivo, invadindo a competência privativa do Chefe do Poder Executivo para dispor por decreto sobre tal matéria”, cita a razão do veto.

O texto determina que o tratamento do usuário ou dependente de drogas deverá ser ordenado em uma rede de atenção à saúde, com prioridade para as modalidades de tratamento ambulatorial, podendo, excepcionalmente, haver internação em unidades de saúde e hospitais gerais, mediante autorização do médico devidamente registrado no Conselho Regional de Medicina (CRM) do Estado onde o estabelecimento da internação é localizado.

De acordo com a nova lei, entende-se por Sisnad o conjunto ordenado de princípios, regras, critérios e recursos materiais e humanos que envolvem as políticas, planos, programas, ações e projetos sobre drogas, incluindo-se nele, por adesão, os Sistemas de Políticas Públicas sobre Drogas dos Estados, Distrito Federal e municípios. “O Sisnad atuará em articulação com o Sistema Único de Saúde – SUS, e com o Sistema Único de Assistência Social – SUAS”, diz a norma.

O texto sancionado institui a Semana Nacional de Políticas sobre Drogas, que será comemorada anualmente na quarta semana de junho, e dispõe sobre a internação voluntária e a involuntária, que ocorre contra a vontade do dependente.

Sobre os vários vetos, Bolsonaro rejeitou ainda o trecho da reinserção social e econômica, que previa uma reserva de 30% das vagas em empresas vencedoras de licitação para obras públicas voltadas para pessoas atendidas pelas políticas sobre drogas.

Também ficou de fora da nova lei as deduções do Imposto de Renda nas doações por pessoas físicas ou jurídicas a projetos de atenção a usuários de drogas, assim como vários pontos que tratavam da organização do Sisnad, incluindo funcionamento e composição de alguns conselhos.

Evidencia-se a provável decisão do STF no dia 25 de junho

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Não será espanto se, no próximo dia 25 de junho, o Plenário do Supremo Tribunal Federal decidir pela negativa ao habeas corpus e, consequentemente, pela manutenção do passista de quadrilha Luiz Inácio da Silva — vulgo “Lula” — no hotel-cadeia em Curitiba.

Os Ministros do STF vivem de seus egos. Alimentam-se dos próprios egos. Dormem agarradinhos com os egos. São ególatras, lato sensu!

Gilmar Mendes, por exemplo, não pode mais nem andar tranquilo nas ruas da longínqua Lisboa sem ser apontado e ouvir desaforos em alto e bom som. Enquanto isso, após os vazamentos do tablóide The IntercePT, o Ministro Luiz Fux passou a ser tietado nas ruas, ovacionado em voos comerciais, com passageiros celebrando: “In Fux we trust!”

Vocês acham que isso não mexe com os egos togados?

E mais: os ânimos radicalizados desde a campanha eleitoral estavam começando a se dissipar e já havia até quem estivesse demonstrando arrependimento por ter votado em Jair Messias Bolsonaro. Até o próprio Sérgio Moro começava a experimentar um início de ostracismo por ter escolhido abandonar a Magistratura, optar por ser Ministro de Estado e estar vendo seus projetos perderem força na Câmara dos Deputados e no Senado Federal.

Tão logo surgiram os primeiros vazamentos, os ânimos voltaram a se inflamar. É claro que a oposição ganhou munição, mas o Governo Bolsonaro também viu seu público eleitor resgatado e disposto à guerra. Da mesma forma, Sérgio Moro viu sua defesa ser restaurada e começar a crescer em trajetória geométrica.

E por que isso está acontecendo?

Simplesmente porque, para a expressiva maioria do Povo Brasileiro, os papéis de mocinho e bandido já são bem claros. Inclusive, os vazamentos provam isso: foi necessário uma força-tarefa para além das fronteiras legítimas para conseguir colocar na cadeia os maiores criminosos do país, gente que roubou os cofres públicos na casa das centenas de bilhões de reais.

Não é por acaso, portanto, que no universo dos bonecos infláveis, Lula é o Pixuleco e Moro é o Superman.

Essas imagens infantis são absolutamente didáticas, pedagógicas. Hoje, diante dos vazamentos usando meios criminosos, o respeitável público olha e enxerga, grosso modo, que trata-se de mais uma das armações do Lex Luthor e seu bando do Mal para tentar destruir o Superman.

Os Ministros do STF sabem disso.

“Um abraço de solidariedade, viu?!”

Helder Caldeira

Escritor, Colunista Político, Palestrante e Conferencista*Autor dos livros “Águas Turvas” e “A 1ª Presidenta”, entre outras obras.

Hoje na História: Militares rebeldes bombardeiam a Praça de Maio, em Buenos Aires

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As tensões entre o governo argentino, comandado por Juan D. Perón, e a oposição chegaram a um ponto de tensão máxima na metade de 1955. Manifestações dos dois lados se tornaram cada vez mais frequentes, com episódios de violência. A Igreja, antiga aliada de Perón, assumiu uma postura de oposição e reuniu os grupos que conspiravam contra o governo. 

Em 16 de junho daquele ano, um grupo de militares nacionalistas e ultracatólicos tentou assassinar o presidente argentino. Eles utilizaram um desfile aéreo para lançar um forte bombardeio contra a Casa Rosada, sede do governo, situada no centro de Buenos Aires. 

No ataque, morreram 400 pessoas e milhares ficaram feridas, entre civis que estavam se dirigindo ao trabalho, e funcionários da sede governamental. A Central dos Trabalhadores e a residência presidencial também foram atacadas. 

O objetivo de matar Perón foi arruinado porque o mandatário estava no edifício do Ministério da Guerra quando as bombas caíram. Frustrados, os militares rebeldes buscaram refúgio no Uruguai.

Congresso, Previdência, Moro e Bolsonaro

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Por Ney Lopes

No atual momento de turbulência política que atinge o país, realça um fato altamente positivo: as instituições nacionais dão demonstração de estabilidade e os caminhos estão sendo abertos pela via democrática.

O fundamental é preservar a Democracia!

Sem essa preocupação, toda conquista será efêmera, instável, passageira e colocará o país na “contra mão” da história. Vejam-se os exemplos no mundo, daqueles países que optaram por regimes autoritários, à margem da lei. Não há um só caso, que confirme ter sido esse caminho o meio eficaz para superação das dificuldades econômicas, sociais e políticas.

Analisemos quatro situações de pré-crise atualmente nas manchetes da mídia e que estão sendo conduzidas com firmeza e convicção democrática.

Congresso

O debate em torno do relatório da reforma da Previdência anuncia realmente um “novo Brasil” que nasce, com o indispensável controle do Poder Legislativo exercido em relação ao Executivo.

A justificativa está na Constituição, ao consagrar os princípios da separação dos poderes e a concepção do regime representativo, que se caracteriza pelo exercício da dupla missão de legislar e fiscalizar.

Neste particular há que se destacar o papel relevante que vem sendo exercido pelo presidente da Câmara Rodrigo Maia, na valorização do poder legislativo. Tem agido com lucidez e firmeza, merecendo o respeito da Nação, até o momento.

Todavia, falta ainda muito a ser conquistado.

Por justiça deve ser citada a participação do presidente do Senado, senador Davi Alcolumbre, por ter anunciado recentemente a prioridade para o debate e votação da reforma política, como meta a ser alcançada em curto prazo.

Uma verdade é incontestável: sem mudanças eleitorais, políticas e partidárias, nenhuma outra reforma terá vida longa no Brasil.

Portanto, espera-se que a prioridade do senador Davi Alcolumbre seja realmente confirmada.

A reforma política será o alicerce de todas as outras reformas.

Previdência

Inusitada, descabida e imprópria à reação do ministro Paulo Guedes, ao detratar o papel dos congressistas, em razão de mudanças feitas em sua proposta original de reforma previdenciária.

Afinal, o ministro não pode considerar-se acima do bem e do mal e “dono da verdade”, por mais preparo técnico e boas intenções que tenha.

Vivemos numa democracia e a gestão pública não é idêntica à gestão privada.

Há que existir a visão social, pois ao Estado cabe prover e assistir quem tenha vocação para ganhar dinheiro e assim possa decidir ir residir no exterior, daquelas pessoas que nasceram sem a vocação para o lucro e optaram, por exemplo, pelo serviço público.

A reforma da previdência é absolutamente necessária. Tenho repetido isso à exaustão. Mas, não pode ser feita a “ferro e a fogo”.

Se tiver de ser realizada em etapas, que assim seja. Portugal, Grécia, França, Itália e outros países mudaram as suas previdências sem “traumas”, “choques sociais” e por etapas. Em alguns desses países ainda hoje se implantam regras de transição a médio e longo prazo.

Um ponto é essencial no debate: os “sacrifícios” têm que ser divididos, para as mudanças serem justas.

O que foi proposto não divide “sacrifícios” e concentra todo ônus nas costas dos trabalhadores, servidores e beneficiários da previdência. Esses seriam os “vilões” e únicos responsáveis pelo déficit previdenciário.

Não é justo esse entendimento, daí porque o Congresso faz algumas alterações, que ainda necessitam serem complementadas com a inserção de outras “fontes fiscais” para suprir o “déficit”, totalmente preservadas e protegidas, até agora, pelo “indignado” ministro Paulo Guedes.

Dito “indignado” pelo registro da mídia às suas reações, após o debate do Parecer da reforma.

Por que acusar o serviço público em geral de nocivo corporativismo, negando o valor de quem exerce suas funções com senso de responsabilidade, nivelando-os aos excessos de mordomias e super salários, que devem ser eliminados.

Se for para condenar corporativismo, o editorial recente do insuspeito jornal conservador Estado de São Paulo deveria ser lembrado.

O texto faz menção ao Boletim Mensal sobre os Subsídios da União da Secretaria de Avaliação, Planejamento, Energia e Loteria (Secap) do Ministério da Economia.

Demostra a ineficácia dos benefícios fiscais concedidos no Brasil para o estímulo à produção, empregos e, consequentemente, aumento da receita (2003/2015).

No Brasil, os incentivos subiram constantemente entre 2003 e 2017 (passaram de cerca de 2% para 4,5% do PIB). No período, a receita fiscal e oferta empregos e em nada contribuíram para o aumento da atividade econômica.

Diz o editorial, que em seminário virtual realizado em Brasília pelo Banco Mundial foi constatado que na Austrália houve aumento de arrecadação e de emprego. As renúncias tributárias aumentaram entre 2011 e 2019, passando de 8% para 10% do PIB. Nesse período, a arrecadação passou de 32% para 36% do PIB. Os incentivos evoluíram de 6% para 7% do PIB e a receita, de 38% para 40%.

No Canadá, os incentivos evoluíram de 6% para 7% do PIB e a receita, de 38% para 40%.

Por que no Brasil não se faz um levantamento criterioso do “vazamento de dinheiro público” ocorrido nas concessões dadivosas de incentivos e isenções para, igualmente ao que aconteceu na Lava Jato, ser obtida a devolução desse dinheiro desviado criminosamente.

Se o fato tivesse ocorrido nos Estados Unidos, a “pátria do capitalismo” as medidas teriam sido severas,

Diante de fatos concretos, como os relatados pelo Estado de São Paulo, não procede a “indignação” do Sr. Guedes com os deputados, por não aprovarem tudo que ele queria.

Ao contrário, os plenários da Câmara e do Senado devem avançar em mais alterações, dividir “sacrifícios” e assim alcançar até mais de 1 trilhão de reais de economia para estabilizar a nossa economia.

A meta financeira deveria ser mantida. Mudanças, apenas nas formas de obtê-la.

Moro

Antes de interpretar, com sensacionalismo inconsequente, os diálogos divulgados em “escuta ilegal” que envolvem o ministro Sérgio Moro, é necessário refletir como está definido em lei o nosso processo penal e como deve agir o juiz.

O artigo 399 § 2° do Código de Processo Penal estabelece o princípio da “identidade física” do Juiz, ou seja, quem presidiu a instrução deverá prolatar a sentença.

Em outros países não é assim. Na Alemanha, Chile, Portugal e outros existe o “juiz de garantias”, que tem a competência para o julgamento da causa, restringindo-se sua atuação à fase de investigação criminal. Ele zela pela legalidade da investigação, além de tutelar de maneira plena a observância dos direitos e garantias fundamentais, sendo-lhe vetada qualquer iniciativa investigatória.

No procedimento penal brasileiro prevalece a regra do artigo 156, do Código de Processo Penal, a seguir transcrita:

“A prova da alegação incumbirá a quem a fizer, sendo, porém, facultado ao juiz de ofício:

 I – ordenar, mesmo antes de iniciada a ação penal, a produção antecipada de provas consideradas urgentes e relevantes, observando a necessidade, adequação e proporcionalidade da medida;

II – determinar, no curso da instrução, ou antes de proferir sentença, a realização de diligências para dirimir dúvida sobre ponto relevante”.

Observem-se outros dispositivos legais pertinentes a presente análise:

CPP
Art. 40. Quando, em autos ou papéis de que conhecerem, os juízes ou tribunais verificarem a existência de crime de ação pública, remeterão ao Ministério Público as cópias e os documentos necessários ao oferecimento da denúncia.
LEI DE AÇÃO PÚBLICA

Art. 7º Se, no exercício de suas funções, os juízes e tribunais tiverem conhecimento de fatos que possam ensejar a propositura da ação civil, remeterão peças ao Ministério Público para as providências cabíveis.

A dedução clara é que o Juiz brasileiro tem competência no processo inquisitório para ordenar, antes de iniciada a ação penal e antes de proferir sentença, a realização de diligências e colheita de provas que considere urgentes e relevantes.

Ele faz isso de que maneira?

Claro que em harmonia com a polícia e o Ministério Público.

Cabe ressaltar, por absolutamente necessário, que nessa relação entre Juiz, MP e polícia, os “excessos” serão severamente punidos, tais como, dirigir provas para condenar, “armar” flagrante preparado, aconselhar diretamente quem faça a investigação, visando prejudicar o réu e outros procedimentos semelhantes.

Todavia, os fatos que possam determinar “suspeição” devem ser objetivos, concretos, de forma a não deixar duvidas.

Não cabem meras suposições.

Sem “meias palavras”: os diálogos até agora divulgados (não se sabe o que será divulgado amanhã) em nada incriminam o Ministro Moro.

Acusam relacionamento em busca da verdade nos autos, sem indício do propósito de condenação prévia. Tanto é verdadeiro, que alguns acusados foram absolvidos na operação Lava Jato.

As regras do processo penal brasileiro asseguram esse comportamento, repita-se, desde que não se comprovem “excessos”.

Bolsonaro

Uma palavra final: o presidente Bolsonaro tem dado demonstração de respeito às “regras do jogo democrático”, que deve ser registrada.

O chefe da nação repete que acatará a decisão do Congresso, no caso específico da reforma previdenciária, não sendo infelizmente seguido pelo seu “poderoso” ministro da Economia.

Assim é que deve ser um governante, que recebeu do povo brasileiro a missão de aperfeiçoar a nossa democracia e não de colocá-la em risco.

Ney Lopes – jornalista, advogado, ex-deputado federal; ex-presidente do Parlamento Latino-Americano, procurador federal – nl@neylopes.com.br – blogdoneylopes.com.br