Polícia prende líderes de movimentos por moradia em São Paulo

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Uma operação da Polícia Civil de São Paulo, derivada de investigação sobre o incêndio e desabamento do edifício Wilton Paes de Almeida, no Largo do Paissandu, prendeu hoje (24) quatro pessoas, integrantes de movimentos de moradia, por suspeita de extorsão. Os movimentos sociais, no entanto, dizem que as prisões foram motivadas por perseguição e criminalização dos movimentos por moradia.

Segundo o delegado André Vinicius Figueiredo, da 3ª Delegacia da Divisão de Investigações Criminais (DIG) do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), as pessoas investigadas obrigavam os moradores do prédio a pagar uma taxa. “Quem não pagava era agredido fisicamente e ameaçado sob pena de sair do local”, disse o delegado.

Bombeiros trabalham na busca pelos desaparecidos e retirada dos destroços do prédio que desabou após incêndio da madrugada de ontem (1), em São Paulo, no Largo do Paissandu.
Após incêndio durante a madrugada, Edíficio Wilton Paes de Almeida, no Largo do Paissandu desabou em 1° de maio de 2018 – Rovena Rosa/Agência Brasil_02/05/2018

De acordo com ele, as prisões foram motivadas com base no depoimento de 13 testemunhas, após denúncias anônimas. “O que estava ocorrendo era desvio de dinheiro. Essas testemunhas estavam sendo extorquidas para pagarem, sob ameaça, uma quantia que estava entre R$ 200 ou R$ 400 para ficarem hospedadas no movimento. E colhemos informações de que ali havia ameaças, agressões físicas. Há testemunhas que mencionaram que o dinheiro que eles pagavam não era voltado a benfeitorias do movimento”, disse o delegado.

Sete pessoas morreram no desabamento do prédio e outras duas continuam desaparecidas até hoje. O edifício Wilton Paes de Almeida ficava no Largo do Paissandu, no centro da capital paulista.

Durante a operação de hoje (24), foram cumpridos também 17 mandados de busca e apreensão. A polícia chegou a pedir a prisão de 17 pessoas, mas a Justiça decretou a prisão de nove pessoas. Do total de mandados de prisão expedidos pela Justiça, apenas quatro foram cumpridos. Todos os mandados são de prisão temporária, por cinco dias. As prisões atingem principalmente membros do Movimento Sem Teto do Centro (MSTC) e do Movimento de Moradia para Todos (MMPT).

Na tarde de hoje, enquanto uma coletiva era concedida na sede do Deic, na zona norte da capital, para explicar as prisões, diversas pessoas se aglomeraram em frente ao local para protestar contra as prisões. As cantoras Ana Cañas e Maria Gadu e o cantor Chico César acompanharam a coletiva, além de políticos.

O delegado negou que as prisões tenham como motivação a criminalização aos movimentos sociais. “Em nenhum momento a investigação está voltada ao movimento sem teto. O que foi focalizado é uma parcela, algumas pessoas que estavam utilizando o movimento para desvio de dinheiro”, disse Figueiredo.

Outro lado

Por meio de nota divulgada nas redes sociais, o Movimento Sem Teto do Centro (MSTC) repudiou as prisões. “O MSTC repudia veementemente essa nova tentativa de criminalização dos movimentos sociais de moradia através da perseguição judicial de seus líderes e exige a imediata libertação de seus membros. Moradia é direito. Quem não luta está morto”, diz a nota.

Segundo o advogado Ariel de Castro Alves, que defende duas pessoas detidas hoje, nenhum dos quatro presos na operação desta segunda-feira tinham qualquer ligação com o prédio que desabou no Largo do Paissandu. “Nenhuma das lideranças do Wilton Paes foi presa. Tem duas que estão com prisões decretadas, mas não foram encontradas. As quatro pessoas que estão aqui são de outros movimentos de moradia e que, no nosso entender, estão sendo criminalizadas. É uma criminalização dos movimentos sociais”, disse Alves.

O advogado reclamou também que o delegado não conseguiu individualizar as condutas dos líderes dos movimentos que foram presos hoje. “Uma coisa eram os líderes do movimento do [edifício] Wilton Paes. Nós estamos aqui falando pelas lideranças dos demais movimentos que são ligados à frente de lutas por moradia. Que sabemos que são pessoas sérias e lutando pelo direito previsto na Constituição”, disse o advogado. Ele também contesta haver crime na cobrança de taxas pelos movimentos sociais: “Eu mesmo moro em prédio e contribuo todos os meses [pagando o condomínio]. Existem as partes que são comuns a todos e que todos precisam contribuir como extintor, limpeza, segurança, manutenção”.

Para o advogado Benedito Roberto Barbosa, que defende a União dos Movimentos de Moradia de São Paulo e o Centro Gaspar Garcia de Direitos Humanos, as prisões foram arbitrárias. “Entendemos que as prisões não tinham nenhuma justificativa, são arbitrárias e, inclusive, foram decretadas em um feriado. As lideranças dos movimentos de moradia já vieram várias vezes prestar depoimentos nesse inquérito, apareceram aqui sem problemas. Não estamos entendendo as prisões. Sequer tivemos acesso à totalidade das motivações das prisões”, disse ele. Agência Brasil

MOTORISTA É DETIDO EM CAXIAS COM DOCUMENTO FALSO AO PASSAR NA PRF

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A Polícia Rodoviária Federal (PRF) deteve, na tarde desse domingo (23), um motorista com documento falso no Km 543 da BR-316, em Caxias.

Às 17h, policiais rodoviários federais abordaram o cavalo-trator da marca Iveco modelo Cursor450E33T, de placas JII-0012/BA, que tracionava os semi-reboques de placas MCK-5822/SP e MLR-1748/SP.

A Combinação de Veículo de Carga (CVC) era conduzida por um homem de 41 anos. Por se tratar de um veículo com dimensões excedentes, o mesmo necessitava de Autorização Especial de Trânsito (AET), que é expedida pelo Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (DNIT).

Após a PRF consultar a autorização apresentada no site do DNIT, verificou-se que o AET havia sido adulterado. Foram inseridas no documento falso, as placas dos semi-reboques, aumento do número de eixos e a mudança da validade, a fim de ludibria r a fiscalização.

Indagado sobre a documentação apresentada, o motorista informou que trabalha há três meses no veículo tendo carregado em Camaçari/BA e estaria levando a carga para Castanhal, no estado do Pará. Ele disse que recebeu o caminhão do seu patrão com toda a documentação para a viagem.

A Combinação de Veículo de Carga ficou retida na Unidade Operacional da PRF de Caxias por irregularidades ao Código de Trânsito Brasileiro (CTB) e o motorista foi conduzido ao plantão da Polícia Civil em Caxias.

Fonte: Noca

Bebê desparece enquanto dormia com os pais em Belágua, no Maranhão

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O pequeno Jonathan Alves dos Santos, de dois meses, está desparecido desde a sexta-feira (21). Criança sumiu misteriosamente enquanto dormia no mesmo quarto que os pais.

Um bebê de dois meses de idade está desparecido desde a última sexta-feira (21) no município de Belágua, localizado a 280 km de São Luís. O bebê Jonathan Alves dos Santos dormia com os pais no mesmo quarto, quando despareceu misteriosamente.
De acordo com a Polícia Militar, os pais dormiam em uma cama e a criança em uma rede, quando ele despareceu. A casa onde a família vive não há porta nos fundos e apenas uma cortina que é usada como porta. Os pais só deram conta que o bebê havia sumido quando acordaram, por volta das 6h30 da manhã da sexta (21).

A polícia trabalha com algumas linhas de investigação sobre o sumiço do bebê e uma delas, é que os pais poderiam estar envolvidos com o desaparecimento misterioso da criança. O casal chegou a ser hostilizado pela população, mas ambos afirmam que não possuem nenhuma relação com o sumiço da criança e estão desesperados em busca do filho.
Equipes da Polícia Militar, Polícia Civil e do Corpo de Bombeiros estão realizando buscas na região em busca do bebê. Além disso, o caso está mobilizando toda a cidade, que está realizando uma campanha nas redes sociais em busca da criança. Uma passeata também já foi realizada, e os moradores cobram respostas por parte das investigações da polícia.

Moradores de Belágua (MA) estão se mobilizando em busca de tentar localizar o paradeiro do bebê Jonathan. — Foto: Reprodução/TV Mirante

Mais um caso de enforcamento em Vargem Grande

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Sem deixar nenhuma explicação para o gesto extremo a que recorreu, Carlos Alberto Silva Oliveira de 42 anos residente a av. Castelo Branco no centro de Vargem Grande, recorreu ao suicídio por enforcamento.

“Carlinhos” como era conhecido, era uma pessoa bem relacionada na cidade onde tinha muitos amigos. Um pessoa simples mas que na sua humildade sabia cativar a todos com quem se relacionava.

O fato chama a atenção da autoridades na cidade, na região e no estado, uma vez que em Chapadinha semana passada um jovem também morreu por enforcamento. Em Imperatriz em menos de uma semana, dois jovens deram fim a sua existência.

É mais do que urgente, direcionar os olhos do poder público para esses casos que vem deixando a todos confusos.

Hoje na História: Brasil inaugura o estádio do Maracanã

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No dia 24 de junho de 1950, o brasileiros celebraram a inauguração do estádio Mário Filho, mais conhecido como Maracanã, o mais famoso do país e um dos símbolo mundiais do futebol. O estádio na cidade do Rio de Janeiro começou a ser construído no dia 2 de agosto de 1948 com o objetivo de ser o maior estádio do mundo e também o palco perfeito para os jogos da Copa do Mundo de 1950. Quando foi concluído, o Maracanã tinha capacidade para receber 150 mil pessoas. Contudo, o estádio acabou se tornando cenário de um dos dias mais tristes do futebol brasileiro, quando o Brasil foi derrotado dentro de casa pelo Uruguai, por 2 a 1, diante de um público de 200 mil pessoas. Sua cor azul é por conta de uma promessa das autoridades brasileiras em pintar o local com as cores da equipe que vencesse a Copa de 1950.

Rapto do bebê em Belágua: Polícia pede calma à população e que evite a disseminação de informações falsas

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No início da tarde deste domingo (23), os comandantes da operação de buscas ao bebê que desapareceu misteriosamente de sua residência, na cidade de Belágua, reuniram moradores que acompanham o caso de perto e exigem uma solução imediata.
Em frente à casa da família, o comandante da equipe dos bombeiros disse que uma resposta será dada à população, mas, para que isso ocorra, depende do direcionamento correto da investigação. 

“O bombeiro não pode iniciar buscas nessa área de alagado, por exemplo, sem ter informações verdadeiras, sem ter um direcionamento, sem saber o que realmente aconteceu. É preciso que vocês esperem, sem tumultos”, disse.
O tenente Alan disse que, desde o rapto do bebê, a PM fez todo o procedimento de buscas no local, ainda ontem, e fez o comunicado à Delegacia Regional de Chapadinha e à Delegacia de Urbanos Santos. 
“Fiquem tranquilos. Estamos imbuídos em desvendar esse caso, e que a criança volte ao seu lar. Voltem para suas residências. Estamos trabalhando para dar uma resposta”, disse o tenente Alan.

O delegado Josimar disse que a polícia precisa de informações concretas, pois alguém viu o sabe de alguma coisa. Para ele, neste momento, nada está descartado – rapto ou violência do próprio seio familiar. 
“O que queremos é trazer a criança de volta. Não há necessidade de alguém molestar alguém da família ou mesmo depredar o BPM, que é patrimônio público. Colaborem com informações concretas e não façam nada com ninguém da família. Nada está descartado. A família está sofrendo, a mãe está passando mal”, disse o delegado.
Preocupado com os protestos que ocorreram no início da noite de ontem, o delegado reforçou o pedido para que a população mantenha a calma, pois uma resposta será dada em breve.
O desaparecimento do bebê
O bebê Jhonatan Alves dos Santos, de apenas dois meses, desapareceu misteriosamente da casa dos pais, na madrugada de sexta-feira (21), na cidade de Belágua, a 280 km de São Luís.
Moradores da localidade, revoltados com o caso, fizeram manifestação no início da noite de sábado (22), em frente à delegacia da cidade. O objetivo era pedir maior agilidade no trabalho de investigação.
Os moradores não acreditam que os pais possam estar envolvidos com o desaparecimento do próprio filho.

A avó do bebê chegou a passar mal, na manhã deste domingo, e precisou ser socorrido em ambulância. A Prefeitura de Belágua está dando todo o suporte à família e aos trabalhos da polícia.

Esse jeito Bolsonaro de ser

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Percival Puggina

Muitos analistas políticos têm batido na tecla da necessária interlocução entre o Executivo e o Legislativo. Afinal, o Congresso tem a legitimidade institucional para aprovar ou não os projetos do governo e os cidadãos devem ficar fora desses assuntos. O parlamento é o lugar onde se fala e onde se verbalizam opiniões divergentes. Portanto, “bora conversar” que tudo se resolve.

Resolve? Não. Contudo, ainda que resolvesse – e vota e meia não resolve mesmo – a política é só isso? É apenas um formulário institucional onde os poderes conversam e as opiniões, magicamente, se harmonizam porque todos querem o bem do país? Acumulam nossas instituições méritos que as façam merecedoras da confiança nacional? Novamente, não.

Tenho como verdadeira a clássica lição segundo a qual a política é possível pelo que as pessoas têm de bom e necessária pelo que nelas há de mau. Sociedades humanas, para um ou para o outro, precisam de elite e precisam de liderança.

Certa feita, comentando as habilidades de Lula como comunicador, registrei minha observação segundo a qual, sobre o mesmo assunto, ele tinha opiniões diferentes para públicos diferentes e, graças a isso, era aplaudido dizendo A e dizendo o contrário de A. Essa “habilidade” é uma das condições necessárias para identificar um trapaceiro, jamais um estadista. Estadistas não molham o dedo na saliva e o esticam ao ar para perceber de que lado sopra o vento no auditório.

Na política, liderança e, especialmente, liderança exercida sobre a massa, é um dom distribuído em proporções escassas. Bolsonaro tem esse dom e só ele explica a vertiginosa escalada que o levou à Presidência, contrariando a vontade explícita de quase todos os profissionais da opinião pública, aí incluídos políticos e comunicadores.

Não adianta atacar e fustigar Bolsonaro, apontando suas limitações porque elas nunca foram dissimuladas. Ninguém está a descobrir uma face oculta do Presidente. Tais limitações sempre fizeram parte do jeito Bolsonaro de ser, jeito que a população conhece e ao qual atribui valor elevado num mercado de baixas cotações.

Parcela significativa da sociedade sabe que Bolsonaro não é o príncipe perfeito, mas percebe nele sadia intenção de se sacrificar para fazer a coisa certa. Não tenho o costume de usar citações bíblicas em textos sobre política, mas é impossível não lembrar, aqui, das palavras de Jesus sobre tomar a própria cruz e segui-lo. Tirar o Brasil da situação em que está exige do governante esse mesmo ânimo para enfrentar aqueles que fogem como o diabo de qualquer cruz. Que dizer-se de carregá-la! Ela, a cruz, é parte do problema do governo com a base.

O empenho que se percebe em tantos meios de comunicação, visando a constranger as redes sociais ao silêncio, sustar as cívicas e civilizadas mobilizações de rua e diagnosticá-las como intrusivas e impróprias, outra coisa não é que tentativa de isolar o Presidente de seu principal e mais consistente apoio.