Comissão encerra discussão do parecer da reforma da Previdência

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Relator apresenta amanhã a complementação de seu voto

Por Ana Cristina Campos – Repórter da Agência Brasil  Brasília

A Comissão Especial da Reforma da Previdência (PEC 6/19) na Câmara dos Deputados encerrou na tarde de hoje (26) a fase de discussões do parecer do relator, deputado Samuel Moreira (PSDB-SP). O relator vai apresentar a complementação de seu voto, com algumas alterações ao seu texto original, amanhã (27), a partir das 9h.

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), negocia com governadores a reinclusão de estados e municípios na PEC, ainda na comissão especial. Pela proposta enviada pelo governo federal, a PEC valeria automaticamente para servidores dos estados e dos municípios, sem necessidade de aprovação pelos legislativos locais, mas esse ponto foi retirado do relatório.

“O voto complementar do deputado Samuel Moreira já está pronto, no entanto, há um esforço final por parte do presidente da Casa, deputado Rodrigo Maia, de inclusão [na reforma] de estados e municípios. Portanto, nós entendemos que a possibilidade de reinclusão de estados e municípios justifica que a gente adie a leitura da complementação de voto para amanhã (27). O prejuízo de um dia é muito menor do que o prejuízo de não dar uma solução definitiva para todos os entes federativos”, disse o presidente da comissão, deputado Marcelo Ramos (PL-AM).

Segundo o presidente da comissão, após a leitura da complementação de voto, serão apreciados os requerimentos de adiamento da votação do parecer do relator no colegiado.

De acordo com Marcelo Ramos, dos 154 parlamentares inscritos para falar a favor ou contra o parecer, 127 participaram da discussão da matéria nos quatro dias de debates do relatório.

Após a votação do relatório na comissão especial, o texto será apreciado no plenário da Câmara e precisará de uma aprovação de três quintos dos deputados (308) em dois turnos. Caso aprovada, a proposta segue para análise dos senadores.

Alterações

Samuel Moreira fez diversas mudanças em relação à proposta original enviada pela equipe econômica do governo no fim de fevereiro. Dentre elas, retirou o sistema de capitalização da reforma, que determinava que cada trabalhador contribua para a própria aposentadoria. É possível que o governo insista no quesito posteriormente, apresentando uma nova PEC.

Moreira manteve a idade mínima de 62 anos para mulheres e de 65 anos para homens após o período de transição, mas alterou o tempo mínimo de contribuição para as mulheres, retornando para os 15 anos vigentes atualmente. O tempo mínimo de contribuição dos homens permanece conforme proposto pelo governo: 20 anos.

As alterações reduziriam a economia com a reforma para R$ 913,4 bilhões até 2029. No entanto, o relator decidiu propor a transferência de 40% de recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) para a Previdência Social e aumentar tributos sobre os bancos, o que reforçaria as receitas em R$ 217 bilhões, resultando numa economia final de R$ 1,13 trilhão, próximo do montante inicial de R$ 1,23 trilhão estipulado pela área econômica do governo.

Famílias maranhenses devolvem dinheiro indevido de Bolsa Família

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R$ 33 mil foram devolvidos por famílias maranhenses que recebiam dinheiro indevido do programa

Ministério da Cidadania recupera mais de R$ 377,4 mil indevidos de 299 beneficiários do Bolsa Família no Nordeste. Desse total, 30 famílias são Maranhenses, tendo que devolver R$ 33 mil.
Essa é a primeira vez que o governo consegue recuperar recursos que estavam sendo pagos indevidamente para pessoas que não atendiam mais aos critérios do programa, porém que ainda usufruíam de seus benefícios.
Essa cobrança de valores do Bolsa Família foi um resultado do estudo de dados realizado pelo Tribunal de Contas da União (TCU) que teve início em 2018. Esse levantamento aponta que as famílias possuíam uma renda maior do que a declarada no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal.
O ministro da Cidadania, Osmar Terra, aponta o empenho da iniciativa do Estado no combate a essas irregularidades com o objetivo de garantir que os recursos possam atingir as pessoas certas.
“É uma mudança na conduta em relação ao Bolsa Família, embora no universo do programa não seja uma quantidade muito grande. É uma ação educadora, inclusive, mostrando para a população que esse dinheiro é para ser aplicado em favor dos mais pobres, para quem não tem alternativa e, ao mesmo tempo, fazer justiça aos cofres públicos, não usando dinheiro público indevidamente”, afirma.
Segundo o ministro, o Governo Federal realiza todos os meses o cruzamento de informações com diversas bases de dados. Em todo Brasil, foram aplicados 2.663 processos administrativos para a cobrança, sendo até o momento, 748 casos pagos, o que representa R$ 927,3 mil, sendo esse montante direcionado novamente para os cofres públicos da União.
É necessário que as famílias apresentem defesa e paguem o Guia de Recolhimento da União (GRU), caso contrário, serão incluídas na Dívida Ativa da União, sendo impedidas de ingressar no Programa novamente, mesmo cumprido os critérios de elegibilidade. Caso dentro do perfil e com o débito quitado, as famílias poderão retornar ao Programa após um ano.
Valores devolvidos no nordeste:
UF Beneficiários Valor devolvido
AL 3 R$ 2.231,20BA 81 R$ 108.306,57CE 39 R$ 60.558,22MA 30 R$ 33.028,62PB 15 R$ 27.158,49PE 94 R$ 104.214,79PI 11 R$ 10.838,08RN 14 R$ 12.492,13SE 12 R$ 18.644,22Total 299 R$ 377.472,33

Professor é preso por falsificar diplomas em Institutos de Barra do Corda e Jenipapo dos Vieiras

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O empresário e professor Lázaro Mota de Sousa foi preso, nesta quarta-feira (26), durante uma operação da Polícia Civil que investiga possíveis crimes de falsificação de documentos públicos, bem como crimes de estelionato e associação criminosa quanto a oferta de cursos de nível médio e superior de forma irregular junto ao Conselho Estadual de Educação do Maranhão (CEE/MA) e ao MEC.
Foram cumpridos vários mandados de busca e apreensão em Barra do Corda e Jenipapo dos Vieiras, tendo sido apreendido computadores, celulares, livros ata, de frequência, arquivos, diplomas assinados em branco (alguns inclusive assinados sem apontar se quer o curso que o aluno estaria se formando), históricos escolares assinados em branco, bem como apreendido ainda uma arma de fogo com numeração suprimida.
De acordo com as informações, Lázaro seria o proprietário dos Institutos IES e CEPAP que são sediados nesta cidade de Barra do Corda e possuem extensões nas cidades de Jenipapo dos Vieiras e Poção de Pedras.

O professor foi preso em flagrante pelo crime de posse ilegal de arma de fogo restrita (arma com numeração suprimida), bem como autuado pelo crime de falsificação de documentos públicos uma vez que, com a apreensão em sua residência de vários diplomas e históricos escolares assinados em branco, bem como depoimentos colhidos no curso das investigações, que afirmam que suspeito atuaria nesta cidade na venda de certificados e de diplomas falsos, a polícia entende que há indícios suficientes para a autuação do mesmo também pela prática desse delito.
Lázaro foi encaminhado a Unidade Prisional de Barra do Corda, onde ficará à disposição da justiça.

Via Neto Ferreira

Nêumanne acusa Gilmar: Ele sabia dos vazamentos e Zanin é uma espécie de “patrão” do ministro

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O jornalista José Nêumanne Pinto – figura extremamente respeitada, editorialista e articulista do jornal Estadão, autor de 12 livros, Prêmio Esso do jornalismo brasileiro – tido como um profissional sério e corajoso, além de profundo conhecedor da política nacional, publicou um vídeo bombástico nesta terça-feira (25), em seu canal no YouTube.

Para o jornalista, Gilmar tinha conhecimento prévio sobre os vazamentos criminosos do jornalista Glenn Greenwald.

Mais grave ainda, é a afirmação de Nêumanne que tudo isso faz parte de uma “estratagema de defesa do senhor Cristiano Zanin, que passou a ser uma espécie de ‘patrão’ de Gilmar Mendes”.

Os comentários do jornalista são estarrecedores e gravíssimos.

Otto Dantas

Articulista 

Corregedoria autoriza intimação via WhatsApp para todas as unidades judiciais do Estado

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A Corregedoria Geral da Justiça do Maranhão (CGJ-MA) ampliou para todas as unidades judiciais do Estado, a possibilidade de intimação de partes via aplicativo WhatsApp. O Provimento n.º 34/2019, assinado pelo corregedor-geral da Justiça, desembargador Marcelo Carvalho Silva, também autoriza os magistrados a realizarem oitivas de partes e testemunhas através do aplicativo de mensagens.
Para a edição do documento, o corregedor considerou a agilidade, economia e eficiência que o uso dessa ferramenta pode representar para o processo, reduzindo a expedição de correspondências tradicionais de alto custo operacional. “Cabe ao Judiciário zelar pela rápida solução dos conflitos apresentados, bem como promover o célere andamento da causa”, frisa o desembargador Marcelo Carvalho Silva.
O provimento também leva em consideração decisão proferida em 2016 pelo Conselho Nacional de Justiça – CNJ em procedimento de controle administrativo, que reconheceu válida a utilização do aplicativo como ferramenta de intimação em todo o Judiciário nacional.O Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA) regulamentou, por meio da Portaria Conjunta n.º 11/2017, a intimação de partes em processos judiciais no âmbito dos juizados especiais cíveis e da fazenda pública por meio do aplicativo. À época foram entregues 33 aparelhos celulares “smartfones” para todos os juizados do Estado.
Em 2018 foi a vez da intimação via aplicativo Whatsapp alcançar as Varas de Violência Doméstica e Familiar contra Mulher do Maranhão, garantindo maior efetividade aos atos processuais em favor de mulheres em situação de violência doméstica. A medida foi objeto da Portaria Conjunta n.° 04/2018.
Até que as unidades jurisdicionais sejam contempladas com aparelhos e linhas telefônicas institucionais, os magistrados de todo o Estado poderão, mediante portaria a ser encaminhada à CGJ, designar um número de telefone específico para utilização do WhatsApp pela Secretaria Judicial para fins de intimação. “A utilização do aparelho celular institucional, quando fornecido pelo Tribunal de Justiça, será destinada exclusivamente para a realização de intimações e atos processuais, sendo vedado uso diverso”, determina o provimento.
FOTO DO PERFIL – Para fins de padronização, a CGJ determinou que a foto a ser utilizada no perfil da conta WhatsApp para fins de intimação, oitiva de partes e testemunhas, deve ser do Brasão do Tribunal de Justiça do Estado do Maranhão, disponível na área “Downloads” da página da Corregedoria Geral da Justiça na internet.

Bandidos assaltam agência dos Correios na cidade de Icatu

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Segundo informações da Polícia Militar, a agência dos Correios da cidade de Icatu, a 109 km de São Luís, foi assaltada no início da manhã desta quarta-feira (26), A
A PM ainda não sabe quantos bandidos participaram da ação criminosa.
Pelas primeiras informações, um dos assaltantes adentrou a agência, com capacete na cabeça, anunciando o assalto. Em seguida, os funcionários foram amarrados.
A polícia ainda não tem informações do valor levado da agência. As equipes já estão em diligências para tentar localizar os assaltantes.
Com informações do blog SM

Suspeitos de tráfico são presos com arma e munição no Barreto, em São Luís

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Policiais da Superintendência Estadual de Repressão ao Narcotráfico (Senarc) prenderam, João de Deus Marques Sousa Filho, conhecido como “Jhames”, e Washington Luís Souza Silva, suspeitos de tráfico de drogas. Eles estavam realizando a guarda de arma de fogo, acessório e munições em uma residência no bairro Barreto, em São Luís.
As prisões foram realizadas durante a operação “Raide” deflagrada, nesta quarta-feira (26), para cumprimento de mandados de buscas nas residências dos investigados.

As informações davam conta que “Jhames”, que é líder de associação criminosa voltada para o tráfico que atua no bairro Barreto, armazenava as armas utilizada nos crimes na residência de Washington.
Nas buscas, foram encontrados um revólver calibre 38, duas munições intactas calibre 38, um carregador de pistola calibre .40, entre outros objetos.

Os presos foram conduzidos à sede da Senarc, onde “Jhames” primeiro foi autuado em flagrante delito pelos crimes de porte ilegal de arma de fogo de uso permitido e porte de acessório de uso restrito.
Washington foi autuado pelos crimes de posse irregular de arma de fogo de uso permitido e posse de acessório de uso restrito.
Após os trabalhos, os presos foram encaminhados ao Sistema Prisional, onde ficarão à disposição do Poder Judiciário.

POLÍCIA DE CAXIAS RECUPERA VEÍCULO ROUBADO E PRENDE RECEPTADOR

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A Polícia Civil, através da Delegacia Regional de Caxias, efetuou, na manhã dessa segunda-feira (24), a prisão em flagrante de Francisco Abidoral Sousa, de 41 anos, por estar na posse de uma pickup produto de roubo em José de Freitas (PI).

O veículo estava usando placa clonada (PIF-5033/PI), sendo que na verificação realizada pelos policiais civis identificou-se, através das numerações do chassi e vidros, que se tratava do veículo com características similares de placa PIE-4913, roubada em José de Freitas.

A diligência foi realizada com suporte de trocas de informações entre a Polinter do Piauí, Polinter do Maranhão e Delegacia Regional de Caxias.

Francisco Abidoral Sousa foi autuado em flagrante delito por receptação dolosa, pelo delegado titular do 3º Distrito Policial de Caxias.

Hoje na História: Imperador da China “patenteia” a primeira escova de dentes

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A higiene bucal tem muito a agradecer a um imperador da China, responsável pela “patente” da escova de dentes, no dia 26 de junho de 1498. Muito distante dos aparelhos elétricos usados hoje em dia, a primeira escova de dentes era um conjunto de tufos de pelo de porco ligados a uma peça de osso ou de bambu. Provavelmente, a primeira escova de dente foi inventada na China, durante a Dinastia Tang, com o uso de cerdas de porco. Em 1223, um professor zen japonês, Dogen Kigen, registrou ter visto monges chineses limpando seus dentes com escovas feitas de pelos de cavalo unidos a um osso de boi. Mais de dois séculos depois, em 1498, o imperador Hongzhi, da dinastia Ming patenteou a escova de dentes. Foi um importante avanço para a saúde bucal, já que as duras e espessas cerdas do porco, presas a um pedaço de osso ou bambu, ajudaram a fazer a limpeza da parte de trás da boca. Ou seja, graças a um punhado de cerdas, a um imperador criativo, os dentes bonitos deixaram de ser um artigo de luxo.

Polícia cumpre mandados de prisão contra assaltantes que explodiram o BB no Calhau, em São Luís

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Nesta terça-feira (25), policiais do Departamento de Combate ao Roubo a Instituições Financeiras (DCRIF/SEIC) deram cumprimento mandados de prisão temporária contra Paulo Roberto Gomes Silva, conhecido como “Seu Paulo”, de 35 anos, Joel Maia Reis e Alexsandro Falcão Olímpio, conhecido como “Sabão”, envolvidos em explosões de agências bancárias.  
Os três são suspeitos de envolvimento na explosão da agência do Banco do Brasil, no bairro do Calhau, no último dia 3 de junho.
As investigações apontam que os suspeitos são os responsáveis por planejar e executar a ação criminosa que resultou na destruição parcial da agência.
Os três presos são integrantes de uma facção criminosa com atuação em todo território nacional e responsáveis pela prática de diversos crimes ocorridos em São Luís, entre eles homicídios, tráfico de drogas, roubos a transeuntes, estabelecimentos comerciais e instituições financeiras.

Assaltantes presos na terça-feira (18) na Vila Conceição,no Altos do Calhau, em São Luís

A operação foi desdobramento das prisões ocorridas na madrugada de terça-feira (18), na Vila Conceição, no Altos do Calhau, quando foram presos Paulo Silva, Marcos Vinícius Alves Amorim, de 20 anos, e Gustavo de Jesus Galeno Pinto, de 19 anos. 
As prisões ocorreram no instante em que estavam se articulando para praticar mais uma empreitada criminosa. Na ocasião, foram encontrados um artefato explosivo e uma pistola calibre .40., de fabricação austríaca.
Joel Reis coordenava as ações criminosas de dentro do sistema penitenciário.
Alexsandro Olimpo foi preso na quarta (19), na Vila Conceição, após as investigações apontarem a participação no crime.
A polícia dará continuidade às investigações para identificar mais pessoas envolvidas nas ações criminosas dessa quadrilha.

Greenwald: o jornalismo em foco

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Mauro Sergio Aielo

Como líder tenho aprendido alguns princípios que são de muita valia nos embates naturais da vida. O primeiro deles é esse: Para teus verdadeiros amigos, qualquer coisa indecente que atribuam a você, será recebida com desconfiança e certo descrédito. Para teus inimigos, qualquer coisa indecente que atribuam a você, será aceito como uma verdade insofismável e até um axioma.

O segundo é: Teus verdadeiros amigos te amam, te respeitam e te suportam apesar dos seus defeitos. Teus inimigos irão te odiar sempre e querer te destruir, apesar de tuas virtudes.

Tenho acompanhado essa questão envolvendo o tal jornalista Glenn Greenwald, do site The Intercept e a ação de um hacker que invadiu as conversas de Deltan Dallagnol e Sergio Moro ambos diretamente envolvidos com a internacionalmente conhecida Operação Lava Jato. Esse tal jornalista está divulgando trechos de “conversas” entre o Juiz e os que investigavam o mar de corrupção a que um certo grupo de políticos e empresários se entregaram avidamente e enriquecerem às custas do erário.

A corrupção no âmbito da política, como já escrevi anteriormente, era, e é, como o cupim que come a madeira deixando a superfície intacta com apenas um furo por onde ele entrou na madeira e assim passa a falsa impressão de que tudo está bem.

Esse episódio envolvendo o tal site The Intercept é tão cheio de fumaça (Janaina Paschoal chamou de espuma) e poeira, tão eivado de sensacionalismo, que não dá para entender a contento o que realmente está acontecendo e nem definir ao certo qual ou quais as intenções do The Intercept e de Glenm Greenwald.

É um emaranhado e uma mistura de verdades com mentiras, que causa espanto e terror.

Procurei ler e ouvir todos os lados possíveis dessa questão. Ela tem polarizado o país. Sinto o Brasil como um paciente que geme, sente dores artroses. As pessoas estão tristes, inseguras, cheias de revolta. Há um sentimento de orfandade, pelo menos em meu coração, e nós que já andávamos desencantados com o Superior Tribunal Federal agora damos de cara com a divulgação desse lixo jornalístico que esse tal Glenn Greenwald vem divulgando de forma paulatina e gradativa com a aparente intenção que é se manter na crista da onda dos noticiários e destruir a reputação daquele sobre o qual os brasileiros, quando pensamos em justiça, depositavam, ou ainda depositam sua confiança – o Juiz Sérgio Moro. Ontem, dia 19.06.2019, o então Juiz, agora Ministro, ficou oito horas respondendo a questionamentos de Senadores da Comissão de Justiça do Senado.

Como já disse em meus muitos escritos, não tenho formação no Direito e agora, para propósito do que escrevo, informo que não sou formado em Jornalismo. Sou Pedagogo, Teólogo e Filósofo, ou, melhor dizendo, tenho essas formações em terceiro grau nessas áreas. Eu escrevo com base naquilo que julgo ser bom senso. Escrevo sem nenhuma convicção técnica. Faço isso como cidadão comum.

Gostaria, portanto, de fazer as seguintes considerações sobre as tais “revelações publicadas pelo The Intercept”.

Na realidade são questionamentos. Primeiro eu gostaria de saber qual é a motivação desse tal de Glenn Greenwald? Ao que se presta tais revelações? Visam fazer a verdade prevalecer? É isso? Mas se a questão é fazer a verdade prevalecer porque o The Intercept não contratou um cracker para invadir a conta da Dilma, do Lula, do José Dirceu, do Palossi, do Jean Wyllys com sua estranha saída do Brasil sob a alegação de que estaria sendo ameaçado de morte, de Renan Calheiros, de Gilmar Mendes, Toffoli, etc…etc…etc…Vamos e convenhamos….no Brasil o que não falta é gente para ter conversa interceptada. Assim repito o questionamento: Por que crackear as conversas do Procurador e do Juiz da Lava Jato? Que interesse havia por detrás dessa ação? Não há outras coisas mais importantes para se fazer na vida do que crackear conversas de autoridades? Isso é legal do ponto de vista da legislação? Quantas autoridades ele hackeou? Se só hackeou o Juiz e o Procurador e outros Juízes e Procuradores coincidentemente todos vinculados à Lava Jato; o que ele objetivava na época: Vulnerabilizar a Operação Lava Jato? Encontrar desvios de conduta e fragilizar os que investigavam e procuravam provas sobre os acusados? E porque na época não agiu? Quem financiou esse trabalho que não deve ter custado barato?

Hoje, dia 18.06.2019 eu ouvi a entrevista de Glenn Greenwald na  Rádio Bandeirantes e ele disse que seu interesse é jornalístico. Mas então aí as perguntas começam a ficar mais difíceis de serem degustadas.

Agora jornalista tem salvo conduto para cometer o crime de invadir conta de Telegram, crakear contas de autoridades? Jornalista tem carta de alforria para jogar no ventilador essas “conversas” ao torna-las públicas colocando em risco a própria segurança nacional? Aliás, mais grave: teria esse tipo de jornalismo algum valor ao fazer o sensacionalismo e ao mesmo tempo proferir juízo de valor sobre o que conteúdo das “conversas” hackeadas? Esse tipo de conduta a conta-gotas, mas parece um tipo de pressão, de ameaça. Isso é jornalismo? É isso que se aprende nas Faculdades de Jornalismo? O jornalista é um ser especial, inimputável que pode se valer de qualquer recurso ou meio para alcançar seus objetivos?

Interessante foi ouvi-lo dizer que fez isso pensando na democracia. O que é que ele entende por democracia? Ao que nos parece ele deve pensar que em uma democracia o pragmatismo deve ser absoluto, ou seja, não importa os meios e sim os fins. Por isso ele acha muito natural hackear conversas telefônicas de autoridades e tornar o seu suposto teor, públicas.

Na democracia vale tudo? Mas em um Estado Democrático de Direito o sigilo e a privacidade são garantidos pela lei. Veja bem: Torturar uma pessoa para arrancar dela informações não pode, com o que eu nao concordo, (antes que você me atire pedra), mas hackear uma conta de conversa particular de duas ou mais pessoas, com a agravante que se trata de autoridades, pode? Ora, que porcaria de senso de justiça é esse? Ora se a intenção é boa, a ação deve ser legal. Se a ação é legal ela se presta a um bom objetivo. Mas em se dando espaço para esse tipo de reportagem baseada em dados crackeados não me parece se prestar a um bom objetivo. E tudo para enlamear a reputação alheia, destruir a credibilidade de outras pessoas? Que tipo de jornalismo é esse? É para isso que se presta o jornalismo, repito?

Os documentos do The Intercept não têm valor nenhum em meu entendimento simplesmente porque eles foram produzidos de forma ilegal, imoral e indecorosa. Quem der razão a um ato como esse só pode estar, mal intencionado. Se a moda pega ninguém poderá reclamar se um dia for vítima do mesmo crime porque, afinal das contas, pau que bate em Chico, bate em Francisco também.

Outra pergunta que faço no afã de tentar clarear todo esse imbróglio é: Quando esse crackeamento foi realizado? Sim, porque o Lula, por exemplo, um dos que estavam no radar da Operação Lava Jato, já está na cadeia há um ano. Se o hackeamento foi feito naqueles tempos em que o ex-presidente era investigado, porque o hacker não agiu? Será que ele ficou tentando negociar com alguém para ver quem pagava mais por seus serviços.

Assim, parece-me que agora, num ato tresloucado, alguém resolver pagar pelo serviço sujo. E conseguiram uma via de acesso; Glenn Greenwald. Sim, um jornalista reconhecido e premiado. Um americano. Não poderia ser outro. Mas esse tal Glenn Greenwald é um sujeito digno de crédito? Pelo que li, trata-se de uma pessoa controversa, um oportunista e em meu entendimento, de tudo que li, o que ele quer é visibilidade e grana. Não sei se é verdade ou não (está difícil acreditar em quem quer que seja hoje em dia), mas li em outro órgão de imprensa na Internet, que ele ofereceu os tais grampos à Globo e que a Globo não aceitou porque não conhecia o teor da tal operação de hackeamento.Ao analisar todo o conjunto dessa obra cheia de espetáculo que mais parece uma novela, ou seja, o tal The Intercept informa que irá, à conta gotas, publicar mais do que tem em mãos e o faz de forma sensacional do tipo: – Vocês não perdem por esperar as novas revelações, os novos capítulos.

Aqueles que amam a legalidade dirão como eu: Não vou ler e nem ouvir uma vírgula disso. Isso foi conquistado de forma ilegal, imoral e indecorosa. Não leio cartas e nem dou créditos a documentos anônimos. Podem publicar dez quilos, não lerei, sequer, cem gramas.

Isso parece aquela história do moço que disse à moça na hora de pedi-la em casamento: – Amo você e nunca amei outra pessoa assim, desse jeito. Sou um sujeito trabalhador, ordeiro, bom filho. Pago minhas contas em dia, tenho boa condição financeira, sou um cavalheiro. Eu só tenho um pequeno defeito que espero, diante de tantas virtudes, você suporte. A moça então toda animada perguntou: – Mas que pequeno defeito é esse meu querido?  Bem – disse ele – eu tenho o hábito de mentir, mas estou mudando.

Lendo tudo e ouvindo várias partes e ângulos desse angu sem caroço, chego à seguinte conclusão: Esse cara, Glenn Greenwald devia ser preso e deportado. Deveria ser colocado para fora do país. Ele é um atentado contra a privacidade e a estabilidade política de uma nação. Ele é um terrorista. Ele não está nem aí para o povo brasileiro. Ele não quer justiça! Ele quer é aparecer. Então que apareça lá no país dele porque aqui ele não deveria ter nenhuma oportunidade de trabalho e nem visibilidade. Mauro Naves foi colocado no gancho no departamento de esporte da Rede Globo por bem menos e esse estrangeiro vem aqui, comete um crime, enchafurda ainda mais o país no caos e fica dando entrevistas para emissoras de rádio? É isso?

Repito: Prendam-no porque ele é um criminoso em minha opinião. Que Sergio Moro e todos os envolvidos cobrem indenização por danos e perdas morais e depois que ele pagar, coloquem-no em uma avião, algemado e acompanhado da Polícia Federal e descarreguem-no lá nos USA.

Podem ter a mais absoluta certeza que lá ele será tratado com muito juízo.

Quando alguma notícia provoca muitas perguntas, ela não é informação. A boa informação, a notícia feita pelo bom jornalismo, é aquela que não usa de subterfúgios, de maquiagem e nem de bijuterias. Alguém já disse com muita propriedade e isso eu aplico aqui nessa questão: Não basta você ser honesto…você tem que parecer honesto. Perdoe-me, senhor Glenn Greenwald, seus métodos não são honestos, então não tente se apresentar como jornalista porque em o fazendo, tu depões contra essa classe.