Guedes fala em redução de até 50% no preço do botijão de gás

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Ministro disse que abertura de mercado vai baratear custo

Por Pedro Rafael Vilela – Repórter da Agência Brasil  Brasília

O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou hoje (27) que o preço do botijão de gás pode cair até 50% com a abertura do mercado do setor no país, por causa da maior competição entre empresas. Na última segunda-feira (24), o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) aprovou resolução com diretrizes para dar início à abertura do mercado de gás no Brasil.

Atualmente, a Petrobrás detém o controle tanto da produção como da distribuição do gás no país. Apesar deste monopólio estatal já ter sido quebrado na legislação em 1997, a abertura para novas empresas não havia sido concretizada até agora.

“Estamos dando um choque da energia barata, quebrando um duplo monopólio, tanto na extração e refino quanto na distribuição do gás. Vamos reindustrializar o país em cima de energia barata. Essa maior competição em petróleo e gás, aceleração do ritmo de extração desses recursos naturais vão acabar chegando no botijão de gás da família, diminuindo em 30%, 40%, até 50% o custo do gás lá no final da linha”, disse Guedes após se reunir com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre.

O ministro também comentou sobre outras iniciativas em curso para abertura da economia. “Tem uma agenda grande pela frente, estamos abrindo a economia. Estamos a semanas, possivelmente, de fechar um acordo que está há duas décadas parado, que é o acordo [do Mercosul] com a União Europeia. Estamos recomendados para entrar na OCDE [Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico]. Vamos fazer a simplificação e redução dos impostos”, disse.

Vendedores de veículos roubados são presos após se passarem por policiais e tentativa de extorsão de vítimas em Imperatriz

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Policiais do Grupo de Serviço Avançados (GSA) do 3º BPM de Imperatriz prenderam três homens envolvidos em comercialização de veículo clonado. As prisões ocorreram por volta das 16h40 de terça-feira (25), na Rua H, esquina com Rua Santa Rita, na cidade de Imperatriz.
Os presos foram identificados como João Marques Vieira da Silva, de 33 anos, Antônio Marcos Lima Gentil, de 30 anos, e Francisco Cleiton da Silva.

De acordo com informações da PM, as vítimas relataram que estavam sofrendo extorsão por dois dos presos que lhes venderam uma moto clonada. Somente após a compra a vítima descobriu a irregularidade. Eles disseram que eram policiais e civis e queriam resolver o problema sem levar à delegacia.
Após a primeira abordagem, a vítima conseguiu visualizar a placa do veículo utilizado pelos acusados e, após pesquisa, foi constatado que o carro era produto de roubo.
Ao se deslocar para o endereço dos acusados, os policiais visualizaram um deles tando a moto Honda Biz sem capacete. Os outros dois estavam em um veículo gol. No momento da abordagem, um deles informou que o carro Kia Cerato, de cor preta, usado na abordagem à vítima, estava sua residência. De imediato, o veículo foi apreendido.
Com os presos, os policiais apreenderam:– Uma motocicleta Biz, placa NWZ-5756, clonada– Um veículo Gol, placa OJO-8555– Um veículo Kia Cerato, placa NWY-5860, com registro de roubo– Uma pistola PT .40, com coldre– 11 munições intactas para pistola .40– 02 celulares– R$ 161,00 em espécie– RG Militar da Polícia Militar do Pará em nome de João Marcos Silva– 01 CNH e uma porta-cédulas
Os presos foram entregues na Delegacia de Polícia Civil, sem lesões corporais, para os procedimentos cabíveis.
A polícia vai dar continuidade às investigações para tentar descobrir se eles fazem parte de uma organização criminosa especializar em roubo, clonagem e adulteração de veículos na região tocantina.

Empresário morre em grave acidente na BR-010 em Estreito

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O empresário Fernando Vieira Garcia, de 53 anos, morreu em um grave acidente no km 132 da BR-010, entre as cidades de Estreito e Carolina.
Segundo informações da Polícia Rodoviária Federal (PRF), o acidente ocorreu por volta das 7h15 desta quinta-feira (27).
O empresário, que dirigia uma caminhonete Toyota Hilux, invadiu a contramão e colidiu frontalmente com uma carreta Volvo, de cor branca, que seguia no sentido contrário.
Com o forte impacto, a caminhonete ficou com a parte dianteira destruída e o empresário ficou presos às ferragens, morrendo no local.
Os policiais rodoviários federais que atenderam a ocorrência ainda apuram qual o motivo que levou o empresário a invadir a contramão de direção.

O empresário era filho de Divino Garcia, ex-prefeito de Goiatuba (GO). Fernando Garcia era diretor administrativo da Câmara Municipal de Estreito, a 755 km de São Luís.
O velório está sendo realizado no Templo Central da Igreja Assembleia de Deus COMADESMA, na Avenida Santos Dumont, em Estreito.

Juiz da Lava Jato determina bloqueio de até R$ 78 milhões em bens de Lula

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O juiz federal Luiz Antonio Bonat, responsável pelos processos da Operação Lava Jato em primeira instância em Curitiba, determinou no último dia 18 de junho o sequestro de até 77,9 milhões de reais em bens do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A decisão de Bonat foi tomada em um pedido do Ministério Público Federal (MPF) relacionado ao processo a que Lula responde por supostamente ter recebido 12,4 milhões de reais em propina da Odebrecht por meio de dois imóveis.

O valor determinado pelo magistrado para o bloqueio não se baseia em algum levantamento sobre o patrimônio do petista, mas nos 75,4 milhões de reais que, segundo o MPF, foram pagos em propina pela empreiteira ao PT a partir dos oito contratos da Petrobras de que o processo da Lava Jato trata.

Para chegar aos 77,9 milhões de reais arrestados, Luiz Antonio Bonat diminuiu a multa estimada pelos procuradores de 13 milhões de reais para 3 milhões de reais e descontou ainda os 504.000 reais supostamente pagos pela Odebrecht pela cobertura vizinha à de Lula em São Bernardo do Campo (SP), um dos imóveis de que a ação penal trata, pelo fato de o imóvel já estar bloqueado.

“Cabe, portanto, a constrição de bens do ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva até o montante de R$ 77.930.300,44”, escreveu Bonat.

Como se trata de “bens substitutivos”, que seriam utilizados para reparar o dano no processo, o magistrado sustenta que “não tem relevância se os bens foram ou não adquiridos com recursos lícitos”. A decisão de Bonat não atinge os bens deixados pela ex-primeira-dama Marisa Letícia Lula da Silva, morta em janeiro de 2017, na chamada “meação” do cônjuge.

Ao ingressar com um recurso no Supremo Tribunal Federal (STF) no qual questiona aspectos do processo em primeira instância, na segunda-feira 24, a defesa do ex-presidente afirma que a decisão de Luiz Antonio Bonat é um “indicativo concreto” de que ele está prestes a assinar a sentença na ação penal referente aos supostos 12,4 milhões de reais em propina da Odebrecht a Lula – além do apartamento de meio milhão de reais no ABC paulista, o processo também trata de um terreno de 12 milhões de reais onde seria construído o Instituto Lula, em São Paulo.

No recurso ao STF, um agravo regimental, os advogados do ex-presidente alegam que tiveram acesso tardio ao acordo de leniência da Odebrecht, cujo conteúdo teria informações relevantes ao processo, e que a falta de tempo para analisá-lo prejudicaria o direito à ampla defesa do ex-presidente. Assim, os defensores pedem que o Supremo, por meio do relator da Lava Jato, ministro Edson Fachin, ou do plenário, suspenda o andamento do processo sobre a Odebrecht até que as provas possam ser estudadas.

A ação penal que apura a suposta compra de imóveis pela Odebrecht a Lula está pronta para sentença desde o dia 5 de novembro de 2018, há 233 dias. Bonat assumiu os processos da Lava Jato em primeira instância em 6 de março, há 112 dias. Ele substitui em definitivo o ex-juiz federal Sergio Moro, que assumiu o Ministério da Justiça e Segurança Pública do governo Jair Bolsonaro.

O processo sobre o tríplex do Guarujá (SP), que terminou em primeira instância com a condenação de Lula a 9 anos e meio de prisão, foi sentenciado por Moro 21 dias depois de ficar pronto para conclusão; no caso do sítio de Atibaia (SP), que levou à segunda condenação de Lula em primeiro grau, a 12 anos e 11 meses de cadeia, a juíza federal substituta Gabriela Hardt levou 29 dias entre a conclusão dos autos e a divulgação da sentença.

FONTE veja

Folha recua e atesta que não houve condutas ilícitas de Moro e procuradores em conversas vazadas

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A Folha de São Paulo, parceira do crime com o The Intercept Brasil ao receber as mensagens hackeadas e não autentificadas supostamente atribuídas ao ministro da Justiça, Sérgio Moro, e procuradores da força-tarefa da Lava Jato, agora resolve voltar atrás após todo o sensacionalismo que colaborou em criar com o caso.

Em matéria publicada nesta quarta-feira (26), intitulada “O caso Lula“, o editoral afirma que as conversas não demonstram condutas ilícitas de Moro e dos procuradores.

“As conversas até aqui divulgadas não mostraram, de modo inquestionável, condutas ilícitas de Moro ou dos procuradores.

Considere-se ainda que o ex-presidente foi condenado por corrupção em três instâncias judiciais, que na essência só divergiram no tamanho das penas aplicadas.

Por fim, e não menos importante, ainda não se atestou a autenticidade das mensagens, que de resto talvez tenham sido obtidas de forma criminosa. Da ilegalidade dessa prova decorreria sua inutilidade do ponto de vista jurídico.” – diz a Folha.

A Folha colaborou com toda a tempestade em copo d’água para, depois, e na maior sem-vergonhice, dizer o óbvio.da Redação

Hoje na História: Operação policial no Complexo do Alemão termina com 19 mortos

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Em 27 de junho de 2007, uma grande operação policial reuniu 1.350 policiais, entre civis, militares e soldados da Força Nacional no Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro. Foi a maior operação realizada no local desde que a polícia ocupou as favelas, no dia 2 de maio de 2007. A ocupação foi motivada após a suspeita de que criminosos do Alemão teriam sido responsáveis pelo assassinato de dois policiais em Oswaldo Cruz, na Zona Norte da cidade.

Até o final dos XV Jogos Pan-Americanos, um grande cerco foi formado pela polícia na região – para garantir a segurança do evento, bem como a viabilização de obras sociais do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Dezenove pessoas foram mortas e várias outras ficaram feridas durante a operação. Treze dos corpos foram recolhidos pela própria polícia, e outros seis foram deixados à noite numa van em frente à delegacia local, na Penha. Entre os feridos, sete foram vítimas de balas perdidas, além de um policial e cinco traficantes atingidos.

De acordo com uma nota publicada pela Ordem dos Advogados do Brasil, ao menos onze das pessoas mortas não tinham relação alguma com o tráfico. Um relatório publicado pela Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República (SEDH) revelou que houve execuções durante a operação. O Departamento de Segurança Pública do estado do Rio de Janeiro, respondeu ao relatório do governo federal dizendo que foi feito às pressas por pessoas interessadas em deturpar a causa justa dos direitos humanos. Philip Alston, relator especial das Organização das Nações Unidas especializado em Execuções Arbitrárias, Sumárias ou Extrajudiciais questionou a eficácia da operação policial em um relatório.  

Algum tempo após a operação, a violência voltou a reinar no local. O teleférico, que custou R$ 253 milhões, chegou a ser interditado em 2017. Além disso, fecharam as portas uma biblioteca, uma clínica da família, uma agência dos Correios, um espaço para formação de jovens e várias agências bancárias. Os conflitos também afastaram diversos empreendimentos da região. Cerca de 160 mil pessoas vivem nas favelas que compõem o Complexo do Alemão. A região concentra 40% dos crimes da cidade e boa parte do tráfico. Traficantes afugentaram dali quase toda a atividade produtiva. No passado, a região já foi o maior polo industrial do Rio.

Tragédia: Homem morre em explosão de cilindro de gás no bairro João Paulo, em São Luís

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O homem identificado como José de Ribamar Sobreiro Coelho, de 52 morreu na noite dessa quarta-feira (26) após uma explosão no momento em que enchia balão usando um cilindro de gás Hélio.
O acidente aconteceu na Rua da Vala, no bairro João Paulo, em São Luís.
Pelas informações de vizinhos, a vítima estava sozinha em casa. José Coelho teve o corpo dilacerado e acabou perdendo membros inferiores e as mãos devido à explosão.
Além da morte de José Coelho, a explosão provocou destruição de paredes e do telhado da residência.

O Corpo de Bombeiros e o Instituto Médico Legal (IML) foram acionados para atender a ocorrência.
A movimentação de curiosos foi intensa no local, em busca de informações sobre o caso.

Polícia cumpre mandados de prisões contra assaltantes de cargas na zona rural de São Luís

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A Polícia Civil deu cumprimento, na manhã dessa quarta-feira (26), a oito mandados de prisões contra membros de facção uma criminosa que atuam na prática de roubo a cargas na capital maranhense.
As prisões ocorreram na região da BR-135, nos bairros Vila Maracujá, Estiva e adjacências. ´
As investigações contra o grupo criminoso foram iniciadas no dia 9 de abril deste ano, apósroubo de uma carga de eletrodomésticos da empresa Novo Mundo, na Vila Industrial, na região da Ribeira, na zona rural de São Luís. A carga roubada estava avaliada em R$ 100 mil.
Os presos foram identificados como Kelyson Ferreira Veloso, Lucas Henrique Moreira Santos, Joao Victor Diniz Pereira, Kelenilson Ferreira Veloso, Wemerson Silva Feitosa, Matheus Lisboa Pinto, Mairton Silva Feitosa e Bruno de Sousa Costa.
Além do cumprimento das prisões, os policiais apreenderam 53 papelotes de cocaína, uma porção de maconha, R$ 400,00 em espécie, em poder de João Victor, um veículo Corsa Classic, de cor preta, utilizado pelos autores quando da execução do crime. Além disso, em poder de Matheus Lisboa Pinto, foi apreendido um revólver calibre 38.

Os presos foram encaminhados ao Complexo Penitenciário de Pedrinhas, onde ficarão à disposição da Justiça.

O outro Brasil

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Miguel Gustavo de Paiva Torres

Às vezes faz bem sair por aí para dar uma olhada na paisagem  da geografia natural e humana das terras e lugares que nos rodeiam. Ligados em mídias visuais e impressas, sob o bombardeio constante  de fatos e versões negociados e vendidos como qualquer outra mercadoria por profissionais que alugam cabeças e canetas; e ativistas com interesses particulares ou representando grupos sociais específicos, a tendência geral é terminar acreditando na mula sem cabeça e no  Saci Pererê.

Arma-se uma grande confusão para que os olhares sejam desviados do essencial: assassinos são assassinos, ladrões são ladrões, bandidos são bandidos., enganadores são enganadores. Não importa a cor da camisa, a crença, a ideologia ou a fé, que professem ou façam de conta que professam. Quando você desliga tudo isso e vai ao encontro da realidade, a realidade é outra. Em viagem de lazer que fiz, na semana das festividades do São João, à cidade paraibana de Campina Grande, tive a sorte de ser convidado a assistir a um “Workshop” dos professores e alunos da escola de Música da Universidade Federal de Campina Grande. A UFCG. O tema versava sobre os principais ritmos musicais do Nordeste brasileiro: Baião, Forró, Xote e Xaxado.. Assisti ali, por mais de três horas, a uma interação de interesses, conhecimentos, paixão e alma entre alunos e professores. Uma fruição espontânea de amor e respeito ao aprendizado e à música. Mais ainda, às suas origens e cultura.

No dia de São João fui conhecer a terra de Pedro Américo de Figueiredo e de José Américo de Almeida: Areia. Situada na bela e verde região do Brejo paraibano. O orgulho daquela gente de Areia por sua bela e histórica cidade resplandecia nas portas, janelas e calçadas do preservado e bem cuidado casario da cidade. Não lembro de ter visto patrimônio histórico guardado com tanto amor nas minhas viagens pelo Brasil. Parecia que a cidade estava sendo inaugurada naquele dia. Até mesmo  a singela mas imponente pequena Cadeia Pública tinha sua beleza e humanidade dimensionadas.  Seguindo viagem fomos conhecer, nas proximidades de Areia, a cidade de Alagoa Grande, antigo distrito de Areia e hoje município independente. Outra surpresa no roteiro: a terra que fez questão de homenagear com um   memorial, que inclui túmulo e museu do filho ilustre, Jackson do Pandeiro, tem um teatro construído em 1905, Repito, 1905. Um teatro bibelô. Uma joia rara. Reluzente e imponente na sua destacada posição no contexto urbano de Alagoa Grande. A madeira dos camarotes e plateia parecia que acabara de ser engraxada.  Em um país que se especializou nas últimas décadas no vandalismo e destruição do patrimônio histórico, com os exemplos que encontramos nas grandes e médias cidades  brasileiras, como se vê em Maceió, Recife, São Paulo, no Rio de Janeiro  e em outras capitais- a  Estação Leopoldina no Rio de Janeiro é um clássico do vandalismo cultural nacional-. No interior daquela sala mágica, no agreste  paraibano,  uma juventude simples e alegre ensaiava apresentações teatrais. Felizes e dignos naquela tarde de São João.  Viajando mundo afora por décadas não lembro de emoção igual e de perguntas íntimas tão fortes: Por que se é possível aqui neste microcosmo não pode ser possível em todo o  país.  Uma pergunta que surgiu do inesperado. D o inusitado de  uma realidade que não está nas mídias e no mundo virtual,  mas plantada ali,  no barro sertanejo, por gerações do passado que deixaram um legado de respeito e de amor  ao palco da vida das gerações futuras. Aquela que estava ali, naquela tarde de São  João, transformando o pequeno Teatro Santa Ignez, de Alagoa Grande, em um templo de esperança nos seres humanos, na sua arte e na sua gente.