Conheça o golpe em venda por anúncio na internet com vítimas em São Luís

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Em operação em três estados, a Polícia Civil conseguiu prender três estelionatários que ganhavam dinheiro com anúncios falsos de venda de carro.


Suspeitos são presos acusados de praticar crimes virtuais no MaranhãoJMTV 1ª Edição00:00/03:39

Suspeitos são presos acusados de praticar crimes virtuais no Maranhão

Suspeitos são presos acusados de praticar crimes virtuais no Maranhão

A Polícia Civil prendeu três pessoas suspeitas de receber dinheiro em fraudes de vendas de veículos em São Luís. Elzyo Jardel Xavier Pires e Gabriella Vanuzzi Pouso Gomes foram presos em Cuiabá/MT e Dani Israel da Silva foi preso em Ribeirão Preto/SP.

O golpe acontecia por meio de uma cópia de um anúncio na OLX nos seguintes passos:

  1. O golpista fazia um anúncio falso em um site baseado em um anúncio verdadeiro de venda de carro na OLX.
  2. Um interessado no carro entrava em contato.
  3. O golpista entrava em contato com o verdadeiro dono do anúncio e promovia o encontro do vendedor com o interessado para que se soubesse que o carro existia. Mas antes, o golpista treinava o vendedor e o interessado para não falarem sobre os valores.
  4. Após o encontro, o golpista voltava a entrar em contato com o interessado e começava a negociar os valores do veículo, como se fosse o verdadeiro dono do carro. Por fim, dava uma conta bancária para receber o dinheiro.
  5. O comprador dava o dinheiro e o golpista sumia.

Segundo a Polícia Civil, em dezembro de 2018, duas vítimas foram induzidas a erro por negociar e pagar por um carro vendido por um dos investigados, que resultou em um prejuízo de R$ 39.200,00 que foi transferido para contas bancárias da quadrilha.

Dani Israel da Silva, Elzyo Jardel Xavier Pires e Gabriella Vanuzzi foram presos por suspeita de integrar quadrilha de golpistas com atuação em São Luís — Foto: Divulgação/Polícia Civil

Dani Israel da Silva, Elzyo Jardel Xavier Pires e Gabriella Vanuzzi foram presos por suspeita de integrar quadrilha de golpistas com atuação em São Luís — Foto: Divulgação/Polícia Civil

As prisões contaram com apoio do Departamento de Combate ao Crime Organizado (DCCO) do Mato Grosso e do Centro de Inteligência da cidade de Ribeirão Preto. A operação policial ainda constatou que Elzyo Jardel possui registros criminais no Acre, Pernambuco e Paraíba. Fonte G1

Filhos de funcionário do Banco do Brasil de Lago da Pedra são sequestrados

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Segundo a polícia, o funcionário foi obrigado pelos criminosos a facilitar o roubo na agência em troca da liberdade dos filhos. Crianças foram soltas na tarde desta sexta (28).


Fachada da agência do Banco do Brasil em Lago da Pedra (MA) — Foto: Reprodução/Google Maps

Fachada da agência do Banco do Brasil em Lago da Pedra (MA)

Os filhos do tesoureiro da agência do Banco do Brasil do município de Lago da Pedra, localizado a 312 km de São Luís, foram vítimas de um sequestro relâmpago na madrugada desta sexta-feira (28). Segundo a polícia, o funcionário foi obrigado pelos criminosos a facilitar o roubo na agência em troca da liberdade dos filhos.

De acordo com a Polícia Militar, os meninos com seis e 14 anos foram localizados no início da tarde desta sexta (28) próximo a MA-245 no povoado Santo Agostinho, na zona rural do município. Os policiais informaram que as crianças não estavam feridas e logo em seguida, seguiram de volta para casa. Fonte G1

O valor pedido pelos criminosos e o nome das vítimas não foram revelados. A polícia ainda não tem pista dos criminosos e segue realizando buscas na região.

Desemprego recua para 12,3% em maio e atinge 13 milhões de brasileiros

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A taxa de desemprego no Brasil caiu para 12,3% no trimestre encerrado em maio, atingindo 13 milhões de pessoas, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (28) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Trata-se da segunda queda seguida e da menor taxa desde o trimestre encerrado em janeiro (12%). No mesmo trimestre do ano passado estava em 12,7%.Evolução da taxa de desemprego

Na véspera, o Ministério da Economia divulgou que foram criados 32.140 empregos com carteira assinada no país em maio, o pior resultado para o mês desde 2016, quando houve fechamento de vagas. No acumulado no ano, foram gerados até maio 351.063 postos formais de trabalho.

Economia estagnada

Os principais indicadores de maio continuaram a mostrar uma cenário de economia estagnada, após uma queda de 0,2% do Produto Interno Bruto (PIB) no 1º trimestre.

Ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), divulgada na terça-feira (25), mostrou que o Banco Central não descarta a possibilidade de uma nova recessão. O BC destacou que a economia brasileira segue operando com “alto nível de ociosidade dos fatores de produção, refletido nos baixos índices de utilização da capacidade da indústria e, principalmente, na taxa de desemprego”. Fonte G1

CNMP arquiva sindicância contra Deltan, ataque de Glenn desmorona e OAB fica desmoralizada

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Gradativamente o jornalista Glenn Greenwald vai caindo no ridículo.

Nesta quinta-feira (27), o ‘picareta’ sofreu mais um revés.

O Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) mandou arquivar a sindicância aberta para averiguar as mensagens que teriam sido trocadas entre o procurador Deltan Dallagnol e o ex-juiz Sérgio Moro.

O argumento utilizado pelo corregedor-geral do CNMP, Orlando Rochadel, para justificar o arquivamento, é justamente a impossibilidade de se verificar a veracidade do material.

A decisão desmoraliza ainda mais a partidária Ordem dos Advogados do Brasil.

A entidade, atualmente dirigida por um notório petista, tão logo surgiram as mensagens do pseudo jornalista americano, pediu, de maneira açodada, apressada, ilegal e anti-democrática, o afastamento de Deltan e do próprio ministro Sérgio Moro.

Lamentável a vergonha que Felipe Santa Cruz está impondo a uma entidade que já teve participação relevante em momentos importantes da história do Brasil.

Presentemente tornou-se uma marionete de interesses inconfessáveis.

Lívia Martins

Articulista e repórter

Mãe mata o próprio filho de 4 meses em São Luis

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A mulher ainda relatou que faz uso de remédios controlados.

Um bebê de quatro meses foi assassinado na tarde desta quinta-feira, 27, pela própria mãe, identificada como Zilpa Soares Silva, de 27 anos, no bairro da Cidade Operária, em São Luís. Zilpa procurou a polícia e confessou o crime.
De acordo com informações do delegado Lucas Smith em entrevista à rádio Mirante AM, após ouvir o relato de Zilpa, a Polícia Civil se dirigiu ao local e constatou que havia uma criança do sexo masculino em óbito dentro de uma lavanderia.
De acordo com a polícia, mesmo a criança sendo encontrada no pequeno com água dentro, ainda não havia a confirmação de que o bebê morreu vítima de afogamento. Peritos do Instituto de Criminalística (ICRIM) irão investigar a real causa da morte.
Ainda durante o depoimento, Zilpa confessou que estava sozinha em casa com o bebê no momento do crime. A mulher ainda relatou que faz uso de remédios controlados, indicando que pode ter algum problema mental.
“Ela disse que teria dormido depois do almoço e que, depois, teria refletido por alguns minutos que não estava apta para criar a criança e que o melhor que ela teria para fazer era ceifar a vida dela. ” disse o delegado em entrevista.
Após o depoimento, Zilpa foi encaminhada para a Superintendência de Homicídios e Proteção à Pessoa (SHPP), o atual companheiro dela também irá prestar esclarecimentos. O pai da criança foi localizado e também será ouvido.

Via o Imparcial

Hoje na História: Sinibaldo Fieschi foi eleito Papa da Igreja Católica

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Inocencio IV, cujo nome verdadeiro era Sinibaldo Fieschi, foi eleito Papa da Igreja Católica em 28 de Junho de 1243. Foi considerado como quem fez valer o domínio universal do papado ao ordenar a destituição do seu principal oponente, o imperador do Sacro Império Romano Federico II. Nasceu em Genova e estudou direito em Parma e Bolonha. Era um homem convencido de que o poder da Igreja, e em concreto da figura papal, devia estar acima dos governantes e dos reis. Seu confronto com o imperador do Sacro Império Romano, constituiu um importante capítulo no conflito entre o papado e o império. Recém eleito pontífice, foi pressionado por Federico II para que revogasse sua excomunhão, mas Inocêncio interrompeu as negociações, fugiu de Roma e se refugiou na França no ano 1244.

A fogueira do ativismo judicial

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Fabio Prieto

O Brasil não tem boa classificação nos rankings sobre segurança jurídica. Profusão de leis e normas administrativas redigidas em linguagem equívoca ou deliberadamente contraditória. Sobreposição de instâncias administrativas e judiciárias. Procedimentos de controle e fiscalização caros, que deveriam ser baratos; ou baratos, quando deveriam ser caros. Quebra constante e imotivada de contratos privados. Falta de efetividade das sanções, insignificantes ou draconianas, raramente ponderadas.

É preciso elevar os valores da previsibilidade e da confiança, duas variáveis necessárias para a fruição do progresso contemporâneo.

Nos estudos nacionais e internacionais, o grave problema da insegurança jurídica, com custos econômicos e sociais expressivos, tem capítulo de destaque para a insegurança judiciária. O sistema de justiça dá relevante contribuição para o ambiente normativo turvo e labiríntico.i

A estrutura de justiça – não apenas o Poder Judiciário – é cara, gigantesca e, o mais danoso, ferozmente intervencionista. Como muitas das instituições do País, diante da falta de controle cívico e social, as do sistema de justiça também têm a possibilidade de funcionar para si, por si e para os seus.

Premido pelas influências históricas da cultura geral, o sistema de justiça contribui para o adiamento infinito rumo ao país do futuro, que poderíamos ser, com democracia, livre iniciativa e valor social do trabalho, tudo selado pela lei votada por Parlamento escolhido em eleição módica e disputada por partidos políticos orgânicos.

Mas, para além dos problemas gerais, comuns a todas as instituições, o sistema de justiça está enredado numa crise particular: a da usurpação da democracia representativa, da intervenção desabrida na prerrogativa do povo de fazer escolhas entre várias políticas públicas.

No desejo de contemplar todos, a Constituição de 1988 projetou a mais libertária e rica das nações. É uma espécie de retomada do País dos bacharéis.

O governo de 64 conviveu com altas taxas de crescimento econômico. Mas a ordem jurídica tinha muito subproduto de atos institucionais, para o desprestígio dos bacharéis. Os economistas ganharam o protagonismo da liderança.

As crises do petróleo e a hiperinflação permitiram a virada. Depois de marcar os economistas com o epíteto de tecnocratas – não raro quando cobravam racionalidade e responsabilidade com o dinheiro público –, os bacharéis inscreveram na Constituição de 1988 as mais belas promessas.

Pouco depois, a queda do Muro de Berlim veio lembrar que os fatos da realidade cobrariam o seu preço. Só conseguimos alguma recuperação quando economistas notáveis puseram o Plano Real de pé e refundaram a ordem econômica. Isso sob o fogo cerrado de violenta guerrilha judiciária. O ministro da Fazenda Pedro Malan chegou a ser instado a pagar dezenas de bilhões de reais, só pelo fato de implementar o Plano Real. A URV, espinha dorsal do plano, foi julgada depois de 25 anos de sua criação.

Esses incidentes, independentemente do seu desfecho, demonstram que o sistema de justiça disfuncional tem a possibilidade de atacar, pesadamente, a autoridade de outro Poder de Estado, apenas pela execução de política pública afiançada pelo povo, no sistema democrático, e manter sob suspeição, por décadas, a iniciativa.

Mas a obstrução judiciária de políticas públicas definidas pela democracia é só parte do problema.

O sistema de justiça resolveu legislar abertamente. Não há mais nenhuma cerimônia na encampação das prerrogativas conferidas aos legisladores. Por intermédio das mais variadas modalidades de ações judiciais, certa “hermenêutica dos novos tempos” propõe e executa todo tipo de política pública. Faz “leis judiciárias” para todos os assuntos. Agora, à beira do precipício, vem o convite para o passo fatal: a criação de lei penal, por analogia, pelos juízes.

Centenas de milhares de brasileiros foram vítimas do genocídio das últimas décadas – negros e pardos, jovens e pobres, a maioria. Nem sequer a mais antiga das leis penais, a que sanciona o homicídio, foi aplicada com mínima eficiência. O Código Penal autoriza a pena máxima de 30 anos. Pouco importam o sexo, a raça, a cor da vítima. Portanto, não faltava, nem falta, lei punitiva com alto grau de severidade.

Todavia, estamos na iminência de cometer grave erro civilizatório, para regredir ao que Nelson Hungria chamou de a “mística hitleriana”. Depois de lembrar que o Código Penal comunista permitia ao juiz condenar por analogia – “se uma ação qualquer, considerada socialmente perigosa, não se acha especialmente prevista no presente Código, os limites e fundamentos da responsabilidade se deduzem dos artigos deste Código que prevejam delitos de índole mais análoga” –, Hungria registrou que “esta pura e simples substituição do legislador pelo juiz criminal era incomparável com a essência do Estado totalitário, corporificado no Führer”.

Hitler desejava mais, segundo Nelson Hungria: “Preferiu-se uma outra fórmula, que está inscrita no ‘Memorial’ hitlerista sobre o ‘novo direito penal alemão’: permite-se a punição do fato que escapou à previsão do legislador, uma vez que essa punição seja reclamada pelo ‘sentimento’ ou pela ‘consciência’ do povo, depreendidos e filtrados, não pela interpretação pretoriana dos juízes, mas (e aqui é que o leão mostra a garra…) segundo a revelação do Führer”.

A lançar um dos mais simbólicos direitos fundamentais na fogueira da insegurança jurídica alimentada pelo ativismo judiciário, será preciso saber quem vai incorporar a mística hitleriana, para revelar a nós, os juízes, os crimes do novo direito penal da analogia.

O vanguardismo messiânico, presente na Revolução Russa e no nazismo, tentou refundar o mundo sem passar pela ordem do direito burguês, liberal. Não deu certo. Nem dará. A barbárie nunca civilizou a barbárie.