Juiz decreta prisão preventiva dos investigados de hackear autoridades

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Com a decisão, quatro suspeitos ficam presos por tempo indeterminado

Publicado em 01/08/2019 – 21:36

Por André Richter – Repórter da Agência Brasil  

O juiz Ricardo Leite, da 10ª Vara Federal de Brasília, decidiu nesta quinta-feira (1º) decretar a prisão preventiva dos quatro investigados presos na semana passada pela Polícia Federal (PF) sob suspeita de invadir os telefones celulares do ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, e de outras autoridades. 

Com a decisão, os investigados Danilo Cristiano Marques, Gustavo Henrique Elias Santos, Suelen Priscila de Oliveira e Walter Delgatti Neto vão continuar presos, mas por tempo indeterminado. De acordo com a Polícia Federal (PF), os acusados devem ser mantidos na prisão para não atrapalhar as investigações. 

Os acusados foram presos temporariamente, por dez dias,  na terça-feira (23), por determinação do juiz Vallisney Oliveira, na Operação Spoofing, expressão relativa a um tipo de falsificação tecnológica que procura enganar uma rede ou uma pessoa fazendo-a acreditar que a fonte de uma informação é confiável quando, na realidade, não é. 

O caso começou a tramitar com o juiz Vallisney Oliveira, mas foi remetido ao juiz Ricardo Leite após o magistrado retornar de férias. Leite é o titular do processo.

PAULO MARINHO JR. VAI AO STF PARA TOMAR MANDATO DE DEPUTADO

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Paulo Marinho Jr.

O suplente de deputado federal Paulo Marinho Jr. (PP) protocolou no STF, nesta quinta-feira, uma ação por meio da qual tenta tomar o mandato do petista Zé Carlos da Caixa.

Assessorado pelos advogados Américo Lobato e o Antonio Higino, o pepista questiona basicamente as regras para eleição com as chamadas sobras do quociente eleitoral.

Paulo Marinho Jr. pede uma liminar nos autos da Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) 5947, ajuizada pelo Democratas (DEM) para questionar a compatibilidade com a Constituição Federal (CF) do artigo 3º da Lei 13.488/2017, que alterou o Código Eleitoral e modificou regras de partilha dos lugares não preenchidos com a aplicação dos quocientes partidários.

Na ação, a legenda explica, em síntese, que a norma afastou a necessidade de que os partidos e coligações obtenham quociente eleitoral para participarem da distribuição dos lugares não preenchidos com a aplicação dos quocientes partidários e em razão da votação nominal mínima de 10%. Alega que a alteração afronta a lógica do sistema proporcional concebido Carta da República e contraria o conjunto de regras estabelecido pela Emenda Constitucional 97/2017.

Segundo os advogados do suplente maranhense, se não houvesse a nova regra, seria ele o eleito em 2018, no lugar de Zé Carlos.

Além de ser flagrantemente inconstitucional a alteração legislativa, é insofismável o prejuízo na demora do julgamento do presente Ação Direta de Inconstitucionalidade, pois o nosso cliente encontra-se alijado do exercício de mandato parlamentar outorgado por 55.755 (cinquenta e cinco, setecentos e cinquenta e cinco) votos válidos, do Estado do Maranhão, em função de uma alteração legislativa que contraria frontalmente a utilização do sistema proporcional, para o preenchimento de cargos no Congresso Nacional, que encontra guarida inflexível nos arts. 27-§ 1.º, 32-§ 3.º e 45 da Constituição Federal”, destacou Américo Lobato.

O deputado Zé Carlos ainda não se pronunciou sobre o assunto.

Fonte: Gilberto Léda

Polícia prende homem apontado como líder de facção criminosa em São Luís

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Wadson da Silva Araújo foi preso na quinta-feira (1º) em Olinda Nova do Maranhão; Ele ficou conhecido depois de promover confrontos com uma facção rival no início de 2019.


Wadson da Silva Araújo foi encaminhado ao Complexo Penitenciário de Pedrinhas em São Luís — Foto: Divulgação/Polícia

Wadson da Silva Araújo foi encaminhado ao Complexo Penitenciário de Pedrinhas em São Luís

A Polícia Civil do Maranhão, por meio da Superintendência Estadual de Investigações Criminais (Seic), e da Delegacia Regional de Zé Doca, a 302 km de São Luís, prendeu na quinta-feira (1º) em Olinda Nova do Maranhão, a 250 km da capital, Wadson da Silva Araújo. Segundo a polícia, ele é apontado pela polícia como líder de uma facção criminosa que atuava no bairro Vila Conceição, no bairro Calhau, em São Luís, e ficou conhecido depois de promover vários confrontos com uma facção rival no início do ano de 2019.

De acordo com a polícia, uma operação da Polícia Civil conseguiu localizar o bando, que estava fortemente armado e entrou em confronto com os policiais, mas apenas Wadson da Silva tinha conseguido fugir, passando a viver escondido desde então.

A polícia conseguiu localizá-lo na zona rural do Maranhão, onde ele estava desenvolvendo o tráfico de drogas, sendo encontrado na posse de certa quantidade de crack e cocaína, balança de precisão, embalagens plásticas e anotações referentes à contabilidade da atividade ilegal.

Wadson da Silva Araújo foi autuado em flagrante pelo crime de tráfico de entorpecentes e ainda foi dado cumprimento ao mandado de prisão preventivo expedido pela 1ª Vara Criminal de São Luis. Ele foi encaminhado ao Complexo Penitenciário de Pedrinhas, na capital, onde permanecerá à disposição da Justiça. Fonte G1

Hoje na História: 02.AGO.1989 Morre o rei do baião, Luiz Gonzaga

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No dia 2 de agosto de 1989 morria, em Recife (PE), o rei do baião, o compositor Luiz Gonzaga. Apreciado por grandes nomes da música brasileira como Dorival Caymmi, Gilberto Gil e Caetano Veloso, ele ficou conhecido por composições como “Baião” (1946), “Asa Branca” (1947), “Siridó” (1948), “Juazeiro” (1948), “Qui Nem Giló” (1949) e “Baião de Dois” (1950). Grande instrumentista, popularizou ritmos como baião, o xote e o xaxado. Nascido na cidade de Exu (PE) no dia 13 de dezembro de 1912, ele aprendeu a tocar acordeão com o seu pai, Januário. Quando era adolescente se apresentava em bailes, forrós e feiras. Antes de completar 18 anos, se apaixonou pela filha de um coronel e foi repelido pelo pai da moça. Luiz Gonzaga ameaçou o coronel de morte e, por isso, levou uma surra do pai. Indignado, fugiu de casa e foi para o Exército, em Crato, no Ceará. Viajou por vários estados brasileiros durante este tempo e resolveu deixar o serviço militar em 1939, no Rio de Janeiro, para se dedicar à música. Passou a se apresentar na zona do meretrício e também em show de calouros. As coisas começaram a mudar em 1941, no programa de Ary Barroso, quando foi aplaudido pela sua música “Vira e Mexe”. O sucesso valeu um contrato com uma gravadora. Em seguida, foi contratado pela Rádio Nacional. A partir daí resolveu usar a roupa de vaqueiro, que o tornou conhecido como artista. Em abril de 1945, gravou sua primeira música como cantor: “Dança Mariquinha” em parceria com Saulo Augusto Silveira Oliveira. Retornou para sua cidade natal apenas em 1946. Do reencontro com seu pai, escreveu a música “Respeita Januário”, em parceria com Humberto Teixeira. Em 1948, casou-se com a pernambucana Helena Cavalcanti. Com ela, teve uma filha chamada Rosinha. Ele também é pai de criação de Gonzaguinha, filho da cantora de coro Odaléia Guedes, com quem se relacionou antes do casamento com Helena. Como legado, Luiz Gonzaga deixou mais de 40 discos gravados e inúmeros sucessos da música popular brasileira. O compositor morreu vítima de uma parada cardiorrespiratória.

O avião e a alma que voa

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Pedro Valls Feu Rosa

Dia desses lia, absolutamente consternado, o noticiário alusivo à queda de um avião. Foram mais de 200 vidas perdidas. Seis países deixaram de lado suas diferenças e juntos tomaram as primeiras providências que o caso reclamava. Jornais de todo o mundo repercutiram o infeliz episódio de forma ampla e dramática, estampando em suas páginas as fotografias dos nacionais que pereceram.

Dia desses lia, absolutamente consternado, que o cigarro, e só ele, causou um bilhão de mortes no século XX, muito mais do que todas as guerras acontecidas naquele período. Só em 2010 o tabaco ceifou a vida de seis milhões de semelhantes nossos. Países não deixaram de lado suas diferenças para tomar as providências que o caso reclama, e poucos jornais o divulgaram de forma ampla e dramática.I

Dia desses lia, absolutamente consternado, que a poluição do ar na cidade de São Paulo causou a morte de cem mil pessoas ao longo dos seis últimos anos. Descobri que quase 25% dos óbitos registrados nos países em desenvolvimento estão de alguma forma relacionados à poluição. Países não deixaram de lado suas diferenças para tomar as providências que o caso reclama, e poucos jornais o divulgaram de forma ampla e dramática.Dia desses lia, absolutamente consternado, que um milhão de bebês morrem por ano nas primeiras 24 horas de vida, e que medidas simples evitariam ou reduziriam em muito este quadro. Países não deixaram de lado suas diferenças para tomar as providências que o caso reclama, e poucos jornais o divulgaram de forma ampla e dramática.Dia desses lia, absolutamente consternado, um relatório da ONU noticiando que todos os dias morrem 22 mil pessoas no mundo devido a doenças transmitidas por água contaminada, bem como um outro texto indicando que a cada dia 20 crianças perdem suas vidas no Brasil por falta de esgoto sanitário – e 900 por hora pelo planeta afora. Países não deixaram de lado suas diferenças para tomar as providências que o caso reclama, e poucos jornais o divulgaram de forma ampla e dramática.Dia desses lia, absolutamente consternado, um estudo da ONU segundo o qual a cada cinco segundos morre uma criança de fome sobre o solo do nosso tão rico planeta. Faça uma experiência e conte até cinco: um, dois, três, quatro, cinco – morreu outra. Países não deixaram de lado suas diferenças para tomar as providências que o caso reclama, e poucos jornais o divulgaram de forma ampla e dramática.Dia desses lia, absolutamente consternado, um documento da Organização Mundial da Saúde demonstrando que o consumo de álcool é responsável por 2,3 milhões de mortes ocorridas no mundo a cada ano. Países não deixaram de lado suas diferenças para tomar as providências que o caso reclama, e poucos jornais o divulgaram de forma ampla e dramática.Dia desses lia, absolutamente consternado, que a cada 30 segundos uma pessoa se suicida no mundo – e 20 outras quase morrem tentando. Constatou-se que o número de suicídios aumentou 60% nos últimos 50 anos. Países não deixaram de lado suas diferenças para tomar as providências que o caso reclama, e poucos jornais o divulgaram de forma ampla e dramática.Enquanto isso, fiquemos com a imagem do avião acidentado. Ele sepulta consigo mais do que as vidas ceifadas antes do tempo, leva embora sob suas asas de aço mais do que nossas ilusões e fascínio pelas conquistas tecnológicas – muito mais do que tudo isso, ele carrega consigo, talvez, a alma de toda uma espécie.