Mais da metade da Câmara já teve desconto no salário por ausência; valor total chega a R$ 1,2 milhão

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Levantamento indica que 51,2% dos deputados tiveram abatimento no salário por falta em sessões deliberativas no primeiro semestre legislativo. Dados foram obtidos pelo G1 por meio da Lei de Acesso à Informação da Câmara dos Deputados.

Por Gabriela Caesar, G1


No primeiro semestre de atividades na Câmara, 271 dos 529 deputados federais que em algum momento exerceram o mandato nesta legislatura sofreram desconto no salário por ausência em sessões deliberativas – aquelas em que há votações (tanto nominais quanto simbólicas). Somados os descontos, a Câmara deixou de pagar R$ 1.199.641,82 a deputados pelas faltas.

Os dados são do primeiro semestre legislativo, que abrange o período que vai de 1º de fevereiro a 12 de julho deste ano. O levantamento foi obtido pelo G1 por meio da Lei de Acesso à Informação da Câmara dos Deputados.

Foram realizadas 86 sessões deliberativas no primeiro semestre legislativo, segundo dados da Câmara. A média foi de 14,3 sessões deliberativas por mês.

O valor de desconto pela ausência em uma sessão deliberativa depende do número de sessões deliberativas que ocorreram naquele mês. O cálculo é feito pela divisão de R$ 21.101,88 (62,5% da remuneração mensal) pelo número de sessões deliberativas no mês. A remuneração mensal bruta de um deputado é R$ 33.763,00.

Não há desconto no salário, porém, caso o deputado esteja em missão oficial autorizada pela Mesa Diretora da Casa. Também não há abatimento caso o deputado comprove, por atestado, doença, licença-maternidade, licença-paternidade ou morte de um familiar.

A justificativa pode ser apresentada em até 30 dias após a ausência ou a qualquer momento em caso de licença médica.

O artigo 55 da Constituição Federal diz ainda que o deputado pode perder o mandato caso se ausente de, no mínimo, 1/3 das sessões ordinárias em cada sessão legislativa (um ano de atividades). Para esse cálculo, porém, são desconsideradas licenças ou missões oficiais autorizadas pela Mesa Diretora.

Maiores descontos no salário

Os cinco deputados que acumulam os maiores valores em descontos em salário no primeiro semestre legislativo foram José Priante (MDB-PA), Guilherme Mussi (PP-SP), Luciano Ducci (PSB-PR), Marcelo Aro (PP-MG) e Laercio Oliveira (PP-SE).

Os maiores descontos no salário: Câmara descontou R$ 1,2 milhão do salário de deputados por ausências em sessões deliberativas — Foto: Wagner Magalhães / G1

Os maiores descontos no salário: Câmara descontou R$ 1,2 milhão do salário de deputados por ausências em sessões deliberativas — Foto: Wagner Magalhães / G1

O deputado José Priante (MDB-PA) sofreu descontos no salário em quase todos os meses de atividades deste ano, exceto em fevereiro. No total, Priante deixou de receber R$ 39.251,18 por ausências em sessões deliberativas. A assessoria de imprensa do deputado foi procurada e não se manifestou.

Já o deputado Guilherme Mussi (PP-SP) foi o segundo parlamentar a sofrer mais descontos no salário por faltar sessões deliberativas da Câmara. Os abatimentos do deputado somam R$ 31.915,91. As maiores deduções ocorreram em junho (R$ 9,9 mil) e julho (12,9 mil). Procurada, a assessoria de imprensa do deputado não respondeu aos questionamentos.

Os descontos no salário do deputado Luciano Ducci (PSB-PR) totalizam R$ 30.732,98. O parlamentar sofreu abatimentos em março, abril e maio. O maior valor mensal foi alcançado em abril, quando o deputado deixou de receber R$ 14.608,99.

O deputado Luciano Ducci disse que “as faltas ocorreram em decorrência de um problema de saúde” que ele teve durante o carnaval. “Como foi um quadro importante, e pelo estresse causado, eu preferi permanecer afastado por mais um tempo. Sou médico, sei que não caberia de forma regular um atestado neste caso, motivo pelo qual optei por ter descontado os dias faltados dos meus proventos”, afirmou o parlamentar.

O deputado Marcelo Aro (PP-MG) foi o quarto deputado que mais sofreu reduções no salário por faltas em sessões deliberativas. O parlamentar teve descontos em quase todos os meses, exceto em fevereiro. No total, os abatimentos somam R$ 26.112,64. A assessoria de imprensa do deputado foi procurada e não se manifestou.

O quinto deputado que mais teve descontos no salário foi Laercio Oliveira (PP-SE). O deputado deixou de receber R$ 18.703,11 no primeiro semestre legislativo por causa de ausências em sessões deliberativas da Câmara. O maior valor descontado foi registrado em maio – R$ 12.661,12.

A assessoria de imprensa do deputado Laercio Oliveira disse que ele é vice-líder de um bloco partidário e que, por esse motivo, tem “uma agenda intensa na Câmara dos Deputados, nos ministérios e nas lideranças de partidos”. Em nota, acrescentou ainda que o deputado tem agenda em outros estados e que, em abril deste ano, “se afastou por duas semanas para tratar assuntos pessoais”. “E em alguns momentos ele está em um local distante e não consegue retornar a tempo para votar. O parlamentar também tem agendas em outros estados para debater temas como a reforma tributária com segmentos da economia”, diz a nota.

Faltantes em votações

Na segunda-feira, um levantamento do G1 mostrou que 230 deputados faltaram a pelo menos 1/4 das votações nominais da Câmara no primeiro semestre legislativo. Isso significa, portanto, que 44% do total de parlamentares estiveram ausentes em ao menos 25% das votações nominais na Câmara dos Deputados durante a atual legislatura.

Foram 144 votações nominais no primeiro semestre de trabalhos na Casa, em que deputados se manifestaram quanto a projetos de lei, PECs, requerimentos, destaques, entre outros. O levantamento mostra que 85% das votações ocorreram na terça ou na quarta-feira, dias da semana considerados mais agitados na Câmara.

Dia dos pais: quando os pais se tornam filhos

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No começo, uma criança tem os cuidados do pai. Porém, quando o pai chega à idade idosa, o filho precisa cuidar dele como se fosse seu próprio… Filho! Conheça estas histórias de amor paternal

Por: Patrícia Cunha

Quando se é criança é indispensável a atenção, o carinho e o cuidado de pai, mãe, ou algum responsável adulto, até que aquele serzinho tenha autonomia para cuidar de si próprio. Quando se é idoso, em geral, se volta à primeira infância, com a necessidade de alguém para ajudar em tarefas, cuidados, dar carinho, apoio emocional. É aí que entram em cena os personagens desta reportagem. Neste Dia dos Pais vamos contar duas histórias de pessoas  que hoje se veem pais de seus pais. A inversão desses papéis, para essas duas pessoas, tem sido uma honra a ser cumprida.PUBLICIDADE

Mário pai e Mário filho

Foto: Arquivo Pessoal

Mário Ferreira, solteiro, jornalista e funcionário público é um dos 6 filhos de seu Mário Viana Ferreira, contador aposentado, de 84 anos, e de Lucimar Ferreira, falecida há 3 anos, quando tinha 77 anos.

Há pouco mais de 3 anos Mário, o filho, teve que se submeter a uma cirurgia no tornozelo e precisou ficar imobilizado por algum tempo. Como morava só, foi na casa dos pais que ele foi se recuperar. Mas dois meses depois, a morte repentina da mãe mudou todos os planos. Seu Mário iria ficar só. Foi então que Mário resolveu continuar na casa com o pai. Todos os outros irmãos de Mário tem famílias, trabalham o dia todo e não tem muita disponibilidade. Como Mário, o filho, já estava na casa, e estava de licença médica, ele foi ficando, ficando, e hoje, três anos depois, continua morando com o pai. No seu apartamento vai de vez em quando. “Há 5 anos o meu pai teve um problema cardíaco e desde então precisou ter um cuidado mais especial com a saúde. Com isso, ele que sempre foi dependente da minha mãe, ficou mais dependente ainda por conta do horário de medicação, consultas e exames. A minha mãe era que cuidava dele, tomava à frente das coisas da casa, cuidava de tudo. Só que há 3 anos a minha mãe faleceu e ele, que sempre foi muito dependente, se sentiu mais desamparado ainda. Porque o esteio que segurava ele, de uma hora para outra não estava mais ali”, contou Mário.

Mário, o filho, conta que até hoje, 5 anos depois do problema cardíaco, se não houver alguém para dar o remédio na hora exata, ele não toma. “Eu tenho que ficar lembrando. Faz com que a gente se ocupe cada vez mais dele. Eu tinha um ritmo de vida totalmente diferente e que foi transformada por conta dele, que não posso deixar só. Até a coisa da diversão, do lazer, já não existe mais. No começo achava mais pesado, mas hoje eu já vejo que seja uma missão me dedicar a ele”.

Os outros irmãos e parentes às vezes vão na casa, levam para passear. “Da minha parte reforço a dedicação de cada um de nós, filhos, no apoio em estarmos sempre por perto no apoio ao nosso pai, por tudo que fez por nós ao longo dos anos. E hoje nos revezamos em cuidar dele, principalmente depois do falecimento de nossa mãe, há três anos. Mesmo com dificuldade e a correria do dia a dia, cada um dá sua colaboração em estar presente junto dele”.

Para seu Mário Viana, é uma felicidade ter a dedicação dos filhos. “Me sinto feliz e recompensado por Deus e vejo isso como reconhecimento de cada um pelo amor e dedicação que eu e a mãe deles demos na criação, formação de caráter e respeito pelos pais. Agora com a idade me sinto acolhido por esse amor deles”.

O pai virou filho

Para a também jornalista e funcionária pública Waldirene Oliveira, a vida há 3 anos foi bastante modificada desde que o pai, João Francisco de Sousa, foi acometido pelo Alzheimer. Além disso, cardíaco e hipertenso, o aposentado de 86 anos teve que voltar ao Maranhão para ganhar a assistência das filhas que moram em São Luís.

Foto: Arquivo Pessoal

Waldirene tem mais 6 irmãos. Além dela, somente uma mora em São Luís. Todos os outros em locais espalhados pelo Brasil. Elas duas se revezam no cuidado com o pai. De 15 em 15 dias elas levam ele para ficar com elas no final de semana em suas casas. Nos outros dias, seu João é cuidado pela esposa, que veio com ele do Pará, onde moravam. “Realmente é uma inversão de papéis, porque ele é muito dependente da gente. Tem que ser cuidado sempre. Temos que ficar vigilantes 24h, desde o banho, a alimentação, tudo aquilo que os pais fazem quando somos crianças, agora estamos fazendo por ele, que está idoso e doente e precisa da gente”, diz Waldirene.

A jornalista conta que ele não tem entendimento da situação dele, nem tem noção de onde está por causa do Alzheimer, e deixa claro que a dependência dele é por causa da saúde, por isso, o cuidado é redobrado. “É uma inversão tanto prática, quanto emocional. Tem que ter paciência para lidar com alteração de humor dele, mas o meu pai, via de regra é muito brincalhão. E a gente se aproximou muito mais agora que mudamos nossas rotinas, fazendo uma adaptação necessária para cuidar dele, como eles fizeram quando nos tiveram. Acho que o retorno que todo filho tem que dar aos pais é esse. A gente tem que fazer esse processo principalmente quando são idosos, quando tem problema de saúde”, aconselha a jornalista.

Seu Mário e seu João tem a felicidade de terem seus filhos ao redor deles, cercando-os de cuidado e de carinho também. Ninguém está preparado para ser pai ou mãe de seus próprios pais, mas chega uma hora que é necessário. Se a sua vida for longa, um dia você pode se tornar filho do seu filho. E quando a velhice chegar, é bom poder contar com alguém que vai cuidar de você não por obrigação, mas por amor.

Em Balsas, caminhão tomba e carga de milho fica espalhada na BR-230

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Carga de milho ficou espalhada pela via

Carga de milho ficou espalhada pela via (Crédito foto: Redação)

Um caminhão trator branco, com placa de Araguaína-TO e carregado de milho, tombou nessa tarde de sábado (10) na BR-230 em Balsas. O acidente aconteceu em plena rotatória e a carga ficou espalhada pela via.L
A PRF foi acionada e se deslocou para o local do acidente para organizar o trânsito. Quando os agentes chegaram na localidade do ocorrido, o motorista já tinha se evadido do local. Ao que tudo indica, o caminhão tombou por excesso de carga. Não se sabe ainda se a carga possui nota fiscal. O semi-reboque do caminhão ainda se encontra com diversos pneus carecas, sem condições de rodagem. 

“Chegamos ao local e encontramos um caminhão trator com semi-reboque tombado. O local é uma área de rotatória, percebemos que a carga de milho está sem nota fiscal para comprovar a sua origem. O motorista saiu do local e não sabemos se ele se encontra ferido ou se o mesmo estava embriagado”, relatou o agente da PRF Wendel.

A PRF recolheu o semi-reboque e o veículo caminhão trator para as devidas providências.

Uma semana difícil na política de Vargem Grande

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No início da semana o vereador Diego da Madeireira queixava-se ao seu interlocutor via rede social, que tinham lhe tirado o direito de divulgar suas ações nos veículos que fazem a mídia do poder executivo.Disse e que por esse motivo, tinha sido convidado a fazer esse trabalho no programa Bandejão da Nova, apresentado por seu colega de parlamento Jociedson Aguiar, no veículo de comunicação que tem a concessão sob a responsabilidade do médico e político Dr.Miguel,principal adversário do grupo dominante.

Ninguém afirmou ou desmentiu o Diego. Quem cala, quando não afirma, consente.E ficou claro que fora verdade, só não apareceu o autor do ordem.

Não demorou muito tempo e começaram os ataques ao vereador, inclusive com filmagens de um churrasco na residencia de Diego.Nesse churrasco estavam vereadores de oposição, inclusive o presidente da Câmara e muitos outros amigos.

Ora, esses churrascos são comuns na residencia do Diego. Eu particularmente participei de alguns,e não vi nada desabonador.

Depois surgiu um clip chamando o vereador de traidor e outros adjetivos pejorativos, mas não se cita em nenhum deles, quando,como, e por que Diego traiu? e traiu quem?

Na sexta-feira,o vereador e ex-presidente da Câmara Germano Barros, em um tom autoritário diz que Diego não tem as minimas condições de ser candidato a prefeito, ou vice no seu grupo e de seu irmão Carlinhos Barros prefeito municipal.

Pelo que eu tomei conhecimento, no programa, ao ser entrevistado, Diego não disse que seria candidato a prefeito, ou vice e sim vereador. Ora, se é essa a razão de tamanha celeuma,,por que então não conversam as partes?

A política em Vargem Grande, tem que ter um debate acima das questões pessoais.Não se governa para si ou para um grupo. Quando o candidato se elege prefeito, ele tem que ter em mente, que ele foi escolhido para administrar o município e não um grupo partidário. Esse trabalho de grupo, é de presidente do partido.

A Vargem Grande só vai melhorar quando atentarmos que é preciso trabalhar para todos, por todos e para o bem comum. De outra forma, estaremos enxugando gelo. Serão sempre ciclos. Um grupo passa um período bem, e em outro período bom é para o outro grupo. E o povo nesse caso, é um mero expectador.

A lei é clara, quem acusa tem dar o ônus da prova. Vamos começar a ser adultos.Quando afirmarmos algo, demos prova dessa afirmação e assim caminharemos juntos a dirimir dúvidas, e alcançar o almejado progresso municipal.

Caminhão carregado de combustível sai da pista e tomba na BR-222, no MA

Caminhão-tanque carregava 34 mil litros de óleo A1. Acidente foi registrado neste sábado (10) na região de Açailândia.


Caminhão-tanque estava carregado com 34 mil litros de combustível, segundo a PRF — Foto: Divulgação/PRF

Caminhão-tanque estava carregado com 34 mil litros de combustível, segundo a PRF — Foto:

Um caminhão-tanque que carregava 34 mil litros de óleo A1 (óleo queimado) saiu da pista e tombou no Km 619 da BR-222. O local fica próximo ao povoado Córrego Novo, na região de Açailândia, no sudoeste do Maranhão.

De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o acidente foi registrado na manhã de sábado (10). O condutor, um homem de 48 anos, vinha de São Luís e teria como destino uma fábrica de papel e celulose em Imperatriz. Ele relatou que perdeu o controle do veículo após bater em um buraco na pista.

Após sair da pista, caminhão-tanque caiu em um barranco e parte do combustível atingiu um riacho próximo — Foto: Divulgação/PRF

Após sair da pista, caminhão-tanque caiu em um barranco e parte do combustível atingiu um riacho próximo —

Ainda segundo a PRF, parte do produto derramado atingiu o leito de um riacho e os órgãos ambientais serão comunicados.

Mega-Sena acumula e vai pagar R$ 9 milhões na quarta

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Mega-Sena, loterias, lotéricas

Nenhum apostador acertou as seis dezenas do concurso 2.178 da Mega-Sena, realizado ontem (10) à noite em São Paulo. O prêmio acumulou pela segunda vez seguida, e a Caixa Econômica Federal deve pagar R$ 9 milhões na quarta-feira (14).

As dezenas sorteadas foram: 02-16-21-42-50-56.

No mesmo concurso, a Quina saiu para 25 apostas, que vão levar para casa R$ 63.031,11. Um total de 2.304 ganhadores acertaram a quadra e vão receber R$ 977,04.

A Mega-Sena paga o prêmio principal para quem acertar os 6 números sorteados. Ainda é possível ganhar prêmios ao acertar 4 ou 5 números. O jogo de seis números custa R$ 3,50. Fonte Agência Brasil

Cantor Paulynho Paixão é preso em Bacabal após agredir sua esposa

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Por volta das 4 hs e 30 min da madrugada deste domingo (11) uma guarnição da Policia Militar do 15º Batalhão conduziu ao Plantão da Delegacia de Policia Civil de Bacabal, o senhor “Francisco de Paula Moura”, conhecido como “Paulinho Paixão”.

O mesmo é acusado de ter agredido sua esposa com socos e “pontapés” para em seguida, quebrar a sua cabeça.

Segundo informações, após o show realizado na Estação Bambum, o cantor e sua esposa teriam ido para o hotel que fica ao lado da Delegacia de Policia em Bacabal.

Chegando la, teriam começado uma discussão, para em seguida, o acusado agredir a vítima fisicamente.

Desesperada, a vitima teria pedido socorro na delegacia de polícia civil,onde uma guarnição militar apresentava um outro elemento, que teria praticado um outro delito na cidade.

Ao ouvirem o depoimento da vítima, os integrantes da guarnição da Policia Militar que se encontravam na DP foram até o Hotel averiguar a veracidade das informações.

Ao constatar que se tratava realmente de crime que pode ser enquadrado na Lei Maria da Penha, a guarnição deu voz de prisão ao acusado e o conduziu até a Delegacia de Polícia para ser ouvido e autuado pelo crime.

O acusado ficou preso e a vítima encaminhada para o IML para fazer os exames de corpo de delito.

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Grande circo da pilantragem (o cinema na era Bolsonaro)

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Ipojuca Pontes

Mente-se muito sobre o cinema financiado com o dinheiro público no Brasil (a rigor, um desperdício com recursos sacados do bolso do indefeso contribuinte). É uma coisa mais que deplorável! No entanto, como na era Bolsonaro o governo ignora a verdadeira história do cinema brasileiro, e dispõe de pouco ou nenhum conhecimento efetivo sobre a questão, fica emparedado entre a mistificação ruidosa de corporações aparelhadas em defraudar os cofres do Estado e a insensibilidade de políticos, ministros e burocratas manipuláveis por militantes de larga tradição parasitária. De ordinário, as chamadas “autoridades competentes” vivem acuadas ou são coniventes com a trampa armada há décadas em torno de um grande circo bufo, requintado em justificar, no entra e sai de governos, a encenação abjeta. (Sei do que falo, pois fui produtor e diretor de cinema por mais de 30 anos e dirigi a pasta da Cultura no Governo Collor, quando ajudei a fechar as portas da corruptíssima e deficitária Embrafilme).

Pergunta-se: diante do engodo, como enfrentar a conjuração canalha que tem por objetivo se apossar de bilionários recursos públicos para fomentar, ao mesmo tempo, a pornografia disfarçada e a subversão escancarada?

A resposta é simples: dizendo a verdade. Por exemplo, o governo vem sendo acusado de proibir a produção de filmes como “Bruna Surfistinha” e similares. Verdade ou mentira? Mentira, mentira sórdida. O governo não proíbe que se produza qualquer tipo de filme, desde que o faça com dinheiro sacado bolso do dito produtor. De resto, por que o governo deveria financiar fitas de carregação ou de apelo pornográfico com o dinheiro do Erário, especialmente num País carente de recursos para enfrentar problemas graves e prementes? Para alimentar com milhões a algibeira de alguns? Para afrontar a vontade da população que não quer ver seu dinheiro metido em patranhas?

Outro dever do governo, no momento, é desmentir, com dados concretos, a cínica invencionice de  que o cinema brasileiro, de platéia rala ou inexistente (vide, por exemplo, o vexatório fracasso do milionário “O Grande Circo Místico”, do badalado Diegues), emprega 300 mil trabalhadores – uma lorota forjada para desinformar a população e confranger políticos sem discernimento ou sequiosos de “prestígio fácil”.

Agora mesmo, o governador do Rio, Wilson Witzel, pressionado pela camarilha pediu a Bolsonaro, via jornais, para ele “reconsiderar” a transferência para Brasília da sede da corrupta Ancine, há anos manobrada pelo PCB, antro comunista que só encontra paralelo na prática subversiva da UNE ou no MST do terrorista João Pedro Stédile, um esbirro de Lula.

(Sem tomar tenência, essa malta levou o político Witzel a acreditar que o cinema brasileiro era importante para “fomentar o turismo” – claro, outra mentira desavergonhada, pois o cinema nacional, salvo exceção, voltado para confecção de filmes de “denúncia social” (eufemismo para a exaltação do banditismo e da glamourização do narcotráfico, em especial no Rio de Janeiro) é justamente um dos “cartões postais” pelos quais o turista estrangeiro foge do Brasil em demanda do Peru, por exemplo, cujo índice de fluxo turístico ultrapassa o do Brasil em quatro vezes).

No que tange à questionada lei de incentivos fiscais para o cinema (que gerou um monstro insaciável na comilança do dinheiro público), quem a criou foi o ministro do Planejamento do governo Castelo Branco, Roberto Campos.

O negócio foi assim: Campos era casado com D. Stella, que tinha um irmão, Flávio Tambellini, cineasta paulista, por quem o ministro do Planejamento guardava afeto. Pois bem: Tambellini, o cunhado, “não descansou” enquanto não conseguiu que Roberto Campos arrumasse um decreto-lei, em novembro de 1966, para abrir a torneira do “dinheiro fácil” advindo da retenção da remessa de lucros do filme estrangeiro, encarada por ele, depois, como uma “entropia burocrática” – coisa da qual o ex-ministro viria a se arrepender, segundo relata no seu livro de memórias “Lanterna nae Popa” (Topbooks, Rio, 1994). Por pura ironia, revela, os “ideólogos do cinema novo”, todos comunistóides, “se insurgiram contra a medida”.

(Assim, ao contrário do que repetem hoje os mamateiros LC Barreto e o seu parceiro Diegues, a criação da “taxa” de incentivos fiscais não foi originária do cocuruto de Reis Veloso, para muitos um “burocrata prosaico”. Para mim, por exemplo, o piauiense na passava de simples “mula” da dupla Geisel/Golbery (este, o “gênio da raça”, apud Glauber Rocha), falidos malabaristas da “política da descompressão”, eufemismo para justificar o dinheiro aliciador distribuído na “área cultural”).

Enfim, rescaldo do ato pró-familiar de Roberto Campos ou mesmo da malícia ditatorial da dupla Geisel/Golbery, o fato é que os valores da renúncia fiscal controlados pela corrupta Ancine (órgão criado em 2001 por Medida Provisória no desgoverno do submarxista FHC) são recursos oriundos dos impostos pagos pelas empresas privadas – e que deveriam ir, prioritariamente, para os cofres do sempre necessitado Erário (que. pela Constituição, reune todos os bens do tesouro nacional).

De minha parte, como observador da trajetória da fraude que de há muito deveria ter sido extinta, acredito que Bolsonaro, líder admirado pela maioria dos brasileiros em razão da coragem e do espírito de luta, não se deixará curvar diante das pressões histéricas de corporações que só querem viver no bem-bom de bilionários recursos públicos – e, o que é pior, açuladas por uma imprensa inimiga que labora dia e noite para desmoralizá-lo e destruí-lo.

Em suma: para vencê-los, basta Bolsonaro manter viva a legenda “Brasil acima de tudo e Deus acima de todos”!

Simples assim.

PS 1 – Antes tarde do que nunca. Para romper o cerco da mentira organizada, o ministro Osmar Terra, da Cidadania, concedeu entrevista às Paginas Amarelas, da Veja, e restabelece a verdade, Diz ele: – “Mais da metade dos filmes brasileiros não têm nem 1000 espectadores. Eles são malfeitos, normalmente usados para fazer proselitismo político, mas recebem, em média, entre 4 e 5 milhões de reais de incentivos. Dos 170 filmes bancados por esses incentivos fiscais no ano passado, 164 praticamente não tiveram bilheteria nenhuma. Alguma coisa está errada. Gosto de cinema. Um dia, fui ver um desses filmes financiados pela Ancine e havia apenas 3 pessoas na sala. Não é à toa que eles não têm plateia. São muitos ruins. Para completar, identificamos 3500 filmes com prestação de contas irregular”.

O ministro Terra não sabe da missa um terço. Certa vez, um ideólogo do “cinema novo”, comunista, me disse que a permanente expansão da produção de filmes financiados pelo Estado, mesmo sem público, era caso estudado. Servia para aumentar o exército de militantes dentro do setor e levar o Estado burguês à crise. “Quanto pior, melhor” – dizia com convicção.

O ideólogo, marxista-leninista, gabava-se de ter introduzido a política do “centralismo democrático” na hierarquia do cinema caboclo.

PS 2 – O papo de fazer filme sobre Bolsonaro com dinheiro público é pulhice. Bolsonaro não é Lula que, por vias indiretas, deixou que arrombassem os cofres públicos para fazer “Lula, o Filho do Brasil”, colossal fracasso de público e crítica.

Voltaremos ao assunto.