IHGM lembra a Greve da Meia-Passagem

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Fato histórico será tema da primeira edição do projeto “História Viva” e terá mesa redonda com a participação de três de seus protagonistas

Por: Patrícia Cunha20 de Agosto de 2019

Era 17 de setembro de 1979. A cidade estava imbuída no sentimento de reivindicação de um movimento que se iniciou dias antes em protesto pelo aumento da passagem concedido de surpresa pelo então prefeito da cidade Mauro Fecury.  Naquele dia, centenas de jovens, estudantes, professores, trabalhadores foram às ruas da cidade de São Luís protestar contra o aumento, o terceiro naquele ano.

O movimento foi um dos de maior mobilização já registrados na história maranhense. E teve como lideranças estudantes universitários, que obtiveram o apoio professores e trabalhadores. Aproximadamente 15 mil pessoas ocuparam as ruas da capital em protesto. A greve foi marcada por forte repressão policial às passeatas e assembleias. Desenvolvida entre 14 de Setembro e 22 de Setembro, marcou São Luís pelo grande número de adesões e pela brutalidade policial empreendida.

Esse movimento será tema do projeto História Viva, do Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão(IHGM) pela passagem do Dia do Historiador (ocorrido dia 19), que será comemorado no próximo dia 22 de agosto, às 16h30, no Auditório do Centro de Ensino Médio Liceu Maranhense, com a participação de três pessoas que foram protagonistas na greve de 79.

40 anos

Na ocasião, Juiz de Direito Agenor Antônio Gomes, o historiador Renato Dionísio de Oliveira e o filósofo Raimundo Marques Vieira, sob a coordenação do professor e sócio efetivo do IHGM, Iran Passos, integram a Mesa Redonda denominada História Viva: 40 Anos da Greve da Meia-Passagem na voz de três de seus protagonistas, com os dois primeiros tendo sido, à época do movimento, presidentes do Diretório Central dos Estudantes – DCE/UFMA e do Diretório Setorial do Centro de Estudos Básicos/DCE/UFMA, respectivamente.

Estudantes da UFMA durante a Greve da Meia Passagem em 1979, na capital

Para o Presidente do IHGM, Professor José Augusto Silva Oliveira, a sessão comemorativa do “Dia do Historiador” constitui o reconhecimento da instituição àqueles que são responsáveis pelo registro dos acontecimentos em data criada  há dez anos por meio da Lei nº 12.130/2009, com a escolha para este dia sendo uma homenagem ao pernambucano Joaquim Nabuco, escritor e diplomata, um dos mais importantes historiadores do Brasil e um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras, conhecido, também, por ser um dos maiores abolicionistas do país.  “O evento recupera uma parte importante da história do Maranhão, da história da cidade de São Luís e da história dos atores da educação na luta pela implantação da meia passagem”, disse o presidente do IHGM.

Para Iran Passos, fatos históricos como esse sempre farão parte do projeto História Viva. “Nós vamos sempre buscar abordar aspectos da história de São Luís, do Maranhão, trazendo pessoas para falar sobre eles, como esse da meia-passagem que foi uma greve muito importante conquistado pelo movimento estudantil”.

MULHER É ENCONTRADA MORTA COM SINAIS DE ESTUPRO EM ROSÁRIO

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O crime aconteceu no povoado de Cavalo Morto, Rosário. Os policiais foram chamados para atender a ocorrência onde a vítima conhecida por Vanessa, teria sido morta por arma branca e  foi abusada sexualmente antes de ser morta. 

Segundo o apurado pela polícia ela teria um caso conjugal com o detento Neném e vinha praticando tráfico de drogas no trecho de São Luis para Rosário a mando do mesmo que pertence a facção criminosa de Bonde do 40. 
De acordo com polícia a referida facção em conivência com o detento mandou se vingar por ela está devendo no comércio do tráfico, além de se comunicar com membros de outras facções. Ela estaria fugida para Humberto de Campos e na noite de domingo saiu para um bar na cidade de Rosário e depois saiu com um indivíduo de moto para  povoado onde aconteceu o fato.

BOPE ASSUME NEGOCIAÇÃO E POSICIONA ATIRADORES DE ELITE NA PONTE RIO-NITERÓI

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Agentes do Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar ( Bope ) chegaram por volta de 7h ao ponto onde um homem faz passageiros de um ônibus de reféns, na pista sentido Rio da Ponte Rio-Niterói. Um negociador e atiradores de elite vestindo máscaras estão posicionados no local.

De acordo com informações divulgadas pela PM, há 18 reféns dentro do ônibus. Três mulheres e dois homens foram libertados até 8h. O sequestrador está com uma arma de choque, uma faca e um revólver calibre 38. A Viação Galo Branco informou que soube do sequestro por outro motorista, que seguia atrás do ônibus onde estão os refens. Ele ligou para a empresa avisando que viu quando o homem armado rendeu seu colega de profissão.
Após a interdição das quatro faixas da Ponte, alguns passageiros saltaram de ônibus e seguiram a pé de volta para Niterói.
– Não tenho como ficar aqui parado. Vou tentar ver se consigo recuperar o tempo perdido – disse o engenheiro Rafael Oliveira, de 40 anos.
Um auxiliar de serviços gerais que preferiu não se identificar tomou a mesma decisão:- Acho que as barcas estarão lotadas, mas vou tentar. Não sei quanto tempo essa situação vai durar.
Motoristas desligaram seus carros e alguns saltaram.
No momento, dois carros dos bombeiros e um do Bope, interditam a via para impedir que o ônibus avance.
No mar, na altura do local, um barco da Capitania dos Portos e um do Corpo de Bombeiros, estão para garantir a segurança caso alguém caia no mar.
Do O Globo

Maranhense se torna o primeiro brasileiro a jogar na seleção da China

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Elkeson na partida pela AFC Champions League 2019 entre Kawasaki Frontale e Shanghai SIPG FC no Estádio Kawasaki Todoroki, em Kanagawa, no Japão  0    

O atacante brasileiro natural de Coelho Neto no Maranhão, Elkeson, está prestes a se tornar o primeiro jogador sem ancestrais chineses a jogar pela seleção da China, depois que as autoridades de futebol do país o registraram para as eliminatórias asiáticas da Copa do Mundo no próximo mês.

A Confederação Asiática de Futebol anunciou a inclusão de Elkeson no seu site oficial no domingo, terminando com semanas de especulações sobre se o jogador de 30 anos havia recebido a cidadania chinesa e sido chamado pelo técnico Marcello Lippi para as eliminatórias da Copa do Catar 2022.

As autoridades chinesa flexibizaram as regras de elegibilidade para dar a Lippi a chance de levar a China à sua primeira Copa do Mundo desde 2002, quando o país disputou pela única vez o torneio.

O meia inglês Nico Yennaris, cuja mãe é chinesa, se tornou o primeiro estrangeiro a ser chamado para a seleção quando fez parte do time de Lippi que disputou um amistoso contra as Filipinas em junho. Ele jogou 55 minutos sob o nome de Li Ke.

A convocação de Elkeson, no entanto, é a a primeira de um jogador sem ancestrais chineses e se dá depois do seu sucesso no futebol chinês.

O atacante foi para o Guangzhou Evergrande em 2013 e seus gols ajudaram o clube a conquistas títulos da Liga de Campeões da Ásia. Ele foi transferido para o Xangai SIPG antes da temporada de 2016 e foi parte do time que ganhou o título da Super Liga chinesa pela primeira vez no ano passado. Há um mês, retornou ao Guangzhou.

Vereador Diego dá a receita de como ter a confiança do povo

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O vereador Diego da Madeireira, apesar de ter sido provocado,não tem entrado na barca furada de está polemizando com seus antigos e novos aliados. A tática dele é outra, partir ao encontro do povo que lhe rende votos.

As pessoas que conhecem o vereador sabe que ele é pacato, respeita todo mundo, e vão perder tempo aqueles que lhe provocarem pensando em arrasta-lo para o caminho da polêmica e do debate pessoal.

Recebi uma informação, de que o vereador nesses dias, esteve visitando as comunidades de São Roque e Murici. Na ultima, atendeu o chamado do pastor local para uma conversa amigável e tomar ciência das demandas das comunidades.

Segundo o vereador, são essas visitas as comunidades, que abastecem seus discursos na tribuna para fazer o seu papel de vereador,

Não é fácil passar a semana toda com demandas familiares e do trabalho, e ao final de semana, deixar a família e partir para a batalha, no bom sentido, em busca de soluções urgentes,para os problemas emergentes de nossos conterrâneos, diz o vereador.

Vereador Diego abraçando amigas na Zona Rural de Vargem Grande

Fica a dica e o conselho do vereador Diego: A receita é fácil, vamos sair do comodismo, esquecer a velha política de só visitar a Zona Rural em período de eleição, e juntos buscarmos soluções que nos propomos em palanque para resolver os problemas das comunidades.

Brasil conquista inédito ouro olímpico no futebol nos Jogos do Rio de Janeiro

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A data de 20 de agosto de 2016 vai ficar na cabeça de muitos torcedores de futebol do Brasil. Foi o dia da conquista do sonhado ouro olímpico do futebol brasileiro, o único título que faltava à seleção masculina brasileira. O time comandando por Neymar garantiu a medalha dourada nos Jogos do Rio de Janeiro na final contra a Alemanha, disputada no placo sagrado do Maracanã. 

Após empate no tempo regulamentar por 1 a 1, o ouro foi conquistado nos penaltis (5 a 4). O título veio na quinta bola chutada por Neymar, após o goleiro Weverton ter defendido o penalti cobrado pelo jogador alemão.

Nos 90 minutos iniciais, o Brasil abriu o placar com o gol de Neymar, aos 26 minutos de jogo, em linda cobrança de falta. Na comemoração, Neymar fez o raio do jamaicano tricampeão olímpico de atletismo, Usain Bolt, presente no estádio. O empate dos visitantes aconteceu com Meyer, aos 13 minutos do segundo tempo. O gol ocorreu após uma falha da defesa brasileira.

Antes de chegar à disputa da final, o time brasileiro comandado por Rogério Micale foi alvo de muita desconfiança por conta dos empates sem gols com a África do Sul e o Iraque nas duas primeiras partidas. Na sequência, a seleção apresentou um grande resultado ao golear a Dinamarca por 4 a 0 ainda na fase de grupos. Nas quartas de final, o Brasil derrotou a Colômbia por 2 a 0, depois massacrou Honduras por 6 a 0 nas semifinais. Além de Neymar, outro grande destaque na competição foi o também atacante Gabriel Jesus. 

A gente somos inútil

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Pedro Valls Feu Rosa

Dia desses ouvi uma piada segunda a qual, quando da Criação, nosso país teria sido privilegiado com riquezas imensas e poupado da maioria dos desastres naturais para compensar o “Zé-Povinho” que seria colocado aqui. De tão repetida, esta desagradável ironia virou verdade aceita: a culpa pelo atraso do Brasil é do “Zé-Povinho”.Menos lembrada, porém de muito maior importância, é uma acusação terrível feita por ninguém menos que Theodore Roosevelt, o 26º presidente dos EUA: “Por detrás do Governo ostensivo acha-se um Governo invisível, que não deve fidelidade nem reconhece qualquer responsabilidade perante o povo. Destruir este Governo invisível, dissolver esta maligna aliança entre negócios corruptos e política corrupta, há que ser a primeira tarefa de Estado. Este país pertence ao povo. Seus recursos, seus negócios, suas leis, suas instituições, deveriam ser utilizadas, mantidas ou alteradas somente da maneira que melhor atendesse o interesse coletivo”.

Curiosa, esta frase. No final das contas, que “Governo invisível” é esse? Será que ele existe só lá nos Estados Unidos? Seria ele o responsável por muitas das mazelas inexplicáveis que afligem a humanidade?P

Como explicar, por exemplo, a opção rodoviária feita pelos brasileiros, habitantes de um país de dimensões continentais? Por conta de termos negligenciado os transportes marítimo e ferroviário, passamos as décadas a morrer aos milhares em rodovias que mais parecem matadouros. Está aí a culpa do “Zé-Povinho” ou deste tal “Governo invisível”?Qual a explicação para o fato de dependermos tanto de exportar recursos naturais a preço de banana, para importá-los depois a peso de ouro sob a forma de produtos industrializados? Quem ganha com isso? Seria obra do “Zé-Povinho” ou do tal “Governo invisível”?Como compreendermos o brutal processo de desindustrialização e internacionalização a que nossa economia foi submetida no século passado? Como se explica a entrega de vastos setores – os mais lucrativos, diga-se de passagem – ao capital estrangeiro? Quem lucra com isso? O “Zé-Povinho” ou este “Governo invisível” mencionado pelo ex-presidente norte-americano?E o pagamento de juros? É difícil de entender como chegamos a um ponto no qual os recursos que destinamos no orçamento de 2006 para custear a Previdência Social, a Assistência Social, a Saúde, a Educação, o Trabalho, a Reforma Agrária, a Segurança Pública, o Urbanismo, a Habitação, os Direitos da Cidadania, o Desporto e Lazer, a Cultura e até o Saneamento, somados, deram apenas R$ 317,9 bilhões – R$ 7,9 bilhões a menos do que pagamos só de juros naquele ano. Este descalabro histórico seria culpa do “Zé-Povinho” ou deste “Governo invisível”?Curiosamente, os brasileiros pouco falam sobre tudo isso. Vivem – como de resto a maioria dos outros povos – praticamente em um estado de alienação, desinformados sobre a natureza e extensão de problemas nacionais os mais sérios. Seria isso obra do “Zé-Povinho” ou deste famoso e penumbrento “Governo invisível”?Acorde. Olhe em volta. Perceba que estamos todos a viver em um mundo, em um país, totalmente sem lógica – que somente a existência de um “Governo invisível” pode explicar. Somos, cada um de nós, vítimas dele. Combatê-lo não importa em qual esfera for é nosso dever, sob pena de, em não muito tempo, chegarmos aos portais da eternidade cantarolando o refrão da famosa música do grupo Ultraje a Rigor: “inútil, a gente somos inútil”.