VICENTE LIMONGI NETTO O detonador de trapalhadas

Carlos Bolsonaro fez a primeira vítima.Seguramente está orgulhoso. Deveria patentear a nova e nociva forma de como fazer política com o fígado e não com o cérebro. Carlos é   o farejador de  pretensos inimigos do pai até nas sombras. O  presidente Bolsonaro, que ama e idolatra o filho, cegamente( disse cegamente? Perfeito. Acertei em cheio),  agradece pelo brilhante desserviço e gol contra do atrevido e insolente rebento. Francamente. O Brasil cheio de problemas, Bolsonaro ainda doente e o impoluto Carlos fere mortalmente um leal e dedicado auxiliar do presidente. Casa dividida é prato cheio para os adversários.  Pasmos,  os aliados de Bolsonaro correm rápido para tentar recolher os cacos do vexame. Gostariam de saber, quantos votos o vereador Carlos dispõe, no Congresso que garantam a aprovação das reformas urgentes e vitais para o Brasil. Nessa linha, bem a propósito, como se fosse ontem,  escrevi no Diário do Poder, em dezembro de 2018, com o titulo “Filhos peraltas”: ” Será que os filhos de Bolsonaro vão deixar o futuro presidente da República trabalhar em paz? Falam pelos cotovelos. Metem os bedelhos onde não devem. Precisam botar um freio nas palavras. Afoitos, criam arestas com os próprios aliados. Concluir,  já antevendo problemas e dores de cabeça para Bolsonaro: ” Não tem cabimento, depois de trabalhar com determinação para eleger-se Chefe da Nação, Bolsonaro levar bolas nas costas. E logo dos seus amados filhos.”Agenor feliz e todo prosa
No governo Collor, 3 oficiais do Exército exerciam funções de relevo dentro do Palácio do Planalto: os majores Fernando Azevedo e Silva e Diógenes Dantas Filho e o tenente-coronel Augusto Heleno. Os dois primeiros trabalhavam no setor de Segurança da Presidência da República, sob o comando de Fernando. Heleno, servia na Casa Militar, chefiada pelo General-de-Brigada, Agenor Francisco Homem de Carvalho, depois reformado como General-de-Divisão. Torcedor do São Cristovão, Agenor mora  no  Rio de Janeiro, bairro da Urca. Honrado e orgulhoso por haver chefiado valorosa e digna equipe.O tempo marca os profissionais briosos, dedicados e competentes.Hoje, Fernando e Heleno são generais de Exército. O primeiro é ministro  da Defesa e Heleno é ministro da Segurança Institucional. Diógenes, por sua vez, é coronel e assessor especial de Segurança e Inteligência Cooperativa da Presidência da Petrobrás.Realmente estou muito contente,  mas não prosa, com os sucessivos e merecidos êxitos dos integrantes da minha leal, corajosa, dedicada e competente equipe do gabinete militar que Heleno também me ajudou a montá-la, todos melhores do que eu. Lamento que a morte inesperada e recente do amigo e responsável auxiliar, capitão dr. Jorge, o tenha impedido de vivenciar, bem de perto, o limiar de um novo Brasil. Haja visto que nos deixou para integrar o gabinete do então deputado Bolsonaro. Se vivo fosse estaria no Palácio do Planalto ao lado de seu chefe. Muito grato pelas generosas referências que me permitiram registrar estas reminiscências.AgenorBoechat no céu
Perdi valoroso amigo, e competente profissional,  o jornalista Ricardo Boechat. Nos conhecemos há 50 anos, quando ele trabalhava, no Rio de Janeiro, com o colunista Ibrahim Sued e eu, repórter da sucursal do Globo, em Brasília, precisava passar notícias para o programa diário que Ibrahim fazia, à noite, na TV-Globo. Boechat  usava palavras duras em suas análises na Band. Não poupava homens públicos poderosos. Por vezes injusto, desaforado e exagerado em afirmações e acusações ácidas. Mas Boechat jamais se omitia. Seguramente por esta característica, Ricardo Boechat mereceu prêmios e  o respeito da maioria dos telespectadores.Brasil chora seus mortos
O  Brasil vive uma quadra perturbadora e  avassaladora. Corações e almas dilaceradas pela tristeza. O rosário de imprudências, ganâncias e irresponsabilidades é vergonhoso e assustador. A impunidade humilha os brasileiros de bem. Constrange o bom senso. Seres humanos são destruídos em enchentes, assaltos, incêndios, no trânsito, em balas perdidas,em sequestros, nos covardes feminicídios, nos viadutos sem manutenção e  desmoronamentos. A agonia, a angústia e o desespero destroem famílias. Sonhos e emoções acabam no vazio da estupidez e da desesperança.Canalhas
Bichonas desdentadas insistem em virar meus personagens. As irmãs deles são infinitamente mais agradáveis.Limongi é jornalista. Trabalhou no O Globo, TV-Brasília, Última Hora de Brasília, Ministério da Justiça, Confederação Nacional  da Agricultura, Suframa, Universidade de Brasília e Senado Federal. Tem face e blog. É sócio da ABI há 50 anos. É servidor aposentado do Senado Federal.

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