Antigamente a segurança das festas era feita com uma assinatura

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Lembro-me dos tempos de nossa adolescência, em que em grupos nos dirigíamos para a cidade de Chapadinha para participar das festas que aconteciam no Aldeota Club. A cidade conhecida como Chapada das Mulatas, atraía a presença de muitos jovens que desejavam conhecer e desfrutar da companhia das belas e educadas jovens de Chapadinha.

Saíamos sempre em ônibus, (carro de passeio era propriedade de poucos) e nos hospedávamos na casa do nosso saudoso amigo Seu Sandoval, que sempre nos recebia com gentileza, presteza e bons conselhos.

Existia da nossa parte, a obrigação de chegarmos cedo na cidade, pois só assim, daria tempo seu Sandoval assinar as nossas fichas de ingresso nas festas. Essas fichas eram levadas ao Club que após apreciada pela diretoria, aceitava ou negava o pedido dos postulantes.

E assim, Pedro Sampaio, Ferreirinha Filho, Walderzeno Abreu, Djalma Rodrigues Filho e José de Fátima entre tantos outros de Vargem Grande,viajávamos cheios de esperanças de encontrar o amor de nossas vidas na vizinha e hospitaleira cidade de Chapadinha. Tínhamos por lá amigos que nos assessoravam, como Zé Baleco, Jefferson Portela e Nonatinho Carneiro. Alguns dos nossos amigos daquela época, gostaram tanto da convivência e da receptividade, que contraíram matrimônio com as jovens Chapadinhenses.

E quem ousava fazer algo que fosse de encontro as normas e regras do Aldeota? Só quem estivesse disposto a não participar mais daquelas animadas festas. E quem diria que após a assinatura e aprovação do nosso cadastro entravamos de graça? Ledo engano, tinahmos que pagar na portaria como chamávamos.

Naquela época não existiam os Conselhos Tutelares, e apesar disso, ninguém roubava, ninguém se drogava. No máximo antes da festa na praça da Bandeira tomávamos um garrafa de praianinha, pois dentro do club, era proibido venda de bebidas quentes. O que não era proibido era a venda de todo tipo de cerveja como se ver hoje nos espaços públicos, que são alugados por uma cervejaria de determinada marca.

Mas era assim, após as festas íamos para as casas do senhor Sandoval ou aproveitávamos algum tempinho para fazer uma serenata para as jovens que tínhamos acabado de conhecer nas festas. Essas serestas eram sempre acompanhadas pelos olhos vigilantes do delegado Cloves e seu grupo de policiais.

Pois é, hoje as festas são promovidas a céu aberto, com policiais militares e civis, guardas municipais, e seguranças particulares, e mesmo assim, os pais ficam em suas casas em orações, pedindo ao Criador de todas as coisas que devolvam seus filhos são e salvos para o convívio familiar.

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